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2 Anos de SSC!
Join Date: Nov 2007
Location: Goiânia / Trindade
Posts: 5,187
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O Globo: Goiânia comemora 15 anos de festival independente e se torna a nova capital do rock
RIO - Pense num lugar em que o taxista ouve Ramones, o prefeito aparece no Orkut fazendo sinal de chifrinho e o desconhecido que oferece carona é músico de uma banda que toca no principal festival da cidade. Pois foi isso que a gente encontrou em Goiânia. A capital de Goiás, lugar-comum das duplas sertanejas (Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo e Bruno & Marrone vieram de lá), virou, faz tempo, um celeiro do rock. A gente só não imaginava que a coisa fosse tão grande. E interessante. Com uma dúzia de festivais independentes, selos, estúdios, casas de shows e bandas em profusão, Goiânia ferve. E é a cara de um fenômeno que se alastra: longe demais do grande circuito, mas perto o suficiente da internet, a produção cultural alternativa vem conquistando corações e mentes no Brasil inteiro. Só que essa história não vem de hoje. Começa 15 anos atrás, com dois moleques e uns trocados.
Márcio Jr. tinha uma banda e um zine. Leo Bigode também. Os dois viviam numa loja de discos do centro de Goiânia, acabaram virando sócios da loja (o.k., o negócio faliu, mas isso não vem ao caso) e, inspirados por experiências como o Festival Junta Tribo, em 1993 e 1994, em Campinas, decidiram fazer parecido. Organizaram uma vaquinha, alugaram um som, chamaram um punhado de bandas (incluindo as deles, naturalmente) e criaram o Goiânia Noise Festival. Perderam grana, quase surtaram, mas no ano seguinte meteram a cara de novo. E de novo. E de novo, até que o Noise virou um dos maiores festivais independentes do Brasil. O terreno, afinal, era fértil. Há tempos, Márcio Jr. e Bigode trocavam informações e fitas-demo com gente de todo o país, pelo correio. E o que ouviam foi ficando tão bom que em 1998 eles resolveram lançar coisas bacanas em vinil. Era o começo da Monstro Discos, hoje o maior selo de música independente do país. Os dois não chegaram lá sozinhos. Tiveram um reforço considerável. Nascido e criado em Goiânia, Fabrício Nobre ia ao festival. E também tinha uma banda. E um selo. Como não conseguia tocar no Noise, criou seu próprio festival, o Bananada. Enquanto isso, Leo Razuk, vizinho dos três, não tinha banda, nem selo, nem festival. Mas sempre foi louco por música. Tanto que fez jornalismo só pra escrever sobre o assunto. E escreveu. Sobre o Noise, a Monstro, o Bananada... Os quatro acabaram produzindo um show juntos (da banda grunge Mudhoney), tudo deu certo e eles viraram sócios. Hoje, de uma sala comercial de 40 metros quadrados em Goiânia, Leo Razuk, 37 anos, Bigode, 34, Fabrício, 30, e Márcio Jr., 37, organizam dois festivais e vários shows, lançam bandas de norte a sul, agitam encontros para capacitar o setor e publicam quadrinhos também. Agora, enquanto você lê, estão à toda para botar o próximo festival na rua. O 15º Goiânia Noise, orçado em R$ 800 mil, começa amanhã, com exposição e filmes, e segue com shows de quarta-feira a domingo. A propósito, a banda do Bigode (Jukes) não existe mais. Mas a do Fabrício (MQN - ouça a música 'Cold queen' ) e a do Márcio Jr. (Mechanics - ouça a faixa 'Climax' ) continuam na estrada. E vão tocar no festival. O 15º Goiânia Noise terá mais de 60 atrações em vários palcos da cidade, do Metrópolis, que é uma espécie de Casa da Matriz local, ao Centro Cultural Martim Cererê, o endereço oficial do rock por lá. A programação inclui os americanos do Supersuckers e do Dirty Projectors e os canadenses do Think About Life. De quebra, Martin Atkins, ex-baterista do Nine Inch Nails, vem dar uma palestra. E Paul Jones, diretor artístico da lendária gravadora inglesa Rough Trade, que lançou The Smiths e The Fall, também vai falar e, ainda, botar som numa casa da cidade. Mas a maioria das atrações - e algumas das mais legais - é mesmo de Goiânia. Bandas que fazem um barulho bom fora de casa, como Black Drawing Chalks ( ouça 'My favorite way' ), Bang Bang Babies, Barfly ( ouça 'Imaginary year' ), Johnny Suxxx n' the Fucking Boys, Violins ( ouça 'Entre o céu e o inferno' ) e Diego de Moraes e o Sindicato ( ouça 'Amigo' ), que, aliás, é o grupo do carinha que nos deu carona. No meio da escalação está gente que era plateia até outro dia. Gente que ia ao Noise, se inspirou e formou uma banda. Foi assim, por exemplo, com o Bang Bang Babies e seu som garageiro ( ouça 'Love and bullets' ). - Em 2001, 2002, a gente ouvia Mechanics e MQN - lembra Pedro Henrique, 24 anos, vocalista e guitarrista da banda, que lançou um EP e um CD, tocou nos festivais Jambolada (Uberlândia), Demo Sul (Londrina) e Calango (Cuiabá) e prepara um compacto em vinil a ser prensado em Londres. - O rock goiano tinha bandas boas desde os anos 80. Mas os selos e festivais consolidaram isso - diz Migué, atual baterista do grupo e integrante do finado Hang the Superstars. Video sobre o assunto no Link: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/...-914840298.asp |
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#2 |
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2 Anos de SSC!
Join Date: Nov 2007
Location: Goiânia / Trindade
Posts: 5,187
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Muito Bom ver o nome de Goiânia sendo projetado em todo o país, só que em outro estilo, tirando um pouco da cabeça dos brasileiros esta imagem sertaneja, apenas.
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#3 |
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Marcelo Alves
Join Date: Jan 2009
Posts: 243
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Boa WP Gyn, aos poucos Goiânia vai abrindo sua fronteira cultural multilateral, estirpando um pouco a pré-concepção de capital sertaneja.
Ouvi a Pitty comentando algo a respeito também no programa Altas Horas outro dia. Que bom! |
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#4 |
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Marcelo Alves
Join Date: Jan 2009
Posts: 243
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E ainda bem que a matéria saiu no O Globo.
Se fosse em algum veículo local, já haveriam uns 342 questionamentos quanto ao seu conteúdo! |
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#5 |
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2 Anos de SSC!
Join Date: Nov 2007
Location: Goiânia / Trindade
Posts: 5,187
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#6 |
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Registered User
Join Date: Sep 2008
Location: Goiânia
Posts: 69
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eu fui! esse ano capricharam, uma semana inteira de eventos e shows pela cidade inteira e fechando no clássico martim cererê (embora no centro cultural oscar niemeyer seja mais adequado). otima organização, otimo line-up, e ultimo dia na faixa! foi muito bom...
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"I don't understand the question, and I won't respond to it." Lucille Bluth |
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#7 |
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Goiânia Cidade mais linda
Join Date: Jun 2009
Location: Goiânia/Apd gyn
Posts: 207
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Goiânia hoje é uma Capital Eclética....
Muito Legal essa matéria...... ![]()
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#8 |
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trinta zero zero
Join Date: Nov 2007
Posts: 1,966
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Há tempos que venho ouvindo falar aqui em bsb da super vibrante cena roqueira goianiense. A notícia está só se espalhando.
Infelizmente as rádios do sudeste (e que estão em cidades como Brasília, ex. Jovem Pan, Mix, Transamérica) são muito umbigocêntricas, acho que as bandas de GO podem ter que penar para estourar no resto do Brasil. |
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#9 |
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No ritmo do Frevo
Join Date: Apr 2004
Location: Recife
Posts: 14,577
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Quem diria, hein? A capital do sertanejo...
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Bem vindos à Terra do Frevo!!!!!!
Recife, sede do 1º Encontro Nacional SSC Bloco Virtual de Frevo Leão em Folia - criado em 13/01/2009 -ano II |
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#10 |
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2 Anos de SSC!
Join Date: Nov 2007
Location: Goiânia / Trindade
Posts: 5,187
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![]() Na verdade Goiânia se destaca no Sertanejo(e no Sertanejo Universitário), no Forró, no Brega(e no Tecno Brega), e agora no Rock. Esta mistura de culturas e de povos de todas as regiões do país causa isto. |
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#11 |
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Registered User
Join Date: Sep 2008
Location: Goiânia
Posts: 69
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![]() Na verdade a cena do rock de Goiânia não é novidade, é só vc ver que o gyn noise já tem 15 anos, é tradicional. Outro festival importante é o Bananada que acontece geralmente em maio. Há varios festivais pequenos, medios e grandes durante o ano todo, a cena é forte felizmente, mas ainda assim underground, vc nunca verá ''bandas'' como fresno ou nx zero tocando no noise, por isso é bom, taí durante todos esses anos, e da certo . Pode parecer novo pq agora esta ganhando atenção, afinal o Goiânia Noise Festival já é o maior festival de rock independente do Brasil...
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"I don't understand the question, and I won't respond to it." Lucille Bluth |
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#12 |
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Registered User
Join Date: Mar 2008
Location: Goiânia / Senador Canedo
Posts: 1,456
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Gosto dessas noticias, chega de mistificar 'Capital do Sertanejo'. A cena do Rock em Goiânia tem crescido e ganhado mais destaque, isso é bom porque cria uma pluralidade maior na cidade e favorece também o surgimento de outros estilos.
Legal ver essa crítica cultural porque das bandas citadas eu conheço o vocalista da banda Diego de Moraes e o Sindicato. Uma verdadeira figura, músico, filósofo e professor de sociologia
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- Eu vivo um sonho! |
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#13 | |
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No coração do Brasil
Join Date: Jun 2009
Location: Goiânia
Posts: 160
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Quote:
Quem acompanha esses festivais já tem ciência dessa notícia algum tempo. Na verdade, já tem no mínimo 10 anos que Goiânia, Recife (frevo?) e Salvador (ohhh a capital do axé??) principalmente tem grandes bandas na cena. O Miranda, por exemplo, grande produtor musical (aquele gordinho barbudo do júri do programa Ídolos) confirma isso a cada festival, soltando que nessas 3 cidades estão as melhores surpresas, selos e eventos do país. E também destaco alguns festivais já importantes realizados em outras cidades: Brasília mesmo não precisa ser citada devido a sua relevância para o rock, e forte cena. Mas se olharmos friamente, veremos que Cuiabá já tem 2 festivais quase que a mesmo nível de Um Noise ou Bananada da vida.
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Goiás Esporte Clube. Last edited by JrGec; December 5th, 2009 at 04:22 AM. |
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#14 |
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2 Anos de SSC!
Join Date: Nov 2007
Location: Goiânia / Trindade
Posts: 5,187
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Zero Hora(Porto Alegre) - O peso vem de Goiânia
A impressão que se tem de Goiânia é que, a cada moita que se chuta, sai pelo menos uma dúzia de bandas de rock. Mas não qualquer rock, registre-se. É aquele rock’n’roll feio, sujo e malvado, facilmente proibido para pessoas sensíveis ou cardíacos. E o Black Drawing Chalks é um dos seus melhores representantes. Surgido em 2005, o quarteto formado por Victor Rocha (guitarra e vocal), Renato Cunha (guitarra), Denis de Castro (baixo) e Douglas de Castro (bateria) não facilita quando decide pesar mãos e pés _ assim como não facilitou no nome, que significa “pedaço de carvão preto”, referência a profissão dos guris, artistas gráficos. Seu primeiro disco, Big Deal, produzido pelo gaúcho Iuri Freiberger (da Tom Bloch) e lançado em 2007, os colocaria, facilmente, na mesma prateleira que Eagles of Death Metal, Queens of the Stone Age, Ataxia e Brant Bjork. Cantando em inglês e misturando metal, garage, stoner e hard rock (e o que mais for necessário para produzir barulho), o grupo seguiu contrariando todas as recomendações para fazer sucesso no mainstream quando lançou, em 2009, Life Is a Big Holiday for Us. Um pouco mais “limpo” que o primeiro, foi elogiado pela crítica e abiscoitou três indicações no VMB com o vídeo do single My Favorite Way. A peça rodou bem por programas de TV e foi sucesso também na internet ao ilustrar com psicodelia o rock’n’roll algo tenso da canção – o que contrasta com as apresentações ao vivo do quarteto. Capazes de acender uma pequena cidade ou lançar um foguete para o espaço, os shows do Black Drawing Chalks não raro monopolizam as atenções dos festivais por onde passa – no Brasil e no Exterior, onde já tocou ao lado de The Datsuns, Motörhead e Nashville Pussy. Em sua primeira apresentação em solo gaúcho, no início do mês durante o festival Macondo Circus, em Santa Maria, o grupo reuniu a maior plateia e foi o mais elogiado do line up. http://zerohora.clicrbs.com.br/zeroh...09§ion=999 |
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#15 |
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Registered User
Join Date: Aug 2009
Location: Goiânia
Posts: 50
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#16 |
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Registered User
Join Date: Jun 2009
Posts: 316
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Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, interior do Paraná e interior do Rio Grande do Sul a música sertaneja ainda fala muito alto, mas quanto mais eclética, mais cosmopolita e interessante fica.
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Miami | Brisbane | Brasília |
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#17 |
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Calango do Cerrado
Join Date: Apr 2009
Location: Planaltina/Brasília/DF
Posts: 1,022
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Goiânia vira a nova capital do rock e Brasília a nova capital da música sertaneja...
Quem diria?
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Novo thread temático: Saúde é um luxo!!! Thread do Judiciário Brasileiro Thread comemorativo dos 150 anos de Planaltina-DF |
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