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Old April 19th, 2010, 04:17 AM   #161
Ap_Recife
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Já está na hora de incluir Escada, Vitória de Santo Antão e Goiana na RMR, são cidades que estão aumentando muito a relação com o Recife.
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Old April 22nd, 2010, 07:16 AM   #162
Leo_Recife
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Imagino que o que precisa é que uma dessas cidades deve focar em apresentar a melhor condição de moradia para a massa trabalhadora que gravitará na órbita de Suape. Uma vez que não será, nem poderá ser, o Recife uma cidade dormitório nesse caso. Mas deverá ser Escada, Rio Formoso, Ipojuca!
Planejamento urbano já!
Desenvolvimento econômico com condição de moradia e trabalho para os trabalhadores de Suape.
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Old April 23rd, 2010, 12:29 AM   #163
gutooo
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Conheci Ipojuca, passei por suape e realmente o porto impressiona!

A localização do porto é muito boa, estratégica, e o porto ainda vai crescer muito, impulsionando a economia de pernambuco e do nordeste.

Agora, é TRISTE ver os impactos ambientais que já foram causados e os que estão sendo causados pelo porto.

Mas é o preço do pgrogresso!

A costa de Ipojuca é um paraíso! Uma pena "estragar" parte dela, principalmente o mangue.
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Guto Magalhães
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Old April 23rd, 2010, 04:45 AM   #164
muckie
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Não gosto dessa expressão "preço do progresso" - o ideal seria desenvolver mas com a máxima preservação... Por um lado tb comemoro o magnífico Suape... por outro, me distorço de pena de um dos litorais mais lindos do Brasil

- No Rio, depois de terem transformada a Baia de Guanabara em óleo preto, resolveram dar o mesmo destino à cristalina Baia de Sepetiba... Diria que é o preço do conservadorismo
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Old April 23rd, 2010, 05:28 PM   #165
Timbu
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Não gosto dessa expressão "preço do progresso" - o ideal seria desenvolver mas com a máxima preservação... Por um lado tb comemoro o magnífico Suape... por outro, me distorço de pena de um dos litorais mais lindos do Brasil

- No Rio, depois de terem transformada a Baia de Guanabara em óleo preto, resolveram dar o mesmo destino à cristalina Baia de Sepetiba... Diria que é o preço do conservadorismo
Resposta Oficial

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Resposta de SUAPE para o desmatamento gigante:

COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO DE SUAPE

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Projeto de Lei nº 1496/2010 – Autorização para Supressão Vegetal

Em resposta a matéria que saiu no Blog Acertos de Contas nessa segunda-feira(22) a respeito da supressão vegetal na área do Porto Organizado, necessária à expansão da infraestrutura portuária, a Direção do Complexo Industrial Portuário de SUAPE vem prestar os seguintes esclarecimentos públicos:

1. Como é público e notório, a área portuária de SUAPE se apresenta como de fundamental importância ao cenário de desenvolvimento socioeconômico em que o Estado de Pernambuco se encontra inserido, englobando áreas e empreendimentos que precisam da necessária e indispensável expansão de sua infraestrutura.

2. Considerando a utilidade pública e o interesse socioeconômico do processo de urbanização das Zonas Industriais e Portuárias, assim há muito reconhecidas pelo Decreto Federal nº 82.899/1978 e pelos Decretos Estaduais nºs 2.845/1973, 4.433/1977 e 4.928/1978, não há dúvidas de que o Projeto de Lei em questão se encontra juridicamente fundamentado, seja no art. 225, inciso IX, da Constituição Federal, que exige a edição de lei específica para a supressão vegetal, seja na legislação federal, assim como na legislação estadual – Lei nº 11.206, de 31 de março de 1995 -, editada no legítimo exercício da indisponível competência do Estado de Pernambuco para legislar em matéria ambiental, prevista no art. 24, VI, e parágrafos, da Constituição Federal.

3. É importante destacar que a referida Lei Estadual nº 11.206/1995 condiciona a supressão vegetal à compensação com a preservação ou a recuperação de ecossistema semelhante, em área no mínimo correspondente à degradada (o que está resguardado no art. 2º do Projeto de Lei em questão), bem como à elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e a sua aprovação pelo órgão competente, o que, no caso de SUAPE, deu-se através do Parecer nº 05/2001, da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH).

4. O EIA/RIMA do Projeto Básico para a Ampliação e Modernização de SUAPE foi elaborado com vistas à ampliação da capacidade e melhoria do Porto e efetivamente abrangeu as áreas destinadas à implantação de futuros projetos, inclusive aquela destinada à indústria naval (estaleiros), contemplando, a partir do diagnóstico dos meios físico, biótico e antrópico, uma gama de atividades projetadas susceptíveis de sofrer, direta ou indiretamente, os efeitos dos possíveis impactos durante as fases de implantação das obras e de operação dos empreendimentos ali previstos para o futuro, o que pressupõe a supressão de vegetação ora debatida.

5. Observa-se, portanto, que a supressão de vegetação objeto do Projeto de Lei decorre diretamente de EIA/RIMA regularmente aprovado, mostrando-se como uma etapa do processo de desenvolvimento sustentável há muito prevista e debatida com a sociedade pernambucana.

6. Como se vê, o Projeto de Lei em questão está em consonância com o arcabouço legislativo ambiental, e, uma vez aprovado, como se espera, pelo Parlamento pernambucano, revelar-se-á como o instrumento legalmente previsto pelo Estado Democrático de Direito para concretizar o desenvolvimento sustentável da região e do Estado de Pernambuco como um todo.

7. Superado o exame jurídico, entende-se que o grande debate com a comunidade ambiental, aí incluídas, entre outros, as instituições acadêmicas, as ONG’s e os segmentos da sociedade civil, ocorrerá para contribuir com a elaboração e a implantação do plano de compensação ambiental, previsto no Projeto de Lei em questão como condição para a efetivação da supressão vegetação, fórum este adequado e recomendado às proposições que efetivamente contribuam para a viabilização do desenvolvimento socioeconômico do Estado, observados os princípios que regem o meio-ambiente e a sustentabilidade, tão preciosos para o Governo de Pernambuco quanto a melhoria contínua dos indicadores econômicos e sociais.

http://acertodecontas.blog.br/meio-a...to/#more-46863


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Suape testa desembarque de carros

Armador japonês K line desembarca amanhã, no Porto de Suape, 228 carros Chevrolet Agile. Carga saiu do Porto de Zarate, na Argentina, no dia 12
A General Motors (GM) realiza amanhã a operação piloto da sua central de distribuição de veículos (CDV), no Complexo Industrial Portuário de Suape. O navio STX Oriole, do armador japonês K Line, vai atracar no cais 4 do porto entre 11h e 12h, trazendo 228 veículos Chevrolet Agile, importados da Argentina. A carga saiu do porto argentino de Zarate, no último dia 12, e fez escalas em Rio Grande, Santos e Rio de Janeiro. O desembarque dos veículos está previsto para 14h. A ideia era que essa primeira operação fosse realizada com pompa, contando com a presença do governador Eduardo Campos e do presidente da GM para o Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, mas o evento oficial só deve ocorrer dentro de mais 15 dias, quando vai chegar o segundo navio trazendo 500 carros.
“Essa primeira operação será experimental. Queremos medir o tempo de desembarque e fazer anotações de informática para balizar os próximos desembarques”, diz o diretor de operações de Suape, Jorge Dias. A previsão é descarregar pelo menos 100 veículos por hora. A diretoria do complexo espera que os carros estejam em terra antes de anoitecer.
Os veículos vão chegar num navio do tipo roll on - roll off (rolar para dentro/rolar para fora). São embarcações que possuem um costado (parte lateral) bem maior do que os outros e permite que as cargas entrem e saiam por meio de rampas, a exemplo de carros, caminhões e ônibus. “Com 12 porões (andares), o navio é uma espécie de edifício-garagem”, compara Edvaldo Batista, diretor da Comércio e Navegação E.Batista, operador portuário da K Line.

O operador explica que uma equipe de 16 profissionais será responsável pelo desembarque. “Os estivadores para essa operação têm curso de especialização para a condução de veículos”, destaca. Os estivadores serão responsáveis pelo desembarque do navio para o cais. Já a transferência do cais para o pátio público de veículos de Suape será realizado pela Start Navegação.

Jorge Dias afirma que após essa operação-piloto, o porto deve receber dois navios de veículos por mês, cada um trazendo 500 carros. “Esperamos que os automóveis fiquem, no máximo, uma semana no pátio público para que sejam viabilizadas as próximas operações”, diz. No pátio alfandegado será realizada a liberação da carga pela Receita Federal.

Os veículos importados pela GM serão distribuídos no mercado nordestino. O anúncio da CDV aconteceu em janeiro de 2008, num evento com direito a showroom da GM e fotos do governador Eduardo Campos e Jaime Ardila pilotando os carros. A previsão era que a operação fosse iniciada em 2009, mas a crise global e as discussões sobre impostos postergaram a inauguração.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)/Adriana Guarda

http://portosenavios.com.br/site/not...rque-de-carros
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Old April 29th, 2010, 10:49 PM   #166
EVMARTINS
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É isso que se chama desenvolvimento???

Na contramão do MangueBeat, governo lança MangueBrita em Suape

É inteligente transformar este verde em concreto?
(http://www.interblogs.com.br/sergiox...f?cod=9908174#)

Nos anos 90, com Chico Science e Fred Zeroquatro, Pernambuco se notabilizou com o movimento MangueBeat, arte inspirada na diversidade e importância dos nossos manguezais. http://bit.ly/b5SZU7

Agora, desejando cobrir de concreto o imenso manguezal de Suape, o Governo do Estado lança o que podemos chamar de MangueBrita.

É o velho poder econômico varrendo o bom senso e impondo caminhos sem qualquer imaginação, sem sequer avaliar se não há alternativas mais inteligentes, equilibradas e também lucrativas.

Assusta constatar que planejadores e gestores governamentais sempre optam por saídas baseadas na exclusão. OU fábricas OU mangues. OU pescadores OU técnicos. OU pequenos agricultores OU gerentes de indústrias. Nunca passa pelas suas cabeças mecanicistas a idéia de que é possível somar, integrar, e ter tudo isso ao mesmo tempo: fábricas, mangues, agronegócios, matas, turismo, rios, assegurando espaços para pescadores, doutores, operários, comerciantes, agricultores, cidadãos de hoje e gerações futuras.

Se observassem a riqueza equilibrada do próprio manguezal perceberiam que o segredo da sua vitalidade é exatamente a complementaridade, a convivência colaborativa, a megadiversidade, o funcionamento sistêmico. Se a natureza é tão perfeita, porque não seguir seu exemplo? Em vez de matar o mangue seria mais inteligente aprender com ele, imitá-lo na economia e aproveitar sua riqueza com sabedoria e sensibilidade.

Talvez esses tensos senhores estejam precisando descontrair, pegar uma praia, tomar uma cervejinha gelada, ouvir boa música e pensar melhor:

“Uma cerveja antes do almoço é muito bom, pra ficar pensando melhor”, Chico Science e Nação Zumbi

Mar de concreto

O Projeto de Lei Nº 1496/2010 ( http://bit.ly/afcWcg ), proposto pelo governador Eduardo Campos, visando desmatar 1.076 hectares de mangues e matas nativas no porto de Suape (quase 11 milhões de metros quadrados) foi aprovado esta semana pela Assembléia Legislativa, mesmo com parecer contrário da Comissão do Meio Ambiente http://bit.ly/d234s8 .

Entre os 40 deputados presentes, apenas 11 votaram contra, entre eles, Lucrécio Gomes, do Partido Verde (PV) http://bit.ly/aO30nK

Nas negociações pelos votos dos parlamentares, sem maiores explicações, o governo anunciou redução do desmatamento do mangue: de 893 para 508 hectares - 385 hectares a menos que a proposta inicial. Com essas mudanças, decididas em reuniões fechadas, sem apresentação de estudo consistente ou justificativa pública, fica uma grande dúvida sobre a real necessidade e viabilidade do megadesmatamento. Se 385 hectares não precisam ser devastados por que estavam inseridos na lei? E como esta parte minoritária conseguirá sobreviver desmembrada dos 508 que serão extintos? Será que não é apenas um jogo para destruir tudo depois?

“PV reage à aprovação de projeto na Alepe” http://bit.ly/clk1Mr

O texto original revela a total falta de compromisso socioambiental do governo. São 13 páginas listando friamente as áreas a serem desmatadas, apenas 6 linhas citando burocraticamente as “compensações ambientais” e nenhuma palavra, isso mesmo, zero, sobre os impactos e as possíveis compensações sociais. Sabemos que na região existem comunidades que vivem da pesca, que serão diretamente afetadas com a supressão radical dos manguezais, mas a Lei não dá a mínima atenção a isso.

Suape e o mito do crescimento a todo custo

É hora de abrir um debate transparente sobre o papel de Suape no desenvolvimento de Pernambuco. Há muita propaganda, mas a realidade mostra-se menos generosa. Como explicar que em meio a tantos investimentos, que atingem bilhões de dólares, o município de Ipojuca, que sedia o complexo, tem mais de 32% de analfabetos, 61% com renda familiar abaixo do mínimo e 64% sem saneamento? Algo está errado. O “crescimento econômico” não está gerando o desejável desenvolvimento social.

Portanto em vez de praticar mais devastação o governo precisa realizar as compensações socioambientais pendentes, prometidas, formalizadas e nunca implementadas, e construir, junto com a sociedade, um plano consistente de inclusão social e sustentabilidade ambiental. Somos favoráveis à instalação de novas empresas em Suape, mas é plenamente possível que isso seja feito preservando nosso patrimônio natural. Em vez de trocar um grande mangue, uma grande “fábrica natural”, por outra artificial, queremos garantir as duas coisas: as fábricas e os mangues. Esta é a tendência do mundo desenvolvido no século 21: a convivência pacífica e harmoniosa da economia com a ecologia e o social. Este é o desenvolvimento sustentável que tanto defendemos.

Não queremos apenas barrar a devastação, nosso desejo é formular um ecoplanejamento para transformar Suape em um modelo de convivência equilibrada de todas as vocações da região: turística, residencial, histórica, ambiental, portuária e industrial. Não podemos olhar só para uma dessas vocações e comprometer as demais. Não podemos destruir uma “fábrica” natural de peixes, crustáceos e outros inúmeros “bioprodutos”, que têm valor ecológico, econômico e social, para colocar no lugar um negócio que pode beneficiar uns poucos e prejudicar muitos, hoje e no futuro. E que é irreversível do ponto de vista ambiental e, por isso, condenável do ponto de vista ético. Como nos ensina o mangue, é preciso estudar formas de obter todas as coisas simultaneamente, de uma forma onde todos participem e sejam beneficiados, garantindo o bem comum.

Suape sustentável

Há poucos dias, sobrevoei o complexo de Suape com a senadora Marina Silva (PV-AC), e o ex-presidente do Ibama, Bazileu Margarido. Registramos imagens aéreas, coletamos dados e estamos reunindo informações com especialistas de diversas áreas do conhecimento para propor um modelo de desenvolvimento sustentável para o complexo industrial e portuário (é lamentável que o governo com tanta estrutura e recursos não esteja fazendo isso).

Os verdes querem discutir formas de instalar novas empresas em Suape e em outros pontos do Estado, descentralizando e interiorizando a geração de oportunidades, sem comprometer ainda mais o equilíbrio socioambiental do nosso Estado. As intervenções realizadas anteriormente em Suape já geraram reflexos muito graves, como a mudança de hábitos dos tubarões, que migraram para Boa Viagem (já mataram dezenas de pessoas e afetaram o turismo), e a erosão na orla de Jaboatão. Precisamos evitar novas tragédias ambientais.

Debate em vez de desmate

A Lei foi aprovada, mas a luta para garantir a instalação de empresas sem acabar com os mangues, rios e matas não está perdida. Antes do desmate é fundamental o debate. A força da sociedade é maior que os encaminhamentos burocráticos de um Governo e de uma Assembléia, feitos sem apreço pela transparência e pela discussão profunda. Impressionam a superficialidade e ligeireza das discussões e a falta de argumentos convincentes para tamanha devastação. A “Lei do UltraDesmatamento” tem aspectos muito preocupantes. Seguem alguns:

- Não considera impactos socioeconômicos sobre as comunidades locais

- Não tem base em EIA/RIMA atualizado, portanto não se sabe, por exemplo, onde vai explodir a força das marés, se estas forem desviadas do vai-e-vem natural da área estuarina (vão bater ainda mais na orla de Jaboatão? Quem sabe?)

- Não considera outras potencialidades econômicas da região, como Pesca e Turismo (nem considera o valor econômico e financeiro do próprio mangue vivo, que pode ser objeto de projeto de compensação de carbono)

- O histórico de Suape mostra que nunca são realizadas as prometidas compensações socioambientais (o que se vê é o oposto)

- Não são apresentados dados que mostrem resultados socioeconômicos (desenvolvimento humano imediato) que demonstrem “compensar” tamanha destruição (os indicadores sociais de Ipojuca são uma prova de que o “crescimento econômico” não está se traduzindo em melhoria de vida das pessoas: Enquanto Pernambuco tem 24% de analfabetos (um numero assustador), Ipojuca é ainda pior: tem 32% de analfabetos, 65% sem saneamento e 61% com renda familiar abaixo do salário mínimo (e ostenta um dos piores IDHs – Índice de Desenvolvimento Humano do Estado).

- Falta total de transparência do governo. Ninguém sabe como será o projeto de expansão, não foi divulgado o novo plano diretor. Estudos sobre os problemas do complexo (realizados recentemente por instituições internacionais) estão engavetados. O governo aparece mais preocupado em defender o interesse das empresas do que o grande interesse público.

- Além disso, não sabemos o quanto de investimento público está sendo aplicado nesta operação. Certamente estes recursos seriam melhor aplicados em um grande programa de descentralização da industrialização, com incentivos a projetos com tecnologias sustentáveis.

- A indústria naval é um setor muito problemático no Brasil, cujo futuro é uma interrogação. Há estaleiros abandonados no Rio e em outros lugares.

Por tudo isso, avançaremos nesta luta com muita firmeza. Queremos Pernambuco como modelo de desenvolvimento inovador e sustentável e não como referência do velho modelo econômico, baseado no crescimento a todo custo, na exclusão e na degradação ambiental.

Hora de resgatar o conceito-mangue e avançar por novos caminhos!

“Da lama ao caos, do caos a lama...
Ô Josué eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça”, Chico Science e Nação Zumbi

Fonte: (inclusive para ver a foto do verde mencionada no início:
http://www.interblogs.com.br/sergiox...f?cod=9908174#
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Old May 1st, 2010, 01:58 AM   #167
Timbu
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Originally Posted by EVMARTINS View Post
Na contramão do MangueBeat, governo lança MangueBrita em Suape

É inteligente transformar este verde em concreto?
Depende pra que tipo de inteligência a reportagem se refere

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Originally Posted by Patativa do Agreste View Post
Veja imagens do primeiro navio do estaleiro de Suape que Lula vai batizar







O colunista de Economia Fernando Castilho, dublê de fotógrafo para o Blog de Jamildo, mostra as primeiras fotos do navio que o presidente Lula inaugura na próxima sexta-feira, em Suape. Vamos ver se o bicho boia mesmo.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjami...izar_69726.php
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Old May 2nd, 2010, 02:45 PM   #168
Mascate
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Primeiro navio genuinamente pernambucano

Retomada da indústria naval começa no Estaleiro Atlântico Sul, que lança ao mar petroleiro nesta sexta-feira
Micheline Batista
michelinebatista.pe@dabr.com.br



Foto: Inês Campelo/DP/D.A Press

Nesta sexta-feira, dia 7 de maio, será lançado ao mar em Suape, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro navio petroleiro construído no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras após 13 anos.

Mas não apenas isso. Será lançada ao oceano a primeira embarcação de grande porte produzida em Pernambuco em toda a sua história. Foram necessários mais de três anos desde a assinatura do contrato entre a Transpetro e um certo estaleiro que, por ser ainda virtual, gerava muita descrença.

Poucos acreditavam que o Brasil poderia retomar sua indústria naval, depois de mais de duas décadas de estagnação. E hoje temos a quinta maior carteira de encomendas do mundo. Poucos também acreditavam que os pernambucanos seriam capazes de construir navios. Felizmente, o que era sonho virou realidade. O João Cândido, um gigante de 275 metros de comprimento, quase dois campos e meio de futebol, finalmente deixará o dique seco do Estaleiro Atlântico Sul rumo aocais.

"Um país que não tem marinha mercante não é soberano. Por uma decisão do presidente Lula, estamos retomando a indústria naval em escala global e competitiva. O impossível só existe hoje, amanhã se torna real", comemora o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, muitas vezes tido como um sonhador. A subsidiária da Petrobras, que só comprava na Ásia e gastava por ano US$ 1,2 bilhão no afretamento de navios a armadores estrangeiros, encomendou 49 petroleiros a estaleiros nacionais, viabilizando essa retomada. E já pensa em novas contratações.

O João Cândido, o Suezmax nº 1, é o primeiro dos 49 petroleiros a ficar pronto. Daí tanto simbolismo, tanta comemoração. O lançamento ao mar funciona como uma espécie de batismo, o ponto mais marcante no processo de construção de um navio. Durante a cerimônia, a madrinha quebra uma garrafa de champanhe no costado e deseja sorte à embarcação.

"Será um marco histórico. Como numa gestação, nosso primogênito estará nascendo", prevê Angelo Bellelis, presidente do Estaleiro atlântico Sul. O dique já terá sido inundado 24 horas antes e o João Cândido, então, flutuará até o cais onde receberá o acabamento e passará por testes, até ser entregue ao cliente em agosto próximo.

Madrinha - A Transpetro ainda não anunciou quem será a madrinha do Suezmax nº 1, só sabemos que não será mais a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, hoje pré-canditata à presidência da República. Já o nome João Cândido foi escolhido em homenagem ao marinheiro negro, filho de ex-escravos, que há cem anos liderou a Revolta da Chibata. O movimento, iniciado no Rio de Janeiro no dia 22 de novembro de 1910, pleiteava a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra.

O Almirante Negro, como ficou conhecido, foi banido da Marinha e viveu precariamente, trabalhando como estivador e descarregando peixes na Praça XV, no Centro do Rio. Discriminado e perseguido, faleceu em 1969, aos 89 anos de idade. Retorna agora em grande estilo, emprestando o nome a um petroleiro suntuoso, que custou cerca de US$ 120 milhões (aproximadamente R$ 210 milhões).

O passo a passo da construção



- As chapas e perfis de aço chegam de navio no cais interno (1) e são armazenados no pátio de estoque (2)

- Depois seguem para as oficinas de processamento e panelização (3)

- A etapa seguinte é nas oficinas de montagem de blocos retos e curvos (4)

- Prontos, os blocos seguem para o setor de jateamento e pintura (5)

- A montagem dos blocos ocorre no dique seco (6)

- Após a finalização da montagem, o navio segue para o cais (1), onde recebe o acabamento

As etapas de construção do João Cândido

Contratação
O contrato para construção de 10 navios Suezmax foi assinado entre o EAS e a Transpetro em 30 de janeiro de 2007

Corte das primeiras chapas
Cerimônia de corte das primeiras chapas de aço ocorreu no dia 5 de setembro de 2008

Batimento de quilha (início da edificação)
A edificação do Suezmax 1 começou com a colocação do primeiro bloco de aço dentro do dique seco, no dia 11 de setembro de 2009

Lançamento ao mar
Cerimônia vai acontecer no dia 7 de maio de 2010. Na ocasião, o Suezmax sairá do dique e irá para o cais de acabamento. Antes, será estourada uma champanhe em seu casco, simbolizando o batismo

Entrega
A entrega do Suezmax 1 à Transpetro está prevista para agosto de 2010, após passar por todos os testes.
http://www.diariodepernambuco.com.br...conomia4_0.asp


Construção será mais acelerada

O primogênito do Atlântico Sul nasce depois de uma gestação de oito meses, que é o tempo decorrente desde o batimento de quilha. Seus irmãos, entretanto, serão gestados em bem menos tempo. Com a entrada em operação do segundo pórtico Goliath, em junho deste ano, cada navio passará entre três e meio a quatro meses no dique, diminuindo pela metade o tempo de construção.

O primeiro Goliath já está em operação desde o início do ano. Sua primeira manobra foi a edificação do motor principal do Suezmax nº 1, que pesa aproximadamente 600 toneladas. Trata-se de um superguindaste com 100 metros de altura (o equivalente a um prédio de 30 andares), vão (distância entre as "pernas") de 164 metros e capacidade para içar 1,5 mil toneladas. Cada um desses superguindastes chegou de Hong Kong desmontado em 170 partes, levando quatro meses para ser montado.

Fabricados pela WIA, os Goliaths custaram US$ 68 milhões ao EAS. Estão entre os maiores do mundo e possuem a mesma capacidade dos que estão instalados nos estaleiros mais modernos da Ásia. Em Suape, eles trabalham conjuntamente, de forma sincronizada, com dois operadores cada. Para se ter uma ideia, eles sobem os 100 metros de escada e só descem ao fim do expediente. Lá em cima tem tudo o que eles precisam - água, refeições, toalete etc.

"Quando o primeiro navio sair do dique entrarão o casco da P-55 e o Suezmax nº 2, simultaneamente", antecipa Angelo Bellelis. O segundo Suezmax deverá ser entregue à Transpetro até o fim do ano, enquanto que o casco seguirá para o estaleiro de Rio Grande (RS), no segundo semestre, onde a plataforma terminará de ser montada.

O EAS tem em carteira 22 navios encomendados pela Transpetro e a P-55 da Petrobras. Os contratos somam US$ 3,4 bilhões. O investimento no estaleiro é de R$ 1,4 bilhão, gerando hoje 3,7 mil, empregos na área industrial. Outros dois mil homens ainda concluem a construção do empreendimento.
http://www.diariodepernambuco.com.br...conomia4_1.asp


Promef responsável pela retomada do setor

O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) foi o grande responsável pelo renascimento da indústria naval brasileira. O programa, lançado em 2004, só deslanchou em 2007, com a liberação de recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e a contratação dos dez primeiros navios com o EAS. Foram 26 embarcações na primeira fase e 23 na segunda, totalizando 49 embarcações. O Promef 3 poderá ser anunciado a qualquer momento.

"O Promef está promovendo o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo em que muda a vida das pessoas. Nossa preocupação não foi apenas encomendar navios, foi criar uma indústria sustentável agora e no futuro", defende o presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O programa já gerou 15 mil empregos no país e esse número chegará a 40 mil quando todas as encomendas estiverem contratadas. Das 49, 46 foram licitadas e 33 estão efetivamente contratadas, somando US$ 3,9 bilhões.

O lançamento do segundo navio do Promef 1 será em junho, desta vez no Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro. Machado lembra que só as demandas do pré-sal, que vai dobrar a produção nacional de petróleo, são suficientes para manter aquecida essa indústria nas próximas décadas. A Petrobras opera com 180 petroleiros com idade média de dez anos. Apenas 52 são próprios.

Angelo Bellelis, presidente do EAS, diz que tem interesse em participar de novas licitações. Só que agora o maior estaleiro do hemisfério sul terá mais concorrentes, porque o Promef está fomentando a instalação de novos estaleiros em vários pontos do país. Só em Pernambuco estão previstos mais cinco empreendimentos desse tipo (MPG Shipyards, STX Europe, Construcap, Alusa/Galvão e Tomé-Schahin).
http://www.diariodepernambuco.com.br...conomia4_2.asp


Por dentro do Suezmax

O que é

Navio petroleiro de óleo cru, ou de produtos, com dimensões máximas que permitem a passagem pelo Canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, no Egito

Comprimento

275 metros

Boca

48 metros

Calado de projeto máximo

17 metros

Capacidade

157 mil tpb, correspondente a 1.050 mil barris

Quanto custa

Cerca de US$ 120 milhões

A construção de um único Suezmax demanda

17 mil t de chapas de aço
6 mil t de perfis
3 mil t de tubos
250 mil litros de tinta
900 mil metros cúbicos de oxigênio
80 quilômetros de cabos elétricos
12 mil m² de pisos
500 t de eletrodos

Fontes: EAS e Transpetro
http://www.diariodepernambuco.com.br...conomia4_3.asp
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Pernambuco - O Leão do Norte
Recife: 477 anos de cultura, tradição e modernidade.
06 de Março de 2014 - 197 anos da Revolução Pernambucana
רסיפה, ערש היהדות באמריקה
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Old May 4th, 2010, 08:15 AM   #169
dyegounicap
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Parece com uma baleia
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Old May 7th, 2010, 06:18 AM   #170
marconipedro
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Eu não seria pernambucano se não ficasse orgulhoso.

Parabéns para todos os envolvidos na construção, todos os pernambucanos e todos os brasileiros.
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Old May 7th, 2010, 08:33 AM   #171
Timbu
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Crédito http://www.slide.com/r/z-ORoZbO6T-U3...LA?map=2&cy=un
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Old May 7th, 2010, 02:59 PM   #172
Timbu
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SUAPE não para, mas quando é que isso vai diminuir a desigualdade social em nosso estado e principalmente na RMR a pior do Brasil e uma das maiores da desigualdades sociais da América Latina


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Boa notícia. Porto de Suape recebe primeiros carros da Central de Operações da GM no estado
POSTADO ÀS 16:46 EM 05 DE Maio DE 2010

O governador Eduardo Campos acompanha nesta quinta-feira (6/5), às 09h30, a chegada no Porto de Suape dos primeiros carros importados da Argentina, pela General Motors do Brasil. Com esta operação a GM inaugura uma moderna central logística que vai receber veículos importados, armazená-los e distribuí-los para 14 estados das regiões Nordeste e Norte do Brasil.

A operação começa com o modelo Chevrolet Agile, produzido na fábrica da GM em Rosario, Argentina. O anúncio deste investimento da GM em Pernambuco tira do papel o antigo sonho de transformar o Estado em um polo automotivo e consolida o Porto de Suape como um dos três portos mais importantes no futuro do Brasil nesse tipo de operação. Com investimentos de R$ 30 milhões, a Central irá empregar cerca de 200 pessoas, incluindo mão-de-obra portuária, operadores de logística, os transportadores autônomos e grupo de apoio administrativo, dentre outros.

A empresa considera a possibilidade de, no futuro, também serem movimentados por SUAPE, modelos de produção nacional e importados da GM de outras regiões do mundo. Com a nova central em Pernambuco, a GM vai reduzir o tempo de entrega dos carros. Segundo Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, a empresa "decidiu investir em Pernambuco, pelo grande potencial de crescimento do estado e também pela perspectiva de desenvolvimento sustentável das regiões Nordeste e Norte".

Devido à excelente infraestrutura do Porto de Suape, os desembarques dos veículos poderão ocorrer em operações diurnas e noturnas. O pátio de veículos ocupa uma área de 37 mil metros quadrados e tem capacidade de movimentação de até 25 mil veículos anuais. As atividades de toda a operação da central logística incluem desde o atracamento dos navios, inspeção de qualidade, transferência dos veículos até o pátio, seu armazenamento, preparação dos veículos nos pátios de estacionamento e de carregamento para seu transporte em carretas (cegonheiras) destinadas para as regiões Nordeste e Norte.

Estes são os 14 estados para os quais serão distribuídos veículos Chevrolet por meio da central logística do Porto SUAPE: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Roraima, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

O desembarque dos carros acontecerá nos cais 4 e 5 do Porto SUAPE, com a presença também do secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, do presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, e José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM, entre outros.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjami...tado_70107.php
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Os Impactos da Indústria Naval
POSTADO ÀS 10:25 EM 06 DE Maio DE 2010

Por Carlos Xavier
São notáveis os esforços empreendidos pelo governo federal nos últimos anos para o fortalecimento da indústria naval brasileira. O surgimento de novos estaleiros e um grande volume de encomendas de navios tem caracterizado este período recente, principalmente por causa da demanda gerada pela Transpetro (subsidiária de logística da Petrobras), por meio do PROMEF - Programa de Modernização e Expansão da Frota, que privilegia a construção de embarcações em território nacional.

A atividade de construção naval gera fortes conseqüências econômicas para a região onde se instala. Novos moradores se fixam na região e se capacitam para trabalhar no setor, que por sua vez gera efeito de expansão econômica e aglomeração industrial, uma vez que vários de seus fornecedores tendem a se instalar nas proximidades, especialmente quando a demanda é elevada em função da instalação de múltiplos estaleiros.

No caso de Pernambuco, o pleno funcionamento do Estaleiro Atlântico Sul e a perspectiva de instalação de novos empreendimentos de construção naval criam uma situação muito favorável à economia, especialmente enquanto a demanda por embarcações se mantiver aquecida.

Sabe-se que a atividade de construção naval é cíclica. Há momentos de expansão e outros de retração. Na última década vivemos um forte aumento da demanda por navios no mundo inteiro, especialmente para possibilitar o crescente comercio internacional e o incremento da exploração e produção de petróleo e gás. Possuindo um longo ciclo de vida, as embarcações produzidas hoje serão suficientes para atender a demanda mundial e, em algum momento, esta sofrerá retração.

Durante os períodos de encomendas reduzidas, a construção naval da lugar a atividades que geram menos empregos e menores efeitos sobre a economia local, como a de manutenção e retrofit de embarcações. A demanda se torna ainda menor quando se trata de navios de mais baixa tecnologia, como cargueiros e petroleiros. Nesta fase do ciclo, o número de empregos tende a cair, assim como o volume de encomendas aos fornecedores locais, gerando forte impacto social na região.

De modo a evitar os possíveis riscos de afundar-se junto com a atividade de construção naval, Pernambuco deve fortalecer o pólo naval através da atração de novas indústrias do setor metal-mecânico e de incentivos para que as empresas instaladas venham a realizar localmente atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o que pode consolidar Pernambuco não só como um pólo produtor de embarcações, mas de bens e serviços tecnologicamente avançados, o que geraria ainda mais riqueza local e menor vulnerabilidade econômica do estado.


PS: Carlos Xavier é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA
carlos.xavierjr@uol.com.br
twitter.com/carlosxavierjr

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjami...aval_70150.php
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Chegada de mão-de-obra de outros estados a Suape aquece mercado imobiliário

Publicado por Fernando Clímaco em 06/05/2010

O mercado de aluguel de imóveis está em alta no Recife. Na Zona Sul do Recife, por exemplo, está cada dia mais difícil encontrar uma placa de aluga-se. O motivo, segundo os corretores, é a vinda dos profissionais de outros Estados que prestam serviço a Suape, em Ipojuca.

A Zona Sul do Recife é o paraíso do mercado imobiliário local devido à infraestrutura. Além disso, bairros como Boa Viagem, Piedade e Candeias ficam próximos ao Porto.

Ênio Cahu, corretor de imóveis, que possui escritório em Jaboatão, informa que não possui um apartamento sequer disponível para aluguel: “temos recebido muitos telefonemas diariamente, principalmente pessoas que vêm de outra região, como Rio e São Paulo. O motivo é o fato de Suape ter contratado muita gente. Os contratos foram assinado há um ano, mas agora é a hora de chegada da mão-de-obra e não conseguimos atender a demanda”.

Em outra corretora, em Boa Viagem, são de cinco a dez telefonemas diários e muitos clientes ficam frustrados. Para alugar só há apartamentos de luxo, na Avenida Boa Viagem.

O tipo de imóvel requisitado varia de acordo com a necessidade de quem está se mudando para Pernambuco com ou sem família para trabalhar.

Leonides Caracciolo, corretor de imóveis, explica: “aquele funcionário que vem trabalhar aqui, qualificado, precisa de apartamentos com dois, três quartos para abrigar a família. Quando chega um executivo, ele quer um maior, perto da praia”.

No Sindicato da Habitação (Secovi), os dados revelam o aquecimento do mercado de aluguéis: até dois anos atrás, entre 10% e 15% dos imóveis administrados pelas empresas do mercado imobiliário estavam disponíveis para aluguel. Atualmente, esse número varia entre 5% e 7%.

Os preços, porém, subiram. No primeiro trimestre do ano passado, por exemplo, o índice aplicado no reajuste dos aluguéis estava em torno de 8%. Este ano, houve muita negociação e os reajustes não ficaram em menos de 20% em janeiro, em fevereiro e em março.

O presidente do Secovi, Luciano Alves, identifica um movimento no mercado bem inverso ao da década passada: “hoje virou um grande negócio, além da valorização patrimonial do imóvel, você tem a renda do aluguel. Percebemos a volta desse investidor imobiliário buscando imóvel para renda, isso é muito importante para abastecer o mercado”.

http://escadaedesenvolvimento.wordpr...o-imobiliario/
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Suape quer virar também polo de montadoras

Porto pernambucano inaugura operação da GM e já negocia com Fiat, Volkswagen e Land Rover

Patrick Cruz, de Ipojuca (PE) | 06/05/2010 14:31

O governo de Pernambuco já negocia para ampliar o número de montadoras que utilizam o Porto de Suape para importar automóveis. A General Motors inaugurou nesta quinta-feira uma central logística no terminal, que exigiu investimento de R$ 30 milhões e servirá, inicialmente, para a importação do modelo Agile, fabricado pela montadora em Rosário, na Argentina.

Suape poderá triplicar PIB de Pernambuco

Segundo o secretário de Desenvolvimento do Estado, Fernando Bezerra Coelho, Fiat, Volkswagen e Land Rover já estão no radar de Suape para que também utilizem o terminal como via de abastecimento do mercado nordestino de veículos. “Nos três casos seria para importação”, diz. O governo reuniu-se com representantes das empresas há cerca de 90 dias, de acordo com o secretário.


Foto: Divulgação
Segundo secretário de desenvolvimento de Pernambuco, a GM não tem exclusividade para usar o cais de atracação do Porto de Suape


Não há exclusividade da GM para o uso do cais de atracação, segundo Coelho. “Serão necessários mais pátios, mas há espaço para fazer outros”, afirmou.

Negociações do gênero não costumam ser simples. Faz 15 anos que a General Motors, por exemplo, ventilou pela primeira vez a possibilidade de utilizar Suape para importar automóveis. O negócio não foi adiante e foi retomado de forma definitiva apenas em maio de 2008, quando foi assinado o protocolo de investimento com o governo pernambucano.

Agora, no entanto, um eventual acerto com outras montadoras tem mais apelo. Primeiro porque a GM, ao lançar seu complexo logístico, mostra a viabilidade da operação. A série bilionária de investimentos previstos para Suape – o complexo terá refinaria, indústria petroquímica e um estaleiro – reforçam essa atratividade. Na apresentação feita nesta quinta-feira pela General Motors, um fator adicional também foi citado: neste ano, as vendas de carros em Pernambuco devem superar as da Bahia, o que, se a projeção se efetivar, fará de Pernambuco o maior mercado automobilístico do Nordeste.

A GM prevê que, em até três anos, atingirá a meta para a primeira etapa da nova operação, que é de 25 mil automóveis importados por Suape. A segunda etapa prevê a elevação desse volume para 60 mil unidades.

Inicialmente, apenas o Agile fabricado na Argentina desembarcará no terminal, mas a programação da montadora prevê ainda a importação dos modelos Captiva, que chegará do México, Malibu, originário dos Estados Unidos, e Camaro, fabricado no Canadá. Construir também uma fábrica no local, como querem os políticos locais, dependerá da demanda do mercado e é uma decisão que, se ocorrer, será tomada apenas no futuro, diz o presidente da GM para o Brasil e Mercosul, Jaime Ardila.

*O jornalista viajou a convite da GM

http://economia.ig.com.br/empresas/i...611237818.html
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Navio a ser lançado nesta sexta-feira só será inaugurado em junho. Evento marca renascimento da indústria naval brasileira
POSTADO ÀS 21:42 EM 06 DE Maio DE 2010

Um ano e oito meses de espera e finalmente o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) será lançado. Ver na água a embarcação do tipo Suezmax, de 274 metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo significa assistir o renascimento da indústria naval brasileira. Depois desta sexta-feira (7), ainda serão necessários alguns retoques para, finalmente, em junho, o navio ser entregue à dona, Transpetro.

A embarcação construída pelo - e ao mesmo tempo que - o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) é a primeira de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos. A última foi o Livramento, cuja construção foi encomendada em 1987 e levou 10 anos para ser concluída.

Em suas duas primeiras fases, o Promef prevê a construção de 49 navios no Brasil. Destes, 46 já foram licitados e 38 contratados. Os três restantes estão em fase final de licitação. Em junho, será lançado ao mar o segundo navio do programa, desta vez no Estaleiro de Mauá, em Niterói (RJ).

O Estaleiro Atlântico Sul montará 22 navios do Promef, tendo assim a maior carteira do programa. São 10 navios do tipo Suezmax (160 mil toneladas de porte bruto, capazes de transportar 1 milhão de barris de petróleo), cinco Aframax (110 mil toneladas de porte bruto), quatro aliviadores Suezmax DP (com posicionamento dinâmico) e três aliviadores Aframax DP.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjami...eira_70245.php
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GM inaugura central logística no Porto de Suape
Investimento para receber veículos importados está orçado em R$ 30 milhões.
Carros serão distribuídos para 14 estados das regiões Nordeste e Norte.


Do G1, em São Paulo


GM Porto de Suape Operações em Suape começam com o Chevrolet
Agile, importado da Argentina (Foto: Divulgação)


A General Motors do Brasil inaugurou nesta quinta-feira (06) uma central logística no Complexo Industrial e Portuário Governador Eraldo Gueiros - Porto de Suape -, em Ipojuca (PE). O objetivo é receber veículos importados, armazená-los e distribuí-los para 14 estados das regiões Nordeste e Norte do Brasil. A formalização do projeto ao governo pernambucano havia sido feita pela diretoria em nove de maio de 2008. O investimento está orçado em R$ 30 milhões.

De acordo com a GM, a operação começa com o modelo Chevrolet Agile, produzido em Rosario, Argentina. O pátio em Suape tem uma capacidade de movimentação de até 25 mil veículos anuais.

"A decisão de iniciar este projeto representa uma importante otimização na logística de importação e distribuição de veículos. Com a nova central em Pernambuco, a GM vai reduzir o tempo de entrega dos carros Chevrolet, com foco em atender melhor os consumidores", destacou o presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, durante a inauguração.

Ardila acrescenta, ainda, que a GM decidiu investir em Pernambuco, pelo grande potencial de crescimento do estado e também pela perspectiva de desenvolvimento sustentável das regiões Nordeste e Norte.

De acordo com a GM, as vendas de veículos no Nordeste tiveram expressivo crescimento nos últimos cinco anos, no período de 2005 a 2009, superando a média registrada pelo setor como um todo.

O evento de inauguração oficial contou com as participações do governador do estado de Pernambuco, Eduardo Campos, do secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, dentre outras autoridades - além de diretores do Complexo de Suape e outras autoridades locais.

Infraestrutura
O pátio de veículos ocupa uma área de 37 mil metros quadrados. Para movimentar os veículos e garantir o funcionamento de toda a operação, serão necessárias cerca de 200 pessoas, incluindo mão-de-obra portuária, operadores de logística, os transportadores autônomos e grupo de apoio administrativo, dentre outros.

As atividades de toda a operação da central logística incluem desde o atracamento dos navios, inspeção de qualidade, transferência dos veículos até o pátio, seu armazenamento, preparação dos veículos nos pátios de estacionamento e de carregamento para seu transporte em carretas (cegonheiras) destinadas para as regiões Nordeste e Norte, bem como escritórios e vestiários dos funcionários e dos operadores de logística.

http://g1.globo.com/carros/noticia/2...-de-suape.html
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Eduardo consolida Suape como novo polo automobilístico



Literalmente, a transformação de Suape em um polo automotivo começou pelas mãos do governador Eduardo Campos. Nesta quinta-feira (06/05), o governador tirou do navio o primeiro carro trazido da Argentina pela General Motors para a sua nova central de logística construída no Porto de Suape. Dirigindo um Agile ao lado do presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, o governador inaugurou a nova vocação do porto pernambucano, eleito pelo Instituto de Logística e Supply Chain o melhor do País.

O novo centro logístico recebeu investimentos de R$ 30 milhões e irá empregar quase 200 pessoas. A ideia da GM é receber os veículos, armazenar e distribuir para 14 estados do Nordeste e Norte do Brasil. Com isso, o prazo de entrega dos veículos, que era de 15 a 25 dias, deve ser encurtado em uma semana.

De acordo com o presidente da empresa, o Brasil tem hoje o quarto maior mercado automobilístico do mundo, atrás apenas dos EUA, da China e do Japão. “Crescemos cerca de 30% nos últimos quatro anos. Isso significa 50 mil unidades vendidas a mais por ano. No caso do Nordeste, isso está acima da média: em torno de 35% a 40%. É a região que tem crescido mais rápido e onde temos a maior expectativa. Não tenho a menor dúvida de que Pernambuco, depois de nossa participação com o Centro Logístico aqui, vai atrair muitos investimentos não só nossos, mas da concorrência também”, disse o colombiano Ardila.

O presidente também ventilou a possibilidade de Pernambuco ganhar uma montadora. “Isso vai depender do crescimento do mercado, das necessidades da empresa de investir. As perspectivas do mercado brasileiro são muito boas e, portanto, as perspectivas de novos investimentos também. E, para nós, Pernambuco já é uma família, é um lugar onde ficamos muito à vontade”, explicou.

O governador mostrou confiança na expansão dos negócios da montadora em Pernambuco: “Este é o início da construção de uma parceria muito mais consistente. Hoje a gente desce a rampa com os carros, mas vai chegar o dia em que a gente vai subir essa mesma rampa com os carros produzidos aqui em Pernambuco. Estamos sempre abertos para receber produtos, mas desejosos de exportar produtos feitos aqui, gerando emprego e oportunidades para nossa gente”, disse Eduardo Campos.

O desembarque dos veículos acontecerá de dia ou de noite. O pátio de veículos tem uma área de 37 mil metros quadrados e capacidade de movimentação de até 25 mil veículos por ano. Além de Pernambuco, os outros 13 Estados beneficiados com o centro são: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Também participaram da cerimônia o vice-presidente da GM Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, além de deputados estaduais e federais.

http://www2.pe.gov.br/web/portalpe/e...rticleId=23064

Last edited by Timbu; May 7th, 2010 at 03:10 PM.
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Old May 7th, 2010, 04:26 PM   #173
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Suape, levando Pernambuco ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Suape é a redenção do nosso estado.
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Old May 8th, 2010, 09:20 PM   #174
Timbu
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As notícias após o lançamento do navio ao mar

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Originally Posted by Patativa do Agreste View Post
Estaleiro lança seu primeiro navio ao mar
Presidente Lula participou de batismo ontem, no Porto de Suape, do petroleiro Suezmax


A despeito de quaisquer dificuldades que parecessem intransponíveis, fossem elas econômicas, políticas ou estruturais, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) lançou ao mar o seu primeiro navio ontem, numa bela cerimônia que contou com a presença de lideranças do setor naval e representantes de órgãos federais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu a funcionária do EAS Josenilda Maria da Silva, madrinha do petroleiro Suezmax - batizado de João Cândido, usar uma “machadinha” para cortar um cabo que fez com que o champanhe fosse lançado em direção ao costado da embarcação.

“Diziam que construir um navio no Brasil era impossível. E lá no exterior nos tratavam como país de segunda categoria. A palavra certa é vira-lata. Esse evento tem que ser levado a sério por nós, não é só por causa do emprego e da renda, mas é porque significa a autoafirmação do nosso povo”, exaltou o presidente Lula. Enquanto isso, claramente emocionada, a soldadora Josenilda sorria após o término da solenidade. Ela tem 32 anos, dois filhos e está recebendo R$ 862 de salário. Em poucas palavras, a funcionária resumiu o momento: “Quando eu vi (o petroleiro deslocando-se do dique seco) só fiz chorar, não deu para pensar em nada”.

As homenagens e citações a João Cândido, que foi o líder carioca no episódio da Revolta da Chibata (1910), foram outro destaque do evento. O ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira, chamou atenção para o papel de relevo que Cândido teve na briga para que os marinheiros negros não fossem castigados com chicotadas pelos seus superiores. “O que eu vejo aqui é um mar de João Cândido de guerreiros”, completou, para, em seguida, dar um abraço em Adalberto Cândido, filho do “almirante negro”. “O que nos deixa emocionados é saber que a homenagem não vai a um figurão, leva o nome de um preto que teve uma história de luta pelo País”, asseverou o governador Eduardo Campos.

Conforme antecipou à Folha, durante o ato solene, realizado num palco dentro de uma das estruturas internas do Estaleiro, um casal (José e Norma do Nascimento) foi chamado para assinar o primeiro contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal para habitar uma das 1.328 casas do Condomínio Atlântico Sul, que fica numa área localizada em Ipojuca e está em fase de terraplanagem. Para completar a comemoração, o conhecido pernambucano cordelista e xilogravurista J. Borges leu um cordel feito especialmente para o evento do dia. Porém, ele ainda falou no “líder Lula”, na participação das mulheres na confecção do navio e no desenvolvimento com inclusão social gerado pelo projeto.

http://www.folhape.com.br/index.php/...5765?task=view
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Originally Posted by Patativa do Agreste View Post
Embarcação faz ressurgir indústria naval no País

“Este é um dia histórico para a indústria naval brasileira. O coração fica apertado. Daqui a pouco a porta do dique será aberta e o navio começará a flutuar”, declarou o presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Angelo Belellis, minutos antes do lançamento do primeiro navio ao mar. Num evento onde houve longo espaço para discursos, outras lideranças de peso deram as suas palavras. “Vemos um sonho se realizar. Agora, muitos trabalhadores não vão ter que seguir aquele poema lindíssimo de Patativa do Assaré (que conta a história das pessoas que saem da cidade natal para tentar a vida em lugares mais desenvolvidos)”, exclamou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Já o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, lembrou que o EAS foi “chamado de várias coisas” antes de se concretizar. Ele fez referência ao termo virtual, usado como forma de dizer que não poderia ser visto como prioridade para o Estado e o País por, na época, existir apenas no papel. “Transformamos o virtual em real, algo sólido como o galpão em que estamos, como o navio que foi construído”, enfatizou. Segundo o prefeito de Ipojuca, Pedro Serafim, a decisão de ressurgir com a indústria naval trouxe de volta milhares de empregos perdidos na década de 1980, quando estaleiros foram fechados em todo o Brasil. Atualmente, a Petrobras gasta R$ 2,5 bilhões com afretamento de navios.

Ressaltaram o valor simbólico do evento o ministro dos Transportes, Paulo Bastos, e o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha.

http://www.folhape.com.br/index.php/...conomia/565766


Segundo navio sai até fim do ano
Presidente da Transpetro disse que embarcação se chamará Celso Furtado


O presidente Lula achou que, ainda na condição de “chefe” do Palácio do Planalto, não veria mais nenhum navio do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) ser lançado ao mar. Eis que o líder cometeu um “pequeno” engano. O presidente da empresa, Angelo Belellis, fez questão de interromper o discurso presidencial para informar que até o fim deste ano deverá estar indo à água o segundo “filho”, que já está entrando nos processos iniciais de construção. Lula não quis guardar segredo e resolvel revelar logo o nome desta embarcação: “Eu escolhi homenagear Celso Furtado”, afirmou, em alusão ao doutor em economia e primeiro superintendente da Sudene.

Todavia, antes de o segundo navio ir ao mar, o petroleiro João Cândido será totalmente concluído e enviado à Transpetro (subsidiária da Petrobras), que fez a encomenda para atender ao Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef I). De acordo com Belellis, o Suezmax ficará pronto até o fim de agosto, marcando a retomada da indústria naval brasileira. Trata-se da primeira embarcação de grande porte construída no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em 13 anos. A última havia sido o Livramento, cuja construção foi encomendada em 1987 e levou dez anos para ser concluída.

O João Cândido tem 274 metros de comprimento, investimento de US$ 120 milhões e capacidade para um milhão de barris de petróleo (metade da produção diária nacional), e será utilizado, principalmente, para o transporte de longo curso (viagens internacionais). Cerca de 3,7 mil funcionários trabalharam na edificação do empreendimento. Sem contar com os dois navios citados, o EAS tem mais 20 encomendas de petroleiros, além da plataforma P-55. Com encomendas do Promef, o Brasil já é o quarto maior fabricante de navios petroleiros do mundo, pois a demanda hoje é de 49 navios. O segundo lançamento de navio do Promef está marcado para junho, no Estaleiro Mauá (Rio de Janeiro).

http://www.folhape.com.br/index.php/...conomia/565767
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Old May 9th, 2010, 01:03 AM   #175
luancarpe
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Fotos magníficas! Meu jesus cristinho haahhahaa
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Old May 9th, 2010, 07:15 AM   #176
Alexpilsen
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Cadê o desenvolvimento para o povo? Tudo muito lindo e bonitinho... Mas o que mais tem em Suape são Paulistas e Fluminenses, enquanto os pernambucanos geralmente são pedreiros!
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Old May 9th, 2010, 12:58 PM   #177
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As escolas técnicas estão formando muitas pessoas e isso, infelizmente, não se faz da noite para o dia. É natural que haja fluminenses, eles já têm know-how por conta dos estaleiros de lá.
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Old May 9th, 2010, 01:20 PM   #178
Santista10
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É Pernambuco bombando!!!!Go Brasil!!!
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Old May 9th, 2010, 03:46 PM   #179
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É Pernambuco bombando!!!!Go Brasil!!!
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Old May 11th, 2010, 04:26 PM   #180
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Olhando o tamanho do estaleiro reafirmo minha posição que está muito bem onde está.

Sería péssimo ter algo assim no Mucuripe aqui em Fortaleza.

Acho que já ficaremos bem de siderúrgica e refinaria. Quem sabe até produzam o aço para os navios do estaleiro no Pecem?!

Por outro lado concordo com as críticas a esse modelo de desenvolvimento. Pouco se faz para qualificar a mão de obra local além de nível operacional. Não vemos gerentes, supervisores, diretores e menos ainda presidentes oriundos daqui.

O capital externo é importante, mas é preciso apropriar-se dele, fazê-lo nosso também.
Assim faz a China desde a década de 70, quantas décadas a mais levaremos para aprender a lição?
Kaique no está en línea   Reply With Quote


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