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Old March 11th, 2012, 01:23 AM   #3281
carlosgyn
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Originally Posted by Fullgencio View Post
Sempre falam que o FIPE-ZAP não é válido mas até agora ele foi totalmente referendado pelos dados dos relatórios de VGV (Valor geral de Vendas) e de unidades vendidas do SECOVI. Detalhe: em todos os estados, a valorização mostrada pelo FIpe-zap depois foi confirmada.

E para quem não gosta dos relatórios do SeCOVI confirmando o FIpe-zap, tem também os dados do ITBI que também confirmam o que o FIPE-ZAP está medindo.

Então fica a necessidade de se arrumar algum argumento mais consistente contra o FIPE-ZAP, tendo em vista que os fatos e as próprias secretarias de fazenda e do tesouro vem confirmando o índice e lhe dando credibilidade crescente.

De qualquer forma acompanhar esse debate sobre Bolha está cada vez mais divertido. O delírio coletivo sobre a suposta bolha está ficando cada vez mais surreal. Já tem até "profeta da Bolha", "santo da Bolha" e por aí vai. E o desespero está cada vez maior pois eles ficam prometendo estouro e queda de preços e nada de estourar (faz 3 anos) e os preços só sobem.

Só sei que de agora em diante veremos situaçào cada vez mais hilárias entre os defensores.
Fico me perguntando que tipo de pessoa tem interesse em manter essa escalada insana de preços. No fim, quem ganha com isso? Quem ganha com o fato de imóveis estarem custando preços irreais e que tornam a compra de um imóvel impossível pra boa parte da população?

Mas essa torcida é infrutífera. Basta observar em sua volta o que está acontecendo. Basta ler as manchetes dos jornais. BASTA PENSAR UM POUCO.

Resta saber se quem acha que está tudo normal NÃO CONSEGUE ou NÃO QUER pensar um pouco.
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Old March 11th, 2012, 06:08 AM   #3282
Vip2011
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Originally Posted by Fullgencio

Sempre falam que o FIPE-ZAP não é válido mas até agora ele foi totalmente referendado pelos dados dos relatórios de VGV (Valor geral de Vendas) e de unidades vendidas do SECOVI. Detalhe: em todos os estados, a valorização mostrada pelo FIpe-zap depois foi confirmada.

E para quem não gosta dos relatórios do SeCOVI confirmando o FIpe-zap, tem também os dados do ITBI que também confirmam o que o FIPE-ZAP está medindo.

Então fica a necessidade de se arrumar algum argumento mais consistente contra o FIPE-ZAP, tendo em vista que os fatos e as próprias secretarias de fazenda e do tesouro vem confirmando o índice e lhe dando credibilidade crescente.
Todo mundo sabe que o ITBI vem subindo porque a cada ano que passa mais imóveis são comprados financiados, obrigando a declaracao do valor real para calculo do imposto. Quando o imovel é pago à vista, muita gente declara valor menor para pagar menos ITBI. Ou seja, o aumento do ITBI nao está diretamente ligado à elevação de preço dos imóveis, e sim do aumento de transacoes declaradas pelo valor correto.

Com relação ao fipezap, o problema é que reflete apenas os preços anunciados, sem considerar que os valores reais da compra e venda. Se os descontos dados pelos vendedores em relação ao anuncio permanecessem constantes (essa é a premissa do fipezap), isso nao seria um problema. Porém todo mundo sabe que a quantidade de descontos e brindes vêm aumentando a cada dia, o que torna o índice fipezap totalmente furado.
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Old March 11th, 2012, 04:23 PM   #3283
Fullgencio
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Originally Posted by Vip2011 View Post
Todo mundo sabe que o ITBI vem subindo porque a cada ano que passa mais imóveis são comprados financiados, obrigando a declaracao do valor real para calculo do imposto. Quando o imovel é pago à vista, muita gente declara valor menor para pagar menos ITBI. Ou seja, o aumento do ITBI nao está diretamente ligado à elevação de preço dos imóveis, e sim do aumento de transacoes declaradas pelo valor correto.
De 2010 para 2011 a quantidade de imóveis comercializados caiu, mas o ITBI em geral subiu. E o crédito imobiliário manteve-se constante. O ITBI subiu em média 18%, mas como ocorreram menos negócios, essa subida média do ITBI mostra que o FIPE-ZAp em torno de 25% de 2011 contra 2010 está corretíssimo.


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Originally Posted by Vip2011 View Post
Com relação ao fipezap, o problema é que reflete apenas os preços anunciados, sem considerar que os valores reais da compra e venda. Se os descontos dados pelos vendedores em relação ao anuncio permanecessem constantes (essa é a premissa do fipezap), isso nao seria um problema. Porém todo mundo sabe que a quantidade de descontos e brindes vêm aumentando a cada dia, o que torna o índice fipezap totalmente furado.
Como eu disse, é necessário arrumar outro tipo de desculpa para condenar o FIPE-ZAP, já que os dados (fatos) do ITBI e SECOVI confirmam-no totalmente.
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Old March 11th, 2012, 06:11 PM   #3284
FriedrichHayek
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É claro que o que vem acontecendo no Brasil é apenas um capítulo de um processo internacional que já pegou muitos países, causado por liquidez exagerada, taxas de juros muito baixas por muito tempo (nos países desenvolvidos), liberalização de investimentos estrangeiros, otimismo desmesurado etc.

Hoje, estava com um tempo livre e resolvi fazer uma pequena lista de estouros de bolhas imobiliárias ao redor do mundo. Há muitos outros países que não inclui por não ter encontrado notícias atualizadas (como Croácia etc), e outros que têm bolhas famosas prestes a estourar (Austrália, Nova Zelândia, Líbano etc). Os percentuais de queda nos preços são sempre significativos.

A variedade mostra que nenhum país está imune a esses períodos de euforia, aos quais se seguem fortes correções.

Bulgária (em 2009, com o estouro da bolha, os preços caíram em média 40%)
http://www.novinite.com/view_news.php?id=107241

China (Xangai e outras, queda de, até agora, cerca de 25-30% nos preços de lançamentos)
http://shanghaiist.com/2011/10/26/is...sting_shan.php
http://www.macrobusiness.com.au/2012...h-van-onselen/

Dinamarca (queda de 19% em termos reais, com expectativa de queda de mais 10% nos próximos dois anos)
http://www.globalpropertyguide.com/Europe/Denmark

Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi e Dubai, quedas de 60% a 45% nos preços, respectivamente):
http://www.businessweek.com/news/201...n-bailout.html

Espanha (queda de cerca de 17% até agora, voltando aos preços de 2005)
http://economia.elpais.com/economia/...74_850215.html

Estados Unidos (em algumas cidades, queda de mais de 65% nos preços)
http://www.dailymail.co.uk/news/arti...IVE-YEARS.html

Irlanda (queda de preços já superior a 50%)
http://www.globalpropertyguide.com/E.../Price-History

Japão
(queda de 80% nos preços em poucos anos, seguida de estagnação de preços)
http://www.housingjapan.com/2011/11/...estate-prices/

Portugal (queda já de 40% nos preços)
http://www.jornaldenegocios.pt/home....S_V2&id=541305
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Old March 11th, 2012, 06:23 PM   #3285
Vip2011
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Originally Posted by Fullgencio

De 2010 para 2011 a quantidade de imóveis comercializados caiu, mas o ITBI em geral subiu. E o crédito imobiliário manteve-se constante. O ITBI subiu em média 18%, mas como ocorreram menos negócios, essa subida média do ITBI mostra que o FIPE-ZAp em torno de 25% de 2011 contra 2010 está corretíssimo.

Como eu disse, é necessário arrumar outro tipo de desculpa para condenar o FIPE-ZAP, já que os dados (fatos) do ITBI e SECOVI confirmam-no totalmente.
Se a quantidade de imóveis vendidos caiu e o credito imobiliario se manteve constante, o que será que diminuiu? Nao precisa ser um gênio pra deduzir que o que caiu foi o número de imóveis vendidos a vista, que eram declarados por valores menores que os reais para pagar menos imposto. Foi essa mudanca que fez o ITBI subir.

Quanto ao FIPEZAP,, explicarei com exemplos.

Ele funciona com base nos precos anunciados, desprezando o valor real da transação. A principio nao haveria problema, pois se a media do preco anunciado é de 500mil e o desconto dado pra fechar o negocio é de 5%, o valor da transação cai pra 475mil. Ocorre que se o preco medio anunciado sobe 20% para 600mil e o desconto concedido continua em 5%, o valor medio da transação vai para 570mil, ou seja, sobe os mesmos 20%. Nesse cenário o fipezap funciona muito bem.

Mas no cenário atual, de descontos cada vez maiores, teremos o seguinte: se a media do preco anunciado é de 500mil e o desconto dado pra fechar o negocio é de 5%, o valor da transação cai pra 475mil. Mas se preco medio anunciado sobe 20% para 600mil e o desconto concedido aumenta para 15%, o valor médio da transação vai para apenas para 510mil, ou seja, enquanto o Fipezap indicará a mesma alta de 20%, na realidade os preços reais transacionados teriam subido 7,37%.

Simples assim.
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Old March 11th, 2012, 06:28 PM   #3286
besantos
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Originally Posted by FriedrichHayek View Post
É claro que o que vem acontecendo no Brasil é apenas um capítulo de um processo internacional que já pegou muitos países, causado por liquidez exagerada, taxas de juros muito baixas por muito tempo (nos países desenvolvidos), liberalização de investimentos estrangeiros, otimismo desmesurado etc.

Hoje, estava com um tempo livre e resolvi fazer uma pequena lista de estouros de bolhas imobiliárias ao redor do mundo. Há muitos outros países que não inclui por não ter encontrado notícias atualizadas (como Croácia etc), e outros que têm bolhas famosas prestes a estourar (Austrália, Nova Zelândia, Líbano etc). Os percentuais de queda nos preços são sempre significativos.

A variedade mostra que nenhum país está imune a esses períodos de euforia, aos quais se seguem fortes correções.

Bulgária (em 2009, com o estouro da bolha, os preços caíram em média 40%)
http://www.novinite.com/view_news.php?id=107241

China (Xangai e outras, queda de, até agora, cerca de 25-30% nos preços de lançamentos)
http://shanghaiist.com/2011/10/26/is...sting_shan.php
http://www.macrobusiness.com.au/2012...h-van-onselen/

Dinamarca (queda de 19% em termos reais, com expectativa de queda de mais 10% nos próximos dois anos)
http://www.globalpropertyguide.com/Europe/Denmark

Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi e Dubai, quedas de 60% a 45% nos preços, respectivamente):
http://www.businessweek.com/news/201...n-bailout.html

Espanha (queda de cerca de 17% até agora, voltando aos preços de 2005)
http://economia.elpais.com/economia/...74_850215.html

Estados Unidos (em algumas cidades, queda de mais de 65% nos preços)
http://www.dailymail.co.uk/news/arti...IVE-YEARS.html

Irlanda (queda de preços já superior a 50%)
http://www.globalpropertyguide.com/E.../Price-History

Japão
(queda de 80% nos preços em poucos anos, seguida de estagnação de preços)
http://www.housingjapan.com/2011/11/...estate-prices/

Portugal (queda já de 40% nos preços)
http://www.jornaldenegocios.pt/home....S_V2&id=541305
Muito interessante sua pesquisa. Para alguns desses países, existe uma literatura muito farta a respeito da formação da bolha de preços. Em muitos desses lugares existia um certo mito de que o preço de imóvel não cairia nunca. Soa familiar?

Essa crença na infinitude do aumento de preços de imóveis é o principal indicador de bolha. Isso é o que caracteriza uma bolha. Não custa lembrar que Economia não é uma ciência exata.
__________________
"Quem observa com seriedade descobre que, assim como para a morte, que é difícil, também para o difícil amor não se reconheceu ainda nenhum esclarecimento, nenhuma solução, nem aceno, nem caminho."
- Rainer Maria Rilke
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Old March 11th, 2012, 06:33 PM   #3287
Vip2011
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Originally Posted by Vip2011

Se a quantidade de imóveis vendidos caiu e o credito imobiliario se manteve constante, o que será que diminuiu? Nao precisa ser um gênio pra deduzir que o que caiu foi o número de imóveis vendidos a vista, que eram declarados por valores menores que os reais para pagar menos imposto. Foi essa mudanca que fez o ITBI subir.

Quanto ao FIPEZAP,, explicarei com exemplos.

Ele funciona com base nos precos anunciados, desprezando o valor real da transação. A principio nao haveria problema, pois se a media do preco anunciado é de 500mil e o desconto dado pra fechar o negocio é de 5%, o valor da transação cai pra 475mil. Ocorre que se o preco medio anunciado sobe 20% para 600mil e o desconto concedido continua em 5%, o valor medio da transação vai para 570mil, ou seja, sobe os mesmos 20%. Nesse cenário o fipezap funciona muito bem.

Mas no cenário atual, de descontos cada vez maiores, teremos o seguinte: se a media do preco anunciado é de 500mil e o desconto dado pra fechar o negocio é de 5%, o valor da transação cai pra 475mil. Mas se preco medio anunciado sobe 20% para 600mil e o desconto concedido aumenta para 15%, o valor médio da transação vai para apenas para 510mil, ou seja, enquanto o Fipezap indicará a mesma alta de 20%, na realidade os preços reais transacionados teriam subido 7,37%.

Simples assim.
Esse mesmo problema explicado de outra forma, agora na palavras da própria FIPE:

"Outra possibilidade, utilizada em países como Inglaterra, Áustria, Hungria e Malta, por exemplo, é usar os anúncios de imóveis como fonte de informação. A grande desvantagem dessa fonte é a óbvia distância entre o preço ofertado e o preço de fato transacionado. Mas, se se adotar a hipótese de que pelo menos no médio e longo prazo a evolução dos dois preços tenha tendências semelhantes , um índice de preços ofertados poderia ser considerado como um indicador confiável do mercado imobiliário. Essa foi a escolha feita pela Fipe, neste momento."

Fonte: http://www.fipe.org.br/web/indices/f...0v20110216.pdf
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Old March 11th, 2012, 07:09 PM   #3288
Fullgencio
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Originally Posted by FriedrichHayek View Post
É claro que o que vem acontecendo no Brasil é apenas um capítulo de um processo internacional que já pegou muitos países, causado por liquidez exagerada, taxas de juros muito baixas por muito tempo (nos países desenvolvidos), liberalização de investimentos estrangeiros, otimismo desmesurado etc.
No Brasil temos praticamente o inverso disso tudo: taxas de juros elevadas por muito tempo (as maiores taxas de juros reais do mundo) e liquidez baixa (compulsórios muito elevados em relação às demais economias, e que aumentaram ainda mais com as medidas macroprudenciais).

Ou seja, nada do que provocou bolhas de preços em imóveis no mundo está presente no Brasil, o que prova o caráter de "crença" que envolve esse assunto no Brasil.

Last edited by Fullgencio; March 11th, 2012 at 07:20 PM.
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Old March 11th, 2012, 09:03 PM   #3289
norolama
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Originally Posted by Fullgencio View Post
No Brasil temos praticamente o inverso disso tudo: taxas de juros elevadas por muito tempo (as maiores taxas de juros reais do mundo) e liquidez baixa (compulsórios muito elevados em relação às demais economias, e que aumentaram ainda mais com as medidas macroprudenciais).

Ou seja, nada do que provocou bolhas de preços em imóveis no mundo está presente no Brasil, o que prova o caráter de "crença" que envolve esse assunto no Brasil.
Nada mesmo?
Preços subindo muito rápido? 100% em 4 anos!
Renda não acompanhando o valor dos imóveis?
Realmente o Brasil está imune!
Se em outros países, com juros de financiamentos baixos, aconteceu tudo isto, aqui, com os juros altos, o índice de devoluções e inadimplência corre o risco de ser muito maior. Como exemplo, vamos ao mercado de veículos:
http://economia.estadao.com.br/notic...1,102942,0.htm
http://g1.globo.com/sao-paulo/soroca...-atinge-5.html

E voltando ao mercado imobiliário:
http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-b...bolha-no-pais/
Destaco o seguinte trecho, referente ao tema inadimplência: “Mas, se começar a ocorrer uma forte inadimplência nas centenas de linhas de crédito que foram concedidas, aí sim viveremos a bolha”, comenta Nelson de Souza, professor da Ibmec do Rio de Janeiro. “Então, acho que podemos responder essa pergunta daqui a alguns anos, dois talvez”, emenda.

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Originally Posted by Vip2011
Quanto ao FIPEZAP,, explicarei com exemplos.
Ele funciona com base nos precos anunciados, desprezando o valor real da transação. A principio nao haveria problema, pois se a media do preco anunciado é de 500mil e o desconto dado pra fechar o negocio é de 5%, o valor da transação cai pra 475mil. Ocorre que se o preco medio anunciado sobe 20% para 600mil e o desconto concedido continua em 5%, o valor medio da transação vai para 570mil, ou seja, sobe os mesmos 20%. Nesse cenário o fipezap funciona muito bem.
Mas no cenário atual, de descontos cada vez maiores, teremos o seguinte: se a media do preco anunciado é de 500mil e o desconto dado pra fechar o negocio é de 5%, o valor da transação cai pra 475mil. Mas se preco medio anunciado sobe 20% para 600mil e o desconto concedido aumenta para 15%, o valor médio da transação vai para apenas para 510mil, ou seja, enquanto o Fipezap indicará a mesma alta de 20%, na realidade os preços reais transacionados teriam subido 7,37%.
Simples assim.
Exatamente.
Quer melhor exemplo do que os anúncios do Noroeste? Num mesmo prédio, apartamentos com o mesmo tamanho (100m2), com 65% de diferença no valor.
E mais, estes são os valores de pedida, não de venda efetiva.
Dá para confiar?

R$ 14.089,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-480052
R$ 11.000,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-369333
R$ 10.317,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-456742
R$ 10.269,00 - 100m2 - Residencial Regent (é outro prédio, mas a planta e fachada são exatamente iguais)
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-480040
R$ 8.500,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-477605

Last edited by norolama; March 11th, 2012 at 09:20 PM.
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Old March 12th, 2012, 12:09 AM   #3290
CesarPR
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No Brasil temos praticamente o inverso disso tudo: taxas de juros elevadas por muito tempo (as maiores taxas de juros reais do mundo) e liquidez baixa (compulsórios muito elevados em relação às demais economias, e que aumentaram ainda mais com as medidas macroprudenciais).

Ou seja, nada do que provocou bolhas de preços em imóveis no mundo está presente no Brasil, o que prova o caráter de "crença" que envolve esse assunto no Brasil.
Ai vai do ponto de vista né ? As taxas de juros no Brasil ainda estão entre as mais altas do mundo, só que elas caíram brutalmente nos últimos 10 anos. Não há como negar que essa queda foi um dos fatores responsáveis pela alta nos preços.

O que resta saber é se, devido a uma série de fatores que já foram discutidos aqui, houve um "overshooting" nessa alta ou não ...
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Old March 12th, 2012, 12:19 AM   #3291
Espartano_bsb
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Originally Posted by norolama View Post
Exatamente.
Quer melhor exemplo do que os anúncios do Noroeste? Num mesmo prédio, apartamentos com o mesmo tamanho (100m2), com 65% de diferença no valor.
E mais, estes são os valores de pedida, não de venda efetiva.
Dá para confiar?

R$ 14.089,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-480052
R$ 11.000,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-369333
R$ 10.317,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-456742
R$ 10.269,00 - 100m2 - Residencial Regent (é outro prédio, mas a planta e fachada são exatamente iguais)
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-480040
R$ 8.500,00 - 100m2 - Residencial Pigot
http://www.wimoveis.com.br/imovel/ve...os-sqnw-477605

Não dá para se basear em anúncios do wimóveis para provar uma eventual diferença nos preços. Primeiro que esses anúncios são de imóveis diferentes. Tem unidade do 5º, 2ª e 1ª andar. Os preços sempre divergem de acordo com o andar do imóvel. Segundo, esses anúncios são de responsabilidade dos corretores. Em muitos casos, eles colocam apenas o preço da entrada ou das chaves para atrair possíveis interessados. Depois de muito blá blá blá soltam a planilha real.

Agora, se você quiser uma prova real dessa suposta diferença dos preços, vai ter que entrar nos stands de venda com regularidade.

Last edited by Espartano_bsb; March 12th, 2012 at 12:24 AM.
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Old March 12th, 2012, 12:23 AM   #3292
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No Brasil temos praticamente o inverso disso tudo: taxas de juros elevadas por muito tempo (as maiores taxas de juros reais do mundo) e liquidez baixa (compulsórios muito elevados em relação às demais economias, e que aumentaram ainda mais com as medidas macroprudenciais).

Ou seja, nada do que provocou bolhas de preços em imóveis no mundo está presente no Brasil, o que prova o caráter de "crença" que envolve esse assunto no Brasil.
E em relação aos outros indicadores apresentados pelo FriedrichHayek? Digo em relação aos investimentos estrangeiros, ao otimismo desmesurado, crença na valorização eterna, etc? Você analisa sempre de forma muito parcial.
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Old March 12th, 2012, 01:06 AM   #3293
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Originally Posted by Espartano_bsb View Post
E em relação aos outros indicadores apresentados pelo FriedrichHayek? Digo em relação aos investimentos estrangeiros, ao otimismo desmesurado, crença na valorização eterna, etc? Você analisa sempre de forma muito parcial.
Os outros "indicadores" não são indicadores. São "achismos". "Eu acho que o otimismo está muito elevado"...."Eu acho que há uma crença de valorização eterna". Não existem medidas objetivas disso.

Portanto, minha análise é baseada em fatos e indicadores objetivos que podem ser medidos (taxas de juros e liquidez), não em "achismos". Quem faz decisões de investimento baseado em "achismos", depois só resta vir para a para Internet torcer por milagres (como "estouros de bolhas", por exemplo )...C'est La Vie.
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Old March 12th, 2012, 01:17 AM   #3294
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Os outros "indicadores" não são indicadores. São "achismos". "Eu acho que o otimismo está muito elevado"...."Eu acho que há uma crença de valorização eterna". Não existem medidas objetivas disso.

Portanto, minha análise é baseada em fatos e indicadores objetivos que podem ser medidos (taxas de juros e liquidez), não em "achismos". Quem faz decisões de investimento baseado em "achismos", depois só resta vir para a para Internet torcer por milagres (como "estouros de bolhas", por exemplo )...C'est La Vie.
Mas você é um dos maiores defensores da tal crença de valorização eterna dos imóveis É justamente esse crença que se contrapõem ao estouro da bolha. Em relação aos investimentos estrangeiros, não se trata de achismo. É real. Basta "jogar" no google para comprovar.

Last edited by Espartano_bsb; March 12th, 2012 at 01:29 AM.
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Old March 12th, 2012, 01:33 AM   #3295
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Originally Posted by Espartano_bsb View Post
Mas você é um dos maiores defensores da tal crença de valorização eterna dos imóveis
Essa sua afirmação só não seria mais um achismo se vc a sustentasse com fatos (exemplo: uma frase de minha autoria que fundamentasse sua afirmação) . Como vc não tem como fazer isso, então achismo é. Sorry.
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Old March 12th, 2012, 04:38 AM   #3296
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Se a quantidade de imóveis vendidos caiu e o credito imobiliario se manteve constante, o que será que diminuiu? Nao precisa ser um gênio pra deduzir que o que caiu foi o número de imóveis vendidos a vista, que eram declarados por valores menores que os reais para pagar menos imposto. Foi essa mudanca que fez o ITBI subir.
O crédito imobiliário é medido como proporção do PIB. Se ele se manteve constante, então a relação entre imóveis vendidos à vista sobre os vendidos financiados necessariamente tem que se manter constante também. Logo, sua suposição de que há mais imóveis sendo vendidos a prazo em 2011 do que em 2010 não tem sustentação em fatos.

Além disso, os dados de vendas e VGV do SECOVI confirmam tanto o comportamento do FIPE-ZAP quanto o do ITBI.

Resumo: continua sendo necessário um argumento consistente para condenar o FIPE-ZAP. Todos apontados até agora foram demolidos pelos fatos.
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Old March 12th, 2012, 04:40 AM   #3297
Fullgencio
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Mas no cenário atual, de descontos cada vez maiores

Simples assim.
Não há qualquer evidência ou medida objetiva que sustente a hipótese de que os descontos estão aumentando.

Na realidade, se o VGV aumenta, e a quantidade diminui, isso significa que os preços médios estão subindo, exatamente como indica o FIPE-ZAP.

Portanto a afirmação de que "os descontos estão aumentando" é outro achismo sem fundamentação: "Eu acho que os descontos estão aumentando".

Achismo por achismo, pode-se achar qualquer coisa, inclusive que os descontos estão diminuindo, e, portanto, concluir que a valorização indicada pelo FIPE-ZAP é na realidade menor que a real.
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Old March 12th, 2012, 05:14 AM   #3298
FriedrichHayek
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Originally Posted by Fullgencio View Post
No Brasil temos praticamente o inverso disso tudo: taxas de juros elevadas por muito tempo (as maiores taxas de juros reais do mundo) e liquidez baixa (compulsórios muito elevados em relação às demais economias, e que aumentaram ainda mais com as medidas macroprudenciais).

Ou seja, nada do que provocou bolhas de preços em imóveis no mundo está presente no Brasil, o que prova o caráter de "crença" que envolve esse assunto no Brasil.
Acho que você não entendeu o que eu disse. Taxas muito baixas durante muito tempo nos países desenvolvidos incentivaram a migração de recursos desses países a mercados de maior retorno, entre eles o Brasil, justamente por terem taxas básicas mais elevadas.

Foi mal, esqueci de lhe dizer tudo bem mastigadinho, para facilitar a compreensão.
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Old March 12th, 2012, 05:24 AM   #3299
FriedrichHayek
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Vamos com mais "achismo", então.

Investimento estrangeiro no Brasil é o maior desde 1947
25 de outubro de 2011
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil já acumularam US$ 50,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano, o maior valor para o período desde 1947, segundo divulgou nesta terça-feira o Banco Central (BC). A série histórica da autoridade monetária começou há 64 anos. Somente no mês passado, os estrangeiros investiram US$ 6,3 bilhões no País, contra US$ 5,6 bilhões em agosto.

O valor investido no Brasil por outros países entre janeiro e setembro de 2011 é mais que o dobro verificado no mesmo período do ano passado, quando ingressaram US$ 22,6 bilhões em investimentos. O montante registrado nos primeiros nove meses deste ano supera o recorde anterior, medido no ano passado, de US$ 48,4 bilhões.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, afirma que o crescimento dos investimentos estrangeiros diretos é fruto de uma maior confiança dos empresários na economia brasileira. A projeção da autoridade econômica é fechar 2011 com um saldo de US$ 60 bilhões em investimento no Brasil.

"Este é um fluxo influenciado por uma análise econômica de horizonte de tempo mais amplo, dada a maturidade que exige. Nesse sentido, considerando as projeções da economia brasileira, a tendência é que esses fluxos continuem entrando no País, isso sem falar nas oportunidades que o Brasil aponta na infraestrutura, nos investimentos no pré-sal e nos eventos esportivos que ainda virão. Nossa perspectiva é a continuidade de entrada desses fluxos", afirmou.

Apesar do recorde de entrada de recursos, entre janeiro e setembro deste ano o Brasil registrou um déficit - maior saída de recursos - de US$ 35,9 bilhões, o maior valor já registrado pelo Banco Central para o período. Segundo Túlio Maciel, isso acontece pela continuidade do crescimento, já que as famílias e empresas, com maior possibilidade de compra, preferem adquirir bens e serviços fora do Brasil.

O chefe do Departamento Econômico do BC atribui o déficit, principalmente, a viagens para o exterior feitas por famílias brasileiras. Nos primeiros nove meses deste ano, os brasileiros gastaram US$ 16 bilhões em viagens internacionais, contra US$ 11,4 bilhões no mesmo período de 2010. O resultado entre janeiro e setembro deste ano é igual a todo o gasto medido no ano passado. Os gastos de estrangeiros no País, nos primeiros nove meses de 2011, somaram US$ 4,9 bilhões, gerando um déficit de US$ 11 bilhões (mais gastos no exterior do que entrada de recursos no País com viagens).

Túlio Maciel afirma que o BC espera um arrefecimento dessa atividade para os próximos meses, já que esse setor é altamente influenciado pela alta do dólar. "Claramente o comportamento do câmbio no período influenciou esse resultado. Essa parte é muito sensível ao câmbio, as pessoas tornam se mais cautelosas ao gastar no exterior. Os primeiros números para outubro seguem mostrando cautela dos brasileiros nas despesas com viagens internacionais. Em outubro, percebemos uma evolução de despesas com viagens internacionais abaixo do que vínhamos observando até agosto", destacou.
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Old March 12th, 2012, 06:05 AM   #3300
Fullgencio
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Vamos com mais "achismo", então.

Investimento estrangeiro no Brasil é o maior desde 1947
25 de outubro de 2011

Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil já acumularam US$ 50,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano, o maior valor para o período desde 1947, segundo divulgou nesta terça-feira o Banco Central (BC). A série histórica da autoridade monetária começou há 64 anos. Somente no mês passado, os estrangeiros investiram US$ 6,3 bilhões no País, contra US$ 5,6 bilhões em agosto.
desesperdo para continuar a jutificar a crença em bolha cresce! Agora até IED justifica bolha! O que tem a ver IED com mercado imobiliário? Nem no crédito isso tem influência, visto que o crédito imobiliário brasileiro é feito quase que 100% com recursos de poupança (que não é usada por IED pois os títulos da dívida rendem mais e são mais líquidos).

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Acho que você não entendeu o que eu disse. Taxas muito baixas durante muito tempo nos países desenvolvidos incentivaram a migração de recursos desses países a mercados de maior retorno, entre eles o Brasil, justamente por terem taxas básicas mais elevadas.

Foi mal, esqueci de lhe dizer tudo bem mastigadinho, para facilitar a compreensão.
Na realidade o que aconteceu é que você aprendeu bastante com o meu post e tomou conhecimento de que a situação da economia brasileira nada tem a ver com os casos que vc relacionou, e que, portanto, não há justificativa econômica para a bolha. Agora, resolveu tentar usar o que vc tinha dito de outra forma.

Outra forma que, igualmente, reforça mais ainda o caráter de crença sem fundamentação da suposta bolha imobiliária brasileira, visto que o capital externo que entra na economia brasileira busca em 99,99% dos casos investimentos em títulos da dívida pública, e não em imóveis. Esse tipo de capital busca, acima de tudo, liquidez, algo que os imóveis não têm.
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