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Old March 27th, 2012, 05:20 AM   #1
Harisson Souza
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O Vale do São Francisco no Passado | Os moldes da Photografia, da Arquitetura e da Engenharia na História

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Sua nascente real e geográfica está localizada no município de Medeiros, Minas Gerais. Na Serra da Canastra no município de São Roque de Minas, Minas Gerais encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a errônea chamada nascente histórica, qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão. Seu nome indígena é Opará e também é carinhosamente chamado Velho Chico.

Apresenta dois estirões navegáveis: o médio, com cerca de 1.371 km de extensão, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA). E o baixo, com 208 km, entre Piranhas (AL) e a foz, no Oceano Atlântico. A área compreendida entre a fronteira Minas Gerais-Bahia e a cidade de Juazeiro (BA), representa 45% do vale e contribui com apenas 20% do deflúvio anual. À medida que o São Francisco penetra na zona sertaneja semi-árida, apesar da intensa evaporação, da baixa pluviosidade e dos afluentes temporários da margem direita, tem seu volume d'água diminuído, mas mantém-se perene, graças ao mecanismo de retroalimentação proveniente do seu alto curso e dos afluentes no centro de Minas Gerais e oeste da Bahia. Nesse trecho o período das cheias ocorre de outubro a abril, com altura máxima em março, no fim da estação chuvosa. As vazantes são observadas de maio a setembro, condicionadas à estação seca.

Como escreveu Guimarães Rosa, sua história tem sido a história do sofrimento de um rio que há mais de quinhentos anos é fonte de vida e riqueza. Seu descobrimento é atribuído ao navegador florentino Américo Vespúcio, que navegou em sua foz em 1501. O nome é homenagem a São Francisco de Assis, festejado naquela data. A 4 de Outubro de 1501, uma expedição de reconhecimento descia a costa brasileira, rente ao litoral, comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio e vinda do Cabo de São Roque. A região da foz era habitada pelos índios, que a chamavam Opará, que significa algo como “rio-mar”. Outra expedição, em 1503, chegou à foz, comandada por Gonçalo Coelho, outra vez com Américo Vespúcio. O rio era visitado apenas nas cercanias da foz, pois a mata, a caatinga desconhecida e as tribos ferozes impediam os brancos de penetrar na terra.

Em 1522, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, fundou a cidade de Penedo, no atual estado de Alagoas. Foi o primeiro núcleo povoador das margens, fundada a quase 40 quilômetros da costa. A localização estratégica do povoado, à porta do sertão, mereceu também atenção dos holandeses, tanto que, mais tarde, em 1637, conseguiram nele erigir um forte. Os franceses já frequentavam a costa, e com certeza por volta de 1526 na foz do rio São Francisco, tanto que uma pequena baía, próxima à foz, recebeu o nome de Porto dos Franceses. Nas proximidades, ocorreu o famoso naufrágio de uma nau que levava D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil. Escapando do naufrágio, em 1556, foi preso e devorado pelos índios Caetés que aí viviam. As tribos indígenas que ali viviam eram chamadas, pelos tupis, de tapuias pois era assim que chamavam qualquer tribo que não tivesse a mesma língua. Havia basicamente na costa do Brasil dois grupos distintos: os tupis e os gês.


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A colonização do vale do médio rio se efetuou em duas épocas distintas, a segunda delas quase um século depois da outra. Os primeiros estabelecimentos no médio São Francisco iniciaram-se no extremo a jusante. Exploradores de Olinda, fundada em 1534, e de Salvador, em 1549, se aventuraram pelo vale do rio entre dificuldades imensas, dadas à agressividade da natureza e à presença de selvagens. Um dos primeiros núcleos de colonização foi estabelecido em Bom Jesus da Lapa. Uma expedição vinda de Olinda, entre 1534 e 1550, chegou à região, atingindo Lapa. Anos depois outra expedição, de Salvador, aí esteve. Na metade do século, um grupo de 200 homens fundou ali um estabelecimento e numerosas fazendas de gado. No fim do século XVII a história registra a existência de uma fazenda de gado, próxima à atual cidade da Barra, o principal posto de abastecimento do médio São Francisco. A alcunha «rio da integração nacional» se deve às entradas e bandeiras que nos séculos XVII e XVIII usaram-no como rota para penetrar no interior. Seu outro nome, «rio dos Currais» se deve por ter servido de trilha para fazer descer o gado do Nordeste até a região das Minas Gerais, sobretudo, no início do século XVIII, quando se achava ali o ouro que fez afluir milhões de pessoas à terra e fazendo, assim, a fortuna de muita gente e, afinal, integrando a região Nordeste às regiões Leste, Centro-Oeste e Sudeste.

Em 1675, jazidas de ouro são encontradas em afluentes do São Francisco pela bandeira de Lourenço de Castanho que massacrou os cataguases da região. Entre as dezenas de expedições dos bandeirantes que palmilharam o São Francisco contam-se Matias Cardoso, Domingos Jorge Velho, Domingos Sertão, Borba Gato e Domingos Mafrense - este último subiu alguns afluentes, chegando às nascentes do rio Parnaíba. Em sua homenagem, há uma cidade chamada Vila Mafrense, no município de Paulistana, Piauí. Nesta época, os reinóis enfrentavam ainda a resistência de escravos fugitivos. Os quilombos formavam uma verdadeira república negra que desafiou por muito tempo o domínio da Coroa. Em 20 de dezembro de 1695, uma tropa mercenária, contratada por Portugal e os usineiros de açúcar da capitania de Pernambuco, destruiu o último foco da resistência armada dos escravos, ligadas ao famoso Quilombo dos Palmares.

O Ciclo do ouro começou realmente com a bandeira de Fernão Dias Paes Leme, nas últimas décadas do século XVII. O rio das Velhas e o rio São Francisco formavam o caminho natural para o litoral e para o Reino. São Francisco acima subiam as mercadorias necessárias às minerações e fazendas, os barcos que regressavam traziam ouro. Logo se formaram quadrilhas de assaltantes nas estradas e, principalmente, no rio. Para combatê-las, as autoridades designaram bandeirantes como Matias Cardoso de Almeida, seu filho Januário Cardoso e Domingos do Prado Oliveira. Como muitas quadrilhas se refugiavam nas aldeias indígenas, o fato serviu de pretexto a expedições genocidas, como a que Januário Cardoso e o português Manuel Pires Maciel Parente comandaram, destruindo a da maior aldeia indígena daquela região - Itapiraçaba, dos índios caiapós. Também no século seguinte o bando de Domingos do Prado Oliveira destroçou a grande aldeia dos Guaiabas, na ilha fronteira a São Romão, pavoroso genocídio no início do século XVIII. Este bandeirante e sua gente tinham como base o povoado de Pedras de Cima, depois denominado Pedras dos Angicos.

Haveria mais de cem famílias paulistas chamado desde 1690 no chamado «distrito dos couros», que era o vale do São Francisco, com as zonas ribeirinhas dos afluentes, que teriam origem nos expedicionários bandeirantes chamados ao Norte contra os tapuias e os quilombos, que como Borba Gato se dedicam inicialmente ao gado - entre seus descendentes muitos dos contrabandistas que no século XVIII sangram os Quintos do rei, rio abaixo, de bubuia, pelos direitos que se arrogam como detentores das datas e por crescentes exações da Real Fazenda, como o quinto e as capitações. Os paulistas estarão sempre entre os fautores dos movimentos armados do início da capitania de Minas - a guerra dos Emboabas, a rebelião de Pitangui, os famigerados motins do sertão com as românticas figuras de D. Maria da Cruz e do Padre Antônio Mendes Santiago.




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Contam que o pessoal de Juazeiro é da lordeza, a melhor do São Francisco. Primam pelo vestir bem, pouco importa o número de outras necessidades. Em Santana só dá cascalho. Petrolina é dos Missais, quer se tornar Rainha. Impera a carestia em Riacho (atual Casa Nova); Em Sento-Sé há uma família muito nobre e uma tribo de índios pacíficos, ambas denominadas Sento-Sé. Muita desgraça em Pilão Arcado, onde duas famílias, a Franklin e a Leobas, dispõem de corajosos jagunços. Em Xique-Xique há uma família muito grande, cujos membros tem ancas avantajadas. Icatu (atual Biraba) fabrica uma cachaça podre, de que não tomam os remeiros. Queixam-se da Barra, terra do barão de Cotegipe, salvo engano. Quando a barca atraca no porto da Barra, o ladrão, à noite, vem de anzol roubar o cobertor do remeiro. A família dos Marianos, muito rica, dona da vila, não permite a construção de casa de telha, só de palha, em Morpará (Ex-Casa de Palha ou Casa Velha), há lindas mulheres em Bom Jardim (hoje Ibotirama), razão pela qual os remeiros cantam "Bom Jardim da rica flor", Em Santa Cruz (hoje Paratinga), um velho cruzeiro constantemente cheio de urubus. Na Lapa, roubam durante a festa e ficam sem nada fazer até a romaria seguinte. Sempre foram bonitas Carinhanha e Malhada. O posto fiscal é em Jacaré (hoje Itacarambi). Os remeiros que sobem o rio com destino a Januária, consideram-se mais homens que os remeiros que descem o rio, de Januária a Santa Maria e a Barreiras, onde dá uma rapadura que é purgante para os remeiros. Quando nasce um em São Romão, a parteira joga-o à parede. Se cair será ladrão; se se agarrar à parede, feiticeiro. Em Remanso, quando dois se desentendem, amarram-se as camisas, o covarde não pode correr, morrem juntos. O cais de pedra à frente da igreja em São Francisco é obra da natureza: "São Francisco é pedraria".

Os Remeiros do São Francisco - Wilson Dias





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“Visitamos Barreiro Grande e nos inteiramos do seu progresso, feito pelos habitantes que, em jornadas diárias, construíram, nas margens do Rio São Francisco, uma cidade que muito representa o espírito edificador do povo brasileiro.” Divisão urbana Barreiro Grande, também conhecida como Vila Bento Gonçalves, conta com um agrupamento humano alojado em cerca de 1.200 “casas”. A CEMIG edificou 600 residências no acampamento e existem ainda 140 outras construídas por particulares, na Vila Joaquim de Lima. São fartas as possibilidades de expansão, pois um loteamento nas adjacências permite isso francamente. classes trabalhadoras Barreiro Grande é habitada por operários, agricultores, pecuaristas e indústrias. Sua população, de origem variada, dá ao local um aspecto cosmopolita. Comércio e igrejas O comércio está assim representado: unia farmácia, quatro açougues, cinco lojas mistas — de tecidos, armarinhos, louças e ferragens; quatro armazéns de cereais, conserva e bebidas; quarenta pequenos bares; duas alfaiatarias; uma indústria de calçados grossos, fabricando botinas e polainas, etc; Existe no local uma igreja protestante e um templo católico; um hotel e dez pensões. Posto de Saúde: urna necessidade Faz-se necessário a construção de um Posto de Saúde tecnicamente aparelhado para atender aos inúmeros casos de enfermidades. Falta de agência dos Correios Não existe tráfego de postal normal. Impunha-se a construção de um prédio para o correio. Nesta ocasião, apelamos para o Departamento de Correios e Telégrafos, no sentido de conhecer esta necessidade e saná-la imediatamente, tornando possível a remessa e o recebimento de correspondência postal e telegráfica, a exemplo do que se faz em todas as localidades do país ou que, ao menos, seja instalado um posto postal.

A falta d’água é um problema sério que aflige o povo local de Barreiro Grande. Ganhamos, delicadamente, a atenção da CEMIG para que, em tempo curto, lhes dê solução, dada à alta compreensão e humanidade que formam o caráter de seus diretores. Os condutores de água que abastecem a Vila Satélite e as residências da Barragem de Três Marias passam a 1 .000m, aproximadamente, da Vila Bento Gonçalves, nova denominação de Barreiro Grande, que sofre pela falta d’água, instalando um ou mais chafarizes para atender a esta sequiosa gente, que tem a sua saúde minada, usando água retirada de um casco de uma lancha de ferro, carcomida de ferrugem, sem atender ao menor preceito de higiene: água exposta e sem tratamento, ao sabor das intempéries, guardada por pessoas que não cultivam hábitos de higiene condizentes com a posição de vigilantes do abastecimento público. Para se obter uma água melhor no Barreiro Grande, tem-se que adquirir um barril de água de 200 litros por CR$ 80,00 (oitenta cruzeiros), havendo casas onde a despesa diária sobe a CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros). Aqueles que não podem arcar com estas despesas têm de apanhar água das goteiras de chuva. É urna calamidade pública a proporção de que se reveste a falta de água.

Antes mesmo de ser lembrado o seu aproveitamento energético, a integração do Vale do São Francisco à economia nacional já era cogitada e estudada. Ligação natural, pelo interior, entre os centros do norte e núcleos mais habitados do sul do país, o Rio São Francisco, ao contrário de outras vias fluviais, não conseguia fixar em suas margens a maior parte dos fluxos migratórios. Na tentativa de promover o aproveitamento desse imenso território, melhorando as condições de navegação do Rio São Francisco, e amparando a população pioneira, técnicos de renome já promoviam os primeiros levantamentos do grande curso, em 1852-1865 e anos subseqüentes. A Constituição de 1946 criou os recursos e o prazo para a recuperação econômica da Bacia do Rio São Francisco, com incumbência de organizar e ‘executar o plano geral de aproveitamento do Vale do São Francisco, que teria ‘como objetivos principais: o fortalecimento da indústria e da agricultura; o desenvolvimento da irrigação, ou seja, tornar o São Francisco navegável em qualquer época do ano, de Pirapora abaixo; a modernização dos transportes e o incremento da imigração e a exploração das riquezas do Vale do São Francisco. Coube a Centrais Elétricas de Minas Gerais (CEMJG) a construção e operação da Usina Hidrelétrica de Três Marias, com obras iniciadas em maio de 1957, e concluídas em janeiro de 1961. No dia 15 de dezembro de 1948, pela Lei n 548 do Congresso Nacional, foi criada a Comissão do Vale do São Francisco (CVSF), para dar execução a esse plano. Em junho de 1956, a CVSF assinou um convênio com a CEMIG, delegando-lhe plenos poderes para a escolha e estudo do projeto, a fiscalização, o acompanhamento geral e a construção da usina, devidamente assistido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE). A produção e transmissão de energia elétrica ficariam também a cargo da CEMIG.




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Parte da tribo dos índios Cariris, em época remota, teria subido o Rio São Francisco, movida pelo temor à aproximação dos brancos pelo litoral brasileiro e acossada pelas tribos vizinhas. Aportando na área hoje compreendida pelo município de Pirapora, fixaram-se defronte à corredeira, estabelecendo sua aldeia justamente no local onde atualmente situa-se a Praça Cariris - Centro. Foram sucessivamente chegando à localidade alguns poucos garimpeiros, pescadores, pequenos criadores de gado e aventureiros que, residindo em casinhas de enchimento, cobertas de palha de buriti, construídas segundo a influência indígena, se dedicavam às diversas atividades. Destas, a de maior relevância era a pesca, sendo comercializado o peixe secado em varais, com tropeiros que demandavam outras regiões. Estes moradores pioneiros foram paulatinamente radicando-se à localidade, exercendo e desenvolvendo suas funções, constituindo suas famílias e, por fim, fixando suas residências, em definitivo, na região.

Não há maiores notícias sobre a plena instalação do distrito de Pirapora criado em 1861. Mas doze anos depois, a Lei Provincial n° 1.996, de 14 de novembro de 1873, agregou ao município de Jequitaí toda a região de Pirapora e de São Gonçalo das Tabocas, além da própria sede, Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso e Almas de Guaicuí, que perdeu a condição de vila e voltou a ser um arraial. Antes do século XX, somente barcos e canoas se davam o trabalho de chegar até o arraial de São Gonçalo de Pirapora. As grandes embarcações, no início, não tinham por que tomar conhecimento daquele lugarejo. A navegação a vapor pelo São Francisco começara em 1871, mas somente a partir de 1902 foi que os vapores “Saldanha Marinho” e “Mata Machado” iniciaram o tráfego regular com o nosso arraial com direção à cidade baiana de Juazeiro.

Ia começar uma nova fase na vida do lugar. Pirapora nunca mais voltaria a ser a mesma. Através da Lei n° 556, de 30 de agosto de 1911, é criado o Município de São Gonçalo das Tabocas e no dia 1 de junho de 1912, a vila é elevada a condição de cidade, sendo desmembrada do município de Curvelo. Em 1923, foi alterada a denominação da cidade, que ao invés de São Gonçalo das Tabocas passou a chamar-se Pirapora. Em 1950, Pirapora contava com os Distritos de Buritizeiro, Guaicuí, Lassance e Várzea da Palma e com uma população de 30.000 habitantes. A partir de 1962, estes distritos já estavam emancipados e a Administração política de Pirapora ficou restrita a sua sede, com área de 581 km.

Desde a época do Império, constava dos planos governamentais a ligação ferroviária do Rio de Janeiro a Belém do Pará. Em suas primeiras viagens, os vagões de carga trouxeram material para o início da construção, em 1920, da ponte metálica que cruzaria o Rio São Francisco. De imediato, foi construído o ramal ligando a estação ao porto. Em 1922, os trilhos atravessaram a ponte. Em 1982, chegariam ao Distrito Industrial. Mas por muitos e muitos anos, foi a estrada de ferro quase que o nosso único meio de transporte e comunicação com os grandes centros urbanos do centro-sul do país. Transportando cargas e passageiros, foi ela realmente um dos mais importantes e decisivos fatores de progresso da comunidade. A estrada era um respeitado meio de referência: toda casa comercial fazia questão de acrescentar em seus anúncios e timbres, após o endereço, a expressão EFCB – Estrada de Ferro Central do Brasil. Melancolicamente, Pirapora viu partir, em 1978, o seu último trem de passageiros, que nunca mais voltou.


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Em 1913, começou a funcionar a primeira rede de abastecimento de água tratada e foi instalada a primeira rede de telefones urbanos da cidade. Em 1914, começou a funcionar a usina de lenha para fornecimento de energia elétrica à população. Em 1955, na forma de convênio firmado entre a Prefeitura e o Serviço de Saúde Pública - SESP, foi criado o SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto, que administra até hoje o tratamento e a distribuição de água no município. Graças às articulações do Deputado José Maria de Alkimim que 98.000 kmde terras do Norte de Minas, incluindo Pirapora, foram agregados à área de 1.549.000 km dos estados nordestinos. Essa inclusão do município na área da ADENE, antiga SUDENE, foi um passo decisivo rumo á industrialização e ao crescimento sócio-econômico da cidade.Em 1961, foi aprovada a lei que dispunha sobre a extensão, para todo o Norte do Estado, da rede de Três Marias. Concluída a construção da linha, Pirapora passou a ser servida pela energia elétrica da CEMIG, o que se deu a partir do dia 15 de janeiro de 1965. O município dava, assim, um segundo grande passo rumo ao progresso.

Em 24 de janeiro de 1963, foi constituída em assembléia geral a FRANAVE - Companhia de Navegação do São Francisco, sob a forma de sociedade anônima de economia mista. Em 1964, foi criada a Cidade Industrial de Pirapora, posteriormente denominada Distrito Industrial. Criada em 1975, sob a forma de empresa pública, a CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, recebendo a incumbência de cuidar da irrigação e da implantação de projetos na Bacia do São Francisco.

De grande amplitude foi a integração havida entre Pirapora, Juazeiro e a navegação, já que esta, durante muitos anos, foi o maior empreendimento presente na História da cidade. A navegação do São Francisco foi uma atividade que, iniciada em 1871, iria, durante décadas, ocupar o trabalho, tomar o tempo, causar alegrias e tristezas, enfim, absorver a vida de boa parte da população. Através da navegação, muitos iriam sustentar suas famílias, criar seus filhos, conquistar sua cidadania, realizar seus sonhos”. A inserção, portanto, do município no contexto regional, estadual e nacional é bem sintetizada e clara na frase: “Pirapora: um Porto na História de Minas”.




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Antes que a expansão paulista, na época do ouro, se conjugasse baiana e pernambucana, já os obscuros criadores de gado do leste superior e do nordeste, na sua marcha lenta mas incontida, plantavam currais no vale do São Francisco mineiro e de seus numerosos afluentes. O "rush" da mineração, quando vagas humanas de várias procedências convergiram para as Minas Gerais, apressou, incontestavelmente, a ocupação do interior. Longa é a lista das bandeiras e entradas que devassaram a região. Fugindo à ação da justiça real, Borba Gato, após o atentado em que perdeu a vida o fidalgo espanhol D. Rodrigo de Castelo Branco, atinge, nas suas correrias pelos sertões, a região sanfranciscana. Algumas de suas pousadas transformam-se, com o tempo, em núcleos de futuras cidades.

Em seguida ao descobrimento das terras de São Simão, o bandeirante chega, com os seus homens, ao atual Brejo do Amparo, fundando uma aldeia no sítio onde hoje se ergue a igreja de Nossa Senhora do Amparo. Vencida a tenaz resistência dos índios Caiapós, o povoado, que mais tarde foi denominado São João das Missões, transferiu-se, com o correr dos anos, para a beira do São Francisco. Assim, aos poucos, surgiu Januária. Reza a história que, do casamento da índia Catarina com um dos antigos expedicionários, teriam surgido as primeiras famílias da região.

Pretende-se que a denominação do Município tenha representado, na época, homenagem à princesa imperial D. Januária, à maneira do que se verificou com outras localidades mineiras: Mariana e Leopoldina. Entretanto, a tradição popular liga a origem do topônimo ao nome de uma preta velha
residente à beira-rio e por todos respeitada. O fato é que, quando o local em que ela residia ainda se chamava Pôrto do Salgado e o Brejo do Amparo era a sede do Município, os negociantes encarregavam-na de cuidar das mercadorias negociadas. Era, então, corrente a expressão: "Vai à casa da Januária", daí, por simplificação, ter-se-ia originado a denominação atual.
A produção da cana-de-açúcar, cereais, algodão e mamona, bem como a existência do pôrto fluvial, determinaram, desde cedo, intensa atividade comercial na região, fator favorável ao desenvolvimento do Município.
A criação do distrito deve-se à Resolução Régia de 2 de janeiro de 1811. O Município foi criado, com sede na povoação de Brejo do Amparo, pela Resolução de 30 de junho de 1833. Segundo outra fonte, o referido Município, instituído em 20 dos mesmos mês e ano, teria por sede, entretanto, o povoado de Pôrto do Salgado.

Por longo tempo o Município teve sua sede constantemente mudada. Assim, a Lei provincial n° 54, de 9 de abril de 1836, localizou-a no povoado de Amparo do Brejo, que, consoante outros dados, teria a designação de Brejo do Salgado, ou ainda arraial de Nossa Senhora do Amparo do Brejo do Salgado, voltando, em face da Lei provincial n° 279, de 11 de abril de 1845, a situar-se em Pôrto do Salgado. Levada daí para Brejo do Amparo, em virtude da Lei provincial n° 472, de 31 de maio de 1850, retornou a Pôrto do Salgado, em razão da de n° 654, de 17 de junho de 1853.

A Lei provincial n° 1 093, de 7 de outubro de 1860, concedeu foros de cidade à sede do Município, a qual, pelo disposto na Lei provincial n° 1 814, de 30 de setembro de 1871, novamente voltou a situar-se em Brejo do Amparo.
Todavia, o Município que, por efeito da Lei provincial n.° 3.194, de 13 de setembro de 1884, passou a chamar-se Januária, teve sua sede revertida a pôrto do Salgado, em cumprimento à de n° 3.297, de 27 de agôsto de 1885.
A Lei n° 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito de Januária.
Segundo a divisão administrativa do País, vigente a 1.° de janeiro de 1958, o Município é composto de 8 distritos: Januária, Brejo do Amparo, Cônego Marinho, Itacarambi, Levinópolis, Missões, Pedras de Maria da Cruz e Riacho da Cruz.






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A região de Bom Jesus da Lapa era primitivamente habitada pelos índios tapuias. O desbravamento do território iniciou-se no final do século XVII, pelas bandeiras organizadas pelo mestre de Campo Antonio Guedes de Brito, proprietário da sesmaria da Casa da Ponte. Penetrando no sertão baiano, os bandeirantes instalaram muitas fazendas de gado, entre elas a fazenda "Morro" que originou o povoado Bom Jesus depois denominado oficialmente como o município de Bom Jesus da Lapa.

Todavia, o povoamento só tomou impulso com a chegada do português Francisco Mendonça Mar ao local, em 1691. Mendonça Mar, chegou à Bahia em 1679, onde trabalhou como ourives e pintor. Depois, cumprindo penitência, despojou-se de todos os bens e saiu caminhando pelo sertão, conduzindo uma imagem do Senhor Bom Jesus, até encontrar uma aldeia de índios tapuias, situada entre o morro e o rio. Instalando-se na gruta mais oculta, Mendonça Mar foi encontrado por garimpeiros, que espalharam a notícia da existência de um homem santo que habitava uma gruta. Daí em diante, o morro passou a ser ponto de afluência de peregrinos e aventureiros que ali se estabeleceram, formando o povoado. E foi assim que à sombra do Santuário do Bom Jesus a cidade de Bom Jeus da Lapa começou sua existência, cresceu e está se avantajando. O Monge construiu junto ao Santuário, um hospital e um asilo para os pobres e doentes, dos quais cuidava. Assim começou a crescer ao lado da Lapa do Bom Jesus um povoado, assumindo o mesmo nome de Bom Jesus da Lapa. Graças às constantes peregrinações que se transformaram em grandes e permanentes romarias de fiéis ao Santuário do Senhor Bom Jesus, o povoado foi se desenvolvendo, transformando-se em vila em 1890, atingindo à categoria de cidade em 1923.




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A origem do município de Barreiras está relacionada à atividade pecuária extensiva, agricultura mercantil e ao comércio, através da navegação do Rio Grande, maior afluente a margem esquerda do Rio São Francisco.
A partir de 1870, o então povoado de “São João das Barreiras” recebeu um grande número de imigrantes vindos das regiões sul e sudeste do país, que chegaram impulsionados pelo extrativismo e exportação da borracha da mangabeira, o que determinou um rápido crescimento econômico do lugarejo. A agroindústria da cana-de-açúcar inicia, assim, os seus primeiros passos no século XIX. As fazendas já possuíam seus engenhos, suas rústicas casas de farinha e rodas d'água para mover as engenhocas de beneficiar o arroz e o milho.

No início do século XX, a agricultura e a pecuária continuavam a se desenvolver nos mesmos moldes, mas já se cultivava o algodão e a mamona, que eram exportadas ao natural ou beneficiadas em descaroçadeiras e prensas para extrair o óleo. A navegação era a única forma de transporte da região. A produção de algodão e mamona crescia e era toda escoada pelo porto de Barreiras, determinando o progresso do município.
Com a implantação da hidrelétrica, a segunda da Bahia, construída por Dr. Geraldo Rocha, em 1928, Barreiras viveu uma época de grande prosperidade. A chegada da energia elétrica impulsionou as usinas beneficiadoras de cereais e algodão, possibilitou a instalação de uma fábrica de tecidos e fios de algodão e de um curtume industrial instalados pelo Cel. Baylon Boaventura.
Nesta mesma época, Dr. Geraldo Rocha, havia fundado a empresa Cia. Sertaneja e, através dela, muito realizou para o progresso de Barreiras. Na década de 1930, Dr. Geraldo Rocha, constrói um grande Frigorífico Industrial que produzia e exportava charque, paio, salame e salsicha.

Com a inauguração do aeroporto em 1940, que serviu de base militar americana durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi projetada no cenário nacional. Após a guerra, o aeroporto passou a ser operado pela companhia de aviação Panair do Brasil, ligando Barreiras aos grandes centros. O intenso tráfego de aviões deu um enorme impulso à economia da região. Até a metade do século XX, a pecuária extensiva, junto com a produção agrícola e o extrativismo da borracha, continuava sendo à base da economia e a fonte de divisas do município, o que favorecia o crescimento do comércio local.



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O comércio continuava movimentado através do porto do Rio Grande. Por ele se exportava toda a produção local e das regiões vizinhas e, também, se importavam os produtos industrializados, transportados em tropas de burros, para toda região e o estado de Goiás. A cidade localizada em um ponto estratégico se desenvolvia como importante entreposto comercial. Era o eixo de entroncamento das estradas com o rio navegável, onde tropeiros e boiadeiros se encontravam com as barcas que faziam o transporte dos produtos para os centros consumidores. Profissionais liberais ofereciam serviços médicos, dentários e farmacêuticos. Barreiras possuía energia elétrica, boas escolas, tipografia, tendo sido implantada em 1942, a primeira agência do Banco do Brasil da região. Por tudo isso, Barreiras ocupava uma posição de liderança regional.

No início da década de 1970, um amplo programa para eliminar as principais barreiras estranguladoras do crescimento foi implantado pelo Governo Federal. O programa consistia em investimentos públicos na infra-estrutura, estradas, energia, viabilização de pesquisas, tecnologia e apoio financeiro.
Chega a Barreiras o 4º Batalhão de Engenharia e Construção - BEC, para construir o trecho da BR 020, de Barreiras a Brasília, e concluir o trecho da BR 242 de Barreiras a Ibotirama, ligando definitivamente por estrada asfaltada Barreiras a Salvador. Com o 4º BEC, veio para Barreiras um contingente de cerca de cinco mil pessoas entre militares e funcionários, em sua maioria dos estados do Ceará, Pernambuco e Paraíba, produzindo um impacto na vida econômica e social da cidade. Após o término da construção das rodovias, a cidade sai do isolamento. Interligada por estradas asfaltadas a Salvador e Brasília e outros centros do litoral nordestino, confirma sua privilegiada localização tornando-se um importante entroncamento rodoviário entre o Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

A partir dos anos 1980, tornou-se possível o desenvolvimento de culturas graníferas, principalmente da soja, que juntamente com a pecuária semi-intensiva e extensiva em bases bem diferentes das anteriores, definiram uma nova realidade produtiva e econômica na região. A partir daí iniciou-se a exploração agrícola economicamente viável das áreas de cerrados, com os agricultores pioneiros, introduzindo o plantio de arroz e soja em terras de sequeiro. Esse processo foi se expandindo à medida que novos agricultores aqui chegavam atraídos pela disponibilidade de terras baratas, com topografia plana favorável a agricultura mecanizada, temperatura e luminosidade adequadas e um potencial hídrico abundante. Na década de 1990, Barreiras assume definitivamente a posição de principal centro urbano e econômico da região.

Outro fato, que influenciou o desenvolvimento econômico e a formação cultural de Barreiras, foram os quatros ciclos imigratórios em diferentes épocas que a cidade vivenciou. O primeiro, em 1870 com a extração da borracha da mangabeira. O segundo, no final da década de 1950, com a chegada dos trabalhadores do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca - DNOCS para abrir a estrada Fortaleza/Brasília. O terceiro em 1970 quando com a chegada do 4º BEC para construção da estrada Brasília/Ibotirama. Na década de 1980, o quarto ciclo foi um grande marco na história, na economia e cultura do município, com a vinda de agricultores do sul do país para implantar a cultura da soja transformando a Região Oeste na nova fronteira agrícola do Brasil.



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O homem chega e já desfaz a natureza
Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá prá cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Adeus Remanso, Casa Nova, Sento Sé
Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai subir
Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar

O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão
Vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado, Sobradinho
Adeus, adeus
Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado, Sobradinho
Adeus, adeus


Sobradinho - Sá e Guarabyra





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Na altura do ano de 1545, Duarte Coelho Pereira, donatário da Capitania Hereditária de Pernambuco, autorizado pelo Rei Dom João III, chefiou a 1ª Expedição de Exploração do Rio São Francisco, partindo da foz com destino a nascente.

No Diário de Bordo daquela aventura pioneira, Duarte Coelho Pereira anotou, entre tantas paisagens e pontos importantes avistados pela primeira vez por um europeu, no que interessa especificamente à História e à Geografia de Xique-Xique: um enorme arquipélago, uma ipueira circundada pelo arquipélago e uma lagoa. Os belos espaços geográficos encontrados por Duarte Coelho Pereira o levaram a escrever, em seu Diário de Bordo, como sendo esta localidade um lugar mais do que chique, um lugar chique-chique.
No ano de 1683, na área geográfica que veio a se tornar o município de Xique-Xique, o Barão da Casa da Ponte Antonio Guedes de Brito instalou a Fazenda Pedras, a primeira deste perímetro territorial, que ainda existe, e teve seu período histórico de glória, chegando a ser distrito judiciário e administrativo, entre os anos de 1861 e 1938, ou seja, durante setenta e sete anos. Registre-se e perpetue-se na História de Xique-Xique que, no ano de 1685, o espaço localizado na margem leste da Ipueira foi escolhido por Theobaldo José Miranda Pires de Carvalho, para estabelecer a sede de sua famosa e histórica Fazenda Praia.



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Em alguns anos a Fazenda Praia se tornou um arraial. Segundo uma lenda, por iniciativa de um tropeiro, residente na Ilha do Miradouro, foi construída uma capela, em cumprimento a uma promessa, a qual ele dedicou ao Senhor do Bonfim e Bom Jesus. Logo, o surgimento da capela na Fazenda Praia atraiu dezenas de moradores de outras fazendas que passaram a construir suas moradias em torno da capela. No ano de 1700, através de ato assinado por Dom Sebastião Monteiro da Vide, primeiro arcebispo do Brasil, o arraial passou a ser uma freguesia, passando a se denominar Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique. Havendo nascido sob o signo econômico de fazenda de criação de gado e agricultura de subsistência, desde o começo Chique-Chique e sua área de influência conseguiram na Serra do Açuruá inumeráveis pepitas de ouro, diamantes e outros metais e pedras preciosas e semipreciosas de garimpos de aluvião, atraindo aventureiros de várias partes, que se somavam a sua população.

No dia 06 de julho de 1832, estando a freguesia de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique em condições de ser emancipada politicamente, o Conselho Provincial da Bahia assinou ato criando o município, desmembrando-o do de Jacobina, tendo sido instalado no dia 23 de outubro de 1834, quando tomou sua primeira Câmara Municipal, composta por sete membros, cujos nomes são: Álvaro Antonio de Campos, Antonio Joaquim de Novais Sampaio, Ernesto Augusto da Rocha Medrado, João Xavier da Costa, Clemente Sancho Pereira da Franca, Manoel Netto Martins e Francisco Antonio da Rocha. O Brasil, durante o período Imperial, foi administrado pela Constituição de 25 de março de 1824, a qual omitia a existência de prefeitos e intendentes municipais. O presidente da Câmara Municipal cumpria o papel de chefe do poder executivo. A partir da Constituição de 1891 criou a figura do intendente municipal, sendo o coronel Gustavo Magalhães Costa o primeiro a ser nomeado para administrar Chique-Chique. A partir de 1930 o intendente municipal passou a ser chamado de prefeito municipal.

No dia 14 de dezembro de 1857, pela Lei Provincial nº 650, foi criada a Comarca de Xique-Xique, sendo primeiro Juiz o Dr. Francisco Pacheco Pereira. Entre os juízes e promotores que atuaram na Comarca de Chique-Chique, naquele período, estão o Dr. Alfredo José da Conceição Machado, Luiz Viana e Fernando da Conceição Machado. Lei Estadual de 03 de agosto de 1892 extingue a Comarca de Chique-Chique. No dia 21 de agosto de 1915, a Lei Estadual nº 1.119 restaurou a Comarca de Chique-Chique.



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O atual município de Joaseiro povoado por índios quaisquais, galaches e outras tribos da nação Cariri, teve suas terras incluídas nos domínios da Casa da Torre dos Gárcia d' Ávila. O seu território foi percorrido, em primeiro lugar, pela bandeira de Belchior Dias Moréia em 1596, quando esse sertanista partia de Rio Real na Bahia, atravessando as montanhas de Jacobina, penetrando em terras de Queimadas e chegando à Barra do São Francisco. Descendo o rio apartir dessa cidade, chegou ao Salitre e se lançou em direção à Curaçá, Jeremoabo e Itabaiana em Sergipe, para chegar ao seu ponto de partida.


Francisco Dias d' Ávila nos atuais territórios juazeirenses procurava minas de ouro e se instala em Juremal aonde se trava uma grande luta contra os índios quaisquais e os galaches oriundos de aldeias em Pambu, Rodelas, Ibó e Aracapá, todos envolvidos no combate a pouco mais de quarto léguas do Rio Salitre. Os índios batiam fortemente e de modo feroz, entretando os bandeirantes os venceram. Joaseiro, capital do baixo e médio São Francisco, surgiu nos fins do século XVII, ponto de passagem do cruzamento de duas velhas estradas interiores; a fluvial que é representada pelo rio São Francisco; e os caminhos sertanejos das bandeiras. O ponto exato desse cruzamento era denominado de Passagem do Joaseiro.


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"A cidade do Joaseiro é com razão considerada o Empório do Sertão São Francisco. A sua zona de influencia commercial, que por um lado, atinge Cabrobó 203 kilometros rio abaixo, por outro Januaria 1054 kilometros rio acima, afecctando ainda os sertões do Piauhy por Oeiras e Paranaguá e os de Goyas por Palmas e Nactividade, é, sem dúvida uma das mais vastas do Brazil Central. O Joaseiro, que fica 575 kilometros ou 87 léguas do Porto de Bahia, é a mais curta travessia entre o mar e a secção navegável do alto São Francisco e , por essa razão, ponto terminal escolhido de grande linha férrea. As suas construções em que se procuram observar certos gostos architectonico, a sua nova e boa egreja matriz, o theatro, uma grande praça arborisada, ruas extensas, commercio animado, porto profundo e amplo, exhibindo uma verdadeira frota fluvial, população alegre e activa davam-nos uma impressão tao favorável de progresso, de riqueza, de actividade que nos alegrava e nos levava a mudar de conceitos que vinhamos fazendo deste rio e dos seus adustos sertões. Tudo, com effeito, aqui concorre para tornar esta cidade um centro de activas transacções. Situada na encrusilha de duas grandes arterias de communicação interior. Notamos na população de Joazeiro a mais obsequiosa attenção e urbanidade. Nos demoramos e deixamos a cidade em direcção as Salinas de Casa Nova."
- (Theodoro Sampaio)


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Os remeiros contam que o pessoal de Joaseiro é da lordeza. Primam pelo vestir bem, a elegância é a marca de seu povo e suas construções remetem a sofisticação dos lordes. A "Cidade da Vaidade" era pintada pelos artistas como a "Princesa do São Francisco".

"Joaseiro é uma cidade fascinante. Sempre respondo quando me perguntam sobre qual cidade que mais gostei, que é difícil, cada uma tem seus encantos. Mas foi em Joaseiro que encontrei mais pessoas ligadas em cultura, arte, pessoas bem politizadas, ligadas nos problemas reais do Rio São Francisco, e suas comunidades. Um povo alegre cheio de energia, uma mistura incrível na beira do rio, se está num mercado ao mesmo tempo se está no porto dos barcos."
- (Antônio Gonçalves)



A partir do ano de 1871 quando o Saldanha Marinho singrou às águas do São Francisco, na carreira do rio, os remeiros cantavam em versos e prosas as toadas de uma cidade luxuosa e faceira. O barqueiro se encantava com a elegância das pessoas posicionadas no cais e rampas, as quais acenavam os lenços saudando os vapores da Viação Bahiana do São Francisco.

Não existia nas barrancas do "Rio do Ouro", um povo tão alegre, luxuoso e hospitaleiro. As platibandas das construções beira-rio atestavam à importância da terra dos coronéis e barões apadrinhados dos governadores e deputados da capital Bahiana. "O desenvolvimento social/político, acentuava-se no progresso em cada intendência e a cidade do juá, deixava de ser "Passagem" para orgulhosamente ostentar o título de "Capital do São Francisco". Em 1874 os políticos juazeirenses da Câmara Municipal, exigiram a transferência da capital da Pronvíncia do São Francisco, que até então era de titulação da cidade de Barra do Rio Grande (atual Barra do São Francisco). Tal fato foi consumado em virtude do largo progresso nítido da cidade de Juazeiro, a partir desse período a cidade ficou conhecida como "Capital do médio e baixo São Francisco". - (Edson Ribeiro)

A partir da década de 60 o Vale do São Francisco ganhou atenção dos militares, que vislumbraram a região como um centro de energia e produção de alimentos. Tal fato construiu a importante atividade agroexportadora, inserido em uma região que exporta 96% da fruticultura irrigada do país. Na Special Fruit em Juazeiro, por exemplo, são produzidas 14 mil toneladas de manga por ano em 600 hectares de plantação. Deste total, 70% são levados para o mercado externo, para o Canadá, EUA, Argentina, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Inglaterra e Portugal. No caso dessa fazenda de Juazeiro, só de manga são 600 hectares, além de outros 200 hectares de uva. A região polarizada por Petrolina e Juazeiro é o segundo maior pólo produtor de vinhos no Brasil, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. Juazeiro cresce a uma velocidade impressionante, é uma das cidades mais pujantes do semi-árido graças à força dos projetos de irrigação. A cidade em si mudou de vocação, antes um ponto de passagem, hoje é um moderno Pólo Agroindustrial brasileiro.





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Segundo tradição corrente em Petrolina, o território teria sido desbravado primeiramente por frades franciscanos, sabendo-se que o local em que está situada a Cidade agasalhara a sede de uma fazenda de criação de gado.

Por volta de 1840, não existia ainda o povoado. Passagem obrigatória de boiadeiros ou negociantes do interior de Pernambuco, Piauí ou Ceará, constituía o local ponto de convergência para a travessia do São Francisco, em direção à Juazeiro, na Bahia, do que resultou a formação de Petrolina, de um lado do rio, na margem oposta à cidade baiana. A travessia era conhecida como "Passagem do Juazeiro". Foi o capuchinho italiano Frei Henrique quem aí deu início às prédicas religiosas, a pedido do então vigário de Boa Vista, padre Manoel Joaquim da Silva, e cuidou de erigir no local uma capela, sob a invocação de Santa Maria Rainha dos Anjos, em 1858. A construção foi concluída em 1860.

Tendo em vista a grande extensão do território a seu cargo, o pároco solicitou do bispo Diocesano, D. João da Purificação Marques Perdigão, que apresentasse à Assembléia da Província pedido para ser dividida a freguesia, no que foi atendido através da Lei n.º 530, de 7 de junho de 1862, que elevou Petrolina à categoria de freguesia. O grande visionário de Petrolina foi o bispo Dom Malan. Dom Malan, era italiano de nascimento, e veio para a cidade em 15 de agosto de 1924, pela ordem do Vaticano que reconheceu Petrolina como Diocese já que todos os moradores da época eram devotos do catolicismo. O bispo, ao pisar o solo sertanejo, ficou comovido com a recepção e na ocasião, prometeu retribuir a homenagem calorosa com muito trabalho. E cumpriu a promessa construindo a tríade de Petrolina: Fé, Educação e Saúde, construindo a Catedral, o Palácio Diocesano, os Colégios Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Bosco, e o Hospital Dom Malan. Desmembrado da freguesia de Santa Maria da Boa Vista em 18 de Maio 1870 pela Lei Provincial n. 921 com data cívica em 21 de Setembro.


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Entre as anedotas que enriquecem o folclore político de Pernambuco, uma diz respeito aos coelhos, os mamíferos conhecidos pela alta capacidade de se reproduzir, a ponto de muitas vezes virarem verdadeiras pragas com devastadores poderes de destruição. “Só quem se deu bem criando coelho foi o coronel Quelê”, diz o dito popular no alto sertão pernambucano. Coronel Quelê era o apelido de Clementino Coelho, coronel da República Velha que liderou política e economicamente, no início do século XX, a região em torno de Petrolina.

Fazendo jus ao nome, coronel Quelê – homem de tino comercial que, em determinado momento, foi o maior acionista particular da Companhia Hidrelétrica do São Francisco – teve 11 filhos. Ao se embrenhar pelo mundo da política, os coelhos do coronel Quelê se reproduziram tão celeremente como seus congêneres do mundo animal. O mais famoso deles, Nilo Coelho, foi governador de Pernambuco entre 1967 e 1971, eleito indiretamente, senador da Arena e do PDS e presidente do Congresso Nacional entre janeiro e novembro de 1983. A prole do coronel Quelê continua proliferando nos gabinetes de Brasília. O mais influente deles, Fernando Bezerra Coelho, ocupa hoje o Ministério da Integração Nacional, como representante do PSB, e é neto do velho patriarca do clã sertanejo. O grande indutor do avanço de Petrolina foi Nilo Coelho, o filho médico que o coronel Quelê encaminhou para a política para ser o “representante do sertão”.


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Após a construção da Ponte Presidente Dutra, que liga Juazeiro à Petrolina, o próprio executivo veio à propriedade do Coronel Quelê para um jantar oferecido pela família Coelho


Depois de vários mandatos como deputado estadual e federal, Nilo Coelho foi escolhido para ser governador de Pernambuco pelo presidente Castelo Branco, o primeiro do regime militar. Ao assumir o Estado em 1967, ele disse que governaria Pernambuco de costas para o litoral. No governo, cumpriu sua meta de dar prioridade ao sertão. Pavimentou cerca de 800 quilômetros de estradas pelo Estado, incentivou a criação de pequenas e médias empresas, eletrificou comunidades rurais, fixou médicos residentes em cidades minúsculas e iniciou a construção de um sistema capaz de levar telefone e televisão a várias cidades do interior, além de ter levantado mais de 10 mil casas populares. O empenho de Nilo para ajudar sua cidade natal era tamanho que, no Recife, havia uma piada recorrente sobre seu governo: “No governo Nilo Coelho, há um fiscal em cada esquina para levar dinheiro para Petrolina”. A irrigação era o tema mais palpitante para Nilo Coelho. Foi apresentado às técnicas numa viagem que fez ao Arizona, nos Estados Unidos. De lá, mandou uma carta a um irmão dizendo que pretendia empregar a tecnologia na região do Vale do São Francisco. A partir dali, deu o pontapé para a irrigação se tornar o grande catalisador de desenvolvimento de Petrolina que atualmente é uma das maiores e prósperas cidades de todo o Nordeste.

Os tentáculos da família também se estendiam para fora de Pernambuco. Nilo Moraes Coelho, outro neto do coronel Quelê, tinha se tornado prefeito de Guanambi, na Bahia, e viria, posteriormente, se tornar governador da Bahia. Após a morte, causada por problemas cardíacos, do aglutinador Nilo Coelho no final de 1983, a força do clã começou a se dissipar. Nos tempos do coronel Quelê, os Coelhos controlavam hotéis, construtoras, indústrias de tecelagem, massas e sucos. Ainda são donos de terras, concessionárias de caminhões e carros, TVs, rádios e empresas de frutas.




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O atual Município de Paulo Afonso, nos primórdios do século XVIII, foi habitado por bandeirantes portugueses que, chefiados por Garcia d'Ávila, subiram o rio São Francisco e atingiram as terras onde hoje está localizada a Cidade. Seduzidos pela abundância de água e imensidão dos campos muitos se deixaram ficar. Encontrando os pacíficos índios mariquitas e pancarus, com eles dedicaram-se à lavoura e a criação de gado, embora desde meados de 1705, padres católicos tivessem iniciado a catequese dos silvícolas, principalmente com intuito de evitar que fossem explorados pelos bandeirantes.

Em 3 de outubro de 1725, o sertanista Paulo Viveiros Afonso recebeu, por alvará, uma sesmaria medindo três léguas de comprimento por uma de largura. Situada na margem esquerda do rio São Francisco, abrangia as terras alagoanas da Cachoeira, conhecida, então, como "Sumidouro". Não se conformando com a área que recebeu, o donatário ocupou, além das ilhas fronteiras (entre as quais a da Barroca ou Tapera), as terras baianas existentes na margem direita, onde construiu um arraial que, posteriormente, se transformou na Tapera de Paulo Afonso. A localidade, procurada como pouso de boiadas, começou a exigir desenvolvimento comercial que atendesse à solicitação de gêneros, por parte, não só dos adventícios, como da população local. O lugarejo já era expressivo núcleo demográfico do município de Glória, quando o Governo Federal, em 15 de março de 1948, criou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, com a finalidade de aproveitar a energia da Cachoeira de Paulo Afonso. O acampamento de obras localizou-se nas terras da Fazenda Forquilha. Em torno das instalações da Usina cresceu a Cidade.




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As expedições, que iniciaram em 1553 a penetração do rio São Francisco, estão ligadas a história da Cachoeira de Paulo Afonso. Nos séculos XVI e XVII, de acordo com os arquivos de Portugal e do Brasil, a Cachoeira era conhecida como "Sumidouro" ou "Forquilha", passando a ter a atual denominação após a concessão de uma sesmaria a Paulo Viveiros Afonso, através do Alvará de 3 de outubro de 1725.

Foi Delmiro Gouveia o pioneiro que, em 26 de janeiro de 1913, inaugurou uma pequena usina de 1.500 HP, hoje paralisada e fez transportar energia elétrica de Paulo Afonso para a localidade de Pedra, atual Cidade de Delmiro Gouveia, sede do município de igual nome, desmembrado do de Água Branca, em Alagoas. A principal característica de Paulo Afonso e ter sido a primeira usina subterrânea instalada no Brasil. Suas turbines encontram-se a mais de 80 metros abaixo do nível do rio São Francisco.

Paulo Afonso passou a Distrito do município de Glória pela Lei Estadual n.° 628, de 30 de dezembro de 1,953, tendo sue instalação se verificado em 24 de setembro do ano seguinte. Em 28 de julho de 1958, a Lei Estadual n.° 1.012 dá ao Distrito de Paulo Afonso autonomia política tornando-o Município. O Município é sede de Comarca da 1ª entrância, criada a 3 de março de 1966, pela Lei n.° 2.314, e sua jurisdição abrange os municípios de Glória. Rodelas e Santa Brígida.




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Propriá teve sua origem no início do século XVII, em decorrência de uma missão para catequese dos índios chefiados por Pacatuba. A missão jesuíta não foi, no entanto, a primeira penetração na região do Baixo São Francisco, já que os exploradores, geralmente franceses, comercializavam com os índios habitantes da região.O nome primitivo da povoação que deu origem a cidade de Propriá foi "Urubu de Baixo". As terras que receberam a designação de "Urubu" estavam localizadas entre o rio Sergipe e o rio São Francisco. Essas terras pertenciam à sesmaria doada por Cristóvão de Barros, em 1590, a seu filho Antônio Cardoso de Barros. Posteriormente, sua viúva doou as terras ao genro Pedro Abreu de Lima. A privilegiada localização às margens do rio São Francisco e nas proximidades das várzeas férteis, propiciavam um rápido progresso da povoação, tanto que, em 1718, o Arcebispo Primaz da Bahia, Dom Sebastião Monteiro da Vide, elevou-a a sede de freguesia denominada Santo Antônio do Urubu de Baixo, desmembrada da Vila Nova D’El Rey, com um território de mais de 40 léguas de extensão. Em 1802, é elevado à categoria de vila, sendo que faziam parte do território de Propriá, os atuais municípios de: Canindé do São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Gararu, Itabi, Nossa Senhora de Lourdes, Graccho Cardoso, Aquidabã, Telha, Cedro de São João, Malhada dos Bois, Muribeca e São Francisco, ocupando assim, uma área de 6.973 km2. Em 1821, já com o nome de Santo Antônio de Propriá, perde a maior parte de sua área territorial com a criação da freguesia de São Pedro do Porto da Folha. Em 1866, Propriá é elevada à categoria de cidade.


O município, que comandava administrativamente várias cidades da região do rio São Francisco, era conhecido na época como “Urubu de Baixo” e pertencia a Cristóvão de Barros, conquistador de Sergipe, que doou em 9 de abril de 1590 ao filho dele Antônio Cardoso de Barros. No final da primeira metade do século XVII, as terras foram doadas pela viúva de Antônio Cardoso de Barros, D. Guiomar de Melo, ao genro Pedro Abreu de Lima. Diante da privilegiada localização às margens do rio São Francisco, que proporcionava um rápido progresso, Urubu de Baixo foi elevada em 18 de outubro de 1718 a Sede de Freguesia de Santo Antônio de Urubu de Baixo, desmembrada da Vila-Nova do São Francisco. Em 5 de setembro de 1801, foi elevada a Freguesia à Vila. A instalação da Vila de Propriá foi realizada com uma solenidade festiva em 7 de fevereiro de 1802. Através da Resolução Provincial nº 755 de 21 de fevereiro de 1866, Propriá recebe a categoria de cidade. Propriá já foi a segunda economia do Estado de Sergipe (a primeira era Aracaju) e liderava o comércio atacadista do Baixo São Francisco (Sergipe e Alagoas).




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O nome Penedo originou-se de a pequena pedra. O povoado, fundado por Marcelo Coelho Pereira, das principais cidades históricas do Brasil, foi elevado a vila de São Francisco em 1636 e em fins do século XXII passou a ser denominada Penedo do Rio São Paulo. Sua arquitetura atrai turistas de numerosas origens. A Igreja de Santa Maria dos Anjos é uma das obras primas mais visitadas.

Entretanto, os historiadores alagoanos discordam quanto a sua origem. Uns dizem que a criação do povoado está relacionada a Duarte Coelho Pereira, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco. Os que discordam, afirmam que o responsável foi Duarte Coelho de Albuquerque, segundo donatário da Capitania, que herdou do pai. Entre os que defendem essa hipótese está Craveiro Costa, para quem a conquista de Alagoas começou em 1560. Duarte Coelho de Albuquerque organizou duas bandeiras, uma com destino ao norte de Olinda e outra para o sul. A bandeira que se dirigiu ao sul, à qual se incorporaram o próprio Duarte Coelho de Albuquerque e seu irmão, atingiu o rio São Francisco entre 1560 e 1565 e teria dado origem ao povoado.
A primeira sesmaria registrada na região data de 1596; outras foram distribuídas e, a partir de 1613, na sesmaria recebida por Cristóvão da Rocha, acredita-se ter sido fundado oficialmente o povoado.

A cidade também tem parte de seu patrimônio histórico preservado, com destaque para o Paço Imperial, hospedagem de Dom Pedro II em 1859, onde estão expostas porcelanas, mobiliário e objetos que contam parte da história da cidade e do Brasil. O ilustre visitante, segundo conta o imaginário popular, teria dito que "o local é muito bonito e creio que deveria estar aqui a capital da Província". Outras edificações de destaque são a Igreja e o Convento de Nossa Senhora dos Anjos, do século XVIII, com detalhes barrocos; e a Igreja de São Gonçalo Garcia. A cultura ribeirinha, expressa pela localização da cidade às margens do Rio São Francisco, também é encontrada nos casarios e ruas de Penedo




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ܓ ܟ ݀ Outras Cidades ܓ ܟ ݀





Barra, BA


A rica história do município da Barra começa por volta de 1670, quando um curral da Casa da Torre, de Dias D’Ávila, foi implantado nas barrancas do Rio Grande, exatamente onde suas águas se juntam às do rio São Francisco. Surge aí a Fazenda da Barra do Rio Grande do Sul. Junto aos sertanistas vieram os padres para catequizar os índios dessas terras. Construiu-se então uma capela. A capela de São Francisco das Chagas, da Barra do Rio Grande do Sul. A fazenda cresceu e virou arraial. Em 1698, o arraial passou a povoação. Isso, por determinação de Dom José I, rei de Portugal. A Carta Régia foi assinada pelo então governador geral do Brasil, Dom João de Lancastro. Depois disso, o local ficou oficialmente conhecido como Povoação de São Francisco das Chagas, da Barra do Rio Grande do Sul. Distrito da Vila de Cabrobó, Capitania de Pernambuco.

Novos moradores chegavam de outras partes do país e até do exterior. A povoação cresceu e em 1752 transformou-se em vila - Vila de São Francisco das Chagas, da Barra do Rio Grande do Sul; porém o novo status só foi efetivado no ano seguinte, em 1753. Nessa época, a economia da Vila era promovida pela criação de gado, pela lavoura e pelo beneficiamento de carnes e peixes. A população era composta por vaqueiros, lavradores, pescadores, produtores de rapadura, de cachaça, caixeiros viajantes. Nobres e plebeus, escravos e senhores conviviam pacificamente. Por mais de setenta anos a Vila de São Francisco das Chagas, da Barra do Rio Grande do Sul, esteve subordinada a Pernambuco e depois a Minas Gerais. Só em 1827, depois que o Brasil se tornou independente de Portugal, Dom Pedro I, Imperador do Brasil, incorporou à Província da Bahia a Comarca do Rio São Francisco com sede na Vila da Barra. Apesar disso, a Igreja, que era o outro grande poder da época, só transferiu a Vila da Barra da diocese de Pernambuco para a diocese da Bahia em 1853. Naquela época a única forma de comunicação com outras localidades era através de uma única linha de correio que ligava a Vila da Barra à Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Funcionava com homens viajando a pé carregando malas de correspondências que tinham a obrigação de passar pela Vila três vezes por mês.

Só em 1902 a situação melhorou. O vapor Saldanha Marinho começou a trafegar regularmente entre Pirapora, Minas Gerais e Juazeiro na Bahia, passando pela Vila da Barra. Finalmente, em 16 de junho de 1873, a Vila foi promovida a cidade – Cidade Florescente da Barra do Rio Grande. No mesmo ano reduziu-se a denominação e passou a ser chamada Barra do Rio Grande. Em 1931 ficou apenas Barra. Em sua marcha ascendente, Barra atingiu o século XX desfrutando de situação privilegiada entre as unidades municipais mais prósperas do Estado. Até a metade do século XX, quando a navegação fluvial representava o principal meio de transporte do Rio São Francisco, a Barra era um dos mais importantes entrepostos comerciais do vale do Rio da Unidade Nacional, da bacia do seu afluente, o Rio Grande, e também do subafluente, o Rio Preto, os quais, por sua vez, interligavam esta região com os estados de Goiás e Piauí.

Ainda no século XX, a partir da década de sessenta, com a implantação do transporte rodoviário como meio prioritário no país, a navegação fluvial na Região do São Francisco perdeu a importância. Dessa forma, a Barra que apesar de ser um dos grandes centros comerciais da época, não foi beneficiada com a estrada de rodagem, entrou em decadência e permaneceu por décadas à margem do desenvolvimento. Importantes instituições já instaladas no município como a Capitania dos Portos, o IBGE, a Codevasf, a Caixa Econômica Federal, o Bradesco, a Receita Federal, a Fundifran, entre outras. Além de diversas empresas comerciais, fecharam suas unidades na cidade. Em consequência, grande parte da população, deixou o município à procura de melhorias, já que a Barra não oferecia qualquer oportunidade de trabalho. Os antigos distritos de Buritirama e Muquém emanciparam-se, levando consigo boa parte dessa população e das áreas apropriadas à agropecuária, enfraquecendo ainda mais a economia local. Entretanto, as tradições culturais e históricas da Barra não permitiram que ela desaparecesse nesse turbilhão de abandono e descaso. A esperança não morreu no coração dos barrenses e o seu bairrismo e sentimento de amor à terra, constituíram os ingredientes que serviram para alimentar a busca por melhores dias.

Barra é uma cidade que possui belo traçado urbanístico, com ruas, becos, praças e avenidas amplas e arborizadas, sendo considerada uma das mais bonitas e acolhedoras de toda a margem do Velho Chico. Pelas ruas da Barra pode-se contemplar também um excelente acervo de estátuas em bronze, de autoria do escultor barrense Dom Martins de Oliveira. As esculturas compõem o movimento artístico-cultural que o autor denominou de “Ciclo do Bronze”, composto de obras do gênero espalhadas pelo Vale do São Francisco, entre 1959 e 1974, especialmente nas cidades da Barra, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Paulo Afonso e Penedo.



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Pilão Arcado, BA


Conta a tradição local que a denominação está ligada a uma lenda de pescadores que encontraram um pilão, com formato de uma curva em arco, em uma das margens do rio São Francisco, e passaram a utilizá-lo para pilar o sal que salgava o peixe. Pilão Arcado originou-se como fim do mundo, em fins do século XVII, por ordem do vice-rei D. João de Lencastre, com a finalidade de acabar com os constantes ataques dos índios mocoazes e acoroazes às fazendas de gado da região. O município, então em terras da Província de Pernambuco, foi criado em 1810, com a denominação de Vila do Pilão Arcado. Em 1824, devido as revoltas separatistas dos pernambucanos contra o Império, passou a integrar a Província de Minas Gerais. Em 1827, juntamente com todo o Além São Francisco, passou à administração da província da Bahia. Em 1857 foi extinto como município, integrando então o território de Vila de Nossa Senhora do Remanso de Pilão Arcado. Em 1890, foi desmembrado de Remanso. A sede foi elevada à categoria de cidade em 1938. Em 1974, sendo a população transferida em 1978 devido a implantação da Barragem de Sobradinho, no rio São Francisco, a sede foi transferida para local distante 24 km da sede velha. A nova cidade foi planejada e construída pelo Governo Federal, através da CHESF.



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Remanso, BA


A região era primitivamente habitada pelos índios e acoroazes. No começo do século XVII, o território integrava a sesmaria do Conde da Ponte. O povoamento se iniciou no final do século XVIII, na fazenda “Arraial”, pertencente a Monel Félix da Veiga e arrematada por Joaquim José Gonçalves, em 1829. Estabeleceram-se ali famílias retirantes de Pilão Arcado, onde havia lutas armadas entre Guerreiro e os Militão. A fertilidade do solo e a pesca contribuíram para a fixação dos colonos, que formaram o Arraial de Nossa Senhora do Remanso. Em 1857, transferiu-se para ele a sede de Pilão Arcado, criando-se o município de Nossa Senhora do Remanso de Pilão Arcado. Simplificou-se a denominação para Remanso em 1990, com a elevação da vila à cidade. O topônimo está ligado ao fato de as águas do Rio São Francisco correram vagarosamente, ficando como que paradas, naquele trecho.

Pelo decreto federal nº 10/77, de 28 de janeiro de 1977, a sede municipal foi transferida para local distante sete quilômetros da cidade velha, inundada pelas água da Barragem Sobradinho, no Rio São Francisco. Teve assim, o município, um quarto do seu território inundado e a nova cidade, planejada e construída pelo Governo Federal.



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Sento Sé, BA



O nome Sento-Sé tem sua origem de uma tribo indígena chamada Centoce. Os primeiros povoadores foram portugueses vindos de lavouras de cana-de-açúcar e edificaram engenhos. Em 1719 foi construída uma capela dedicada a São José da Barra, e em 1752 teve como seu primeiro vigário o Pe. Domingo Alves de Souza, feita a correção gramatical passa a ser chamado e escrito como o arraial de Sento-Sé. Por muitos anos imperou o coronelismo. Em 06 de julho de 1832 um decreto provincial criou o município de Sento-Sé, em 21 de novembro de 1883 foi confirmada a emancipação política com a presença do presidente da província Joaquim José Pinheiro Vasconcelos.

No ano de 1930, Sento-Sé sofre a pressão de revoltosos e a população é maltratada com pancadas e prisões, novamente em 1932 Sento-Sé passa por momentos difíceis, Lampião passa pelo distrito de Américo Alves no povoado de Quixaba e faz o povo tremer de pavor, depois de assaltar o comércio vai embora e pernoita na Gruta da Palmeira. Alguns tempos depois a cidade volta a sua normalidade com a pesca e a agricultura de subsistência.

Com a necessidade de gerar mais energia elétrica para o Nordeste, faz-se necessário submergir algumas áreas próximas ao Rio São Francisco, a barragem de Sobradinho era inevitável. No ano de 1971 recebendo com grande surpresa a notícia que a CHESF daria início a construção da barragem houve o pânico geral. A partir deste primeiro comunicado deu-se a seqüência a várias reuniões para estabelecer-se o local para onde iria a nova Sento-Sé. Seja Piçarrão, Pirí ou Tombador. Quantas lágrimas, quantas tristezas, pior, perdas de memórias, mortes apaixonadas e repentinas. No município tudo isso aconteceu. Estavam acostumados ao torrão natal, ao carnaubal, ao rio São Francisco, as cozinhas humildes, mas que viu nascer e crescer. A CHESF não aceitava debate. Começam as míseras indenizações em 1970, as permutas de casas e de roças. Algumas famílias a CHESF resolveu levar para as Agrovilas em Bom Jesus da Lapa e em Juazeiro. E muita gente se foi, alguns puderam voltar e outros nem este direito tiveram.

Em 1975 começaram as mudanças, lentamente dava-se o adeus, as casas derrubadas, as roças queimadas, o plantio abandonado, as fruteiras desvalorizadas, os paus de arara transportando gente. As barracas de lona para abrigar as crianças. Em 10 de outubro de 1976 chegou à vez de mudar a sede da municipalidade à 80km da antiga, e em seguida as mudanças das famílias por completo, o mesmo sofrimento. Novembro de1976, última mudança. Atrás deixavam-se parentes falecidos, casas caídas, a história. A velha Sento-Sé foi inundada pelas águas do grande lago de Sobradinho.




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Casa Nova, BA


As raízes históricas de Casa Nova, são fundamentadas prioritariamente na descoberta de jazidas de cloreto de sódio (sal), denominadas Salinas, que ficavam nas terras da Fazenda Riacho de Casa Nova, pertencente ao capitão José Manuel Viana, na margem esquerda do rio São Francisco, no ponto de confluência do riacho de mesmo nome. Essa descoberta deu motivo para que surgisse no local, um povoado composto de salineiros, trabalhadores das salinas, que atraiu interesse de sertanejos, que ali fixaram residências, e de outros que por ali passavam conduzindo gado do Piauí com destino à Bahia. Esta povoação rapidamente se tornou conhecida em virtude do desenvolvimento do seu comércio, particularmente o de cabotagem, que tinha no sal a mais importante matéria de exportação, para outros pontos da margem do São Francisco, principalmente Januária, em Minas Gerais.

A essa altura, o povoado já possuía várias benfeitorias, além da sua capela, erigida sob invocação de São José, a mando do capitão José Manuel Viana, tido como fundador de Casa Nova, que foi assim denominada por haver na sua fazenda uma grande casa de alvenaria, conhecida como casa nova. Em 1873, a 3 de abril, através da Lei Provincial 1.265, é elevada à categoria de freguesia, com o nome de “São José do Riacho de Casa Nova”. O seu primeiro vigário foi o padre Roberto José da Costa Cerqueira, nomeado por decreto de 10 de junho de 1874. Foi elevada à categoria de vila, com o nome de “Vila de São José de Casa Nova”, por força de Lei Provincial 1.873, de 20 de junho de 1879, desmembrando-se de Remanso, sendo criado o município do mesmo nome, que passou a funcionar em 15 de novembro de 1888.

Sua denominação atual provém do Decreto 7.479, de 8 de julho de 1931, que simplificou o nome do Município para “Casa Nova”. A constituição atual dos Distritos, segundo Lei vigente n º 628, de 30 de dezembro de 1953, são: Casa Nova(sede), Bem-Bom, Luis Viana, Pau-a-Pique e Santana do Sobrado. Dois acontecimentos marcantes na história de Casa Nova são o movimento fanático religioso de Pau-de-Colher, em 1938, e a mudança, em 1976, da cidade devido à construção da barragem de Sobradinho . O movimento de Pau-de-Colher, comunidade do Município, guarda várias semelhanças com o de Canudos, tendo terminado , assim como aquele, com a intervenção de tropas estaduais e federais culminando com a morte de centenas dos fanáticos participantes.




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Sobradinho, BA


A povoação está ligada aos índios da tribo Tamoquim e começou na localidade chamada Serrote da Aldeia. Com a chegada dos portugueses, no final do século XVI, surgiu a Fazenda Tatuí, que em tupi-guarani, significa flecha de fogo. Em 1973, o Ministério das Minas e Energia iniciou, no então distrito de Sobradinho, pertencente ao município de Juazeiro, a 46 Km da sua sede, a construção da Barragem de Sobradinho, visando regularizar e garantir uma vazão mínima do rio São Francisco, para aproveitamento otimizado das turbinas das usinas de Paulo Afonso e Moxotó. Com a construção da barragem, foi formado o maior lago artificial do mundo (4,2 mil Km² em espelho d"água), ideal para banho, pesca e prática de esportes aquáticos diversos. A barragem alterou profundamente o Baixo Médio São Francisco, particularmente as áreas desocupadas para a criação do lago. Além das modificações geográficas, ocorreram transformações de grande impacto socioeconômico-cultural, inclusive a emancipação do distrito de Sobradinho, desmembrado de Juazeiro, em 1989.


Entre os anos de 1972 e 1979, época de vigência da ditadura militar brasileira, na região norte do estado da Bahia, foi implantada pela CHESF a barragem de Sobradinho, com as finalidades de acumulação das águas do rio São Francisco para regularizar o fornecimento às usinas do complexo hidrelétrico a jusante, e possibilitar a agricultura irrigada em escala empresarial. Uma área de 4.214 km² de ocupação agrícola e pecuária foi inundada, formando o que se divulga ser o maior lago artificial do mundo em espelho d’água. O represamento das águas do rio atingiu sete municípios, sendo os mais afetados os municípios de Remanso, Casa Nova, Sento Sé e Pilão Arcado, que tiveram as suas sedes transferidas; e mais Juazeiro, Xique-Xique e Barra, menos afetados. Foram desalojadas cerca de 12 mil famílias, num total aproximado de 72 mil pessoas. Desse universo, 8.619 famílias habitavam a zona rural.

Quando, em dezembro de 1977, iniciou-se o represamento total do rio, as águas da barragem, como um dilúvio sem Noé e sem arca, configuraram-se como a tática eficaz para a remoção da população ribeirinha. À medida que subiam as águas, crescia o pânico dos que ainda não haviam sido relocados e terem que fugir para não serem afogados, abrigando-se precariamente sob galpões ou lonas fornecidas pela CHESF ou debaixo de árvores, à beira das estradas ou à margem do lago que se forma. Violência, baixas indenizações, desorganização da produção e falta de perspectivas para os trabalhadores rurais havia sido o saldo deixado pela CHESF. As sequelas existem até hoje: uma parte daquela população ainda vaga, miserável, pelos sertões. Os danos ambientais foram consideráveis. A sucessão de barragens ao longo do rio fez com que a flora da área ribeirinha praticamente desaparecesse. As alterações climáticas provocadas pelos lagos e vasto desmatamento processado para a relocação das cidades e das áreas de agricultura e pastoreio ainda estão sendo estudadas. A fauna, apesar de eventuais operações de resgate, morreu afogada ou viu seu habitat se reduzir drasticamente. O surubim, peixe de piracema típico da região, está impedido de subir o rio para se reproduzir, já que não há "escadarias" nas barragens.




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Cabrobó, PE


Na zona fisiográfica do sertão de Pernambuco, à margem esquerda do Rio São Francisco, numa planície acolhedora, circundada por graciosas colinas, homens de boa vontade, pioneiros ousados, lançaram nas primeiras jornadas de penetração no nordeste brasileiro, os fundamentos de um pequeno burgo que havia de ser, com o correr dos anos, o povoado, a freguesia, o julgado, a vila e, finalmente, a cidade de Cabrobó, capital e sede do município do mesmo nome”. - (Arrisson Souza)


Levando em consideração seu aspecto histórico, pode-se concluir que a origem do município de Cabrobó, assim como toda porção pernambucana margeada pelo Rio São Francisco, foi uma fazenda de criação de gado de propriedade de Francisco Dias D’Ávila II. Junto a essa fazenda, localizavam-se ainda dois aldeamentos de índio cariris. “A fazenda, quando situada, não recebeu denominação própria, era simplesmente uma fazenda do Coronel Francisco Dias D’Ávila. O nome Cabrobó, ela recebeu, ou melhor, tomou-o por empréstimo do aldeamento de índios que a seu lado se instalou e com ele ficou. O aldeamento é que foi batizado com o nome Cabrobó, pertencente à língua dos seus integrantes”, esclarece Arrisson em sua obra, acrescentando que o nome Cabrobó é de origem cariri, e significa luta, guerra, o que impõe aos cabroboenses a responsabilidade de honrar o seu nome e não esmorecer na luta pelo seu, desenvolvimento e progresso.

Por causa da nomeação de Francisco Rodelas para chefe dos índios que habitavam a ilha da Assunção, em 29 de agosto de 1674, é possível tomar como base esta data para a fundação de Cabrobó. Sempre ao lado de Cabrobó, a Ilha da Assunção, conhecida por suas terras férteis, já foi Vila de Nossa Senhora da Assunção e por ordem de D. João VI recebeu o título de Real Vila de Assunção. Na primeira igreja católica de Cabrobó que, segundo historiadores, data do seiscentismo, foi batizada Bárbara de Alencar. Uma grande enchente a destruiu, porém suas ruínas ainda podem ser vistas. Existe uma versão popular de que um grande peixe surubim foi encontrado em seu altar depois que as águas voltaram ao normal. Por causa da destruição desse templo, D. Brígida de Alencar, grande nome da história cabroboense, construiu a Matriz de Nossa Senhora da Conceição um pouco mais distante da margem do rio e que foi inaugurada em 1844. Esta também enfrentou uma enchente, mas resistiu, necessitando apenas de um anteparo lateral.




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Petrolândia, PE


Localizada às margens do Lago de Itaparica, no sertão de Pernambuco, Petrolândia foi, durante muitos séculos, habitada pelos índios, hoje, representados pela tribo Pankararus. Quando os colonizadores e missionários chegaram na região, no século XVIII, foram fundadas as fazendas Brejinhos da Serra e de Fora. A partir daí começaram a surgir os primeiros povoamentos, dedicados apenas à pecuária extensiva, com o auxílio da mão-de-obra escrava africana. A antiga Jabotá , atual Petrolândia , era um simples bebedouro para o gado que pastava nas propriedades. O local ganhou o nome de Bebedouro de Jabotá, devido a um frondoso jatobazeiro, existente na região. O bebedouro era freqüentado apenas por vaqueiros.

Na segunda metade do século XIX (1877), o Imperador D. Pedro II, visitando o São Francisco, toma conhecimento dos problemas da região e ordena a construção de um cais e de uma ferrovia que ligava economicamente o alto e o baixo São Francisco. A finalidade foi dar trabalho aos sertanejos famintos e também evacuar a produção de gêneros alimentícios vindos de outros municípios ribeirinhos do São Francisco, que eram os celeiros de nosso Sertão. Em 1885 já existiam casas construídas. Ao término da construção da estrada férrea, a população foi aumentando e a localidade desenvolveu-se rapidamente, surgindo um comércio próspero. Os habitantes eram, na época, uma mistura de raças e culturas que foram atraídas pelo desenvolvimento da região.

Já em 1887, a sede do município, localizada em Tacaratu, foi transferida para o povoado de Jatobá e, depois, elevada a categoria de cidade em 1º de Julho de 1909 . Antes de receber a atual denominação, o município também foi conhecido como Itaparica; (devido a harmônica cachoeira). O nome Petrolândia; ( Petrus – versão em latim para Pedro; land – vem do vocábulo germânico terra) significa Terra de Pedro, em homenagem ao Imperador D. Pedro II, que tanto favoreceu a região. Várias tentativas de desenvolver economicamente a cidade foram feitas, porém não deram certo até 1945. A partir daí, com a intervenção do Ministério da Agricultura, através de investimentos nos setores de agricultura irrigada e pecuária, implantaram-se colônias agrícolas que favoreceram e incrementaram o comércio e a construção civil do município.

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), durante os anos 70 e 80, realizou a construção da Usina Hidroelétrica de Itaparica, atual Luiz Gonzaga, dando aproveitamento ao potencial hidroelétrico, que já vinha sendo inicialmente explorado pela instalação de um pequeno gerador na cachoeira de Itaparica. Tal obra modificou profundamente a história de Petrolândia, afinal grande parte do antigo município foi inundada, inclusive a própria cidade, obrigando toda a população a deslocar-se para uma área totalmente estranha e adversa; como a nova cidade de Petrolândia, novo Projeto Apolônio Sales, Agrovilas dos Blocos I, II, III e IV.

A necessidade de mão de obra para a construção da Hidroelétrica, trouxe um fluxo grande de operários que formaram o Acampamento de Itaparica e a Vila Jatobá, atualmente um município independente, emancipado de Petrolândia em 1995. Em 1988, Petrolândia foi desapropriada pela Chesf para construção da usina hidrelétrica Luiz Gonzaga. Tal obra resultou na inundação da cidade. Hoje, as ruínas da cidade antiga podem ser apreciadas através de mergulhos. Mais de 800 km² de terras ficaram submersas, acumulando cerca de 11 bilhões de metros cúbicos de água. A Nova Petrolândia (nome apenas de batismo, já que os moradores insistem em chamá-la apenas por Petrolândia) é dotada de excelente infra-estrutura urbana, com elevados percentuais de ruas pavimentadas, abastecimento de água e tratamento de esgoto. A cidade vem nos últimos anos, se tornando uma das mais importantes da região do Sertão do São Francisco.




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Glória, BA


Habitada inicialmente por indígenas, o núcleo inicial de colonização portuguesa ocorreu devido as entradas. A atividade pecuária fixou o homem à terra. Curral dos Bois foi a primeira denominação da localidade. Com o desenvolvimento do comércio e o aumento da população, começa o lento, mas progressivo crescimento da comunidade. Município criado com a denominação de Vila de Santo Antônio da Glória do Curral dos Bois, e sede no povoado do mesmo nome, com território desmembrado de Jeremoabo, por força da Lei Provincial de 01.05.1886. Recebeu o nome de Glória em 1931. A sede, criada freguesia com o orago de Santo Antônio do Curral dos Bois, por Lei Provincial de 08.04.1842, foi elevada à condição de cidade por Decreto-Lei Estadual de 30.03.1938

A Nova Glória, não atendeu as aspirações do povo que testemunhou outras épocas e que viveu outros costumes. A nova cidade é fruto de uma imaginação apressada já pela existência de réguas, compassos e cavalete, pressionados pela voracidade dos prazos fatais de conclusão de obras, como pela falta de inspiração maior que tivesse tido por intenção ao amor a terra e a sua gente. No inicio a nova cidade não concentrava, ao contrario dispersava a pequena população, distanciando pessoas umas das outras, plantadas que está num sitio amplo e descampado, sem arvores e sem sombra, apesar de rente as águas da barragem aonde sopra a aragem amena dos alísios.

Parte da população da Glória Velha, inconformada com a escolha do seu local, rebelou-se e por própria e espontânea vontade, sem qualquer ajuda formou a Vila de Quixaba, que floresce a mercê das circunstancias. A Glória Velha, entretanto, marca um período da civilização colonial do Brasil, o dos currais, passagem obrigatória que era das boiadas que desmandavam para os sertões do Norte. Foi cognominada de Curral dos Bois depois de ter sido jacosamnete chamada de Porto dos Cachorros. Foi Sede de Comarca e posto avançado das tropas regulares de combate ao banditismo do nordeste. Teve Coronéis e viveu renhidas lutas políticas, sobressaindo que dividiam os adeptos do Cel. Petro, avô do escritor Raimundo Reis e os da Família Padre, representado pelo Professor Adelino, pais do Brigadeiro Afonso Ferreira e Afonsinho de D. Mariinha.

Sua feira semanal era bastante concorrida, atraindo ruralista dos seus vastos limites territorial e até do vizinho Estado de Pernambuco, por onde corria resfolegando de cansaço, o Maria fumaça que por sobre trilhos ligava Piranhas a Jatobá. Suas ruas se esvaziavam nas noites de Trezena de Santo Antônio, para encher de gente a praça da matriz embandeirada. O zabumbeiro e os pífanos enchiam de som o ar contaminado de vozes gritando e dentro deste contesto barracas e roletas. Fogos e rojões subiam aos céus e as quermesses faziam algazarra esfuziante da cidade em festa. O povo se regozijava na mais pacifica e singular confraternização sem conflitos e sem escaramuças.

Padre Emilio (Padre Santo), erguia a voz enchendo a nave de bela construção barroca, blaterando contra os pescadores que iam povoar os infernos. O coro liderado por Ceci e Iaiá de Aristeia, arrastavam toda massa compacta de fieis que se curvavam humildemente na hora da benção, entoando os louvores ao grande Taumaturgo de Pádua. Os penitentes se constituíam, respeitando o sincretismo da formula usada em belos espetáculos de fé, plenamente ativo em todo o período quaresmal. As quartas e sextas feiras de cinzas, percorriam distancias visitando cruzes, cemitérios e capelas vestidos de indumentária própria para o exercício da oração, cantada em longas e quase indecifráveis ladainhas.

Glória Velha, cidade inesquecível sepultada sob peso de milhões de metros cúbicos de água. Lá ficaram submersos os tamarindeiros de grandes copas bem conformadas, constratando com os chalés e casarões. Sobretudo as demais, a casa nova de Euclides Oliveira quase um palacete, cercado de amplos jardins e a de Letícia Campos que guardava na sala de visitas uma pintura de um francês de nome ignorado. Glória Velha, terra generosa e boa, manteve os braços permanentemente abertos, forma simples de hospitalidade de sua gente, para receber e distribuir simpatias.

Glória Velha não morreu e não morrerá, porque renasce permanentemente na pujança de Paulo Afonso, luzeiro do nordeste, nos sonhos de Macururé e na luta tenaz de Rodelas que lhe herdou a sorte, fadada que está a desaparecer nas águas da Barragem de Itaparica.




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Piranhas, AL



Piranhas - que antes era chamada de Tapera - surgiu no século XVIII e foi emancipada em 03 de junho de 1887. Conta-se que, num riacho da Tapera, um caboclo pescou uma grande piranha e quando chegou em casa, lembrou que tinha deixado a faca e falou para o filho: "vá ao porto da piranha e traga o meu cutelo".

Fatos marcantes fazem de Piranhas uma das cidades mais importantes do Baixo São Francisco. Em 1859 foi visitada pelo Imperador D. Pedro II, e ganhou impulso comercial com a navegação a vapor pelo Rio São Francisco e, posteriormente, com a chegada da estrada de ferro construída pelos ingleses, no século XIX. A força policial que exterminou o grupo e o rei do cangaço Virgolino Ferreira da Silva - O Lampião, saiu de Piranhas. A exposição das cabeças de Lampião, Maria Bonita e de nove cangaceiros na escadaria da prefeitura, marcou o fim do maior fenômeno brasileiro: o cangaço.

Palco de grandiosas histórias ligadas ao cangaço, Piranhas foi o ponto de partida da famosa volante comandada pelo Ten. João Bezerra, que emboscou e matou Lampião e seu bando na Grota de Angicos em 28 de julho de 1938. O bando teve suas cabeças cortadas e exibidas nas escadarias do antigo Palácio Provincial de Piranhas, onde hoje se encontra a Prefeitura Municipal. A cidade ainda foi vítima do terror causado pela invasão de Corisco e Gato, comparsas de Lampião. Liderando seu bando, Gato veio em busca de sua mulher que, equivocadamente, havia sido dada como morta. A população reagiu e o cangaceiro tombou com um tiro certeiro em 27 de outubro de 1936.




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"O trabalho com a memória e as relações entre a História e o Tempo Presente, oferecem chaves para releituras do Passado seguindo as necessidades atuais. É válido registrar o que se passou para propiciar margens de uma contemporaneidade profícua e um futuro cada vez mais brilhante e com mais acertos em decorrência dos erros cometidos"
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Harisson Souza
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Juazeiro Ano 100: Revista Centenária - 1978
Juazeiro da Bahia à Luz da História - 1983
Juazeiro na Esteira do Tempo - 1968
Memória Histórica de Juazeiro - 1978
Navegação no Rio São Francisco: Da Canoa ao último Vapor - 2010
O Médio São Francisco: Uma sociedade de pastores e guerreiros - 1952
O rio São Francisco e a chapada Diamantina - 1906
Remeiros do São Francisco. Folclore - 1971
Vida nos sertões bahianos do São Francisco na época do Coronelismo - 1967
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Old March 27th, 2012, 05:45 AM   #3
renehass
Rene Hass
 
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Maravilhoso este thread com fotos históricas. Seria legal selecionar algumas e mostra o mesmo lugar como é hoje. A foto antiga e a foto de hoje, lado a lado.

Parabéns pelo thread. Depois volto para ver tudo com mais calma.
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Old March 27th, 2012, 05:52 AM   #4
xrtn2
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Gracias, me gusta mucho tus threads.

__________________
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Old March 27th, 2012, 10:54 AM   #5
PAPITOBA
PAPITO
 
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Muito bom. Parabéns pela iniciativa de ilustrar e informar sobre nossa história.
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“O progresso é precisamente aquilo não previsto pelas regras e regulamentos.”
Ludwig von Mises (1881 - 1973)
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Old March 27th, 2012, 01:34 PM   #6
Catrumano
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Belíssimo thread de um trabalho maravilhoso. Conheço bem Pirapora e Principalmente Januária terra dos meus pais.
O São Francisco é impressionante e cheio de história, espero que toda a região rica culturalmente recebe investimentos para o turismo e que a parte navegável do rio seja revitalizada.
Parabéns Harrisson Souza, seu thread ficou espetacular.
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Old March 27th, 2012, 01:50 PM   #7
Emanuel Paiva
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Harisson,

Adorei o thread!!! Completo!!! Histórico!!! Lindo!!!








image hosted on flickr


Muito me impressionou essa foto!



Parabéns pelo excelente portfólio!!!
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Meus trabalhos fotográficos
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Old March 27th, 2012, 02:14 PM   #8
tonyssa
.
 
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Lindo thread, parabéns pelo trabalho!
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Old March 27th, 2012, 02:37 PM   #9
Deco
Soteropolitano
 
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Emocionante.
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Old March 27th, 2012, 02:43 PM   #10
Cerrado
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Sensacional!
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Old March 27th, 2012, 02:57 PM   #11
Soteropolis1
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Muito bom. Verdadeira aula sobre a ocupação humana do Velho Chico. Muito bem elaborado e ilustrado e apresentação 10. De leitura obrigatória para quem se dedica ao estudo do vale! Fotos antigas, preciosas e esclarecedoras. Não sabia que a velha Glória tinha casarões imponentes. Tb de lamentar o desaparecimento de todos os marcos arquitetônicas das cidades desapecidas pelo enchimento da barragem do Sobradinho. Hoje se recosntrói réplicas das igrejas e outros predios marcantes nas novas cidades, para manter uma referência.

Parabéns Harrrison!
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Old March 27th, 2012, 04:37 PM   #12
Paulinhofsa
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Valeu Hari! O thread ficou com uma riqueza histórica muito linda.

Abraços

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Old March 27th, 2012, 04:45 PM   #13
Thiago Braga Freire
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Nooooooosssssaaaa que coisa mais linda este thread! Tenho raízes em Pirapora e a emoção de ver as fotos antigas daquela cidade ainda mais em períodos em que minha amada avó viveu por lá, me deixaram muito emocionado! Parabéns pela brilhante idéia de fazer um thread tão interessante assim!
Valeu, abraço!
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Old March 27th, 2012, 04:54 PM   #14
jguima
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Feeling e seus threads matadores, depois de esmiuçá-lo eu volto aqui pra comentar garoto.
__________________
"Seu olho me olha, mas não me pode alcançar".

Caetano Veloso
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Old March 27th, 2012, 06:04 PM   #15
novaes_jequieense
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Me sentir em um Museu do Rio São Francisco.

Thread riquíssimo, as histórias são impressionantes, os lugares que o rio trouxe o desenvolvimento, gostei muito.
Parabéns Harisson, vlw por compartilhar esse belo trabalho.
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JEQUIÉ | BAHIA | BRASIL

... De morros circundada
Um sol ardente, Rio das contas, um lençol de prata
Cantando endechas pelo sol poente e às noites de luar em serenata...(Hino de Jequié)
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Old March 27th, 2012, 07:45 PM   #16
Harisson Souza
Feeling ܓ ܟ މ
 
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Quote:
Originally Posted by renehass View Post
Maravilhoso este thread com fotos históricas. Seria legal selecionar algumas e mostra o mesmo lugar como é hoje. A foto antiga e a foto de hoje, lado a lado.

Parabéns pelo thread. Depois volto para ver tudo com mais calma.
Realmente seria bem legal, ocorreriam algumas frustrações mas faz parte.

Ainda tenho o desejo de percorrer essa região de Pirapora até Juazeiro e registrar essas cidades na atualidade. Quem sabe um dia


Quote:
Originally Posted by xrtn2 View Post
Gracias, me gusta mucho tus threads.

Hola, que rico! Muy agradable, gracias por tu participación!


Quote:
Originally Posted by PAPITOBA View Post
Muito bom. Parabéns pela iniciativa de ilustrar e informar sobre nossa história.
Eu estou lendo algumas coisas sobre o assunto e isso pode até contribuir para o meu meio acadêmico. O desejo de postar as fotos surgiu quando o forista Will comentou sobre uma foto de Sento Sé no Bahia Gallery, então me ocorreu reunir esse acervo e montar o trabalho.

Quote:
Originally Posted by Catrumano View Post
Belíssimo thread de um trabalho maravilhoso. Conheço bem Pirapora e Principalmente Januária terra dos meus pais.
O São Francisco é impressionante e cheio de história, espero que toda a região rica culturalmente recebe investimentos para o turismo e que a parte navegável do rio seja revitalizada.
Parabéns Harrisson Souza, seu thread ficou espetacular.
Muito obrigado, fico lisonjeado pelo reconhecimento!

A Hidrovia do São Francisco é vital para todas essas cidades, será uma forma de retornar ao passado e ao Progresso de algumas cidades que infelizmente sucumbiram ao fim do trajeto navegável. R$ 426 milhões entre 2011 e 2014 serão investido no trecho de Pirapora - Juazeiro. Nesse outro thread tem várias informações:http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1327681




Quote:
Originally Posted by Emanuel Paiva View Post
Harisson,

Adorei o thread!!! Completo!!! Histórico!!! Lindo!!!

Muito me impressionou essa foto!
(...)

Parabéns pelo excelente portfólio!!!
Lampião, assombrou muito o Sertão Nordestino. Esse foi o fim da valentia, do cabra mais temido desse Semi-Árido, perseguido pela volante e parceiro da baiana de Glória (cidade mostrada nesse thread), Maria Bonita.


Quote:
Originally Posted by tonyssa View Post
Lindo thread, parabéns pelo trabalho!
Obrigado!

Quote:
Originally Posted by Deco View Post
Emocionante.
Também achei hehe

Quote:
Originally Posted by Cerrado View Post
Sensacional!
Valeu Cerrado!

Quote:
Originally Posted by Soteropolis1 View Post


Muito bom. Verdadeira aula sobre a ocupação humana do Velho Chico. Muito bem elaborado e ilustrado e apresentação 10. De leitura obrigatória para quem se dedica ao estudo do vale! Fotos antigas, preciosas e esclarecedoras. Não sabia que a velha Glória tinha casarões imponentes. Tb de lamentar o desaparecimento de todos os marcos arquitetônicas das cidades desapecidas pelo enchimento da barragem do Sobradinho. Hoje se recosntrói réplicas das igrejas e outros predios marcantes nas novas cidades, para manter uma referência.

Parabéns Harrrison!
Deu trabalho, mas valeu muito a pena vê-lo terminado. No começo foi bem difícil fazer porque eu não tinha acervo. Mas fui procurando, contactei algumas pessoas e fui enriquecendo hehe

Glória foi uma surpresa para mim, passei pela atual cidade e o sentimento lá é realmente de insatisfação. A cidade não é como a antiga cheia de destaques, muitos moradores (como o próprio texto fala) se revoltaram e foram até embora. Eu nunca imaginei que ela tivesse essa história.

Li alguns relatos de pessoas que deixaram suas residências em 1977 por causa da Barragem de Sobradinho e é de emocionar mesmo. Posses, terras, casarões, lembranças, parentes mortos. Tudo isso me comoveu bastante. Mais tocante do que isso só conversando com essas pessoas pessoalmente, essas águas do São Francisco tem muitas histórias para contar!

Quote:
Originally Posted by Paulinhofsa View Post
Valeu Hari! O thread ficou com uma riqueza histórica muito linda.

Abraços

Valeu Paulinho, agradeço sua participação cara!

Quote:
Originally Posted by Thiago Braga Freire View Post
Nooooooosssssaaaa que coisa mais linda este thread! Tenho raízes em Pirapora e a emoção de ver as fotos antigas daquela cidade ainda mais em períodos em que minha amada avó viveu por lá, me deixaram muito emocionado! Parabéns pela brilhante idéia de fazer um thread tão interessante assim!
Valeu, abraço!

Acho que todos que tem o 'pé' nessa região se emocionam, eu mostrei a um conhecido aqui e ele quase chorou (natural de Sento Sé) ao ler e ver algumas fotos.

Fique a vontade para pegar quaisquer fotos desejar e mostrar a quem quiser, meu intuito de fazer esse trabalho foi de divulgar mais essas raras imagens, afinal algumas são bem difíceis de se encontrar hehe

Abraço!

Quote:
Originally Posted by jguima View Post
Feeling e seus threads matadores, depois de esmiuçá-lo eu volto aqui pra comentar garoto.
Homi, leia tudo não vá direto nas fotos

Quote:
Originally Posted by novaes_jequieense View Post
Me sentir em um Museu do Rio São Francisco.

Thread riquíssimo, as histórias são impressionantes, os lugares que o rio trouxe o desenvolvimento, gostei muito.
Parabéns Harisson, vlw por compartilhar esse belo trabalho.
Parabéns, você consegui ver mais de 260 imagens

Espero que o thread não esteja muito pesado. Que ele está enorme isso eu já sei

Cada cidade, senão tem, deveria ter um Museu relatando esses fatos que acabam se perdendo nas gerações. Eu procuro a história de qualquer lugar que eu retrate. Acho isso de suma importância
__________________
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Harisson Souza no está en línea   Reply With Quote
Old March 27th, 2012, 09:49 PM   #17
jguima
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Join Date: Feb 2010
Posts: 58,816
Likes (Received): 35303

Meu Deus, quanta história, quanta cultura aflorada ao longo do rio mais amado do Brasil. Li tudo, viajei no tempo, aprendi muito e saí convicto de que threads como os teus fazem valer o cadastro no ssc, você engrandece isso aqui meu véi. Sensacional o teu trabalho.

__________________
"Seu olho me olha, mas não me pode alcançar".

Caetano Veloso
jguima no está en línea   Reply With Quote
Old March 28th, 2012, 12:15 AM   #18
Sky Juá
C.I.D.
 
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Posts: 970
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Esse extraordinário acervo fotográfico deveria constar no museu daqui.
Se é que já não consta.
Excelente!
__________________
Tudo certo na Bahia!
Sky Juá no está en línea   Reply With Quote
Old March 28th, 2012, 12:35 AM   #19
Hello_World
Non dvcor, dvco!
 
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Join Date: Dec 2009
Location: Interior Paulista
Posts: 12,598
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Mas que belo acervo histórico do Rio São Francisco

o rio brasileiro que atravessa os mais belos sertões do país, quantas paisagens diferentes desde a nascente na Serra da Canastra, aqui "pertinho" http://g.co/maps/s3hc4

Valeu!
Hello_World no está en línea   Reply With Quote
Old March 28th, 2012, 12:52 AM   #20
FABIO CG
Raposa Feroz !!!
 
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Posts: 6,303
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PERFEITO !!!!


Sem mais.
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___________
_____
Campina minha vida, Nordeste minha paixão

Cidade de nanicos e galerias
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