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#101 |
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Registered User
Join Date: Dec 2007
Location: Porto
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Pois é Ac3, cresceu muito... duma base baixissima. Isso não é grande espingarda. O que não significa que não tenha mérito. Mesmo assim e tomando como termo comparativo as respectivas populações, Portugal... está (ainda?) à frente de Espanha.
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#102 |
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Registered User
Join Date: Aug 2009
Posts: 3,064
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V,
Um crescimento de passageiros no transporte ferroviário de 180 para 466M é obra *principalmente* porque partiram de uma base tão baixa. |
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#103 |
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Registered User
Join Date: Aug 2009
Posts: 3,064
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#104 |
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Registered User
Join Date: Aug 2008
Location: Lisbon (Amadora)
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#105 |
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Registered User
Join Date: Dec 2007
Location: Porto
Posts: 14,278
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Ac3, precisamente porque eram anormalmente baixos os números em Espanha é que não acho nada extraordinário o nível de crescimento entretanto obtido e que os "aproximou" dos restantes países. "Aproximou" porque ainda assim estão distantes da maior parte deles.
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#106 |
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Registered User
Join Date: Aug 2009
Posts: 3,064
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Percebo o que queres dizer. Mas estás errado.
![]() No mundo de hoje, o transporte ferroviário não tem uma cota cativa, aqueles 285Mpax não estavam parados à espera que de comboios de jeito. A diferença de cota de utilização entre a Espanha dos anos 80 e a Espanha actual, ou a diferença entre a Espanha actual e, digamos, uma Alemanha actual, não é um low hanging fruit à espera de ser colhido que consegues captar com fazendo as coisas minimamente bem. A cota de mercado em Espanha pode ser mais baixa que, digamos, uma Alemanha. Mas a quota alemã beneficia de terem começado numa época em que o carro ainda não era o meio de transporte por omissão e de continuamente terem sabido fazer adequar o comboio aos tempos. Já em Espanha, aqueles passageiros tiveram de ser conquistados em 20 anos e vencendo um obstáculo que afligia e aflige a sociedade moderna: a dependência do carro e o estigma social do transporte público numa sociedade em que se deixou degradar muito a ferrovia. É uma inversão extraordinária da situação e que requer mais que fazer as coisas "bem", é preciso fazê-las "muito bem". E é um exemplo porque a situação em que Portugal actualemnte se encontra é muito semelhante: serviço ferroviário degradado, dependência do carro e estatuto social do carro. |
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#107 | |
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Rodrigo A. de Paula
Join Date: Apr 2008
Location: Sorocaba (SP)
Posts: 16,423
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Quote:
Também temos que ver os custos de se manter uma ferrovia que não é conectada diretamente com a Rede Ferroviária Nacional. Eu estava vendo, hoje, uma reportagem antiga da RTP sobre a Linha do Corgo no YouTube: Segundo este vídeo acima, em 1983, a Linha do Corgo gerava uma receita de 23 contos de Escudos e tinha despesas de 240 contos de Escudos. Isto numa época em que a malha rodoviária portuguesa ainda estava em desenvolvimento. Se fosse construir uma via nova no Corgo, só valeria a pena levar a bitola ibérica até Vila Real, a custos altíssimos, e Portugal não tem dinheiro para bancar tal obra. Assim sendo, mais vale a pena modernizar a rede de carreiras interurbanas de autocarros do que reativar os ramais de bitola métrica, com estímulos para que pequenas empresas comprem autocarros novos (e não refugos da Alemanha ou França) e construção de terminais rodoviários decentes nas grandes cidades (Porto, por exemplo, não tem nem uma central de camionagem apto para os tempos atuais). |
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#108 |
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Registered User
Join Date: Nov 2011
Location: Aveiro
Posts: 526
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Muitos dos colaboradores que escrevem neste assunto não conhecem as potencialidades de um caminho de ferro de via métrica, pelo que, temos que dar algum desconto.
O Brasil possui uma vasta rede de via métrica, com comboios de passageiros e mercadorias pesadas, locomotivas GM e GE Diesel com rodado DóDó e 4 mil cavalos de força; o Japão tem uma excelente rede de via métrica onde os comboios de passageiros circulam a 120 km/h; quase toda a Àfrica possui bitola métrica, a conhecida bitola africana que é ligeiramente maior que a bitola métrica. Portugal tem grandes potencialidades para ter uma excelente rede de bitola métrica; não a tem porque os nossos governantes são incultos e a visão é curta para além do forte domínio e promoção do automóvel e do asfalto. É tudo uma questão de cultura e de gerações que leva muitos anos para que possa ser alterada. Conclusão: vamos tentando aos poucos (nós cidadãos) incutir nos mais novos o gosto e a valorização do caminho de ferro e nos momentos de lazer, usufruir das novas ecopistas, cuidando da nossa saúde e gozando a vida, que de complicada, no dia a dia, já chega. |
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#109 | |
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Registered User
Join Date: May 2008
Posts: 1,057
Likes (Received): 13
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Portugal não é nenhum país miserável e tem dinheiro sim para reconstruir o trecho até Vila Real e realmente deveria ser em bitola ou ibérica ou internacional. Boa parte dos recursos poderia via da união europeia além disso, já que ela apoia o desenvolvimento ferroviário. Vila Real é uma das cidades mais importantes da região, não faz nem sentido a linha atual passar por cidades minusculas e não passar por Vila Real. Outra cidade que deveria ser atendida é Bragança. Uma nova linha deveria ser criada para conectar Vila Real e Bragança ao porto, saindo como ramal da linha de Pocinho.
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True Democracy for Android - A realistic political simulation game where you are the premier/president and guides your country competing against other political parties =) My blog about trains, politics and urbanism. |
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#110 | |
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Registered User
Join Date: Nov 2011
Location: Aveiro
Posts: 526
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O Pocinho é um lugar, uma aldeia que, no dia em que o comboio deixar de ir lá, ficará igual a Barca D' Alva. Resta transformar os actuais traçados do Tâmega e Corgo em Ecopista e tirar partido disso para o bens estar de todos nós; andar de bicla faz bem à saúde, não polui e pode vir a gerar emprego e desenvolvimento regional; é um desafio interessante e fascinante. |
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#111 |
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Barra for Friends
Join Date: Dec 2004
Location: Barreiro
Posts: 76,796
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#112 |
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Feliz 2013 :D!
Join Date: Nov 2006
Location: Lisbon
Posts: 27,640
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Pelo menos, parece bem conservada...
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GRANDES REPORTAGENS: * Roteiros por Portugal: Dão-Lafões (2007) | Madeira (2009) * Metropolitano de Lisboa: Baixa/Chiado - Santa Apolónia (2007) | Alameda - São Sebastião (2009) | Oriente - Aeroporto (2012) |
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#113 |
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Registered User
Join Date: Jun 2010
Location: Porto
Posts: 335
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#114 |
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Rodrigo A. de Paula
Join Date: Apr 2008
Location: Sorocaba (SP)
Posts: 16,423
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Os carris estão aí ainda na frente da estação, até porque é um museu ferroviário. Mas, o restante da Linha de Tâmega ainda está intacta ou desmantelaram tudo?
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O que interessa no Brasil é "saúdeducação". O resto que se exploda... Facebook: www.facebook.com/rodrigoalvesdepaula/Twitter: @RodrigoAlPaula
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#115 |
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Registered User
Join Date: Dec 2007
Location: Porto
Posts: 14,278
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Tudo desmantelado.
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#116 |
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Rodrigo A. de Paula
Join Date: Apr 2008
Location: Sorocaba (SP)
Posts: 16,423
Likes (Received): 1603
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Hum... Entendo a crise por qual passa Portugal, mas seria algo bem interessante se a REFER, em parceria com a CP (ou alguma empresa privada), fizesse uma plena reforma/reconstrução das linhas de bitola métrica no Vale do Douro (Tâmega, Corgo, Tua, Sabor...) e adotassem tram-trains para operação de comboios regionais.Por incrível que pareça, uma linha de bitola métrica pode ser modernizada e adaptada para a realidade atual da mobilidade moderna. Não vejo necessidade de, por exemplo, reconstruir o caminho de ferro para adoção de bitola internacional (1435 mm) tal como está a ser feito em Coimbra com o Metro Mondego (para mim, aquilo é dinheiro incinerado; pode-se-ia muito bem apenas eletrificar a Linha da Lousã e botar os 2240 para rodar lá em vez de destruir tudo, botar bitola internacional, pensar em comprar trams como os do Metro do Porto...). Para a Linha do Tâmega, o ideal seria manter a bitola métrica, adotar eletrificação de 750 V cc e adquirir uns quatro ou cindo tram-trains para operação entre Livração e Arco de Baúlhe, em correspondência com os comboios regionais do Douro. A indústria europeia fabrica trams em bitola métrica que podem ser adaptados para serviços regionais facilmente, como o Alstom Citadis Dualis: ![]() http://www.railforthevalley.com/late...rives-in-lyon/ Agora, sobre a Linha do Vouga, ainda insisto naquela minha ideia que apresentei ano passado aqui: conversão para via exclusiva de autocarros.
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O que interessa no Brasil é "saúdeducação". O resto que se exploda... Facebook: www.facebook.com/rodrigoalvesdepaula/Twitter: @RodrigoAlPaula
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#117 | |
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Feliz 2013 :D!
Join Date: Nov 2006
Location: Lisbon
Posts: 27,640
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Quote:
.Infelizmente, começo a duvidar que algum dia venhamos a ter estas linhas reactivadas... Quando havia mais dinheiro, nada se fez... Não me parece que vá ser agora .
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