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Old November 28th, 2011, 03:49 AM   #61
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Originally Posted by Harisson Souza View Post
Pera aí, já tem 17% feito de TODO o trecho? (Pirapora - Juazeiro)
Não, que eu me lembre a primeira etapa da hidrovia é o trecho Ibotirama - Juazeiro/Petrolina. Esse trecho citado no PAC fica entre Ibotirama - Xique-Xique/Pilão Arcado, dragagem (principal) e recuperação da mata ciliar.

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Bom, você eu não sei... afinal de conta sabemos que quando se chega a uma certa idade tudo pode ocorrer a qq segundo :

Ainda vou enterrar muita gente...

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#estão metendo... em você lá no thread de Obras à respeito de um certo lance
Já vi... Mas tô com pouco tempo no SSC para responder tudo, sobrecarregado no trabalho, quero pelo menos conseguir ler para recuperar os dias que não acessei o fórum... Amanhã já fico sem acesso novamente...

Mas prá adiantando prá acabar sua curiosidade, acredito que as torres demorem a sair...
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Old December 21st, 2011, 02:42 AM   #62
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EXÉRCITO AMERICANO VAI COOPERAR COM ESTRUTURAÇÃO DA HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO



O Ministério da Integração Nacional, por meio da Codevasf, e o Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE) firmaram, nesta quarta-feira (14), em Brasília (DF), um acordo de cooperação técnica para consultoria na área de hidrovia, visando ao controle de processos erosivos, à garantia de navegabilidade e à contenção de margens. O acordo tem validade de três anos, e as atividades terão início em janeiro de 2012. O investimento total será de US$ 3,8 milhões.

O USACE tem uma experiência de quase 200 anos na melhoria da navegabilidade através da remoção de obstruções, dragagem, obras de estabilização do banco e treinamentos. Pelo acordo, dois engenheiros americanos ficarão na Codevasf para prestar assistência e trocar experiências com a equipe técnica da empresa.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, destacou a importância dessa iniciativa para a qualificação da infraestrutura hidroviária do país. “O Brasil vem crescendo de forma acelerada, e um dos desafios é ampliar a infraestrutura logística em nosso país. Esse acordo não se resume à troca de conhecimentos entre técnicos; nós precisamos ter a visão estratégica para definir uma política para o sistema hidroviário brasileiro. Temos dois modelos como referência: o americano e o europeu. Nós precisamos construir o nosso”, afirmou.

O presidente em exercício da Codevasf, Clementino de Souza Coelho, explicou a relevância desse trabalho para o crescimento socioeconômico da região Nordeste. “A nossa missão, assumida junto ao governo federal, é que a hidrovia (situada no trecho entre Ibotirama/Bom Jesus da Lapa e Petrolina/Juazeiro) esteja trabalhando, em condições de eficiência, até 2014, atraindo os grandes investidores para nossa região e ajudando a viabilizar nossos projetos de irrigação voltados para as commodities, sobretudo no ramo de grãos e líquidos, como o etanol, que precisam de um transporte competitivo, no caso específico, a hidrovia”, salientou.

O Major General Todd Semonite, representante do USACE, ressaltou as expectativas em relação a essa parceria entre Brasil e Estados Unidos. “Hoje é uma data histórica para o USACE e a Codevasf, sobretudo se tivermos a ideia de que esse acordo não é apenas uma cooperação técnica, mas representa a união entre as duas nações”, disse.

Outras ações - A Hidrovia do São Francisco foi contemplada com recursos do Programa de Revitalização das Bacias Hidrográficas do São Francisco e do Parnaíba, com objetivo de manutenção e recuperação de margens de 595 quilômetros de leito navegável.

A Codevasf já vem realizando algumas ações para viabilização do empreendimento como: revitalização e recuperação de margens no campo de provas em Barra (BA), em parceria com o Exército Brasileiro; monitoramento desse campo de provas pelo USACE; desenvolvimento de novo modelo de gestão colaborativa de hidrovia pelo Banco Mundial e proteção de barrancas pela Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (CERB).

http://www.codevasf.gov.br/noticias/...-sao-francisco
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Old January 4th, 2012, 04:29 PM   #63
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PORTO DE JUAZEIRO SERÁ REATIVADO



Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011




Foto: Engenharia Derba

O terminal portuário do município de Juazeiro, que se encontrava inoperante desde sua construção há cerca de dez anos, será reativado, em janeiro de 2012.

Segundo técnicos do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia – Derba, faltam apenas alguns ajustes na parte elétrica e a finalização da drenagem para que a obra seja concluída.

Situado a 3,5 km da rodoviária e localizado à margem direita do Rio São Francisco, o terminal fica a 10 km de Juazeiro.

O município recebe de outras regiões, diversos produtos derivados de milho, soja e algodão.

Com a reativação do Porto e a implantação de novas tecnologias, o processo de descarregamento dessas mercadorias se tornará muito mais rápido, beneficiando a população e o meio ambiente.

Os investimentos são de R$ 1,8 milhões.

Fonte: Ascom/Derba

http://www.derba.ba.gov.br/scn/exibe...d_noticia=1853
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Old January 4th, 2012, 04:55 PM   #64
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PIRAPORA OFERECE PASSEIO NO ÚNICO BARCO A VAPOR EM ATIVIDADE

Além do Benjamim Guimarães, culinária e artesanato atraem turistas.
Cidade no Norte de Minas Gerais é cortada pelo Rio São Francisco.


Alex Araújo
Do G1 MG



A combinação Rio São Francisco com o barco a vapor Benjamim Guimarães, a moqueca de peixe e os artesanatos pode ser encontrada apenas em um lugar do mundo: Pirapora, na Região Norte de Minas Gerais. A cidade está localizada a 347 km de Belo Horizonte e tem mais charme e beleza por causa da curvas do Velho Chico, apelido carinhoso dado ao Rio São Francisco, que corta a cidade.




Construído em 1913, nos Estados Unidos, Benjamim Guimarães navegou pelo Rio Mississipi e, por algum tempo, em afluentes da Bacia Amazônica. Em 1925, foi comprado por uma companhia têxtil de Pirapora para transportar passageiros e cargas de Pirapora à Bahia.

O barco é o único do gênero em atividade no mundo, movido a vapor de lenha, e foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade e do Brasil. Atualmente, Benjamim Guimarães pertence à Prefeitura de Pirapora e é administrado pela Empresa Municipal de Turismo (Emutur).

O barco percorre 18 quilômetros no São Francisco, aos domingos, das 10h às 13h. A bordo, os turistas têm música ao vivo ou mecânica, bar-lanchonete onde são vendidos salgados, tira-gostos, porções de feijão tropeiro, farofa de carne de sol, peixe frito e bebidas em geral. O vapor possui 12 cabines com beliches, dois refeitórios e oito banheiros – quatro masculinos e quatro femininos. Ele possui 44 metros de comprimento, oito de largura, oito de altura e três conveses. Em 2010, de acordo com a Emutur, a embarcação transportou 5.991 passageiros. Neste ano, até novembro, foram 6.657. “O Benjamim Guimarães não é apenas um transporte. Representa um fator cultural e emocional para Pirapora”, definiu o diretor-presidente da Emutur, Antônio de Souza Filho.

O atual comandante do vapor, Manoel Mariano da Cunha, de 82 anos, coordena as atividades dentro do barco há dois anos e meio, mas tem experiência de sobra. Antes de se aposentar, seu Manoel trabalhou durante 42 anos com navegação.


Comandante Manoel Mariano da Cunha, usando óculos escuros na foto
(Foto: Prefeitura de Pirapora)



Atencioso, ele disse que, para chamar os passageiros, Benjamim Guimarães apita às 9h – com uma duração de aproximadamente um minuto. Quinze minutos depois, vem a segunda chamada. O terceiro e último sinal é para a embarcação partir. “Dou as boas-vindas a cada um dos passageiros que entram no vapor”.

Impecável com a farda que veio da Marinha, no Rio de Janeiro, seu Manoel explicou que há dois tipos: a de cor cáqui para os passeios dominicais, e a branca, considerada de gala para festas, aniversários, datas como natal e passeios com autoridades.

O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Pirapora, Anselmo Luiz Rocha, disse que o maior patrimônio da cidade é o barco. “É o que mais faz a captação de turistas do mundo todo. A maior parte do turismo de lazer vem atraída pelo Benjamim", comentou Rocha.

“Pirapora é uma cidade turística que tem a origem e o desenvolvimento ligados à história de navegação do Rio São Francisco”, salientou o secretário municipal de Turismo, Alberto Trincanato. Para ele, o município tem uma população composta de pessoas de várias regiões do Brasil, principalmente do Nordeste do Brasil.

“Pirapora é chamada também de ‘Porto de Minas’. O nome ‘Pira-pore’ significa salto do peixe na linguagem dos índios cariris”, explicou. Ainda de acordo com Trincanato, o município tem 25 hotéis e cinco pousadas – o que perfaz um total de 1,3 mil leitos –, e 15 restaurantes.

Ainda segundo a Secretaria Municipal de Turismo, Pirapora recebe cerca de 250 mil visitantes por ano, entre turismo de fim de semana, de negócios e por motivos variados. “Os principais atrativos são passeios fluviais e pesca esportiva no Rio São Francisco, ecoturismo em fazendas e cachoeiras, esportes radicais como rafting, canoagem, bicicross e jet sky”, enumerou. Trincanato também destacou os projetos de fruticultura, a produção de cachaça e a Igreja de Pedra, na Barra de Guaicuí.

As festas como o carnaval, forrós, encontro nacional de motociclistas, campeonatos nacionais de pesca, festival de gastronomia e feirinhas de comida e artesanato semanais na Praça Cariris também são destaques da cidade.

A cidade ainda conta com o Centro de Convenções José Geraldo Honorato Vieira, às margens do São Francisco, no Centro da cidade. O local possui auditório climatizado com capacidade para 800 pessoas, dois salões para 200 pessoas, área de pilotis e estacionamento onde também são feitos eventos de negócios.

Atrativos turísticos

A Ponte Marechal Hermes, inaugurada em novembro de 1922, é um cartão-postal, com 694 metros de extensão e liga a cidade de Pirapora a Buritizeiro. Com estilo rústico, tem toda a estrutura em aço e laterais com piso em madeira e trilhos na parte central.

A estrutura foi fabricada na Bélgica e, até o fim da década de 1960, foi utilizada pela Rede Ferroviária Federal para armazenamento de grãos, algodão, produtos manufaturados, querosene e outros produtos agrícolas que, posteriormente, eram enviados para o Sul e o Sudeste do Brasil. A ponte, a primeira construída sobre o Rio São Francisco, proporciona ao visitante uma vista ampla do Velho Chico.


Turistas

A pedagoga Pithu Cunha, de 47 anos, mora em Januária, na Região Norte de Minas Gerais, e em 2010 viajou a Pirapora com um grupo de 35 alunos. Ela disse que o turismo em Pirapora melhorou muito na última década e ela destacou ainda a hospitalidade dos piraporenses e a gastronomia.

Pithu disse que o objetivo do passeio foi de estudar história, geografia e literatura in loco. “Conhecer a parte navegável do Rio São Francisco foi muito agradável a bordo do Benjamim Guimarães. Os meninos não imaginavam o tamanho do barco e também ficaram encantados com o som do apito. Os alunos voltaram com uma bagagem histórico-cultural muito grande”, elogiou.

Pithu disse também que a trilha feita com os estudantes foi uma oportunidade para eles conhecerem a vegetação e nascentes de rios. A culinária, ainda de acordo com ela, também é muito saborosa. “Comi um peixe maravilhoso”, destacou.


Helder Soares Veloso, no leme do Benjamim Guimarães (Foto: Arquivo pessoal)

O diretor-geral Helder Soares Veloso, de 40 anos, também tem boas memórias do turismo de Pirapora. Em novembro passado fez vários passeios pela cidade, mas disse ter sido inesquecível navegar pelo Rio São Francisco no Benjamim Guimarães. “Primeiro por causa das histórias contadas no decorrer da viagem, a música ao vivo, os serviços de bordo. Quem fez não se esquece e quer voltar”, contou Veloso.

O diretor administrativo André Luiz Lopes de Oliveira, de 30 anos, também fez o passeio e não poupou elogios. “A gente volta ao passado, como se estivéssemos no túnel do tempo”.



Matéria completa:

http://g1.globo.com/minas-gerais/not...atividade.html
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Old January 24th, 2012, 03:56 AM   #65
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Dragagem beneficia transporte hidroviário no Rio São Francisco

Três comboios fluviais, com capacidade de transportar 3,5 mil toneladas de carga cada um, trafegam atualmente no Rio São Francisco. Pertencentes à empresa Icofort, que beneficia caroço de algodão no município de Juazeiro, as embarcações operam no único trecho comercialmente navegável, com extensão de 610 quilômetros, entre os municípios baianos de Ibotirama e Juazeiro.

Esse trecho utilizado - do total de 1.371 quilômetros que compõem a hidrovia do São Francisco - sinaliza para a viabilidade econômica da navegação fluvial no rio, como aponta o secretário do Planejamento da Bahia, Zezéu Ribeiro. Ele destaca ainda a importante intervenção do Governo do Estado, por meio de um decreto, que deu condições de fazer a dragagem de aproximadamente 50,8 mil metros cúbicos de areia em três passagens críticas que dificultavam a navegação dos comboios. “Esse trabalho garantiu a continuidade da navegação dos comboios, que estava em vias de ser paralisada”, observa Zezéu.

Em 13 de setembro do ano passado, foi publicado o decreto nº 13.273, assinado pelo governador em exercício, Otto Alencar, e pelos titulares da Casa Civil e da Secretaria do Planejamento. O documento declarava “situação de emergência” em trechos do Rio São Francisco: Limoeiro, Meleiro, Torrinha, Amarra Couro, Ilha do Mendonça e Fazenda Carrapicho, situados entre os municípios de Ibotirama e Xique-Xique.

“Nestes trechos, que integram a parte navegável do rio, haviam se formado bancos de areia, que inviabilizavam o tráfego aquaviário e ofereciam um risco crescente para a segurança da navegação. Por isso, era imperiosa a necessidade da execução de serviços emergenciais de dragagem nos trechos críticos da hidrovia do São Francisco”, reitera o secretário. Ele enfatiza a importância da intervenção do poder público estadual como estímulo à hidrovia, que considera um modal vantajoso, tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental. Para se ter ideia, um único comboio, ao fazer um carregamento de 3,5 mil toneladas, retira das estradas cerca de 80 carretas com 45 toneladas cada, colaborando para ampliar a segurança nas rodovias, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de poluentes na atmosfera.

Estiagem

Os bancos de areia que ameaçavam interromper o fluxo de mercadorias regularmente transportadas pela hidrovia se formaram com a estiagem ocorrida entre os meses de agosto e novembro, acentuando o rebaixamento do nível do Rio São Francisco. O rio é utilizado principalmente para o escoamento da safra de grãos, o que ocorre entre os meses de maio e março do ano seguinte, período durante o qual a navegação não pode ser interrompida, pois provocaria grandes prejuízos para a economia baiana.

A dragagem dos mais de 50 mil metros cúbicos ocorreu entre 22 de setembro e 29 de dezembro do ano passado. Os trechos beneficiados foram a Ilha do Mendonça, Amarra Couro e a Fazenda Carrapicho.
Com o trabalho de dragagem, pontua Zezéu Ribeiro, houve restabelecimento da capacidade de transporte, dobrando o volume de carga transportada no mesmo período, redução do tempo de viagem em função de não haver mais necessidade do desmembramento dos comboios, e segurança da navegação com canais mais profundos.

http://www.comunicacao.ba.gov.br/not...-sao-francisco
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Old February 4th, 2012, 01:37 AM   #66
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DESMATAMENTO IMPEDE NAVEGAÇÃO DO VELHO CHICO, MAIOR HIDROVIA DO PAÍS

Conheça a história do Rio São Francisco, que tem 2.830 km de extensão

O rio São Francisco ou “Velho Chico” como é carinhosamente chamado pelos habitantes das regiões que ele atravessa, como Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, seja pelo seu curso natural ou através de seus afluentes, é tão importante que já foi tema de filme (Espelho D´água, Uma viagem no rio São Francisco) e inspirou letras de músicas como “O Ciúme”, sucesso na voz de Caetano Veloso.


Rio São Francisco (Foto: Reprodução de TV)

Um dos maiores cursos d’água do Brasil e da América do Sul, ele possui 2.830 km de extensão. Durante muito tempo, acreditou-se que a sua nascente era na Serra da Canastra. Mas há pouco tempo estudos definiram como a real nascente geográfico do Velho Chico no município de Medeiros, também em Minas Gerais. De lá ele segue para o Norte, atravessando o estado da Bahia, depois vira para nordeste no município de Sobradinho, fazendo a divisa com Pernambuco. Virando para Leste, em Cabrobó, constitui a divisa natural entre Sergipe e Alagoas, desaguando no Oceano Atlântico.

Essa extensão permite uma vasta navegação, que no passado deu ao Velho Chico o título de “rio da integração nacional”. Mas isso não acontece mais. Em Pirapora, município mineiro, o cais virou um cemitério de embarcações. Os barcos, a vapor, como Saldanha Marinho, monumento na praça de Juazeiro, também estão parados na Bahia. À época, eram tão grandes as embarcações, que a ponte que liga Juazeiro a Petrolina precisava ser suspensa. O desmatamento nas áreas de nascente no rio ocasionou o seu assoreamento. A areia é carregada pelo próprio rio devido à falta de vegetação nas margens do Velho Chico. Sem mata ciliar, a terra é arrastada com facilidade. Assim, a vegetação cresceu por cima das águas, impedindo a navegação de grandes embarcações. Atualmente só restam as pequenas canoas que servem para transportar os moradores de uma margem à outra do rio.

Segundo José Camelo Vieira Filho, o professor Zuza, pós-doutor em Políticas Públicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que se deteve durante quatro anos a estudar as questões econômicas, políticas e sociais que envolvem o Velho Chico e o vale que o cerca, conta que a navegação era a principal via de comunicação pelo interior das regiões:

“Ela permitiu a ocupação das fazendas de gado e o controle de território tanto para leste, quanto para oeste. Isso ocorreu na época do período colonial e em parte da República. O rio representa um canal natural sempre importante para a estratégia de ocupação”, explica.


Professor Zuza (Foto: Divulgação)

Para Zuza, os grandes latifúndios e os pequenos minifúndios foram responsáveis pelo atraso econômico e social do Vale do São Francisco. A economia, até a primeira metade do século 20, era baseada na pecuária extensiva e na agricultura de subsistência. Depois, a água se tornou a mais importante matéria-prima da região, servindo para abastecer a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) criada em 1945. Atualmente, em Juazeiro e Petrolina, por exemplo, existe a produção de frutas, como a uva, utilizada na fabricação de espumantes.


Estátua do negrinho do Rio, às margens do Rio São Francisco (Foto: Divulgação)

Os problemas econômicos, políticos e sociais decorrentes da diminuição das águas, em virtude do assoreamento serão muitos, segundo o professor. Ele, que fez uma simulação para daqui a 25 anos, afirma que atualmente o São Francisco produz 10% da energia hidráulica do Brasil e que, no futuro, a falta desta energia poderá provocar um estrago irreparável.

Transposição do Rio São Francisco

Muito se fala sobre a transposição de águas do Velho Chico para outras bacias do semiárido nordestino. Trata-se de um dos projeto mais antigos do Brasil, pois entre sua primeira elaboração e o início das obras, em 2007, se passaram 160 anos.

Segundo o professor Zuza, o “Projeto de Integração do Rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional” estabeleceu que, no máximo, 3,5% das águas do Velho Chico serão transferidas. A água do São Francisco será levada por dois grandes eixos: o Eixo Norte que parte de Cabrobó e segue para a Bacia do Jaguaribe, no Ceará, com extensão para o Vale do Apodi; e uma variante que vai levar água até o Rio Piranha-Açú, no Rio Grande do Norte, e o Eixo Leste com ponto inicial no reservatório da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, antes Itaparica, que vai levar para a Bacia do Moxotó, além de outras.

Estima-se que o Eixo Leste seja concluído ainda no governo atual, uma vez que 70% dos seus 220 quilômetros de extensão já foram concluídos. Quanto ao Eixo Norte, que é mais extenso e teve, até o momento, 50% de seu total concluído, a previsão é de que seja finalizado em 2015.

http://redeglobo.globo.com/globoecol...a-do-pais.html
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Old February 4th, 2012, 01:42 AM   #67
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Gostei da minha foto na reportagem, mas me chamar de "negrinho do rio"... Muita falta de respeito... É Nego D´Água! Ah, repórter da Globo, ai se eu te pego!
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Old March 8th, 2012, 12:57 AM   #68
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REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO É TEMA DE ENCONTRO NA BAHIA

A Revitalização do Rio São Francisco foi o assunto principal da Reunião Funcional de Capitães dos Portos do Grupo Hidrovias 2012, realizada no auditório da 6ª Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro (BA).



No evento, foram tratados temas como a segurança da navegação nas principais hidrovias brasileiras e promovido um Workshop com o tema “A Hidrovia do São Francisco: alternativa dentro do transporte intermodal e indutor do crescimento socioeconômico".

O secretário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia, Carlos Costa, falou sobre a importância da reunião dos capitães de portos. “Nós do Governo da Bahia temos lutado pelo projeto de Revitalização do Rio São Francisco e abrimos uma frente de trabalho, juntamente com a Codevasf, para começar o processo tão esperado pelo povo daquela região”.

Costa ministrou a palestra principal do evento, onde também destacou informações a respeito da revitalização deste grande modal: “Podemos dizer que esse processo (revitalização) já está acontecendo e por essas razões julgamos próprio o momento desta reunião onde contamos com a presença de renomadas autoridades envolvidas na logística fluvial”, pontuou o secretário.

Na oportunidade, o vice-almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira falou sobre a necessidade de fortalecer a segurança marítima. “Temos que seguir as normas internacionais de navegação e, sobretudo, conscientizarmos todos os setores, sejam poder executivo ou sociedade civil organizada”.

A Reunião Funcional entre as Capitanias dos Portos possui como área de atuação principal as hidrovias brasileiras, tendo como propósito padronização de procedimentos comuns as mesmas.

Codevasf - A parceria com a Codevasf, por meio da Gerência Regional de Revitalização (GRR), consiste na melhoria da Hidrovia São Francisco, inicialmente no trecho Ibotirama/Juazeiro e em etapa posterior, no trecho Pirapora/Ibotirama.

Na 6ª Superintendência Regional em Juazeiro, esta ação tem como meta atingir 320 km de hidrovia navegável com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da ordem de R$ 100 milhões. Além disso, também há estudos, construção e monitoramento utilizando técnicas de contenção dos processos de erosão das margens, dragagens, derrocamentos e recomposição das matas ciliares.

E, ainda, dentro desta linha de atuação, há o Projeto Campo de Provas, onde campo experimental será implantado visando conhecer a situação hidrodinâmica e morfológica do rio São Francisco e definir metodologias a serem aplicadas na recuperação da navegabilidade.

Participaram do evento o comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral, o diretor de Portos e Costas, o vice-Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, os capitães dos Portos das Capitanias Fluviais do Rio Paraná, Pantanal, Tietê Paraná, Araguaia Tocantins, Brasília, Rio São Francisco e outras autoridades convidadas.

http://www.codevasf.gov.br/noticias/...ontro-na-bahia

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PREFEITO PRESTIGIA ENCONTRO ANUAL DOS CAPITÃES DE PORTOS DO GRUPO HIDROVIAS

Ascom/PMJ



Até esta quarta-feira (7), palestras e workshops com temas referentes à segurança da navegação nas principais hidrovias brasileiras e a revitalização da Hidrovia do São Francisco, serão discutidos na Reunião Funcional dos Capitães dos Portos do Grupo Hidrovias-2012, que acontece no auditório da Codevasf em Juazeiro.

O encontro foi aberto pelo Vice-Almirante Carlos Autran de Oliveira Amaral, Comandante do 2° Distrito Naval, que expressou o esforço conjunto das entidades envolvidas para recuperar e vender a idéia da importância da Hidrovia do São Francisco. “Precisamos divulgar a importância que a região representa pela sua produção e economia, e mostrar aos interessados o quanto é viável e de baixo custo utilizarmos a hidrovia para o transporte de mercadorias para todo o país”.

A reunião que ocorre anualmente é realizada pela primeira vez em Juazeiro e contou ainda com as presenças do Vice-Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; Diretor de Portos e Costas e dos Capitães dos Portos das Capitanias Fluviais do Rio Paraná, Pantanal, Tietê-Paraná, Araguaia-Tocantins, Brasília, São Francisco e autoridades afins.

O prefeito Isaac Carvalho acompanhou as explanações dos palestrantes e comentou, “esse encontro é muito importante, já que Juazeiro vive a expectativa de se tornar um pólo de distribuição para o Nordeste”, disse, reforçando que as obras da travessia urbana, da BR-235, da ferrovia e hidrovia potencializa a cidade para ser um pólo fluvial.



Um dos palestrantes do período da manhã foi o secretário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia, Carlos Costa que explanou sobre o tema: “Hidrovia do São Francisco: alternativa dentro do transporte intermodal e indutor do crescimento socioeconômico”. O secretário apresentou números sobre o que hoje é exportado pelo Brasil e pela Bahia e mostrou que com a hidrovia em funcionamento aumentará a capacidade de exportação e importação do produto interno.

PORTO FLUVIAL DE JUAZEIRO

Questionado sobre as obras do Porto Fluvial de Juazeiro, o secretário da Indústria Naval e Portuária da Bahia disse que o Governo do Estado contratou o Banco Mundial e uma equipe de técnicos do Exército Americano, especializados em manutenção e revitalização de hidrovias para realizar a calha do rio, dando trânsito e aumentando o trafego no Rio durante o ano inteiro. “Esse é um trabalho que já começou e esta sendo feito junto com a Codevasf, dentro do seu programa de gestão de Recursos Hídricos para o Rio São Francisco. A cada dia crescemos mais nessa frente e o que precisamos agora é aguardar a vazante do rio para dimensionarmos o número de pedras que teremos que retirar da frente do terminal. Concluído isso, teremos o porto pronto para ser atuado. É um compromisso meu que até o inicio do segundo semestre o porto de Juazeiro esteja pronto”, afirmou Carlos Costa.

http://www.juazeiro.ba.gov.br/?pag=noticias&id=6343
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PIRAPORA MULTIMODAL DISCUTE LOGÍSTICA DAS REGIÕES NORTE E NOROESTE DE MINAS


Foto: Ivan Rodrigues / PMP


No próximo dia 22/03, quinta-feira, a partir das 9 horas, acontece o “Pirapora Multimodal III”, que trata sobre a logística da região Norte e Noroeste de Minas, com renomados especialistas em transportes e logística, tanto de representantes governamentais como da iniciativa privada. O evento acontece no Centro de Convenções, às margens do rio São Francisco, e é uma promoção da Prefeitura de Pirapora, com apoio da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), concessionária da empresa Vale.

A terceira edição do Pirapora Multimodal visa fazer um balanço da infraestrutura mostrando a necessidade de um contínuo processo de busca da eficiência logística, com a efetivação do Terminal Intermodal de Pirapora (TIP), inaugurado em 2009.

Na abertura do evento, os deputados estaduais membros da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco (Cipe São Francisco) vão debater a reativação da hidrovia do “Velho Chico”. A audiência pública, que será terá a participação do deputado estadual Paulo Guedes (PT), acontece das 9 às 12 horas.

FCA / VALE A LOGÍSTICA APRESENTA RESULTADOS POSITIVOS

De acordo com a FCA, muitos dos projetos apresentados nos de 2009 e 2010 já estão funcionando a plena carga. A FCA já ultrapassou todas expectativas de movimentação com a utilização do TIP. O programa “Pró-noroeste de Minas” uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg),da Vale, a própria FCA, o Banco do Brasil e o Governo de Minas e de Pirapora, continua a plena carga.

A previsão passa de meio milhão de toneladas para safra 2011/2012, sendo que com investimentos realizados reduziu-se o tempo de carregamento de um vagão no TIP de 30 para 6 horas, o que representa na prática dobrar a capacidade diária no terminal.

“Pirapora Multimodal III será o momento para encontrar formas viáveis de movimentação de carga e reduzir os seus custos de abastecimento. É uma oportunidade para se conhecer as opções logísticas oferecidas na região e novos a serem implantados. Esse encontro tem como propósito, ainda, avaliar o efeito da ampliação da participação dos outros modais, o ferroviário e o hidroviário e suas repercussões na economia regional”, explica o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Agropecuário, Dalton Soares de Figueiredo.


O EVENTO

A programação contará com temas debatidos a partir das apresentações, divididas em dois painéis, um pela manhã outro pela tarde.

Convidados representantes da Administração da Hidrovia do São Francisco - AHSFRA para abordar o tema “Atualização das Ações de Dragagem no Rio São Francisco”.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ foi convidada a discorrer sobre o tema “Restrições necessárias para manutenção do Nível do Rio São Francisco”.

Os temas seguintes tem os seguintes convidados: “Agropecuária no Norte e Noroeste de Minas e suas perspectivas”, Ministério da Agricultura; “Política do Ministério dos Transportes para o Rio São Francisco”; “Plano de Obras para Ampliação da Navegação no Rio São Francisco” pelo representante do DNIT, além do “Avanço das exportações pela FCA a partir de Pirapora” por um representante daquela companhia; “Projeto de Gerenciamento Integrado das Atividades Desenvolvidas em Terra na Bacia do São Francisco” por representante da Agência Nacional das Águas – ANA e “Logística como fator de Integração Nacional por representante do Ministério da Integração Nacional.

A organizadora informa que a participação é gratuita para todos interessados e serão emitidos certificados de participação, porém apenas para as inscrições recebidas até dia 20/03/2012 pelo e-mail: ageara@terra.com.br ou por fax 61 3347 4900.

Por: Ascom / PMP

http://www.pmppirapora.com.br/index....idNoticia=1107
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Old April 2nd, 2012, 01:41 PM   #70
Catrumano
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Pacto pela preservação do rio São Francisco

"Carta de Pirapora", fruto de dois dias de discussões, propõe medidas que protejam a bacia hidrográfica

Girleno Alencar - Do Hoje em Dia - 2/04/2012 - 08:07

RENATO COBUCCI

Título de patrimônio cultural e natural para o São Francisco foi debatido no seminário em Pirapora


PIRAPORA – Um pacto pela proteção e preservação do Vale do São Francisco foi celebrado pelos participantes do seminário “Rio São Francisco – Patrimônio Cultural e Natural”, realizado em Pirapora, no Norte de Minas Gerais, este fim de semana. Entre outras solicitações, pesquisadores, técnicos e representantes de entidades de defesa da bacia hidrográfica pediram o impedimento de novas barragens e usinas hidrelétricas no rio. O encontro, promovido pelo Hoje em Dia, debateu alternativas sustentáveis para o desenvolvimento do Vale do São Francisco.

No encerramento do seminário, na noite de sábado (31), os participantes assinaram a “Carta de Pirapora”, fruto de dois dias de discussões. O tombamento do rio como patrimônio cultural e natural do Brasil também foi debatido, além de um possível reconhecimento como patrimônio da humanidade pela Unesco. No Brasil, o título somente deverá ser concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) depois de elaborado o inventário da bacia. Entre as edificações históricas citadas pelos participantes estão as igrejas de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Matias Cardoso, e de Nossa Senhora do Rosário, em Brejo do Amparo, distrito de Januária, além das ruínas da igreja de Mocambinho, em Jaíba.

Também foi reforçada a importância da ponte Marechal Hermes, inaugurada em 1922, do complexo ferroviário de Pirapora, do imóvel da Fundação Caio Martins, em Buritizeiro, e das manifestações culturais da região Norte de Minas.

De importância ambiental, os pesquisadores salientaram o Parque Nacional da Serra da Canastra e as veredas, afluentes regionais e os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

Professores universitários e técnicos de instituições de ensino superior que atuam no Vale do São Francisco reclamaram da ausência deles na realização dos estudos e dos inventários da bacia, e pediram que fossem inseridos no processo. A partir dessa solicitação, foi criada a Rede de Colaboradores, para dar suporte nas ações. O professor Denílson Meireles Barbosa salientou já ter um acervo de pesquisas sobre o rio.

A professora de história Edir Andrada, da Escola Estadual Quintino Vargas, levou os alunos ao seminário. “Os moradores de Pirapora e de todas as cidades ribeirinhas precisam compreender a grandeza da bacia hidrográfica, inclusive na formação do Brasil. Poucos alunos conhecem essa relevância e passam despercebidos de toda a realidade histórica do rio São Francisco”, afirma.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Geraldo José dos Santos, entregou ao Hoje em Dia um diagnóstico sobre a bacia do São Francisco. A documentação pesa cerca de 3,5 quilos. Os dados foram levantados em dez anos de pesquisas. “A iniciativa de promover o seminário faz crescer a responsabilidade com todos que desejam o reconhecimento mundial do rio como patrimônio da humanidade”, salientou.
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Old April 13th, 2012, 03:30 PM   #71
Spider BH
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A situação do desmatamento na bacia do Rio São Francisco é muito grave e a erosão e o assoreamento estão atingindo níveis cada vez mais críticos. Isso sem contar a desertificação de solos erodidos após o desmatamento
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Old June 26th, 2012, 04:11 PM   #72
Catrumano
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Rios são ignorados e estradas estão saturadas em Minas
Menos perigosas e poluentes do que o transporte rodoviário, hidrovias ainda não deslancharam em Minas. No Triângulo, área que abrigaria projeto alternativo às estradas virou brejo

Mateus Parreiras
Publicação: 26/06/2012 06:00 Atualização: 26/06/2012 06:46

Balsas têm superdemanda de carga no Rio São Paranaíba, em Goiás, enquanto estradas sobrecarregadas em Minas são palco constante de acidentes
Chaveslândia – Santa Vitória, no pontal do Triângulo Mineiro, não tem um porto para aproveitar as águas do Rio Paranaíba, mas sofre com todos os impactos da atividade hidroviária que ocorre na margem oposta, em São Simão (GO). Por causa do vaivém das chatas (balsas) e rebocadores carregados com farelo de soja e que seguem para as hidrovias dos rios Paraná, Paraguai, Tietê e da Prata, o manancial se tornou criatório do mexilhão dourado, uma espécie exótica que vem pregada nos cascos dos barcos e causa desequilíbrio ambiental, entope esgotos, canalizações e ameaça usinas hidrelétricas. Pescadores reclamam que os peixes vêm sumindo depois que o nível das águas subiu com a construção da barragem de São Simão, em 1978. Das benesses desse transporte, mais eficiente e menos poluente, restaram o desejo de 18 anos de ter um distrito industrial com porto e as promessas oficiais de ajudar nessa implantação, desde 2005. Apenas a hidrovia do Rio São Francisco opera em Minas.

Saiba mais...
Transporte rodoviário atropela natureza em Minas e deixa rastro de destruição
Tido como uma das respostas para reduzir impactos ambientais, custos e a violência nas estradas, o transporte hidroviário ainda engatinha em Minas, relegando o estado ao uso excessivo do meio rodoviário. Só em termos de emissões de monóxido de carbono as chatas e rebocadores são 1,4 vez mais limpa do que as ferrovias e três vezes menos poluentes do que as carretas, segundo o relatório de gargalos dos transportes publicado pela Confederação Nacional dos Transporte (CNT).

O Programa de Desenvolvimento do Transporte Hidroviário de Minas Gerais (Prohidro) chegou a elencar em 2005 iniciativas para criar portos e distritos industriais nos rios São Francisco, Grande, Paranaíba, Doce, Velhas, Paraopeba, Paraíba do Sul e Paracatu. Nada saiu do papel. Na terceira reportagem da série Natureza atropelada, o Estado de Minas mostra a situação da cidade de Santa Vitória. A área de 484 mil metros quadrados no distrito de Chaveslândia foi reservada para abrigar empresas que construiriam silos, armazéns, esteiras carregadoras, linhas de processamento e portos para carregar balsas. O que existe hoje é um matagal denso, com brejo e uma cachoeira que deságua no Paranaíba. No local só funcionam uma extração de areia e uma horta comunitária. A expectativa da prefeitura era de que a construção ocorresse no ano passado, ao custo de R$ 6 milhões, mas nada foi feito.




Enquanto do lado goiano as carretas despejam a produção agrícola nas balsas que seguem rio abaixo, na parte mineira as carretas precisam enfrentar quilômetros de estradas pelo estado até chegar à divisa de outros estados. Rotina mais poluente e perigosa, que vitimou no último sábado o caminhoneiro Alfredo Ismael do Carmo, de 49 anos. A carreta dele, carregada com 36 toneladas de farelo de soja, tombou às margens da BR-365, a menos de 10 quilômetros de Chaveslândia. A carga ficou esparramada na mata ao lado e o combustível no tanque, de cerca de 400 litros de diesel, fluidos de freios e lubrificantes, ficou enterrado no solo. “As estradas aqui são muito perigosas e estreitas. Minha barra de estabilização quebrou. Fui para o acostamento, mas a carreta não coube e tombou. Na hora não pensei em nada. Parecia um filme, que não era eu”, disse o condutor, aliviado por ter escapado ileso.

O EM entrou em contato com José Neto, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Santa Vitória, que estava em reunião e não atendeu mais aos contatos para responder por que o porto fluvial não saiu ainda do papel. De acordo com a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), “havia uma proposta de construção de um ancoradouro, com projeto de engenharia foi elaborado pelo DER-MG. A implantação do ancoradouro, inicialmente, ficou com a Prefeitura de Santa Vitória, de modo que possibilite empresas transportadoras atenderem demandas possivelmente existentes.”


Mexilhão vira praga


Pescador Onildo Dantas mostra ferrugem e outros danos causados nas embarcações por mexilhões


Num mergulho sob o barco da colônia de pescadores de Chaveslândia, Emerson Alves Borges, de 32 anos, colheu um punhado de conchinhas amareladas que estavam agarradas no casco. Fora d’água, abriu a mão e mostrou os moluscos aparentemente inofensivos: “Essa é que é a praga que invadiu o nosso rio”. Os chamados mexilhões dourados que infestam os cascos dos pescadores se espalharam pelo Rio Paranaíba vindo grudados nos cascos das barcaças que operam na hidrovia e são um dos piores efeitos negativos desse tipo de transporte.

Considerados praga pela Cemig, os mexilhões atingiram, em setembro do ano passado, as usinas de Jaguara e Volta Grande, no Rio Grande. “Os animais têm larvas microscópicas que se fixam no metal de dutos resfriadores. Crescem e se reproduzem numa colônia que entope esses espaços”, afirma a bióloga da Cemig, Helem Regina Mota. A infestação obriga a operação a ser parcialmente interrompida e trabalhos de limpeza e controle dos animais precisam ser feitos.

Em Chaveslândia os animais têm atacado principalmente os cascos metálicos dos barcos e prejudicado o desenvolvimento de peixes. “Os mexilhões dourados não têm predador natural e se desenvolvem ocupando o lugar dos moluscos naturais da região. Com isso, os peixes perdem um alimento e o desequilíbrio prejudica todo o ciclo”, aponta a bióloga. A construção da barragem também reduziu o número de peixes, dizem pescadores que trabalhavam antes de sua construção. “Antes a gente pescava 170 toneladas de peixe. Agora, não passa de 40 toneladas. Esse rio tinha piau de 80 quilos, que você tinha de puxar a linha no braço que nem um novilho bravo. Não tem mais isso”, recorda o pescador aposentado, Eurico Souza Barbosa, de 68 anos.


SAIBA MAIS: ORIGEM E EXPANSÃO DO MOLUSCO
O mexilhão dourado (Limnoperna fortunei), que invadiu rios do Brasil, Argentina e Paraguai, é um molusco bivalve (concha) proveniente das bacias hidrográficas da China e de países do Sul Asiático. Chegou ao continente americano no início da década de 1990 na água reservada no lastro dos navios que vêm desses países e se espalhou a partir dos portos do Rio da Prata e pelas hidrovias dos rios Paraguai, Paraná, Tietê, Grande e Paranaíba. Tem grande capacidade de incrustação e rápida taxa de crescimento e grande força reprodutiva. As concentrações de colônias chegam a concentrar até cem mil mexilhões por metro quadrado. Sem inimigos naturais, sua presença nos ecossistemas brasileiros vem provocando importantes danos ambientais e econômicos em tubulações domésticas, industriais e de usinas.
http://www.em.com.br/app/noticia/ger...-em-minas.shtm
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Old July 1st, 2012, 06:30 AM   #73
Nilo Brasileiro
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Rapaz hidrovia é cantada e decantada desde a época de Collor. Será que um dia termina?
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A TV GRANDE RIO ACABA DE ABRIR O SINAL DO CANAL 19, CONFIRAM, TV ANALÓGICA COM QUALIDADE DIGITAL
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Old July 9th, 2012, 01:22 AM   #74
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Rapaz hidrovia é cantada e decantada desde a época de Collor. Será que um dia termina?
Pelo que acompanho acredito que saia. Aos poucos, porque nosso país é muito ruim em obras...
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Last edited by Nego da Agua; July 9th, 2012 at 01:28 AM.
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Old July 9th, 2012, 01:27 AM   #75
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EM 56 ANOS, RIO SÃO FRANCISCO PERDEU MAIS DE UM TERÇO DA VAZÃO


Extração de sedimentos se tornou ocupação para a população ribeirinha no município de São Francisco

São Francisco, Bocaiúva, Montes Claros e Francisco Sá – Foi-se o tempo em que o pescador no São Francisco podia se gabar de tirar das águas surubim de 40 quilos em barco de grande porte. Aliás, foi-se o tempo em que se navegava tranquilamente pelo Velho Chico, que perdeu mais de um terço de sua vazão (35%) ao longo de 56 anos, entre 1948 e 2004. As conclusões são do estudo do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), no Colorado (EUA), e estão no último relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o Rio da Integração Nacional. Estão também no dia a dia dos ribeirinhos, que, sem peixe, agora “pescam” areia no fundo do leito.

O documento do TCU traz recomendações ao governo federal para apressar a revitalização do leito, tomada por bancos de sedimentos em vários pontos de sua calha.

O cenário, que já se tornou comum para os ribeirinhos, é, sobretudo, efeito da ocupação de quem mora bem distante da margem, capaz de alterar o leito onde ainda corre uma vazão estimada de 88 trilhões de litros d’água ao ano. De acordo com o relatório do TCU, de um total de 36 tributários do Velho Chico, 16 rios até então perenes se tornaram intermitentes.

“É um equívoco pensar no São Francisco com foco apenas no leito. O rio só existe por causa das bacias tributárias. A perda da vazão do Velho Chico é resultado da perda da vazão de seus afluentes”, explica o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Geraldo Santos. Terceira maior do país, reunindo 14,3 milhões de habitantes em sua área de influência, 7,5% da população brasileira, a bacia do São Francisco corre por seis estados, além do Distrito Federal.

O curso de seus 2,8mil quilômetros começa na Serra da Canastra, em Minas, estado onde estão concentrados 70% dos moradores. No território mineiro estão também 10 importantes tributários – entre eles Paracatu, Velhas, Verde Grande e Paraopeba –, que nem sempre levam ao Rio da Integração Nacional o que ele de fato merece.

Segundo o Panorama das Águas Superficial de 2012, divulgado mês passado pela Agência Nacional de Águas (ANA), a Região Metropolitana de Belo Horizonte contribui com 30% da carga de esgoto remanescente nas águas do São Francisco. Em outra vertente de agressões, o aumento dos processos erosivos levou cursos d’água a secar e mudou o ambiente. “O assoreamento nos trouxe um rio com ecossistema modificado e grande perda na quantidade de peixes. A navegação ficou absolutamente prejudicada e hoje já não épossível mais sair de Pirapora rumo a Juazeiro (BA)”, lamenta Geraldo Santos. (Com Flávia Ayer)

http://www.em.com.br/app/noticia/ger...da-vazao.shtml
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Old July 17th, 2012, 10:37 PM   #76
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Lembrando que o Brasil já teve um projeto de integrar o país com a construção de canais, inclusive no Nordeste.


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Não adianta insistir na beleza de quem é vazio de sentimentos.
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Old July 22nd, 2012, 10:04 PM   #77
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Brasil contrata Exército dos EUA para planejar hidrovia no São Francisco


Codevasf pagará R$ 7,8 milhões por projetos para navegabilidade do rio.
Exército brasileiro diz não ver risco para a segurança nacional.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão do governo federal subordinado ao Ministério da Integração, contratou o Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos (Usace) para estudar alternativas que tornem navegável o Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d´água do país e da América Latina.

O contrato, de R$ 7,8 milhões (US$ 3,84 milhões), foi assinado em dezembro do ano passado e, em março deste ano, os primeiros engenheiros do Exército norte-americano chegaram ao Brasil com a missão de desenvolver projetos que contenham a erosão nas margens e facilitem a construção de uma hidrovia no São Francisco.

Na semana passada, o comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, brigadeiro Douglas Fraser (que responde diretamente ao secretário de Defesa e ao presidente Barack Obama), esteve em Brasília para saber como anda o trabalho.

“O contrato tem o prazo de três anos, em que os engenheiros do Usace devem nos apresentar 12 projetos de assessoria técnica para a navegação do rio. São estudos sobre dragagem, controle de erosão e estabilização das margens, geotecnia, dentre outros”, disse ao G1 o gerente de concessões e projetos especiais da Codevasf, Roberto Strazer.

Segundo ele, a parceria teve início após troca de e-mails entre funcionários da Codevasf e o Usace para aproveitar o conhecimento da engenharia militar dos EUA no Rio São Francisco.

“Eles possuem em um conhecimento incrível em navegação que queríamos usar. São técnicos e temos muito a ganhar com a parceria. A navegação do São Francisco é extremamente precária e subutilizada, principalmente na época de estiagem”, acrescentou Strazer.
O corpo de engenheiros militar dos EUA foi criado em 1882 para atuação em desastres, como enchentes, terremotos e furacões, e reconstrução, apoiando as ações militares no Iraque e Afeganistão. O Usace é responsável pela navegação dos rios Mississipi e Ohio e também por parte do controle do transporte marítimo interno nos EUA. Todos os chefes do órgão são militares, com a patente de general, do Exército americano.

“É preciso que se explore mais a navegação do São Francisco. Além de ter o menor custo por tonelada, o transporte através dos rios tem menor impacto no meio ambiente”, afirmou Strazer.

A Codevasf aponta que há grande potencial de navegabilidade em uma faixa de de 1.371 km, entre Pirapora (MG) até Juazeiro (BA)/Petrolina (PE), que é ainda inexplorado.

[/b]Estabilização de margens[/b]

Dois engenheiros civis do Usace ficam permanentemente no Brasil fazendo os estudos e avaliações nas margens dos rios e trabalhando, de forma coordenada, com um grupo de militares e civis do Exército norte-americano em Washington.

“Um dos projetos que eles desenvolvem é validar conhecimentos de navegação e estabilização de margens em um campo de provas que temos em Barras, na Bahia”, disse Strazer. A ideia é tornar todo o rio navegável a partir de pequenos trechos ao longo do seu curso.

Em Brasília, no último dia 10, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, apresentou ao comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA - responsável por todas as ações militares norte-americanas na América Latina - o andamento dos trabalhos. Só para cumprir a meta de tornar os primeiros 657 km do Velho Chico navegáveis, servindo de via de escoamento da produção, serão investidos até o final de 2012 mais de R$ 73 milhões.

O Rio São Francisco atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e serve de divisa natural entre Sergipe e Alagoas até desaguar no Oceano Atlântico.

Um projeto do Ministério da Integração busca transpor parte das águas do rio para aproveitá-lo também para irrigação no Ceará e Rio Grande do Norte, servindo de eixo de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste do país.

Segurança nacional

O gerente de projetos da Codevasf disse não ver riscos à segurança nacional em trabalhar com o Exército norte-americano. “Essa preocupação foi levantada na fase inicial do contrato. Eu já o recebi fechado, no início deste ano. Não vejo riscos, pois as informações que eles estão tendo acesso no local não são nada que se possa ocultar por imagens de satélite”, afirmou Roberto Strazer.

Ele acrescentou ainda que o Exército brasileiro também está trabalhando no rio com projetos de navegabilidade e está em contato com os miltiares americanos. “Há engenheiros do Exército brasileiro em um projeto de estabilização das margens de Ilha da Tapera, na Bahia, que estão em contato com os americanos também. Há interesses nacionais envolvidos, mas buscamos intercâmbio técnico."

O Exército informou, por meio da assessoria de imprensa, que visitou a sede do Usace, nos EUA, e que engenheiros militares brasileiros estão próximos à área onde os americanos estão trabalhando no São Francisco. O Exército também disse que não vê riscos na parceria em relação ao vazamento de dados relativos à segurança nacional.

O chefe da missão do Usace no Brasil, Calvin Creech, confirmou que atualmente trabalham no país dois engenheiros civis do órgão, especializados em hidráulica e geotecnologia. "O Usace está apoiando a Codevasf. Esse trabalho é importante para os Estados Unidos porque melhorar a navegação do Rio São Francisco trará benefícios sociais para a região, reduzindo os custos associados com o transporte de produtos agrícolas", disse Creech ao G1.


http://glo.bo/PwIbUw
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Old July 25th, 2012, 11:16 PM   #78
Nego da Agua
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JORNAL DO COMMÉRCIO PERNAMBUCO | JC VALE DO SÃO FRANCISCO

ANTAQ | AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS


PORTOS TENTAM SE REERGUER


TRANSPORTE - Pernambuco e Bahia fazem esforços para retomar os bons tempos da navegação do Velho Chico

Entre 1871 e o final dos anos 60 do século 20, vapores trafegavam imponentes pelas águas do São Francisco. Através dos 1.371 km navegáveis da hidrovia, as embarcações faziam o transporte de cargas e passageiros. Após um período de enfraquecimento, o modal hidroviário agora reivindica investimentos e melhores condições de navegabilidade.

Em Juazeiro e Petrolina, dois portos fluviais estão autorizados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar, e contribuir para que o Velho Chico, de fato, atue como rio da integração nacional.

O porto fluvial de Juazeiro possui uma área construída de cerca de 71.267 m² e um terminal de 2,5 m de profundidade. Inaugurado há 13 anos, o porto atualmente passa por reformas. Segundo o Secretário da Indústria Naval e Portuária da Bahia, Carlos Costa, R$ 1,8 milhões foram investidos para recuperar o local de funcionamento da parte administrativa e a entrada do porto. A obra está prevista para ser entregue em 60 dias.

“A reestruturação do porto coincide com um projeto em andamento para revitalização da calha do São Francisco, sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Governo da Bahia e de Pernambuco, juntamente com engenheiros do exército americano. O Banco Mundial também é parceiro proporcionando viabilidade econômica ao projeto. Essas ações trarão possibilidade de ampliação no comércio de importação e exportação de produtos e insumos produzidos na agricultura”, relata Costa. O porto de Juazeiro é autorizado para operar como Terminal de Uso Privativo (TUP) e pertence ao governo do Estado da Bahia.

SOBRADINHO

Com uma área operacional de cerca 13 hectares e um armazém de 2 mil m², o Porto Fluvial de Petrolina está em funcionamento. Apesar da pequena movimentação, as instalações portuárias petrolinenses são aptas a receber embarcações com 2m de calado e desenvolver o desembarque de mercadorias. “O porto foi concluído em 1972, mas com a construção da barragem de Sobradinho, o transporte ficou parado. Em 2007, o Governo de Pernambuco começou a incrementar a navegação do São Francisco, o que coincidiu com a venda da Companhia de Navegação do São Francisco (Franave). Foi quando uma empresa comprou oito embarcações no leilão da Franave,”, explica o diretor do Porto Fluvial de Petrolina, Francisco Emício.

O terminal fluvial de Petrolina opera como porto público e recentemente a administração deu entrada em um processo na Antaq para se transformar em uma IP4 (Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte). Mas, Emício garante que o sucesso do transporte comercial no São Francisco depende das condições do canal de navegação. “Durante o período em que o rio está baixo, uma viagem demora de 7 a 10 dias. Em outubro e novembro, período que as águas chegam de Minas Gerais, ela é feita em três dias com 40% a mais de carga no comboio ( um comboio equivale aproximadamente a 70 carretas)”, ressalta Emício.

De acordo com operador portuário Francisco Trevisan Alberti, a capacidade usada é menor que o potencial da hidrovia do São Francisco. Segundo ele, existem estudos que estimam o transporte de mais de 5 milhões de toneladas/ano. “Estamos navegando inicialmente com caroço de algodão na rota Muquém/Ibotirama (BA) ao porto de Petrolina/Juazeiro. Tendo condições de navegação plena durante ano todo, a sequência é atrair novos investimentos, construção de embarcações, novos armadores até mesmo outros operadores portuários para que a gente volte a movimentar uma grande quantidade de produtos. A expectativa atual é atender uma única indústria 100% pela hidrovia”, diz Trevisan.

CONDIÇÕES

Conforme o secretário de Projetos Estruturadores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Antônio Barbosa, o Porto de Petrolina está estruturado e tem capacidade de operar. Mas, ainda é preciso lutar por melhores condições de navegabilidade do São Francisco. “O rio sofre com o assoreamento, apenas 600 km são navegáveis, o que transforma o transporte lento. Temos a expectativa de fazer investimentos que são acessórios ao funcionamento do Porto de Petrolina, e um projeto maior no ramal Parnamirim-Petrolina, que já está dentre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Pernambuco e Bahia se aliam numa mesma opinião que é a necessidade de tornar o rio navegável, mas isso depende do apoio do governo federal”, conclui Barbosa.

Segundo o secretário, com a realização de obras na hidrovia é possível pensar em potenciais cargas para transporte. “O milho que vem do planalto de Mato Grosso poderá ser transportado pela hidrovia, a soja e farelo de soja que vem do Oeste Baiano, o gesso agrícola de Araripina a gente pode subir para Ibotirama (BA). E também fazer a exportação de frutas que é o carro chefe de Petrolina”, planeja Barbosa.

http://antaq.myclipp.inf.br/default....ot%EDcias&exp=
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Nego da Agua
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BRASIL CONTRATA EXÉRCITO DOS EUA PARA PLANEJAR HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO
Codevasf pagará R$ 7,8 milhões por projetos para navegabilidade do rio.
Exército brasileiro diz não ver risco para a segurança nacional.



Engenheiros do Exército dos EUA (sem uniforme) visitam área do São Francisco com militares doExército do Brasil (Foto: Codevasf/Divulgação)

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão do governo federal subordinado ao Ministério da Integração, contratou o Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos (Usace) para estudar alternativas que tornem navegável o Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d´água do país e da América Latina.

O contrato, de R$ 7,8 milhões (US$ 3,84 milhões), foi assinado em dezembro do ano passado e, em março deste ano, os primeiros engenheiros do Exército norte-americano chegaram ao Brasil com a missão de desenvolver projetos que contenham a erosão nas margens e facilitem a construção de uma hidrovia no São Francisco.

Na semana passada, o comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, brigadeiro Douglas Fraser (que responde diretamente ao secretário de Defesa e ao presidente Barack Obama), esteve em Brasília para saber como anda o trabalho.

O contrato tem o prazo de três anos, em que os engenheiros do Usace devem nos apresentar 12 projetos de assessoria técnica para a navegação do rio. São estudos sobre dragagem, controle de erosão e estabilização das margens, geotecnia, dentre outros”, disse ao G1 o gerente de concessões e projetos especiais da Codevasf, Roberto Strazer.

Segundo ele, a parceria teve início após troca de e-mails entre funcionários da Codevasf e o Usace para aproveitar o conhecimento da engenharia militar dos EUA no Rio São Francisco.

Eles possuem em um conhecimento incrível em navegação que queríamos usar. São técnicos e temos muito a ganhar com a parceria. A navegação do São Francisco é extremamente precária e subutilizada, principalmente na época de estiagem”, acrescentou Strazer.
O corpo de engenheiros militar dos EUA foi criado em 1882 para atuação em desastres, como enchentes, terremotos e furacões, e reconstrução, apoiando as ações militares no Iraque e Afeganistão. O Usace é responsável pela navegação dos rios Mississipi e Ohio e também por parte do controle do transporte marítimo interno nos EUA. Todos os chefes do órgão são militares, com a patente de general, do Exército americano.

“É preciso que se explore mais a navegação do São Francisco. Além de ter o menor custo por tonelada, o transporte através dos rios tem menor impacto no meio ambiente”, afirmou Strazer.

A Codevasf aponta que há grande potencial de navegabilidade em uma faixa de de 1.371 km, entre Pirapora (MG) até Juazeiro (BA)/Petrolina (PE), que é ainda inexplorado.


Engenheiros do Exército americano fazem medições no rio São Francisco (Foto: Codevasf/Divulgação)

Estabilização de margens

Dois engenheiros civis do Usace ficam permanentemente no Brasil fazendo os estudos e avaliações nas margens dos rios e trabalhando, de forma coordenada, com um grupo de militares e civis do Exército norte-americano em Washington.

“Um dos projetos que eles desenvolvem é validar conhecimentos de navegação e estabilização de margens em um campo de provas que temos em Barra, na Bahia”, disse Strazer. A ideia é tornar todo o rio navegável a partir de pequenos trechos ao longo do seu curso.

Em Brasília, no último dia 10, o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, apresentou ao comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA - responsável por todas as ações militares norte-americanas na América Latina - o andamento dos trabalhos. Só para cumprir a meta de tornar os primeiros 657 km do Velho Chico navegáveis, servindo de via de escoamento da produção, serão investidos até o final de 2012 mais de R$ 73 milhões.

O Rio São Francisco atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e serve de divisa natural entre Sergipe e Alagoas até desaguar no Oceano Atlântico.

Um projeto do Ministério da Integração busca transpor parte das águas do rio para aproveitá-lo também para irrigação no Ceará e Rio Grande do Norte, servindo de eixo de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste do país.


Comandante do Comando Militar Sul dos EUA, responSável pelas operações americanas na América Latina, recebe informações sobre o projeto (Foto: Codevasf/Divulgação)

Segurança nacional

O gerente de projetos da Codevasf disse não ver riscos à segurança nacional em trabalhar com o Exército norte-americano. “Essa preocupação foi levantada na fase inicial do contrato. Eu já o recebi fechado, no início deste ano. Não vejo riscos, pois as informações que eles estão tendo acesso no local não são nada que se possa ocultar por imagens de satélite”, afirmou Roberto Strazer.

Ele acrescentou ainda que o Exército brasileiro também está trabalhando no rio com projetos de navegabilidade e está em contato com os militares americanos. “Há engenheiros do Exército brasileiro em um projeto de estabilização das margens de Ilha da Tapera, na Bahia, que estão em contato com os americanos também. Há interesses nacionais envolvidos, mas buscamos intercâmbio técnico."

O Exército informou, por meio da assessoria de imprensa, que visitou a sede do Usace, nos EUA, e que engenheiros militares brasileiros estão próximos à área onde os americanos estão trabalhando no São Francisco. O Exército também disse que não vê riscos na parceria em relação ao vazamento de dados relativos à segurança nacional.

O chefe da missão do Usace no Brasil, Calvin Creech, confirmou que atualmente trabalham no país dois engenheiros civis do órgão, especializados em hidráulica e geotecnologia. "O Usace está apoiando a Codevasf. Esse trabalho é importante para os Estados Unidos porque melhorar a navegação do Rio São Francisco trará benefícios sociais para a região, reduzindo os custos associados com o transporte de produtos agrícolas", disse Creech ao G1.

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2...francisco.html
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CONGRESSO QUESTIONA DILMA SOBRE CONTRATO COM EXÉRCITO DOS EUA
G1 divulgou que Brasil pagará para engenheiros estudarem São Francisco. Comissão de Defesa vê risco a dados secretos; Planalto analisa o caso.

Por Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo


A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso enviou um requerimento à Presidência manifestando preocupação em relação à soberania nacional no contrato firmado entre o governo e o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (Usace) e pedindo a intervenção de Dilma Rousseff no caso.

Em julho, o G1 divulgou que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão subordinado ao Ministério da Integração, contratou engenheiros civis do Exército dos EUA para estudar formas de tornar o Rio São Francisco navegável .

A parceria entre a Usace e a Codevasf, de R$ 7,8 milhões (US$ 3,84 milhões), foi assinada em dezembro de 2011 e, em março de 2012, os primeiros engenheiros do Exército norte-americano chegaram ao país.

No requerimento enviado a Dilma na quinta-feira (27), a presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, deputada Perpétua Almeida, afirma ver riscos de vazamento de informações estratégicas para o país, por entender que militares americanos poderão ter acesso dados secretos, como localização das riquezas minerais e reservas de urânio.

Ela pede a que as Forças Armadas brasileiras e as universidades acompanhem o trabalho dos engenheiros norte-americanos, "de forma a resguardar e salvaguardar as informações de segurança nacional".

“Além do requerimento enviado a Dilma, estou enviando também ofícios solicitando maiores informações aos ministérios de Relações Exteriores, Defesa e Integração sobre o caso, avisando da preocupação dos parlamentares com o fato. Quero saber por que eles não interferiram na questão", afirma Perpétua.

"Se temos tropas brasileiras que podem fazer este projeto, por que contratar militares dos Estados Unidos?”, questiona ela.

Procurada, a assessoria da Presidência respondeu que recebeu o ofício e que o caso será analisado e o questionamento repassado ao Ministério da Integração. O Ministério de Relações Exteriores confirmou que também recebeu o requerimento e que analisa a situação. O Ministério da Defesa disse que não recebeu o documento e o da Integração, não se posicionou.

A missão dos engenheiros do Exército dos EUA no Brasil é apresentar projetos de dragagem, geotecnia e controle de erosão e estabilização das margens do São Francisco. O rio atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e serve de divisa natural entre Sergipe e Alagoas até desaguar no Oceano Atlântico. Um projeto do Ministério da Integração busca transpor parte das águas do rio para aproveitá-lo também para irrigação no Ceará e Rio Grande do Norte, servindo de eixo de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste do país.

Parceria com universidades

A deputada Perpétua Almeida diz ter encontrado, na semana passada, o comandante do Exército, Enzo Martins Peri, que lhe afirmou que não tinha dados sobre a atuação dos militares norte-americanos no Brasil. "Ele falou que não sabe, não foi consultado, e que as únicas coisas que sabia, tinha lido na imprensa", afirma Perpétua.

À Presidência, a parlamentar lembrou que o ingresso da força militar no país ocorreu "sem consentimento do governo federal ou autorização do Congresso" e que isso "não foi discutido com o Exército Brasileiro, apesar da excelência dos seus batalhões de Engenharia para prestar o mesmo tipo de trabalho".

O texto da Comissão de Relações Exteriores e Defesa enviado a Dilma lembra ainda que "instituições militares, como o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Instituto de Pesquisas da Marinha, além de universidades federais, possuem profissionais aptos a elaborar os mesmos projetos e dar a consultoria necessária à Codevasf com economia de recursos e controle das informações estratégicas no Brasil, afastando eventuais riscos à Segurança Nacional".

Exército sabia, diz Codevasf


Em julho, o gerente de projetos da Codevasf, Roberto Strazer, disse ao G1 não ver riscos à segurança nacional em trabalhar com o Exército norte-americano.

O órgão informou que o Exército brasileiro tinha conhecimento do acordo desde que as negociações começaram, em 2008, e que houve reuniões com a presença de representantes da Diretoria de Obras e Cooperação do Exército para tratar da questão. A Codevasf diz que, em dezembro de 2011, enviou um ofício ao general que comandava a diretoria comunicando do acordo com o Exército dos EUA. Em junho deste ano, um relatório das atividades foi enviado ao Estado-Maior Conjunto do Ministério da Defesa.

Por meio da assessoria de imprensa, o Exército confirmou que militares brasileiros já visitaram a sede do Usace, nos EUA, e que engenheiros militares brasileiros estão próximos à área onde os americanos estão trabalhando no São Francisco.

Em junho, o Exército afirmou ao G1 que não vislumbrava riscos no caso. A Força não confirmou o encontro do general Enzo com Perpétua.

http://m.g1.globo.com/brasil/noticia....html?sub=true
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