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Old July 25th, 2012, 04:16 AM   #4181
CesarPR
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Originally Posted by Viggen-BSB View Post
A rendição do Correio, em matéria de capa e em pleno domingo, é uma demonstração enfática do ponto em que a farsa chegou, ao escancarar o ponto em que o mercadochegou.
Entretanto, essa alteração do viés editorial do jornal quanto ao assunto bolha imobiliária não é um movimento ingênuo ou bem intencionado - basta lembrar as matérias acríticas e que só mostravam a opinião dos grandes players do mercado que saíam até agora. Certamente decorreu da visão crítica de muitos formadores de opinião sobre o tema e reflete e reverberação do assunto na mídia, que deve seguir num crescente.
Por outro lado, pode também servir como argumento de venda pelas construtoras - sempre haverá incautos que comprarão.
Alguém comprou o Correio e viu se havia os tradicionais anúncios das construtoras?
Eu ia comentar exatamente isso: a matéria do Correio continua tendenciosa. Antes o lema era "compre porque está subindo, é investimento garantido"; agora a mensagem é "compre porque está barato, aproveite os descontos" ! É o Correio tentando provocar um "bear trap" no mercado ...
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Old July 25th, 2012, 02:09 PM   #4182
phmendes
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Originally Posted by CesarPR View Post
Eu ia comentar exatamente isso: a matéria do Correio continua tendenciosa. Antes o lema era "compre porque está subindo, é investimento garantido"; agora a mensagem é "compre porque está barato, aproveite os descontos" ! É o Correio tentando provocar um "bear trap" no mercado ...
Na verdade não são descontos coisa nenhuma. É um pseudo retorno a preços reais, mas que ainda estão longe de ser reais devido ao descolamento absurdo entre custo de construção x renda familiar x valor de venda dos imóveis.

É mais uma tentativa do Correio que fazer pessoas desentendidas do mercado em entrar na fria da compra de imóveis na planta, por preços absurdos.

De qualquer modo, o teor das notícias do Correio já mudou em relação a outras anteriores:

Metro quadrado pode chegar a R$ 25 mil nas áreas mais nobres de Brasília
Publicação: 28/12/2011
http://www.correiobraziliense.com.br...brasilia.shtml

Noroeste inflaciona preços dos imóveis
Lançamento do setor provocou um efeito difusor no mercado imobiliário. O preço do metro quadrado às margens do Paranoá chegou a R$ 12 mil. Especialistas preveem que, em cinco anos, valor atingirá R$ 20 mil
Publicação: 08/11/2009 09:27
http://correiobraziliense.lugarcerto...17/index.shtml
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Old July 25th, 2012, 05:19 PM   #4183
FriedrichHayek
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Originally Posted by phmendes View Post
Na verdade não são descontos coisa nenhuma. É um pseudo retorno a preços reais, mas que ainda estão longe de ser reais devido ao descolamento absurdo entre custo de construção x renda familiar x valor de venda dos imóveis.

É mais uma tentativa do Correio que fazer pessoas desentendidas do mercado em entrar na fria da compra de imóveis na planta, por preços absurdos.

De qualquer modo, o teor das notícias do Correio já mudou em relação a outras anteriores:

Metro quadrado pode chegar a R$ 25 mil nas áreas mais nobres de Brasília
Publicação: 28/12/2011
http://www.correiobraziliense.com.br...brasilia.shtml

Noroeste inflaciona preços dos imóveis
Lançamento do setor provocou um efeito difusor no mercado imobiliário. O preço do metro quadrado às margens do Paranoá chegou a R$ 12 mil. Especialistas preveem que, em cinco anos, valor atingirá R$ 20 mil
Publicação: 08/11/2009 09:27
http://correiobraziliense.lugarcerto...17/index.shtml
Eu estou vendo o copo meio cheio. Pelo menos agora o Correio (e outros na imprensa) estão demonstrando um senso crítico um pouco maior. Isso só vai se intensificar: quanto mais se falar da situação insustentável criada no mercado imobiliário, mais essa noção se generaliza entre o público, o que incentiva ainda mais a adoção de postura mais crítica pela imprensa...

O irritante vai ser ver esses grandes jornais "condenando os excessos do mercado" (expressão que eles adoram), quando eles foram parte essencial (por interesses pecuniários ou ignorância de seus jornalistas) para a criação desses excessos...

De todo modo, agora já era: a única coisa que sustentava a bolha era a expectativa de lucros mirabolantes no futuro e o medo de "perder o bonde". Hoje até os grandes jornais já admitem o fim dos lucros futuros, e os leitores já estão percebendo que esse bonde vai e volta... Não é do dia para a noite, mas agora o processo começou e não tem como ser parado.
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Old July 25th, 2012, 07:08 PM   #4184
Fullgencio
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Originally Posted by CesarPR View Post
Eu ia comentar exatamente isso: a matéria do Correio continua tendenciosa. Antes o lema era "compre porque está subindo, é investimento garantido"; agora a mensagem é "compre porque está barato, aproveite os descontos" ! É o Correio tentando provocar um "bear trap" no mercado ...
O Correio está correto. O mercado imobiliário passa por um "vale", e o ponto de compra é agora, pois os indicadores apontam que haverá valorizações adicionais a partir do segundo semestre de 2012 e intensificando-se em 2013.

Aliás, essa matéria do Correio converge com o que dizem as pesquisas da DataStore sobre o mercado imobiliário:

Intenção de compra de imóveis:




Intenção de compra 24 meses:



O próprio presidente da DataStore disse em entrevista ao jornal Brasil Econômico que todos os dados apontam para uma aceleração mais intensa da valorização a partir do segundo semestre.

Além disso, como sabemos do modelo econométrico do BIS, o preço dos imóveis é influenciado positivamente por elevação do PIB e reduções de juros.

Bom, o BC e o Relatório Focus do BC está projetando a economia brasileira crescendo a 4$ anualizados no fim de 2012, e um relatório do FMI publicado no Valor Econômico de ontem estima que "em algum ponto de 2013 a economia brasileira estará girando a 7% anualizados". Matéria no site da fazenda, onde destaco:

"Para saber que crescimento o FMI projeta no caso de as taxas de juros estacionarem em 8,5%, um estudo do apêndice aponta que em algum momento de 2013 a velocidade anualizada da economia baterá nos 7%."

O mercado imobiliário é muito mais previsível que o mercado de ações. E todos os indicadores econômicos, os modelos econométricos e os dados oriundos de pesquisas de intenção de compra apontam para aceleração do processo de valorização a partir do segundo semestre de 2012.

Ou seja, a matéria do Correio está correta: mantidas as atuais condições econômicas, o ponto de compra é agora e quem esperar para comprar imóveis vai pagar mais caro.
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Old July 26th, 2012, 10:25 AM   #4185
FriedrichHayek
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O Pequeno Investidor: Bolha imobiliária começando a desinflar?

A imprensa já começa a reconhecer a possibilidade de “correção” no mercado imobiliário. Após anos salientando que viveríamos altas absurdas no preço dos imóveis por décadas a fio, finalmente a imprensa brasileira começa a por os pés no chão. Não era pra menos – já se passaram vários meses em que o setor denotava enfraquecimento, com menor número de lançamentos por parte das construtoras e balanços das grandes incorporadoras mostrando vários esqueletos no armário. Até então, a imprensa sinalizava pouco caso com o que estava acontecendo, e até alardeava as “promoções” do setor como um sinal de normalidade (mesmo em promoções que anunciavam venda de imóvel com 36% de desconto). Mas, ainda que timidamente, a imprensa tem se rendido à realidade: o preço dos imóveis pode, sim, sofrer retração.
Demanda por novos imóveis vem caindo…

O Estadão, por exemplo, sinalizou para a queda de 30% no volume de lançamentos imobiliários, inclusive reconhecendo a possibilidade de quedas no preço em determinadas localidades:

O setor imobiliário passa por um ajuste. A forte valorização dos imóveis nos últimos anos deixou a casa própria mais distante do brasileiro, o que contribuiu para uma queda nos lançamentos neste ano. Em São Paulo, por exemplo, o preço médio dos imóveis subiu 140% entre janeiro de 2008 e junho de 2012, segundo o Índice FipeZap. Em compensação, o volume de lançamentos caiu cerca de 30% no ano.

Com isso, a expectativa de especialistas e do próprio Sindicato da Habitação (Secovi-SP) é de que os preços devem se estabilizar. Por ora, ninguém aposta em uma queda generalizada, embora algumas localidades possam passar por esse processo.


A matéria reconhece que a renda da população não conseguiu acompanhar o aumento no preço dos imóveis, e reconheceu uma realidade que sempre fora negada: a de que boa parte dos novos imóveis vinham sendo vendidos para investidores, não consumidores finais. Um dos entrevistados da matéria, diretor de consultoria da Embraesp, destacou que “De 30% a 40% dos compradores de imóveis são investidores, não é o consumidor final. Há 7 anos, esse índice era de 15%. Eles precisam revender, mas, em alguns bairros, a demanda real já foi absorvida, principalmente por imóveis de alto padrão“. Antes, a imprensa destacava sempre que o setor continuaria a crescer indefinidamente, tendo em vista o grande déficit habitacional do país. Se esta fosse a realidade, dificilmente um percentual tão alto dos imóveis seriam destinados a especulação. Mais adiante, o coordenador do FipeZap reconhece que dificilmente o setor voltará a ver as altas de antes (que o setor sempre entendeu ser persistente no longo prazo).

A Gazeta do Povo também sinalizou para a queda no volume de lançamentos, com alguns números expressivos. A matéria sinalizou que empresas como a Gafisa tiveram uma queda de 60% no volume de lançamentos do segundo semestre do ano, e que a PDG Realty reduziu pela metade o número de lançamentos previstos para 2012. Além disso, a matéria aponta que, mesmo com as fortes reduções na taxa de juros, o número de financiamentos caiu 11% em maio, quando comparado com 2011 – um ano que já havia sido fraco para o setor, tendo em vista o comparativo de 2010.
…e preços começam a se ajustar, confirmando parcialmente a hipótese da bolha imobiliária

A velha curva Demanda x Oferta, que muitos acreditavam não ser válida para a “forte” e “pujante” economia brasileira, começou a pesar. A demanda vem caindo, mas muitos insistiam que tal situação em nada afetaria o preço dos imóveis. Sabe-se lá como os preços se manteriam nas alturas, violando a teoria econômica, mas o mercado insistia nos mantras: “não há bolha imobiliária“, “os preços de imóveis jamais caem no Brasil”.

Até que, finalmente, a imprensa começou a reconhecer a possibilidade de quedas.
Como visto, o Estadão já sinalizava para essa possibilidade, mas de maneira tímida. O jornal paulista apostava num mero “ajuste” de preços. Mas a cereja do bolo veio de Brasília. O jornal Correio Braziliense, que há sete meses sinalizava que o valor do metro quadrado da capital iria a R$ 25.000 o metro quadrado (uma hipótese que, como demonstrei, não sinalizava qualquer absurdo), se rendeu à realidade.

Em matéria intitulada Boom dos preços de imóveis chega ao fim e valor de empreendimentos cai 20%, o jornal apontou a existência de uma superoferta de empreendimentos que está levando a descontos de até 20% no preço dos imóveis. A matéria pode ser lida na íntegra aqui.

Veja bem: a linguagem utilizada é “desconto”, assim como o termo utilizado pelo Estadão foi de “ajuste”. Tudo muito suave. Mas o eufemismo não resiste a uma análise mais profunda. Vamos raciocinar: no mercado de ações, diz-se que o mercado de baixa (bear market) ocorre quando os preços das ações caem 20% ou mais de seu topo histórico. Ou seja, se o iBovespa estava na casa dos 74.000 pontos e caiu 20%, para 59.200 pontos, o mercado de ações entrou em uma tendência de baixa, dominada pelos “ursos” (daí o nome “bear market”). É o momento que estamos vivendo agora.

Quando as ações caem 20%, todo o mercado fica desesperado. As pessoas começam a entrar em parafuso, a querer fechar todas as suas posições em ações. O Jornal Nacional mostra os corretores com cara de choro. A revista Exame começa a soltar que o investimento em ações foi o pior investimento do milênio. Outros jornais e revistas, por sua vez, começam a sinalizar que o Buy and Hold morreu. Como lembrou meu amigo Marcelo Trindade no Facebook, uma queda dessas é o momento em que os especuladores começam a pensar em cometer suicídio.

Fique com essa imagem na cabeça. Agora releia os parágrafos anteriores. Uma queda de 20% no mercado de ações é retratada como o apocalipse. Uma queda esperada de 20% no valor dos empreendimentos é retratada com todo o cuidado do mundo na imprensa. Os termos utilizados não são nada aterrorizadores. Pelo contrário! A imprensa diz que é uma “promoção”, um “desconto”, um ”ajuste”. Promoção é quando o vendedor bacana te vende o sapato com 5% de desconto. Quando uma imobiliária topa vender um imóvel por um preço 20% inferior, é outra coisa.

Ponhamos a queda de 20% em perspectiva. Você deve se lembrar da crise de 2008, que levou ao colapso da economia americana. Pois é: naquela crise, em média, os preços dos imóveis caíram 26% entre 2008 e 2011. E aqui no Brasil, uma “quedinha” de 20% é tratada como se fosse um mero desconto, uma promoção. É claro que as características de ambas as situações são diferentes; por enquanto, os jornais estão sinalizando com a queda de 20% no preço dos lançamentos (e não no preço dos imóveis como um todo). Mas é aí que está a principal característica do que considero ser o drama de nosso mercado imobiliário; acredito que o grande problema deverá começar justamente nesse setor – o de imóveis novos, que estão ainda mais supervalorizados do que os antigos e são destinados à especulação.

***

Enquanto isso tudo acontece, recebi por e-mail um artigo do Ricardo Amorim, sinalizando que não há bolha imobiliária porque (i) consumimos pouco concreto quando comparado com países que passaram por bolha imobiliária; (ii) os preços não estariam tão elevados quanto em outros países; (iii) o crédito imobiliário não é tão pujante quanto em outros países e, com a queda na Selic, o mercado imobiliário deve voltar a crescer bastante.

Não acredito que os itens (i) e (ii) sejam determinantes. O fato de consumirmos pouco concreto per capita em relação a outros países pode ser apenas um sinal de que nossa economia é menos equilibrada do que a de outros lugares. Ou seja, o fosso que separa ricos e pobres no nosso país é maior do que na Espanha e na China (é só pegar o coeficiente de Gini para comparar; China e Espanha têm um índice parecido com o dos EUA, e muito melhor que o do Brasil) – de onde se extrai que, obviamente, seria mais razoável esperar que Espanha e China consumissem mais concreto per capita que o Brasil. Além disso, o fato de os preços de imóveis no Brasil serem menores do que o de Marrocos indica apenas que a população rica de lá pode ser mais rica do que a daqui. Além disso, é inadequado comparar a realidade de países com características tão diversas quanto Brasil e Marrocos – que, por sinal, também tem um coeficiente de Gini melhor que o brasileiro, e próximo do israelense ou o russo. Isso significa que a distribuição de renda – e, consequentemente, a capacidade de endividamento da população como um todo – nesses países é maior que a brasileira.

Por fim, embora eu concorde com a tese de que o crédito imobiliário no país ainda seja restrito, quando comparado com outros países, e que é possível que a redução na Selic leve a um novo impulso no preço dos imóveis, não percebo eventual retomada como duradoura. Afinal, a Selic já vem em trajetória de queda há um ano, e de lá pra cá o setor imobiliário só vem se desacelerando. Além disso, os índices de inadimplência no país têm piorado bastante, mostrando que nossa população não tem mais muita capacidade de endividamento – ainda mais para investir em algo tão caro quanto um imóvel.

* O fato de eu acreditar que estamos vivenciando uma bolha imobiliária no Brasil não implica qualquer recomendação de compra ou venda de ações de empresas do setor ou de negociação de imóveis. Cada leitor deve analisar estas informações com discernimento, sempre buscando fontes alternativas para que possa tomar uma decisão melhor informada.
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Old July 27th, 2012, 12:29 AM   #4186
carlosveigavale
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Exemplo condição de financiamento

Pessoal,
este fórum é excelente e muito útil para acompanhar o comportamento do mercado de imóveis em Brasília ao longo dos anos.

Estou começando a fazer diversas pesquisas de preço e pretendo postá-las aqui para que avaliem. Talvez fosse bem útil que outros membros enviassem pesquisas/propostas de compra recentes também. Sinto muita dificuldade para fazer uma proposta por não saber até onde a construtora pode chegar. Se alguém puder dar uma dica, fico muito agradecido.

Gostaria de fazer uma pergunta para alguém que já tenha experiência na aquisição de imóveis. No caso do Noroeste, tenho visto anúncios de apartamentos de 3 quartos (104m2) "a vista" na faixa dos 880.000. O valor do m2 daria mais ou menos 8400. Eu não acredito que este a vista seja realmente a vista. Pouquíssimas pessoas têm condição de comprar um apt nesse valor a vista. Seria este valor um bom "parâmetro objetivo" de preço para se chegar num valor financiado com uma entrada pesada?

Vou colocar outra suposição abaixo. Depois farei um questionamento. Trata-se de um apartamento no Noroeste, de 108m2. O preço sugerido pela construtora é o seguinte:

Sinal: 117.000
Mensal (70x): 3.500
Semestral (8x): 28.300
Chaves: 522.000
Total: 1.110.400

Eu acho uma furada esse tipo de plano porque as mensais não começarão pagando nem a correção mensal do INCC sobre o saldo devedor. No meu entender, quem compra um imóvel desse valor deve ter a maior parte do dinheiro guardado. Pagar um imóvel que não está pronto à vista eu acho loucura. Prefiro deixar parte do valor no banco rendendo junto do INCC pra correr menos risco.

O objetivo é financiar o mínimo possível no final.

Last edited by carlosveigavale; August 1st, 2012 at 12:03 AM.
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Old July 27th, 2012, 04:40 PM   #4187
Fullgencio
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Originally Posted by carlosveigavale View Post
Sinto muita dificuldade para fazer uma proposta por não saber até onde a construtora pode chegar. Se alguém puder dar uma dica, fico muito agradecido.
Manda 50% abaixo da tabela e pede para o corretor enviar a proposta. Eles vão voltar com uma alternativa mais alta, aí vc oferece mais baixo novamente e o ciclo prossegue.

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Originally Posted by carlosveigavale View Post
Gostaria de fazer uma pergunta para alguém que já tenha experiência na aquisição de imóveis. No caso do Noroeste, tenho visto anúncios de apartamentos de 3 quartos (104m2) "a vista" na faixa dos 880.000. O valor do m2 daria mais ou menos 8400. Eu não acredito que este a vista seja realmente a vista. Pouquíssimas pessoas têm condição de comprar um apt nesse valor a vista. [B]Seria este valor um bom "parâmetro objetivo" de preço para se chegar num valor financiado com uma entrada pesada?
Nesse preço é à vista mesmo. E tem gente que compra assim mesmo. Eu mesmo pretendo fazer isso em breve: vender um imóvel pronto e comprar um na planta à vista com um bom desconto e depois só esperar ficar pronto.

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Originally Posted by carlosveigavale View Post
Vou colocar outra suposição abaixo. Depois farei um questionamento. Trata-se de um apartamento no Noroeste, de 108m2. O preço sugerido pela construtora é o seguinte:

Sinal: 117.000
Mensal (70x): 3.500
Semestral (8x): 28.300
Chaves: 522.000
Total: 1.110.400

Eu acho uma furada esse tipo de plano porque as mensais não começarão pagando nem a correção mensal do INCC sobre o saldo devedor. No meu entender, quem compra um imóvel desse valor deve ter a maior parte do dinheiro guardado. Pagar um imóvel que não está pronto à vista eu acho loucura. Prefiro deixar parte do valor no banco rendendo junto do INCC pra correr menos risco.

Minha dúvida é a seguinte: supondo que eu proponha o seguinte plano:

Sinal: 400.000
Mensais/Semestrais: 200.000 (dentro de 12 meses)
Chaves: 200.000

O objetivo é financiar o mínimo possível no final.

A partir desse meu plano de pagamento, e, comparando com o proposto pela corretora, de quanto seria um bom desconto em virtude das minhas possibilidades?

Desde já, deixo aqui o meu muito obrigado!
Cara, faz o seguinte: manda a proposta acima no preço do à vista. ou seja, R$ 8.4k/m2 e vê o que dá. A sua proposta é praticamente à vista, acho que muito provavelmente eles vendam no preço à vista, dependendo da construtora (tem umas mais flexíveis. O que sei é que a construtora Real está bem flexível, e tem a EBM também. Brasal está mais rígida na concessão de descontos).
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Old August 3rd, 2012, 05:57 AM   #4188
Fullgencio
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Preços de imóveis sobem 1%

SÃO PAULO - A desaceleração de preços segue como marca do mercado imobiliário em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em julho, a valorização do metro quadrado repetiu o desempenho do mês anterior, 1%, mas o índice em 12 meses perdeu fôlego pelo 11ª vez seguida e atingiu 17,1%, de acordo com o índice FipeZap - na pesquisa anterior, a alta havia sido de 18,4%. Com isso, o valor médio do metro quadrado dos imóveis chegou a R$ 6.727.

"O que chama atenção agora é que você tem regiões com comportamento mais distinto", afirma Eduardo Zylberstajn, economista e coordenador do indicador. Há dois ou três anos, o movimento de alta era predominante entre as regiões pesquisadas, o que não ocorre agora. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos principais mercados imobiliários do País, continuam com alta de preços acima de 1% (pela ordem 1,3% e 1,1% em julho), há casos como o de Belo Horizonte e do Distrito Federal, cujas cotações recuaram novamente, -1,2% e -0,1%, respectivamente.

Os contrastes são ainda maiores no Nordeste. Fortaleza teve a maior variação isolada do índice (+3,4%) e Recife, a menor - uma alta de 0,6.

Na capital paulista a variação foi a menor para o mês de julho da série histórica, iniciada em 2008, mas a pesquisa mostrou grande diferença entre os bairros. "Antes, você observava em São Paulo todos os bairros com alta de preço", diz Zylberstajn. No mês passado, o intervalo entre a maior valorização e a menor foi de mais de 7 pontos porcentuais: alta de 4,5% na região de Raposo Tavares, ante recuo de 3,4% no Jardim Previdência.

Bolha. Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou relatório que apontava os riscos de uma bolha de preços imobiliários no Brasil. O documento alertava para os perigos da expansão acelerada do crédito e também da redução da taxa básica de juros, a Selic, sem que houvesse o alongamento dos prazos dos empréstimos.

"A análise bate com a nossa. A questão chave (da bolha imobiliária) é a sustentabilidade do crédito. Portanto, a gente conclui que enquanto essas condições de crédito vigorarem, não há risco de bolha", diz. Zylberstajn explica que, apesar das variações negativas de um mês para o outro, o movimento não é forte o suficiente para dizer que os preços estão despencando.

O economista sustenta que, mesmo que exista uma reversão das condições de crédito, o impacto não deve tão grande como em outros locais, como os Estados Unidos e países europeus.

O índice FipeZap reúne informações dos preços do metro quadrado dos imóveis usados e novos (exceto lançamentos). As informações são coletadas diariamente em anúncios na internet. Como calcula os preços anunciados, e não os de fato transacionados, ele antevê altas e quedas de preço do valor do metro quadrado dos imóveis.

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Old August 9th, 2012, 07:21 AM   #4189
Fullgencio
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Com crise, Dilma quer reduzir juros para novo patamar histórico

Para interlocutores, a presidente Dilma Rousseff tem enfatizado que vai aproveitar o cenário de agravamento da crise financeira internacional para reduzir a taxa de juros para um novo patamar histórico. Nessas conversas, ela tem dito que não vai perder essa oportunidade para igualar a taxa Selic aos juros cobrados em outros países.

Avaliação feita no núcleo do governo é de que, na crise econômica de 2008, o comando Banco Central foi “tímido” e “cauteloso” ao iniciar o processo de redução da taxa de juros, principalmente porque estava preocupado com a opinião do mercado financeiro.

Dessa vez, ressaltou um ministro, o Banco Central conseguiu se antecipar ao cenário econômico internacional. Há preocupação no Palácio do Planalto com o agravamento e o prolongamento dessa crise, principalmente na Europa. A redução do ritmo de crescimento na China também é outro foco de alerta. E a expectativa é que haja novos ajustes na economia americana depois da eleição presidencial.

Para esse ministro, o cuidado do governo é de evitar que esse cenário chegue ao Brasil em forma de recessão. A fórmula é atrair investimentos, reduzir tributos da folha e diminuir o custo da energia, além da estratégia específica para os juros.

Diante disso, o governo vai reforçar o recado nas negociações com os servidores grevistas: a prioridade é manter o emprego de quem não tem estabilidade. Ou seja, dos trabalhadores da iniciativa privada. Por isso, em momento de crise, os funcionários públicos não podem ser os primeiros da fila na lista de prioridades, ressaltou esse ministro.

Fonte

Apertem os cintos que vem mais aumentos de preços de imóveis por aí...se com SELIC a 8% já não vale mais a pena nenhum investimento de renda fixa, imagina com SELIC a 6%...vai ser uma revoada de especuladores para o mercado imobiário.
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Old August 9th, 2012, 07:23 AM   #4190
Fullgencio
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Da série: Where is the bubble?

SP: preço de imóvel usado sobe 92,84% no primeiro semestre

SÃO PAULO – Os imóveis usados ficaram mais caros nos primeiro semestre de 2012 na capital paulista. De acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta quarta-feira (1), o preço dos imóveis usados subiu 92,84% no período, enquanto o aluguel subiu 66,23%.
“São Paulo tem um déficit de mais de um milhão de moradias, e esta é a razão maior de haver essa pressão permanente que puxa para o alto os aluguéis e os preços dos imóveis usados”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Os imóveis usados com valor superior a R$ 200 mil continuaram sendo os preferidos dos paulistanos no mês de junho, com participação de 75% das vendas.
Quando analisadas as regiões de São Paulo, o maior percentual de vendas foi registrado na Zona C (Butantã, Cambuci, Ipiranga/Museu, Jabaquara, Santo Amaro), com 29,79%, seguido pela zona A (bairros como Brooklin velho, Campo Belo, Pacaembu, Perdizes, Cidade Jardim), com 22,98%.
Na sequência, aparecem a zona E (Campo Limpo, Itaquera, São Miguel Paulista, Pedreira), com 19,15%, Zona D (Bela Vista, Jaçanã e Vila Alpina), com 15,32% e zona B (Aclimação, Alto da Lapa, Sumaré, Granja Viana, Jardim Marajoara), com 12,72%.

Fonte
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Old August 9th, 2012, 03:25 PM   #4191
besantos
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Da série: Where is the bubble?

SP: preço de imóvel usado sobe 92,84% no primeiro semestre

SÃO PAULO – Os imóveis usados ficaram mais caros nos primeiro semestre de 2012 na capital paulista. De acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta quarta-feira (1), o preço dos imóveis usados subiu 92,84% no período, enquanto o aluguel subiu 66,23%.
“São Paulo tem um déficit de mais de um milhão de moradias, e esta é a razão maior de haver essa pressão permanente que puxa para o alto os aluguéis e os preços dos imóveis usados”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Os imóveis usados com valor superior a R$ 200 mil continuaram sendo os preferidos dos paulistanos no mês de junho, com participação de 75% das vendas.
Quando analisadas as regiões de São Paulo, o maior percentual de vendas foi registrado na Zona C (Butantã, Cambuci, Ipiranga/Museu, Jabaquara, Santo Amaro), com 29,79%, seguido pela zona A (bairros como Brooklin velho, Campo Belo, Pacaembu, Perdizes, Cidade Jardim), com 22,98%.
Na sequência, aparecem a zona E (Campo Limpo, Itaquera, São Miguel Paulista, Pedreira), com 19,15%, Zona D (Bela Vista, Jaçanã e Vila Alpina), com 15,32% e zona B (Aclimação, Alto da Lapa, Sumaré, Granja Viana, Jardim Marajoara), com 12,72%.

Fonte
A notícia original diz o seguinte

Quote:
SP: preço de imóvel usado sobe até 92,84% no primeiro semestre
A fonte é o Infomoney (com dados do Creci...)

O que é uma diferença notável de sentido, acho que nao preciso falar de semantica para ninguém.

Mesmo que se trate de área nobre, 100% de valorizaçao em um ano? E nao é bolha?

Tá bom, entao.
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"Quem observa com seriedade descobre que, assim como para a morte, que é difícil, também para o difícil amor não se reconheceu ainda nenhum esclarecimento, nenhuma solução, nem aceno, nem caminho."
- Rainer Maria Rilke
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Old August 9th, 2012, 08:21 PM   #4192
Loro.
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Originally Posted by RoyalLife View Post
Caixa suspende financiamento novo à MRV por trabalho escravo

http://enganadopelabrookfield.com/20...balho-escravo/

Que que isso MRV!

Como se não bastassem os preços abusivos e o acabamento de PÉSSIMA qualidade está usando trabalho escravo.
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Old August 9th, 2012, 11:02 PM   #4193
GMF
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Originally Posted by Fullgencio View Post
Apertem os cintos que vem mais aumentos de preços de imóveis por aí...se com SELIC a 8% já não vale mais a pena nenhum investimento de renda fixa, imagina com SELIC a 6%...vai ser uma revoada de especuladores para o mercado imobiário.
Em Brasília? Onde o preço dos imóveis historicamente é diretamente relacionado aos salários dos servidores públicos?
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Old August 10th, 2012, 05:03 AM   #4194
phmendes
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Entrevista da CBN com Plínio Gonzaga, dono de uma grande imobiliária local. Ele fala da loucura dos tamanhos, que reduziram muito nos últimos anos, e dos preços, que estão estratosféricos. E afirma: vai ter muito apartamento encalhado.

Ver 3a parte da entrevista

http://www.cbncuritiba.com.br/site/t...ntrevista/7657

E em Brasília, o caso é diferente?
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Old August 10th, 2012, 05:34 AM   #4195
FriedrichHayek
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As últimas notícias de São Paulo, pelo contrário, parecem indicar queda nos preços:

Estadão: Venda de imóveis sobe 2,6% no 1º semestre

Segundo Secovi-SP, porém, nos primeiros seis meses do ano, foram lançadas 8,8 mil unidades, queda de 37,2%

As vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista totalizaram 11,9 mil unidades no primeiro semestre, aumento de 2,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados hoje pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Em contrapartida, nos primeiros seis meses do ano, foram lançadas 8,8 mil unidades, queda de 37,2% em comparação com o total de lançamentos no mesmo período de 2011, conforme dados levantados para a pesquisa pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

O montante movimentado com as vendas somou R$ 6 bilhões, recuo de 1,5% na mesma base de comparação. A velocidade das vendas (total de unidades vendidas ante o total ofertado) nos últimos 12 meses encerrados em junho foi de 61,9%, alta de 0,5 ponto porcentual ante o dado de maio.

A redução no volume de lançamentos reflete o ajuste do mercado à demanda, segundo explicou em nota Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP. Ele também apontou que aumentaram as dificuldades para aprovação de novos projetos na capital paulista, devido a fatores como revisão do plano diretor da cidade, burocracia nos processos de licenciamento e falta de clareza da legislação do setor imobiliário. “A persistirem tais situações, poderá haver um desequilíbrio entre oferta e demanda”, alertou.

Projeções

Em junho, as vendas totalizaram 1,8 mil unidades, queda de 32,3% em comparação com o resultado de maio, revertendo a trajetória de crescimento vista nos meses anteriores. Segundo o Secovi, há a percepção de que o mercado está atravessando uma fase de ajustes, mas a tendência é de crescimento da comercialização no decorrer do segundo semestre.

O Secovi espera que as vendas cheguem a 31 mil unidades em 2012, um crescimento de 10% em relação ao volume de 2011. Já os lançamentos devem cair 21%, para 30 mil unidades, sendo que 70% dos projetos devem ser lançados no segundo semestre.



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Um dos comentários do bolhaimobiliaria.com:

Ar Quente disse:
agosto 8th, 2012 at 13:52

Bem observado.A média dos valores foi 4% menor (se minha matemática procede).

m e m’ = média dos preços
v = número de unidades vendidas
t = total movimentado

m.v = t -> m = t / v

m’.(1.026)v = 0.985 t -> aumento de 2.6% nas vendas e redução de 1.5 no total
m’.(1.026)/(0.985) = t / v -> m’.(1.0416) = m
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Old August 10th, 2012, 11:05 PM   #4196
PRTS
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Alguém saberia dizer se o ITBI é cobrado na cessão de direito de um imóvel na planta? O cessionário terá que pagar o ITBI 2x?
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Old August 11th, 2012, 02:03 AM   #4197
Fullgencio
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Originally Posted by FriedrichHayek View Post
Um dos comentários do bolhaimobiliaria.com:

Ar Quente disse:
agosto 8th, 2012 at 13:52

Bem observado.A média dos valores foi 4% menor (se minha matemática procede).

m e m’ = média dos preços
v = número de unidades vendidas
t = total movimentado

m.v = t -> m = t / v

m’.(1.026)v = 0.985 t -> aumento de 2.6% nas vendas e redução de 1.5 no total
m’.(1.026)/(0.985) = t / v -> m’.(1.0416) = m
Esse site bolha imobiliaria continua a se notabilizar pelo excelente conteúdo homorístico. A piada acima se esquece que o que ocorreu em SP é que estão sendo vendidos mais imóveis menores, e, portanto, de preço mais baixo, mas o preço do metro quadrado, continua a subir. Inclusive, SP, como é uma economia mais de iniciativa privada, a contração fiscal do governo central afeta menos os mercados de lá, e é por isso também que é o mercado onde o metro quadrado, no momento, está se valorizando com maior intensidade - maior, inclusive, que o do Rio.

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Alguém saberia dizer se o ITBI é cobrado na cessão de direito de um imóvel na planta? O cessionário terá que pagar o ITBI 2x?
Só na escritura (chaves).
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Old August 11th, 2012, 08:08 AM   #4198
Fullgencio
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Coordenador do Fipe Zap, fala sobre a polêmica, a bolha, e o mercado em geral

Por que os preços dobraram?

Coordenador do FipeZap analisa a alta dos preços de imóveis e responde aos ataques contra a credibilidade do índice

"O comprometimento da renda do trabalhador típico para pagar uma parcela média do financiamento de 1 m² era de 7% [em 2008]. Hoje continua em 7%. A acessibilidade aos imóveis não mudou tanto, foi o crédito que permitiu essa alta’"

"Temos na Fipe [Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas] um indicador que mede o número de meses que o trabalhador típico tem que trabalhar para comprar um metro quadrado. Basicamente, pegamos o preço do metro quadrado médio da cidade e dividimos pela renda mediana daquela cidade. Em 2008, essa razão estava na casa dos três meses e meio em São Paulo. Em 2012, saltou para seis meses."

"mais importante é ver como essa relação evoluiu ao longo do tempo. Se estava em três meses e meio e foi para seis, é porque o preço subiu muito mais do que a renda" (...) "Porém, quando se compara renda com preço, estamos imaginando uma compra à vista, e a grande diferença está no crédito."

"Em 2006, o juro médio para o financiamento imobiliário com recursos livres, segundo dado do Banco Central, era de 20% ao ano. Hoje está em 11%. O prazo médio de financiamento era de três anos e meio. Hoje está em 13 anos."

"Dos 65% da poupança que têm que ser destinados à habitação, 80% vão para imóveis de até R$ 500 mil, por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Sobram 20% dos 65%, ou 13,5% do total da poupança, que são os recursos livres."

"Ou seja, o comprometimento da renda do trabalhador típico para pagar uma parcela média do financiamento de 1 m² era de 7% da renda."

" parcela média hoje fica em torno de R$ 74, e a renda mediana é de R$ 1.096. O comprometimento é o mesmo, mas a pessoa tem que trabalhar por muito mais tempo para comprar um imóvel, porque o prazo explodiu. Existem financiamentos de até 30 anos. Isso nos mostra que a acessibilidade aos imóveis não mudou tanto de 2008 para cá"

"Por isso, também, a resposta para saber se existe bolha ou não é simplesmente entender o que vai acontecer com o crédito imobiliário. Se o crédito secar, a parcela vai ficar mais cara e o preço vai ter que baixar para caber nesses 7% da renda."

"Existem mercados, como o Distrito Federal e alguns bairros do Rio de Janeiro e de São Paulo, em que os preços estão um pouco fora da realidade, mas vão se ajustar. Não é uma bolha generalizada. Pode haver algum ajuste, mas os preços não vão cair 50%."

'Uma coisa importante é que o índice FipeZap mede o aumento do preço por metro quadrado. Se o preço do metro quadrado dobra, mas a área do imóvel construído cai pela metade, o preço que as pessoas vão pagar para morar é o mesmo. E é isso que está acontecendo. A área média dos lançamentos vem caindo significativamente. Não podemos dizer que os compradores de imóvel em São Paulo estão enfrentando um aumento de 140% nos preços, por exemplo. O que aconteceu é uma perda de qualidade no consumo de moradia.
‘As críticas são feitas mas até hoje ninguém veio até aqui e demonstrou que estávamos errados, indicando qual seria o preço médio correto. Para rebater dados, você precisa ter dados também’

"Mas num período de três ou quatro anos eu fico absolutamente confortável em olhar para o preço ofertado"

"O índice de anúncios detectou o estouro da bolha imobiliária espanhola antes do oficial. Quando se coloca as duas curvas juntas, se vê que o índice de anúncios começou a despencar quatro meses antes"

" Todas essas críticas são feitas mas até hoje ninguém veio até aqui e demonstrou que estávamos errados, indicando qual seria o preço médio correto. Para rebater dados, você precisa ter dados também."


Fonte: Revista Construção via Housing Market BR
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Old August 13th, 2012, 06:11 AM   #4199
FriedrichHayek
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Vamos rir mais um pouquinho com outra notícia humorística, também conhecida como "bull trap"?

Jornal Nacional: Mercado imobiliário vive momento de calmaria e beneficia novos compradores


11/08/2012 21h34 - Atualizado em 11/08/2012 21h35

Mercado imobiliário vive momento de calmaria e beneficia novos compradores
Com menos gente comprando, os preços até subiram - mas bem mais devagar.

Depois de um ano de euforia nas vendas e preços nas alturas, o mercado imobiliário vive um momento de calmaria. E quem quer comprar a casa própria pode se beneficiar disso.

Foram cinco anos fazendo a poupança. Thaís juntou dinheiro para dar entrada no primeiro apartamento. No ano passado, com os preços nas nuvens, ela preferiu esperar. Não foi a única. A reação dos consumidores fez diminuir o número de concessões de financiamentos para compra de imóveis: uma redução de 20,5% no primeiro semestre.

“Consumidor realmente ele tá mais atento, ele tá procurando com mais cautela. E as construtoras estão mais atentas para descobrir novos nichos de mercado”, explica Ronaldo Coelho Neto, vice-presidente do Secovi-RJ.

Com menos gente comprando, os preços até subiram - mas bem mais devagar. Entre janeiro e julho deste ano, a alta foi de 8,5% nas sete maiores regiões metropolitanas do país. Metade da escalada do ano passado, quando os imóveis ficaram 17% mais caros. “Aquela situação era fora da realidade, tinha lançamento sendo que era vendido todo no fim de semana, colocava na internet e dois, três dias tinha 10 ligações, isso era fora da realidade”, afirma Eduardo Zylberstajn, economista – Fipe.

Em alguns bairros do Rio e de São Paulo, o preço do metro quadrado chegou a cair. É o caso da Urca, bairro da zona sul do rio que sempre foi muito valorizado pela tranqüilidade e pela vista: um dos cartões-postais da cidade. O preço do metro quadrado baixou quase 1% só no mês de julho. Dá um desconto de oito mil reais num apartamento de cem metros quadrados.

Com os juros mais baixos e os preços mais acomodados, ficou bom para quem, como a Thaís, quer comprar. Ela, que procurava um quarto e sala, já sonha com um futuro mais amplo. Quem sabe um dois quartos caiba no orçamento. “Com um prazo de financiamento legal, os juros mais baixos, então acho que agora é a hora”, diz Thais.
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Old August 13th, 2012, 03:36 PM   #4200
JKBrasilia
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Leiam no site da Exame a matéria de hoje "O que fazer quando seu imóvel encalha".
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