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Old August 10th, 2012, 06:55 PM   #3341
daniel.zs.rj
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http://en.wikipedia.org/wiki/Clearing_(finance)



A Urca é um bairro lindo e bucólico. Acho que a saída é o seu total fechamento para automóveis.

Aí resolve o problema de vagas...
__________________
ESQUEÇA A VELHA REPÚBLICA, A MUDANÇA DO BRASIL JÁ COMEÇOU!
COLABORE COM O PROGRAMA DE GOVERNO DE EDUARDO CAMPOS E MARINA SILVA: http://www.mudandobrasil.com.br/dire...ma-de-governo/
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Old August 10th, 2012, 07:32 PM   #3342
muckie
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Humf... entendi... vlw

Tou imaginando uma linha de VLT pela orla da Urca.. o que estraga mesmo é o transito pesado de onibus e carros pra chegar no Cassino.
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Old August 11th, 2012, 01:03 AM   #3343
rcandre81
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Construção do NCPFI, apoiada pela Fiotec, está em ritmo acelerado
Criado em Segunda, 06 Agosto 2012 15:47



As obras do Novo Centro de Processamento Final (NCPFI) do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) ainda não se iniciaram, mas o projeto de construção está em ritmo acelerado. De acordo com a Assessoria de Comunicação da unidade, o projeto conceitual e básico do NCPFI exige bastante trabalho da equipe, que será ampliada para dar conta das crescentes demandas.

O projeto conceitual foi finalizado em abril, quando o básico foi iniciado, o que não impede que ajustes ainda sejam feitos no primeiro. A previsão é terminar esta etapa em outubro, quando então as atenções se voltarão para o projeto executivo. O início das obras deve acontecer no segundo semestre deste ano com a terraplanagem do terreno de 570 mil m² - localizado em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

Até lá, haverá muito trabalho, segundo o coordenador Maurício Zuma – também diretor executivo da Fiotec. Em entrevista à Assessoria da Comunicação de Bio-Manguinhos, ele afirmou que o projeto é complexo e que diversas ações são realizadas em paralelo. A equipe está em contato com o poder municipal e estadual, concessionárias de serviços públicos e fornecedores.

Ainda segundo Zuma, as empresas que estão desenvolvendo o projeto - a americana IPS e a brasileira SPL - pedem respostas que precisam ser dadas a tempo para não gerar atrasos no cronograma. Nas próximas semanas, haverá rodadas de reuniões com ambas as empresas para discussões e novas definições. O número de documentos, diagramas e desenhos a serem analisados tende a aumentar exponencialmente em breve.

NCPFI

O NCPFI será um moderno centro de biotecnologia no distrito industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O local foi escolhido após prospecções em municípios dos estados do Rio, Ceará e Minas Gerais. O empreendimento permitirá ao Brasil ampliar significativamente o fornecimento de produtos estratégicos para o sistema público de saúde, como vacinas e biofármacos. No novo espaço serão fabricadas 600 milhões de doses de vacina por ano.

*Com informações da Assessoria de Comunicação de Bio-Manguinhos e CCS/Fiocruz

http://www.fiotec.fiocruz.br/institu...id=116&lang=pt

Last edited by rcandre81; August 11th, 2012 at 01:04 AM. Reason: acrescentando data da matéria
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Old August 11th, 2012, 04:21 AM   #3344
pmoretzs
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O que seria clearing? Uma pena a atitude da BOVESPA...
Clearing é o termo que designa operações de liquidação e compensasão de ativos em mercados organizados, como as bolsas de valores.
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Old August 11th, 2012, 02:04 PM   #3345
morioli
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Construção do NCPFI, apoiada pela Fiotec, está em ritmo acelerado
Criado em Segunda, 06 Agosto 2012 15:47





NCPFI


http://www.fiotec.fiocruz.br/institu...id=116&lang=pt
Este centro será fantástico, pena não ter a mesma agilidade de instalação que as empresas privadas.
Vamos ver se começa em 2013.

rcandre, sabe em que terreno do dist. industrial será construído o centro?

Last edited by morioli; August 11th, 2012 at 03:59 PM.
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Old August 11th, 2012, 02:49 PM   #3346
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Sopro de modernidade no Centro do Rio
Além de torres, área degradada ganhará casarões reformados e piscinão contra enchentes


Rogério Daflon
Publicado: 11/08/12 - 7h00
Atualizado: 11/08/12 - 7h00


A fachada espelhada do Centro Empresarial do Senado reflete as construções antigas da área.
Foto: Paula Giolito / O Globo


RIO - A revitalização do Centro vai muito além da Zona Portuária. Ainda este mês ficam prontas duas das quatro torres do Centro Empresarial Senado. O conjunto de torres espelhadas — uma de 20 pavimentos, outra de 18 e duas de 16, interligadas por um átrio — fica no quadrilátero formado pelas ruas do Senado e dos Inválidos, pela Avenida Henrique Valadares e pela Travessa Dídimo. Empreitada de paulistas no coração do Rio — a incorporadora é a WTorre —, o complexo, que vai ser totalmente alugado pela Petrobras, custou R$ 600 milhões. Mas o raio de ação do empreendimento é bem maior. Do total, R$ 48 milhões foram aplicados pela empresa em obras no entorno: 25 edificações históricas, a maioria de estilo eclético, estão sendo reformadas e restauradas. Também foram feitas obras de drenagem nas vias adjacentes. Ao lado dos novos prédios, um piscinão promete absorver a água da chuva, prevenindo as constantes enchentes na região.

Com capacidade para receber dez mil funcionários e uma população flutuante de quatro mil pessoas, o complexo, no entanto, já causa discussões sobre o impacto urbano e arquitetônico no Centro antigo do Rio. Segundo a WTorre, em termos de área construída, trata-se do maior prédio comercial da América Latina, com 186 mil metros quadrados. No subsolo dos prédios foram construídos cinco andares de garagem subterrânea para dois mil carros. Subsecretário municipal de Patrimônio Cultural, o arquiteto Washington Fajardo criticou a opção por uma garagem tão gigantesca.

— Os recursos poderiam ter sido usados numa via que levasse pedestres até o metrô.

Conselheiro do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio, Luiz Fernando Janot diz que uma garagem assim só poderia ter sido construída após estudos muito aprofundados da CET-Rio.

— Os centros históricos do mundo estão restringindo cada vez mais a entrada de carros, mas, no Rio, infelizmente, não há uma política para conter o automóvel em nossa área central.

Projeto é concebido como ‘caleidoscópio’

Em nota, a CET-Rio afirmou que o projeto teve como contrapartida a execução de diversas melhorias na acessibilidade da região, como, por exemplo, intervenções para a transferência da travessia de pedestres em frente à Central do Brasil, além de modificações nas vias e calçadas das ruas dos Inválidos, do Senado, na Avenida Henrique Valadares e na Praça da República.

Arquiteto e historiador, Nireu Cavalcanti também critica a garagem subterrânea e a arquitetura dos novos prédios.

— A reforma e o restauro de 25 edificações naquela área são uma coisa boa, mas o prédio é uma agressão ao ambiente, e a garagem só vai estimular o aumento de fluxo de carros, ao contrário do que ocorre em centros como o da Cidade do México e o de Varsóvia.

Washington Fajardo é outro que elogia a revitalização da área trazida pela obra:

— Se 10% das pessoas que frequentarão o prédio passarem a morar naquela área, o empreendimento levará mais de mil famílias de classe média àquela parte do Centro. É isso que revitaliza uma área — afirma o arquiteto.

Mas ele faz ressalvas ao projeto:

— Em termos de design arquitetônico, a cidade perdeu uma grande oportunidade, pois o prédio não traz qualquer novidade, apenas reproduz o que se faz lá fora.

Edo Rocha, arquiteto que assina o projeto, orgulha-se do fato de sua obra pós-moderna refletir o passado da cidade:

— O projeto foi concebido para ser um caleidoscópio, refletindo as edificações do entorno.

Reforma do primeiro prédio da polícia

As duas últimas torres serão entregues em outubro. Enquanto isso, as obras no entorno estão em ritmo acelerado. Uma delas está praticamente pronta: a da Sociedade Brasileira de Belas Artes, na esquina das ruas do Lavradio e da Relação, talvez a única em estilo neoclássico. Em 1808, o prédio chegou a ser utilizado como Tribunal da Relação. De estilo eclético, o Palácio da Polícia Central, na esquina da Rua da Relação com Inválidos, também está sendo recuperado. Projetado pelo arquiteto Heitor de Melo, o prédio foi o primeiro a ser construído para ser sede da polícia no Rio. Nele também funcionou, a partir da década de 1970, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Além de 18 sobrados de estilo eclético, encontra-se em fase de restauração a Garagem Poula, que, à época do Império, serviu como cocheira do Imperador Pedro I.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/sopro-de...#ixzz23F15xA00
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Old August 11th, 2012, 05:44 PM   #3347
gral_rj
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Originally Posted by morioli View Post
rcandre, sabe em que terreno do dist. industrial será construído o centro?
Eu chuto que vai ser próximo a entrada do distrito na Rio-Santos. Duvido que seja pro lado da Cosigua, Linde e da Usina de Santa Cruz, porque até onde eu sei, aquele lado já está dividido entre estas.
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Old August 11th, 2012, 06:14 PM   #3348
rcandre81
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Eu chuto que vai ser próximo a entrada do distrito na Rio-Santos. Duvido que seja pro lado da Cosigua, Linde e da Usina de Santa Cruz, porque até onde eu sei, aquele lado já está dividido entre estas.


Não sei em que terreno será mas da última vez que passei pelo distrito industrial o terreno marcado em vermelho na foto abaixo estava em fase de terraplanagem. Eu acredito que seja da Rolls Royce já que as obras já se encontram na fase final.

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Old August 11th, 2012, 09:30 PM   #3349
morioli
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Eu chuto que vai ser próximo a entrada do distrito na Rio-Santos. Duvido que seja pro lado da Cosigua, Linde e da Usina de Santa Cruz, porque até onde eu sei, aquele lado já está dividido entre estas.
As margens da BR te um terreno maravilhoso.

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Não sei em que terreno será mas da última vez que passei pelo distrito industrial o terreno marcado em vermelho na foto abaixo estava em fase de terraplanagem. Eu acredito que seja da Rolls Royce já que as obras já se encontram na fase final.
Este que vc fala é da Sicpa, RR é ao lado.
RR esta batendo estacas agora.

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Old August 12th, 2012, 06:09 AM   #3350
Anderson carioca
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Sopro de modernidade no Centro do Rio
Além de torres, área degradada ganhará casarões reformados e piscinão contra enchentes


Rogério Daflon
Publicado: 11/08/12 - 7h00
Atualizado: 11/08/12 - 7h00


A fachada espelhada do Centro Empresarial do Senado reflete as construções antigas da área.
Foto: Paula Giolito / O Globo


RIO - A revitalização do Centro vai muito além da Zona Portuária. Ainda este mês ficam prontas duas das quatro torres do Centro Empresarial Senado. O conjunto de torres espelhadas — uma de 20 pavimentos, outra de 18 e duas de 16, interligadas por um átrio — fica no quadrilátero formado pelas ruas do Senado e dos Inválidos, pela Avenida Henrique Valadares e pela Travessa Dídimo. Empreitada de paulistas no coração do Rio — a incorporadora é a WTorre —, o complexo, que vai ser totalmente alugado pela Petrobras, custou R$ 600 milhões. Mas o raio de ação do empreendimento é bem maior. Do total, R$ 48 milhões foram aplicados pela empresa em obras no entorno: 25 edificações históricas, a maioria de estilo eclético, estão sendo reformadas e restauradas. Também foram feitas obras de drenagem nas vias adjacentes. Ao lado dos novos prédios, um piscinão promete absorver a água da chuva, prevenindo as constantes enchentes na região.

Com capacidade para receber dez mil funcionários e uma população flutuante de quatro mil pessoas, o complexo, no entanto, já causa discussões sobre o impacto urbano e arquitetônico no Centro antigo do Rio. Segundo a WTorre, em termos de área construída, trata-se do maior prédio comercial da América Latina, com 186 mil metros quadrados. No subsolo dos prédios foram construídos cinco andares de garagem subterrânea para dois mil carros. Subsecretário municipal de Patrimônio Cultural, o arquiteto Washington Fajardo criticou a opção por uma garagem tão gigantesca.

— Os recursos poderiam ter sido usados numa via que levasse pedestres até o metrô.

Conselheiro do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio, Luiz Fernando Janot diz que uma garagem assim só poderia ter sido construída após estudos muito aprofundados da CET-Rio.

— Os centros históricos do mundo estão restringindo cada vez mais a entrada de carros, mas, no Rio, infelizmente, não há uma política para conter o automóvel em nossa área central.

Projeto é concebido como ‘caleidoscópio’

Em nota, a CET-Rio afirmou que o projeto teve como contrapartida a execução de diversas melhorias na acessibilidade da região, como, por exemplo, intervenções para a transferência da travessia de pedestres em frente à Central do Brasil, além de modificações nas vias e calçadas das ruas dos Inválidos, do Senado, na Avenida Henrique Valadares e na Praça da República.

Arquiteto e historiador, Nireu Cavalcanti também critica a garagem subterrânea e a arquitetura dos novos prédios.

— A reforma e o restauro de 25 edificações naquela área são uma coisa boa, mas o prédio é uma agressão ao ambiente, e a garagem só vai estimular o aumento de fluxo de carros, ao contrário do que ocorre em centros como o da Cidade do México e o de Varsóvia.

Washington Fajardo é outro que elogia a revitalização da área trazida pela obra:

— Se 10% das pessoas que frequentarão o prédio passarem a morar naquela área, o empreendimento levará mais de mil famílias de classe média àquela parte do Centro. É isso que revitaliza uma área — afirma o arquiteto.

Mas ele faz ressalvas ao projeto:

— Em termos de design arquitetônico, a cidade perdeu uma grande oportunidade, pois o prédio não traz qualquer novidade, apenas reproduz o que se faz lá fora.

Edo Rocha, arquiteto que assina o projeto, orgulha-se do fato de sua obra pós-moderna refletir o passado da cidade:

— O projeto foi concebido para ser um caleidoscópio, refletindo as edificações do entorno.

Reforma do primeiro prédio da polícia

As duas últimas torres serão entregues em outubro. Enquanto isso, as obras no entorno estão em ritmo acelerado. Uma delas está praticamente pronta: a da Sociedade Brasileira de Belas Artes, na esquina das ruas do Lavradio e da Relação, talvez a única em estilo neoclássico. Em 1808, o prédio chegou a ser utilizado como Tribunal da Relação. De estilo eclético, o Palácio da Polícia Central, na esquina da Rua da Relação com Inválidos, também está sendo recuperado. Projetado pelo arquiteto Heitor de Melo, o prédio foi o primeiro a ser construído para ser sede da polícia no Rio. Nele também funcionou, a partir da década de 1970, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Além de 18 sobrados de estilo eclético, encontra-se em fase de restauração a Garagem Poula, que, à época do Império, serviu como cocheira do Imperador Pedro I.

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A reportagem é extremamente interessante e deu várias informações importantes:

- Custo: R$600 milhões. O maior ou um dos maiores investimentos feitos em um empreendimento comercial no Rio;
- Investimento de R$48 milhões em obras do entorno;
- 25 edificações históricas recuperadas!!!;
- Capacidade para receber 10 mil funcionários!;
- 186mil m², o maior prédio comercial da América Latina!!!;
- 5 andares de estacionamento subterrâneo!

De fato o prédio não é nenhuma obra-prima, mas não o considero ruim. Dentre os pontos altos destaco os belos vidros utilizados.
Mas o que mais gostei foi a revitalização dos prédios do entorno, que definitivamente é algo fantástico e será um belissimo legado dessa obra.
Só não dou nota 10 para a reportagem porque não disse que o uso que será feito desses imóveis, o que já foi comprado ou locado...
Anderson carioca no está en línea  
Old August 12th, 2012, 03:03 PM   #3351
pmoretzs
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Cidade das Artes será aberta, quando for, com área de cinema ainda por concluir
Orçada, há quase dez anos, em R$ 80 milhões, construção saiu por R$ 560 milhões


Selma Schmidt
Publicado: 12/08/12 - 6h00
Atualizado: 12/08/12 - 6h00


A Grande Sala, na Cidade das Artes; o teatro tem 1.200 lugares na frente do palco: poltronas tiveram de ser retiradas para revestir o piso.
Foto: Ana Branco / O Globo


RIO - Na confluência das avenidas das Américas e Ayrton Senna, na Barra, 30 operários cuidam dos ajustes — especialmente em instalações elétricas e sistemas de automação — e da limpeza da Cidade das Artes (batizada inicialmente como Cidade da Música). Corrigem eventuais falhas e complementam o que acabou ficando para trás. Presidente da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe), Armando Queiroga, diz que, após a entrega formal pelo consórcio construtor (Andrade Guttierrez/Carioca), a obra entrou na fase de checagem. É Queiroga que anuncia o custo final da polêmica casa de espetáculos, orçada, há quase dez anos, em R$ 80 milhões: em valores corrigidos, a construção saiu por R$ 560 milhões. No fim do governo passado, já tinham sido gastos R$ 431 milhões. Para concluir o serviço, nos últimos dois anos a administração Eduardo Paes desembolsou mais R$ 90 milhões.

Apesar do volume de recursos investidos até agora, uma equipe do GLOBO que visitou a Cidade das Artes, na semana passada, constatou que a organização social (OS) que vencer a licitação para a gestão do lugar ainda encontrará obra por fazer. A área destinada a três salas de cinemas — com um total de 500 cadeiras —, um restaurante e três lojas continuará no osso, sem revestimento de piso, corrimãos em escadas e mobiliário. Nesse caso, o acabamento, informa o secretário municipal de Cultura, Emílio Kalil, não está incluído no contrato com o consórcio. Caberá ao gestor, junto com a prefeitura, realizar uma nova licitação para selecionar a empresa que vai explorar esses espaços.

— O concessionário dará a sua cara ao lugar. Vai, por exemplo, escolher o tom do carpete — afirma Queiroga.

Já o futuro gestor geral da Cidade das Artes terá que sanar problemas relacionados à escolha inadequada de materiais. É o caso dos cabos de aço dos guarda-corpos das rampas de acesso, que, por conta da proximidade do mar, estão oxidados. A ferrugem também é visível nas placas recortadas, fixadas em alguns pontos, para permitir uma visão do andar de baixo.

— Isso é um serviço de manutenção — alega o presidente da RioUrbe.

A abertura dos envelopes dos interessados em gerir todo o complexo está marcada para 21 de setembro. A prefeitura se dispõe a gastar ainda mais com o espaço depois de terceirizado. Pelo edital, se propõe a repassar à OS R$ 48,4 milhões em dois anos (cerca de R$ 2 milhões por mês), arcando com custos de manutenção.

Outras pendências estão na vizinhança. Os tapumes do BRT Transcarioca (Barra-Penha-Aeroporto Tom Jobim) cercam a Cidade das Artes e bloqueiam parte das 738 vagas de estacionamento. Os responsáveis pela construção do corredor expresso para ônibus precisam ainda liberar o mergulhão para pedestres sob a Avenida das Américas, já concluído, que permitirá o acesso à casa de espetáculos daqueles que chegarem de ônibus ao Terminal Alvorada.

O gigante de concreto foi erguido num terreno de 95 mil metros quadrados, no lugar do antigo Cebolão. O prédio tem 87,4 mil metros quadrados de área construída e cinco núcleos. O maior módulo é ocupado pela chamada Grande Sala, que tem 33 metros de pé direito, 1.200 poltronas na frente do palco e outros 400 lugares atrás dele (se o espaço for usado para concertos, balcões de camarotes atrás do palco, com 400 lugares, são posicionados para permitir que um público maior assista ao espetáculo). Para concluir a obra no teatro, conta Queiroga, foi preciso remover até carpete e poltronas:

— O foyer estava acarpetado. Descolamos um pedaço, constatamos que não tinha revestimento embaixo e tivemos que retirar todo o carpete. No teatro, foi a mesma coisa: tivemos de remover todas as poltronas, porque o piso estava sem revestimento. Também não encontramos prontos a acústica, os balcões e o palco.

Mesmo sem plateia atrás, palco é giratório

Num outro módulo, foi concluído um teatro menor, com 456 lugares, voltado para concertos de música de câmara.

— Tivemos que fazer o teto, que é suspenso na laje e todo ondulado, para criar uma situação acústica diferenciada — diz Queiroga, que, junto com Kalil, acompanhou a equipe do GLOBO.

O palco giratório instalado nesse teatro é motivo de critica do secretário de Cultura:

— O projeto tem algumas partes delirantes, de utilização duvidosa. O palco gira, como uma caixinha de música. Mas por que girar se não há poltronas atrás dele? Girar para o nada?

No módulo onde estão os cinemas, Kalil deixa transparecer a pouca utilidade de ter ali uma sala denominada de eletroacústica, que pode ser usada para gravação:

— Essa sala foi toda pensada e projetada para o som eletroacústico. Os penduricalhos no teto não são brincos. São proteção eletroacústica.

Em mais um núcleo que a prefeitura considera pronto estão salas administrativas, dez estúdios e três pequenas salas de ensaio. No quinto módulo, concluído, ficam sete salas de ensaio. A mais ampla, destinada a orquestras, tem uma galeria com 144 lugares, permitindo que os ensaios sejam assistidos por estudantes. Há ainda salas para coro, dança, voz, ensaios parciais (duas) e percussão.

— A sala de percussão parece um bunker — ironiza Kalil.

Uma obra controversa do início ao fim

Projeto: Conhecido internacionalmente, o arquiteto francês Christian de Portzamparc projetou em 2002 o que seria a Cidade da Música. O projeto inicial foi alterado, e sucessivas paralisações aumentaram o custo da obra.

Inauguração: Em meio à polêmica, o então prefeito Cesar Maia decidiu inaugurar o obra, mesmo inacabada, em dezembro de 2009, dias antes de terminar seu mandato.

CPI: Uma comissão parlamentar de inquérito da Câmara dos Vereadores identificou falhas na execução da obra e serviços incompletos.

Retomada: Após auditoria, a atual administração retomou a obra. A auditoria constatou que faltava concluir sistemas de infraestrutura (como distribuição de energia, automação, esgoto e climatização) e que algumas intervenções foram feitas em desacordo com o projeto. Identificou ainda a necessidade de finalizar banheiros e camarins, urbanizar a esplanada e instalar elevadores, escadas rolantes, circuito interno de TV e controles de acesso.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cidade-d...#ixzz23Kv78lBS
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Veja Galeria:
http://oglobo.globo.com/rio/cidade-d...lemica-5743805
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Old August 12th, 2012, 05:39 PM   #3352
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Bolsas | 02/08/2012 13:49

BM&FBovespa alfineta concorrente Direct Edge
"Hoje eles devem estar mais preocupados em olhar o modelo de negócios deles", disse Edemir Pinto


Juliana Schincariol, da REUTERS


Para que possa operar no Brasil, a empresa norte-americana espera que a bolsa paulista ceda seus serviços de clearing

Rio de Janeiro - A Direct Edge não procurou a BM&FBovespa depois de reunião realizada no Rio de Janeiro, em junho, que iniciou as discussões sobre a viabilidade de novas bolsas no Brasil, disse nesta quinta-feira o presidente da bolsa paulista, Edemir Pinto.

Segundo o executivo, não houve mais conversas. "Hoje eles devem estar mais preocupados em olhar o modelo de negócios deles, mas eles não tem nos procurado, não", disse a jornalistas, na sede da Comissão de Valores Mobiliários, no Rio de Janeiro.

Edemir mencionou as perdas de cerca de 450 milhões de dólares por uma falha na execução de ordens de negociação em Nova York, na quarta-feira, em um software da Knight Capital, uma das controladoras da Direct Edge. Para que possa operar no Brasil, a empresa norte-americana espera que a bolsa paulista ceda seus serviços de clearing. A bolsa, no entanto, não tem interesse.

Esse fato de ontem no Estados Unidos, segundo Edemir, "mostra uma participação não regulada com pouca transparência de um mercado completamente fragmentado como é o mercado americano", disse.

"Isso mostra para nós que o Brasil está no caminho certo", completou, referindo-se à regulação brasileira e à indicação de executivos do mercado de capitais, como Ana Novaes, para diretora da CVM e de Leonardo Pereira, da GOL, à presidência da autarquia.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/n...sobre-clearing

A Bovespa bem que tá tendando continuar única no mercado, mas tomara que não consiga.
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Old August 12th, 2012, 06:13 PM   #3353
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Em relação ao Museu da Cidade, achei a nova localização estratégia (perfeita)... vista pro centro e baía, praia particular, sob o Pão de Açucar... e bem central ... que delicia...
Eu só acho que o Cassino da Urca seria um ótimo hotel... E também preferia ele como o IED, mas um museu movimentado está de "bom tamanho".
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Subversividade neural, psicodelia quântica e delírios pitorescos. Por um mundo muito mais Fashion!
http://rodrigo-fashion.blogspot.com.br/


Em busca do metrô perfeito para o Rio de Janeiro e Região Metropolitana.
http://querometro.wordpress.com/
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Old August 12th, 2012, 09:10 PM   #3354
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Muito boa essa matéria sobre a Cidade das Artes. Ela joga luz sobre a aparente falta de interesse do governo Eduardo Paes na sua conclusão ao informar que nos últimos 2 anos foram gastos R$90 milhões para que ela fosse finalmente concluida.
Eu compartilha da mesma opinião que muitos, mas o valor gasto pela prefeitura nele nesses últimos anos é maior do que o investido em qualquer outro aparelho cultural, ou alguém conhece um investimento maior (tirando o Museu do Amanhã) que esse?
Só para efeito de comparação o Centro Cultural João Nogueira custou R$28 milhões e o MAR tem previsão de R$43milhões!!!
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Old August 13th, 2012, 01:35 AM   #3355
Jorge Luís
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O Rio de Janeiro continua lindo =)
em 2016 estarei na Cidade Mais Maravilhosa do Brasil, se Deus quiser

bati algumas fotos do SportvHD e coloquei no face da abertura, quando o Brasil começou a entrar..sei que é coisa de criança...mais quem quiser ver..vou mandar o link e podem add.

Parabéns RIO e parabéns BRASIL

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"Porque tudo que é nascido de DEUS vence o mundo, e esta é a vitória que vence o mundo: A NOSSA FÉ"
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Old August 13th, 2012, 05:30 AM   #3356
Pedro 66
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Onde será a sede física da Direct Edge, no Rio?
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Rio 2016 - A paixão nos une
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Old August 13th, 2012, 05:51 AM   #3357
aleochi
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Também queria saber. Tomara que seja no Centro, apesar de ter cara de Barra...
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Old August 13th, 2012, 04:03 PM   #3358
MAURELIOCOUTO
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De Jardim Botânico a Jardim Pernambuco

O Globo, Joana Dale, 12/ago

O casal Catarina e Pedro Malan costuma ser visto caminhando pelas ruas de paralelepípedo. A família Mariani, do Banco BBM, montou um clube particular com quadra de tênis, campo de futebol, piscina semiolímpica, churrasqueira. Dizem que até Chico Buarque andou procurando uma casa para comprar no Alto Jardim Botânico. Incrustado no Maciço da Tijuca, o alto da vez tem clima pacato, micos passeando pela fiação da rua e vista panorâmica de Lagoa, Praia de Ipanema e Ilhas Cagarras.




Subindo pela Rua Lopes Quintas, a entrada do novo bairro é demarcada por uma cancela na altura da Peri. Cancela esta que passa dia e noite aberta - seguranças contam que após um coronel dar um piti diante da barreira na rua pública, ninguém mais fechou a porteira. A região abrange sete ruas, tem 250 residências (muitas casas, poucos edifícios) e segue até a Joaquim Campos Porto. Na saída, a cancela sobe e desce de duas a três vezes por minuto e só fica aberta quando o braço do segurança cansa. Alguns moradores defendem a instalação de mais cancelas, especialmente na Sara Vilela, rua onde morou Tom Jobim e passagem para a Cachoeira dos Primatas.




- O Alto Jardim Botânico está virando um novo Jardim Pernambuco, só que mais low profile e habitado por gente que curte a natureza - acredita Roberta Damasceno, proprietária da multimarcas Dona Coisa, que mora com o marido, o empresário Luiz Clemente Mariani, numa casa de três andares com vista de cartão-postal.




A comparação com o condomínio do Leblon, formado por 150 mansões às margens do canal da Avenida Visconde de Albuquerque, está dando o que falar, e a valorização da área agita o mercado imobiliário. Nos últimos dois anos, o preço do metro quadrado por lá dobrou: atualmente gira em torno de R$ 15 mil, R$ 20 mil - a média no Jardim Pernambuco é de R$ 25 mil.




- A maior procura não me surpreende. E acho que os preços podem subir ainda mais já que o Alto Jardim Botânico tem mais espaço e vista espetacular - opina o consultor imobiliário Frederido Judice, diretor da Judice & Araújo, especializada no mercado AAA.




A rixa entre o Alto Jardim Botânico e a região do canal do Leblon anda mesmo Acirrada .




- Aqui é muito melhor que o Jardim Pernambuco, onde você abre a janela e está na casa do vizinho. Além disso, não tem os emergentes de lá - compara, cheia de veneno bairrista, uma moradora que prefere não se identificar.




Semana passada, numa volta pelo Alto Jardim Botânico, era possível encontrar seis obras em curso. Casas das décadas de 1940 e 1950 estão sendo compradas, demolidas e, nos terrenos, sobem casas com projetos arquitetônicos arrojados. A oferta, porém, é escassa, a ponto de nem ir para classificados de jornais e sites. Moradores contam que quem chega ao topo não desce mais. Apartamentos e casas à venda pertencem a casais que se separaram, a pessoas que foram morar fora do país ou a um ou outro espólio.




Nascido e criado no Alto Jardim Botânico, o marchand Arnaldo Brenha, de 45 anos, já recebeu um sem-número de corretores interessados em seu imóvel, mas não sai de lá. No máximo, muda de rua. Por quatro décadas, morou num palacete de 2.400 metros quadrados na Inglês de Sousa, onde brincou de bola de gude, colheu jabuticaba e viu o cassino de uma vizinha ser desbaratado pela polícia: a responsável pela jogatina, uma distinta senhora da sociedade, pulou de camisola para seu quintal, ele não esquece. A propriedade foi comprada pela família em 1962 e, há cinco anos, vendida para um alemão.




- Ajudei a aumentar o preço do metro quadrado: a casa da minha família foi avaliada em R$ 5 milhões; vendi por R$ 9 milhões - conta Arnaldo, que hoje mora numa residência de 390 metros quadrados, na Peri. - Do lado direito, meu vizinho é o Pio Borges, ex-presidente do BNDES. Do lado esquerdo, Napoleão Veloso, dono da Garrafeira. É um Country Club nas alturas.




Arnaldo transformou a casa onde mora num antiquário, onde vende vasos de opalina, anjos barrocos e lustres Baccarat. Vários vizinhos compram. E, além de clientes, todos são seus amigos.




- Numa das últimas festas que fiz, ficaram uns 15 seguranças na porta. Eram dos vizinhos. Tivemos que fazer um segundo jantar e servir no portão - lembra Arnaldo, que vê com ressalvas o reforço desse efetivo. - A região sempre foi tranquila. Sei que a cidade mudou, mas não vejo necessidade de blindarem o Alto Jardim Botânico.




O assunto segurança está no topo da lista de prioridades da Associação de Moradores e Amigos do Alto Jardim Botânico (Alto JB). As duas cancelas foram instaladas há três anos para "monitorar o fluxo de veículos" e são operadas por oito vigias que se revezam em turnos. Os 70 associados pagam R$ 500 de mensalidade.




- A ideia é melhorar a segurança como um todo - diz o consultor ambiental Thomas Mariane, diretor da Alto JB, sem dar maiores detalhes.




Moradores das ruas Corcovado e Engenheiro Pena Chaves pediram para fazer parte da Alto JB, mas levaram bola preta. Mesmo sem ostentar o azulejo personalizado da associação no portão, eles consideram-se "sócios" do clube.




- Eu me considero no Alto Jardim Botânico. É uma questão geográfica - afirma a artista plástica Claudia Melli, em seu ateliê na beirinha do Rio Cabeças, na Rua Engenheiro Pena Chaves.





Pouco conhecida pelos cariocas em geral, a Praça Dag Hammarskjöld é o único lugar público de convivência no Alto Jardim Botânico. Só costuma ter movimento lá de manhã, quando as babás levam as crianças para brincar no balanço, no escorrega de madeira reciclada e na casinha de boneca. Cada passo dos pequenos é registrado por câmeras fotográficas que as funcionárias vestidas de branco da cabeça aos pés carregam para cima e para baixo.




- A patroa gosta que eu fotografe a neném todos os dias para ver como a filha está brincando com os amiguinhos - explica a babá Joseclene Silva, de 39 anos, que cuida de uma menina de 1 ano e 4 meses.




Do outro lado da praça, meia dúzia de seguranças de um casarão tomam um cafezinho e jogam conversa fora em volta da garrafa térmica. Ninguém consegue pronunciar o nome da praça mas, ao contrário de alguns moradores, os grandalhões sabem explicar quem foi Dag Hammarskjöld, que tem o nome estampado numa placa retorcida no poste de luz.




- Esse cara ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Li na Wikipedia - conta o segurança Marcos Vinícius Alves, de 46 anos, com um olho no celular e outro no portão da casa dos patrões. - Engraçado que quando a gente procura pelo nome da praça no GPS, aparece escrito Dog em vez de Dag. Acho que é por isso estava aparecendo um monte de gente com cachorro...




A ideia de homenagear o diplomata sueco Dag Hammarskjöld, secretário-geral da ONU de 1953 até 1961, quando morreu num misterioso acidente aéreo, foi do embaixador brasileiro Cyro de Freitas Valle. A praça foi inaugurada nos anos 1960. Contam que fazia calor à beça e, na solenidade, Cyro, que tinha sobrepeso, desmaiou antes de cortar a fita.




Na época da inauguração da praça já existiam boas casas na vizinhança, mas as vias de acesso ainda eram estradinhas de terra. A ocupação da área tem 140 anos, quando a Lopes Quintas foi aberta pelo negociante português Domingos Lopes Quintas, que veio a ser sogro de Oswaldo Cruz. No começo, quando a Lagoa Rodrigo de Freitas ainda era um temido pântano, ninguém dava bola para a região.




- O Alto Jardim Botânico era desvalorizado. As casas boas iam até Botafogo. A região só começou a ser valorizada em 1937, quando o código de obras encerrou as atividades das fábricas da indústria têxtil que funcionavam por ali - conta o historiador Milton Teixeira.




A parte direita do Alto Jardim Botânico pertencia à família de Oswaldo Cruz, e a esquerda, à América Fabril. Filho do sanitarista, Bento Cruz teve duas filhas: Heloísa, que se casou com Roberto Marinho de Azevedo, e Ana Maria, que se casou com João Penido. Nos anos 1950 e 1960, a família Penido ganhou a concessão para explorar uma pedreira na área, e faturou um bocado abastecendo o mercado de construção civil de Botafogo e Copacabana. A partir da década de 1980, os Penido perderam a majestade quando venderam boa parte das terras para os Mariani. A família baiana tem atualmente 18 casas na região, além do "clube".




- O Alto Jardim Botânico começou com a construção de casas de famílias tradicionais do Rio, como Oswaldo Cruz e Paula Machado. O mundo mudou, o dinheiro mudou de mãos. E, de 2008 para cá, foi descoberto pela nova geração do mercado financeiro, que passou a comprar terrenos de casas antigas para construir mansões. Para onde mais essas pessoas poderiam ir na Zona Sul? Aqui é exclusivo como o Jardim Pernambuco e bem mais sossegado - analisa o economista João Penido, de 60 anos, bisneto de Oswaldo Cruz, que mora metade do ano em Nova York e a outra metade numa casa na Rua Peri.




Apartamentos são vendidos por R$ 7 milhões




Recentemente, João Penido e as irmãs venderam um terreno de sete mil metros quadrados, onde ficavam as duas quadras de tênis da família, na Corcovado, para as incorporadoras PDG e Latini Bertoletti. Ao lado de um centro espírita pouco movimentado ("A casa não atrai muita gente porque não conversamos com nenhum espírito, só cantamos música lírica", explica uma funcionária), tratores e escavadeiras preparam o lugar onde serão erguidos dois prédios, cada um com oito apartamentos de 350 metros quadrados. Todos foram vendidos em um mês, por R$ 7 milhões a unidade.




- O Alto Jardim Botânico transformou-se no novo polo de atenção da classe AAA. Ipanema e Leblon estão com preços na estratosfera e quem tem dinheiro hoje se identifica com o estilo de vida do Jardim Botânico, onde todo mundo passeia de bicicleta até a Vista Chinesa e frequenta o comércio descolado do comecinho da Lopes Quintas - diz Joaquim Pedro Bertoletti, sócio-diretor da Latini Bertoletti.




Antes ocupado por um pé-sujo, um açougue e um pet shop, o Baixo Jardim Botânico começou a ganhar atrativos mais charmosos há cinco anos. Ninguém acreditava que a Dona Coisa daria certo, mas de lá para cá a multimarcas de luxo de Roberta Damasceno só cresceu (há meses passou a abrigar a loja conceito da Phebo). E ganhou vizinhos como o Atelier Clementina, de Helen Pomposelli; a loja de objetos de design Gabinete, de Duilio Sartore; o restaurante Lorenzo; e o empório Casa Carandaí, do casal Nick Cartolano e Janjão Garcia. Os moradores do Alto Jardim Botânico costumam descer a pé para fazer compras e, depois, chamam o motorista ou um táxi para voltar para casa.




- O comércio funciona em função dos moradores do Alto. Aqui, aceita-se fiado numa boa - conta Janjão, entusiasta da história da sociedade carioca. - Os Mariani estão para o Alto Jardim Botânico assim como os Monteiro de Carvalho para Santa Teresa e os Gouvea Vieira para o Humaitá. É a transferência do regime feudal para o convívio urbano.




Em breve, a galeria de arte Lurixs, de Ricardo Rego, vai se mudar de Botafogo para o Baixo Jardim Botânico e incrementar o roteiro. Há 15 anos, Lopes Quintas e adjacências integram o roteiro do Circuito das Artes do Jardim Botânico, que tem alguns de seus ateliês localizados nas ruas do Alto e este ano acontece nos próximos dias 18, 19, 25 e 26. Em tempo: terapeutas, massagistas, psicólogos e ateliês são tolerados pela turma da associação de moradores, que já precisou recorrer à prefeitura para fechar estabelecimentos comercias mais robustos que tentaram se instalar em seus domínios.




Entre um ateliê e outro, pode-se esbarrar com Camila Pitanga, Lilia Cabral, Renata Sorrah, José Wilker, Pedro Bial, Fernanda Abreu. A lista de moradores famosos é extensa.




- A classe artística gosta do Alto Jardim Botânico. É o clássico clima de paz e amor - opina o consultor imobiliário Alexandre Horta, diretor da Julio Bogoricin do Jardim Botânico.




A imobiliária está vendendo uma casa na Inglês de Sousa de 180 metros quadrados por R$ 1,7 milhão. O imóvel pertenceu a uma senhora portuguesa, que tirava manchas de toalhas de linho como ninguém. É a menor casa da região, "uma das últimas resistentes à chegada dos magnatas", como diz um dos vigias da rua. Os seguranças, aliás, têm rotina pacata. Mas sábado à noite dobram o turno para organizar o estacionamento de carros de convidados dos moradores, que costumam dar festas e jantares. Contam que a casa de Aldo Floris, um dos acionistas da Light, tem até gerador para evitar contratempos. Mas raramente falta luz por lá. Quando tem apagão, os técnicos resolvem tudo em poucos minutos.

http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=49527
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Old August 13th, 2012, 04:04 PM   #3359
MAURELIOCOUTO
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A Urca em aquarela

O Globo, Karine Tavares, 12/ago

De carro, bicicleta ou a pé, não importa. Basta virar na Avenida Pasteur que o clima parece mudar. Ali, naquele pedacinho de Rio onde começa um dos mais charmosos bairros da cidade, a imponência dos prédios da UFRJ, do Instituto Benjamin Constant e do Museu da Ciência da Terra, em sequência, parece preparar o visitante (mesmo o carioca) para uma volta à tranquilidade passada. E ela começa logo adiante, assim que se vira à esquerda, na Rua Ramon Franco. Pois é esse passeio pelas ruelas internas e avenidas à beira-mar da Urca que o arquiteto, artista plástico e morador do bairro Ivonesyo Ramos propõe no livro "Urca - água e cor por todos os lados", que ele prepara com suas aquarelas de recantos bucólicos, prédios históricos e casinhas coloridas de estilos diversos.




Do castelinho normando da década de 1930, na Avenida São Sebastião, ao prédio do rei Roberto Carlos, na Avenida Portugal, passando pelas casas com inspiração no estilo português e os edifícios art déco, nada deve ficar de fora desse levantamento informal e colorido feito por Ramos. Ora detalhadas, ora abstratas, também estarão lá as paisagens famosas, com vistas diversas para o Pão de Açúcar e o mar, o Forte São João, a mureta e seus pescadores e bebedores do Bar Urca.




- Mas eu não pretendo ser didático. Quero passar todas as informações, tanto nas imagens quanto no texto, com a mesma poesia que a Urca tem - acentua o artista plástico.




Para isso, o livro vai lembrar algumas das histórias que dão à Urca sua aura de encantamento à primeira vista. Uma delas, a construção do prédio do Cassino, em 1922, à beira-mar nos moldes europeus para abrigar o Hotel Balneário e mais tarde seus anos de glamour, decadência e polêmicas.




- Como morador, sei que o bairro tem problemas. Mas é impossível entrar aqui e não se encantar. Acho que isso acontece não só pela beleza natural do bairro, mas também por suas características urbanas como os muros baixinhos que parecem aumentar a rua e tiram da gente aquela sensação de enclausuramento comum em outros bairros da cidade - analisa o artista.




Privilégio só conquistado graças a uma briga que foi comprada por seus moradores em 1978. Na época, eles conseguiram que a prefeitura fizesse o seu primeiro projeto de estruturação urbana, o PEU 01. Em vigor até hoje, a norma estabelece gabarito de cinco pavimentos nas áreas afastadas das divisas e de dois pavimentos nos terrenos que tenham até 360 metros quadrados (a maioria no bairro).




- Isso permitiu que a Urca se mantivesse bucólica - explica o arquiteto e professor da UFRJ Luiz Fernando Janot.




O predomínio do art déco nas casas antigas




Mas não impediu que as construções fossem sendo descaracterizadas ao longo dos anos, por reformas que não obedeciam às características de seus estilos originais. Com isso, o que se vê hoje, quase sempre, são casas com inspiração em determinados estilos.




Os principais são o normando, com seus telhados pontudos e a madeira aparente nas fachadas brancas; o estilo chalé, com tijolos aparentes e telhados inclinados; além do português, com seu pé-direito baixinho.




- Acho que só os edifícios art déco da década de 1930 resistiram. As outras construções foram sendo modificadas por seus proprietários, como os militares naquela parte mais próxima ao Forte, e pelos empresários, que, a partir da década de 1930, começaram a procurar o bairro, fugindo do crescimento de Copacabana - conclui Janot.




Foi naquela época, aliás, que o bairro - que nasceu no início da década de 1920 com o aterramento de parte da Baía de Guanabara, feito com terra que veio do desmonte do Morro do Castelo - começou a atrair os olhares da elite carioca de então. A expansão seguiu forte até 1950. Dez anos mais tarde, começaram a surgir os primeiros prédios, principalmente na região da Pasteur e do Quadrado da Urca, onde há até um exemplar modernista (hoje em reforma). Exatamente onde Ivonesyo vai terminar seu passeio via aquarela.


http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=49528
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Old August 13th, 2012, 09:31 PM   #3360
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O Rio vai ter que aturar muito disso até 2016.

Olha o título sensacionalista da reportagem.

Para usuários, sistema de ônibus 'olímpico' do Rio já está lotado



http://www1.folha.uol.com.br/bbc/113...a-lotado.shtml
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