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InícioReportagem
Operação "Cazenga Tranquilo" desmantelou redes criminosas André da Costa | - 14 de Julho, 2012 A Polícia Nacional deteve 54 marginais implicados em crimes graves e apreendeu 20 viaturas, durante a operação “Cazenga Tranquila” realizada de madrugada no município do Cazenga, que foi acompanhada pelo ministro do Interior, Sebastião Martins. A noite está fria e cai um cacimbo miudinho que penetra nos ossos. Na parada da Polícia Montada, milhares de efectivos estão a receber instruções sobre uma operação em algumas áreas do unicípio do Cazenga. São mais de mil efectivos de várias especialidades: Trânsito, Guarda Fronteira, Ordem pública, Polícia de Intervenção Rápida, Brigada Anti Crime, Direcção Nacional de Viação e Trânsito e Polícia Militar. Os efectivos vão ser transportados em 83 viaturas ligeiras e camiões. Além dos homens também participam cavalos e cães. O segundo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário chefe Paulo de Almeida, informou o ministro do Interior dos objectivos da operação. A acção policial durou toda a madrugada e foi acompanhada de perto pelo ministro do interior, Sebastião Martins, pelo comandante-geral da Polícia Nacional Ambrósio de Lemos e a comandante provincial de Luanda, Elisabete Ranque Franque. O segundo comandante-geral da Polícia Nacional e coordenador da operação, comissário chefe Paulo de Almeida, explicou que a operação visa baixar os índices de criminalidade em áreas consideradas de risco como Calawenda, Terra Vermelha, Curtume, Angolano Vala, Mabor, área da sonef, numa extensão de 15 quilómetros, habitada por 593 mil habitantes. O desmantelamento de redes de criminosos, a detenção de indivíduos que praticam assaltos em residências, homicídios voluntários, roubos e a apreensão de viaturas roubadas faziam parte dos objectivos traçados pelo comando-geral da Polícia Nacional. A missão serviu também para devolver o sentimento de segurança aos cidadãos. O comissário chefe Paulo de Almeida explicou que as áreas seleccionadas para a operação são férteis em crimes. A operação visou deter grupos de marginais e posse ilegal de armas de fogo.
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19 de Julho, 2012
As maravilhas da medicina tradicional ![]() Domiana N'jila A medicina tradicional é eficaz na cura de muitas doenças físicas e mentais. Resulta da combinação de conhecimentos, habilidades e práticas baseadas em teorias, crenças e experiências usadas para prevenção, diagnóstico e tratamento. O terapeuta tradicional é reconhecido pela sua comunidade por ser competente para prestar cuidados de saúde, baseados nos conhecimentos tradicionais, sejam eles religiosos culturais ou sociais, e que visam o bem-estar mental, físico e social. Maria dos Santos, 59 anos, vende medicamentos naturais no mercado dos Congoleses, antigo Caputo, desde 2007. Fornece aos clientes desde cola, gengibre, pele de jacaré, diala miango, raiz de coqueiro e outros remédios usados na medicina tradicional. A vendedora diz que a pele de jacaré serve para curar doenças dos brônquios: “a pele é assada no carvão, depois pisa-se no pilão. O pó resultante põe-se num copo com água e dá-se a mistura a beber aos bebés e adultos que tenham problemas dos brônquios. O medicamento deve ser tomado duas vezes por dia, de manhã e à noite”. Mas Maria dos Santos sabe mais: “a junção da raiz do coqueiro com dicaxi cura o paludismo. Juntam-se as duas raízes numa cafeteira, deixa-se ferver e depois os doentes bebem o chá até ficarem bons”. O brututu cura a biliose. O chá é feito com dicaxi e raiz de coqueiro. A mandioca macho também é usada numa mistura com “diala miango” para dar potência sexual aos homens. Colocam-se as raízes na água. O “doente” depois bebe a infusão e mastiga a mandioca. Maria dos Santos diz que é infalível. A raiz “ngadiola” (parece um feijão grande) serve para curar a febre tifóide: “tem de se mastigar um por dia, até passar a doença”. A vendedora disse ainda que estes medicamentos são bons e se forem bem usados dão excelentes resultados. Atenção! Alguns medicamentos naturais não podem ser misturados com remédios químicos ou bebidas alcoólicas. Jorgina Afonso, 25 anos, trabalha com a avó no mercado dos Congoleses há dois e colhe a sua experiência todos os dias. Desde que tomou contacto com os remédios tradicionais já consegue receitar as doses aos doentes. Lamparina mágica “Esta lamparina serve para fazer fumaça e expulsa os maus espíritos de casa. Esta pedra brilhante ou dilingonde, combate o mau-olhado e anula o veneno”, explicou Jorgina Afonso. No mercado de São Paulo, antigo Chamavo, o cenário é idêntico. A venda de plantas medicinais dá o sustento a muitas famílias. Os doentes não se queixam e muitos comprovaram que os “milongos” curam mesmo. Teresa Teixeira, 52 anos, há 25 que trabalha no mercado de São Paulo: “trabalho desde muito jovem com plantas medicinais, foram os meus avós que me ensinaram e sempre resultou. O nosso desejo é mesmo fazer uma parceria com o Executivo, para adquirirmos mais conhecimentos e aprendermos a dosear a medicação” disse. A vendedora reforçou: “os nossos pais sempre que ficávamos doentes tratavam-nos com plantas”. Teresa Teixeira diz que se alguém parte a perna ou um braço “não é necessário ir ao hospital, põe-se a casca de mucumbi no local da fractura e passados alguns dias a pessoa fica boa”, reforçou. Trabalhar o íntimo “A medicina tradicional é diferente do espiritismo, que trabalha mais o íntimo. O psicológico vem dos nossos antepassados. Para saber se alguém está possuído de um espírito maligno tem de passar por rituais. Alguns kalundus só saem por acção de grandes mestres. É difícil acalmar certos espíritos, por que podem ser dos avós, bisavós, tios e outros parentes directos do doente”, afirmou. A vendedora, 52 anos, disse que quando os espíritos aparecem (sobem) pedem o que for necessário para ser feito o tratamento: “carvão podem ser dois sacos, batuque, esteira e chifre de boi. Daí começa-se a tocar o batuque e o chifre de boi. A pessoa possuída pelos espíritos mergulha no fogo feito com dois sacos de carvão até os kalundus subirem e pedirem o necessário para o tratamento. Se o doente sair da fogueira sem queimaduras quer dizer que o espírito é verdadeiro, senão é falso”. Teresa Teixeira disse também que os santos têm a ver com a kianda: “há alguns que se misturam com os kalundus, mas é raro. Existem os santos da água e da igreja, tudo começa pelos sonhos e termina sempre na água”. Também há crianças doentes com “mondona” e passam mal: “é quando o pai ou a mãe abandonam os filhos e eles só querem o cheiro dos pais. Então damos a roupa às crianças para sentirem o cheiro”. Com medicamentos naturais são tratadas doenças como a meningite: “é tratada com unhas de pássaro (orococo) golpeia-se o dedo do bebé corta-se um pouco a unha do pássaro e faz-se o trabalho”. Atenção aos doentes com ácido úrico ou gota: “o doente não pode comer feijão, galinha e ovo. O tratamento é fácil, golpeia-se o dedo do doente corta-se a galinha na pata. Une-se o sangue dos dois”. Santa Luzia, 44 anos, disse ao Jornal de Angola que desde criança trabalha com remédios tradicionais. “Sou herdeira da minha mãe, é um dom de família. Aqui neste mercado vendo de tudo desde peles de animais, tubérculos, folhas de plantas medicinas, caveiras de macaco, cada um tem o seu fim”, afirmou. A vendedora disse: “se pudermos associar-nos e trabalhar com o Executivo a favor da boa saúde da população vai ser uma alegria porque há doenças que só o ramo da medicina tradicional pode tratar”. A pele de jibóia fervida serve para partos difíceis. A pele de macaco cozida ou moída combate vertigens e tonturas. Os pelos de coelho curam queimaduras. A terra do morro de salalé serve para fechar a cabeça aberta em bebés recém-nascidos. Caveira de macaco cura cabeça aberta. Chifre de boi chama os espíritos na hora do chinguilamento. As tripas da jibóia e a coluna vertebral servem para tratar a mulher que não consegue dar à luz, ajudam a expulsar o feto. As penas de pássaros, galos, galinhas e patos usam-se para dar banho de chinguilamento. Unha de águia combate o mau-olhado, a gota e os bebés que se assustam de noite “não se assustam mais”. As missangas são boas para rituais espiritistas e as vassouras de mateba servem para tirar o mau-olhado do corpo. Medicina natural A medicina natural ganhou espaço na sociedade angolana e hoje ocupa um lugar de destaque. A ervanária Xandala é antiga no tratamento com plantas medicinais em Angola. Com 44 mil clientes, a ervanária Xandala está aliada à Associação dos Centros e Ervanárias de Medicina Natural (MENA), que também trabalha no ramo. Morina de Sousa, terapeuta, há dez anos trocou a medicina convencional pela natural por acreditar que desta forma salva mais vidas. Os doentes que procuram esta parte da medicina tradicional recebem uma orientação sobre a medicação e a alimentação ou como devem viver em sociedade para evitar determinadas doenças: “o paciente tem de ter consciência do tratamento que está a fazer, porque se não cumprir com a medicação não tem como obter resultados positivos, por isso toda a cura depende da fidelidade do paciente durante o tratamento” disse a terapeuta. A medicina natural tem a sua parte química e por isso, ao ser feita a medicação, deve-se ter cuidado com o tempo que é dado pelo terapeuta para tomar os chás e xaropes. A ervanária Xandala tem uma horta na Funda onde faz a colheita, secagem e embalagem de alguns medicamentos: “os nossos produtos são feitos por nós” afirmou Morina de Sousa. Função dos medicamentos Uma papa de folhas, sementes, ginguba e fuba de milho serve para defender o organismo porque actua como vitamina. O sisal serve para tratar doenças como o paludismo e a febre tifóide. Amoreiras utilizam-se para gargarejos, inflamações nas amígdalas, dor de dentes e de garganta, vermes, feridas, diabetes e dor de bexiga. A folha da bananeira é utilizada para banhos, úlceras, azia, asma e tosse rebelde. O manjericão alivia as dores intestinais e de estômago, é tónico e estanca o sangue. O vinagre de maçã baixa o colesterol, combate a artrite, a azia, o reumatismo, a dor de bexiga. Paulo Kapela tem larga experiência no campo da medicina tradicional: “vem dos nossos antepassados, os pais passam testemunho de geração em geração. Eu aprendi tudo o que sei com os meus avós e pelos caminhos que percorri n no Congo Democrático, Congo Brazaville e Maquela do Zombo”, afirmou. Opinião do público Joaquina Gomes, funcionária pública, acha importante o Executivo trabalhar com os terapeutas tradicionais e ervanários porque “se serve para salvar vidas então é bem-vindo, muitos ao irem aos hospitais não são curados e vão aos médicos tradicionais ou ervanárias e são curados. Tenho uma irmã que não conseguimos tratá-la no hospital, levámo-la a uma ervanária e ficou curada”. Sérgio Quintas, vendedor ambulante, disse “há muito preconceito por parte da população, nós no mato nunca tomamos remédios, só ervas que os nossos avós iam buscar na mata e depois de preparar davam-nos a beber e ficávamos curados”, afirmou. Tânia Silva, funcionária pública, afirmou que é louvável o Executivo trabalhar com pessoas que conhecem a fundo a medicina tradicional para a*poiar os hospitais quan*do não puderem dar resposta a certas doenças”. http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/a...na_tradicional
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Menongue
Sábado,
21 de Julho 2012 22:42 Violência doméstica provoca instabilidade Jornalistas dos órgãos da comunicação social pública na província do Kuando-Kubango participaram numa formação na quinta-feira, na cidade de Menongue, que abordou questões relacionadas com a violência doméstica, promovida pelo Fórum de Mulheres Jornalistas para Igualdade de Género. A acção formativa teve, entre outros, o objectivo de recolher subsídios para a criação de um manual sobre violência doméstica, assente nos trabalhos jornalísticos publicados sobre esta questão em todo o país, analisar aspectos de ética e deontologia profissional, e sensibilizar os jornalistas para esta temática. A coordenadora do Fórum de Mulheres Jornalistas para Igualdade de Género, Maria Guedes Ribeiro, defendeu a necessidade dos profissionais da comunicação social abordarem as matérias sobre violência doméstica de forma específica, com o intuito de ajudar a desencorajar as pessoas que ainda cometem esses actos. Ao lamentar o facto de serem ainda muitas as pessoas que desconhecem o conteúdo da Lei Contra a Violência Doméstica, que estabelece a protecção e assistência às vítimas, Maria Guedes Ribeiro lançou o desafio aos jornalistas de divulgarem mais matérias que ajudem a população a entender e a dar importância à lei, pela qual tanto se lutou para que fosse aprovada pela Assembleia Nacional. O vice-governador do Kuando-Kubango para o sector político e social, Pedro Camelo, considerou que a violência doméstica deve ser combatida, porque está na origem da desestruturação e instabilidade emocional de muitas famílias e, consequentemente, da sociedade. Além disso, recordou que se considera violência doméstica qualquer acto que inflija sofrimento físico, psicológico, verbal, sexual, patrimonial e abandono familiar, através de ameaças, agressões e mentiras. A igualdade de género e a luta contra a violência doméstica são preocupações do Executivo, não só por ser necessário conferir maior dignidade às mulheres, mas também para a construção de uma sociedade mais edificada sem violência, onde todos possam viver em harmonia e com estabilidade familiar, concluiu o governador. http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/v..._instabilidade
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05 de Julho, 2012
Pessoas com deficiência têm lugar na sociedade César André A aprovação da Política Nacional de Pessoas com Deficiência melhora as condições e qualidade de vida dos deficientes e promove a sua participação na sociedade. O pleno exercício dos direitos básicos e de cidadania propicia aos deficientes a sua realização pessoal e bem-estar social e económico. O diploma aprovado na Assembleia Nacional mudou o seu quotidiano. Responsáveis de várias associações de pessoas com deficiência, contactadas pelo Jornal de Angola, estão satisfeitos pelo facto do Executivo ter tomado a iniciativa legislativa e ter sido aprovada no Parlamento. O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), Silva Lopes Etiambulo, congratulou-se com o gesto do Executivo, e disse que a nova lei vai ajudar muito a vida das pessoas que lidam com a deficiência. A aprovação do diploma legal, disse, mostra que o Executivo está preocupado com a situação das pessoas com deficiência. Silva Lopes Etiambulo louvou os esforços do Ministério da Assistência e Reinserção Social que apresentou a proposta ao Chefe do Executivo e promoveu a aprovação e entrada em vigor do diploma. O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola disse ainda que com aprovação da lei, o país está em condições de melhorar a situação social e económica das pessoas com deficiência. Silva Etiamulo espera que a aprovação da lei traga resultados positivos, na medida em que muitas pessoas com deficiência vivem num estado de extrema pobreza. “A aprovação da Política Nacional da Pessoa com Deficiência é um grande ganho para nós e um alívio para as instituições que lidam com a problemática das pessoas com deficiência”. Divulgação da Lei O presidente da Associação Nacional dos Surdos de Angola (ANSA), José Gomes Ramos, disse que a nova lei vai contribuir para resolver muitos problemas das pessoas com deficiência. Defendeu a necessidade das organizações que trabalham com pessoas com deficiência discutirem e divulgarem o novo diploma aos seus associados para melhor compreenderem os propósitos da política nacional para a pessoa portadora de deficiência. O presidente da Associação Nacional dos Surdos de Angola alertou para a necessidade dos serviços públicos porem em prática tudo que está estipulado no diploma. José Gomes Ramos entende que o diploma permite criar mecanismos e uma salutar convivência na solução de problemas que afectam os deficientes. O presidente da Associação Nacional dos Surdos de Angola referiu que o diploma vai também permitir a diminuição dos obstáculos que as pessoas com deficiência enfrentam diariamente. O presidente da Associação de Comerciantes e Ambulantes de Pessoas com Deficiência, Pedro Miguel Matos, considerou “muito importante” a iniciativa do Executivo e defendeu a necessidade de serem respeitadas as questões contidas no diploma. Pedro Miguel Matos lembrou que não basta o Executivo aprovar leis e depois ficar tudo na mesma. Os serviços públicos têm que aplicar a lei. Para o secretário para cooperação da Associação Angolana dos Deficientes ex-Militares (AMMIGA), André Hossi, a definição da Política Nacional de Pessoas com Deficiência é um grande ganho e a aprovação da lei vai mudar a vida dos deficientes: “o diploma legal vai dar um grande contributo na melhoria das condições dos deficientes no seu todo”. Participação dos deficientes Ivo de Jesus, representante da Liga de Apoio e Reintegração das Pessoas com Deficiência (LARDEF), lembrou que a aprovação da política nacional marca o início de uma nova era em termos de intervenção do Executivo no apoio as pessoas com deficiência. “Todos os diplomas, feitos com o intuito de contribuir para a melhoria da vida das pessoas com deficiência, são iniciativas louváveis”, disse. Acrescentou que a Liga de Apoio e Reintegração das Pessoas com Deficiência está disposta a dar contribuições ao Executivo na elaboração de políticas para as pessoas deficientes. Afirmou ainda que todos os documentos produzidos por instituições internacionais, aconselham os Estados e governos a promoverem a participação das pessoas com deficiência, na elaboração de políticas e na monitorização e avaliação dessas políticas. Ivo de Jesus recordou que isto aconteceu com a Convenção Internacional, com o Plano de Acção Mundial das Nações Unidas e com a Década Africana, este último promovido pela União Africana. “Moçambique quando elaborou a sua lei nacional das pessoas com deficiência convidou os parceiros sociais, entre os quais uma Organização Não Governamental angolana”, exemplificou. Ivo de Jesus defendeu que o Executivo, a partir de agora, deve promover a participação das pessoas com deficiência para que elas percebam que as leis lhes pertencem. “Esta Política Nacional deve ser do domínio, não só das pessoas com deficiência, mas também daqueles que não são, porque são estes que mais criam poblemas aos deficientes todos os dias”, disse Ivo de Jesus. Política Nacional O diploma legal criado pelo Decreto Presidencial tem como principal objectivo promover a igualdade de oportunidades que assegurem a participação plena da pessoa com deficiência na sociedade e assegurar o acesso e a permanência dessas pessoas em todos os serviços oferecidos à comunidade. Um outro objectivo do documento ora aprovado é definir as estratégias sectoriais para o enquadramento das necessidades específicas das crianças e das mulheres com deficiência. Garantir a adopção de medidas preventivas, que visam impedir o surgimento ou agravamento da deficiência e das suas consequências, promover uma sociedade inclusiva, através da eliminação de barreiras, assegurar a plena integração de pessoas com deficiência no contexto socioeconómico e cultural, são igualmente objectivos do diploma. Promover e apoiar a formação específica de profissionais para o adequado e eficiente atendimento às pessoas com deficiência na prevenção, tratamento, habitação, reabilitação e integração, são igualmente objectivos do diploma. No âmbito da educação e ensino, cabe ao Executivo a assegurar a educação regular e profissional para a pessoa com deficiência nos níveis básicos, médios e superior, em escolas regulares, do ensino especial, universidades, e nos ambientes de trabalho. No domínio da saúde, o Executivo adopta medidas específicas para assegurar os cuidados de promoção e vigilância da saúde, o despiste e o diagnóstico, a estimulação precoce do tratamento e reabilitação médica fundamental da pessoa com deficiência. Em relação à Justiça, a nova lei refere que cabe o Executivo ratificar as convenções internacionais sobre a problemática da pessoa com deficiência, criminalização de todas as práticas discriminatórias contra essas pessoas e a fiscalização do cumprimento das normas. No que diz respeito à assistência e apoio familiar, o diploma legal salienta que o Executivo deve assegurar ajuda técnica e dispositivos de compensação indispensáveis à mobilidade, orientação e autonomia da pessoa com deficiência. http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/p...r_na_sociedade
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26 de Julho, 2012
Jovens na luta contra a droga Rodrigues Cambala Todos os dias três a cinco pessoas procuram a Remar para encontrar restauração espiritual, física, psíquica, profissional e familiar. Homens e mulheres, num número superior a 400, estão nos centros da instituição religiosa a lutar para deixar o flagelo das drogas, a prostituição e delinquência, para melhorarem as suas vidas. As visitas são comunicadas com antecedência e têm dias e horas marcadas. Um portão comprido e largo de cor verde abriu-se, um funcionário da Remar, centro de reabilitação de toxicodependentes interpelou-nos para saber qual era o nosso objectivo. Do átrio vemos vários pavilhões, uns ainda em construção. O centro vai, em breve, receber toxicodependentes que estão nas várias casas em Luanda, Benguela e Porto Amboim. Hugo Pires, 35 anos, está há um ano no centro de reabilitação de toxicodependentes da Remar. Já esteve no centro da Catumbela, a seu pedido, porque “queria evitar proximidade com algumas influências negativas”. Ficou oito meses no centro para evitar tentações durante o período de recuperação, que deve durar, no mínimo, um ano. Já em Luanda há quatro meses, a vida de Hugo teve mudanças significativas. Deixou de consumir drogas. Mas Hugo Pires vai mais longe e explica que não entrou no mundo das drogas em Angola. Natural de Luanda, o jovem emigrou no princípio da década de 90 para Portugal, onde, ainda adolescente, aos 14 anos, permaneceu alguns anos. O seu regresso foi há sete anos, mas consigo trouxe um vício iniciado aos 18 anos: “quando experimentei a cocaína a minha vida começou a ficar dura”, recordou. Depois de 13 anos a consumir drogas de forma regular, Hugo está disposto a mudar de vida. Afirmou que a vida das drogas traz consequências graves e negativas. Recorda amigos que também se drogavam e já morreram. Outros estão a cumprir elevadas penas de prisão. Dinheiro para a droga “Graças a Deus não fui parar à cadeia e não apanhei uma doença contagiosa, porque as nossas companhias femininas eram drogadas e não tínhamos fronteiras quando nos envolvíamos”, disse. “Só não me drogava quando dormia, quando acordava era logo a pensar na droga”, referiu. Recorda que o dinheiro todo que ganhava era para a droga e algumas vezes tinha de vender bens para comprar droga: “tudo o que tinha em Portugal eu vendi. Em Luanda vendi coisas da minha mãe”, explicou com alguma tristeza. Há sete anos, desde que regressou a Luanda, foi causador de vários problemas graves para a sua mãe. “Nunca devia ter regressado, para não fazer sofrer a minha mãe”, disse. Sublinhou que agora tem um objectivo: “ficar mais algum tempo no centro para evitar contacto com pessoas que se drogam”. O jovem João Manecas Pinto, 29 anos, está na Remar há oito meses, em busca de uma recuperação para deixar o consumo de drogas. Frequentava a 11ª classe quando teve de abandonar a escola e ir ao centro para recuperar o tempo perdido. Além de estar mergulhado no mundo das drogas, o jovem consumia excessivamente bebidas alcoólicas e pertencia a um grupo de criminosos: “a minha família estava preocupada e falaram-me deste centro mas eu achava que era um local para malucos”, disse. Mas pensou melhor e “depois de algum tempo aceitei o conselho e peguei nas minhas malas e vim sem receio”. Hoje, João Pinto sente uma grande mudança na sua vida: “encontrei na Remar irmãos verdadeiros que me ajudam com bons conselhos para não voltar às drogas”. No dia-a-dia trabalha na construção civil para evitar o isolamento. Confiante na recuperação, ele foi peremptório ao referir: “tenho de sair bem, para não voltar a cair na droga”. Acrescentou que, quando sair, tem um único objectivo: “concluir o ensino médio, no Instituto Médio Politécnico do Cacuaco, no curso de Geografia/História. Para tal, espera ter o apoio da direcção da escola para ser enquadrado no próximo ano lectivo. Droga é mortal Tal como Hugo Pires, o jovem João Pinto lamentou a situação dos seus amigos que continuam a consumir estupefacientes. “Muitos dos meus amigos já morreram e outros estão na *cadeia”, *reconheceu. Por este facto lançou um repto aos antigos amigos para abandonarem. O jovem Marcolino Ngongo, 26 anos, tem um percurso triste. Está há oito meses na Remar, em Viana. Morador no Bairro Neves Bendinha, o jovem conta que começou a drogar-se com os amigos do bairro. “Graças à minha irmã mais velha, cheguei à Remar, porque pensava que era um lugar para malucos”, salientou. “Acusava a minha família de estar a enfeitiçar-me, mas alguma coisa tocou-me e um dia destes pedi à minha mãe para me acompanhar até aqui”, referiu. Marcolino lembra que roubava bens em casa e de transeuntes para comprar drogas. Marcolino Ngongo deixou igualmente de frequentar a escola. Definiu um objectivo para se integrar na sociedade: “concluir a formação média no Instituto Comercial de Luanda”. Na Remar, além do estudo bíblico, o jovem está a aprender a profissão de pedreiro e a de mecânico. No final deixou um conselho aos toxicodependentes: “é preciso ter fé em Deus e rezar muito, porque não é fácil deixar o mundo das drogas”. Simão Gonçalves, 27 anos, conta que frequentava a nona classe quando entrou no mundo da droga. Na altura, morava no Bairro Prenda e foi parar várias vezes à cadeia, por causa do consumo de drogas e delitos cometidos. Simão recorda-se do dia em que chegou ao centro, dizendo que foi bem recebido pelos responsáveis e “irmãos” que também lutam contra o vício. “Não pretendo abandonar tão cedo este lugar, por haver muitas drogas nas ruas de Luanda”. Depois de consumir drogas durante dois anos, agora pensa na sua recuperação. O jovem é canalizador. Desde que parou de consumir drogas, houve melhorias na sua vida, pois “não ganhei absolutamente nada com a droga”. A droga, acrescentou, “é algo que distrai a mente, destrói o homem e retira o prestígio”. Pela segunda vez, Luís Lucas Salunga, 25 anos, foi acolhido na Remar. A primeira vez, em 2010, fez um ano e dois meses, mas não resistiu e voltou a consumir drogas pesadas. “Achava que já estava melhor, mas acabei por entrar de novo no mundo das drogas”, lembrou em jeito de arrependimento: “caí outra vez”. Durante os primeiros dias fora do centro, convencia os amigos para deixarem as drogas, mas depois voltou ao vício. Pela primeira vez chegou à Remar com o apoio da irmã. Agora chegou ao centro por vontade própria, após sentir que a sua vida estava a esfumar-se. Só pensa em voltar para casa quando “estiver forte de espírito”. Quando lhe faltava dinheiro, o jovem roubava telefones, e hipotecava os seus bens ao vendedor da droga. O jovem passou por diferentes cadeias por causa dos crimes que cometia, após consumir drogas. “Desde que voltei para a Remar, a minha família ficou feliz e Deus vai-me ajudar a recuperar deste mal e fazer novos amigos”, afirmou. http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/j...contra_a_droga
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Sábado, 28 de Julho 2012 23:11
Sociedades científicas discutidas em Angola As primeiras jornadas científicas de investigação agrária, realizadas na cidade do Huambo, na quarta e quinta-feira, recomendaram a criação de mais incentivos, com vista a favorecer o surgimento e a internacionalização de sociedades científicas e técnicas em Angola. No comunicado final do encontro, os participantes defenderam ainda a necessidade de se fazer um melhor aproveitamento das facilidades decorrentes dos acordos internacionais de protecção fito-sanitária para permitir a importação e exportação de produtos vegetais. Recomendaram também uma melhor utilização do germoplasma (elemento dos recursos genéticos que maneja a variabilidade entre e dentro da espécie, com fins de utilização para a pesquisa), pelo Centro Nacional de Recursos Filogenéticos, para a criação de novas variedades com alto potencial genético. O encontro recomendou ao Instituto de Investigação Agrária que continue a estreitar a cooperação com instituições congéneres, em particular a Universidade Politécnica de Valência, para formação em pós-graduação e trocas de experiências. Os participantes consideram oportuna a utilização no país da calagem, prática agrícola que consiste na aplicação de calcário no solo, de gesso e adubos milhais na agricultura, tendo em vista maiores rendimentos e encorajaram os produtores de gesso a incorporarem os restos vegetais do produto nos solos. http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/s...idas_em_angola
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28 de Julho, 2012
Fogo posto causa morte a crianças Queimadas anárquicas feitas por aldeões para a prática da caça provocaram, quinta-feira, a morte de três crianças, no município de Cambambe, província do Kuanza-Norte. As mortes ocorreram em Nhangue Ya Pepe, quando um grupo de caçadores que se fazia acompanhar de crianças decidiu lançar fogo ao capim, com o objectivo de afugentar os animais para depois serem abatidos. O fogo alastrou e atingiu três crianças que se encontravam com os caçadores. Juliana Correia, mãe de duas das vítimas, disse à Angop que é tradição os filhos acompanharem os pais durante a caça, para que adquirirem experiência. O gestor do Instituto de Desenvolvimento Florestal, Guilherme da Costa, manifestou indignação pelo incidente. -JDA-
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burros sao estes caçadores, devêm irem na prisao
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parece ser um acidente, mas devem pensar em mudar a tradição
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30-07-2012
Automobilistas já podem pagar multas via Multicaixa Efectivos da Unidade de Trânsito em Luanda Os automobilistas que forem multados na província do Bengo poderão, doravante, pagar as suas multas no local, através do sistema de pagamento automático (multicaixa). O projecto de âmbito nacional está a ser implementado no município do Dande, província do Bengo, e permite que os automobilistas possam fazer o respectivo pagamento automático da multa desde que haja uma linha móvel que sustente o referido sistema. Em declarações à Angop, em Caxito, à margem do lançamento dos serviços de pagamento automático das multas, o chefe de departamento de informática da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, intendente Zaquel António, destacou a importância do sistema para os automobilistas. Frisou que, com este acto, o sistema de pagamento automático passa a ser um processo rápido e seguro, que facilitará muito mais os automobilistas. Zaquel António disse que este processo orientado pelo Comando Geral da Polícia Nacional está a ser desenvolvido pela Direcção Nacional de Viação e Trânsito, tendo realizado antes uma acção formativa de capacitação dos efectivos da corporação. O oficial explicou que caso o cidadão não tiver saldo no seu multicaixa, o agente da Polícia poderá utilizar os métodos tradicionais, ou seja, aplicar a multa correspondente, obrigando a retenção da carta de condução para que se possa proceder o pagamento num dos balcões do banco. Por seu turno, o automobilista Manuel Francisco, disse que este serviço constitui uma mais-valia, uma vez que facilita o pagamento das multas na hora e no local através do sistema multicaixa. “Anteriormente levávamos muito tempo para pagar uma multa no banco, sob o risco de ser assaltado e perder a carta de condução retida pelo agente de autoridade”, ressaltou. Por sua vez, Luís Inácio, camionista há mais de 10 anos, este processo vai ajudar bastante a vida dos infractores no pagamento das multas via multicaixa. Avançou que este processo é muito mais seguro, rápido e evita o movimento de elevadas somas de dinheiro de um lado para outro, no sentido liquidar a multa numa instituição bancária. Saliente-se que a multa máxima de uma infracção ao código de estrada é de 87 mil 450 Kwanzas (falta de licença de aluguer), enquanto a mínima ronda os cinco mil 808 Kwanzas (falta de sinalização ou triângulo). Fonte: OPAÍS -angonoticias-
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tradições é a importação porque ajudar a manter a ordem, mas nessa situação eu concordo com você, mas eu não posso chamá-los idiotas, porque os acidentes acontecem todo tempo, independentemente da localização
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01 de Agosto, 2012
População da comuna do Lonhe viveu momentos inesquecíveis A população da comuna do Lonhe, município da Quibala, o Kwanza-Sul, viveu no sábado e domingo momentos inesquecíveis, com um espectáculo animado por músicos da região que residem em Luanda. O espectáculo, que celebrou o 41º aniversário da elevação do Lonhe à categoria de comuna, no passado dia 22 de Julho, levou à região os grupos Kumbi Lixia, Matyeses e Grossos, que cantaram e encantaram o público presente. Os Matyeses foram os primeiros a subir ao palco para interpretarem “O hombo kaytele culonda Kumbila”, que em português significa “O cabrito não quis subir à sepultura”, uma música já conhecida do público, que acompanhou a actuação do grupo do princípio ao fim. Mas o momento mais vibrante foi o da actuação do pequeno Rafael Fernando, 11 anos, que ao interpretar o tema “Está na hora” mostrou que é uma promessa para a música nacional. Quintas Cabuiza também não deixou os seus créditos em mãos alheias. Fez vibrar o público com temas do seu repertório e recebeu fortes ovações do público. Kaisa, vocalista principal do grupo Kumbi Lixia, disse ao Jornal de Angola que o grupo está a atravessar diversas dificuldades, face aos projectos em carteira que estão encalhados por falta de apoios. “Apesar de estarmos a viver imensas dificuldades de ordem financeira, o nosso grupo está determinado em vencer as barreiras, porque a nossa existência caracteriza-se pela conservação da identidade cultural da região da Quibala, onde nascemos”, disse. O vocalista do grupo Kumbi Lixia lançou um apelo no sentido da classe empresarial nacional e da província apoiar os músicos, para o enriquecimento do património musical angolano, e sublinhou que “os empresários devem conciliar a actividade comercial com o fomento das actividades culturais”. Com cinco elementos, o grupo Kumbi Lixia foi fundado em 1987 na Mbanza Pumbué, arredores da vila da Quibala. Tem no mercado dois discos: “Viva a Paz”, produzido em 2008, e “Xinga Wanga”, produzido no ano passado. http://jornaldeangola.sapo.ao/17/35/..._inesqueciveis
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Namibe
04-08-2012 13:06
Vítimas das cheias recebem bens diversos Namibe - A governadora da província do Namibe, Cândida Celeste da Silva, procedeu hoje, sábado, na localidade da Macala Tchipate (Namibe), a entrega de bens alimentares diversos e roupas a população local, vítimas das cheias. Cândida Celeste da Silva disse que os bens servem para minimizar os problemas da população vítima das cheias que se registou o ano passado que deixou mais de três mil famílias desabrigadas e sem os seus haveres. A população recebeu ainda inputs agrícolas que irá permitir o trabalho no campo com vista o auto-sustento destas famílias. Cândida Celeste da Silva garantiu que os apoios vão continuar a chegar para assistir convenientemente os sinistrado das cheias a nível da província. Disse existir já a nível do governo local programa de realojamento acelerado das vítimas que se encontram em centros de acolhimento. Neste âmbito, Cândida Celeste da Silva apelou a população a manter-se em zonas seguras e abanador as consideradas de riscos. Apelou ainda a população desta área a participarem activamente nas eleições de 31 de Agosto do corrente ano, de forma ordeira, união e tranquilidade e que cada um vota no partido que melhor lhe convença e que venha a dirigir melhor o destino deste país. http://www.portalangop.co.ao/motix/p...4a1b231f8.html
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Huambo
07-08-2012 21:56
Reabilitados 302 quilómetros de estradas em quatro anos Huambo - Trezentos e dois quilómetros de estradas secundárias e terciárias foram reabilitados, nos últimos quatro anos, na província do Huambo, no âmbito dos esforços do governo em melhorar a circulação de pessoas e de bens. O facto foi dado a conhecer hoje à Angop, no Huambo, pelo director das obras públicas, José Morguier Adolfo, tendo lembrado que tais estradas encontravam-se em estado degradante e algumas nem sequer eram utilizadas devido ao avançado estado de destruição que apresentavam. Informou que entre 2008 a 2012 foram também asfaltados 1500 quilómetros de estradas fundamentais, que ligam esta província as limítrofes, e 120 quilómetros de arruamentos. “Asfaltamos novas estradas no troço Longonjo/Ganda, Colongue/Sawilala, Bailundo/Mungo e procedemos também os arruamentos dos municípiosdo Catchiungo, Caála e Chicala-Cholohanga”, referiu. O responsável frisou ainda que a reabilitação das estradas também abrangeu a reparação das respectivas pontes. Disse que neste momento está em fase final a asfaltagem das estradas Mungo/Calunssiga, que vai ligar as províncias do Huambo ao Bié e o troço Caála/Ngove. Angop
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09 de Agosto, 2012
Campanha de vacinação contra o tétano correspondeu às expectativas da Saúde Alexa Sonhi| - A campanha de vacinação contra o tétano, que decorreu em Luanda de 15 a 24 de Julho, correspondeu às expectativas da Direcção Provincial da Saúde, ao atingir 76 por cento de mulheres em idade fértil, nos municípios do Cazenga, Viana, Belas, Luanda e Cacuaco. A directora provincial da Saúde em Luanda, Isabel Massocolo, em declarações ao Jornal de Angola explicou que os municípios de Icolo e Bengo e Quissama ainda não apresentaram o balanço da campanha. Isabel Massocolo pediu a todas as mulheres que apanharam a vacina contra o tétano para ficarem atentas às datas postas nos cartões de vacina, para no prazo de um mês voltarem a apanhar a segunda dose nos centros de saúde de Luanda. Em relação aos intervalos até completarem o calendário de vacinação, Isabel Massocolo explicou que depois da primeira vacina, deixa-se passar um mês para apanhar a segunda dose, seis meses depois a terceira e um ano para a quarta, a quinta e última doses. Só assim se fica com o organismo completamente protegido contra o tétano. Isabel Massocolo informou que a campanha de vacinação contra o tétano em mulheres em idade fértil terminou, mas o processo normal da vacina continua a ser feito nos centros de saúde, onde tanto mulheres como homens podem começar a vacinação até completarem o calendário. A directora provincial da Saúde em Luanda aproveitou para agradecer o empenho da comunicação social, que de forma incansável fez apelos às mulheres para aderirem à campanha de vacinação contra o tétano. A médica disse que é fundamental que as mulheres grávidas apanhem pelo menos duas doses da vacina, porque o tétano neo-natal é uma doença que se desenvolve normalmente durante a primeira e a segunda semana de vida e é fatal em 70-90 por cento dos casos. “E as grávidas ao apanharem esta vacina, vão poder contribuir para a redução da mortalidade neo-natal, que representa 30 por cento da mortalidade infantil no nosso país”, sublinhou. -JDA-
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Quarta,
15 de Agosto 2012 23:56 Telemóvel dá acesso aos locais de votação Edna Dala A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) desenvolveu um processo de mensagens “SMS” com as operadoras de telefonia móvel de Angola, para informar os eleitores como proceder para chegarem às mesas de voto. A informação foi dada ontem, em Luanda, pelo presidente da Comissão Provincial Eleitoral, Manuel Pereira, durante uma reunião com os responsáveis das mesas de voto dos municípios de Luanda. O presidente da Comissão Provincial Eleitoral acrescentou que as chamadas são grátis. Para completar o processo é necessário que os eleitores mandem mensagens para o número 114 com o número de eleitor e de grupo para obterem a resposta da Assembleia de Voto. Manuel Pereira anunciou que a partir de hoje, os agentes de educação cívica eleitoral vão trabalhar nos quiosques eleitorais em todos os municípios, com o suporte de computadores para ajudarem os eleitores que pretendem informar-se sobre os locais de voto. O presidente da CPE sublinhou a importância dos eleitores conhecerem os locais de voto, porque estão vinculados a um caderno eleitoral que está presente nas mesas de voto. “Se o eleitor não se informar sobre a sua mesa de voto, não tem como saber onde deve votar e não vai cumprir o seu dever cívico”, reforçou o presidente da Comissão Provincial Eleitoral. Manuel Pereira pediu aos eleitorados para se dirigirem aos quiosques a fim de receberem informações precisas de onde e como votar. Hitler Kiteculo, agente de educação cívica eleitoral na Maianga, disse que o esclarecimento do presidente veio reforçar a formação que “tivemos de como proceder e dissipar as dúvidas dos eleitores”. O agente de educação cívica disse também que neste momento estão a colocar os dísticos nas assembleias de voto para mostrar aos eleitores os locais onde podem encontrar as mesas de voto. Acrescentou que cada assembleia tem mais de uma mesa de voto. http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/t...ais_de_votacao
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Domingo,
19 de Agosto 2012 19:31 Médica especialista fala da hipertensão A implantação de “pace-maker” no coração para regular o ritmo cardíaco já está a ser feita no país por especialistas angolanos. A cardiologista Domingas Baião realiza com êxito este tipo de procedimento que melhora o estado de saúde dos pacientes. Com o “pace-maker”, o paciente leva uma vida normal, devendo apenas ter alguns cuidados: não usar o telefone no mesmo lado onde foi colocado o dispositivo. Todas as vezes que for a uma consulta deve mostrar o seu cartão de portador de pace-maker, porque não pode fazer determinados exames, como o de ressonância magnética. A troca do “pace-maker” é feita depois de cinco a dez anos e a revisão no primeiro mês, terceiro e no sexto mês depois uma vez por ano. Jornal de Angola - O que é um “pace-maker”? Domingas Baião - É um pequeno dispositivo implantado na zona peitoral esquerda ou direita por baixo da pele, que emite estímulos eléctricos de baixa intensidade, através de sondas introduzidas no coração para estimular o musculo cardíaco, manter ou regular o ritmo cardíaco. JA - Em que circunstâncias uma pessoa com problemas no coração deve usar o aparelho? D.B - O “pace-maker” é prescrito quando o sistema de condução eléctrica do coração funciona mal e faz com que o coração bata muito lentamente. Esse ritmo lento dos batimentos cardíacos algumas vezes é descoberto durante uma consulta de rotina, sem o paciente ter conhecimento do problema. Outras vezes os sintomas variam: o paciente pode ter tonturas, respiração curta, fadiga, fraqueza, desmaiar ou sentir-se incapaz de realizar actividades físicas pesadas. JA - Depois da implantação do “pace-maker”, o paciente tem uma vida normal? DB – Sim, mas deve ter alguns cuidados: não usar o telefone no mesmo lado onde foi colocado o dispositivo. Todas as vezes que for a uma consulta deve mostrar o seu cartão de portador de pace-maker, porque não pode fazer determinados exames, como o de ressonância magnética. Ao viajar também, para não passar pela máquina de detectores de metais, porque pode colocar em risco a vida do paciente. Deve ainda evitar passar em zonas em que existam cabos de alta tensão e o contacto com fios eléctricos não isolados ao engomar ou ao fazer uso de qualquer aparelho eléctrico, porque pode haver uma interferência. JA - Quanto tempo funciona o “pace-maker”? DB - O tempo de funcionalidade varia, conforme o tipo do dispositivo e a condição do paciente. Geralmente entre cinco a dez anos. Existem pacientes que são dependentes totais deste aparelho e outros não. JA - O “pace-maker” pode falhar? D.B - Com o progresso da ciência, os aparelhos são cada vez mais perfeitos e seguros. As eventuais falhas, podem ser corrigidas através de um aparelho externo de programação. Raramente é necessário fazer outra cirurgia para resolver o problema. JA - Com que regularidade é feita a avaliação do seu funcionamento e a troca? D.B – A avaliação é feita depois de um mês, no terceiro e sexto mês e depois uma vez por ano, para sabermos quando deve ser feita a troca. Este aparelho, que consome energia diariamente, indica em que dia ou mês deve ser substituído. JA - De que países são importados os aparelhos? DB - Do Brasil, Alemanha, África do Sul e Estados Unidos da América. JA - Como é feito o implante? D.B – Faz-se uma incisão no lado esquerdo ou direito do tórax para localizar a via de acesso ao coração. O “pace-maker tem um cabos que vão directamente para o coração. Estes cabos transmitem energia e ajuda a regular os batimentos cardíacos. A energia tem uma voltagem mínima de 3,6 a 4,0 volts. JA - Depois do implante, há a possibilidade do paciente sentir-se mal? DB - Se isso acontecer, o paciente deve contactar imediatamente o seu médico. JA - Quantos doentes são atendidos diariamente no seu consultório? DB - No meu consultório não faço implantes, apenas acompanhamento a três ou quatro pacientes por mês. JA - A doença pode ser diagnosticada em qualquer unidade de saúde? DB - Os técnicos de saúde e os médicos têm de ser treinados para apreender a interpretar um exame de electrocardiograma, para que possam encaminhar os pacientes aos especialistas no momento certo. Infelizmente, nem sempre têm meios de diagnóstico à sua disposição. O electrocardiograma é um exame fundamental para diagnosticar arritmias, que podem ser resolvidas com o implante do “pace-maker”. JA - Porque razão os pacientes com doenças cardíacas tem recaídas constantes? DB - O tratamento é mais eficaz quando a doença é detectada precocemente. A hipertensão é uma doença crónica e com alta taxa de mortalidade. Os medicamentos devem ser de acesso fácil a todos, como são os do VIH/Sida. Porque muitas vezes faz-se a terapêutica, mas há incumprimento, por falta de recursos. Por isso, muitos retornam descompensados, agravando seu estado de saúde. JA - O que pode ser feito como medidas de prevenção? DB - Deve haver em todas as unidades de saúde pelo menos um aparelho de electrocardiograma, para que sejam realizados diagnósticos simples e rápidos, e incentivo para os médicos fazerem cursos para melhor interpretar esse exame. Os medicamentos para as doenças crónicas cardiovasculares devem ser de acesso fácil. A nível pessoal, recomendo a realização anual de check-up cardiológico, a prática de exercícios físicos, dieta saudável, a evitar consumo de álcool e tabaco. Especialista experiente A cardiologista intervencionista Domingas Baião é, até ao momento, a única mulher angolana formada na sua especialidade. Estudou no Instituto Médio de Saúde de Luanda (IMSL) e fez a licenciatura em medicina na Universidade “Carol da Vila”, em Bucareste, Roménia. Depois do seu regresso ao país, trabalhou dois anos como médica de clínica geral no Centro de Saúde da Terra Nova. Tem uma pós-graduação em cardiologia pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas em São Paulo, no Brasil, onde também fez uma especialidade em Cardiologia de Intervenção (estimulação cardíaca artificial) através do “pace-maker” no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. A especialista trabalha em Angola desde o mês de Abril de 2010 e realizou com êxito a sua primeira cirurgia em Outubro do mesmo ano a um paciente de 61 anos, hipertenso e com arritmias no coração. Domingas Baião já implantou mais de doze “pace-maker”. http://jornaldeangola.sapo.ao/27/0/m...da_hipertensao
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