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Old May 11th, 2012, 03:07 PM   #101
geographico*
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Originally Posted by Marnoto View Post
Isso demonstra egocentrismo puro!
Estás a contribuir para que o país fique mais rico no Litoral, em detrimento das regiões mais pobres que é o interior (Trás-os-Montes, Beiras, Alentejo).
Esta divisão respeita, ao contrário da tua e da das 5 regiões-plano, os principais contrastes geográficos do país. Uma região é um conjunto de territórios com certos pontos em comum, coisa que tu, com o simples corte do país em postas horizontais que juntam zonas que nada têm a ver umas com as outras e faz tábua-rasa de todas as relações regionais existentes em Portugal desde há séculos, aparentemente ignoras.

Quanto à suposta pobreza, e ao "egocentrismo" (é impressionante como esta gente, quando não concorda com as opiniões das pessoas, desata a acusá-las de tudo e mais alguma coisa... só faltava mais esta!), e é precisamente o evitar o empobrecimento galopante do interior, dando-lhe voz e evitando o que aconteceria nas tuas divisões (o interior sem voz e esvaziado de poder) que é uma das consequências positivas das regiões que proponho.

Quote:
Por que razão deixas que Lisboa e Porto fiquem como capitais dessas mesmas regiões na tua classificação, ou as cidades principais dos distritos?
Já disse que na minha proposta não há capitais.

É assim tão difícil perceber isto? Olhem para a distribuição dos serviços nos Açores!

Quote:
Isso demonstra centralismo e ideias dos srs. de Lisboa, em que o resto do país é paisagem; só que estás a esquecer-te que há 20 anos, as fábricas estavam no Norte e Centro do país, aí produzia-se riqueza, mas como as sedes dessas empresas estavam em Lisboa, nos relatórios de economia, Lisboa é que produzia riqueza, o que é pura falsidade.
Lisboa estoira muito dinheiro e tu sabes bem, que se analisares alguns países europeus, as indústrias estão longe das capitais, normalmente, no Norte; o Sul é vocacionado para turismo e pouco mais.
Gostava de saber o que é que isto tem a ver com a minha proposta.

Quote:
O problema da Regionalização em Portugal é que não ia dar em nada, apenas mais uns tachos, mais políticos de algibeira, mais gastos com gente que nada percebe de ordenamento, planeamento e desenvolvimento do país.
Então porque é que não desistimos já de ser país? Assumamos que somos ingovernáveis e pronto, deixemos as coisas para os estrangeiros governar. Às vezes é isso que a sociedade portuguesa parece querer, não é?

Quote:
Na Galiza, já foi Tui a capital, mas nem é Ourense, nem Vigo, nem outras grandes cidades, é PonteVedra; e exemplos destes, há pelo Mundo e pela Europa.
Quem entra a matar, com acusações a torto e a direito sobre os outros e depois diz disparates destes e, quando confrontado com a verdade, volta a insistir neles, acho que só demonstra desconhecimento de causa e presunção de sabedoria.

Era bom que antes de falar te informasses melhor.

Santiago de Compostela é a capital da Galiza praticamente desde a autonomização, nos anos 80.
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Old May 11th, 2012, 03:11 PM   #102
geographico*
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PS: É deveras engraçado o que se passa neste fórum. Uns acusam-me de defender esta divisão para agradar ao interior, em particular a uma região que, vá-se lá saber, meteram na cabeça que era a minha; outros acusam-me na mesma proposta de ser egocêntrico e de querer empobrecer o interior e favorecer o litoral.

Uns acusam-me de ser demasiado descentralizador. Outros acusam-me de ter uma atitude centralista.

Estou para ver do que me acusarão a seguir... Vá-se lá perceber isto!
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Old May 11th, 2012, 04:33 PM   #103
Portogaia
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Originally Posted by Wolf2009 View Post
Concordo em pleno, depois chegamos ao rídiculo de estar a dar dinheiro a quem não precisa e quem realmente fica de fora.
é tao ridiculo como quando se meteu Santarem no Alentejo para que pudesse receber mais dinheiro dos fundos....
Estamos a criar regioes ou a ver como sacar mais dinheiro à UE?


Pensando na pasta...
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Old May 11th, 2012, 07:23 PM   #104
geographico*
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Originally Posted by orlando01 View Post
De qualquer forma, na minha opinião deveria haver apenas uma Região Norte, com Vila Real como capital, devido à sua localização central, de forma a equilibrar e distribuir melhor os recursos, ficando assim mais sensivel às necessidades de ToM.
Qual a diferença entre a capital estar em Trás-os-Montes se depois nas urnas, que é onde se decide, vão continuar a ser 400 mil transmontanos para 3 milhões em Entre Douro e Minho?
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Old May 12th, 2012, 07:43 PM   #105
Portvscalem
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A vantagem de Vila Real é a proximidade física ao poder, que olhando o exemplo lisboeta, bem que importa....

Se calhar não é, de todo, um bom exemplo, mas olhando para Santiago, o facto de ser capital criou numa pequena cidade um pólo de desenvolvimento ( um exagero que faz Lisboa parecer um monge franciscano proporcionalmente o que se gasta em Santiago) e atractividade, o que poderia ser bom a uma distância relativamente curto do interior de TOM.

De qualquer forma um sistema estilo Açores não me parece mau. Se calhar mais para umas sub-regiões administrativas.
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Old May 13th, 2012, 12:06 AM   #106
geographico*
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Mas Lisboa tem peso populacional muito importante no contexto nacional.
1 em cada 4 portugueses vive na Área Metropolitana de Lisboa, daí também a sua importância (assim como no caso do Porto).

Não era por a capital de Portugal ser em Vila de Rei ou no Sardoal como se chegou a pensar no século XIX, que o Pinhal Interior iria passar a mandar no país...

Quero com isto dizer que a proximidade ao poder só é importante se as zonas de influência da cidade tiverem peso político para polarizar o poder... O que claramente não é o caso de Vila Real, cuja área de influência andará à volta dos 250 mil habitantes- o que, no caso de Trás-os-Montes é bastante relevante, mas no caso do suposto "norte", é completamente irrisório.

O exemplo de Santiago de Compostela não pode ser dado assim porque não é uma cidade assim tão pequena quanto isso (é uma típica cidade média espanhola), não tem um desfasamento populacional por aí além com as maiores cidades galegas e para além disso tem um sector de I+D+I irrepreensível, cheio de centros de investigação prestigiados potencializados por uma universidade muito pujante (que está lá desde a época das descobertas...) e um sector turístico irrepreensível, que fazem com que a capitalidade da Galiza seja apenas um componente mais do seu desenvolvimento.

Last edited by geographico*; May 13th, 2012 at 12:24 AM.
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Old May 13th, 2012, 01:17 AM   #107
Portvscalem
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Santiago é uma cidade pequena sim, com 90 e tal mil habitantes. Se calhar ocupa pior posto na hierarquia de cidades por tamanho de Espanha, que a AMP na Europa inteira.
No entanto, fizeram um centro cultural que custou o dobro da casa da música, construiram um aeroporto, que pelo menos no que toca a infraestrutura não fica imensamente aquém do aeroporto do Porto e outros de grandes cidades ( penso por exemplo em Liverpool: a quantas milhas da dimensão do aeroporto de Santiago???), possuem autoestradas, um museu desenhado pelo Siza, andam com ideias de metros ligeiros até...

Isto são exemplos. e se é claro que a importância cultural de Santiago impõe respeito, acho que é um exemplo de como a capitalidade pode fazer "maravilhas" a uma cidade....

Obviamente não acho um bom exemplo, no entanto sem exageros, pode ser um impulso que não vejo outra forma de se instalar numa zona perto do interior.

Quanto ao desfazamento, Vigo ou Coruña com a envolvente, são 5x maiores cada uma delas, Ourense não é Santiago e meia mas nem deve andar muito longe...
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Old May 13th, 2012, 01:29 AM   #108
Portvscalem
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Olhando uma vez mais o ponto da população e o caso galego, podemos perguntar como é possível que o aeroporto de uma cidade de 90.000 pessoas pretende centralizar a oferta dos outros aeroportos que servem directamente 1 milhão de pessoas...

Como prevalece o interesse directo de 90.000 perante 1 milhão, porque aí é o centro de "todos los gallegos".

Este não será um exemplo, ainda mais escandaloso que o Português, de que se calhar a relação entre peso demográfico, poder e distribuição de recursos, não é directa?

Claro que a ideia não é prevalecer o interesse de uma qualquer capital, mas que esta possa ser uma ancora de proximidade ao poder, e uma impulsionadora de riqueza.
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Old May 13th, 2012, 10:28 AM   #109
geographico*
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Originally Posted by Portvscalem View Post
Santiago é uma cidade pequena sim, com 90 e tal mil habitantes. Se calhar ocupa pior posto na hierarquia de cidades por tamanho de Espanha, que a AMP na Europa inteira.
Uma cidade de mais de 100 mil habitantes (porque em Santiago há que contar com os subúrbios que não estão no município central) não é pequena; é uma cidade média absolutamente normal no contexto espanhol.

Quote:
No entanto, fizeram um centro cultural que custou o dobro da casa da música, construiram um aeroporto, que pelo menos no que toca a infraestrutura não fica imensamente aquém do aeroporto do Porto e outros de grandes cidades ( penso por exemplo em Liverpool: a quantas milhas da dimensão do aeroporto de Santiago???), possuem autoestradas, um museu desenhado pelo Siza, andam com ideias de metros ligeiros até...
Santiago não está mais bem servido de infra-estruturas que qualquer outra capital provincial galega...

Quote:
Isto são exemplos. e se é claro que a importância cultural de Santiago impõe respeito, acho que é um exemplo de como a capitalidade pode fazer "maravilhas" a uma cidade....
O que uma cidade ganha irão perder as outras. A centralização do poder, para além de ser um conceito antiquado, é um favorecimento a uma cidade em detrimento de outras.

Quote:
Obviamente não acho um bom exemplo, no entanto sem exageros, pode ser um impulso que não vejo outra forma de se instalar numa zona perto do interior.
Claro que há outra forma- é criar a Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e distribuir os serviços por Vila Real e Bragança. Que é, a todos os níveis, a forma mais lógica de o fazer. O "norte" não tem nada daquilo que é necessário para ser uma região.

Quote:
Quanto ao desfazamento, Vigo ou Coruña com a envolvente, são 5x maiores cada uma delas, Ourense não é Santiago e meia mas nem deve andar muito longe...
Isso é falso, não sei onde é que foste buscar estes valores.

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Originally Posted by Portvscalem View Post
Olhando uma vez mais o ponto da população e o caso galego, podemos perguntar como é possível que o aeroporto de uma cidade de 90.000 pessoas pretende centralizar a oferta dos outros aeroportos que servem directamente 1 milhão de pessoas...

Como prevalece o interesse directo de 90.000 perante 1 milhão, porque aí é o centro de "todos los gallegos".
Isso não é verdade. O aeroporto de Lavacolla-Santiago de Compostela, para já, ainda não centraliza nada. A Galiza tem 3 aeroportos, todos eles com valências muito relevantes. Aliás, muitos galegos defendem que é esse mesmo o problema- tantos aeroportos atrapalham-se uns aos outros, impedindo a existência de um aeroporto central que polarize o tráfego aéreo galego.

-------------

Em suma, a atribuição do título de capital a Santiago beneficiou-a porque inverteu o rumo de decadência que vinha tomando há muitas décadas, em particular depois da perda da exclusividade da USC como única universidade galega, e permitiu-lhe ter um desenvolvimento em paridade com as capitais provinciais galegas (título que Santiago não tem pois pertence à província da Corunha). Permitiu-lhe, por exemplo, evitar a decadência que tem vindo a sofrer Ferrol, e aproximar-se mais da dinâmica da Corunha. Mas só isso e nada mais.

Last edited by geographico*; May 13th, 2012 at 10:38 AM.
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Old May 13th, 2012, 04:27 PM   #110
Portvscalem
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Subúrbios??? num municipio com 223 km2, onde a cidade só ocupa um nico de território?

Só falares em aproximação à dinâmica da Coruña diz tudo...

http://es.wikipedia.org/wiki/%C3%81r...La_Coru%C3%B1a

http://es.wikipedia.org/wiki/%C3%81r...litana_de_Vigo

Por este artigo dá para perceber que numa area ligeiramente maior a população é 4 vezes maior, se usas critérios mais amplos, a diferença é ainda maior, e como falas em "subúrbios" de Santiago, assumo que uses critérios mais amplos.

Imagino que não estás ao corrente do super aeroporto que acabaram de inaugurar em Santiago, ou do projecto da cidade da cultura, que mais parece o Lincoln Center de NY.....


Claro que centralizar beneficia uma cidade em detrimento de outras. Um Cidade é uma "centralização de pessoas" e obviamente beneficia mais de "actividade humana" que uma floresta, a ideia de centralização existe em qualquer lugar onde exista uma comunidade de seres humanos.
Obviamente o detrimento, seria para a que mais foi beneficiada até agora, ou seja, seria uma descentralização de Lisboa para Vila Real, e claro isso não significa que Vila Real precise de ser uma capital "centralista", aliás certamente não consegue no contexto em que se insere. Mas poderia ser um impulso de desenvolvimento perto do interior.
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Old May 13th, 2012, 05:26 PM   #111
Cbr Domes
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Compostela não evoluiu com a capitidade galega LOL Pois não, muitíssimo. Se Coimbra que é maior tivesse o mesmo nível de infraestrutura já estava para aí o dobro..
__________________
Coimbra description in the 19 century by Latino Coelho (Reputed Portuguese Writer)
Coimbra is a very ancient and
illustrious city: situated on a high hill bent and stretched from the top to the waters of the Mondego River, their appearance is truly majestic and surprising. Nothing more beautiful than the city landscape surrounded by lush banks of that memorable river, lined with orange trees and willows. It is a paradise in perspective.
Visit and comment the thread WELCOME TO COIMBRA - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=353024&page=5



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Old May 13th, 2012, 06:01 PM   #112
geographico*
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Originally Posted by Portvscalem View Post
Subúrbios??? num municipio com 223 km2, onde a cidade só ocupa um nico de território?

Só falares em aproximação à dinâmica da Coruña diz tudo...

http://es.wikipedia.org/wiki/%C3%81r...La_Coru%C3%B1a

http://es.wikipedia.org/wiki/%C3%81r...litana_de_Vigo

Por este artigo dá para perceber que numa area ligeiramente maior a população é 4 vezes maior, se usas critérios mais amplos, a diferença é ainda maior, e como falas em "subúrbios" de Santiago, assumo que uses critérios mais amplos.
Antes de tecer quaisquer considerações acerca deste tema, é preciso conhecer a geografia da Galiza, que é tão ou mais complexa que a de Entre Douro e Minho.

Santiago de Compostela tem vários subúrbios satélites nos municípios vizinhos, que são bastante relevantes. Basta percorrer as autovías suburbanas da zona para perceber a organização da população aí. Falo por exemplo no Milladoiro (o principal, que está a 2 minutos de Santiago mas já está noutro município), ou em Bertamiráns.

Quanto às áreas metropolitanas... no que tu foste falar! São a maior confusão da administração pública galega: ninguém se entende acerca delas. Padecem dos mesmos problemas da AMP, mas agravados: há quem defenda que acaba a 10 km da cidade, outros a 20, etc.

A de Vigo, então... ui... um autêntico "saco de gatos".

É que Santiago também poderia construir uma área metropolitana assim como esta confusão de Vigo: bastava pegar nos municípios todos da sua área de influência, que abarca toda a comarca e pelo menos também a de Noia, que também já se poderia gabar de ter umas centenas de milhares de habitantes.

Mas não quero entrar muito pela demografia galega porque é um assunto muito complexo e que exige um grande conhecimento da realidade da região, que é muito peculiar.

Quote:
Imagino que não estás ao corrente do super aeroporto que acabaram de inaugurar em Santiago, ou do projecto da cidade da cultura, que mais parece o Lincoln Center de NY.....
Estou muito mais ao corrente dos projectos da Galiza, e particularmente de Santiago, do que imaginas!
Quanto à realidade aeroportuária da Galiza, já ta ilustrei no post anterior. E, nem por acaso, estive mesmo agora com um artigo de um jornal galego à minha frente em que se falava dessa temática...

Quote:
Obviamente o detrimento, seria para a que mais foi beneficiada até agora, ou seja, seria uma descentralização de Lisboa para Vila Real, e claro isso não significa que Vila Real precise de ser uma capital "centralista", aliás certamente não consegue no contexto em que se insere. Mas poderia ser um impulso de desenvolvimento perto do interior.
O problema principal do Trás-os-Montes, que é a falta de voz e de entidades políticas com efectivo conhecimento de causa e empenhadas exclusivamente em resolver os seus problemas mantinha-se. Nem que a capital fosse em Vinhais ou em Tabuaço- nas urnas continuavam a ser os mesmos 400 mil transmontanos numa região rural para mais de 3 milhões para uma região urbanizada de Entre Douro e Minho.

Este facto manter-se-à sempre e é a maior prova de como o "norte" não tem nada do que é preciso para ser uma região. É um espaço completamente desequilibrado, cujos territórios só têm em comum mesmo estarem na parte mais a norte do país.

Last edited by geographico*; May 13th, 2012 at 06:25 PM.
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Old May 14th, 2012, 12:50 PM   #113
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Originally Posted by Portvscalem View Post
Só falares em aproximação à dinâmica da Coruña diz tudo...

mais amplos.

projecto da cidade da cultura, que mais parece o Lincoln Center de NY.....
Esse edifício é de tal forma megalómano e despropositado, que "morreu" mesmo à nascença.
Há tempos li uma nótícia que referia que a obra foi interrompida, por falta de dinheiro e não se sabe mesmo se algum dia será concluida.
Ficou ali um edifício manco, no meio do nada, por prazo indefinido.
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Old May 15th, 2012, 03:07 AM   #114
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Originally Posted by Miguel_Arq View Post
Eu concordo com esta divisão do geographico.

Não me parece que pelo facto de se dividir o Norte em 2 regiões (Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro), vá tornar o interior mais pobre, bem pelo contrário.
Havendo uma única região no Norte, os fundos continuariam a ser canalizados maioritariamente para o litoral. Por outro lado, criando uma região interior, ajudaria a distribuir os fundos de forma mais equilibrada.
Bragança está demasiado longe do Porto, para pertencer à mesma região.
Também me parece que as regiões metropolitanas devem estar inseridas numa região mais vasta: o Porto em Entre o Douro e Minho e Lisboa na Extremadura e Vale do Tejo.
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Originally Posted by Portogaia View Post
outra vez?

AS AM nao sao regioes. Sao voláteis. As regioes nao!

A Cataluña é uma regiao tem 4 distritos.

Madrid que só tem um distrito como regiao diferencia muito bem o que é a Comunidade de Madrid (Regiao incluso com áreas muito rurais e espaços naturais protegidos) do que é a sua AM.

Nao te preocupes por Braga. Braga pode perfeitamente ser a capital de distrito da Regiao que se forme com o Porto, junto com Viana do Castelo. Sao capitais de distrito muito interconectadas em varios aspectos incluindo o histórico.
Uma regiao nao tem uma só capital de distrito. Na vedade a maioria de regioes que conheço tem varios distritos.
Acho que se misturam muitos conceitos aqui. Nota-se que nao estamos acostumados a saber o que é uma regiao em Portugal.

Nós temos uma legislação das Regiões Administrativas que será esta:
http://www.cm-odivelas.pt/Assembleia.../Anexos/56.pdf

Quote:
LEI-QUADRO DAS REGIÕES ADMINISTRATIVAS

CAPÍTULO I - Assembleia regional
Artigo 22º
Constituição
1 - A assembleia regional é o órgão deliberativo da região administrativa e é constituída por representantes das assembleias municipais, em número de 15 ou 20, e por membros directamente eleitos pelos cidadãos recenseados na área da respectiva região, em número de 31 ou 41, consoante se trate de região com menos de 1,5 milhões de eleitores ou de 1,5 milhões e mais.
2 - Os membros da assembleia regional são designados deputados regionais.


Quote:
Artigo 24º
Sessões da assembleia regional
1 - A assembleia reúne ordinariamente em cada ano durante seis sessões, não excedendo cada sessão o número de quatro reuniões.
2 - A assembleia pode reunir extraordinariamente, por convocação do presidente, a requerimento da junta ou de 1/3 dos seus membros em efectividade de funções.


Quote:
Artigo 25º
Competência
1 - Compete à assembleia regional:
a) Eleger a junta regional;
b) Eleger o seu presidente e os secretários;
c) Elaborar e aprovar o seu regimento;
d) Acompanhar e fiscalizar a actividade da junta regional;

Quote:
CAPÍTULO II
Junta regional
Artigo 26º
Constituição
1 - A junta regional é o órgão executivo da região administrativa, constituído por um presidente e por vogais, em número de seis nas regiões com 1,5 milhões ou mais de eleitores e em número de quatro nas regiões restantes.
2 - Compete ao presidente da junta regional representar a região.
Quote:
Artigo 29º
Moção de censura
1 - A assembleia regional pode votar moções de censura à junta regional, por iniciativa de um quarto dos seus membros em efectividade de funções.
2 - A aprovação de uma moção de censura por maioria absoluta dos deputados regionais em efectividade de funções implica a demissão da junta e a realização, no prazo máximo de 30 dias, de nova eleição.
3 - Se a moção de censura não for aprovada, os seus signatários não podem apresentar outra no decurso do mesmo mandato autárquico.
E perante isto se as AM do Porto e Lisboa ficarem inseridas com outros sistemas urbanos, o que vamos ter é um "Portugal Centralizado" mas em ponto mais pequeno.

Porque irá ocorrer o seguinte:
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Originally Posted by Wolf2009 View Post
Concordo em pleno, depois chegamos ao rídiculo de estar a dar dinheiro a quem não precisa e quem realmente fica de fora.
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Originally Posted by geographico* View Post
Qual a diferença entre a capital estar em Trás-os-Montes se depois nas urnas, que é onde se decide, vão continuar a ser 400 mil transmontanos para 3 milhões em Entre Douro e Minho?
No caso da Região de Lisboa e Vale do Tejo será ainda mais evidente. Mas também no Entre Douro e Minho teriamos uma AMP que já se encontra organizada de forma monocêntrica que representa 1,7M, e depois os restantes sistemas urbanos (Braga, Ave, Viana, Tamega, ...) à procura de se ligarem a esta AMP.

Como fica evidente no centralismo em Lisboa, assim como no centralismo no Porto (na actual distribuição dos fundos comunitários a Norte), nas sedes de Distrito, Concelho, Freguesia.

Quanto mais equilibradas forem as regiões, no que diz respeito ao tipo de povoamento, ao peso dos diversos sistemas urbanos, etc... menos problemas existirão na competitividade das mesmas.
É por isso que defendo a separação do Interior do Litoral no Norte e Centro, como defendo a separação das AMs do resto do Litoral.

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Originally Posted by geographico* View Post
Quero com isto dizer que a proximidade ao poder só é importante se as zonas de influência da cidade tiverem peso político para polarizar o poder... O que claramente não é o caso de Vila Real, cuja área de influência andará à volta dos 250 mil habitantes- o que, no caso de Trás-os-Montes é bastante relevante, mas no caso do suposto "norte", é completamente irrisório.
Muito inferior a AI de Vila Real, nem aos 100.000 deve chegar.
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Old May 15th, 2012, 12:35 PM   #115
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Nao podes separar o Tâmega da AMP.

O que propoes nao têm sentido, desculpa. As AM nao sao regioes. Sao áreas metropolitanas - núcleos de influencia, municipios interconectados.
Imagina que agora defines uma regiao que é a actual AMP, em 10 anos essa AMP engole Paredes, Paços de Ferreira, Penafiel, Ovar. O que fazes, mudas os limites da regiao? Ou crias um conceito administrativo de regiao metropolitana e dás-lhe competencias retirando as competencias dos orgaos dessa regiao.

Pelo teu argumento um habitante de Barcelos tambêm se pode queixar que Braga ficará com mais representandes como capital do minho por mais populaçao e a regiao do Minho estaria centralizada.

Trata-se quem sabe de dar uma percetagem de voto maior aos habitatantes de regioes menos habitadas. Aqui em Espanha os votos dos habitantes de zonas menos povoadas contam mais em porcentagem por habitante que o voto dos habitantes de zonas mais povoadas.
...
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Old May 15th, 2012, 03:50 PM   #116
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Originally Posted by Portogaia View Post

Imagina que agora defines uma regiao que é a actual AMP, em 10 anos essa AMP engole Paredes, Paços de Ferreira, Penafiel, Ovar. O que fazes, mudas os limites da regiao?...
Aí está uma questão pertinente que nunca me tinha ocorrido.
Toda a gente sabe que os limites das AM são dinâmicas.
Basta ver as vezes que a AMP já sofreu alterações aos seus limites nos últimos anos.
A criar uma Região coincidente com a AM, teríamos que estar a alterar os limites da Região sempre que se alterasse os limites da AM.
Miguel_Arq no está en línea   Reply With Quote
Old May 15th, 2012, 09:55 PM   #117
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Originally Posted by Portogaia View Post

1. Nao podes separar o Tâmega da AMP.

O que propoes nao têm sentido, desculpa. As AM nao sao regioes. Sao áreas metropolitanas - núcleos de influencia, municipios interconectados.
Imagina que agora defines uma regiao que é a actual AMP, em 10 anos essa AMP engole Paredes, Paços de Ferreira, Penafiel, Ovar. O que fazes, mudas os limites da regiao? Ou crias um conceito administrativo de regiao metropolitana e dás-lhe competencias retirando as competencias dos orgaos dessa regiao.

2. Pelo teu argumento um habitante de Barcelos tambêm se pode queixar que Braga ficará com mais representandes como capital do minho por mais populaçao e a regiao do Minho estaria centralizada.

3. Trata-se quem sabe de dar uma percetagem de voto maior aos habitatantes de regioes menos habitadas. Aqui em Espanha os votos dos habitantes de zonas menos povoadas contam mais em porcentagem por habitante que o voto dos habitantes de zonas mais povoadas.
...
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4. Aí está uma questão pertinente que nunca me tinha ocorrido.
Toda a gente sabe que os limites das AM são dinâmicas.
Basta ver as vezes que a AMP já sofreu alterações aos seus limites nos últimos anos.
A criar uma Região coincidente com a AM, teríamos que estar a alterar os limites da Região sempre que se alterasse os limites da AM.
Tanto em Lisboa como no Porto os limites das actuais AM extravasam em muito o sistema urbano monocêntrico que realmente existe.

Falando do Norte Litoral onde há maior dificuldade em definir onde estão as fronteiras ideais.

Os sistemas urbanos são aproximadamente estes.
http://i245.photobucket.com/albums/g...rteLitoral.jpg
http://i245.photobucket.com/albums/g...ubSistemas.jpg

As áreas de influencia para as funções muito especializadas são estas.
http://i245.photobucket.com/albums/g...emasaNorte.jpg

No PROT-N há ainda este mapa com os subsistemas urbanos.
http://i245.photobucket.com/albums/g...sTercirios.jpg

1. Perante isto o Douro Litoral ou AMP como queiram chamar, ficaria com a Aglomeração Metro do Porto (AgMP) (~1M), e com os subsistemas mais interligados e dependentes da AgMP, onde se incluem o 8 e o 8.1(Tamega ~0,4M), o 2 (P.Varzim-V.Conde ~0,1M), o 3, 4 e 4.1 (Entre Douro e Vouga ~0,25M). Além destes também seria de considerar a inclusão de Ovar.
Seria portanto uma região de cariz monocêntrico com subsistemas a rodearem o núcleo central.

2. Certamente que se pode queixar, mas o Minho tem como podem ver nas imagens, 3/4 sistemas bem definidos:
- o maior o Vale do Ave com mais de ~500.000h, que se reparte em 4 cidades com grande influencia, Guimarães (~200.000h), Famalicão (~130.000h), Fafe(~55.000h) e Santo Tirso (~72.000h), entre outras;
- a aglomeração de Braga com cerca de ~325.000h, que chega a 9 freguesias de Montalegre que ficará sempre noutra região, e a concelhos de outras NUTS III como Arcos, Ponte da Barca, Cabeceiras, Povoa Lanhoso e Vieira do Minho;
- Viana do Castelo ~160.000h, que se estende a grande parte do Alto Minho e a algumas freguesias de Esposende
- Barcelos ~120.000h, que está em grande interligação com a Ag. de Braga, e se estende a grande parte do seu concelho e a algumas freguesias de Esposende.
Depois existem ainda alguns pequenos sistemas mais ruralizados e isolados, como o de Valença, Arcos, Monção e Melgaço.
Mas será de forma evidente uma região muito mais equilibrada em termos de representantes, e com objectivos comuns. Do que um Entre Douro e Minho.

3. Seria uma possibilidade, mas a Lei que temos é esta e perante a mesma, quanto mais equilibradas forem as regiões no que diz respeito ao peso dos sistemas urbanos que as compõem, maior equilíbrio existirá e menor probabilidade teremos de criar "Novas Lisboas".

4. Como já disse tanto a Região de Lisboa como a do Porto, iriam incluir amplas áreas que ainda não são parte da AM existente. Mas como é óbvio a reorganização que agora seja feita devia por lei ser revista a cada x anos, tal como se fazem os censos.

Last edited by Karlussantus; May 16th, 2012 at 03:11 PM.
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Old May 16th, 2012, 01:29 AM   #118
Portvscalem
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Como a AMP tende a diminuir e a perder influência, é melhor criar uma região só na freguesia da Sé para antecipar o futuro....

Geo um area metropolitana enorme, para alguma escassa centena de milhar de habitantes....?? sendo capital da Galiza Santiago de alguma forma exerce influencia sobre toda a Galiza, no entanto, não achas exagerado??
Não achas que os montantes dos grandes investimentos públicos são exagerados para a dimensão da cidade? Eu desconfio que se devem de alguma forma ao factor capitalidade...
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