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Old May 25th, 2009, 11:19 PM   #21
C010T3
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Originally Posted by aleochi View Post
Coiote, entendo seu ponto de vista. Se pensarmos em tudo o que foi perdido com a abertura da avenida... Mas a Presidente Vargas foi necessária simplismente pra trazer todo o fluxo da zona Oeste e Norte do Rio para o coração do Centro, não somente pra ostentar o poderio do Destrito Federal de Vargas. Imagine, pra onde irião parar o fluxo que vêm das linhas Amarela e Vermelha?! E a Av. Brasil então?
Diga-me uma coisa. Onde vai parar o tráfego da Presidente Vargas? A Presidente Vargas liga nada com coisa alguma.
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Old May 25th, 2009, 11:36 PM   #22
odilson_sa
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Eu achei uma medida desastrosa demolir quatro igrejas, que com certeza teriam suas belezas arquitetônicas, para construir a Av. Pte. Vargas. Poderiam ter rasgado a avenida por um outro local, que não chegasse a atingir prédios históricos valiosos! Outra atitude que achei errada foi a retirado do Morro do Castelo, que era o marco zerro da cidade. Apagaram uma parte da história do Rio. De qualquer forma valeu fazer esse maravilhoso passeio, no tempo, por essa importante avenida que liga o centro a zona Norte da cidade. Parabéns bernardodurco, pelo belo trabalho!

Last edited by odilson_sa; May 25th, 2009 at 11:42 PM.
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Old May 26th, 2009, 12:05 AM   #23
bernardodurco
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Igreja São Pedro dos Clérigos



Texto do site (http://fotolog.terra.com.br/luizd:199)

A Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida em 1944 para a construção da Avenida Presidente Vargas, em foto de Marc Ferrez, em 1898.

Era uma das mais importantes igrejas da cidade, sendo a maior jóia do Barroco carioca e a única na cidade a externar suas características na sua fachada.

Seu interior foi totalmente decorado por Mestre Valentim, apresentando uma talha em estilo Rococó.

A Igreja de São Pedro, ou Igreja de São Pedro dos Clérigos, ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos São Pedro, esquina da Rua São Pedro com a Rua Miguel Couto (antiga dos Ourives), foi edificada no correr dos anos de 1732 a 1740, pelo bispo D. Fr. Antônio Guadalupe, para firmar a irmandade dos clérigos em casa própria.



Igreja São Pedro dos Clérigos - 1898





Igreja São Pedro dos Clérigos - 1920





Igreja São Pedro dos Clérigos - Final dos Anos 20





Igreja São Pedro dos Clérigos - 22/05/1942 (Correio da Manhã)





Igreja São Pedro dos Clérigos - 1943







Igreja São Pedro dos Clérigos - 1944





Em Breve + Fotos antigas de outras avenidas, ruas, praças e regiões do Centro do Rio.

Last edited by bernardodurco; February 21st, 2012 at 06:32 AM.
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Old May 26th, 2009, 12:25 AM   #24
Wey
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Originally Posted by aleochi View Post
Como o Daniel disse, o desenvolvimento tem um preço. Não consigo imaginar o Centro sem a Presidente Vargas. Mas o que eu não imagino MESMO é como uma área antes tão densa hoje é um desfile de vazios urbanos. Da rua Uruguaiana até a Praça da Bandeira, aquilo tudo era denso, tinha vida, casas, comercio. O Canal do Mangue era lindo. Não entendo como demoliram coisas pra não construir nada! Porque tirar as palmeiras imperiais do canal?!
x2

__________________
1 ∀x∀y[∀z(z∈x⇔z∈y)⇒x=y] ____2 ∀x[∃a(a∈x)⇒∃y(y∈x∧¬∃z(z∈y∧z∈x))] ____3 ∀x∀w_1∀w_2...∀w_n∃y∀x[x∈y⇔(x∈z∧∅)]
4 ∀x∀y∃z(x∈z∧y∈z) ____5 ∀F∃A∀Y∀x[(x∈Y∧Y∈F)⇒x∈A] ____6 ∀x∀w_1∀w_2...∀w_n[∀x(x∈A⇒∃!y∅)⇒∃B∀x(x∈A⇒∃y(y∈B∧∅))]
7 ∃X[∅∈X∧∀y(y∈X⇒S(y)∈X)] ____8 ∀x∃Q(x)∀z[z⊆x⇒z∈Q(x)] ____9 ∀X∃R(R well-orders X)
10 V=ULTIMATE L
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Old May 26th, 2009, 03:25 AM   #25
Ricardo Sandre
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O traçado escolhido para fazer Av. Presidente Vargas foi desastroso. Quantos prédios históricos e valiosos foram demolidos ? Parece que a incompetência não é de hoje.
O pior é que depois de tantas décadas a avenida ainda continua um completo vazio urbano principalmente entre o trecho da Central do Brasil até a Cidade Nova.
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Old May 26th, 2009, 06:06 PM   #26
muckie
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Valeu mesmo Bernardo...

O mais triste não foi a abertura da Av. em si, mas as futuras obras que destruiram o rico tecido antido do lado direito da via.. Com a nova alça e o viaduto para as Laranjeiras, com a obra do metrô que putz... pq nao foi feita sob o canteiro da Av. Pres Vargas... precisava demolir quadras inteiras de arquitetura ecletica e colonial???

Enfim, o fato de o Rio estar bombando em pleno modernismo lhe custou muito

fazer oq
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Old May 27th, 2009, 12:52 AM   #27
Pedrop.rio
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Originally Posted by C010T3 View Post
Diga-me uma coisa. Onde vai parar o tráfego da Presidente Vargas? A Presidente Vargas liga nada com coisa alguma.
Muito bonito de sua parte chamar a Tijuca e boa parte da Zona Norte de "nada".
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Old May 27th, 2009, 12:55 AM   #28
Pedrop.rio
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O que eu acho que poderiam ter feito é ter tido menos preciosismo no trajeto, ele não precisava ser uma linha reta. Umas curvas salvariam boa parte das construções históricas relevantes.

Mas não, na cabeça do pessoal da época só seria imponente se fosse desse jeito, e terminando na Igreja da Candelária. E quase levaram adiante a idéia tosca de içar a igreja e virá-la de frente pra avenida, uma obra que seria absolutamente inútil.
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Old May 27th, 2009, 05:17 AM   #29
C010T3
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Originally Posted by pedrop.rio View Post
Muito bonito de sua parte chamar a Tijuca e boa parte da Zona Norte de "nada".
Eu não chamo a ligação de margem da linha férrea com margem da linha férrea e margem da baía de algo.
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Old May 27th, 2009, 05:46 PM   #30
Osmar Carioca
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Igreja São Pedro dos Clérigos

Seu interior foi totalmente decorado por Mestre Valentim, apresentando uma talha em estilo Rococó.

A Igreja de São Pedro, ou Igreja de São Pedro dos Clérigos, ou Igreja do Príncipe dos Apóstolos São Pedro, esquina da Rua São Pedro com a Rua Miguel Couto (antiga dos Ourives), foi edificada no correr dos anos de 1732 a 1740, pelo bispo D. Fr. Antônio Guadalupe, para firmar a irmandade dos clérigos em casa própria.
Bernardo sempre com fotos e informações super importantes.

Eu não fazia a menor idéia da localização desta importante igreja. E depois de ler o texto aprendi que ela ficava juntinho da Av. Rio Branco e próxima da Igreja da Candelária.

Aliás, em uma das fotos acima, pode-se admirar as cúpulas da Candelária.
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Old May 27th, 2009, 05:55 PM   #31
Osmar Carioca
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Igreja São Pedro dos Clérigos


Igreja São Pedro dos Clérigos - 1943



Acho que o prédio alto que aparece na primeira foto, na extremidade direita, é aquele situado na Av. Rio Branco esquina de Alfândega, onde hoje funciona o BANESPA (onde no passado funcionou uma importante agência do CITYBANK). Ou será que estou enganado?
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Old May 30th, 2009, 08:11 PM   #32
bernardodurco
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Central do Brasil

Central do Brasil



Hoje colocarei algumas fotos da estação de trem mais famosa, e importante na história ferroviária do Brasil, que fica na Av. Presidente Vargas e que foi modificada no final dos anos 30, obedecendo o futuro alinhamento da abertura da Av. Presidente Vargas.

A Estação Central do Brasil é uma estação ferroviária, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro, e operada pela Supervia. É a estação de trens mais famosa do Brasil. Até o ano de 1998 era dominada Estação Dom Pedro II, denominação pela qual ainda é também conhecida.

A mesma teve um prédio construído em 1858 para inaugurar a linha da Estrada de Ferro Central do Brasil, a "Estação do Campo". Com o tempo teve seu nome alterado para estação da Corte e, mais tarde, Dom Pedro II. A estação hoje se chama Central do Brasil devido à antiga ferrovia extinta em 1971 por decisão da RFFSA. Este já era o nome informal da estação, e passou a oficial depois das filmagens do filme a que esta deu nome, que teve cenas rodadas na estação e concorreu ao Óscar, com Fernanda Montenegro na disputa pelo prêmio melhor atriz, em 1998.

O prédio construído em 1858 foi reformado anos mais tarde e finalmente demolido nos anos 30, para dar lugar ao atual, em razão das obras de eletrificação e expansão do sistema.

Dela hoje saem trens de diversos ramais, ligando o Centro aos demais bairros da Zona Norte e Oeste do Rio de Janeiro, e também aos municípios da Baixada Fluminense, inclusive o ramal de Saracuruna/Gramacho, do qual originalmente saíam da garagem de Barão de Mauá, por pertencerem à antiga Estrada de Ferro Leopoldina.

A Baronesa era o nome da locomotiva do primeiro trem a circular no Brasil; na sua primeira viagem, no dia 30 de Abril de 1854, percorreu a distância de 14 km num percurso que ligava a Baía de Guanabara a Raiz da Serra em Petrópolis no Rio de Janeiro. Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá (depois visconde), foi o responsável pela construção desta ferrovia através da concessão dada pelo imperador D. Pedro II, conhecida por Estrada de Ferro Petrópolis ou Estrada de Ferro Mauá.

No entanto, esta não era a primeira vez que se tentava introduzir o trem no Brasil. Em 1835 o regente Diogo Antônio Feijó tinha promulgado uma lei que concedia benesses a quem construísse uma estrada de ferro que ligasse o Rio de Janeiro às capitais de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. Esta arrojada e arriscada proposta não encontrou, contudo, ninguém que a quisesse explorar.

Em 9 de fevereiro de 1855, o Governo Imperial firmou contrato com o engenheiro inglês Edward Price para a construção da primeira seção de uma estrada de ferro que visava promover, a partir do Município da Corte (a então cidade do Rio de Janeiro), uma completa integração do território brasileiro sobre trilhos.

Foi então organizada a Companhia de Estrada de Ferro D. Pedro II, sob a direção de Christiano Benedicto Ottoni. O projeto mestre tinha como objetivo a construção de uma espécie de "espinha dorsal" entre o Rio de Janeiro e Belém do Pará, que teria conexões com todas as regiões do Brasil através de ramais a serem construídos pela própria companhia, ou, por meio de outras ferrovias.

As obras começaram em 11 de junho de 1855.

Em 29 de Março de 1858, seria inaugurada por D. Pedro II o primeiro trecho ferroviário urbano do Brasil que tinha incríveis 48,21 km, daquela que seria a principal, a mais importante e a mais famosa, estrada de ferro do Brasil, que impulsionaria o trem no Brasil, a Estrada de Ferro D. Pedro II, que inicialmente ligava a Estação Aclamação (atual Central do Brasil) à Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu (atual Queimados).

Nessa época havia cinco estações: a atual Central do Brasil, Engenho Novo, Cascadura (todas no Município da Corte), Maxambomba (atual Nova Iguaçu) e Queimados, na Província do Rio de Janeiro. Em 8 de novembro do mesmo ano, a estrada de ferro se estendeu até Belém (atual Japeri), no sopé da Serra do Mar.

Em 1889, com a Proclamação da República, ocorrida coincidentemente em frente a estação, na praça da Aclamação (atual Praça da República), pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que seria o primeiro presidente do Brasil, a estrada passaria a se chamar, Estrada de Ferro Central do Brasil.

A Central do Brasil foi um marco importante na história ferroviária do Brasil. Ela era a única ferrovia verdadeiramente nacional, já que ligava entre si os três principais estados do Brasil, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Esta interligação tinha um enorme movimento de pessoas e cargas, e foi importantíssima no escoamento da produção das jazidas de minério de ferro de Minas Gerais.
Quando da Proclamação da República, em 1889, já existiam no Brasil cerca de dez mil quilômetros de ferrovias, mas foi no início do século XX que se deu um grande passo no desenvolvimento ferroviário, tendo sido construídos entre 1911 e 1916 mais cinco mil quilómetros de linha-férrea.

Em 1860, foi concluído o Ramal de Macacos, a partir de Japeri, que era o ponto de partida para que a Estrada de Ferro D. Pedro II atravessasse a Serra do Mar. Em 12 de julho de 1863 os trilhos chegaram a Rodeio (atual Engenheiro Paulo de Frontin) e, no ano seguinte, ao Vale do Paraíba. O primeiro trem de passageiros alcançou Barra do Piraí a 9 de agosto de 1864.

Após a conclusão da transposição da Serra do Mar, a linha se bifurcou. O ramal chamado Linha do Centro seguiu em direção a Entre Rios (atual Três Rios). O outro, denominado Ramal de São Paulo, seguiu em direção ao Porto de Cachoeira (atual Cachoeira Paulista), atingindo-o em 20 de julho de 1875.

Em 1877 é concluída a ligação Rio de Janeiro – São Paulo, pela junção das ferrovias Paulista e D.Pedro II.

Em Entre Rios (onde chegou em 13 de outubro de 1867), a Estrada de Ferro D. Pedro II encontrou-se com a Estrada de Rodagem União e Indústria, inaugurada em 1861. Essa estrada ligava Petrópolis a Juiz de Fora. A partir dali, seguiu para outros municípios de Minas Gerais, alcançando Queluz de Minas (atual Conselheiro Lafaiete) em 1883.

A eletrificação da Central do Brasil foi decidida em 1933 após muitos anos de indecisões, mas a falta de meios económicos, aliada ao abandono das obras por parte da empresa inglesa responsável que foi obrigada a voltar-se exclusivamente para o esforço de guerra britânico na Segunda Guerra Mundial, atrasou o processo muitos mais anos. Em 1910 já tinha começado a eletrificação da E.F. Corcovado e em 1922 a Companhia Paulista de Caminhos de Ferro.

Em 30 de Setembro de 1957 é criada a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que unificou as 42 ferrovias existentes, criando um sistema regional composto por 18 estradas de ferro. É por esta altura que surgem também as primeiras locomotivas a diesel no Brasil. Nesta altura, a rede ferroviária já se estendia por 25 mil quilómetros, (alguns já eletrificados), com ligações à Bolívia, à Argentina e ao Uruguai.

Em 1996, a R.F.F.S.A. é privatizada e as suas linhas divididas por várias empresas como a M.R.S. Logística, a Ferrovia do Centro Atlântica – F.C.A. e E.F. Vitória-Minas.


Central do Brasil – Início do Século XIX




Praça da República – 1851




Central do Brasil (Construção da Estrada de Ferro Rio-Petrópolis) - 1856




Central do Brasil - 1865




Central do Brasil - 1870




Central do Brasil - 1889




Central do Brasil - Final do Século XIX






Central do Brasil - 1899




Central do Brasil – Início do Século XX






Central do Brasil - 1921




Central do Brasil - Anos 20






Central do Brasil - 1927




Central do Brasil - 1928








Central do Brasil - 1930






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Central do Brasil - Início dos Anos 30 (Começo da Era Vargas) (Ação Integralista Brasileira) (Rio X SP, a rivalidade que até certo ponto, é bom para o desenvolvimento do país, estava no auge naquela época, com a crise político-militar)

Na verdade, hoje se sabe que a Revolução de São Paulo, ao contrário do que dizia a propaganda do governo federal na época, não tinha um caráter separatista, era apenas um movimento em defesa da democracia em todo o país e dos ideais que levaram Getúlio Vargas ao poder em 1930. Uma evidência disso é que o movimento tinha articulações em outros estados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais e contava com o apoio velado de oficiais do próprio Rio de Janeiro.

O que São Paulo não concordava, na sua particularidade, era a forma como vinha sendo tratado pelo governo Vargas. Afinal, mesmo tendo apoiado a Revolução de 30, os paulistas sentiam-se hostilizados pelo governo federal, com a nomeação de interventores sem nenhuma relação com o Estado. Manifestava-se assim, uma ação preconceituosa contra o Estado por ser ele, desde 1915, o mais desenvolvido da nação, com relações capitalistas concretizadas, em meio a um país agrário, dominado em muitas regiões por coronéis com seus vícios da Velha República – a exemplo do voto de cabresto.

A crise político-militar de 1932 foi um questionamento profundo do próprio caráter da república brasileira, um confronto aberto entre a democracia, defendida pelos constitucionalistas, e o autoritarismo, praticado por Vargas e apoiado pelos tenentes




A GUERRA

1932 - Duas reuniões da cúpula conspiratória em São Paulo, nos dias 7 e 9 de Julho, decidiram pelo início do confronto, atacar o Rio de Janeiro na madrugada do dia 10, tendo como comandante militar o coronel Euclydes Figueiredo, recém chegado do Rio de Janeiro, e comandante-geral Isidoro Dias Lopes, que havia liderado o levante de 1924.

Os primeiros confrontos se deram em Passa Quatro, no Vale do Paraíba, quando tropas paulistas começaram a atacar o Rio de Janeiro, tropas federais comandadas por Eurico Gaspar Dutra – que seria presidente 14 anos depois – defendendo o Rio de Janeiro, massacraram os paulistas. Enquanto isso, em Itararé, na divisa com o Paraná, tropas do Rio Grande do Sul atacaram as posições paulistas.

É curioso notar que os voluntários paulistas que haviam se dirigido a essas regiões esperavam pela adesão dos militares vindos de Minas Gerais, no caso de Passa Quatro, e do Sul, na região de Itararé. Mas as articulações do governo federal (Rio de Janeiro) minaram esses apoios, e inverteram o xadrez político, sendo assim, tanto Minas Gerais como o Rio Grande do Sul, numa atitude covarde de última hora, temendo represálias cariocas, decidiram em não se unir a São Paulo, deixando assim São Paulo sozinho contra o Rio.

Os paulistas que foram para esses locais não tinham prática alguma no manuseio das armas. Eles esperavam pelas tropas do Sul e de Minas achando que viriam como aliadas para marcharem até o Rio e derrubarem o governo. No entanto, os militares, que eram profissionais na utilização das armas, já chegaram atirando, não havendo possibilidade de resistência nessas frentes.

Decidido a esmagar a revolução, o governo federal do Rio de Janeiro ordena às forças armadas o bombardeio aéreo do Campo de Marte, na zona Norte, à cidade de Campinas, uma Usina Hidrelétrica, posições no Vale do Paraíba – entre Bananal e Barra Mansa, interior do Estado do Rio -, e na frente Sul, às cidades de Faxina, Buri e Itapetininga.

O bombardeio mais forte ocorreu em Campinas, onde civis ficaram feridos e um garoto de 10 anos foi morto. Já o Campo de Marte foi alvo de um pesado ataque aéreo porque seus pilotos haviam sido convocados para integrar o Movimento Constitucionalista, juntamente com outros aviadores militares que aderiram à causa.

Além da destruição provocada ao Campo de Marte pelos bombardeios, derrotado o levante, todos os aviões do Campo de Marte foram levados para o Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Além disso a instalação do Parque da Aeronáutica, em 1934, ocupou uma boa parcela da área do Campo de Marte.

Apesar da supremacia das forças governistas – com mais de 300 mil homens contra o exército de 40 mil soldados paulistas - a resistência dos constitucionalistas surpreendeu, mesmo tendo os estoques de armas, munições e equipamentos das guarnições federais no Estado (Rio de Janeiro) que era destribuído por todos os estados, incluindo São Paulo.

O saldo da revolução registra mais de 600 mortos e 15 mil feridos ou mutilados. Mas, se São Paulo foi derrotado no que diz respeito aos embates de guerra, o mesmo não se pode afirmar sobre os desdobramentos políticos. Dentre os quais a confirmação das eleições de 1933 e a promulgação da Constituição de 1934, para cuja redação os constitucionalistas deram contribuição importante, já que obtiveram 17 das 22 vagas da bancada paulista para a Câmara Federal Constituinte.


Central do Brasil - Anos 30 (O Atual Edifício começa a aparecer atrás da antiga estação)






Central do Brasil - 1940




Central do Brasil - 1941




Central do Brasil - Início dos Anos 40




Central do Brasil - Anos 40






Central do Brasil - 1949




Central do Brasil - Anos 50








Central do Brasil - 1956




Central do Brasil - 1958




Central do Brasil - 1963




Central do Brasil – 1964




Central do Brasil - 31/03/1964




Central do Brasil - 1966




Central do Brasil - 1969






Central do Brasil - 1971






Central do Brasil - 1974




Central do Brasil - 1980

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Marcio Carioca liked this post

Last edited by bernardodurco; May 15th, 2012 at 07:25 PM.
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Old May 30th, 2009, 08:52 PM   #33
Wey
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Aff bernardo, um dia você ainda me dá um enfarto com essas fotos

Muito linda a Central!! Um dos meus prédios prediletos na cidade! É art déco, verdade??

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1 ∀x∀y[∀z(z∈x⇔z∈y)⇒x=y] ____2 ∀x[∃a(a∈x)⇒∃y(y∈x∧¬∃z(z∈y∧z∈x))] ____3 ∀x∀w_1∀w_2...∀w_n∃y∀x[x∈y⇔(x∈z∧∅)]
4 ∀x∀y∃z(x∈z∧y∈z) ____5 ∀F∃A∀Y∀x[(x∈Y∧Y∈F)⇒x∈A] ____6 ∀x∀w_1∀w_2...∀w_n[∀x(x∈A⇒∃!y∅)⇒∃B∀x(x∈A⇒∃y(y∈B∧∅))]
7 ∃X[∅∈X∧∀y(y∈X⇒S(y)∈X)] ____8 ∀x∃Q(x)∀z[z⊆x⇒z∈Q(x)] ____9 ∀X∃R(R well-orders X)
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Old May 30th, 2009, 08:58 PM   #34
Fernando_Brasil
Piu Forte, porra!
 
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Eu fico impressionado com essas intervenções no centro do Rio. A impressão que eu tenho é a de que pegaram um bisturi e deformaram a cara da cidade. O Rio, como capital e cidade mais importante do país, foi a maior vítima dessas invencionices modernas de uma nação jeca que nascia do fetiche de modernidade de presidentes popularescos como Vargas e Juscelino Kubistcheck. O Brasil deu um passo pra frente para cair no poço. Não só do ponto de vista arquitetônico, diga-se de passagem.
Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria com uma 12 na mão, na data de 19 de abril de 1882 na cidade de São Borja...rss
__________________
Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.


Carlos Drummond de Andrade

Last edited by Fernando_Brasil; May 30th, 2009 at 09:05 PM.
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Old May 30th, 2009, 09:45 PM   #35
Uhr Ban
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...um dos melhores threads que já vi. Impressionanrte como a Pres Vargas é congestionada desde sempre!!!
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Old May 30th, 2009, 10:13 PM   #36
PauloLescaut
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Originally Posted by Fernando_Brasil View Post
Eu fico impressionado com essas intervenções no centro do Rio. A impressão que eu tenho é a de que pegaram um bisturi e deformaram a cara da cidade. O Rio, como capital e cidade mais importante do país, foi a maior vítima dessas invencionices modernas de uma nação jeca que nascia do fetiche de modernidade de presidentes popularescos como Vargas e Juscelino Kubistcheck. O Brasil deu um passo pra frente para cair no poço. Não só do ponto de vista arquitetônico, diga-se de passagem.
Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria com uma 12 na mão, na data de 19 de abril de 1882 na cidade de São Borja...rss
Ah, Fernando, mas isso pra tudo. Um prédio eclético demolido deu origem a um art-déco, mas antes dos ecléticos, havia os coloniais.
__________________
The cake is a lie
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Old May 30th, 2009, 10:35 PM   #37
Tquintan
Niteroiense da gema!!
 
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E antes a mais virgem das florestas ... Gente não tem jeito, se hoje o Rio é essa Larousse arquitetônica a céu aberto é porque houve essas intervenções, sendo algumas infelizes outras desnecessárias, mas isso o tempo trata de cuidar, vide o caso do prédio que esta sendo demolido no centro para a construção de outro ou os retrofits, o fascinante da arquitetura é mudar o meio em que vivemos, com as visões vigentes no seu tempo, por isso sou apaixonado por ela
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Old May 30th, 2009, 10:55 PM   #38
Fernando_Brasil
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Originally Posted by PauloLescaut View Post
Ah, Fernando, mas isso pra tudo. Um prédio eclético demolido deu origem a um art-déco, mas antes dos ecléticos, havia os coloniais.
Paulo, eu sou um cara muito pedestre quando se trata de arquitetura. Não tenho um gosto muito apurado e me deslumbro com aquilo é fácil de se apreciar. No meu entender, nunca, nem antes e nem depois, o Rio alçou um nível de beleza urbana tal como nos anos 20 e 30. Apesar da espoliação criminosa contra as origens históricas da cidade, naqueles tempos a cidade conseguiu um feito raro, na minha opinião - equilibrar a estravagância do eclético em uma textura urbana homogênea em um espaço extremamente vivído, repleto de pessoas, de idéias, de movimento. O Rio de hoje pode ser essa miscelânea interessante, mas o seu centro foi esvaziado graças a essas intervenções urbanas modernas.
Ademais, eu tenho restrições sérias ao fenômeno da modernidade no campo das artes. Eu falo que eu sou um cara do fim do séc. XIX e início do XX, que gosta de Mahler, de Cruz e Souza, de Kierkegaard, de Machado de Assis, de Alphonsus de Guimarães, de Richard Strauss, de Nietzsche, de Auguste Rodin, de Enrico Caruso, de arquitetura eclética, de geopolítica, de liberalismo.
Eu sei que aqueles tempos era outono de um mundo que nunca mais se encantaria. Mas se tempo pudesse parar, que parasse lá. Daí esse meu encanto desmedido pelo Rio dos primeiros anos do séc. XX. E minha indignação por ele ter sido dissolvido pela modernidade precoce de um país tão jovem quanto o Brasil.
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Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.


Carlos Drummond de Andrade

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Old May 30th, 2009, 11:07 PM   #39
C010T3
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Originally Posted by Fernando_Brasil View Post
Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria com uma 12 na mão, na data de 19 de abril de 1882 na cidade de São Borja...rss
Eu prefiriria surgir em 27 de fevereiro de 1902 em Toulon e mudar para o Rio de Janeiro a tempo de 15 de dezembro de 1907.

Last edited by C010T3; May 31st, 2009 at 01:07 AM.
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Old May 30th, 2009, 11:13 PM   #40
Fernando_Brasil
Piu Forte, porra!
 
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hauahauahauahau
Quem não entendeu, joga no Google.
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