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Old September 7th, 2008, 11:21 PM   #1
dfbm
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Sou do mundo, sou Minas Gerais - Dobra o número de estrangeiros que vêm a MG a trabalho

Sou do mundo, sou Minas Gerais
Dobra, no país, número de estrangeiros que vêm a trabalho e acabam escolhendo o Brasil para morar. Em Minas, setores como mineração e siderurgia são os mais atraentes

O sotaque, na maior parte das vezes, é carregado. Alguns trocam as letras “r” pelo “l”, “a” pelo “o” e, em muitos casos, sofrem ao pronunciar o “rr” e o “lh”. Quando vão começar a conversa, logo entregam: “Eu non falar bem português. Se você falar bem devagarzinho, compreendo”. Mas a intenção de aprender e absorver a cultura é grande. Os estrangeiros que vêm trabalhar por aqui estão mais numerosos e enxergando o Brasil com outros olhos – mais abertos e menos puxados. O país deixou de ser visto como lugar de praia, samba e futebol para se tornar a própria casa, onde vão fincar os pés e ganhar dinheiro.

O crescimento da economia brasileira está motivando os estrangeiros a arrumarem as malas e desembarcar no país. No primeiro semestre deste ano, o número de autorizações para estrangeiros trabalharem no Brasil chegou a 18,2 mil, o maior em cinco anos, segundo dados do Ministério do Trabalho. O crescimento é de 45% em relação ao mesmo período de 2007. Se forem considerados os dados do primeiro semestre de cada ano, desde o início da série histórica, em 2004, o total de estrangeiros que veio trabalhar no Brasil quase dobrou. Passou de 9,3 mil para 18,2 mil em 2008.

Em Minas Gerais, o número ainda está longe de alcançar os índices de São Paulo e Rio de Janeiro. Mas cresce, pouco a pouco. Só no primeiro semestre deste ano, 607 pessoas de outros países vieram morar no estado, quase o mesmo volume de todo o ano de 2005. Alguns são empreendedores e escolheram o Brasil para fazer negócios. Outros chegam para trabalhar nas multinacionais. A siderurgia e a mineração são as áreas que mais atraem estrangeiros, com a descoberta das novas jazidas e a valorização do minério de ferro lá fora. Outros segmentos também começam a despertar a atenção de investidores internacionais, como o setor imobiliário, automotivo e de entretenimento. “No Rio e em São Paulo, a vinda dessas pessoas está muito associada com a questão da exploração do petróleo no mar. Os técnicos estrangeiros já vêm junto com os navios”, observa Paulo Sérgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração, do Ministério do Trabalho. Ele lembra ainda que, em Minas, as atividades de siderurgia e mineração captam mão-de-obra superior ou com formação técnica especializada, que vem repassar o conhecimento aos que vão ficar.

Os chineses (onde eles não estão?) lideram a lista dos desembarques em território mineiro, seguidos dos americanos, franceses e italianos. O chinês Zhu Quiang faz parte do grupo que chegou a Belo Horizonte no primeiro semestre do ano. Em abril, inaugurou o escritório de representação da China Metallurgical Group Corporation, empresa no ramo da siderurgia e metalurgia. “A China expandiu muito nesse setor nos últimos anos. Acumulamos muita experiência e queremos compartilhar com as empresas daqui”, afirma o empresário de Pequim.

A Escola Americana só tem o nome e o diretor americanos. Seus 150 alunos são de 20 nacionalidades diferentes, estudando logo ali no Bairro Buritis, em BH. Nos últimos dois anos, o número de filhos de estrangeiros matriculados na escola cresceu 40%. “As famílias brasileiras se misturam às de estrangeiros, que vêm trabalhar como diretores na Fiat ou estão ligados à mineração. Eles preferem dar uma educação internacional aos filhos, pois sabem que vão ficar de três a cinco anos no Brasil e que a próxima etapa pode ser em Dublin, por exemplo”, afirma Dawn Kelly, gerente de Marketing e Desenvolvimento da instituição. Há um ano e meio na função, ela própria notou diferença entre essa etapa e a última vez em que trabalhou no país, em 1990. “Antes, eu nunca encontrava ninguém de fora aqui em BH. Agora, isso mudou”, compara.

A holandesa Ingrid La Heij chegou há oito meses com a família em Belo Horizonte. O marido veio transferido por uma multinacional de eletroeletrônicos. Ingrid abre o sorriso quando vai falar de Minas. “As pessoas são agradáveis e restaurantes são bons. Não tenho o que reclamar, nem do tráfego. ” Ela costuma se reunir todos os meses com grupo de mulheres de estrangeiros que trabalham na capital. Semana passada, levou a filha, Sofie, de dois anos. No encontro, trocam idéias sobre a educação dos filhos e a vida fora do país.

Chá verde, toalha e ofurô

Hotéis e restaurantes da cidade mudam hábitos e fazem reformas para receber volume cada vez maior de imigrantes que chegam aqui para trabalhar. Brasileiros faturam com eles

Nos hotéis da capital mineira, os orientais já são recebidos com chá verde, toalha quente para limpar as mãos e banheira com água bem quente, quase um ofurô. Também, pudera. Em Minas, os chineses estão em primeiro lugar (os japoneses aparecem em sétimo) entre os estrangeiros que vieram trabalhar aqui este ano, com o dobro de pessoas em relação à segunda posição, ocupada pelos americanos. Em terceiro, estão os franceses. No ranking brasileiro, as posições incluem Estados Unidos, Reino Unido e China, nessa ordem.

O vocabulário de português do chinês Zhu Quiang se resume a “obrigado, de nada, bom dia, boa tarde, boa noite”. Ele também tem pouca familiaridade com a cultura do país. Quando o assunto é o mercado siderúrgico brasileiro, no entanto, o engenheiro Quiang tem todos os cálculos na ponta da língua. “O Brasil está em expansão, com abundância de matéria-prima. Se for analisar todos os países em desenvolvimento, o país seria o primeiro em potencial de crescimento no segmento de siderurgia e ferro. Dentro de cinco anos, a produção deve dobrar”, afirma Quiang.

Foi em cima de cálculos numéricos que ele escolheu Belo Horizonte para abrir o escritório da China Metallurgical Group Corporation, que atua na área de metalurgia e siderurgia. E em poucos meses no estado, só tem o que comemorar. Já tem como clientes o Grupo Gerdau, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a ArcelorMittal Brasil. “Estou gostando daqui, é mais seguro do que São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, é bom de fazer negócio”, afirma. Quando o assunto passa para as brasileiras, Quiang é taxativo: “São muito bonitas. Me falaram que em Belo Horizonte estão as mais bonitas do país”, diz.

Nos restaurantes chineses, o aumento dos conterrâneos é sentido à vista. “Nos últimos três anos, cresceu em 30% o número de chineses aqui. Temos mais gente fazendo investimentos”, diz Sam Ho Weng Sam, dono do Dragon Center. “O restaurante em Belo Horizonte hoje precisa ter o padrão internacional”, afirma Roberto Lam Chong, dono do Macau, que passou por expansão recente.

Sem chuveiros

No Hotel Liberty, na região da Savassi, 23 dos 94 apartamentos encontram-se neste momento ocupados por japoneses. Para receber esse público, o hotel oferece 16 exemplares do jornal diário japonês Shimbun, garrafas térmicas para manter aquecido o chá verde dos hóspedes e ainda passou por uma reforma para acrescentar banheiras nos quartos. “Eles não gostam de chuveiro e só se hospedam onde tem banheira. A água tem de ser bem quente e gostam de tomar banhos demorados para relaxar, pois trabalham demais. E nunca comem rodízio de sushi”, explica Silvânia Capanema, proprietária do Liberty e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas (ABIH-MG).

Segundo ela, os japoneses são muito reservados e quase nunca conversam com os funcionários do hotel. “Eles chegam tarde da noite do trabalho, saem para jantar em churrascarias e depois continuam trabalhando de madrugada em contato com a matriz, devido à diferença de fuso horário”, completa.

Na Rua Paraíba, onde estão localizados o Liberty e outros hotéis especializados em turismo de negócios, foram abertas duas mercearias orientais, que lembram as do Bairro Liberdade, em São Paulo. Dentre os importados legítimos, estão 10 tipos de saquês, que custam de R$ 4 a R$ 30 a garrafa, sete tipos de chá verde, diversas marcas de macarrão e até o refrigerante japonês, que chama a atenção pelas cores fosforescentes. “Muitos japoneses vêm aqui fazer mercearia e matar a saudade da comida”, afirma o dono de uma delas , a Yo-Yo, Wanduarley Braga.

Doido por uma pizza e caipirinha

“BH é uma capital muito cosmopolita. Aqui tem ópera, teatro, bons restaurantes e pessoas agradáveis”, elogia o engenheiro canadense Tim Mann. Há seis anos vindo ao Brasil, Tim já ultrapassou o estereótipo do “gringo louco por caipirinha”. Apesar de não recusar o drinque tipicamente nacional, ele é capaz de escolher entre pagar o preço dos melhores rodízios da capital ou uma boa opção para a noite: a pizza de marguerita do Pomodoro’s, que, segundo ele, “é a melhor da cidade e é também barata”. Desde 2003, ele é enviado ao Brasil todos os anos pela mineradora canadense Largo Resources, para participar de projetos de perfuração em Minas. “Os vôos diretos do Canadá vêm sempre lotados de Toronto”, revela.

Os artistas estrangeiros ajudam a engordar o volume de profissionais de fora em Minas Gerais. Dos 607 que desembarcaram no estado no primeiro semestre deste ano, 215 são artistas. “O aumento desse número tem a ver com o aumento dos eventos artísticos internacionais na capital mineira. Apesar de serem eventos pontuais, é um fato interessante, porque demonstra o intercâmbio cultural para que a população possa ter acesso à cultura dos outros países e mostra a melhoria do poder aquisitivo das pessoas em BH”, afirma Paulo Sérgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração, do Ministério do Trabalho. (GC e SK)

Aprender a cultura é fundamental

O bem-estar das mulheres e filhos das famílias são cada vez mais valorizados nas multinacionais na hora de transferir executivos. “As empresas têm consciência de que, se a família não estiver aclimatada no país, o profissional não fica”, afirma Luziana Lanna, dona da escola de idiomas com 14 unidades na Grande Belo Horizonte.

A rede hoje não se limita mais a ensinar português para as famílias de estrangeiros. “Hoje, ensinamos cultura, costumes, relação com a empregada doméstica, com o motorista e com o trânsito”, afirma Luziana. Na escola, os estrangeiros fazem cursos intensivos com aulas interativas nos supermercados e no trânsito. “Estamos começando a internacionalizar a cidade. Antes, os estrangeiros vinham para ganhar dinheiro e não queriam ficar. Hoje, querem ter a vida aqui”, observa.

A chilena Ana Eliana Valenzuela faz parte de um grupo de estrangeiras que mora em Belo Horizonte e se reúne mensalmente para trocar idéias e fazer amizades. Cada mês, a reunião é numa casa. “Inicialmente, o objetivo do grupo era só conhecer gente. Agora, temos a intenção de fazer um trabalho social”, afirma Ana. A maior parte das mulheres do grupo veio acompanhar o marido. Ana gosta de morar na capital, mas faz algumas ponderações. “A roupa é muito mais barata no Chile, assim como a educação.” Ela tem três filhos: de 6, de 8 e de 16 anos. A chilena reclama também da falta de espaço para lazer e entretenimento com as crianças. “Uma vez, coloquei as bicicletas no carro e fui ao Parque das Mangabeiras com eles. Chegou lá, era proibido circular. Como aqui tem muita montanha, há limitações também”, afirma.

A belga Gwen Verschraegen está há um ano e meio em Belo Horizonte. Ela acaba de ter a segunda filha, Lara de Clercq. Gwen fala com orgulho que a filha é brasileira. “Adoro que ela seja brasileira. Nosso visto seria por quatro anos. Como tivemos a filha aqui, podemos ficar mais tempo”, afirma. Ela estuda português, mas fala que tem limitações para praticar. “Meu marido fala no trabalho e meus filhos na escola. Eu converso em casa no meu idioma. Aí meu aprendizado é mais devagar”, diz.
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Old September 7th, 2008, 11:22 PM   #2
Inconfidente
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A fonte é o Estado de Minas/Portal Uai.
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Old September 7th, 2008, 11:32 PM   #3
dfbm
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Que bombante!

Nem sei dizer o quanto isto é bom pra BH! Essa abertura, a inserção no panorama mundial, incorporando diversidade, atraindo investimentos, tudo!

Ah, e no jornal impresso tinha uma tabela com vários dados, até o número de pessoas por país, mas não saiu na versão on-line.
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Old September 7th, 2008, 11:33 PM   #4
dfbm
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E enquanto isso tomar sol na praça rende assunto por 1 mês!
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Old September 7th, 2008, 11:47 PM   #5
Bruno BHZ
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hahahaha

Muito bom, mesmo!!!

Só faltou grifar isso:

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Originally Posted by dfbm View Post
Quando o assunto passa para as brasileiras, Quiang é taxativo: “São muito bonitas. Me falaram que em Belo Horizonte estão as mais bonitas do país”, diz.
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Old September 8th, 2008, 02:48 PM   #6
nando02
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que legal!!
queria ver esse numeros de estrangeiros por origem em Bh!!
se algm tiver coloca aqui pra gente!!
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Old September 8th, 2008, 10:06 PM   #7
FredBH
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legal! tb quero ver a tabela..
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Old September 10th, 2008, 03:37 AM   #8
dfbm
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Ah que merda. Tirei as fotos do jornal lá na faculdade, só vi que estavam tão sem foco assim agora.

Essas câmeras de celular... Acho que tinha ter tirado mais de longe.



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Old September 10th, 2008, 10:43 PM   #9
Inconfidente
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É o que eu pensava. Chineses por todo lado em BH!
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Santo Antônio, BH
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Old September 10th, 2008, 10:49 PM   #10
Brazilian
BANNED
 
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Eh absurdamente pouco a quantidade de estranheiros que veem pra Minas ainda. Nos somos a terceira maior economia do pais. Deveriamos estar colocados com no minimo 10% dos estrangeiros vindo morar aqui em Minas.
Brazilian no está en línea  
Old September 13th, 2008, 08:36 PM   #11
Astronauta
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...

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Originally Posted by dfbm View Post
“BH é uma capital muito cosmopolita. Aqui tem ópera, teatro, bons restaurantes e pessoas agradáveis”, elogia o engenheiro canadense Tim Mann.
Tem forista que se surpreenderia com essa frase. "BH cosmopolita???? BH não tem nada de interessante" [sic]
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Old September 14th, 2008, 12:39 AM   #12
Lucianors
Na metrópole mineira
 
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Originally Posted by Astronauta View Post
Tem forista que se surpreenderia com essa frase. "BH cosmopolita???? BH não tem nada de interessante" [sic]
Esses devem estar engolindo seco uma hora dessas.
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Belo Horizonte, Cidade-sede da Copa do Mundo de 2014.
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Old September 14th, 2008, 01:28 AM   #13
Inconfidente
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Originally Posted by Lucianors View Post
Esses devem estar engolindo seco uma hora dessas.
haha

O dia que entrarem em BH vão tomar um susto!
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Old September 14th, 2008, 01:47 AM   #14
MVOL-IPN
Vinícius
 
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Originally Posted by Fred_ View Post
É o que eu pensava. Chineses por todo lado em BH!
Sem querer ser chato, uma parcela boa destes estrangeiros pedindo visto de trabalho ai não estão indo pra BH não, estão vindo para o Vale do Aço...

Uma empresa chinesa está construindo a nova coqueria da Usiminas, o intercâmbio entre europeus e brasileiros é constante na ArcelorMittal (Timóteo e João Monlevade) e não é muito difícil de se ver japoneses usando até uniforme da Nippon Steel em Ipatinga...
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Old September 14th, 2008, 01:52 AM   #15
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O que eu quis dizer é que boa parte do estrangeiros que vêm pra BH são chineses.
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Old September 14th, 2008, 05:27 PM   #16
ESMAwar
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Por um lado é bom, pois difunde Minas pelo mundo.Essa terra tão rica cuturalmente e historicamente muito pouco conhecido lá fora!
Mas por outro lado mostra a deficiência da educação brasileira que não forma profissionais capacitados tornando essa busca exterior mais frequente.
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Old September 15th, 2008, 02:07 AM   #17
Rcrd
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Eu tenho notado que a cidade esta se "cosmopolitalizando" mais a cada dia.
Mas ainda assusto as vezes com algumas entrevisitas dos telejornais nas ruas, onde aparece cada figurando dando entrevista... Sera que nao dava pras emissoras darem uma filtrada no tipo de gente que aparece... Nao querendo ser mal...
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Old September 15th, 2008, 02:13 AM   #18
Rcrd
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Dentro do assunto, lembrei desta materia meio antiga.

Se nao quiser ler tudo leia so a parte em negrito.


A Invasão Chinesa


As relações comerciais entre Brasil e China me lembra uma teoria famosa criada pelos economistas da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina), órgão criado pela ONU no pós-guerra sediado em Santiago do Chile. Estes economistas desenvolveram a teoria das relações Centro-Periferia; que colocava os países da América Latina dependentes de exportação de produtos primários para os países ricos (Centro), enquanto estes exportavam produtos industrializados para os países da periferia. Situação típica na América Latina que prevaleceu desde os tempos coloniais até a crise de 1929. Este período antes de 1930, chamado de Liberalismo não permitia a industrialização da periferia pois os países do Centro estavam mais avançados e num mercado livre poderiam vender produtos mais baratos. Cada país especializava em produtos que poderiam produzir com custos menores tornando-se competitivo em termos internacionais. Assim, os países periféricos seriam eternamente exportadores de matérias-primas e produtos primários e eternamente importadores de produtos industrializados. Os cepalinos apontavam somente uma alternativa para sair desta armadilha : industrialização com proteção do Estado; que ficou conhecido depois na América Latina como o processo de industrialização via substituição de importações. Ou seja, o Estado protegia o mercado interno dos produtos estrangeiros, taxando-os mais caros (via tarifas ou câmbio); e desta forma a indústria nacional se sentia mais segura para investir e produzir para o mercado interno. Boa parte dos países desenvolvidos usaram estas políticas de proteção para se industrializarem.
Novamente a situação do comércio entre América Latina e China parece repetir as relações Centro-Periferia, dos tempos coloniais. O que o Brasil exporta para a China ? Soja, minério de ferro, etc. > produtos primários. O que o Brasil importa da China ? Produtos industrializados, eletrônicos sofisticados, chips e peças de eletrônicos e até produtos da indústria tradicional (têxteis, vestuários, utilidades domésticas e de consumo pessoal, etc.). Exportamos matérias-primas e importamos o produto industrializado a partir destas matérias-primas. Exatamente como nos tempos coloniais. Minas Gerais exportava ouro na época colonial do século XVIII e importava todo tipo de artigos industrializados da Inglaterra (via Portugal), que afinal era onde o nosso ouro ia parar, financiando em grande parte a famosa Revolução Industrial no mesmo período.
Minas, hoje em dia, na região do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri é responsável por mais da metade da produção mundial de pedras preciosas, semi-preciosas, cristais de quartzo, hematita,etc. Minas hoje abriga a maior reserva de silício economicamente viável do mundo. Cristais de quartzo podem ser transformados em silício puro, componente essencial na fabricação de componentes eletroeletrônicos (placas de computadores, chips, resistências elétricas, células fotovoltaicas,etc.), semicondutores, etc. No entanto, esta região é uma das mais pobres de Minas e do país. Os chineses sabem disso e já chegaram lá. Repórteres do Estado de Minas pesquisaram a região e publicaram uma reportagem em 19/11/2006. Dezenas de pequenos empresários chineses estão varrendo esta região, compram tudo que encontram em estado bruto, maior parte no comércio informal, direto com os garimpeiros, sem tributação e mandam para a China. Vejam a situação, os garimpeiros vendem peças de quartzo a R$0,40 cada. Industrializados estes cristais podem valer até R$80,00 cada ou seja, 20.000 vezes mais. E o pior : o produto chinês industrializado com matéria prima brasileira, entra no Brasil 35% mais baratos que os fabricados aqui. Neste caso, pesa a carga tributária que no Brasil é alta e na China é de apenas 7%.
A China possui a mão de obra mais barata do mundo, sem leis trabalhistas, sem salário mínimo; possui a carga tributária mais baixa ou uma das mais baixas do mundo; a moeda chinesa vale 5 vezes menos que o dólar; possui a maior população do mundo. O que se vê é que a China, como os outros países orientais, os chamados tigres asiáticos, usaram políticas econômicas para estimularem as exportações de produtos industrializados. Por exemplo, a política cambial super desvalorizada faz com que os produtos exportados sejam super baratos e os produtos importados sejam mais caros; desta forma os produtos que eles fabricam entram mais baratos nos países ocidentais. O Japão fez isso, no pós-guerra e continua fazendo, agora é a vez da China que está com sua moeda superdesvalorizada em relação ao dólar. Assim, fica mais fácil, os produtos chineses são muito mais baratos em dólar do que qualquer produto estrangeiro. Isto mais o custo da mão de obra chinesa, faz com que seus produtos fiquem extremamente competitivos no mercado internacional. A América Latina,usava uma política econômica completamente oposta – protegia seu mercado interno – assim sua indústria era competitiva somente no mercado interno e não no mercado externo. Sua indústria ao contrário não era competitiva. Quando estes abriram seus mercados, o que houve foi uma desindustrialização – pois as indústrias da América Latina não eram competitivas, devido ao tipo de políticas adotadas pelos seus governos, tipo substituição de importações. O sucesso dos países asiáticos se deu usando políticas bem diferentes, estimulando a exportação de produtos industrializados, tornando a indústria desses países mais competitivas. Quem vai concorrer com os chineses ? Impossível. O Brasil teria que fazer reformas drásticas em seu modelo econômico – teríamos que construir e estruturar um novo modelo econômico dentro do contexto atual da globalização e das condições do mundo moderno. - o que levaria décadas. Enquanto isso, eles estão sendo a fábrica do mundo e em pouco tempo irão ultrapassar os EUA em termos de PIB, tornando-se a maior potência econômica do mundo.
Rcrd no está en línea  
Old December 29th, 2008, 06:15 AM   #19
lucasrfs
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Notícia maravilhosa! BH ficando mais cosmopolita a cada dia! Mais aberta para o mundo, mais metrópole, mais internacional, mais imensa, mais complexa,mais completa, como eu amo essa cidade !
lucasrfs no está en línea  
Old December 29th, 2008, 06:25 PM   #20
lucasrfs
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Notícia maravilhosa! BH ficando mais cosmopolita a cada dia! Mais aberta para o mundo, mais metrópole, mais internacional, mais imensa, mais complexa,mais completa, como eu amo essa cidade !
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