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Old June 6th, 2009, 12:09 PM   #1
Sesnando
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Ramal da Figueira da Foz - Linha da Beira Alta

Compilação de informação sobre a evolução recente dos acontecimentos em relação ao troço Pampilhosa - Figueira da Foz, da linha da Beira Alta:

Quote:
00h30m
NELSON MORAIS
A partir de segunda-feira, os comboios vão deixar de circular no degradado ramal da Figueira da Foz, "por imperativas razões de segurança". Mas o Governo garante que o encerramento da linha é "temporário".

Apesar da garantia, nem a Secretaria de Estado dos Transportes (SET), nem a CP, nem a Refer adiantaram, ontem, qualquer prazo para a conclusão das obras que hão-de repor a segurança no ramal, que liga a Figueira da Foz à Pampilhosa (concelho da Mealhada), ao longo de 50 quilómetros, e faz parte da Linha da Beira Alta.

Em resposta ao pedido de esclarecimentos do JN, a SET adiantou só que "os trabalhos de reabilitação serão iniciados em breve. Tão cedo quanto a conclusão dos respectivos estudos e os procedimentos concursais o permitam".

Há anos que as condições de circulação no ramal são más. Tão más que os comboios de hoje demoram-se mais entre a Figueira e a Pampilhosa (quase duas horas) do que demorou a viagem inaugural (65 minutos), em 1881, em que participou D. Carlos, lembrou ontem o presidente da Câmara da Mealhada, Carlos Cabral, que lamentou ter sido informado do fecho do ramal por via do comunicado enviado à imprensa, ontem à tarde, pela CP.

A 27 de Outubro de 2007, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, anunciou que a requalificação do ramal já constava do plano de investimentos da Refer de 2008. Porém, no ano passado, só ali houve "melhoria das condições de segurança em passagens de nível", reconheceu ontem a SET.

Através da assessora Carla Fernandes, a SET prometeu que é agora que a Refer vai repor a segurança no caminho-de-ferro. E, em simultâneo, vai "preparar uma requalificação mais profunda, que está dependente de definições da futura plataforma logística da Figueira da Foz, da responsabilidade de vários municípios".

"Esta requalificação constitui uma prioridade política fixada pela tutela e constante das orientações estratégicas para os sectores ferroviário, marítimo-portuário e logísticio", frisou a SET, tendo em vista a futura articulação do Porto da Figueira da Foz com este ramal, que, além de ser um troço da Linha da Beira Alta, entronca com a Linha do Norte e atravessa quatro concelhos (Figueira, Montemor, Cantanhede e Mealhada).

Enquanto os comboios não regressarem ao ramal, os utentes vão dispor, em alternativa e com a mesma frequência, de autocarros. Estes vão partir da Figueira da Foz, diariamente, às 6.12 horas, 12.15 e 19.02, e chegar à Pampilhosa, respectivamente, às 8 horas, 14.03 e 20.50. Em sentido inverso, as partidas vão ter lugar às 7.15 horas, 13.13 e 19.55, e as chegadas às 9.03 horas, 15.01 e 21.43.

Fonte: JN
Quote:
Ramal Figueira da Foz/Pampilhosa causa polémica
Afirmações de autarca sobre fecho do troçosão "apressadas e desadequadas", diz governador civil
2009-01-06
CARINA FONSECA
O governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, considerou ontem "apressadas e desadequadas" as declarações do presidente da Câmara, Carlos Encarnação, à TSF, sobre o fecho do ramal Figueira da Foz/Pampilhosa.

O governador civil assumiu esta posição em comunicado, depois de Encarnação ter manifestado à TSF o receio de que a suspensão temporária da circulação ferroviária entre a Figueira da Foz e Coimbra, por razões de segurança, signifique o seu encerramento definitivo. O autarca recordou, ainda, a promessa da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, de incluir esta ligação no Sistema de Mobilidade do Mondego.

"Declarações apressadas e desadequadas do senhor presidente da Câmara Municipal de Coimbra à TSF misturam insidiosamente o Sistema de Mobilidade do Mondego com questões de segurança dos cidadãos naquele ramal que devem ser, acima de tudo, acauteladas e não utilizadas como arma de arremesso contra o Governo", criticou Henrique Fernandes.

O governador civil esclareceu, ainda, na mesma nota, que a circulação ferroviária entre Figueira da Foz e Pampilhosa do Botão - e não entre Figueira e Coimbra - foi suspensa porque "o troço vai ser sujeito a obras de requalificação", acrescentando que a ligação Coimbra - Figueira da Foz via Alfarelos "em nada é afectada nem nunca esteve em causa".

Ontem, na reunião do Executivo, o vereador socialista Luís Vilar também acusou Encarnação de se ter enganado ao falar à TSF: "Não conhece nenhum ramal e resolveu mandar uma boca contra o Governo".

Carlos Encarnação não quis comentar nenhuma destas afirmações - "Só comento o que tem importância" - , preferindo recontar a história. "Eu disse que, se se trata de uma suspensão definitiva, é grave porque afecta toda a zona entre Coimbra e Figueira da Foz, do ponto de vista das comunicações ferroviárias. Mas está contra o que a secretária de Estado dos Transportes disse, em Coimbra: que tinha acabado o momento de fechar linhas. Se é para colocar uma linha nova, é bom", explicou.

O autarca falava à margem de uma sessão camarária marcada, também, por preocupações quanto a um encerramento definitivo do troço. Segundo o vereador da maioria sem pelouro atribuído, Pina Prata, tal constituiria "uma das situações mais graves" para a região, em termos de desenvolvimento económico.

"Este é um eixo ferroviário da maior importância, quer de acesso ao porto da Figueira da Foz, quer de circulação de mercadorias pesadas. Temos, permanentemente, as vias sobrecarregadas com transportes, por exemplo, de aço , que podia, mais facilmente, ser abastecido a partir da estação de Cantanhede [incluída no troço suspenso]", defendeu, por sua vez, o vereador comunista, Gouveia Monteiro.

Preocupações partilhadas com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário. "Que as obras de recuperação e renovação da linha se processem rapidamente e que o encerramento provisório não se torne definitivo", referiu, ontem, em nota às redacções.
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Old June 6th, 2009, 12:18 PM   #2
Sesnando
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É absolutamente imperioso conseguir impedir que uma infraestrutura como esta, de uma importância vital para o futuro de Coimbra, não seja também "engolida" pelo Sistema de Mobilidade do Mondego (aquela falácia).

Mete-me nojo a irresponsabilidade inconsequente de Carlos Encarnação, ao mostrar-se desejoso de ver o dito "sistema" a ser implementado nesta linha.
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Old June 6th, 2009, 09:13 PM   #3
Homem
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Promessas/mentiras para acompanhar o abandono de mais uma linha "nao rentavel" . Os dirigentes da CP nao querem gente a viajar de comboio classico (o tudo-TGV serve a afogar as ultimas linhas classicas de ordenamento do territorio) :é obvio ha muito tempo ,e so nao o vé quem nao quer ver. (este comentario me foi feito por um proprio funcionario da CP hà uns 4 anos !)
Algumas urbanas/longo curso "rentaveis" seram cedidas a empresas privadas (que nao pagaram suas modernanizaçoes) que as vao gestionar com finalidade lucrativa.
Quid do serviço publico e da funçao de ordenamento do territorio (em nome da egualdade de todos cidadoes) que sao da responsabilidade do estado o das entidades publicas ?
Nada ! O que der lucro sera dado aos lobos , o resto abandonado.

PS : Ja pensaram no significado duma "privatizaçao" ?
é dar (o vender por un preço ridiculo) um bem que pertence a todos os cidadoes , um bem criado e sempre pago com o nosso dinheiro a uma entidade privada que o vai gerir numa optica lucrativa e privada.
Noutros termos : é um ROUBO . Legal mas nao legitimo. E quase SEMPRE em detrimento dos utilizadores .
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Marcher debout
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Ortak bir rüyamız olsun
http://www.radikal.com.tr/turkiye/or..._olsun-1194594
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Old January 7th, 2010, 12:20 PM   #4
daniel322
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Utentes querem comboio de volta


Os utentes da linha Figueira da Foz-Pampilhosa lamentam que as obras no ramal ainda não tenham começado, um ano depois do encerramento. Alertam ainda que a viagem alternativa de autocarro levou a que muitos desistissem de recorrer ao transporte público.

Faltavam cerca de dois minutos para o comboio que liga a Pampilhosa (Mealhada) a Coimbra arrancar, quando o autocarro que iniciou a viagem na Figueira da Foz chegou à estação, numa rotina que os utentes da linha fazem diariamente desde há um ano, quando a linha foi encerrada por questões de segurança. "Queremos voltar a ter o nosso comboio, que tivemos durante mais de 20 anos", desabafa Alice Nobre, que todos os dias apanha o transporte na Cordinhã, Cantanhede. No entanto, Alice e as restantes utentes que estão sentadas ao lado sentem-se aliviadas por o autocarro ter chegado a tempo. "Já houve vezes em que se atrasou e o comboio não esperou. Tivemos de ficar aqui meia hora", lamenta.

Os utilizadores da linha enumeram várias desvantagens na utilização do autocarro em detrimento do comboio. "É outro conforto, para além dos atrasos e da constante mudança de transporte", conta Lurdes Alves, proveniente de Mala, também no concelho de Cantanhede. Estas desvantagens, afirma, levam muitos utentes a desistir e a viajar no automóvel particular, e mesmo a não viajar. "E nunca dei por grandes perigos na linha. Sempre foi um caminho certinho, sem grandes barreiras", defende.

A utente lembra que, quando a linha encerrou, deram um ou dois anos para reabrir, mas lamenta que, ao fim de um ano, não haja sequer sinais de obras.

Sindicato preocupado

O coordenador de Coimbra do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, Célio Correia, teme que a linha Pampilhosa-Figueira da Foz tenha sido encerrada definitivamente, por não ser um troço lucrativo. "É uma política que tem sido desenvolvida noutros locais", lamenta, reiterando que tem pressionado a Refer para saber quando começam as obras no ramal, sem ter ainda obtido uma resposta. "Fala-se que a linha poderá ser entregue a privados para transporte de mercadorias, mas falta resolver a situação do transporte de passageiros", alega.

O JN contactou ontem a Refer, no sentido de saber se havia data para o início das obras, não tendo obtido, em tempo útil, uma resposta. No entanto, ontem a imprensa local noticiava que a empresa havia comunicado à Câmara Municipal da Figueira da Foz a intenção de reactivar a linha em 2011.
JN
daniel322 no está en línea   Reply With Quote
Old January 9th, 2010, 01:01 AM   #5
Arucard
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É mais uma linha para ser engolida pelo sistema Metro Mondego.
Basta ver aquele mapa meio utópico para ver a situação.
O mais provável é que a linha seja encerrada definitivamente.
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Old January 9th, 2010, 03:13 AM   #6
ac3
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Não sei que mapa estás a falar, mas deves estar a fazer uma confusão qualquer e não estás a ver que linha é.
Aquele ramal liga a Figueira da Foz à Pampilhosa. A Pampilhosa está a algumas dezenas de km de Coimbra-B, e isto é o mais próximo que aquele ramal está do MM.

Aquela linha tem um "problema": tem interesse para tráfego de mercadorias, mas isso está dependente de algumas retficações de traçado, de novas ligações à Linha do Oeste e da Plataforma Logistica da Figueira da Foz. E isso está tudo em águas de bacalhau.
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Old January 9th, 2010, 03:54 AM   #7
Arucard
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O mapa utópico que eu referia é este:
http://upload.wikimedia.org/wikipedi...ure_Routes.png

Mas quanto ao aproveitamento para o transporte de mercadorias desse ramal anda tudo perdido na imensa burocracia.
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Old January 9th, 2010, 03:56 AM   #8
Oponopono
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O mapa utópico que eu referia é este:
http://upload.wikimedia.org/wikipedi...ure_Routes.png

Mas quanto ao aproveitamento para o transporte de mercadorias desse ramal anda tudo perdido na imensa burocracia.
Quem dera, Arucard, quem dera.
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Old January 9th, 2010, 08:07 AM   #9
djou23
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outra vez esse mapa?! amanhã há novidades sobre o MM...
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Old January 9th, 2010, 12:36 PM   #10
ac3
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Originally Posted by Arucard View Post
O mapa utópico que eu referia é este:
http://upload.wikimedia.org/wikipedi...ure_Routes.png
Esse mapa é o disparate completo.

Figueira da Foz/Alfarelos/Taveiro/Coimbra/Souselas/Pampilhosa/Mealhada é servido por LN e a procura já não é nada de especial.

Pampilhosa/Figueira da Foz então...
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Old January 9th, 2010, 01:59 PM   #11
Oponopono
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Figueira da Foz/Alfarelos/Taveiro/Coimbra/Souselas/Pampilhosa/Mealhada é servido por LN e a procura já não é nada de especial.

Pampilhosa/Figueira da Foz então...
Precisamente por ter fraca procura e ser esta de cariz rural com centro em Coimbra é que o mapa faz sentido, ac3. Pelo menos conceptualmente. Em vez de servir essa cangalhada toda com comboios convencionais fazer o serviço com tram-trains (obviamente, circulando pelas linhas ferreas existentes e não em linhas construídas de raiz) permite proporcionar serviço de qualidade semelhante por uma fracção do custo. Se em estudos mais aprofundados se concluir que nem com tram-trains é viavel o serviço regional nesses eixos e não havendo questões de volume a considerar, então é serviço para a camionagem, não para a ferrovia, tout-court.

Last edited by Oponopono; January 9th, 2010 at 02:24 PM.
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Old January 10th, 2010, 12:10 AM   #12
ac3
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Ah! Tu estás a sugerir um verdadeiro tram-train, com os tram-train a percorrerem a LN e os ramais de Alfarelos/FF e Pampilhosa/FF.

Não pensei nisso quando vi o mapa.

No eixo FF/Pampilhosa/Coimbra é capaz de fazer sentido usar tram-train. *bué*
Mas no eixo FF/Alfarelos/Coimbra... *meh*. Maybe, maybe not.
E depois o mapa tem o eixo Mealhada/Coimbra. Acho o serviço Aveiro/Coimbra fica melhor com veiculos de ferrovia pesada.
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Old January 10th, 2010, 12:19 AM   #13
Oponopono
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E depois o mapa tem o eixo Mealhada/Coimbra. Acho o serviço Aveiro/Coimbra fica melhor com veiculos de ferrovia pesada.
O eixo Coimbra-Aveiro sim, até pela distância. Mas a criação dum serviço específico Mealhada-Coimbra (este sim com tram-trains) não desdenho poder ocorrer.

Como digo, conceptualmente a ideia agrada-me. Agora se é viavel ter seguimento futuro ou não é outra história e dependeria de estudos mais aprofundados sobre o potencial disso.
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Old January 10th, 2010, 02:54 AM   #14
djou23
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será que a ampliação que eles falam até à Adémia, será logo ao lado da linha do norte, no mesmo corredor? É que se for assim, poderá ser o início dessa linha para a Mealhada, que eu acho que faz todo o sentido, dado os movimentos pendulares desse concelho (e de Anadia) para Coimbra
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Old January 13th, 2010, 01:28 AM   #15
Arucard
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Ignoro como será a ligação do Metro Mondego até Adémia, mas o mais provável é que seja uma linha paralela à Linha do Norte.
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Old September 12th, 2011, 09:59 PM   #16
AZT2009
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As unicas linhas ferroviárias(Ramais) que serviam o pinhal interior estão fechadas isto só vai contribuir para a desertificação da região.

1º fecharam o ramal da pampilhosa com a promessa de o modernizarem.
2º fecharam o ramal da Lousã com a promessa de implementar um Trem-Trian(comboio ligeiro) o projecto até avançou mas já estou a ver que a obra vai parar devido a contenção da despesa do do estado.
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Old September 12th, 2011, 10:12 PM   #17
ac3
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São coisas completamente diferentes.

O serviço Coimbra-P/Lousã é, de facto muito importante para quem vive ali.
Transporta muita gente e as estradas costumavam ser más. É particularmente desagradável que tenha sido suspenso exactamente na altura em que as estradas foram melhoradas.

O serviço Coimbra/Pampilhosa/Figueira é muito menos importante. Há muito tempo que transporta muito pouca gente e as estradas são mais ou menos decentes.
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Old October 20th, 2011, 02:51 PM   #18
pai nosso
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in "Público"


Coro de protestos contra o fim dos comboios entre Caldas e Figueira da Foz


Estes comboios já foram substituidos. Agora perde-se o serviço todo
São 105 quilómetros de via férrea, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz, que a partir de Dezembro deixam de ter serviço de passageiros, passando o transporte a ser assegurado por uma concessão rodoviária.


A decisão consta do Plano Estratégico de Transportes (PET) que justifica a medida como uma forma de racionalizar a rede ferroviária nacional e afecta também os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Marinha Grande e Leiria, ou seja, uma das regiões do país com maior densidade populacional.


A capital de distrito, Leiria, que até há pouco tempo julgava que iria ter o TGV, fica assim, de repente, sem o comboio de alta velocidade e sem a linha convencional.


"A partir do momento em que foi posto em causa o TGV, esperava que a linha do Oeste fosse requalificada", disse ao PÚBLICO o presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro (PS).


O autarca referiu que a alta velocidade colocaria Leiria a 25 minutos de Lisboa, podendo fixar na sua cidade pessoas que trabalhariam na capital. Mas agora constata que a capital de distrito fica reduzido ao transporte rodoviário que, afirma, "não é uma solução de futuro devido ao seu impacto ambiental negativo" e porque, com a crise, haveria pessoas que procurariam agora o comboio.


O fim da linha preocupa também o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde (PS), para quem tem de ser "muito bem ponderado o impacto do custo/benefício" da decisão. "Não houve a definição de uma estratégia de longo prazo e lançaram-se vias rodoviárias que não tiveram a utilização expectável. Agora vão-se suprimir meios que melhor podem satisfazer as populações em tempo de dificuldades financeiras", disse João Ataíde à Lusa. Com a perda da única ligação directa da Figueira da Foz a Lisboa, o autarca entende que se impõe "uma ligação rápida" e mais eficiente do que a actual à linha do Norte, através de Coimbra.


Também o executivo da Câmara da Nazaré (PSD) está contra o fim do serviço de passageiros, considerando que a medida "contradiz a estratégia de mobilidade territorial e do distrito" de Leiria. A autarquia aprovou anteontem por unanimidade uma moção na qual mostra "apreensão e discordância" em relação à decisão.


Mas não são só os autarcas a manifestarem-se contra o encerramento. A decisão é igualmente criticada pelos deputados do PSD eleitos por Leiria. "A solução não é aquela que sempre defendemos e que sempre entendemos como a mais adequada do ponto de vista da ferrovia para a região Centro, o distrito ou para o país", disse à Lusa o deputado Paulo Baptista, falando em nome dos colegas de bancada. E sublinhou que a linha "é viável desde que sejam feitos os investimentos necessários".


Porém, são poucos os passageiros que viajam na linha do Oeste. A norte das Caldas da Rainha a empresa tem, em cada sentido, quatro comboios para a Figueira da Foz e um para Coimbra que, no ano passado, transportaram 187 mil clientes, numa média de 46 pessoas por composição.


Os prejuízos deste troço foram de 1,8 milhões de euros, um valor que não chega a 1 por cento dos resultados líquidos negativos da CP em 2010 (-195 milhões de euros).


Culpa das auto-estradas?


As razões da fraca procura do comboio na linha do Oeste nada têm a ver com as das linhas do interior do país que vão encerrar e onde, simplesmente, não há população. No litoral da região Centro é a concorrência rodoviária, sobretudo depois da inauguração da A8 e da A17 - e que correm paralelas à via férrea - que explica, em parte, o declínio da ferrovia.


A linha do Oeste nunca foi alvo de uma modernização e mantém um sistema de exploração do início do séc. XIX, totalmente dependente de meios humanos, em que são os agentes da Refer nas estações que, telefonando para a estação seguinte, asseguram o avanço das composições e o seu cruzamento, porque a linha é de via única.


Apesar destas limitações, é no eixo a norte das Caldas da Rainha que a linha tem mais competitividade face à oferta rodoviária. A viagem de comboio das Caldas para Coimbra é directa e demora 1h58 e no autocarro demora entre 2h20 e 2h30 (incluindo, em alguns casos, um transbordo). O preço também é mais favorável para o caminho-de-ferro: 11 euros no comboio contra 13 euros no autocarro.O problema é que a CP só tem uma ligação directa por dia para Coimbra e a Rede de Expressos tem 11. Uma consequência dos sucessivos cortes que a transportadora ferroviária tem vindo a fazer desde há 20 anos neste troço. Menos procura gera menos oferta e esta gera menos procura, num círculo vicioso que leva a este desfecho.


O Governo justifica a medida com os elevados custos de exploração do serviço regional e inclui um gráfico com os custos por passageiro vezes quilómetros percorridos nos vários serviços da CP, onde se nota que o serviço regional da linha do Oeste é um dos mais caros de toda a rede. Cada passageiro custa 54 cêntimos, contra, por exemplo, os 4 cêntimos de um passageiro do Alfa Pendular.


O PET diz que as populações que ficam sem o comboio serão servidas por concessões rodoviárias, mas o Governo não explica quem será o concedente. A CP diz que não faz sentido um operador ferroviário concessionar um serviço rodoviário.


A sul das Caldas da Rainha, na ligação a Lisboa, a linha do Oeste vai continuar a funcionar, mantendo-se na parte norte o serviço de passageiros no qual circulam diariamente quatro comboios (dois da CP Carga e dois da Takargo).
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Old October 21st, 2011, 12:36 AM   #19
Viriatuus
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Não é aqui o local ideal para colocares a notícia, deveria ser na linha do Oeste. Quanto a Leiria ficar sem comboio... bem vinda ao clube!
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Old October 21st, 2011, 01:49 AM   #20
djou23
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Apesar destas limitações, é no eixo a norte das Caldas da Rainha que a linha tem mais competitividade face à oferta rodoviária. A viagem de comboio das Caldas para Coimbra é directa e demora 1h58 e no autocarro demora entre 2h20 e 2h30 (incluindo, em alguns casos, um transbordo). O preço também é mais favorável para o caminho-de-ferro: 11 euros no comboio contra 13 euros no autocarro.O problema é que a CP só tem uma ligação directa por dia para Coimbra e a Rede de Expressos tem 11. Uma consequência dos sucessivos cortes que a transportadora ferroviária tem vindo a fazer desde há 20 anos neste troço. Menos procura gera menos oferta e esta gera menos procura, num círculo vicioso que leva a este desfecho.
estes gestores deviam ser presos...
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