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Old July 5th, 2010, 05:28 PM   #121
wel_0110
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Sampa... nossa megacidade !
Belas fotos do centro da capital paulista...
blz
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Old July 5th, 2010, 09:10 PM   #122
Dom Drácula
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Nossa...belas fotos da 1ª página.....mas...Desde quando o centro de SP tem aquela limpeza toda? acho que faz tempo que não ando por lá.
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Old July 8th, 2010, 07:06 AM   #123
moluska
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Há algumas semanas estive na região da Luz para visitar a exposição sobre Andy Warhol e nem dá para imaginar, as vezes, que aquele local continua abandonado. Mesmo tendo pontos bastante visitados como a Pinacoteca, o Museu da Língua Portuguesa, a própria Estação da Luz e agora, a Estação Pinacoteca.

Mas o que fazer a curto prazo? A quantidade de prédios abandonados na área é gritante.




**

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Old July 8th, 2010, 07:07 AM   #124
moluska
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belo thread sobre o centro, anyway! espero revitalização total!
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Old July 8th, 2010, 05:42 PM   #125
tuba162
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Por curiosidade..

Queria saber se a maioria dos blocoes caixa de sapato que enfeiam o centro da cidade sao predios comerciais ou residencias???

Sao realmente ocupados em sua maioria???
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Old July 10th, 2010, 05:53 AM   #126
RRC
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a grande maioria é comercial e são ocupados sim.
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A virtude do bem viver está nos princípios morais

Conheça SP
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Old July 10th, 2010, 07:05 AM   #127
tuba162
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Valeu RRC
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Old July 10th, 2010, 05:53 PM   #128
Lanterna
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Complementando a info, há prédios abandonados também e a prefeitura está aos poucos levando as pessoas para morar no centro, perto do transporte, perto do trabalho e diminuindo o excesso de deslocamentos pela cidade.

Claro que a meta é um pouco distante, mas quando atingida, será muito interessante.

Só vi hoje esse thread e pirei com as fotos do centro. Claro que não há limpeza 100%, mas para um thread que homenageia esse local da nossa cidade é melhor que seja assim, hehehe... e além do mais hoje o centro é um local muito melhor do que era anos atrás.

Se há algo de interessante que foi feito na gestão da Marta Suplicy foi o início do projeto para recuperação do centrão!
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Não sejamos tão radicais... há espaço para trens, ônibus, carros, bicicletas... só não há espaço para a intolerância.

Follow me: www.twitter.com/CarlosGarcia
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Old July 12th, 2010, 02:57 AM   #129
PHCastro
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'Cracolândia parece os guetos de Londres'

Jason Prior,vice-presidente do escritório de arquitetura americano Aecom[br]Para responsável pelo projeto de revitalização, 'tudo o que for pensado em urbanismo tem de estar integrado ao social'

18 de junho de 2010 | 0h 00

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo

Os noias, usuários de drogas que perambulam pela cracolândia, precisam ser "absorvidos" pelo Centro Cultural Teatro de Dança, pelo observatório de música, pela escola técnica estadual e pelos outros espaços planejados para transformar na Nova Luz as 45 quadras degradadas da região. Só assim o projeto de revitalização de R$ 2 bilhões terá sucesso.

É o que diz o americano Jason Prior, vice-presidente do Aecom, escritório de arquitetura de São Francisco (EUA) que integra o consórcio escolhido para pensar a recuperação de 5 milhões de metros quadrados da região central. Logo após a cerimônia de lançamento oficial do projeto, que reuniu ontem autoridades dos governos municipal, estadual e do Banco Central, ele e os colegas arquitetos Stephen Enghon e Jacinta McCann saíram para um passeio pelas Alamedas Glete e Helvetia. Viram pensões lacradas, pessoas retorcidas pelo crack e lixo, muito lixo acumulado por todos os lados. Mas também enxergaram "alma" e "exuberância" na arquitetura clássica francesa da Estação Júlio Prestes. A seguir, os principais trechos da entrevista exclusiva.

Ao olhar esse cenário de dependentes de drogas, ruas lotadas de lixo e cortiços, com poucos moradores em prédios degradados, o senhor acha viável a revitalização da Nova Luz?

É uma situação parecida à de outros guetos de Londres e Moscou. Não vejo muita diferença. O crack é uma droga hoje disseminada nos grandes centros urbanos. Outras regiões de portos ainda mais degradadas já foram recuperadas no mundo. Fizemos, por exemplo, toda a revitalização do centro de Manchester, na Inglaterra.

Do que depende o sucesso do projeto?

Tudo o que for pensado em urbanismo tem de estar integrado ao social. Os museus, as escolas de música, as escolas técnicas. O plano urbanístico tem de estar integrado ao social.

Como se pode fazer isso?

A população que vive hoje no bairro precisa encontrar espaços de convívio dentro das futuras edificações que vão surgir. Eles (usuários de drogas) precisam ter a chance de frequentar uma escola de dança, um curso técnico, os shows, os eventos. O social e o urbanismo são a combinação do sucesso.

Dá para fazer dessa região um lugar atrativo à classe média?

O objetivo é trazer moradores de todas as classes sociais a um mesmo espaço. Vamos conhecer de perto a realidade da região para ter um diagnóstico. Com certeza será um trabalho muito prazeroso, que pode acrescentar muito. Recuperar parte do centro de uma cidade incrível como São Paulo é um desafio motivador.

Fonte
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Old July 19th, 2010, 09:39 PM   #130
togepi2br
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SP quer revitalizar rua do Brás a partir de setembro
19 de julho de 2010 | 9h 35
AE - Agência Estado

Orçado em R$ 11 milhões, o projeto para repaginar a Rua do Gasômetro e transformar o local na principal ligação entre as regiões comerciais do Brás e da Sé, no centro da cidade de São Paulo, deve finalmente sair do papel. O primeiro passo foi sua aprovação pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Com a autorização, a Prefeitura da capital paulista promete concluir a licitação e iniciar as obras até o fim de setembro.

Comerciantes da região negociam desde 2002 com o governo um plano de revitalização para a área. Em 2008, lojistas concordaram com a reforma proposta pela Prefeitura, e a verba foi reservada no orçamento de 2010. A administração municipal quer concluir, com a inauguração do Museu da História de São Paulo, em junho de 2011, o alargamento das calçadas e o aterramento dos fios da rua, que hoje concentra nos seus mil metros de extensão 32 lojas de móveis planejados.

A intervenção inclui ainda um novo projeto paisagístico, com o aumento da área do canteiro central, onde serão instalados 66 pontos de iluminação sem fios, além do plantio de 96 ipês roxos. Nesse mesmo canteiro serão construídos cinco quiosques, dois estacionamentos e uma baia para embarque e desembarque de mercadorias. "O objetivo é criar no canteiro central pontos de convívio para consumidores e comerciantes", explicou a arquiteta Anna Moraes Barros, da São Paulo Urbanismo, responsável pelo novo plano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticia_im...o,583169,0.htm
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Old July 20th, 2010, 09:56 AM   #131
Diego fiel
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Interessantes esses projetos..
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Old July 20th, 2010, 01:50 PM   #132
TEBC
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Originally Posted by Paulistinha View Post
Cansados de ouvir as mesmas promessas de fachadas restauradas e “revitalização”, famílias, empresas e profissionais desistiram de esperar e investem na região por conta própria. E você, o que tem feito pelo centro?
por Camilo Vannuchi e Victor Ferreira

Ler matéria completa no site.



Décio e Joceli mudaram-se há um ano para o Copan, arranha-céu desenhado por Oscar Niemeyer no final da Avenida Ipiranga. Amam a possibilidade de fazer tudo a pé, mas ficam chateados com a presença de moradores de rua a poucos metros de seu prédio. Dona Laudelina trocou Itaquera pelo Centro há 30 anos, atraída pelo metrô. O que ela não gosta é de ver meninos de dez anos consumindo drogas a qualquer hora do dia. Fernanda trabalha desde 2004 em um escritório de advocacia na Rua Líbero Badaró. Admira o comércio farto, a diversidade social e a animada happy hour nos bons bares inaugurados recentemente na região. Quando não tem expediente, no entanto, prefere se divertir em bairros considerados mais seguros. Sem-teto há cinco anos, Gilson não deixa a Praça da República. Ali, encontra comida, gente disposta a dar um trocado e boa parte dos programas assistenciais mantidos por ONGs e igrejas. O inferno, ele diz, é acordar com pontapés desferidos, às vezes, por homens da Guarda Civil Metropolitana, a GCM (embora Gilson os considere uma garantia de que nenhum playboy ou skinhead ateará fogo nele durante a noite).

Décio, Joceli, Dona Laudelina, Fernanda e Gilson compõem o cotidiano desse universo que chamamos de Centro. Para conhecer suas histórias e as de outros paulistanos igualmente comprometidos – ainda que involuntariamente – com o presente e o futuro da cidade, Época São Paulo alugou um apartamento no início da Rua da Consolação e colocou dois repórteres para viver ali durante 30 dias. Sua missão era decifrar as facilidades e as adversidades de quem mora e trabalha na região, entender o que falta para que todos voltem a sentir orgulho do Centro e, em sucessivas visitas a secretários municipais e outras autoridades, conhecer os projetos que vêm sendo realizados na área. Nos mesmos 30 dias, eles mantiveram o blog
CentroAvante, no qual revelaram deliciosas curiosidades do Centro e estabeleceram um caloroso diálogo com os leitores. Os vários comentários deixados no blog – alguns reproduzidos nas próximas páginas – confirmam: o Centro é mais bem equipado e seguro do que muitos acreditam e tem potencial para trazer de volta aqueles que, decepcionados com sua deterioração, optaram por fazer as malas anos atrás. O que falta, quase sempre, é parar de esperar um milagre do Poder Público e começar a agir. Quem ama cuida, diz um axioma muito conhecido – e pouco praticado – por aqui.

“VAMOS PARA A CIDADE”
O Centro é um lugar que não existe. Nunca existiu, assim, de se tocar com a mão. O que existe é a região central, com 31 quilômetros quadrados e oito distritos (da Santa Cecília ao Cambuci), chegando à Avenida Paulista e ao Parque da Aclimação. Não é a esse latifúndio que o paulistano se refere quando diz ter medo de ir ao Centro ou que o Centro está abandonado. Nesses momentos, em geral, ele se refere à área equivalente aos distritos Sé e República, delimitada a norte pelos trilhos da CPTM, a leste pela Avenida do Estado e a sul e a oeste pelo Minhocão. É nesse perímetro que, subitamente, o Centro que não existe ganha forma na memória afetiva da população e nas pranchetas dos urbanistas. Espalha-se pelo que, 20 anos atrás, era conhecido como Centro Velho (Sé) e Centro Novo (República) – e que nossos pais ou avós chamavam de “cidade”. “Vamos para a cidade”, convidava o morador da Lapa ou da Vila Mariana, antes de tomar o bonde rumo às butiques da Rua Barão de Itapetininga ou aos bancos da Rua XV de Novembro. Esse Centro, tão vasto de história, ninguém precisa tocar com a mão para existir.

A metrópole começou a virar as costas para ele antes mesmo de ser metrópole. Cem anos atrás, já havia quem se referisse ao Centro com reservas, preferindo estabelecer-se em uma chácara “afastada”, em Campos Elísios ou Higienópolis. Espaço de confluência de tribos e classes, o Centro foi sempre uma região barulhenta, dinâmica e apressada. “Em 1940, o maior problema do Centro já era o trânsito”, afirma o engenheiro aposentado Eduardo Fares Borges, de 89 anos – 43 deles dedicados ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Já em 1950, a busca por qualidade de vida fez com que muitos transpusessem a Avenida Paulista em direção à pacata Zona Sul. Grandes bancos e empresas subiram o morro nas décadas seguintes e, dali, desceram em direção à Avenida Faria Lima. A “cidade”, a partir de 1960, foi cercada por obras viárias, como a Radial Leste e o Elevado Costa e Silva, que destruíram ruas e lhe bloquearam o acesso, contribuindo ainda mais para afastar a população. “A elite vai a Higienópolis, mas raramente transpõe o Minhocão, essa aberração que se tornou uma barreira real e simbólica entre os bairros”, diz a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada. “Com a elite longe, o Poder Público abandonou o Centro definitivamente.”

Segundo Raquel, bairros como Sé e República passaram a ser vistos exclusivamente como locais de transbordo, um grande terminal convertido em território de passagem. Pouco foi feito para conter o esvaziamento dos prédios residenciais, ao mesmo tempo que a migração para a periferia (incluindo os endinheirados que lotearam o Morumbi e construíram grandes condomínios em Barueri) ajudou a gerar engarrafamentos. Preterido, o Centro se tornou, já em 1980, motivo de dor de cabeça para urbanistas e governantes.


CARTÃO-POSTAL
Em breve, a “torre do Banespa” deve ganhar um rival bem ali na Praça Antonio Prado: um cinema a céu aberto, com a tela feita de água



PROBLEMA OU SOLUÇÃO?
“O Centro é um problema, você sabe”, disse um funcionário da prefeitura num quase desabafo captado pela reportagem em meados de maio. Dois dias depois, uma frase muito parecida na forma, mas oposta no conteúdo, foi dita pelo superintendente da Associação Viva o Centro: “O Centro é solução”, afirmou Marco Antonio Ramos de Almeida, referindo-se à necessidade de se conter o trânsito e a expansão urbana. Executivo do Itaú, que adquiriu o BankBoston, onde a associação foi elaborada há 19 anos por iniciativa do então presidente Henrique Meirelles (hoje à frente do Banco Central), Almeida diz que o Brasil tem experiência em inaugurar prédios, mas não em geri-los. “O governo inaugura uma escola e, em seis meses, não tem giz para as aulas”, afirma. “Nosso trabalho é oferecer expertise para viabilizar programas e zelar pela manutenção do Centro.”

Uma das reclamações mais comuns de quem vive por ali é justamente a falta de manutenção: calçadas esburacadas, bueiros entupidos, iluminação insuficiente, pouco apuro no recolhimento de resíduos, mau cheiro. Por esse motivo, uma equipe de 18 zeladores da Viva o Centro percorre diariamente, das 6h à meia-noite, o triângulo formado pelo Largo São Francisco, a Praça da Sé e o Largo São Bento, registrando inconformidades e alertando os serviços de ouvidoria da administração municipal. “O Centro mereceria ter um gestor dedicado full time a ele, inclusive para fazer a interface entre as secretarias”, diz Almeida.

Em muitas secretarias, sobram programas voltados para a região. O prefeito Gilberto Kassab, nos bastidores, tem insistido que a requalificação do Centro virou prioridade em sua gestão. Recentemente, voltou a afirmar seu compromisso durante a Virada Cultural, que, segundo estimativa oficial, atraiu 4 milhões de espectadores à área central entre os dias 15 e 16 de maio. Só a Secretaria da Cultura, que promove a virada, promete reinaugurar até dezembro a Biblioteca Mário de Andrade, em reforma desde 2007, e o Teatro Municipal, repaginado para celebrar 100 anos em 2011. Também prevê inaugurar a Praça das Artes, na esquina da Avenida São João com o Vale do Anhangabaú, que será a sede da orquestra e do balé municipais. Na margem oposta do vale, em meio ao calçadão, serão instalados quiosques e um sistema para a projeção de filmes sobre uma parede de água (um moderno chafariz em linha reta fará as vezes de tela). Prevê, ainda, implantar um circo-escola no Largo do Paissandu e recuperar importantes salas de cinema dos anos 1950, hoje fechadas ou convertidas em cine pornô. “Estamos concluindo a desapropriação do Art Palácio, onde faremos um espaço para shows”, diz o secretário Carlos Augusto Calil. “A desapropriação do Cine Ipiranga está adiantada, e, em dois anos, teremos ali o Cinema Municipal, com vocação para receber grandes mostras e eventos.”

No ano passado, o Centro ganhou de volta o Marabá, outro ícone da Cinelândia paulistana, transformado em cinco salas pelo arquiteto Ruy Ohtake. Sua reinauguração foi bem recebida por aqueles que reconhecem o papel da iniciativa privada na promoção de melhorias para um bairro, qualquer que seja ele. O Marabá, adquirido pela PlayArte, veio se somar a outros empreendimentos que, hoje, confirmam a demanda por novos espaços de lazer, cultura e gastronomia na região. O Bar Brahma, vizinho ao cinema, é um dos mais bem-sucedidos exemplos dessa retomada. Reaberto há oito anos, o bar, fundado em 1948 (e que havia fechado as portas em 1990), tem ocupação superior a 80% todos os dias, no almoço e à noite, apesar de cobrar R$ 60 de couvert para as atrações musicais. Na mesma avenida, o Bar da Dona Onça, inaugurado em 2008, se firmou como um dos mais bem avaliados botecos chiques da cidade. Mais além, os teatros instalados na Praça Roosevelt nos últimos dez anos conseguiram criar um importante polo cultural num local antes abandonado. “A revitalização já aconteceu”, diz Gualberto Costa, dono da HQ Mix, uma livraria no local. “Aqui era um antro de bandidagem e hoje tem uma efervescência boêmia semelhante à que ocorreu anos atrás na Vila Madalena”, afirma. A demolição de uma estrutura de concreto que desfigurou a Praça Roosevelt nos anos 1970 deve começar em junho, segundo a prefeitura, e atrair um público ainda maior.



LOTADO, LOTADO, LOTADO
Secretarias e faculdades fizeram aumentar o movimento em bares como o Salve Jorge (acima) e estimularam a abertura de outros – como o Alberta (abaixo), misto de bar e balada inaugurado em maio

DEIXA QUE EU DEIXO
Todos esses estabelecimentos atendem a um público com alto poder aquisitivo e vingaram a despeito da projeção negativa que seus proprietários cansaram de ouvir. Hoje, esse movimento de adoção do Centro pela iniciativa privada tem contribuído para vencer a inércia que caracteriza o ciclo de esvaziamento da região. Sem uma boa padaria perto de casa, o designer Décio Almeida, 40 anos, e sua mulher, Joceli, 35, apresentados na abertura desta reportagem, talvez não tivessem se mudado para a República, da mesma forma que a advogada Fernanda Santo, de 25 anos, não teria aonde ir com a turma do trabalho se não houvesse bares como o Salve Jorge perto do escritório. Até pouco tempo atrás, os empreendedores que poderiam investir na região preferiam adiar seus planos para quando as classes média e alta estivessem de volta, ao mesmo tempo em que as classes média e alta resistiam a se mudar para lá enquanto não houvesse novos bares, restaurantes e supermercados. Sob a vigência desse “deixa que eu deixo”, quem ousou dar um passo à frente não reclama.

Presidente da União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp), Fernando Costa decidiu instalar um campus universitário no Largo do Café em 2005. Começou com 300 alunos em um prédio alugado e hoje tem 8.500, distribuídos por quatro edifícios na Rua Álvares Penteado e um quinto na Rua Conselheiro Crispiniano. Costa notou que o Centro era carente de instituições de ensino superior e, se cobrasse mensalidades modestas, conseguiria atrair boa parte das pessoas que trabalham ali. “É provável que eu não estivesse estudando se precisasse enfrentar a hora do rush para chegar à escola depois do serviço”, diz o vendedor David Macedo, 21 anos, que trabalha na Praça da Sé e cursa administração. Em cinco anos, os alunos da Uniesp foram responsáveis por ampliar o horário de funcionamento do comércio e a oferta de serviços ao redor do campus. “Nada ficava aberto depois das 19h por aqui”, diz. “Hoje, tem música ao vivo quase toda noite e os bares ficam cheios até o fechamento do metrô.”

Quem passeia pelos calçadões das ruas São Bento e Álvares Penteado encontra uma dezena de shows simultâneos, de sertanejo universitário em bares com mesas de plástico a chorinho e MPB em locais mais sofisticados. No Café dos Bancários, inaugurado em março no Largo do Café, é possível se surpreender com um duo de trompete e violão. Esses serviços também foram favorecidos pela instalação de um campus da Universidade de Guarulhos dentro do Shopping Light, na Praça Ramos de Azevedo, onde estudam 600 alunos desde 2008, e pela mudança de 14 mil funcionários públicos para o Centro desde o início da década, em razão da transferência da prefeitura e de diversas secretarias, entre elas a da Cultura, a do Planejamento, a do Desenvolvimento Urbano e a de Habitação.

MORAR NO CENTRO
Atrair moradores é, hoje, o principal desafio de quem pensa políticas públicas para esse pedaço da cidade. Especialistas insistem que o aumento da segurança e a conservação do patrimônio só virão quando se reverter o decréscimo populacional. Entre 1991 e 2009, a Sé perdeu 21% de seus habitantes, segundo estimativa da Fundação Seade, passando de 27,2 mil para 21,5 mil. Na República, com maior vocação residencial, a redução foi de 25%: caiu de 57,8 mil para 43,3 mil moradores. “A única política continuada que a cidade viu para a área central foi a de construir grandes equipamentos culturais”, diz o cientista político Eduardo Marques, professor da USP e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole, referindo-se a marcos como a Pinacoteca e a Sala São Paulo. “Melhor seria focar a questão habitacional, sem destinar toda a área para os ricos ou somente para os pobres, mas mesclando a classe média com gente de menor poder aquisitivo”, afirma.

Segundo a urbanista Raquel Rolnik, o caráter excludente de muitas políticas tem inviabilizado melhoras mais efetivas (e rápidas). “Seria razoável se as autoridades assumissem o Centro como território heterogêneo, como Lapa, Pinheiros e muitos bairros da Zona Leste, e promovessem políticas de incentivo à requalificação de edifícios antigos, em vez de estimular apenas novas construções”, diz. Por enquanto, as melhores iniciativas habitacionais na região seguiram a linha proposta por Raquel. No Hotel Comodoro, por exemplo, uma reforma iniciada no final de 2008 tem transformado as antigas suítes em 142 quitinetes, de 70 metros quadrados. “Hoje, com as obras no final, há apenas 28 unidades disponíveis”, diz Carmen Carvalho, conselheira da corretora Imóveis no Centro, responsável pela comercialização. A empresa, que atuou em outras reformas semelhantes, apresenta números animadores para quem optou por investir no Centro. “Uma quitinete de 30 metros quadrados que custava R$ 25 mil está sendo vendida por R$ 110 mil”, afirma Carmen, citando o financiamento da Caixa e a inclusão desses imóveis no programa Minha Casa, Minha Vida como aliados.

Agora, um movimento semelhante começa a ser retomado pela prefeitura. No início do ano, a Cohab anunciou a desapropriação de 53 imóveis vazios nos distritos Sé e República para convertê-los em moradia. O financiamento para quem ganha até seis salários mínimos será estendido a quem recebe até dez salários, uma vez que os projetos incluem a construção de apartamentos com dois dormitórios, que, segundo a própria Cohab, poderão atrair interessados com renda mais alta. “Faremos a licitação para as obras ainda neste ano e entregaremos todos os prédios até 2012”, diz o presidente, Ricardo Pereira Leite. Quem já possui imóvel na região, comercial ou residencial, pode se beneficiar de uma lei de 2007 e ganhar isenção de IPTU durante dez anos se reformar a fachada. A Bovespa, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Bio Ritmo da Rua XV de Novembro foram algumas das empresas contempladas.

Uma característica comum à maioria dos prédios no Centro, e a todos os 53 incluídos no programa da prefeitura, é a ausência de garagem. Isso pode restringir o interesse nesses imóveis a quem se dispuser a abrir mão do transporte individual ou a locar uma vaga em um estacionamento. Em média, cobram-se R$ 180 mensais por uma vaga. As áreas de estacionamento público são tão escassas que a Secretaria dos Transportes prevê a construção de três edifícios-garagem na região, com 400 vagas de zona azul vertical cada um. Ainda sem previsão de início das obras, eles deverão ser erguidos junto ao Teatro Municipal, ao Pátio do Colégio e ao Mercado Municipal.


FALTA POUCO
O prédio à esquerda, na Rua Asdrúbal do Nascimento, estava abandonado antes de ser resgatado pela Cohab. Logo será a vez do vizinho
NOVA LUZ PARA TODOS
“O que mais me entristece aqui é o crack”, diz Luiz Calanca, dono da loja de discos Baratos Afins, em funcionamento na Galeria do Rock há 32 anos, e voluntário na Associação Viva o Centro. O desabafo de Calanca reflete uma aflição muito comum em quem mora ou trabalha na região: o que fazer com a população em situação de rua, principalmente com os dependentes de álcool e drogas? Estima-se a existência de 4 mil moradores de rua no Centro. É ali que eles encontram maior oferta de comida, água, segurança e companhia. Quase a metade dessa população vive uma situação ainda mais delicada, em razão do vício. Para esses, não bastam os asilos e as “tendas” – espaços de convivência com chuveiros, sabonete e toalhas, onde oficinas culturais prometem um início de socialização. É preciso monitorar, acompanhar esses dependentes e, aos poucos, convencê-los a buscar tratamento, uma vez que toda internação involuntária é descartada pelo poder público municipal. Por esse motivo, os resultados são tímidos. Desde junho de 2009, quando a Secretaria de Saúde lançou o programa Centro Legal, com 27 equipes multidisciplinares dedicadas a prestar assistência a esse público, foram registrados 4.463 encaminhamentos – que incluem atendimentos ambulatoriais em razão de pneumonias ou convulsões, entre outras doenças – e 240 internações. Mas poucos se dispuseram a iniciar um tratamento de reabilitação e, entre os que o fizeram, muitos voltam para a rua em sucessivas recaídas.

Parte dessa população concentra-se no limite de República e Campos Elísios, área também conhecida como Cracolândia e rebatizada de Nova Luz. Para aquele pedaço, está planejada não apenas a atração de moradia, mas também de empresas, numa operação urbana que pretende, a partir do ano que vem, repaginar completamente o local, a partir de uma ferramenta de gestão chamada concessão urbanística. Uma licitação entregará a área a um consórcio que, sob supervisão da prefeitura, poderá desapropriar o que convier em um quadrado que liga a Avenida São João à Praça Júlio Prestes e a Avenida Ipiranga à Avenida Duque de Caxias. Esse processo será orientado por um projeto urbanístico a ser elaborado, nos próximos meses, por outro consórcio – este já licitado e liderado pela Aecom Technology Corporation, autora do plano de reurbanização destinado a recepcionar as Olimpíadas de Londres, em 2012, e da revitalização do Centro de Manchester, na Inglaterra. “Um quarto da área será destinada a moradia popular”, diz o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalém. “No resto, caberá ao consórcio propor um plano de ocupação que garanta a presença de serviços, áreas verdes e espaços atraentes para empresas.”

Há pelo menos 20 empresas interessadas em se instalar na região, segundo o secretário de Planejamento, Rubens Chammas. Foi esse o número de empresas que se habilitaram, em 2007, para receber de volta até 80% do total a ser investido na Nova Luz por meio de descontos anuais no ISS e no IPTU. O programa, previsto em edital, selecionou iniciativas nas áreas de comunicação e tecnologia antes mesmo de se confirmar o projeto do novo bairro. “Se não houvesse esses incentivos e se a gente não acreditasse na recuperação da área, teríamos nos instalado na Vila Madalena”, afirma Celene Marrega, diretora da agência de publicidade Fess’Kobbi, com 70 funcionários, instalada na Rua do Triunfo desde 2005 e pioneira ao receber, em maio, as primeiras parcelas dos benefícios. Entre as demais empresas habilitadas, está a IBM, que prevê alugar um prédio de 21.000 metros quadrados e gerar 1.250 empregos no local em parceria com outra empresa, e o Instituto Moreira Salles, decidido a instalar um centro cultural. “Dará certo se a população que ainda reside no local tiver garantido seu direito à cidade”, diz o arquiteto Kazuo Nakano, do Instituto Polis. “Mas será uma agressão se essa gente não for absorvida pelas moradias de interesse social previstas e se o comércio que se estabelecer ali não for acessível à baixa renda.”

ABAIXO O ELEVADO
De todas as intervenções programadas, a mais surpreendente foi a proposta apresentada no início de maio para demolir o Elevado Costa e Silva. O projeto não é novo. Propostas semelhantes surgem desde que o Minhocão foi construído. Já em 2005, o arquiteto Michel Gorski havia apresentado ao então prefeito José Serra o projeto de se aproveitar o amplo terreno que ladeia os trilhos da CPTM para abrir uma avenida capaz de absorver o fluxo Leste-Oeste, o que possibilitaria à cidade prescindir dos 3,5 quilômetros do Minhocão. A novidade, agora, é a transformação do trem em metrô, fazendo aumentar o espaço disponível na superfície, onde, segundo o projeto, será construída uma “via-parque”, com ciclovias dos dois lados e um canteiro muito bem arborizado.

Quem mais aplaude a proposta é quem vê a “aberração” de concreto da janela de casa e teve seus imóveis desvalorizados em razão dela. “Esse prédio tem cinco andares, todos vazios”, diz o zelador José Levindo, de 78 anos, que mora em um pequeno apartamento na cobertura do mesmo edifício comercial em que trabalha, na esquina da Rua Amaral Gurgel com a Rua General Jardim. “Os interessados vêm visitar, abrem a janela, calculam o barulho e vão embora na hora”, afirma Levindo, um dos personagens apresentados no documentário Elevado 3,5, que estreia nos cinemas no dia 4 de junho. Sua esperança é que essa e outras promessas saiam do papel para a realidade. E que o Centro volte a ser a casa e o escritório de cada vez mais gente – que saberá aproveitar a região como fazem Décio, Joceli, Dona Laudelina, Fernanda e Gilson.

“Toma cuidado, meu filho!”
Foi só dizer que estava de mudança para o Centro e a notícia causou espécie. Até minha mãe, que sempre trabalhou perto da Praça da República, ficou preocupada. “Lá tem muita criminalidade”, ela disse. Os amigos estranharam, queriam que eu apresentasse um motivo razoável para uma mudança tão, digamos, radical. “Por que o Centro?”, queriam saber, embora jamais tivessem feito a mesma pergunta quando me mudei para a Pompeia, anos atrás. Na primeira semana, notei que a curiosidade permanecia. “Como é morar nessa região, com tantas prostitutas?”, uma amiga perguntou por e-mail. Minha sensação era de decepção e revolta: triste a cidade que desperta esse tipo de sentimento em parte considerável de seus habitantes, especialmente naqueles com maior poder aquisitivo. (Camilo)

“Moro no centro há três anos, e a vida aqui é muito mais leve do que os paulistanos acreditam. Além da beleza arquitetônica sem igual, o morador conta com muitos serviços e possibilidades de entretenimento. Outro fator é a mistura social. O Centro é um motor de ‘desalienação’ para mim.” MARIANA*

A noite nunca tem fim
Basta falar em balada no Centro para alguém imaginar uma casa de diversões para homens. Sim, os shows de strippers e as boates de “má fama” existem aos montes por aqui. Mas a região tem recebido baladas como a Hot Hot e o Lions Nightclub, no primeiro andar de um prédio comercial — de onde se pode avistar a cúpula da Sé. Essas casas atraem um público diversificado, inclusive aquele que normalmente frequenta o Itaim e a Vila Olímpia. Fui conhecer o Alberta #3, inaugurado em meados de maio. Os três andares do espaço na Av. São Luís se dividem entre o lounge de entrada, o bar retrô e uma pequena pista – que não abre antes das 23h. Até esse horário, a casa não cobra entrada e tem chope a preços promocionais – bom para brindar a noite no Centro e torcer para que a região volte a receber gente de todos os cantos. (Victor)

“A Virada Cultural mostra que nós também temos nossa Downtown, nossa Broadway, nossa Lombard Street, nosso Picadilly Circus, nossa Trafalgar Square, nossa Akihabara, nossa Shinjuku. E agora é irreversível, nosso centro tem de ser recuperado.Nós exigimos nossa cidade de volta!” DOUGLAS*

Férias para o carro
Casa nova, geladeira vazia. E agora? Eu já havia pegado a chave do carro quando mudei de ideia. Onde há um supermercado por aqui? Em cinco minutos, encontrei um Extra Fácil a 200 metros de casa. Três quarteirões abaixo, na Rua Araújo, um Econ aberto 24 horas desperta inveja em morador de muito bairro nobre que não tem onde fazer compras de madrugada. Padaria? No térreo do Copan há uma ótima, com bufê de frutas e mesinhas concorridas. Outra, com um balcão enorme, fica na Rua Aurora. E feira? Duvido que a prefeitura ouse interromper o trânsito por aqui. Santa ingenuidade: aos domingos, posso ir a pé à feira da Praça Roosevelt e à da Rua dos Andradas. Lanche às 3h da manhã? O Estadão tem. Restaurante fino? O Cassarole. Boteco chique? O Dona Onça, o Salve Jorge… Academia, cinema, casa de show – que mais falta? (Camilo)

“O povo parece que perde a memória, né? Porque se queixar da Praça Roosevelt hoje é não saber o que rolava há 15 anos, é ignorar por completo os novos ares que o público dos teatros trouxe. Curioso que não sai na mídia o barulho lá na Aspicuelta. Mas na Roosevelt, sempre. Uma pena...” TELMA*

O céu por testemunha
Andar pelo Centro é deparar a todo momento com gente acampada nas calçadas. Sempre quis saber como é a vida dessas pessoas. E fui apresentado a essa realidade por um ex-morador de rua, o escritor Tião Nicomedes. Eram 19h de uma quinta-feira quando nos encontramos na escadaria da Sé. Peregrinamos por algumas horas, conversando com centenas de sem-teto que fazem da Praça da Sé, do Parque Dom Pedro II, do Mercado Municipal e do Viaduto do Glicério suas casas. Entendi quanto é complexa a missão de encontrar um futuro mais digno para os 4 mil moradores de rua do Centro e pude ver o nível de degradação a que um ser humano pode chegar, não só em razão da fome e da sede, mas principalmente da solidão. (Victor)

“ Eu trabalho no centro, próximo à Praça da República, e infelizmente tenho muito mais críticas do que elogios à região. De manhã, é difícil andar pelas ruas, devido à quantidade de mendigos dormindo no chão.” TALITA*

“É como se o inconsciente coletivo tivesse abandonado o Centro à piada, a ser esquecido. Isso fica claro no comportamento, no abandono das ruas históricas e dos monumentos.” SÉRGIO*

“Voltei a trabalhar no Centro nesta semana. É sempre apaixonante voltar e, depois de um breve passeio e algumas paradas estratégicas, juro que fiquei com vontade de trocar meu atual apartamento (no Alto do Ipiranga, seguindo a expansão das linhas de metrô) por um no Copan.” JESS*

http://revistaepocasp.globo.com/Revi...+ATENDELO.html
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Old July 20th, 2010, 04:53 PM   #133
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SP quer revitalizar rua do Brás a partir de setembro
19 de julho de 2010 | 9h 35
AE - Agência Estado

Orçado em R$ 11 milhões, o projeto para repaginar a Rua do Gasômetro e transformar o local na principal ligação entre as regiões comerciais do Brás e da Sé, no centro da cidade de São Paulo, deve finalmente sair do papel. O primeiro passo foi sua aprovação pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Com a autorização, a Prefeitura da capital paulista promete concluir a licitação e iniciar as obras até o fim de setembro.

Comerciantes da região negociam desde 2002 com o governo um plano de revitalização para a área. Em 2008, lojistas concordaram com a reforma proposta pela Prefeitura, e a verba foi reservada no orçamento de 2010. A administração municipal quer concluir, com a inauguração do Museu da História de São Paulo, em junho de 2011, o alargamento das calçadas e o aterramento dos fios da rua, que hoje concentra nos seus mil metros de extensão 32 lojas de móveis planejados.

A intervenção inclui ainda um novo projeto paisagístico, com o aumento da área do canteiro central, onde serão instalados 66 pontos de iluminação sem fios, além do plantio de 96 ipês roxos. Nesse mesmo canteiro serão construídos cinco quiosques, dois estacionamentos e uma baia para embarque e desembarque de mercadorias. "O objetivo é criar no canteiro central pontos de convívio para consumidores e comerciantes", explicou a arquiteta Anna Moraes Barros, da São Paulo Urbanismo, responsável pelo novo plano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticia_im...o,583169,0.htm
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Old July 22nd, 2010, 03:36 AM   #134
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Rua Treze de Maio terá calçadas reformadas

Obra terá investimento de R$ 550 mil e prevê a troca do piso, além de privilegiar a acessibilidade e conforto dos pedestres da região do Bixiga
21 de julho de 2010 | 12h 56
Solange Spigliatti, do estadão.com.br


SÃO PAULO - Cerca de 4,7 mil m² de calçadas da Rua Treze de Maio, na região central da cidade, conhecida por fazer parte dos roteiros gastronômicos e culturais devido às suas cantinas, teatros e festas populares, serão reformadas entre a Rua Manoel Dutra e Praça Dom Orione.

A obra, realizada pela Subprefeitura Sé, terá investimento de R$ 550 mil e prevê a troca do piso, além de privilegiar a acessibilidade e conforto dos pedestres da região. A obra será iniciada ainda esta semana, em trecho próximo à rua Conselheiro Carrão.

O passeio, segundo a subprefeitura, ganhará o padrão de concreto moldado com faixas transversais de ladrilho hidráulico na cor chocolate. Também serão instaladas rampas de acessibilidade em todas as esquinas, além do piso podotátil.

Durante a 84ª Festa de Nossa Senhora da Achiropita, que acontece na região de 31 de julho a 29 de agosto, os trabalhos serão interrompidos da Rua Conselheiro Carrão até a Rua Manoel Dutra. A obra tem previsão de seis meses para ser concluída, segundo a subprefeitura.

http://www.estadao.com.br/noticias/c...s,584212,0.htm
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Old July 22nd, 2010, 04:32 AM   #135
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Que ótimo!

Mas e a fiação aérea?
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Esse cinema a céu aberto vai ser interessante......
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Old July 23rd, 2010, 01:00 AM   #137
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uma foto do projeto na rua do Gasômetro...

[IMG][/IMG]
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Old July 23rd, 2010, 03:18 AM   #138
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Originally Posted by tj1932 View Post
uma foto do projeto na rua do Gasômetro...

[IMG][/IMG]
Tem alguma coisa errada nessa reportagem:

A Igreja do Brás fica na Av, Rangel Pestana e não na Rua do gasômetro. As duas vias são sim paralelas.

Se forem arrumar as duas seria melhor ainda
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Old July 23rd, 2010, 07:42 PM   #139
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tinham que tirar aqueles caminhoes que param nas ruas do bras
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Old July 25th, 2010, 07:30 AM   #140
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Martinelli reabre visitação após dois anos de reforma

Igreja de São Bento, edifício Altino Arantes, catedral da Sé, viaduto Santa Ifigênia, Vale do Anhangabaú.

A visão destes e de outros marcos do centro de São Paulo dão charme extra ao passeio na cobertura do primeiro arranha-céu da cidade, o edifício Martinelli, que reabre na próxima segunda-feira para visitação depois de dois anos e meio em obras.

O palacete que fica no topo foi restaurado e agora abriga a Secretaria de Controle Urbano. Ele foi construído por Giuseppe Martinelli para ser sua casa. O imigrante italiano queria provar que seu prédio de 30 andares era seguro, apesar dos 130 m de altura -na inauguração, em 1929, a maioria dos edifícios não passava dos cinco andares.

O restauro do prédio, tombado pelo patrimônio histórico, foi feito pelo condomínio do edifício, que abriga órgãos da prefeitura, sindicato dos bancários, Caixa Econômica e lojas no térreo. Os condôminos ratearam os custos, que não foram divulgados.

No que seria o "quintal" da casa do comendador, o piso teve que ser todo substituído, por causa do desgaste. Ladrilhos hidráulicos idênticos foram feitos pela empresa que fabricou os originais.

"Já tínhamos a fôrma, foi só acertar a cor", explica Amílton Ruocco Júnior, neto do fundador da Ladrilar.
Outro detalhe da restauração foi a argamassa que reveste o palácio, a mesma do corpo do prédio. Como no projeto original, a cor rosada foi obtida não com pintura, mas pela mistura de pigmentos, areia e pó-de-mica, uma rocha cintilante.

EDIFÍCIO MARTINELLI
ONDE: rua São João, 35, tel. 0/xx/ 11/3104-2477
QUANDO: visitas agendadas
QUANTO: grátis
Link:http://www1.folha.uol.com.br/cotidia...-reforma.shtml

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