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Universidade Federal de Uberlândia em números
Slides retirados do canal do flickr da universidade UFU Comunicação
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Quote:
Originally Posted by valter
A GÊNESE DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE UBERLÂNDIA -MG (1955-1970): POLÍTICA E EDUCAÇÃO
(...)
O objetivo desta pesquisa é refletir sobre a história da criação da Faculdade de Engenharia de Uberlândia, que surgiu de uma emenda feita pelo Deputado Federal Rondon Pacheco, no período do Governo de Juscelino Kubischek (31/01/56 a 31/0161). Tal emenda foi assinada meio às pressas e não assegurou os recursos financeiros ao funcionamento da faculdade , pois determinava a constituição de um quadro de pessoal permanente.
Em decorrência dessa emenda e de outras providências, surgiu no dia 24 de Janeiro de 1961, através da lei nº3864-A, a criação das Escolas Agrícolas nos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso e também uma Escola de Engenharia em Uberlândia. Nota-se, que esse projeto começou a ser debatido com maior intensidade entre os componentes da Sociedade de Engenheiros Civis, Químicos e Agrônomos de Uberlândia (SEQAU), que apoiaram incondicionalmente a idéia.
Rondon Pacheco apresentou outro projeto de lei que definisse os custos e os recursos orçamentários próprios à lei de criação. Desse modo, por ação parlamentar do então Deputado, surgiu no dia 05 de Dezembro de 1962, através da lei nº4.170, o funcionamento dos cursos na faculdade; como os cursos de Engenharia Industrial, modalidade Mecânica Química e o IPOI (Instituto de Pesquisa e Orientação Industrial).
A portaria do Ministério da Educação e Cultura (MEC), de 31 de Janeiro de 1964, exigiu a criação de uma comissão responsável pela implantação da Faculdade de Engenharia em Uberlândia, autorizando um prazo de noventa dias para a instalação definitiva da mesma. Tal comissão, era composta pelos professores Genésio de Melo Pereira, Galba Gouveia Porto, Vinícius Vasconcelos e José Pepe Júnior, cuja função designava a elaboração de um projeto de estatuto e regimento e, ainda, a organização do vestibular.
Percebe-se que no MEC, também havia sido formada uma Comissão especializada em verificar as condições de instalação de cada tipo de escola e se realmente a região comportava tais instalações. Vieram então, algumas autoridades da Diretoria de Ensino Superior do MEC, entre elas destaca-se D. Nair Fortes Aguineri.
Nessa abordagem, a comissão conseguiu os recursos necessários, com o apoio dos representantes da empresa local – CARFEPE, adquirindo o antigo Ginásio Salesiano de Uberlândia1, um prédio cuja construção estava abandonada e necessitada de reforma para se iniciar qualquer tipo de atividade naquele local. É importante salientar, que este núcleo inicial da faculdade, deveria ser de propriedade da União, pois só assim a Escola de Engenharia obteria a sua federalização.
Ainda no ano de 1964, o presidente João Goulart veio à cidade e assinou publicamente a aceitação do terreno e do prédio destinado aos servidores da faculdade. Realizou-se então, no dia 15 de Abril de 1964, o primeiro exame vestibular da Escola de Engenharia , disponibilizando sessenta vagas para a Engenharia Mecânica e quarenta vagas para a Engenharia Química; momento em que iniciava também a revolução. Nesse período, o MEC estabeleceu a suspensão das atividades e a faculdade ficou paralisada durante todo o ano.
No entanto, após o esforço político do Deputado Rondon Pacheco em superar essas dificuldades, o Conselho Nacional de Educação – CNE, autorizou o retorno do funcionamento efetivo da escola. Logo, dia 03 de abril de 1965, realizou-se no Salão Nobre Do Uberlândia Clube, a primeira aula inaugural ministrada pelo Professor Raymundo Moniz Aragão – Diretor do Ensino Superior do MEC - , bem como dois dias depois, realizou-se no Colégio Brasil Central, a primeira aula inaugural curricular ministrada pelo Professor Celso Correia dos Santos, visto que o prédio da faculdade (hoje CDHIS) estava em reformas.
Durante o nosso estudo, observamos que os representantes da Escola de Engenharia desenvolveram várias práticas educacionais, incluindo a fundação do Diretório Acadêmico Genésio de Mello Pereira (DAGEMP) e eventos que discutiam a relação entre Engenharia e Desenvolvimento, traçando perspectivas para o cidadão universitário.
No governo do presidente Artur da Costa e Silva (15/04/64 a out/69), a Faculdade de Engenharia teve a sua primeira greve estudantil em função da deficiência de professores e de espaço físico, pois era necessário criar condições estruturais que permitissem consolidar um corpo docente e adquirir mais salas de aula, laboratórios e etc. O fato é que com a criação dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Química, a cidade não contava com técnicos especializados nestas disciplinas profissionalizantes. Enquanto os alunos cursavam o primeiro e o segundo ano do curso, que era de conteúdo básico e as disciplinas se limitavam a Matemática, Química e Física, o progresso se dava razoavelmente bem, pois existiam professores qualificados da Escola de Engenharia de Uberaba que apoiavam a escola daqui. Logo, a partir do 3ºano, em que entrava a parte profissionalizante das Engenharias, a cidade, ainda pequena, não dispunha de profissionais para lecionar.
O sistema de contratação de professores naquele período não acontecia em regime de dedicação exclusiva; o professor era contratado para lecionar como horista e recebia uma remuneração pouco significativa. Nesse sentido, o Diretor da faculdade, Dr. Genésio, mostrou publicamente aos grevistas a situação da Escola, visto que esta, no ano de 1967, contava com 147 alunos, 20 professores e 05 funcionários sem vinculo empregatício. Os alunos manifestaram-se em favor da melhoria do ensino, a Escola não tem encontrado a devida consideração dos meios políticos...não há condições de nos tornarmos engenheiros...queremos realidade e não promessas. ( Entrevista – Junho/1967)
Em virtude dessa crise, a escola recebeu, pela primeira vez, os recursos orçamentários da União no valor de NCR$ 576.480,00, iniciando assim o seu processo de expansão. Nesse sentido, o presidente Costa e Silva, com base no Parágrafo 1º do Artigo 2º do Ato Institucional nº05, decreta pela Lei nº379, no dia 23 de Dezembro de 1968, que a Escola de Engenharia de Uberlândia passa a denominar-se Faculdade Federal de Engenharia de Uberlândia, a primeira faculdade federal do município.
Na perspectiva que se enquadra o presente trabalho, adotamos as leituras das principais referências teóricas que direcionam a História da Educação e analisamos os dados coletados nos jornais: “Correio de Uberlândia” e “O Repórter”, no período compreendido entre 1955 e 1970, disponíveis no acervo do Arquivo Público Municipal de Uberlândia. Em contato com as fontes mencionadas, selecionamos aproximadamente cento e vinte matérias relacionadas com o projeto Escola de Engenharia em Uberlândia, das quais foram escolhidas quinze, por representarem os principais aspectos que discorrem sobre a referida escola. Também fizemos um levantamento de dados, tanto nas Atas da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (ACIUB), quanto na Universidade Federal de Uberlândia – UFU, onde conseguimos reaver os estatutos de instalação da própria escola. Realizamos ainda, entrevistas com autoridades que estiveram envolvidas com esse processo de instalação do curso e entrevistamos os próprios ex-alunos, procurando buscar a verdadeira realidade social da cidade.
Comprovamos que a campanha, em favor da criação da Escola de Engenharia no município, expressou uma manifestação dos setores políticos e industriais, uma vez que a cidade buscava alcançar o ritmo de progresso do país. Prova disso, foram algumas matérias patrocinadas pela ACIUB, solicitando providências junto as “forças políticas” para agilizarem o envio da mensagem ao senhor presidente da República:
“Pedimos venia voltar presençaça [presença] de v. excia. Para renovar apelo no sentido envío mensagem ao congresso sobre criação Escola Engenharia Uberlandia [Uberlândia]. População aguarda confiante concretização, reivindicação que v. excia. Recebeu aqui com tanto apreço. Agradecimentos e Cordiais saudações.” 2
A referida entidade reforçou o pedido de criação da Escola de Engenharia, uma vez que o presidente da República havia prometido, no dia 24 de setembro de 1955, em praça pública a todos os uberlandenses, a criação da faculdade. É importante salientarmos, que a ACIUB tinha interesse em mobilizar os segmentos políticos no processo de acelerar a implementação da escola, a medida que vislumbrava a possibilidade de estabelecer um canal, junto ao Governo do Estado, para reivindicar o funcionamento de um Distrito Industrial em Uberlândia. Logo, percebemos que este projeto era um desafio aos setores políticos e empresariais da cidade e esta apresentava-se como um dos principais pólos de entroncamento entre as regiões Sul e Centro-Oeste do país, momento no qual ocorria a construção da nova capital federal (Brasília).
Ainda, acreditando nessa idéia, expressou-se também com muita propriedade, o engenheiro Dr. Sture Westerlund, a respeito da futura Escola de Engenharia de Uberlândia, através de sua elucidativa oração:
(...) “E é nesse particular que os Engenheiros de Uberlândia, não querendo que uma região tão promissora como o Triangulo [Triângulo] Mineiro se atraze [atrase] em relação ao ritmo de progresso do País, providenciem febrilmente e incansávelmente [incansavelmente] para a criação das Escolas de Engenharia e de Agronomia do Triangulo [Triângulo], a primeira, ao que tudo indica, devendo ser localizada em nossa cidade”.3
Nessa temática, percebemos um forte interesse, tanto por parte do público em geral como por parte dos setores políticos e empresariais, por efetivar a criação da Escola de Engenharia no município. Por parte do público em geral, o interesse era por desenvolvimento intelectual e realização pessoal; por parte dos setores políticos e empresariais a escola deveria atender às expectativas econômicas do município, uma vez que oferecesse mão-de-obra qualificada através de uma educação profissional, capaz de solidificar a posição geo-política de Uberlândia como futuro Pólo Industrial. O amadurecimento consciente da necessidade de modernização no panorama educacional e cultural da cidade, tornou-se uma preocupação geral entre os uberlandenses da década de cinqüenta.
http://www.ichs.ufop.br/conifes/anais/EDU/edu1703.htm
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Como D. Beja Araxá nasceu camponesa.E, como D. Beja, também conheceu a adversidade, sendo o objeto de desejo de poderes superiores. O Estado apropriou-se de suas fontes, maculando sua beleza, ainda que a recompensasse com um rico patrimônio. Por ele, Araxá conheceu o mundo, e o mundo a conheceu. Hoje, D. Beja é Araxá, espelho de suas convicções e metáfora de suas contradições. Nela se refletem simultaneamente, as imagens do seu presente, as representações históricas e as verdades míticas do seu passado; as projeções para o futuro. Rosa Maria Spinoso
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