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Old August 21st, 2012, 04:43 AM   #2141
OsascoStation2007
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E lá vamos nós de novo.. agora querem enfiar o TAV e o ferroanel no meio do caminho dos regionais... bom, o final dessa história nós já conhecemos... independente da proposta ser melhor ou pior, é difícil acreditar na seriedade das intenções...
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Old August 21st, 2012, 03:45 PM   #2142
Luiz Vilela
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Verdade, conhecemos muitas histórias com finais lamentáveis, ou sem final mesmo.

Mas como esta proposta é bastante consistente, acredito que vale a pressão em cima dela. Inclusive política, já que teremos que aturar palanques de qualquer jeito nos próximos meses.

Last edited by Luiz Vilela; August 23rd, 2012 at 02:17 AM.
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Old August 27th, 2012, 04:38 PM   #2143
Godfall
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Estado abre estudo para trem regional até Campinas

Correio Popular

O governo do Estado publicou ontem edital para contratar estudos de viabilidade da extensão até Campinas dos trilhos do trem de subúrbio que ligam São Paulo a Jundiaí. A partir dessas informações, informou a Secretaria de Transportes Metropolitanos, será elaborado um conjunto de diretrizes para novos eixos que demonstrem viabilidade para o transporte de passageiros sobre trilhos. Embora a ferrovia vá até a Capital, a proposta é que ele seja um trem metropolitano, ligando Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí e mais cidades até São Paulo.

“Se pensar nesse trem para ligar Campinas a São Paulo, o projeto já nasce morto, porque na velocidade que ele percorre, significaria que o usuário levaria mais de 3 horas para fazer o trajeto e não teríamos passageiros para isso. Mas ele pode ter alguma viabilidade se for um trem com o perfil de interligar as cidades no seu trajeto”, afirmou o secretário Jurandir Fernandes. Os trens da CPTM da linha 7, que ligam a Estação da Luz a Jundiaí, param em 17 estações atualmente. Como trem suburbano, embora sua velocidade atinja entre 80 e 90 quilômetros por hora, a velocidade comercial, por causa das paradas, é de 30 a 35 quilômetros por hora.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) quer transporte ferroviário, independente do trem de alta velocidade. Para os prefeitos, é essencial que a ferrovia seja o modal de transporte entre as cidades e que os vários projetos em estudo sejam definidos e implantados, até mesmo para que as ligações sobre trilhos possam atuar como alimentadoras do TAV. Além do trem-bala, há pelo menos sete estudos e projetos na região envolvendo o transporte ferroviário que perambulam por várias instâncias de governo, mas nunca saíram do papel.

Conforme o edital de tomada de preço, o estudo visa estabelecer uma rede de transportes metropolitanos sobre trilhos, com modernos padrões de serviço, que amplie a acessibilidade e a mobilidade na RMC e combine alternativa de alta capacidade com modalidades de média capacidade. O propósito é que, integradas com as demais opções de transportes existentes na região, possam ser implantadas progressivamente, oferecendo mais acessibilidade e mobilidade à população.

O governo do Estado continua resistindo a ideia de um trem regional até Campinas, com base em acordo feito com o governo federal, de que não implantaria nenhum trem que inviabilizasse o TAV. Mas em uma parceria entre os dois governos, Campinas poderá ter o TAV e o trem regional, já que o sistema proposto pelo Estado atenderia ao chamado público de transporte pendular (pessoas que trabalham fora da cidade e voltam para a cidade de origem todos os dias). Com velocidade máxima de até 160 km/h, a proposta seria ter custos semelhantes ao do transporte rodoviário. O TAV, com tarifas mais elevadas, teria prioridade para o público vindo dos aeroportos de São Paulo e Campinas e de padrão de renda mais elevado.

http://www.investe.sp.gov.br/noticia...24&c=11&lang=1
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Old August 27th, 2012, 10:42 PM   #2144
Fabius_
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Eu adoraria comentar, mas estou tão desestimulado a fazê-lo...
Fico pensando quando Campinas, que um dia foi um dos maiores entroncamentos ferroviários do país, tinha serviço urbano e suburbano sobre trilhos (bondes), voltará a ter transporte ferroviário de passageiros.
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Old August 28th, 2012, 04:30 AM   #2145
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Estado abre estudo para trem regional até Campinas

Correio Popular

O governo do Estado publicou ontem edital para contratar estudos de viabilidade da extensão até Campinas dos trilhos do trem de subúrbio que ligam São Paulo a Jundiaí. A partir dessas informações, informou a Secretaria de Transportes Metropolitanos, será elaborado um conjunto de diretrizes para novos eixos que demonstrem viabilidade para o transporte de passageiros sobre trilhos. Embora a ferrovia vá até a Capital, a proposta é que ele seja um trem metropolitano, ligando Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí e mais cidades até São Paulo.

“Se pensar nesse trem para ligar Campinas a São Paulo, o projeto já nasce morto, porque na velocidade que ele percorre, significaria que o usuário levaria mais de 3 horas para fazer o trajeto e não teríamos passageiros para isso. Mas ele pode ter alguma viabilidade se for um trem com o perfil de interligar as cidades no seu trajeto”, afirmou o secretário Jurandir Fernandes. Os trens da CPTM da linha 7, que ligam a Estação da Luz a Jundiaí, param em 17 estações atualmente. Como trem suburbano, embora sua velocidade atinja entre 80 e 90 quilômetros por hora, a velocidade comercial, por causa das paradas, é de 30 a 35 quilômetros por hora.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) quer transporte ferroviário, independente do trem de alta velocidade. Para os prefeitos, é essencial que a ferrovia seja o modal de transporte entre as cidades e que os vários projetos em estudo sejam definidos e implantados, até mesmo para que as ligações sobre trilhos possam atuar como alimentadoras do TAV. Além do trem-bala, há pelo menos sete estudos e projetos na região envolvendo o transporte ferroviário que perambulam por várias instâncias de governo, mas nunca saíram do papel.

Conforme o edital de tomada de preço, o estudo visa estabelecer uma rede de transportes metropolitanos sobre trilhos, com modernos padrões de serviço, que amplie a acessibilidade e a mobilidade na RMC e combine alternativa de alta capacidade com modalidades de média capacidade. O propósito é que, integradas com as demais opções de transportes existentes na região, possam ser implantadas progressivamente, oferecendo mais acessibilidade e mobilidade à população.

O governo do Estado continua resistindo a ideia de um trem regional até Campinas, com base em acordo feito com o governo federal, de que não implantaria nenhum trem que inviabilizasse o TAV. Mas em uma parceria entre os dois governos, Campinas poderá ter o TAV e o trem regional, já que o sistema proposto pelo Estado atenderia ao chamado público de transporte pendular (pessoas que trabalham fora da cidade e voltam para a cidade de origem todos os dias). Com velocidade máxima de até 160 km/h, a proposta seria ter custos semelhantes ao do transporte rodoviário. O TAV, com tarifas mais elevadas, teria prioridade para o público vindo dos aeroportos de São Paulo e Campinas e de padrão de renda mais elevado.

http://www.investe.sp.gov.br/noticia...24&c=11&lang=1
Já disse e volto a repetir: este trecho de Jundiaí a Campinas é legal, não quero desmerecer as cidades no caminho, muito pelo contrário. Mas onde o "bicho pega" mesmo é de Campinas pra frente: Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Americana. E porque o "muito pelo contrário"? Porque o fluxo de pessoas que usam transporte público de Louveira, Vinhedo e Valinhos pra Campinas e Jundiaí não é tão grande. Essas cidades têm renda elevada, muita gente com carro, e são cidades pequenas. Já do outro lado tem cidades bem maiores, mais dependentes de transporte público. É muito mais denso, não dá pra comparar a quantidade de gente que vem de ônibus + vans de Hortolândia e Sumaré pra Campinas com a quantidade de Louveira + Vinhedo + Valinhos.

Espero que este trem não pare neste primeiro trecho, e que não usem o Corredor Noroeste da EMTU como desculpa pra não levar a CPTM até pelo menos Americana.
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Old August 28th, 2012, 04:57 AM   #2146
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Espero que este trem não pare neste primeiro trecho, e que não usem o Corredor Noroeste da EMTU como desculpa pra não levar a CPTM até pelo menos Americana.
Opa!

Mas daí vai de encontro à idéia de um trem regional indo de Campinas a Ribeirão. A mesma via poderia ser aproveitada para um serviço metropolitano CPS e adjacências.

Porém, considero muito complicado se ampliar o transporte de passageiros para além de Campinas sem se pensar num ferroanel campineiro, para a passagem dos trens de carga.



abraços]
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Old August 28th, 2012, 08:48 AM   #2147
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Trem para Ribeirão Preto? Desencanem.

Após Americana, só tem 3 cidades médias-grandes em uma rota viável: Limeira, Rio Claro e São Carlos. Entre essas duas, uma serra. Entre todo esse trajeto, 205km.

Coisa pra vários bilhões de obras civis, não há mercado para trem regional nessa rota. Quem sabe um dia um TAV.
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Old August 28th, 2012, 04:43 PM   #2148
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Trem para Ribeirão Preto? Desencanem.

Após Americana, só tem 3 cidades médias-grandes em uma rota viável: Limeira, Rio Claro e São Carlos. Entre essas duas, uma serra. Entre todo esse trajeto, 205km.

Coisa pra vários bilhões de obras civis, não há mercado para trem regional nessa rota. Quem sabe um dia um TAV.
Olha, não sei não, mas acho que isto está mais para regional.

E também, esqueceste de Araraquara, distante apenas 42 km de São Carlos e praticamente do mesmo tamanho, além do fato de já estar do outro lado do desnível.
Minha proposta seria que passasse pelo aeroporto de Araraquara, seguindo a linha de carga, que tangencia o mesmo. Ali poderia funcionar como um mini-hub regional, a reboque da expansão de Viracopos, que já teria outro viés.

Dali para Ribeirão Preto o relevo joga a favor, apesar da distância, mas me parece interessante mesmo assim dada a ligação (não só da cidade como todo o entorno dela) a São Paulo.
Eu, por exemplo, sou de uma cidade próxima a Riberão. Se fosse preciso ir ao Rio por exemplo, ou mesmo a São Paulo para pegar algum avião, tenho de fazer o trajeto todo de ônibus. Se me parecer viável do ponto de vista tempo/dinheiro ir a Ribeirão e lá pegar um trem a SP, eu não pensarei duas vezes antes de fazer isto.
Obviamente não podemos pensar em situações isoladas. É preciso pensar nestes trens como algo integrado aos outros modais de transporte, pois de outra forma, não consigo vê-lo sendo tão atraente ou com tal demanda.




abraços]
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Old August 29th, 2012, 01:12 AM   #2149
ThalesVeiga
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Ah, o interior não se resume só a Limeira, São Carlos, Rio Claro e a região de Campinas. Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, Piracicaba, Bauru, Franca, Sumaré, Marília, Araraquara, Presidente Prudente, Indaiatuba,... são cidades com mais de 200 mil habitantes, certamente tem potencial para um regional.
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Old August 29th, 2012, 01:34 AM   #2150
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Com certeza que sim, mas e a distância? E a viabilidade? Primeiro pensa-se no que é mais viável; dando certo, expande-se depois.
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Old August 29th, 2012, 01:49 AM   #2151
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Lógico, isso tem que ser feito em etapas. Mas o Suburbanist praticamente limitou o interior além de Campinas a 3 cidades, e outras não por causa do relevo. E convenhamos, nem é tão longe assim.
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Old August 29th, 2012, 02:00 AM   #2152
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Lógico, isso tem que ser feito em etapas. Mas o Suburbanist praticamente limitou o interior além de Campinas a 3 cidades, e outras não por causa do relevo. E convenhamos, nem é tão longe assim.
O grande desafio do transporte ferroviário é ser compensador, interessante e viável, sem criar novos ferroramas. E tem alguns projetos por aí com a maior cara de ferrorama.

O que uma linha (ou mesmo um trecho de uma linha) precisa ter para ser viável e justificar o investimento nela realizado?

A demanda é importante, mas eu não sei a medida na qual a velocidade média (e portanto, o tempo levado na viagem) devem ser menores que as dos ônibus. Claro, porque serviços regionais de trem com viagens mais longas que os ônibus são um verdadeiro desperdício de tempo e recursos.

Não bastasse o apoio ao rodoviarismo, o transporte ferroviário foi sendo sucateado em muitos lugares conforme novas estradas foram sendo construídas e o tempo das viagens de ônibus e de carro foram sendo dramaticamente reduzidas, expondo os problemas do transporte ferroviário, sem contar os numerosos outros fatores. Então eu repito a pergunta: não precisamos de TAVs para tudo que é lado, mas quanto um trem regional deve ser mais rápido que o modal rodoviário para ser viável e atrativo?
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Old August 29th, 2012, 02:03 AM   #2153
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A questão é que potencial de demanda sempre dependa das características técnicas do serviço e do custo da viagem. E as caractrísticas técnicas podem determinar um modelo incompatível com os custos (tarifas) cobráveis.

Uso dois exemplos meio extremos, mas nem tanto assim:

(1) se implantassem um trem diesel moderno entre Uberlândia-Uberaba-Ribeirão Preto-Campinas, sem outras paradas, na ferrovia relativamente modernizada que aí existe, sem grandes obras de engenharia mas apenas trazendo sua manutenção aos padrões da época em que foi re-inaugurada em 1978, levaria 12h de viagem para completar o trajeto com prioridade de tráfego (em rodovias, dirigindo sem exceder a velocidade, leva-se 6h30. É um trem não-competitivo em tempo, seja com carro, seja com avião. Não vai atrair quase ninguém mesmo que custe metade do preço de viagens de ônibus. Mas se esse trem custasse em tarifas R$ 0,02 por km (R$ 8 para viajar de Uberlândia a CAmpinas), aí sim teria uma demanda pelo baixo custo. Se o trem demorasse 20 horas e fosse "grátis", teria demanda da mesma forma. Só que não cobriria seus custos de forma alguma.

(2) se implantassem um TAV na mesma rota, sem conexão com São Paulo, o mesmo seria bastante competitivo em termos de tempo de viagem, 1h entre CAmpinas e Rib Preto, 50min entre Rib. Preto e Uberaba, 35min entre Uberaba e Uberlândia. Adicione um lost call time de 8 minutos por parada intermediária e teríamos um TAV que viajaria entre Campinas e Uberlândia 2h51 entre Campinas e Uberlândia. Poderia cobrar o triplo da passagem do ônibus e seria muito mais competitivo que viajar de carro em termos de tempo. Todavia, um projeto desses dificilmente teria sustentabilidade econômica, afinal, quanto mais cara uma tarifa, menor a demanda, e a partir de certo preço as pessoas simplesmente param de viajar a ponto de perder-se a demanda potencial.

Em termos mais técnicos, ambos os exemplos que eu dei, nas premissas que apontei, tratar-se-iam de projetos no qual a intersecção da curva de oferta com a curva de demanda não existe.

Em serviços de baixa performance operacional, a tarifa que otimiza a receita para compensar a baixa performance (de tempo, mas poderia ser também de desconforto etc) é baixa demais para cobrir os custos de operação.

Em serviços de altíssima performance (TAVs), a tarifa mínima que permite cobertura de custos do serviço é alta demais para atrair demanda.
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Last edited by Suburbanist; August 29th, 2012 at 02:10 AM.
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Old August 29th, 2012, 02:08 AM   #2154
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Lógico, isso tem que ser feito em etapas. Mas o Suburbanist praticamente limitou o interior além de Campinas a 3 cidades, e outras não por causa do relevo. E convenhamos, nem é tão longe assim.
Eu nào limitei o interior de SP a essas cidades. Só que rodovias são construídas em eixos (como rodovias também). Tráfego do oeste paulista e MS para Campinas é pouco relevante na análise de tráfego entre Campinas e Brasília, direção quase perpendicular.
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Old August 29th, 2012, 02:10 AM   #2155
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Obrigado pelos esclarecimentos!
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Old August 29th, 2012, 04:14 AM   #2156
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Não custa lembrar que, por mais relevante que seja esta discussão, foco, aliás, deste thread, a atual licitação para Campinas não visa trens regionais, mas transporte metropolitano sobre trilhos. O foco é a RMC em si, e a conexão com a AUJundiaí. A própria conexão Jundiaí-Campinas a ser projetada terá a cara de trem metropolitano, não regional.

Estou curioso para saber o que será projetado. Será para Campinas o que a equipe do planejamento do metrô está fazendo para a capital.
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Old August 29th, 2012, 04:16 AM   #2157
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mas também estão licitando o regional, não?!
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Old August 29th, 2012, 04:32 AM   #2158
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mas também estão licitando o regional, não?!
De Campinas não. Houve uma licitação anterior para definir as linhas regionais para a macrometrópole, num escopo similar a esta para a rede da RMC: elaborar uma visão de futuro. Também há o projeto de Regional para Jundiaí. Mas o serviço proposto agora tem claro perfil metropolitano.
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Old August 29th, 2012, 06:37 AM   #2159
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Pra mim é bastante claro o que está acontecendo com as propostas de ligação ferroviária entre Campinas e São Paulo, e é impossível entender o caso sem considerar a dimensão política.

Tudo começa com o Expresso Bandeirante, que foi o trem regional proposto para ligar São Paulo, Jundiaí, Viracopos e Campinas pelo preço de ônibus rodoviário. Demoraria aproximadamente 50-55 minutos entre São Paulo e Campinas, com Jundiaí na metade do tempo.

Aí o GF lançou o projeto do TAV e fez um acordo com o GESP (na época o Governador era o Serra) para engavetar o Expresso Bandeirante, pois seriam concorrentes. O TAV é mais rápido, mas para uma distância pequena a diferença de tempo não é tão grande. Além disso o TAV seria bem mais caro, pois a linha é toda nova, tem muitos túneis sendo um sob toda a mancha urbana de SP. O Bandeirante aproveitaria boa parte da faixa de domínio da ferrovia existente, apenas um trecho curto é que seria novo com túneis, e mesmo assim seria para cortar montanhas, não sob a cidade de São Paulo. Só que o TAV que está enrolado. Cada hora o modelo de concessão é um, cada hora o governo assume mais os custos/risco do projeto, etc.

Então o GESP vendo essa situação do TAV, e considerando que este havia descartado parada em Jundiaí, resolve relançar o Expresso Bandeirante, porém só entre São Paulo e Jundiaí. Claro que colocou outro nome pra não parecer coisa velha, agora é o Expresso de Jundiaí. Qual o objetivo disto? Além de atender a demanda, que sem dúvida existe, é uma forma de colocar pressão no GF. Algo como: "olha, se vocês não têm competência para fazer, nós temos a solução". O trem chegando em Jundiaí, pra ir a Campinas é bem simples, talvez metade do valor do trecho inicial pois é mais perto, não tem que fazer túnel, etc. Além do mais, chegando a Campinas o projeto é bem mais rentável, pois capta uma demanda muito maior.

Então fica nessa: o GF dizendo que o TAV sai de qualquer jeito, e o GESP pagando pra ver. Ou seja: neste caso, o GESP está com as cartas na mão e o GF está tentando convencer a todos de que não está blefando.

Correndo por fora, tem a extensão da linha 7 de Jundiaí a Campinas. Aí a história é totalmente diferente. É uma pressão política da RMC sobre o GESP, pois já faz muitos anos que o pessoal aqui tem um pé atrás com os governadores que passaram pelo Palácio dos Bandeirantes. O GESP é claramente contra este projeto, mas a pressão aumentou muito, então resolveram fazer os estudos mais a sério pra dar uma satisfação aos pedidos dos cidadãos, prefeitos, deputados, etc. O perigo é o estudo chegar à conclusão de que é inviável, o que não é difícil de acontecer, porque as cidades entre Jundiaí e Campinas são pequenas: Louveira não chega a 40 mil, Vinhedo cerca de 65 mil e Valinhos menos de 110 mil. Estas cidades têm taxa de motorização altíssima, ou seja, não tem tanta demanda assim pra um sistema de transporte troncalizado como um CPTM. Esta demanda existe sim na porção Noroeste da RMC: Hortolândia com cerca de 200 mil pessoas, fora um trecho de Monte Mor conurbado a esta; Sumaré com aproximadamente 240 mil pessoas; Nova Odessa com pouco mais de 50 mil; Americana com aproximadamente 215 mil, fora o pedaço de Santa Bárbara conurbado a esta. Só que para este lado o GESP através da EMTU vem implantando o Corredor Noroeste, um sistema descontínuo de faixas preferenciais e terminais de ônibus, muito mequetrefe por sinal. E certamente usará isto como justificativa para não fazer o trem, alegando que os ônibus dão conta da demanda.

Ou seja, neste caso da CPTM o GESP está basicamente cumprindo o protocolo, não tem nenhum interesse ou pró-atividade para levar o projeto adiante.
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Old August 29th, 2012, 07:07 AM   #2160
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Trem para Ribeirão Preto? Desencanem.

Após Americana, só tem 3 cidades médias-grandes em uma rota viável: Limeira, Rio Claro e São Carlos. Entre essas duas, uma serra. Entre todo esse trajeto, 205km.

Coisa pra vários bilhões de obras civis, não há mercado para trem regional nessa rota. Quem sabe um dia um TAV.
Visao minuscula.

Dizer que o oeste paulista nao tem potencial para uma linha ferrea de passageiros é realmente falta de visao. Voce nao vive na europa? Usa de exemplo.

E ainda diz quem sabe um TAV... que é bem mais caro...
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