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Old October 15th, 2012, 04:35 PM   #4321
Fullgencio
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Bolhas e bolas murchas

FMI volta a falar em 'bolha imobiliária' no Brasil, mas o perigo está em bolas cheias demais em outros setores

OS PREÇOS de imóveis estão horríveis no Brasil, a gente sabe. Desde 2008, outro ano que não termina, as casas ficaram em média uns 150% mais caras em São Paulo e ainda mais extravagantes 180% no Rio.

Na semana passada, o FMI voltou a falar em bolha imobiliária no Brasil. Há várias bolas murchas ou furadas, mas bolha imobiliária está difícil de ver. Por ora, ao menos.

Como o FMI errou barbaramente no caso da bolha americana (estava "tudo bem", diziam em 2007), talvez fosse o caso de a gente ficar tranquilo com o alerta do Fundo, digamos, para não perder a piada.

Há bolha imobiliária no Brasil? O assunto mal cabe em teses universitárias, que dirá em colunas de jornal. Mas a horrível inflação imobiliária brasileira não parece bolha.

Não há variedade de instrumentos financeiros sofisticados nem dinheiro bastante para alavancar uma bolha. O crédito parece ser concedido de maneira razoável -a inadimplência imobiliária é mais ou menos um quarto da inadimplência geral.

As estatísticas imobiliárias são fracas e escassas, certo. Mas haveria bolha num país com ainda tamanho deficit habitacional? Onde estão as massas de imóveis construídos e vendidos para especular, com dinheiro emprestado, por exemplo?

O crescimento rápido do crédito imobiliário não se deveu a melhorias na regulação e à baixa razoável da taxa de juros, associadas a um periodozinho de crescimento econômico bom? E os preços sobem agora mais devagar.

Ainda assim, o crédito imobiliário como proporção do PIB é baixo, menor que em muito país "hermano", mesmo tendo saltado de 3,7% do PIB, em 2010, para 5,8% do PIB, agora.

Sim, a calmaria pode ser ilusão. O desemprego está baixo, assim como os juros. Quando subirem, quando a maré baixar, vamos ver quem nadava pelado. A inadimplência subirá, bancos vão perder dinheiro, o crédito vai piorar? Difícil saber, os dados de agora não permitem prever tamanho rolo. Como se diz em filme de tribunal americano: "Especulativo, protesto".

Decerto a situação brasileira tem muita bola cheia que pode murchar de modo perigoso. Mudando um pouco de assunto, mas não muito, não sabemos se é "sustentável", duradoura, a situação do emprego e dos juros. Seriam bolas cheias demais, a ponto de estourar?

O juro caiu no Brasil, entre outros motivos, por causa da lerdeza mundial, dos juros baixos (zero) no centro do mundo. Um dia, eles subirão. Daqui a três anos, talvez, um pouco mais. Isso vai nos afetar.

O desemprego está muito baixo no Brasil. Bola cheia demais? Se o país voltar a crescer, vamos importar trabalhadores da vizinhança e da Europa desempregada? Daqui, não tem muito de onde tirar. Os custos (preços) vão subir ainda mais?

Mesmo com desemprego baixo, a inadimplência não cai.

O governo está reduzindo impostos e, ao mesmo tempo, reduzindo sua dívida porque a despesa com juros caiu. Logo, "economiza" menos.

Com Copa e eleição pela frente pode economizar ainda menos, mas gastando o dinheiro, em vez de reduzir imposto e dívida? Isto é, o governo vai gastar em consumo o dinheiro da bonança dos juros baixos (e vai continuar a estimular o consumo das famílias), em vez de dar uma força para o investimento?

Fonte
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Old October 15th, 2012, 08:13 PM   #4322
Fullgencio
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Juro menor pode sugerir 'falsa' bolha imobiliária

Instigados com a dúvida que há tempos saiu dos meios especializados e frequenta cada vez mais mesas de bar e almoços de domingo, pesquisadores do Centro de Macroeconomia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV) decidiram usar modelos econométricos para responder, desta vez com maior embasamento técnico, à já recorrente pergunta: existe uma bolha imobiliária em São Paulo?

Como é comum em trabalhos acadêmicos, a resposta encontrada não é simples como um "sim" ou um "não". Mas está mais próxima da negação do fenômeno, ao menos em seu estilo clássico.

"Embora a presença de bolha não possa ser totalmente descartada, a hipótese mais provável é que o aumento dos preços de imóveis recente deve ter sido ocasionado por fatores normais ligados a excesso de demanda por imóveis", escrevem os pesquisadores Emerson Fernandes Marçal, Paulo Gala e Rogério Mori, da Escola de Economia de São Paulo da FGV.

Entre esses fatores eles citam o aumento da renda das famílias, a melhoria das condições de crédito e também a queda dos juros, que teria atraído investidores para esse mercado. "Como a oferta no setor não responde prontamente por conta do tempo necessário para viabilizar novos empreendimentos, o resultado foi um aumento de preços."

A equipe fez o estudo tendo como base um teste desenvolvido pelo econometrista americano Peter Phillips e por seus colegas. Esse mesmo sistema foi usado por Phillips para datar as bolhas durante a crise de crédito subprime nos Estados Unidos.

O que os pesquisadores do Cemap querem dizer com a conclusão é que, mesmo que uma bolha esteja em processo de formação ou até mesmo já exista em São Paulo, ela não pode ser comprovada tecnicamente com os dados disponíveis hoje. "Pode até ser que tenha [bolha], mas não dá para bater o pé dizendo que tem", diz Emerson Marçal, que liderou o estudo.

Para realizar a pesquisa, eles levaram em conta a definição clássica de bolha, que eles descrevem como "um contínuo e forte aumento dos preços dos ativos sem base, seguido de um intenso e abrupto ajuste em direção aos fundamentos".

Isso significa que se os preços ficarem estáveis ou mesmo caírem em termos reais de forma lenta por um período daqui em diante (ou seja, se não despencarem), eles entendem que não é possível dizer que o processo anterior teria sido de uma bolha.

Para verificar a existência da alta explosiva do valor dos imóveis, os pesquisadores usaram como base uma série histórica de preços fornecida pelo Secovi-SP (sindicato que reúne a incorporadoras), que tem início em 2001.

Em seguida, deflacionaram as variações por diversos índices, como IPCA, INCC-DI, variação do aluguel no IPCA, renda do trabalhador e combinação de aluguel em São Paulo com Certificado de Depósito Interbancário (CDI, usado como principal referencial para aplicações atreladas a juros). Depois, aplicaram o teste desenvolvido por Phillips em médias móveis de 48 meses.



Quando os deflatores usados são índices de preços e também a variação do aluguel em São Paulo, os testes indicam, sim, a existência de um comportamento semelhante ao de uma bolha, com grau de probabilidade de 99%. Por esse critério, o processo teria começado em meados de 2010 e ainda não teria terminado.

No entanto, quando a deflação é feita pela variação da renda e principalmente quando considera não apenas a alta dos aluguéis, como também o CDI, não existe evidência do fenômeno (Bolha).

Na avaliação dos pesquisadores, esses duas últimas métricas são mais adequadas para a comparação com o preço de casas e apartamentos. "O fato de o imóvel subir mais rápido que inflação não quer dizer muita coisa", diz Marçal.

O pesquisador foi questionado sobre o fato de o preço dos imóveis ter subido 158% acima da renda nominal do trabalhador no período analisado e se isso não seria suficiente para caracterizar um comportamento descolado da realidade. Ele argumenta que o teste identifica a existência de bolhas quando as elevações ocorrem de forma rápida e contínua. E diz que, quando se observa o gráfico do preço dos imóveis deflacionado pela variação da renda, há momentos de estabilização e queda na curva.

Marçal foi questionado ainda sobre a magnitude da alta dos preços em termos reais, já que o estouro das bolhas de imóveis nos EUA e no Reino Unido ocorreu depois de altas próximas de 80% acima da inflação, o que é uma alta inferior ao verificado nos últimos anos em São Paulo.

Sobre esse ponto, o pesquisador do Cemap chama atenção para o processo de redução estrutural da taxa básica de juros no Brasil, o que atraiu investidores para o mercado imobiliário, e pode ser um dos principais fatores responsáveis pelo forte movimento de alta dos imóveis. "O custo de oportunidade mudou completamente", afirma.

Em uma explicação simplificada, a queda contínua e acentuada da razão entre aluguel e preço do imóvel poderia justificar um ajuste para baixo no preço dos apartamentos em algum momento do futuro, à medida que existe um limite de tolerância do dono de uma casa ou apartamento em relação à remuneração do seu investimento (ou da alternativa de vender o imóvel e virar inquilino).

Mas como isso ocorre em conjunto com a queda dos juros, a rentabilidade alternativa para o proprietário também diminui, o que lhe deixa menos propenso a se desfazer do bem para investir no mercado financeiro. Ou seja, se há dois anos um aluguel de 0,5% do imóvel era muito baixo, hoje essa taxa é competitiva ante a renda fixa.

Assim, uma alta real de 80% nos preços de imóveis em países que possuem juros baixos há muitos anos seria mais preocupante do que uma variação semelhante ocorrendo no Brasil, durante um processo de forte redução dos juros reais.

Para Marçal, todos sabiam que, quando houvesse uma forte redução da taxa de juros, os preços dos imóveis iam subir. "O que a gente não sabe é quanto, porque não temos dados históricos de longo prazo", afirma o pesquisador, lembrando no que nos Estados Unidos existe uma base de cem anos.

Resumo: FGV usou a metodologia que usaram nos EUA para identificar a bolha americana, e no Brasil concluiu que não há bolha.

Além disso, concluem que o preço subiu por queda de juros. Ou seja: preços de imóveis são sustentáveis.

Fonte: Valor Econômico via Planejamento
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Old October 15th, 2012, 08:17 PM   #4323
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A bolha imobiliária e a relação aluguel/preços dos imóveis

Muito se tem falado sobre a bolha imobiliária que estaria para estourar (ou mesmo já teria estourado) no Brasil. Eu mesmo já publiquei aqui vários artigos sobre o assunto: Os preços dos imóveis estão exagerados no Brasil?, Bolha Imobiliária no Brasil?, Ainda a bolha imobiliária no Brasil, Sugestão aos crentes da bolha imobiliária, Preços dos imóveis no mundo. Uma sinalização de que o fim já estaria próximo (e não estou aqui falando do calendário Maia…) seria a dificuldade pelas quais as incorporadoras estão passando. De fato, o número de lançamentos despencou de um ano para cá, em função de vários fatores: queda de vendas, estouro nos custos da mão-de-obra, inadimplência, expansão sem planejamento. Para desovar os seus estoques, algumas incorporadoras estariam dando descontos de 10%, 20%, até 30% sobre os preços praticados anteriormente. Isto caracterizaria, sem sombra de dúvida, o esvaziamento da tal Bolha Imobiliária.

Nessas coisas de economia, eu particularmente prefiro olhar os dados agregados. Evidências anedóticas servem, quando muito, para hipnotizar a platéia, enquanto o fenômeno analisado está bem longe daquele caso extremo. Os preços na Vila Nova Conceição, em São Paulo, ou no Leblon, no Rio, podem ou não ser parâmetros para um fenômeno mais generalizado. Mas somente saberemos se isto é verdade ao analisarmos os dados agregados.

No Brasil, infelizmente, não temos muitas estatísticas neste campo. Para falar a verdade, temos apenas uma: o índice FIPE-ZAP de imóveis, que se baseia nos anúncios de venda e aluguel de imóveis, e não no preço efetivamente praticado no fechamento do negócio. De qualquer forma, considero ser este índice um bom indicador da variação dos preços, ainda que possa dar uma falsa sinalização sobre o nível dos preços. Assim, podemos duvidar que o preço do m2 na Vila Nova Conceição esteja hoje valendo R$ 10.744, conforme o índice aponta. Afinal, na hora de fechar o negócio, é possível que haja um desconto em relação ao valor anunciado. No entanto, a variação de 86% desde janeiro de 2008 (ou 14% ao ano) parece ser mais confiável. Afinal, não haveria motivo para ter ocorrido uma variação significativa no spread entre o preço anunciado e o preço fechado na negociação durante este período. Aliás, podemos observar quase a mesma variação no Leblon (82% ou 13,4% ao ano).

- Ah Dr. Money, você quer me convencer que os preços dos imóveis só subiram 14% ao ano nesses dois bairros? Não é o que eu tenho visto…

Pois é, por isso comecei com a história dos dados agregados vs. evidências anedóticas. Nós podemos conhecer casos particulares, ouvir falar de negociações mirabolantes, o tal “dizem que está valendo”. Eu prefiro dados agregados, que é o que o FIPE-ZAP fornece. E não tenho motivo para duvidar da idoneidade ou da capacidade técnica da FIPE. Por isso, se você acha que esses números da FIPE-ZAP são um engodo, então não há nada mais a fazer neste artigo. Tudo o mais que eu escrever daqui em diante será baseado neste índice.

Uma medida muito utilizada por aqueles que defendem a existência de uma bolha imobiliária é a razão entre o aluguel e o preço de venda do imóvel. Quanto menor esta razão, maior seria a distorção do mercado. O índice FIPE-ZAP também tráz os preços médios dos alugueis em São Paulo. No entanto, não é possível calcular diretamente a razão aluguel/preço de uma maneira agregada, pois não existe a informação do preço médio para a cidade inteira, mas apenas para os bairros. Por exemplo, no Leblon, esta razão, em janeiro de 1998, valia 6,3% ao ano. Já em setembro de 2012 vale 6%. Já na Vila Nova Conceição, em janeiro de 1998 a razão valia 7,3% ao ano. Em setembro de 2012 vale 3,4%. Ou seja, a julgar por esses dados, houve uma valorização bastante acentuada na Vila Nova Conceição, mas não no Leblon.

Mas, como eu disse, prefiro os dados agregados. Não é possível calcular a razão diretamente para uma cidade como um todo, mas é possível sim calcular quanto essa razão variou no tempo. O índice FIPE-ZAP de alugueis valorizou-se 79,7% na cidade de São Paulo entre janeiro de 2008 e setembro de 2012. Já o índice de preços de imóveis valorizou-se 151,9% no mesmo período. Portanto, houve sim, de maneira agregada, uma diminuição da razão aluguel/preços nestes últimos quase 5 anos, em cerca de 40%. A pergunta é: foi razoável esta diminuição?

Para responder a esta questão, é necessário entender a natureza deste fenômeno. Quem aluga um apartamento está em busca de uma remuneração para o seu capital. Mesmo que não seja um investidor, o dono do imóvel sempre tem a opção de vendê-lo e aplicar os recursos no mercado financeiro. Claro, não se trata de uma opção simples, dado que o imóvel, muitas vezes, é o único bem do proprietário, além de não contar com liquidez imediata. Mas, sem dúvida, o estabelecimento do preço do aluguel guarda relação com as taxas de juros praticadas no mercado financeiro, nem que seja apenas para balizar a decisão.

Pois bem, uma forma de considerar o aluguel é fazer o paralelo com uma NTN-B de longo prazo. Assim como o imóvel, a NTN-B tem duas propriedades:

1. Rende um “aluguel”, que é o cupom pago semestralmente.

2. Valoriza-se. Quando a taxa do cupom cai, o papel valoriza-se imediatamente, pelo efeito da marcação a mercado.

Estas mesmas duas propriedades estão presentes no imóvel: ele rende um aluguel, além de se valorizar no tempo. Ao se comparar os preços dos imóveis com os preços das NTNs-B, estamos ao mesmo tempo considerando o aluguel pago e a valorização causada pela queda das taxas de juros. Vejamos, então, um gráfico comparando simplesmente o preço de uma NTN-B com o preço dos imóveis em São Paulo, segundo o índice FIPE-ZAP. Escolhi a NTN-B 2045, pois considero o investimento em imóveis como de longo prazo:



Considerei ambos os ativos começando em 100 em janeiro de 2008. Quem tivesse comprado uma NTN-B nesta data, estaria com uma valorização de mais de 4 vezes o capital investido, ao passo que a valorização média dos imóveis em São Paulo não passou de 2,5 vezes neste período. Ou seja, uma parte considerável da valorização dos imóveis ocorreu pela simples queda acentuada das taxas de juros neste período.

Podemos observar o mesmo fenômeno de outra maneira: comparando o cupom das NTNs-B com a razão aluguel/preço dos imóveis. Neste caso, estou apenas comparando o item 1 acima entre estes dois ativos. Como disse acima, não é possível calcular a razão aluguel/preço agregado. No entanto, é possível calcular a variação. Vamos então assumir que, hoje, a razão aluguel/preço esteja no mesmo nível do cupom de uma NTN-B de 10 anos, aproximadamente 4% ao ano. Vejamos, então, no gráfico a seguir, a variação do cupom e da razão aluguel/preço ao longo dos últimos quase 5 anos:



Note que, de fato, houve uma redução significativa na relação aluguel/preços. Mas houve uma redução ainda mais significativa do cupom das NTNs-B! Ou seja, esta é mais uma evidência de que a valorização dos preços dos imóveis é um fenômeno causado, entre outros motivos (aumento do crédito e aumento da renda da população, por exemplo) pela queda brutal das taxas de juros nos últimos anos. Assim, com todo o respeito pelos que acham o inverso, considero que, com talvez algumas exceções localizadas, não estejamos em meio a uma bolha imobiliária. O que não significa, de maneira nenhuma, que os preços subirão no futuro o que subiram no passado recente. Significa, apenas, que os atuais níveis de preços são sustentados em alguns fundamentos bastante sólidos, entre os quais a queda das taxas de juros.

Fonte

Last edited by Fullgencio; October 15th, 2012 at 08:26 PM.
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Old October 16th, 2012, 04:14 PM   #4324
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Bolha imobiliária em São Paulo é pouco provável, diz estudo

Possível fenômeno que aflige brasileiros que querem comprar um imóvel não pode ser descartado, diz estudo da FGV, mas também não há evidências claras



Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) considera pouco provável que o aumento recente dos preços dos imóveis na cidade de São Paulo seja reflexo de uma bolha imobiliária, questão que tanto aflige quem quer comprar um imóvel no Brasil. O estudo ressalva que a possibilidade de bolha não pode ser totalmente descartada; porém, a metodologia utilizada e os dados disponíveis atualmente não identificam com clareza que uma bolha exista ou esteja em formação.

“Embora a presença de bolha não possa ser totalmente descartada, a hipótese mais provável é que o aumento dos preços de imóveis recente deve ter sido ocasionado por fatores normais ligados a excesso de demanda por imóveis”, diz o estudo, assinado por Emerson Fernandes Marçal, Paulo Gala e Rogério Mori.

Os pesquisadores atribuem o aumento da demanda à melhoria das condições de crédito, à queda dos juros e ao aumento da renda das famílias, além de uma redução nos juros das aplicações financeiras, o que pode ter levado os agentes econômicos a buscar imóveis como forma de investimento. O aumento de demanda por moradia também pode ter pressionado os preços dos aluguéis, diz o estudo. “Como a oferta no setor não responde prontamente por conta do tempo necessário para viabilizar novos empreendimentos, o resultado foi um aumento de preços”, diz o texto.

Em entrevista a EXAME.com, o professor Paulo Gala completou: “Houve a descompressão do crédito habitacional. Saímos do estoque de três a quatro bilhões de reais em 2003 para 100 bilhões de reais atualmente. O crédito imobiliário no Brasil ainda representa 5% do PIB, menos do que em países como o Chile e a África do Sul”.

Testes não descartam chance de bolha, mas também não apresenta evidências claras

O estudo utiliza testes formais de detecção de bolhas desenvolvidos pelo americano Peter Philips e outros coautores que também permitem identificar o início e o final de cada evento. Por essa razão, puderam ser usados para datar as bolhas financeiras durante a crise dos subprime nos Estados Unidos. É possível detectar as bolhas analisando se os preços dos ativos em algum período apresentam comportamento explosivo.

Os mesmos testes foram aplicados aos preços dos imóveis em São Paulo, conforme os dados divulgados pelo Secovi-SP, o sindicato da habitação na cidade. O estudo observa que, utilizando-se diferentes índices para deflacionar os preços – isto é, mensurar o desempenho real dos preços em relação a esses indicadores – houve um aumento significativo de preços a partir de meados de 2010. Em seguida, coloca a questão: esta alta significa bolha ou não?

A análise levou em conta o conceito de “bolha”, segundo o qual os preços dos ativos “subiriam sem lastro nos fundamentos até que em algum momento a distância entre os mesmos seria tão grande que uma reversão abrupta tornar-se-ia inevitável. Uma bolha seria então caracterizada por um contínuo e forte aumento dos preços dos ativos sem base, seguido de um intenso e abrupto ajuste em direção aos fundamentos. Haveria o período da euforia, seguido de reversão praticamente instantânea aos fundamentos”, diz o estudo.

Os cálculos para a verificação da existência de bolha foram aplicados às séries de preços deflacionadas por seis diferentes indicadores: crescimento da renda nominal de salários de admissão, segundo o CAGED; preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, segundo o IBGE; preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, segundo o IBGE, e a taxa de juros do CDI mensal; e os indicadores de inflação IPCA, INCC-DI e IGP-DI.

Quando os cálculos são aplicados às séries deflacionadas pelos índices de inflação ou pelos preços dos aluguéis isoladamente, aparece a chance de bolha, mas sem probabilidade detectável, explica o professor Paulo Gala em entrevista. Segundo o texto, “A suposta bolha teria sido iniciada em meados de 2010 e não teria terminado ainda”.

Porém, o próprio estudo diz que os resultados com as métricas mais adequadas para avaliar o preço dos imóveis para a metodologia adotada são os cálculos feitos sobre as séries deflacionadas pelo aumento de renda das famílias ou o preço do aluguel em São Paulo e o CDI. Nesses casos, aparece fraca evidência de bolha. “Os cálculos não mostram que exista uma bolha. Pelo menos segundo essa metodologia, não”, diz Paulo Gala.

“Caso não haja bolhas no mercado imobiliário brasileiro, espera-se que no futuro próximo ocorra uma consolidação dos preços dos imóveis dentro de um novo patamar, sem aumentos contínuos como os verificados recentemente ou quedas abruptas e intensas como seria esperado no caso de uma bolha clássica”, conclui o estudo.

Fonte: EXAME
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Old October 16th, 2012, 05:37 PM   #4325
FriedrichHayek
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Mais previsões, coladas no bolhaimobiliaria.com


Chapolin disse:

Para descontrair:
Em Abril:

http://www.politicaeconomia.com/2012...p-cresce.html”

“As vendas de imóveis em São Paulo cresceram 97,5% em fevereiro de 2012 contra janeiro de 2012, mostrando que o mercado imobiliário na maior cidade da América Latina continua pujante.”

Em maio:
http://www.politicaeconomia.com/2012...s-e.html#more”

“Se continuar nesse ritmo, o ano de 2012 atingirá um patamar de 33 mil novas unidades vendidas, superando a marca de 2008, perdendo apenas para as 35 mil unidades vendidas em 2009 e 2010, anos do boom imobiliário de São Paulo.”

Hoje:

http://noticias.bol.uol.com.br/econo...sao-paulo.jhtm

“De janeiro a agosto deste ano, o número de novos empreendimentos caiu 38,3% ante o mesmo período do ano passado, aponta a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). Para Petrucci, do Secovi-SP, se o volume chegar a 27 mil unidades “será um milagre” -o sindicato previa 30 mil para este ano. As vendas, por sua vez, caíram 6,65% até agosto, somando 15.530 unidades. A oferta de imóveis foi de 16.962 unidades (alta de 16%).”
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Old October 16th, 2012, 08:34 PM   #4326
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Originally Posted by FriedrichHayek View Post

http://www.politicaeconomia.com/2012...sp-cresce.html

“As vendas de imóveis em São Paulo cresceram 97,5% em fevereiro de 2012 contra janeiro de 2012, mostrando que o mercado imobiliário na maior cidade da América Latina continua pujante.”

Em maio:
http://www.politicaeconomia.com/2012...as-e.html#more

“Se continuar nesse ritmo, o ano de 2012 atingirá um patamar de 33 mil novas unidades vendidas, superando a marca de 2008, perdendo apenas para as 35 mil unidades vendidas em 2009 e 2010, anos do boom imobiliário de São Paulo.”

Hoje:

http://noticias.bol.uol.com.br/econo...sao-paulo.jhtm

“De janeiro a agosto deste ano, o número de novos empreendimentos caiu 38,3% ante o mesmo período do ano passado, aponta a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). Para Petrucci, do Secovi-SP, se o volume chegar a 27 mil unidades “será um milagre” -o sindicato previa 30 mil para este ano. As vendas, por sua vez, caíram 6,65% até agosto, somando 15.530 unidades. A oferta de imóveis foi de 16.962 unidades (alta de 16%).” [/I]
Está vendendo menos pois os lançamentos reduziram muito de 2011 para 2012. As empresas optaram por buscar lucratividade, vendendo menos a preços mais elevados, e reduzindo os estoques. É por isso que vende menos, mas com preços 17,9% mais elevados que em 2011. O objetivo de 2012 foi voltar à lucratividade. Entretanto, agora as vendas estão se acelerando novamente, e os preços também.
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Old October 18th, 2012, 12:57 AM   #4327
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Bolha imobiliária ou novo patamar de preços?

Para haver bolha, o aumento de preços deve estar desvinculado das flutuações normais de mercado e de uma matriz consistente de custos, diz Claudio Bernardes

O aumento de preços dos imóveis nos últimos anos trouxe a preocupação da existência de uma “bolha imobiliária” no Brasil, principalmente em função da convulsão mundial gerada pela crise no setor imobiliário americano.

Para que possamos entender o que acontece no País, é necessário entender que “bolha imobiliária” acontece se os aumentos de preços forem dirigidos, não por fundamentos econômicos, mas por mera expectativa de aumento futuro dos preços. Vale dizer, ainda, que o aumento de preços deve estar totalmente desvinculado das flutuações normais de mercado e de uma matriz consistente de custos.

De qualquer forma, quando se fala em preço, deve-se pensar em sua associação com o valor do bem. Quanto vale um imóvel? A resposta mais simples e direta é que vale o quanto pagam por ele. A decisão de compra, obviamente, está vinculada ao fato de que o bem a ser adquirido atenda aos anseios e às necessidades do comprador, do ponto de vista qualitativo e quantitativo, foi comparado às ofertas existentes, apresentou competitividade e, principalmente, se a forma de pagamento é adequada.

Outro fato relevante, é que a flutuação de preços depende da relação direta entre o equilíbrio de oferta e demanda. E a demanda, no Brasil, não tem sido plenamente atendida pelo mercado por uma série de razões, que vão desde dificuldades com licenciamento e aprovação de projetos, até a falta de infraestrutura para produção – equipamentos e mão de obra.

Agregue-se a estes, a escassez e o encarecimento dos terrenos – matéria-prima imobiliária –, e causas vinculadas à legislação de uso e ocupação do solo. Estima-se que nos próximos dez anos, deveremos produzir 1,9 milhão de habitações por ano, considerando-se o crescimento vegetativo do mercado e o deficit atual.

No Brasil, seguindo tendência iniciada nos anos 1980, o número de arranjos familiares vai crescer de duas a três vezes mais do que a população, o que demandará mais unidades. Se o setor não tiver condições adequadas para produzir suficientemente e equilibrar oferta e demanda, o resultado poderá ser aumento de preços.

É certo que o preço dos imóveis tem variado bastante nos últimos anos. Em que pese os aumentos mais expressivos a partir de 2009, se considerarmos um período de análise maior, e descontarmos a variação do INCC (Índice Nacional do Custo da Construção Civil), veremos que o aumento real dos imóveis de 2002 até agora, na cidade de São Paulo, situou-se em 30%, percentual que não pode ser considerado preocupante.

Outro fato interessante para avaliação é a análise do perfil de compradores da carteira da Caixa, que detém aproximadamente 80% dos financiamentos imobiliários do mercado. Fica evidente que a maioria dos compradores, pelo menos 71% do total, está adquirindo seu primeiro imóvel, e realizando o sonho de morar com dignidade, dentro de condições compatíveis com a possiblidade de pagamento. Portanto, longe de serem investidores que compram uma unidade pensando na valorização futura.

Muito se fala que os preços dos imóveis subiram acima da evolução dos salários. Contudo, o mercado de compra permanece. Como explicar isto?

A resposta está na manutenção da capacidade de pagamento dos compradores. O mesmo imóvel, se comparado seu preço atual com o de dez anos atrás, tem hoje valor de venda proporcionalmente superior à evolução dos salários. Todavia, a alteração nas condições de pagamento, as taxas de juros baixas, o maior prazo de financiamento e de valor financiado em relação ao preço total do imóvel garantem a capacidade de aquisição da mesma unidade por aqueles que se mantiveram no mesmo patamar de renda.

Em função dos fundamentos econômicos a que os preços estão atrelados, a conclusão é que não há possibilidade, neste momento, da formação de uma “bolha imobiliária”. Na verdade, o novo patamar de preços dos imóveis está condizente com a realidade econômica do País. Nada além disso.

* Claudio Bernardes é presidente do Secovi-SP e reitor da Universidade Secovi

Fonte: SECOVI_SP
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Old October 18th, 2012, 07:11 PM   #4328
FriedrichHayek
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Enquanto isso, no mundo real...

Bom Dia Brasil: Com preços muito altos, vendas de imóveis caem em capitais brasileiras

No Rio de Janeiro, de 2008 para 2012, os imóveis subiram em média 170%. Para especialista, a hora é do comprador.

As vendas de imóveis vêm caindo em várias capitais do Brasil. Os preços estão muito altos. O que se espera é que com uma oferta maior de imóveis, os preços caiam. Os imóveis estão supervalorizados e muitos brasileiros que procuravam o mercado imobiliário como opção de investimento agora buscam outras aplicações para não perder dinheiro.

Anúncio tem aos montes pelas ruas de Brasília. São muitos imóveis a espera dos compradores, que desapareceram. “Há 38 anos que estamos no mercado nunca tínhamos visto uma crise. Você anunciava imóvel para vender com 15 dias, 20 dias, 30 dias, vendia. Tem imóvel anunciado há seis meses e não vende”, afirma o corretor Francisco Albuquerque.

Comprar imóvel era um investimento. Mas a alta dos preços foi tão grande que deixou de ser um negócio atrativo. E, em muitos casos, inatingível para quem procura casa própria.

Um apartamento de 80 metros quadrados, em Brasília, custa hoje, em média, R$ 670 mil. Um, do mesmo tamanho em um bairro semelhante vale a metade do preço em cidades como Salvador, Fortaleza e Maceió.

No Rio de Janeiro, de 2008 para 2012, os imóveis subiram em média 170%. Só no ano passado, a valorização foi de 45%. Com isso o mercado na cidade também desacelerou.

Em São Paulo, nos últimos 4 anos o preço dos imóveis aumentou 132%. Em julho e agosto, o metro quadrado até caiu de preço. Mas ainda assim, as vendas reduziram 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário, as construtoras estão se adaptando ao novo cenário. Oferecendo mais, como áreas de lazer, por exemplo, sem cobrar um preço absurdo.

“Projeto hoje que tem velocidade de venda é o bom projeto com preço certo. Esse tipo de empreendimento tem sucesso tem empreendimento e a gente tem visto vários ao redor do país”, explica Pedro Fernandes, vice-presidente da ABMI.

Para o economista Roberto Piscitelli, nessas cidades, a hora, agora, é do comprador. A tendência é de queda nos preços. “Em função desse aumento de oferta e talvez do superdimensionamento que as próprias empresas, construtoras, incorporadoras deram ou atribuíram a esse mercado, é muito provável que haja um aumento da oferta e com esse aumento da oferta uma redução dos preços”, afirma.
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Old October 19th, 2012, 06:44 AM   #4329
Fullgencio
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Preços dos imóveis devem continuar subindo em 2013, dizem especialistas

SÃO PAULO - A tendência para 2013 no mercado imobiliário é que os preços continuem crescendo nas capitais. É o que acredita especialistas que acompanham o setor.

O professor de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), Paulo Gala, crê que os preços dos imóveis, em geral, vão continuar subindo, mas num ritmo mais lento. “Os preços estão subindo mais lentamente e mesmo assim as pessoas ainda estão (e continuarão) comprando”, expõe o professor ao ressaltar os impactos na compra pelas ofertas de crédito imobiliário.

Já o CEO da Vitacon Incorporadora e Construtora, Alexandre Frankel, acredita que, em 2013, os preços continuarão a subir, ao menos, durante o primeiro semestre. “O efeito da queda na taxa de juros só deve começar a ser sentido após os seis primeiros meses do próximo ano para os compradores de imóveis", diz ele, comentando que somente num prazo mais longo os custos dos empréstimos deverão diminuir para os bancos, refletindo a queda da taxa Selic, que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) foi reduzida de 7,5% para 7,25%.

Frankel diz não acreditar tanto nos impactos da redução da Selic num curto prazo, até por conta da alta demanda por novos empreendimentos nas capitais. “São Paulo e Rio, por exemplo, passam por um caso atípico de grandes capitais com dificuldades em colocar novos projetos no mercado, prejudicando assim a oferta que é bem menor que a demanda, gerando uma sustentação aos preços”, diz ele explicando que nos primeiros seis meses de 2013 a alta vai passar dos dois dígitos – de no mínimo 10%.

No mês de setembro, o preço dos apartamentos usados aumentou 0,9% em relação a agosto e o metro quadrado está custando em média R$ 6.862, conforme dados do indicador Fipe/Zap, baseado em seis capitais brasileiras. Estes são só mais alguns números que mostram o aumento dos preços de imóveis no Brasil.

Otimismo A questão da contínua alta nos preços imobiliários dos últimos anos é polêmica. O professor Gala não se mostra pessimista e descarta a possibilidade de ocorrer formação de bolha no curto prazo.

As pessoas continuarão comprando imóveis, o crédito facilitou e é possível parcelar em 35, 40 anos e além disso, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) destinada ao crédito imobiliário ainda é baixa”, lembra ele citando que existem países com níveis maiores como é o caso da África do Sul (mais de 42%) e do Chile (mais de 18% do PIB). “Não dá para dizer que existe bolha. No médio e longo prazo pode até surgir problemas no setor, mas por enquanto não”, finaliza.

Fonte: Infomoney
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Old October 20th, 2012, 04:55 AM   #4330
FriedrichHayek
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Aí, pessoal, lembram daquela balela de que o Brasil tem um déficit habitacional de 6 milhões de habitações? Aquela balela que é desmentida pelo próprio Censo 2010? Então, vamos ler com muita atenção esse trecho de matéria da Deutsche Welle, para que não fique nenhuma dúvida de que é papo furado de corretor:

Imóveis usados

Neto, do Creci-SP, lamenta que o financiamento do programa não possa ser usado para a compra de imóveis usados. "Existem no Brasil 4 milhões de imóveis vagos e 9 milhões de imóveis à venda. Boa parte deles atenderia as necessidades da população de baixa renda, mas eles não podem ser incluídos no programa."

De novo:

"Existem no Brasil 4 milhões de imóveis vagos e 9 milhões de imóveis à venda."

Vamos lá, só mais uma vez:

"Existem no Brasil 4 milhões de imóveis vagos e 9 milhões de imóveis à venda."
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Old October 22nd, 2012, 06:37 PM   #4331
Junior dos Santos
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CORRETORES DE IMÓVEIS SEJAM PROFISSIONAIS LIBERAIS E NÃO EMPREGADOS DE CONSTRUTORAS
O aumento do preço dos imóveis fez uma vítima nos últimos anos no DF. Esta vítima é o corretor de imóveis que no início e no processo valorização dos ativos imobiliários lucrou muito, mas agora esta passando por imensas dificuldades financeiras, uma vez que os preços muito elevados paralisaram o mercado imobiliário no DF.

Os que não largaram a profissão estão com dificuldade de pagar as suas contas, pois se o mercado esta com poucos negócios eles não ganha comissão.

É sabido que grande parte dos corretores de imóveis não são pessoas que estudaram muito, muito pelo contrário, a maioria é formada por pessoas de nível médio e mesmo que líderes da categoria, se estudaram um pouco mais tem deficiência de formação ou pela baixa qualidade dos cursos que frequentaram.

AGORA EM CAIXA ALTA: OS CORRETORES FORAM TRABALHAR COM LANÇAMENTOS IMOBILIÁRIOS DEFENDENDO O INTERESSE DAS CONSTRUTORAS, E NÃO OS SEU, COM PREÇOS ABSURDOS DAS UNIDADES E GANHANDO GORDAS COMISSÕES.

PARECE UMA MARAVILHA, MAS A FONTE SECOU, OS LANÇAMENTOS DIMINUIRAM E ESTÃO MAIS DIFÍCEIS DE SEREM NEGOCIADOS.

O CORRETOR DE IMÓVEIS PRECISA ENTENDER QUE COMO QUALQUER PROFISSÃO QUE VIVE DO COMÉRCIO O MAIS IMPORTANTE É O GIRO DE NEGÓCIOS DO QUE TENTAR GANHAR TUDO DE UMA VEZ.

SENHORES CORRETORES PAREM DE FICAR DEFENDENDO UM VALORIZAÇÃO INFINITA DOS IMÓVEIS E FAÇAM O MERCADO GIRAR, É ESTE GIRO QUE O CORRETOR GANHA E NÃO FICAR CHOCANDO UM IMÓVEL E DOMORANDO MAIS DE 1 ANO PARA FECHAR NEGÓCIO.

CORRETOR DE IMÓVEL ERA UM PROFISSIONAL LIBERAL, MAS HOJE É EMPREGADO DE CONSTRUTORA!!!!

Enquanto os corretores não abrem o olhos, participe da campanha: “ADOTE UM CORRETOR DE IMÓVEIS”
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Old October 25th, 2012, 08:55 PM   #4332
PDA
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Caixa atinge em outubro os R$ 80,2 bi de crédito imobiliário do ano de 2011

Alta é de 36,2% em relação ao mesmo período no ano passado.
Expectativa para o final de 2012 é atingir recorde de R$ 100 bilhões .


A Caixa Econômica Federal divulgou nesta quinta-feira (25) que atingiu R$ 80,2 bilhões em contratações do crédito imobiliário em 2012 até o dia 23 de outubro, valor equivalente ao total registrado em todo o ano de 2011 e uma alta de 36,2% em relação ao mesmo período no ano passado, quando realizou R$ 58,8 bilhões.

A expectativa do banco para o final de 2012 é de atingir a marca recorde de R$ 100 bilhões de empréstimos para a casa própria.

A instituição financeira afirmou, ainda, que ampliou a participação no mercado imobiliário nas aplicações com recursos da poupança neste ano, chegando a 55,4% de participação no mês passado. Até o dia 23 de outubro, as linhas com recursos da poupança registraram R$ 35,7 bilhões.

O crescimento histórico nos empréstimos imobiliários também pode ser associado ao programa de redução de juros lançado em abril pelo banco, diz a Caixa. A instituição também cita, em nota, razões como o “aumento do volume de recursos disponíveis ao mercado, a valorização dos clientes e a orientação para o crédito consciente, além da melhoria na eficiência operacional”.

O programa de redução de juros, chamado pelo banco de “Caixa Melhor Crédito”, proporcionou a redução das taxas em crédito imobiliário em até 21%, diz o banco. Para as operações com recursos da poupança, o prazo de financiamento subiu de 30 para 35 anos.

http://g1.globo.com/economia/noticia...o-de-2011.html
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Old October 25th, 2012, 09:06 PM   #4333
damiao
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CORRETORES DE IMÓVEIS SEJAM PROFISSIONAIS LIBERAIS E NÃO EMPREGADOS DE CONSTRUTORAS
O aumento do preço dos imóveis fez uma vítima nos últimos anos no DF. Esta vítima é o corretor de imóveis que no início e no processo valorização dos ativos imobiliários lucrou muito, mas agora esta passando por imensas dificuldades financeiras, uma vez que os preços muito elevados paralisaram o mercado imobiliário no DF.

Os que não largaram a profissão estão com dificuldade de pagar as suas contas, pois se o mercado esta com poucos negócios eles não ganha comissão.

É sabido que grande parte dos corretores de imóveis não são pessoas que estudaram muito, muito pelo contrário, a maioria é formada por pessoas de nível médio e mesmo que líderes da categoria, se estudaram um pouco mais tem deficiência de formação ou pela baixa qualidade dos cursos que frequentaram.

AGORA EM CAIXA ALTA: OS CORRETORES FORAM TRABALHAR COM LANÇAMENTOS IMOBILIÁRIOS DEFENDENDO O INTERESSE DAS CONSTRUTORAS, E NÃO OS SEU, COM PREÇOS ABSURDOS DAS UNIDADES E GANHANDO GORDAS COMISSÕES.

PARECE UMA MARAVILHA, MAS A FONTE SECOU, OS LANÇAMENTOS DIMINUIRAM E ESTÃO MAIS DIFÍCEIS DE SEREM NEGOCIADOS.

O CORRETOR DE IMÓVEIS PRECISA ENTENDER QUE COMO QUALQUER PROFISSÃO QUE VIVE DO COMÉRCIO O MAIS IMPORTANTE É O GIRO DE NEGÓCIOS DO QUE TENTAR GANHAR TUDO DE UMA VEZ.

SENHORES CORRETORES PAREM DE FICAR DEFENDENDO UM VALORIZAÇÃO INFINITA DOS IMÓVEIS E FAÇAM O MERCADO GIRAR, É ESTE GIRO QUE O CORRETOR GANHA E NÃO FICAR CHOCANDO UM IMÓVEL E DOMORANDO MAIS DE 1 ANO PARA FECHAR NEGÓCIO.

CORRETOR DE IMÓVEL ERA UM PROFISSIONAL LIBERAL, MAS HOJE É EMPREGADO DE CONSTRUTORA!!!!

Enquanto os corretores não abrem o olhos, participe da campanha: “ADOTE UM CORRETOR DE IMÓVEIS”

Corretor de imoveis (na pratica: picareta): tudo um bando de Urubu.

Nao quero adotar nenhum 171 desses nao!!
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Old October 26th, 2012, 11:07 PM   #4334
provinciano
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Corretor de imoveis (na pratica: picareta): tudo um bando de Urubu.

Nao quero adotar nenhum 171 desses nao!!


Uma corretora de imóveis f... com minha vida nesse novo apartamento que vivo. Ela foi o verdadeiro presente do cão.
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Old November 3rd, 2012, 10:33 PM   #4335
MCGU
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Na minha modesta opinião, os preços estão um absurdo.
Fui fazer uma simulação de financiamento na caixa para a compra de um apto no valor de 500 mil reais.
Eu daria 150 mil de entrada e financiaria o resto em 20 anos (argh).
Pois bem, o valor da primeira parcela seria a bagatela de 3500 reais.
Ganho 11 mil líquido por mês.
Eu não considero uma boa compra o que envolve eu ficar 20 anos pagando mais de 30% do meu salário (para a aquisição de um apto).
Ainda se fosse a compra DO APTO, vá lá. Mas 500 mil não se compra grande coisa não.
Eu até poderia comprar, mas já desisti.
Fico imaginando quem está pagando os aptos de um milhão aqui no DF.
Como essas pessoas vão conseguir pagar até o final.
Acredito que muitos que compraram devem ter arrependido.
É muito dinheiro para um apto.
Enfim, é só minha opinião.
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Old November 5th, 2012, 02:37 PM   #4336
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Na minha modesta opinião, os preços estão um absurdo.
Fui fazer uma simulação de financiamento na caixa para a compra de um apto no valor de 500 mil reais.
Eu daria 150 mil de entrada e financiaria o resto em 20 anos (argh).
Pois bem, o valor da primeira parcela seria a bagatela de 3500 reais.
Ganho 11 mil líquido por mês.
Eu não considero uma boa compra o que envolve eu ficar 20 anos pagando mais de 30% do meu salário (para a aquisição de um apto).
Ainda se fosse a compra DO APTO, vá lá. Mas 500 mil não se compra grande coisa não.
Eu até poderia comprar, mas já desisti.
Fico imaginando quem está pagando os aptos de um milhão aqui no DF.
Como essas pessoas vão conseguir pagar até o final.
Acredito que muitos que compraram devem ter arrependido.
É muito dinheiro para um apto.
Enfim, é só minha opinião.
Existe um pedaço do mercado, difícil de estimar sem um estudo, que tem dinheiro para frequentar essa faixa de 1 milhão pra cima. São pessoas da classe A, políticos do mensalão de todas as matizes ideológicas, empresas e embaixadas, classe média alta que faz upgrade de imóvel (vende o atual e completa o $ para comprar um melhor/maior) e investidores (lembrar que investimentos de renda fixa, correspondente a maior parte dos investidores, estão dando 0,3 a 0,5% ao mês). Não dá pra dizer o tamanho desse grupo, nem a vontade dele de continuar atuando nesse mercado em início de declínio, mas são importantes, seja para fomentar ou mesmo para participar da falta de demanda e abaixar os preços.
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Old November 6th, 2012, 03:01 AM   #4337
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do Valor Econômico...

Comprador potencial mantém cautela

A tomada de decisão de compra de imóveis por parte dos consumidores continua mais lenta do que ocorria em 2010 e 2011, anos em que o mercado esteve mais aquecido. "A morosidade do consumidor na compra aumentou", afirma o diretor-presidente da imobiliária focada na venda de imóveis novos com descontos Realton, Rogério Santos.

Num segmento muito sensível a variações de preços, uma das razões que contribuem para a cautela dos potenciais clientes é a expectativa que possam ser realizadas novas campanhas de descontos pelas incorporadoras nesses últimos meses do ano.

A Rossi Residencial, por exemplo, fará ação de marketing nos módulos de outlet de imóveis prontos, de quinta-feira a sábado, em Nova Iguaçu (RJ). Os descontos sobre os preços das 50 unidades disponíveis na campanha chegarão a 30%. A empresa já teve outlet em Porto Alegre, em um fim de semana de agosto, e em Vitória e Serra (ES), em outro fim de semana de setembro.

Em novembro, a Realton dará início à ação de outlets itinerantes. A primeira delas vai ocupar três mil metros quadrados, na rua da Consolação, em São Paulo. A Realton está conversando com as principais incorporadoras de capital aberto para definir quem participará da iniciativa. Essa outlet itinerante terá mais de R$ 100 milhões em imóveis novos prontos e quase concluídos. Os descontos oferecidos chegarão a 40%. A segunda outlet itinerante será em Florianópolis.

No acumulado dos nove meses, a maior parte das incorporadoras que já divulgaram prévias operacionais reduziu lançamentos, com exceção de EZTec e Rodobens Negócios Imobiliários. A Even lançou Valor Geral de Vendas (VGV) próximo ao do mesmo período do ano passado. No caso de Direcional, a comparação considerou apenas lançamentos de incorporação. Tecnisa e Gafisa apresentaram as quedas mais acentuadas, de 54,6% e 50%, respectivamente.

Apesar de o setor ter lançado menos até setembro do que nos respectivos nove meses de 2010, o mercado não espera nova rodada de revisão de metas de lançamentos, após reduções acentuadas já terem sido anunciadas por boa parte do setor. Como faltam menos de três meses para o encerramento do ano, a avaliação é que as incorporadoras que não cumprirem suas metas vão preferir informar isso ao mercado após o encerramento do quarto trimestre a fazer novo corte.



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Old November 6th, 2012, 04:55 AM   #4338
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Invadindo o tópico de Brasília, mas achei interessante e está relacionado com o tópico. Basicamente, a economia de Maringá tem girado no entorno do setor imobiliário, que dá mostra clara pela valorização dos últimos 12 meses que está desgastado... além é claro da cidade não ter o dinamismo de uma capital, ou investimentos privados de uma Piracicaba ou Três Lagoas...

Pior é o jornal entrevistar "especialistas" do setor que são donos de construtoras, loteadoras e imobiliárias. É visível na reportagem que quando o entrevistado é um economista ou profissional independente, o otimismo é menor e mais realístico!




Especialistas apresentam opiniões sobre o mercado

O preço dos imóveis em Maringá seguirá subindo em 2013, mas com menos intensidade que o registrado nos últimos anos. Não há perspectiva de redução, nem mesmo no longo prazo. A análise resume o que dizem 13 de 14 profissionais – entre representantes de loteadoras, imobiliárias, construtoras, arquitetos, engenheiros e poder público – consultados por O Diário.

"Que os preços vão subir, não há dúvida", diz o engenheiro civil e presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), José Carlos Valêncio. O vice-presidente do Codem e dono da construtora Design, Wilson Tomio Yabiku, complementa: "O mercado está procurando pessoas que há algum tempo nem podiam pensar em comprar um imóvel. Como Maringá oferece muitos empregos e os bancos têm faixas melhores de financiamento, a demanda seguirá crescendo."

A valorização dos imóveis na cidade apresentou evolução bem superior à da inflação nos últimos anos, surpreendendo o próprio mercado. Em 2008, a Wegg CCII lançou um loteamento na zona norte com lotes de 300 metros quadrados sendo vendidos por R$ 45 mil. Hoje, nos classificados, os valores chegam a R$ 100 mil - valorização de cerca de 120% em 4 anos. Entre 2008 e 2012, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não chegou a 30%.

"Claro que se soubéssemos que valorizaria tanto, não teríamos vendido naquela época. Já vimos alta de 50% em 1 ano, mas não há previsão de que isso volte a ocorrer", diz o engenheiro civil e coordenador de vendas da construtora, João Rogério Carbonieri.

Segundo ele, a expectativa é de que os valores dos imóveis subam, em média, 10% em 2013. "É meio que um consenso esse número."

O gerente regional da Plaenge, Leonardo Fabian, também cita 10% como margem provável de valorização para o próximo ano – a inflação para 2013, segundo o Banco Central, está estimada em 5,4%. "Não acredito em queda de preços, a tendência é de valorizar acima da inflação", diz ele, descartando, no entanto, novas altas acentuadas. "Houve acomodação do mercado. A gente vinha a uma taxa de crescimento elevada devido à forte demanda. Conforme as pessoas vão adquirindo imóveis, a pressão diminui."

Também no time da previsão de 10% está o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Noroeste do Paraná (Sinduscon-NOR) e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Mauro Carvalho Duarte Júnior. "Acho que deve ficar em torno disso, mas não há muita expectativa de crescimento maior", diz.

Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e da Central de Negócios Imobiliários, Marco Tadeu Barbosa é outro que vê em 10% de valorização no setor em 2013 um número dentro da realidade. "Não acredito em empreendimento com preço inferior do que existe hoje. O mercado está otimista, e os bancos, anunciando taxas cada vez mais baixas. Isso tudo motiva o setor."

O engenheiro civil e responsável pela Secretaria de Controle Urbano e Obras Públicas (Seurb), Laércio Barbão, estima valorização entre 10 e 12%. "Depende da localização, de uma série de fatores. Se a gente pegar a história de Maringá, vai ver que os terrenos nunca deixaram de se valorizar."
Wagner Roberto Alves, coordenador de vendas da loteadora Santa Alice, prevê alta mais acentuada para terrenos. "A valorização, pelo menos dos terrenos, será de até 15%. Não tem como no cenário de hoje a gente falar em queda nos preços dos imóveis da cidade." (essa puxa para o lado dela... ao menos os terrenos vão...)

Sem percentuais

Professor doutor do Departamento de Economia da UEM, Joilson Dias também não acredita em crescimento acelerado de valores e evita arriscar um porcentual. Segundo ele, a certeza é de que os preços seguirão em escalada. "A gente sabe que vai ter uma valorização. A diferença é que vai aumentar a oferta, e isso deve segurar os preços", avalia.

O diretor de incorporação da A. Yoshii, Silvio Muraguchi, também não fala em porcentuais, mas prevê alta. "Maringá tem uma economia forte e um mercado imobiliário muito dinâmico, que certamente forçará o aumento de preços." Para ele, um cenário de redução da alta só seria possível com maior oferta. "Ainda existem boas áreas de terra ofertadas em Maringá. Se houvesse novos vetores de crescimento, isso reduziria a especulação e o consequente aumento dos preços de terrenos."

Outro que aposta na valorização - mas sem arriscar números - é o imobiliarista Silvio Iwata, representante do Codem no Conselho de Planejamento de Maringá. "Vai subir enquanto existir oferta de crédito, mas não dá para quantificar."

Téo Granado, presidente da regional do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), acredita igualmente em manutenção da tendência. "Os preços de imóveis nunca baixam. E a procura só vai aumentar, ainda mais porque 2012 foi um ótimo ano."

Agora, a opinião de isentos e que não estão vendendo ou especulando no mercado imobiliário...

Desconfiança

Neio Peres Gualda, professor doutor do Departamento de Economia da UEM, vê com desconfiança os preços do mercado. "Nos últimos anos houve valorização acima do que seria um ponto de equilíbrio entre oferta e procura. Acredito que possa até cair um pouco, porque estamos entre 10% e 15% acima de uma situação de equilíbrio."

Já o arquiteto Márcio Lorin, presidente da Academia Euclides da Cunha e representante da UEM no Conselho Municipal de Planejamento, diz que as regras são ditadas pelo mercado. "A questão da valorização é fruto da pressão do mercado. A tendência é sempre seguir a expectativa deles. Se eles colocaram essa expectativa de crescimento em 10%, acredito que vão fazer de tudo para que isso aconteça", diz. " O que vai acontecer é exatamente o que o mercado imobiliário quer, não tenha dúvidas". .

Fonte: O Diário Maringá

Esse último comentário achei interessante... o setor empresarial e político da cidade é extremamente ligado ao setor imobiliário... e é possível que se consiga manter os valores altos devido a LEGISLAÇÃO trabalhar em favor disso... O PLANO DIRETOR do município direciona a valorização de determinadas regiões... de terrenos... etc...
Para manter terrenos na cidade valorizados, basta não abrir mão de expandir a área urbana... ou quando se expande, é naquela área que o político X e o empresário Y são os donos...
A verticalização não ocorre através de um planejamento cuidadoso do que é melhor para a cidade e o cidadão... em áreas de grande infraestrutura e avenidas largas, que pode facilmente receber os moradores... a verticalização é determinada para atender demandas empresariais e de políticos...

O cidadão comum pode até conseguir se dar bem em alguns casos... e conseguir uma boa valorização... mas é certo que algum outro peixe grande fez muito mais dinheiro em cima através de informações privilegiadas, legislações, mudanças de plano diretor, etc...

Last edited by kallakalu; November 6th, 2012 at 05:11 AM.
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Old November 6th, 2012, 05:35 PM   #4339
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O cidadão comum pode até conseguir se dar bem em alguns casos... e conseguir uma boa valorização... mas é certo que algum outro peixe grande fez muito mais dinheiro em cima através de informações privilegiadas, legislações, mudanças de plano diretor, etc...
Há um grande conflito nesse assunto. Onde a moradia é uma grande necessidade, e sem dúvida coberta pelo Estado de alguma forma, vemos o programa nossa casa nossa vida e os financiamentos feitos pelos bancos estatais. Mas quando falamos de imóveis mais caros, com boa localização, maior metragem e acabamento superior, destinado da classe média para cima, vira negócio, e ficam sujeitos às leis do mercado. Quando o mercado imobiliário era estacionado em Brasília, haviam poucos empreendimentos novos, terrenos residenciais disponíveis no plano piloto, e ninguém queria nem ouvir falar em AC, sendo que havia uma velha guarda que torcia o nariz até para o sudoeste. Mas em 10 anos tudo explodiu: a economia cresceu, a demanda aumentou, os imóveis foram vistos como oportunidade de investimento em uma cidade limitada por zoneamentos e tombamentos. Hoje encontramos o plano piloto saturado e caríssimo, sudoeste caro e em poucos anos o noroeste será a joia da coroa. Imaginem como seria o mercado imobiliário brasiliense se não houvesse a válvula de escape que foram as dezenas de condomínios, regulares, irregulares e etc.
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Old November 6th, 2012, 09:53 PM   #4340
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Caixa mais que dobra limite de consórcio imobiliário para R$ 700 mil

A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (6) que mais que dobrou o limite das cartas de crédito de consórcios imobiliários, de R$ 300 mil para R$ 700 mil.

O banco também ampliou o prazo para o pagamento, de 120 meses para 200 meses, e reduziu as taxas de administração --que incidem sobre o valor contratado no período total--, de 18% para 16%.

"As mudanças no consórcio imobiliário vão ampliar o portfólio de produtos para atendimento ao mercado", afirmou, em nota, José Urbano Duarte o vice-presidente de governo e habitação da Caixa.

O banco tem hoje uma carteira de mais R$ 12 bilhões em crédito para 159 mil clientes, tendo contemplado 70% deles. Até outubro de 2012, as vendas do consórcio imobiliário registraram um aumento de 35% em cotas comercializadas em relação ao mesmo período do ano passado.

OUTROS BANCOS

Outros bancos já aumentaram o limite da carta de crédito dos consórcios imobiliários. Banco do Brasil e Itaú Unibanco também mais que dobraram o valor máximo, para R$ 700 mil.

O movimento reflete a adaptação do segmento de consórcios à valorização dos imóveis. O preço médio do metro quadrado de lançamentos com dois dormitórios mais que dobrou na capital paulista nos últimos cinco anos, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-700-mil.shtml
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