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Sul Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina


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Old September 5th, 2010, 11:22 PM   #21
AcesHigh
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mas peixe aparece morto aqui não é por poluição, é pelo tipo de praia mesmo. Eles morrem encalhados mesmo... o mar é muito aberto e sempre que desce dá peixe na praia. Capacabana e Porto de Galinhas são ultra movimentadas... Cassino de 250km e é praia, principalmente no inverno, somente pra população de Rio Grande (120 mil pessoas)
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Old September 6th, 2010, 12:02 AM   #22
Harisson Souza
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Bem bonita essa cidade
É umas das minhas favoritas no RS, ela tem algo que não sei explicar, um tipo de charme bem particular.

Bom ver que já passou dos 200 mil habitantes.
A "Noiva do Mar" é uma cidade encantadora sem falar que tem bons índices sócio econômicos!

Valew Daniel e sempre que possível atualize fotos dessa bela cidade!
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Old September 6th, 2010, 12:06 AM   #23
Harisson Souza
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Eu adorei essa foto:




by Scheridon - Wikipédia


Depois desses thread pesquisei um pouco mais sobre a cidade =)
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Old September 30th, 2010, 02:00 AM   #24
Danieldd
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Márcio Gomes diz:O próximo destino do JN no ar é...Rio Grande!!!


"Bem vindos á Noiva do Mar"
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"Enquanto o homem não acorda,idiota,nem nota,se enforca na corda da própria tensão,o axé feito acapella vai se transformando num batidão..."
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Do Pólo Naval ao Cassino.Um voo inesquecivel na cidade do Rio Grande!

Last edited by Danieldd; September 30th, 2010 at 02:11 AM.
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Old September 30th, 2010, 09:34 AM   #25
AcesHigh
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oq é JN no AR?
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Old September 30th, 2010, 01:48 PM   #26
portoimagem-II
O maior site sobre POA
 
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oq é JN no AR?

Taqui: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1201037
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Old September 30th, 2010, 05:27 PM   #27
Danieldd
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por causa das gloriosas condições do aeroporto de Rio Grande, Paglia e equipe pousam hj em Pelotas. Pela manhã, seguem para cá.(29/09/10)

m_gasparetto-twitter
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Old September 30th, 2010, 06:12 PM   #28
Danieldd
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Sobre o Aeroporto de Rio Grande...

Segundo o Wikipedia,Rio Grande conta com um aeroporto (IATA: RIG, ICAO: SJRG) localizado cerca de 12 km do centro da cidade, sob as coordenadas 32°04'54.00"S de latitude e 52°09'48.00"W de longitude. Ele possui 1.500 metros de pista pavimentada e sinalizada e mais 400 metros de áreas de escape. Opera diariamente 3 voos para Porto Alegre e 1 para Pelotas, sendo que há previsão de voos para São Paulo e Rio de Janeiro no segundo semestre de 2010 através da NHT Linhas Aéreas. É um dos maiores aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, servindo cerca de 5 mil passageiros por ano.

Na minha opinião,o Aeroporto precisa sim de uma infra-estrutura maior!
Estive lá pessoalmente e comprovei!
Ja é escondido.Só existe uma placa indicando o acesso ao aeroporto,que fica no final de uma rua normal,com acesso não pavimentado.
Não tem estrutura suficiente para receber avioes maiores como turbohélices da TRIP ou Boeing 737(ideal para pistas médias)

Vide as Fotos:


1-Acesso ao aeroporto:


2-Prédio principal(salão de embarque/desembarque):


3-Chegada do vôo da NHT,única e atual operadora do aeroporto:






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Last edited by Danieldd; September 30th, 2010 at 10:19 PM.
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Old September 30th, 2010, 11:31 PM   #29
missioneiro
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Nossa o aeroporto de Santo Ângelo está anos-luz à frente do de Rio Grande, pena que também apenas a NHT opera no Aeroporto Sepé Tiaraju, com acesso 100% asfaltado, terminal do mesmo tamanh oque o de Rio Grande, porém bem mais bem conservado, Rio Grande merece algo muito maior..

Uma pergunta que não quer calar: ONDE ESTÃO OS PRÉDIOS NOVOS??? Rio Grande está em um boom econômico, teoricamente a construção civil deveria estar cheia de novos lançamentos, hotéis, edificios empresariais... etc... mas o que vejo é o mesmo skyline de quase 40 anos...
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-> Conhecam Santo Angelo - RS - A Capital das Missoes - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847004 [Visit my city, Santo Angelo]

-> Ruinas de Sao Joao Batista - RS - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=936386 [Saint John Ruins, old jesuitic town]
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Old October 1st, 2010, 12:28 AM   #30
Danieldd
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Não se preocupe,essa semana a minha câmera está em manutenção,más semana que vem muitas novidades virão nesse thread!
Boa idéia.Vou fotografar os prédios da cidade,o centro do cassino,os distritos afastados e o distrito da barra(superporto).
Lembrando que esse thread será atualizado mensalmente!
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Old October 1st, 2010, 03:16 AM   #31
raisson
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Old October 1st, 2010, 03:37 AM   #32
Danieldd
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Não liguem o mapa equivocado que aparece(PARANÁ)

Obrigado Ernesto Paglia e Equipe da Rede Globo.Que essa série sirva para abrirmos nossos olhos nessas eleiçoes de 2010 e nas outras que virão,para o problema real da sociedade,sem maquiagem e sem vergonha de mostrar o outro lado do Brasil!
Votemos em Políticos sérios e que se comprometam com o povo!
Daniel duarte
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Last edited by Danieldd; October 1st, 2010 at 03:44 AM.
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Old October 1st, 2010, 04:55 AM   #33
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o RS está com a pior renda mensal do Sul?? Que vergonha!
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Old October 1st, 2010, 04:55 AM   #34
lucaspoa
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Peço desculpas ao pessoal de Rio Grande, mas a cidade deixa muito a desejar em beleza. As fotos ajudaram muito a cidade.
Já estive umas 10x em Rio Grande a trabalho.
O que vejo é uma cidade feia, mal cuidada, antiga, com prédios antigos bonitos, mas todos mal cuidados. Enfim... para o "boom" que Rio Grande está tendo, espero poder ver ela com outra cara daqui algum tempo. Uma cidade com quase 200mil habitantes, mas que aparenta 50mil.
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Old October 1st, 2010, 09:00 PM   #35
renehass
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A propósito, saiu uma matéria bastante interessante sobre a recente prosperidade de Rio Grande no Jornal Extra Classe do Sinpro-RS (Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul) em setembro de 2010.

Gostaria de compartilhar esse artigo com vocês.

Um abraço a todos!

Fonte: http://www.sinprors.org.br/extraclas...0/especial.asp

O preço do crescimento
Investimento no superporto de Rio Grande triplica arrecadação, provoca aumento de 50% da população mas piora a vida dos antigos moradores

Por Gilson Camargo

gilson.camargo@sinprors.org.br



Situada a 305 quilômetros de Porto Alegre, entre o Atlântico e a Lagoa dos Patos, a cidade de Rio Grande vive um ciclo de crescimento sem precedentes na sua história por conta dos projetos em desenvolvimento no Polo Naval. “Somente os investimentos da Petrobras de 2006 a 2017 somam R$ 13 bilhões”, contabiliza o secretário municipal para Assuntos Extraordinários, Gilberto Pinho.

O porto de Rio Grande fechou o primeiro semestre deste ano com um crescimento de 14,8% nas operações em relação ao ano passado, totalizando 14,1 milhões de toneladas em embarques e desembarques, com predomínio das exportações, que totalizam 9,2 milhões de toneladas, puxadas pelo trigo e derivados de soja. Além das exportações, também houve crescimento recorde, de 51,9% na navegação de cabotagem (entre portos), outro indicador decisivo na economia de Rio Grande junto com a indústria e a pesca.

Para o superintendente do porto, Jayme Ramis, nesse ritmo o ano deverá totalizar 30 milhões de toneladas, o maior movimento de cargas já registrado. “O porto terá um grande incremento na movimentação, chegando em 2015 aos 50 milhões de toneladas. Isso deverá ser alcançado principalmente pelos investimentos em infraestrutura, como o aprofundamento do calado, e na implantação de novos terminais”, projeta.

Com o início da construção de plataformas de exploração de petróleo para a estatal, das obras do estaleiro e do Dique Seco, da duplicação do cais, entre outros megaprojetos anexos ao porto, o município triplicou sua arrecadação tributária anual nos últimos nove anos, de R$ 83 milhões para R$ 210 milhões.

As obras do Polo Naval também geraram milhares de empregos diretos e indiretos, atraíram multinacionais dos setores de gás e petróleo, agregaram indústrias químicas e metalúrgicas e já credenciam o município para ser a segunda maior concentração populacional do estado, depois da região metropolitana de Porto Alegre.

Apenas dois indicadores de um estudo encomendado pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai) e prefeitura de Rio Grande a pesquisadores da Fundação Universidade de Rio Grande (Furg) já oferecem uma ideia do impacto que os investimentos atuais e futuros no superporto representam para a economia: até 2024, o Polo Naval terá produzido bens e serviços no valor de US$ 26 bilhões e gerado 600 mil empregos diretos, indiretos e induzidos pelo multiplicador da renda em todo o estado. Toda essa pujança, no entanto, está transformando a península em uma conturbada metrópole em frente ao mar.

Trânsito caótico, hotéis lotados e fila na padaria

Impulsionados pela descoberta dos primeiros sinais de petróleo na camada do pré-sal da Bacia de Santos, no Rio de Janeiro, há cinco anos, os investimentos no Polo Naval gaúcho provocam a saturação da infraestrutura de Rio Grande. No auge da construção da primeira plataforma de exploração de petróleo, a população aumentou de 205 mil para 280 mil habitantes, o preço dos imóveis disparou, atingindo valorização de até 100%. A península viveu uma rotina de congestionamentos no trânsito, superlotação de hotéis, filas no comércio, apagões de energia e telefonia.

“A partir de 2006, com o início das obras da plataforma P-53, no processo de ampliação do Polo Naval, ocorreu um aumento no consumo de energia, verificado primeiramente nos meses de junho de 2006 a outubro de 2007. Porém, detectou- se um pico de consumo em 2008, período de conclusão da plataforma P-53, quando o consumo passou de uma média de 32 milhões para 39 milhões de kwh durante todo o ano. Acreditase que, com o início das obras da plataforma P-55 e a operação em definitiva do Dique Seco, esta média de consumo aumente ainda mais”, projeta Luiz Gustavo da Trindade, chefe do Centro Regional Litoral Sul da Ceee Distribuição. Segundo Trindade, estão previstas melhorias no sistema de transmissão para aumentar a oferta atual de 73 megawats para 216 megawatts em 2011.


Operações do porto podem duplicar em cinco anos, atingindo 50 milhões de toneladas

O mercado imobiliário acusou o golpe antes mesmo da primeira leva de visitantes. No centro histórico, os poucos imóveis à venda dobraram de preço com os sinais de retomada da economia. Nos bairros mais afastados, um apartamento de dois dormitórios com garagem que custava em torno de R$ 40 mil há quatro anos hoje não sai por menos de R$ 90 mil. “Quanto mais próximo do centro histórico, mais são valorizados e quase não há unidades para venda. No bairro Cidade Nova, mais central, um imóvel com essas características saltou de R$ 80 mil para R$ 180 mil com o aumento da demanda. A arquitetura histórica e a concentração de imóveis na mão de poucos proprietários joga a valorização para o alto”, explica o corretor Jaider Pastorino.

Para o engenheiro Airton Vinhas, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) em Rio Grande, o Plano Diretor e a concentração de imóveis na mão de especuladores impedem a construção de novos prédios. O déficit no perímetro central, diz, já oscila entre 600 a mil unidades e a cidade vive um impasse: não tem para onde crescer.

“Por ser uma cidade histórica, com muitos prédios tombados pelo Patrimônio Histórico, não é possível pensar projetos de verticalização. A cinco quadras do centro não é permitida a construção de edifícios com mais de 9,5 metros de altura e ali existem até 500 imóveis na mão de um único dono. O investidor rejeita os bairros devido à distância do porto e a falta de infraestrutura”, explica Vinhas.


Investimentos no Polo Naval provocam crescimento populacional e saturação dos serviços


Centro histórico de Rio Grande teria até 500 imóveis na mão de um único dono


Peças de concreto utilizadas na ampliação dos molhes da barra

O dirigente acredita que a procura por imóveis disparou desde 2005, com o início das escavações do Dique Seco e a migração de trabalhadores e executivos das empresas envolvidas. “Cada operação traz uma média de 500 pessoas para Rio Grande. Isso dobrou a valorização dos imóveis a partir de 2006”, conclui.

Superpopulação – Quando o governo federal decidiu investir na indústria naval com a construção de suas próprias plataformas de exploração de petróleo antes importadas de outros países, Rio Grande contava com uma frota de pouco mais de 42 mil carros particulares.

Com um investimento de R$ 2,5 bilhões, a P-53, primeira estrutura encomendada pela Petrobras e produzida no estaleiro Rio Grande, gerou 4,5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos durante os três anos de construção. Quando a plataforma, construída a partir da conversão do navio português Setebello, deixou o cais de Rio Grande rumo à Bacia de Campos, já havia 75 mil veículos circulando pelas ruas da península. “No auge dessa obra, Rio Grande parecia Serra Pelada”, compara um motorista de táxi. A prefeitura implantou mudanças no trânsito, inverteu o fluxo de avenidas centrais para melhorar o escoamento do tráfego e implantou um sistema integrado no transporte coletivo. Essas mudanças provocaram protestos da população local e ainda irritam muitos motoristas, acostumados com uma tranquilidade que já não existe mais na cidade portuária.

“Nunca tinha visto congestionamento em Rio Grande”, espanta-se Paulo Ricardo Rosa de Lima, 54 anos, que por influência do curso de História que frequentou até o último ano vem acompanhando os ciclos de desenvolvimento associados ao porto. Para ele, a euforia provocada pelo dinamismo dos investimentos no porto provoca distorções na região. “O deslocamento de trabalhadores para o Polo Naval está transformando municípios da região, como Pelotas, em cidade dormitório”, repara.

Lima é dos poucos que não se deixa empolgar com o surto de desenvolvimento embalado pelo superporto, embora reconheça a importância para a região dos projetos de longo prazo. “Já vi isso no auge do adubo, que reuniu em Rio Grande as maiores indústrias do setor. Na primeira crise da agricultura, botaram milhares de trabalhadores na rua. Essa é a lógica dos grandes investimentos”, constata.

Com tanta gente de fora instalada nos poucos hotéis disponíveis, em estadias de até 12 meses, o comércio é um dos setores que mais tem faturado. “O movimento tem aumentado e se mantém estável. Por conta disso, contratamos mais 20 funcionários”, diz o comerciante português Antônio Luiz Coutinho, proprietário da padaria Fidalga, tradicional ponto de encontro de celebridades desde os anos 1970, como ele faz questão de frisar.

A clientela aumentou tanto que foi preciso instalar um sistema de senhas para organizar o atendimento. “Vivemos um momento de grande crescimento econômico só comparável com o milagre econômico dos tempos dos governos militares, quando a população não passava de 100 mil habitantes”, compara.

Mesmo o comércio ambulante acusa aumento nas vendas, como afirma Valdeci Torelli, 75 anos. Ele conta que teve de duplicar a produção de salgadinhos que faz no turno da manhã para vender à tarde no calçadão da rua General Bacelar. Seu carrinho, uma miniatura do cavalo de uma locomotiva, fabricado pelo padrasto, virou atração turística.


Ponto tradicional de Rio Grande adotou sistema de senhas e contratou mais para dar conta do movimento. Abaixo, a Lagoa dos Patos com Rio Grande ao fundo


Vendas aumentaram 70%, diz Torelli

À espera de um milagre

“Para boa parte da população de São José do Norte, as obras do superporto ainda são uma promessa distante de desenvolvimento, empregos e renda”, diz o pescador João Luís Passos, 39 anos.

O município, de 21 mil habitantes, é separado de Rio Grande pela Lagoa dos Patos e o único acesso à península é por barco ou balsa. Isolada do principal centro econômico da região, a cidade espera pela concretização de um inusitado projeto a ser incluído na LDO, que prevê a construção de uma travessia da Lagoa por ponte ou túnel.


Simões: excesso de chuvas frustrou pesca de camarão em São José do Norte



Enquanto a integração não acontece, a economia local sobrevive da produção de cebolas e da pesca. De acordo com o presidente da Colônia de Pescadores, Carlos Alberto Simões, o município fornece 52% do camarão consumido no estado. Mas o excesso de chuvas do primeiro quadrimestre deste ano, diz, não permitiu a reprodução do crustáceo e de peixes nobres na lagoa, o que frustrou a pesca. Quase 2,5 mil pescadores ficaram sem trabalho e a economia só não entrou em colapso porque o defeso, seguro desemprego da pesca, foi ampliado de quatro para seis meses

No extremo-sul, aluguéis mais caros que em Ipanema

Para Marcelo Domingues, professor de pósgraduação de Geografia da Furg e coordenador do estudo Desenvolvimento e consolidação do Polo Naval de Rio Grande, entregue ao governo do estado em agosto de 2009, poucos se deram conta do “gigantismo” dos investimentos do Polo Naval até o início da primeira plataforma. Esse gigantismo, diz, representa crescimento econômico, mas existem variáveis para os quais a região já dá sinais de não estar preparada.

“A P-53 foi o produto de maior valor agregado já produzido no estado”, constata. O impacto desse ciclo de desenvolvimento, diz, vai da qualificação da mão de obra e de fornecedores locais até a segurança pública. “Será necessário criar estratégias para enfrentar desafios que vão além do impacto no comércio e nos serviços. O déficit habitacional, que até agora não teve a devida resposta por parte da construção civil, e a concentração de imóveis na mão de quatro ou cinco proprietários explodiu os preços dos imóveis em Rio Grande. Os aluguéis no extremo-sul do Brasil são mais altos que em Ipanema”, compara.

Domingues acredita que, além do passivo ambiental, que na sua opinião não chega a ser alarmante, a região terá graves problemas na área de segurança pública com o aumento da densidade populacional. “Rio Grande e Pelotas somam atualmente mais de 600 mil habitantes. As duas cidades já compõem a maior aglomeração urbana em fronteira aberta do país, vulnerável ao tráfico de armas e de drogas. O desafio será incorporar a massa de gente que vai migrar de diversas partes do país para cá em busca de oportunidades e também instituir políticas de segurança”, aponta o pesquisador.

“Quando começamos a visualizar o potencial do Polo Naval, diversas iniciativas começaram a ser desenvolvidas para fazer frente a essa nova realidade”, argumenta o secretário municipal de Assuntos Extraordinários. Segundo Gilberto Pinho, diversos projetos foram implantados para melhorar a infraestrutura do município. Ele cita a construção de um hospital com 80 leitos em parceria com a iniciativa privada, a atração de empresas hoteleiras e construtoras, além do aprimoramento da mão de obra local. “Desde as primeiras operações do Polo Naval, mais de 3 mil trabalhadores já receberam qualificação profissional”, exemplifica.

Funcionário de uma grande empresa de óleo e gás do Rio de Janeiro, o projetista de tubulação Roberto Carlos dos Santos é um dos trabalhadores que desembarcou em Rio Grande para trabalhar nas obras do Estaleiro e ficou hospedado em um hotel durante cinco meses. “O Polo Naval representa um grande mercado de trabalho para a população da região, mas não haverá oportunidades para quem não se qualificar. A indústria naval pegou todo mundo despreparado”, alerta. Morador de Rio Grande, Pierre Sander da Cunha Porto, 31 anos, garçom de hotel, acredita que os programas de capacitação para os projetos do porto são excludentes. “As oportunidades privilegiam quem tem poder aquisitivo”, aponta.

Fonte: http://www.sinprors.org.br/extraclas...0/especial.asp
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Old October 1st, 2010, 11:36 PM   #36
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Muito obrigado,Ajuda sempre é bem vinda!
Volte sempre!
Mas que coisa!Eu não sabia que por aqui os alugueis estavam tão caros assim!
Infelizmente tudo tem seus prós e seus contras!
Semana que vem,vou mostrar um pouco dos bairros pobres daqui.
Bairros que não tem asfaltamento,e arroios a céu aberto!
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Old October 2nd, 2010, 12:28 AM   #37
Danieldd
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A Polêmica Integração Rio Grande
-Rio Grande Integrado-Conteúdos Gerais(Página da Prefeitura)
-Segundo a Prefeitura...






























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Old October 3rd, 2010, 01:05 AM   #38
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Interessante a matéria.
Tem um futuro promissor essa cidade, algo totalmente diferente para os que diziam que Rio Grande estava em decadência e regressão populacional.
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Old October 22nd, 2010, 01:09 AM   #39
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Estaleiro Rio Grande-Inaugurado hoje,21/10/10

Hoje foi um dia Histórico para o município de Rio Grande,pois foi inaugurado o estaleiro,que produzirá as futuras plataformas da Petrobrás e outras embarcações.
Segundo a WTORRE Engenharia,construtora do estaleiro:

Plataforma Offshore / Dique seco
Rio Grande - RS

Área Construída: 450.000 m²

Situado na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande, com área total construída de 440 mil metros quadrados, abrigará o maior Dique Seco da América Latina, com exatos 133 metros de largura por 350 metros de comprimento terá capacidade de receber, simultaneamente, duas embarcações para construção ou manutenção, igual às atuais estruturas asiáticas deste segmento. Também farão parte do complexo naval do Grupo os ERG II e ERG III.

O estaleiro está localizado no distrito industrial da barra,onde está localizada a maior parte das indústrias do município.


Segundo Walter Torre Jr., o dique seco do Rio Grande está no mesmo nível dos construídos pelos asiáticos e, após concluído, entrará na disputa pela construção de navios no cenário internacional. "Após conhecer a área, uma empresa de Cingapura entrou em contato conosco na intenção de firmar sociedade", conta Walter Torre Jr.

O presidente da WTorre falou também que Rio Grande deverá se consolidar como o maior pólo metal mecânico do País, entre os primeiros do mundo.



Localização


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Projeto


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Andamento das Obras


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Fase 2 e 3 - Estaleiros ERG 2 e ERG 3


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Estado fará cascos para plataformas


Era o projeto que faltava para a consolidação de Rio Grande como novo pólo naval brasileiro. Depois do início da montagem da P-53 e da escolha do Dique Seco para a fabricação da base da P-55, a Petrobras confirmou ontem o plano de implantar em Rio Grande, dentro do Dique Seco, uma fábrica pioneira no mundo de produção em série de cascos para plataformas.

O anúncio foi feito na manhã de ontem, no canteiro de obras do Dique Seco, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também esteve nas obras da P-53, que está na fase final de montagem, no Porto Novo. Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a estatal deve publicar até o final do ano uma licitação prevendo a contratação de uma empresa para a implantação de uma linha de produção de cascos para plataformas do tipo FPSO (que utilizam bases semelhantes a cascos de navios, onde são instalados módulos de extração e processamento de petróleo).

Segundo o presidente da estatal, podem ser investidos cerca de US$ 3 bilhões para produção em série de cascos padronizados ao longo de dez anos, o que deve gerar 3 mil empregos diretos. Aos cascos seriam aplicados módulos que planejados, projetados e construídos conforme as necessidades da companhia. Com isso, a Petrobras espera obter economia com a produção em larga escala e ganhar agilidade. "É um projeto inédito internacionalmente", assinalou Gabrielli.

Atualmente, a fabricação de plataformas FPSO depende da aquisição de navios antigos, como ocorreu com a P-53, montada sobre o casco de um ex-navio de Singapura. A produção provavelmente deve ser iniciada no primeiro semestre do ano que vem, quando serão concluídas as obras do Dique Seco, onde serão construídos os cascos. A estrutura recebeu R$ 454 milhões em investimentos, sendo 80% da Petrobras e 20% da WTorre. O primeiro casco deve ficar pronto em 36 meses. A partir daí, uma nova unidade deve deixar o Dique a cada oito meses.

A construção de cada casco absorve cerca de US$ 400 milhões, o que representa um terço do custo de uma plataforma. Com isso, sobe de US$ 5 bilhões para US$ 8 bilhões a possibilidade de investimentos da Petrobras no pólo naval gaúcho até 2019.
De acordo com Alexandre Garcia, gerente de Construção Naval da Petrobras, há um entendimento de que ao longo dos dez anos de operação, a fábrica de cascos crie um know-how de produção e redução de custos que a torne competitiva em âmbito global.

A expectativa é de que, a partir de 2020, o novo pólo naval, já consolidado, tenha competência para disputar licitações da Petrobras e de outras petroleiras internacionais, sem necessidade de presença da companhia brasileira nos projetos.

O empreendimento deve ocupar pelo menos metade da capacidade operacional do Dique Seco, também poderá receber obras de construção de plataformas semi-submersíveis e reformas de embarcações ou perfuradores como a P-17, que deverá ser remodelada no local entre 2009 e 2010. A previsão é de que sejam gerados até 9 mil empregos diretos no total das operações do Dique.

A WTorre ainda planeja a construção de uma extensão do Dique Seco, que deve ser dedicada a reparos e reformas de embarcações de apoio às operações da Petrobras. A estimativa é de que, com a ampliação, os investimentos totais na estrutura possam chegar a US$ 1 bilhão.

O presidente Lula destacou que a reveleção do novo projeto no Sul do Estado reflete o ciclo de investimentos vivido pela economia brasileira. "Não há região no País que não tenha projetos como o de Rio Grande", argumentou.
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Blog Porto Imagem
03/07/08

Plataformas de Tupi serão feitas em Rio Grande

A Petrobras vai fazer ainda neste ano a licitação conjunta para construção das plataformas que irão operar no campo de Tupi, na área do pré-sal da bacia de Santos. O objetivo da estatal é reduzir o tempo de construção e o custo das unidades. A licitação incluirá os módulos de compressão, energia e integração, além do casco das plataformas. Segundo o gerente-executivo de engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, as plataformas serão construídas no dique seco, em Rio Grande.

"Estamos prevendo o inicio das licitações para o final de agosto. Essa forma é diferente de clonarmos os projetos, quando simplesmente copiamos. Agora, faremos tudo de uma vez só", disse o gerente-executivo.

Barusco explicou que o vencedor de cada licitação construirá os módulos de todas as plataformas. Ele acrescentou que o número de plataformas necessárias ainda não está definido, mas admitiu que Tupi precisará de cinco a dez unidades de produção. O gerente ressaltou que ao fazer um único contrato para diferentes plataformas, a Petrobras terá economia de escala. Barusco disse ainda que a companhia pretende iniciar as obras em janeiro de 2009, com término em 47 meses. Segundo o executivo, em 15 dias a Petrobras deverá iniciar a licitação de duas plataformas complementares (uma produz e a outra armazena) para o campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos.
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Zero Hora
14/07/08

A Petrobras já definiu o primeiro grupo de cascos de plataformas em série a ser construído no Dique Seco de Rio Grande.

Segundo o gerente executivo de engenharia da estatal, Pedro Barusco, o lote de produção gaúcha irá operar no megacampo de Tupi, na camada pré-sal da Bacia de Santos, São Paulo.

O número de unidades ainda não está definido, mas ficará entre cinco e 10, com tempo de obra estimado em 47 meses.

O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, havia comunicado a construção de cascos em série no dique em sua visita a Rio Grande em abril, acompanhando a comitiva de Lula.

A empresa vencedora da licitação construirá as estruturas de todas as plataformas de Tupi.
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Governo do Estado do RS
08/08/08

Operação de descarregamento do pórtico-guindaste pode começar sábado

A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg), recebeu na tarde desta sexta-feira (8), da WTorre Engenharia, documentação solicitando a atracação do navio Zhen Hua 20, no cais do dique seco, para a descarga do pórtico-guindaste. A embarcação se encontra atracada nos Dolphins (entre os terminais do Tecon e da Termasa), próximo às instalações do dique seco.

A documentação apresenta levantamento batimétrico que mostra alguns pontos próximos ao cais Sul e cais Norte com profundidade inferior 11 metros, que é a medida necessária para atracação do navio.

Conforme o engenheiro naval da WTorre, Neocélio Marinho, a empresa está trabalhando na dragagem destes pontos isolados para disponibilizar até este sábado (8), pela manhã, a batimetria final, ficando a área que liga o dique seco ao canal de acesso ao Porto do Rio Grande com 11 metros de profundidade.

Com a documentação em mãos, a superintendência solicitará autorização da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul para a atracação. Esse procedimento especial é necessário visto que o cais do dique seco ainda não é homologado.

Caso tudo ocorra dentro das previsões o navio poderá atracar ainda no sábado (9). "Acreditamos que no máximo segunda-feira (11) estejamos realizando a operação de descarregamento, mas estamos trabalhando para que ocorra ainda neste final de semana", salienta Marinho.

Montagem
Com a autorização da atracação, o pórtico-guindaste será descarregado sobre os trilhos instalados no cais (Norte e Sul) que compõem as laterais do dique seco, por onde ele se movimentará. O equipamento, que hoje está com aproximadamente 45 metros de altura (dividido em duas partes), ficará com uma altura de 90 metros, visto que antes de ser descarregado ele será içado e montado com o auxílio das torres auxiliares de montagens instaladas no navio.

O pórtico-guindaste terá um vão livre de 130 metros e pesará 2,8 mil toneladas, movendo-se sobre trilhos ao longo do próprio dique e cem metros fora dele (além da cabeceira do dique). O equipamento servirá para auxiliar na montagem das plataformas transportando blocos com cerca de 600 toneladas que serão fabricados nas oficinas junto ao empreendimento.







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Zero Hora
13 de agosto de 2008 | N° 15694

Pórtico gigante chega ao Dique Seco de Rio Grande

Após 112 dias de espera, o pórtico-guindaste do estaleiro Rio Grande chegou ao Dique Seco.O equipamento atingirá 90 metros de altura e estava desde abril a bordo do navio chinês Zhen Hua 20, atracado na área dos dolphins – ancoradouros que formam uma ilha de concreto, usada em paradas temporária.

O transporte do pórtico até o Dique Seco foi realizado por duas horas e teve ajuda de três rebocadores. O pórtico, dividido em duas partes de 45 metros de altura cada, será montado a bordo do Zhen Hua. A previsão é de que o trabalho termine em 25 dias. A partir daí, será iniciada a instalação da estrutura no dique-seco. Depois de montada, terá um vão livre de 130 metros e pesará 2,8 mil toneladas.

Em reunião com a governadora Yeda Crusius, a direção da empresa Wilson Sons, operadora do Terminal de Contêineres, apresentou ontem novos projetos de investimentos do grupo, entre os quais um estaleiro para a construção de pequenas e médias embarcações de apoio à plataforma marítima. A previsão inicial é aplicar cerca de US$ 50 milhões.









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Zero Hora
16 de setembro de 2008 | N° 15728

Rio Grande na rota da extração do pré-sal

Petrobras confirma que o Dique Seco de Rio Grande vai construir oito cascos de plataformas petrolíferas

A Petrobras deu o empurrão que faltava para consolidar o pólo naval gaúcho. Vivendo até agora uma espécie de fase experimental enquanto conclui a P-53, a ser inaugurada por Lula na quinta, o Dique Seco de Rio Grande vai construir oito cascos para plataformas petrolíferas que farão a extração dos campos da camada pré-sal, na Bacia de Santos, confirmou ontem a Petrobras.

Como estima-se que sejam necessários US$ 400 milhões para cada casco, o investimento será de US$ 3,2 bilhões – ou R$ 5,78 bilhões pelo dólar de ontem – em até oito anos.

A confirmação era aguardada para ratificar as declarações do presidente, que no início de abril havia prometido utilizar o Dique Seco de Rio Grande para a construção de cascos de plataformas flutuantes – que se assemelham a navios. Segundo a Petrobras, o edital para a construção dos equipamentos será lançado em breve. Diferentemente da P-53, montada em cima de uma embarcação reformada, os cascos serão fabricados do zero e sustentarão uma estrutura de produção de 120 mil barris de petróleo/dia e 5 milhões de metros cúbicos de gás.

Os oito cascos podem ser apenas parte dos contratos. A Petrobras informou ontem que Rio Grande também concorre como alternativa para a montagem completa das plataformas – e não apenas dos cascos.

No total, incluindo as estruturas de sustentação que serão construídas em Rio Grande, essas embarcações custam em torno do US$ 1,3 bilhão, o que eleva o orçamento potencial das plataformas flutuantes para cerca de US$ 10,4 bilhões.

RS concorre com Rio, Bahia e Pernambuco pela segunda etapa

Caberá à empresa vencedora da licitação decidir onde serão montados os módulos de produção das plataformas a serem instalados sobre os cascos. O Rio Grande do Sul concorre com a indústria naval de Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco para receber a segunda etapa do projeto.

De acordo com Giuseppe Bacoccoli, pesquisador especializado em petróleo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), as recentes descobertas da Petrobras devem exigir de 16 a 18 novas plataformas. No comunicado de ontem, a Petrobras informou também que pretende adquirir duas plataformas terceirizadas. O cálculo do pesquisador mostra que a estatal ainda precisará definir a compra de pelo menos seis plataformas.

– Temos de fazer uma produção em série destes cascos para explorar o petróleo. A demanda é enorme – diz Bacoccoli.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias (Fiergs), Paulo Tigre, o anúncio da Petrobras abre caminho para investimentos.

– É excelente. Isso nos firma como um pólo naval. Um projeto como este funciona como uma grande montadora de veículos, que atrai vários sistemistas – disse Tigre.

A prefeitura de Rio Grande também comemorou.

– Oito cascos significam atividade para um período bastante considerável, o que vai possibilitar que trabalhemos para qualificar profissionais – disse o prefeito Janir Branco (PMDB).
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Blog Polibio Braga
15/07/09

P55 está na mão de Rio Grande. P63 está a um passo.

Além da plataforma oceânica de exploração de petróleo P55, que será terminada em Rio Grande ainda este ano, tudo indica que também a P63 virá para o RS.

. O consórcio liderado pela Quip, que montou a P53 no ano passado em Rio Grande e integra o consórcio da P55, conseguiu sucesso na licitação, mas a Petrobrás abriu um novo round para tentar baixar os preços.

- A questão neste momento é apenas de ajustes entre custos e preços finais.
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Zero Hora
10 de junho de 2010 | N° 16362

Engevix e Funcef ficam com Estaleiro Rio Grande

O maior dique seco da América Latina troca de administração. A Engevix Engenharia e a Funcef, fundo dos funcionários da Caixa Econômica Federal, desembolsaram R$ 410 milhões para comprar da WTorre o Estaleiro Rio Grande, no sul do Estado.

A transação, antecipada por Zero Hora e confirmada ontem, ainda depende da avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O estaleiro, em fase de conclusão, é o berço da P-55 e de mais oito cascos para a exploração na camada pré-sal.

A WTorre vendeu as duas subsidiárias – Empreendimentos Navais e Portuários e a Óleo e Gás Construções Navais – responsáveis pela manutenção do estaleiro e áreas adjacentes. A obra custou R$ 840 milhões. A WTorre arcou com 21% – R$ 176,4 milhões. O restante foi bancado pela Petrobras, locatária do espaço pelos próximos 10 anos.

Após mais de 40 dias de negociações, a Engevix ficou com 75% das ações, e a Funcef, com os outros 25%. Em período de silêncio, pois lançou ações na Bolsa de São Paulo, a WTorre anunciou a venda por meio de fato relevante, como prevê a Comissão de Valores Imobiliários. “(A operação) está de acordo com a estratégia da empresa de vender ativos considerados maduros com o objetivo de captar recursos para novos negócios”, disse o vice-presidente Paulo Remy, em nota.

Responsável pelas tratativas do lado da Engevix, o vice-presidente Gerson Almada está em férias, no Exterior, e não foi localizado. A Funcef também não se pronunciou.

Contratada para construir oito cascos em Rio Grande no valor de US$ 3,75 bilhões, a Engevix efetuou a compra para reduzir custos e aumentar a competitividade em novas licitações da Petrobras. Além do dique seco, o estaleiro integra oficinas, áreas de pré-edificação e cais.

A troca da administração não preocupa a Petrobrás, locatária do espaço pelos próximos 10 anos.

– Temos um contrato, e ele seguirá o mesmo – avalia o gerente da P-55, engenheiro José Luis Rodrigues da Cunha.
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Fotos do estaleiro by Biblioteconomia-FURG








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"Enquanto o homem não acorda,idiota,nem nota,se enforca na corda da própria tensão,o axé feito acapella vai se transformando num batidão..."
Próxima estação:Bonocô - MetroSal

Do Pólo Naval ao Cassino.Um voo inesquecivel na cidade do Rio Grande!
Danieldd no está en línea   Reply With Quote
Old October 22nd, 2010, 01:49 PM   #40
Astronaut from Mars
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Nunca estive em Rio Grande, mas as fotos me
deram a impressao de uma cidade terrivelmente
atrasada, parada no tempo e pobre.
Astronaut from Mars no está en línea   Reply With Quote


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