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#81 |
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JK - O Presidente
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Petra aposta no gás de Minas Gerais Petroleira novata surgida no rastro da febre pelo petróleo brasileiro em terra, a Petra Energia prepara para julho o início da exploração da bacia do São Francisco, em Minas Gerais. Controlada pelo empresário pernambucano Roberto Viana, com pequena participação de 9% do BTG Pactual, a Petra tem a concessão para explorar 24 blocos em Minas. Ela tem a maior área de exploração em bacias terrestres do país e, em Minas, tem área exploratória maior que de todas as concorrentes. O Estado também é o único local onde a empresa, que é sócia da OGX no Maranhão e da HRT no Solimões, não abriu espaço para novos sócios. No momento negocia com a russa TNK-BP uma quantia bilionária por sua participação acionária nos blocos operados pela HRT na Amazônia.A Petra prevê investimentos de cerca de R$ 970 milhões em Minas até 2013. Serão R$ 160 milhões este ano, sendo uma parte na perfuração do primeiro poço, em junho, perto da cidade de Corinto. O resultado deve ser conhecido em agosto. Na companhia, o que se diz é que a bacia do São Francisco "corre o risco de se tornar a bacia número um em terra no Brasil". Para isso, será necessário encontrar mais reservatórios e confirmar sua viabilidade comercial. Hoje, as maiores produtoras de gás em terra do país são as bacias do Solimões (AM), Recôncavo (BA) e Alagoas (AL). No momento a Petra está fazendo um levantamento sísmico de segunda dimensão (2D) em uma área de 10 mil quilômetros quadrados (km2), dos quais 2,3 mil km2 já estão prontos. É o maior programa contínuo de levantamento sísmico em terra já feito no país. Depois serão escolhidos os locais onde serão perfurados outros nove poços, cada um com custo estimado entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões, segundo a empresa. Em 2012 deverão ser mais dois ou três poços, explica Lúcio Prevatti, geólogo sênior da Petra, com passagem pela Shell. "O que é muito promissor para essa bacia é que depois de vinte anos sem nenhuma atividade foram perfurados dois poços com descoberta de gás", ressalta Prevatti, se referindo às descobertas notificadas pela Orteng e Petrobras. em Morada Nova de Minas e Brasilândia de Minas, respectivamente. Com perfil diferente da personalidade performática dos controladores da OGX e da HRT, a Petra é uma companhia de capital fechado que não está sempre na mídia e seu dono, Roberto Viana, é avesso à exposição pública. Tem verdadeiro horror de ser comparado aos novos milionários do setor como Eike Batista e Márcio Mello, da HRT. A companhia buscou no exterior um time de geólogos e geofísicos, a maioria brasileiros com carreira internacional, e Viana prefere que eles sejam a parte mais visível da companhia. Um dos diretores executivos é Read Taylor, ex-presidente da Devon no Brasil e América Latina. Alguns fizeram carreira na Shell, como o diretor-executivo Julian Fowles, ex-executivo da área de exploração e produção; o vice-presidente de exploração, Jonas Castro (ex-Petrobras, ANP e Shell); Antonio Tisi (ex- El Paso e Shell); e o diretor de geofísica, Fernando Neves. O diretor financeiro é Cláudio Sassaki, ex-vice-presidente do Goldman Sachs e Credit Suisse. A Petra contratou a Schlumberger e Halliburton, duas gigantes prestadoras de serviços da indústria, para assessorá-la na exploração das áreas. A sísmica é feita com gigantescos caminhões vibradores da Global Serviços Geofísicos. As áreas da Petra em Minas foram adquiridas na 7ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada em 2005, junto com a argentina Oil M&S, que se tornou a segunda maior concessionária do país, em quilometragem das áreas, depois da Petrobras. A companhia foi constituída como STR e adquiriu outros blocos após a desqualificação da empresa Geobrás. Com a saída discreta dos argentinos, a STR ficou com tudo e começou a procurar os sócios atuais. Em junho de 2009 começou o processo de parcerias. Para a OGX Maranhão o empresário pernambucano cedeu 70% de sete blocos no Parnaíba (MA), onde a companhia de Eike Batista anunciou a descoberta de "meia Bolívia de gás". No mesmo mês cedeu 51% das 21 áreas no Solimões (AM), fatia que depois aumentou para 55%. Essa primeira venda permitiu a criação da HRT, hoje uma empresa aberta com ações na BM&F Bovespa. http://www.gasnet.com.br/conteudos.a...s&categoria=11 |
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JK - O Presidente
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Capa da revista Brasil Energia deste mes AGO/2011, pena que a matéria é só para assinantes:
![]() http://www.energiahoje.com.br/brasilenergia/ ![]() ![]() ![]() ..........![]() . Last edited by GIM; August 10th, 2011 at 12:29 AM. Reason: Faltou o link. |
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#83 |
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JK - O Presidente
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Achei a reportagem sobre o gas natural em MG da revista acima Brasil Energia, é longa mas interessante:
Tem gás, uai! Os tempos de calmaria na Bacia do São Francisco fi*caram para trás. Hoje, na parte da bacia localizada em Minas Gerais, Petra Energia, Petrobras, Or*teng, Shell, Imetame Energia e Cisco exploram 39 blocos, totalizando uma área sob concessão de 111 mil km2, o que corresponde a 1/3 do total da bacia. Depois de mais uma década sem atividade, a região vive o maior boom de sua história, com progra*mas de trabalho que projetam, so*mente para o período 2011-2012, a perfuração de no mínimo 12 poços e aquisição de 20,3 mil km de dados 2D, além de perspectivas de mapea*mento 3D superior a 1,5 mil km2. As campanhas programadas para esses blocos, arrematados na 7a e na 10a rodadas da ANP, permitem ante*ver um volume de investimentos de pelo menos US$ 200 milhões nesse mesmo horizonte. Em caso de suces*so, esses indicadores tendem a pelo menos dobrar, o que tem animado os mineiros, sobretudo os residentes nas cidades de Corinto, Patos de Minas, Montes Claros, Brasilândia de Minas, João Pinheiro e Carmo do Paranaíba, onde já há atividade em curso. A expectativa da população e das autoridades do estado é grande, so*bretudo depois que a Orteng confir*mou sua descoberta de gás no bloco SF-T-132, apontando para volumes que podem chegar a quase 200 bi*lhões de m3. E, para alimentar ainda mais o clima de euforia, a Petra confirmou a existência de indícios de gás no poço ainda em perfuração. De fato, o cenário dessas peque*nas cidades do interior tem muda*do. Onde antes se via apenas gran*des e pequenas fazendas, hoje é possível avistar sondas de perfura*ção e caminhões vibradores de sísmica. E em qualquer vilarejo que se percorra, as conversas giram sem*pre em torno do resultado dos trabalhos exploratórios. Não há boa prosa mineira que não termine com indagações sobre se há ou não gás no São Francisco. Dona Celuta Batista, uma assentada do Incra na região de João Pinheiro, onde a Petrobras perfura um poço, e dona de um pequeno bar à beira de uma estrada de terra, acredita que a atividade pode ajudar a região. Faturando entre R$ 15 e R$ 30 por dia, além de obter uma receita extra com a venda de produtos plantados em seu terreno, a comerciante viu o movimento do bar crescer com a abertura do sítio de perfuração da Petrobras. “Com Deus ajudando, vai dar petróleo aqui, sim, e quem sabe isso pode dar uma boa renda para a gente que mora aqui, como deu quando chegaram as empresas contratadas pela Petrobras”, espera Celuta. Há, porém, uma preocupação: as perfurações poderem gerar algum problema no terreno. “Tenho medo de esse furo enorme que es*tão fazendo dar problema e gerar algo ruim, um terremoto, sei lá o que”, confessa Celuta, mantendo sua simplicidade e calma. Além da geologia Explorar o São Francisco não é uma tarefa fácil, embora a área se*ja vista ultimamente como uma das mais promissoras regiões terrestres de fronteira do Brasil, com vocação para o gás natural. Com extensão total de 350 mil km2 – uma área maior que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos, ou equivalente a uma Alemanha –, a bacia avança por Minas Gerais, Bahia e Goiás. Só em Minas, onde estão os 39 blocos sob concessão, a área é de 207 mil km2. Formada por rochas deposita*das entre 600 milhões e 1 bilhão de anos, a bacia possui rochas resistentes, que por vezes dificultam a perfuração e exigem um grande número de brocas. Outro fator que demanda atenção é a baixa permeabilidade e porosidade dos reservatórios, o que exigirá tecnologias de fraturamento na etapa de desenvolvimento da produção. A exploração no São Francisco ainda esbarra em grandes distâncias e falta de infraestrutura para atender às demandas da indústria. Explorar a parte mineira da bacia significa para petroleiras e empresas de sísmica percorrer grandes distâncias por estradas de asfalto e de terra, algumas delas particulares ou com inclinação e passagem apenas para carros com tração nas quatro rodas. Em quatro dias, a equipe da Brasil Energia rodou com os técnicos da Petra e da Petrobras mais de 1,5 mil km para percorrer três locações. Em muitas situações roda-se por horas sem avistar uma só pessoa, casa, birosca de beira de estrada ou posto de gasolina. O que se vê são cercas, porteiras de fazendas e poeira, muita poeira, sobretudo nesta época de seca. Segundo Renato Darros, diretor de E&P da Imetame, os desafios do São Francisco vão muito além da geologia e da geografia da região. “Para fazer com que um projeto seja viável, ainda temos de administrar questões como marco regulatório do gás e preço do produto. Há um pacote de coisas por resolver. Mas a vantagem é que estamos no coração do Brasil”, anima-se ele. Quatro poços até 98 A Bacia do São Francisco foi pouco explorada, sobretudo considerando sua extensão. Até antes da quebra do monopólio, em 1998, apenas quatro poços haviam sido perfurados pela Petrobras – dois em Minas Gerais, um na Bahia e um em Goiás –, todos com indício de gás, mas sem comercialidade. A primeira campanha de perfuração foi executada em 1988, na região de Remanso do Fogo (MG), com o poço atingindo profundidade final de 1.848 m. No mesmo ano, ainda em Minas, foi perfurado um poço na região de Montalvânia que atingiu 540 m. No ano seguinte, a Petrobras foi para Goiás, perfurando um poço em Rio Correntes que atingiu 1.203 m. Essas três primeiras campanhas foram executadas com base apenas em exsudações, afloramentos naturais de gás comuns na região. A partir de 1992, enfim, a petroleira realizou seu primeiro mapeamento sísmico 2D. Até 1997, foram quatro campanhas sísmicas, com a coleta de 2.826 km. Em 1997, a petroleira perfurou o último poço pré-abertura, na região de Fazenda Ludovico, na Bahia, até a profundidade final de 1.200 m. Descoberta surpreende o mercado O anúncio da descoberta gigante de tight gas sand (arenitos fechados, de permeabilidade muito baixa) da Or¬teng e seus parceiros Codemig, Ime¬tame e Delp no bloco SF-T-132 teve grande repercussão em Minas Gerais e dividiu o mercado. Estimando um vo¬lume entre 176,5 bilhões e 194,6 bi¬lhões de m3 de gás – o que, se confir¬mado, irá indicar não apenas a primei¬ra descoberta comercial da Bacia do São Francisco como também a maior jazida exclusiva de gás já encontrada no Brasil –, o consórcio anunciou o re¬sultado em grande estilo, na presen¬ça do governador do estado, Antonio Anastasia. A estimativa divulgada pela Orteng é muito expressiva, tanto em termos de Brasil quanto de exte*rior. O volume de 176,5 bilhões de m3 de gás, por exemplo, equivale a mais de dez vezes a atual reserva de Manati, hoje o maior campo de gás do país, com volume total estimado em 16 bilhões de m3 de gás (dados de dezembro/2010). Embora os dados da descoberta e do poço tenham sido avaliados pela Schlumberger, especialistas consideraram prematura e arriscada a divulgação das estimativas de volume. A avaliação dos mais tradicionalistas é de que São Francisco ainda é pouco conhecida para que se faça um mapeamento desse porte apenas com a perfuração de um poço pioneiro. “É irresponsável fazer uma extra*polação desta, a partir de um único poço perfurado. Estamos vivendo na era do petróleo-show, mas o tempo mostrará que isso é um risco”, afirma um executivo de uma petroleira com experiência em gás que não quis se identificar. Desafio do reservatório Além disso, especialistas advertem que a descoberta indicou a existência de reservatório de tight gas com baixa permeabilidade e po¬rosidade, nunca visto no Brasil e até mesmo na América Latina até o momento. Reserva¬tórios desse tipo são re¬lativamente comuns na Sibéria, mas demandam tecnologia de fratura¬mento para produção e investimentos maiores. Nos EUA e na Euro¬pa existem reservatórios de tight gas em produ¬ção, mas todos de ida¬de bem mais nova que os encontrados e ca¬talogados na Bacia do São Francisco, forma¬da há 600 milhões de anos. “Teremos de entender esse tipo de reservatório e fazê-lo produzir de forma econômica, avalia Paulus Van der Ven, gerente de Exploração da Petrobras da Margem Equatorial . Para se ter ideia do grau de dificul¬dade de explotação em vez de gás o play principal da bacia fosse óleo, esses reservatórios nunca chegariam a produzir um a só gota, muito provavelmente. “A permeabilidade e a porosidade desse tipo de rocha são realmente muito baixas, não há nada parecido no Brasil”, afirma o geólogo Dirceu Abrahão, diretor da YXC. Cisco pronta para perfurar A Cisco pretende iniciar até outubro sua primeira campanha de perfuração no SF-T-133, bloco vizinho à área da descoberta da Orteng também na região de Morada Nova de Minas. A petroleira já recebeu licença da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), órgão ambiental de Minas Gerais e fará a campanha de estreia na parte noroeste do bloco. Há pouco menos de dois anos, a Cisco realizou mapeamento sísmico 2D na região, com a Brain. Foram coletados 250 km de dados, em de campanha executada com explosivos. Antes disso, o grupo brasileiro fez levantamentos aéreos de mapeamento e gravimetria. De acordo com Flavio Barreto, executivo da Cisco, os dados sísmicos apontaram a existência de duas e 2 importantes locações no bloco. “Temos compromisso de um poço. Faremos um, e se o resultado for bom, pensaremos em perfurar em uma nova área”, antecipa Barreto. A petroleira já investiu R$ 11 milhões na região. Com a perfuração do poço, os investimentos devem atingir quase R$ 20 milhões. Caso opte por prosseguir com os traba*lhos, avançando pela terceira fase exploratória, em 2012, a petroleira poderá realizar novo mapeamento sísmico, adquirindo mais 500 km de dados 2D. O SF-T-133 foi adquirido em 2005, na 7ª rodada da ANP. Na oca*sião, a Cisco arrematou a área so*zinha, mas recentemente vendeu 50% de participação ao grupo investidor carioca Resultado. Sísmica e poço na Petra Energia O ritmo da campanha exploratória da Petra Energia na Bacia do São Fran*cisco vem mudando a rotina das cidades de Corinto e Pato de Minas, de forte tra*dição pecuária, e, muito em breve, mu*dará também Monte Claros. Operando a maior área sob concessão na bacia, a petroleira mantém 24 blocos, que se espalham por 83 municípios no centro*oeste de Minas Gerais e que somam 72 mil km2, o equivalente a sete bacias do Recôncavo (11.500 km2), meio estado do Ceará (148.920 km2) ou quase duas vezes a área do estado do Rio de Janeiro (43.780 km2). Na megacampanha, a pe*troleira deverá investir US$ 150 milhões. Operando em duas frentes – uma voltada à aquisição de dados sísmicos e outra à perfuração –, a petroleira man*tém hoje cerca de 200 pessoas em cam*po, de forma direta ou indireta. E a ten*dência é esse número aumentar ainda mais com a chegada de novas sondas e de uma nova equipe sísmica. Neste momento, a atividade da Petra está configurada a partir de três equipes de trabalho: uma voltada à perfuração do primeiro poço, em Corinto, onde já foi comunicada à ANP a existência de indícios de gás; outra di*recionada à aquisição de dados sísmi*cos na região de Patos de Minas; e a mais recente, focada no mapeamen*to dos blocos localizados próximo à região de Montes Claros, atividade prevista para ter de começar entre o fim de agosto e o início de setembro. Campanha histórica Responsável pela maior sísmica terrestre já realizada até hoje no país, a Petra contratou a Global Geophysical para mapear 9 mil km de dados 2D – 6 mil km em uma primeira fase e mais 3 mil km depois – e está em vias de assinar aditivo para outros 10 mil km. O levantamento, iniciado em dezembro de 2010, marcou a estreia da Global no Brasil e trouxe de volta ao país os caminhões vibradores, dez anos após o último mapeamento fei*to com essa tecnologia, na Bahia. Para agilizar o trabalho, evitando a abertura de novos caminhos e assim dando mais rapidez à obtenção de li*cença ambiental, todo o levantamento foi desenhado para ser executado em estradas de terra e de asfalto, o que limita os pedidos de autorização aos órgãos de controle das rodovias bra*sileiras. O traçado contemplou estradas municipais, estaduais e federais, e alguns quilômetros foram projeta*dos em importantes rodovias, como a BR-040, que interliga Belo Horizonte a Brasília. Em contrapartida à autoriza*ção, caberá à Petra entregar um mapa detalhado das estradas percorridas. A aquisição de dados em estradas foi, segundo o gerente de Geofísica da petroleira, Guilherme Castilho, a opção mais lógica. “Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do país, e grande parte dessas estradas cruza nossos blocos. Usamos essa malha a nosso favor, ado*tando o vibro seismic, reconhecidamen*te mais rápido e barato que os levanta*mentos convencionais”, explica. Apesar de menor, o investimento total na sísmica com caminhões vibra*dores não será pequeno. Tendo em vista o valor da coleta dos primeiros 6 mil km, de US$ 29 milhões, pode-se projetar que os 19 mil km totais deve*rão ficar acima dos US$ 90 milhões. Dos 9 mil km iniciais, já foram cole*tados 3,7 mil km, o que supera todo o volume de informação já adquirido an*teriormente, de parcos 2,8 mil km. A sísmica registrada até o momento pela Global já mapeou 11 blocos (SF-T-128, SF-T-134, SF-T-137, SF-T-138, SF-T-144, SF-T-143, SF-T-118, SF-T-125, SF-T-124, SF-T-130 e SF-T-131). Em julho, a cam*panha estava focada no SF-T-131, na área de Carmo do Paranaíba. Até o momento, a maior par*te do mapeamento foi direcionada aos blocos da parte oeste, mas tam*bém foram cobertas pequenas áreas da parte sul e leste. A expectativa é de que o levantamento de dados na área oeste seja finalizado neste mês. No mapeamento estão sendo utili*zados cinco caminhões – quatro em atividade de campo e um parado na ba*se da Global, em Patos de Minas, para o caso de eventuais problemas com os demais. Duas equipes sismo, com 24 pessoas cada, saem a pé, colocando e retirando os cabos e geofones. O levantamento tem progredido 25 km por dia, em média. Além da área de Patos de Minas, nos sete meses de campanha foram coletados dados nas regiões de Corinto, Curvelo e Dores de Indaiá. A expectativa é de que o registro dos 9 mil km seja finalizado até de*zembro, com os primeiros 6 mil km originais mapeados até outubro. Para agilizar o trabalho, garantir a escolha de novas locações para perfuração o quanto antes e assegurar informações mais confiáveis, o processamento dos dados está sendo feito por Landmark e a CP Geo, do Rio Grande do Norte. Havendo descoberta, a Petra prevê contratar levantamento sísmico 3D. Os primeiros estudos indicam potencial para mapeamento da ordem de 500 km2 por locação. “Se tivermos bons resulta*dos nos três primeiros poços, podere*mos montar uma campanha adicional de 1,5 mil km2 3D”, antecipa Castilho. 2ª equipe sísmica Prevista para começar a operar até setembro, a segunda equipe sísmica da Global irá atuar inicialmente em Montes Claros, cobrindo um raio de 150 km no entorno da cidade. Para essa campanha foram trazidos outros seis caminhões vi*bradores, todos vindos da Argentina. Com os 11 caminhões, o levanta*mento passará a ser feito em duas fren*tes, ambas atuando, a partir de setem*bro, nos blocos da parte nordeste. O projeto para a área é cobrir, ao longo de quatro meses, 2,6 mil km, mapeando os blocos SF-T-85, SF-T-86, SF-T-94, SF-T-95, SF-T-96, SF-T-105, SF-T-106 E SF-T-115. Cumprida essa etapa, o plano é deslocar, no início de 2012, uma das equipes para o chamado corredor leste, para cobrir o SF-T-121, e ou*tra para o SF-T-92. Mais à frente, as equipes devem ser remanejadas pa*ra os blocos SF-T-126 e SF-T-121, que têm prazos exploratórios maiores. Com as duas equipes, a Global es*pera alcançar um ritmo médio mensal de 1,4 mil km coletados. “Hoje temos, no total, 150 pessoas trabalhando para a Petra, na parte de campo e de escritó*rio. Com a nova equipe, devemos ele*var esse contingente para cerca de 200 pessoas”, diz Sean Siegfried, um dos responsáveis pelo mapeamento. Perfuração em curso A perfuração do poço pioneiro da Petra, o 1-PTRA-1-MG, está sendo executada, desde o fim de junho, no SF-T-128, em Corinto, pela sonda da Archer BCH, BCH-2, responsável também pela cam*panha da Orteng. Apesar do ritmo len*to da primeira etapa da perfuração – os primeiros 90 m consumiram 16 dias – , a campanha tem avançado, mais recente*mente, a uma média de 50 m por dia e a expectativa é de que o poço seja conclu*ído em setembro, quando deverá atingir a profundidade final de 2,5 mil m. O objetivo principal do poço está na formação de arenito, no interva*lo de 1,3 mil m a 1,5 mil m. A cada 3 m perfurados estão sendo colhidas amostras, que são testadas no laboratório de geologia montado na lo*cação pela CWA e enviadas à ANP. A locação do poço fica a cerca de 17 km de Corinto. Consórcio mineiro a todo o vapor A nova campanha de perfuração no SF-T-132 está prevista para começar nos primeiros meses de 2012 e será realizada nos arredores das cidades de Biquinhas e Morada Nova de Minas, próximo ao poço 1-OR*TENG-1-MG, que confirmou a descoberta de um grande reservatório não convencional de gás, com volume estimado entre 176,5 bilhões e 194,6 bilhões de m3. A locação exata e a profundidade do novo po*ço estão sendo discutidas com base nos resultados da primeira campanha. A expectativa é de ter os deta*lhes definidos em dois meses, no máximo. Em paralelo à definição da campanha, o consór*cio Orteng/Codemig/Imetame/Delp vem buscando no mercado uma sonda para seu segundo poço. As chances de o grupo vir a utilizar novamente a BHC*2, que perfurou o poço pioneiro, são pequenas, já que a unidade está em campanha para a Petra e de*ve executar outros poços para a petroleira. O reservatório encontrado no SF-T-132, na re*gião de Morada Nova de Minas, é do tipo tight gas, conhecido por sua baixa permeabilidade e porosi*dade. Na avaliação da Orteng, operadora do bloco, a área tem potencial para produzir de 7 milhões a 8 milhões de m3/dia de gás, mas, por conta das di*ficuldades de produção, os primeiros volumes não devem ser extraídos antes de dois anos. Ainda assim, o resultado no SF-T-132 deixou o consórcio bastante otimista com os trabalhos na região. “Estamos vivenciando um bom momento. Acabamos de descobrir um importante volume de gás, e como se não bastasse, a bacia tem uma exce*lente localização geográfica, perto de Belo Horizon*te e Brasília, que são grandes centros consumidores. Esse é o diferencial do São Francisco”, avalia Frederi*co Macedo, diretor de Óleo & Gás da Orteng. O poço descobridor da Orteng atingiu profundi*dade final de 2,4 mil m e foi perfurado no ano pas*sado, entre julho e outubro. Antes do poço pionei*ro, o consórcio contratou, em 2009, mapeamento sísmico 2D de 300 km da Georadar, todo executado com explosivos. Unidos pela sísmica Disposta a buscar preços melhores e agilizar a aquisição sísmica, a Imetame Energia e o consórcio Orteng/Cemig/ Codemig/Imetame/Sipet/Agropastoril decidiram contratar em conjunto levantamento 2D para os blocos SF-T-104, SF*T-114, SF-T-120 e SF-T-127, todos localizados na parte cen*tral da Bacia do São Francisco. O novo mapeamento cobrirá uma área de 780 km, devendo se estender por seis meses a oito meses, com investimentos de até R$ 30 milhões. Com uma área de cerca de 9 mil km2, a Imetame responde pela operação das áreas SF-T-104, SF-T-114, ambas com 100% de participação, e SF-T-120, em parceria com Cemig, Codemig, Sipet, Agropastoril e Orteng. O SF-T-127 é operado pela Orteng, que tem como sócios Cemig, Codemig, Imeta*me, Sipet e Agropastoril. Dos dados a serem coletados, cerca de 250 km serão mapeados nos blocos SF-T-120 e SF-T-127. A contratação da sísmica está sendo conduzida pela Imetame, e a expectativa é de que o negócio seja fechado até meados deste mês, com início das atividades previsto para o fim de outubro ou início de novembro. A petroleira rece*beu propostas para execução da campanha com explosivos e caminhões vibradores, mas o mais provável é que o serviço seja feito com caminhões. Embora seja dada como certa a contratação da Global Geophysical para essa campanha, o diretor de E&P da Imetame, Renato Darros, diz que o grupo apresentou preços bas*tante competitivos, mas que as propostas estão sendo anali*sadas. “Os preços da Global foram realmente bons, mas ain*da não batemos o martelo sobre o negócio”, ressalta. A depender dos resultados, a campanha sísmica nos quatro blocos poderá ser complementada mais adiante. Em uma primeira fase, o levantamento será voltado à coleta de dados mais regionais. Na segunda etapa, se houver, a ideia será fazer o adensamento da malha, com a coleta de novos dados em 2012. Caso a sísmica valide os pontos de perfuração, Darros adianta que a campanha nos blocos operados pela Imetame deverá ser feita entre 2012 e 2013. “Estamos atuando em uma bacia de fronteira, ainda pouco conhecida, e o trabalho tem de ser feito passo a passo mesmo”, avalia o executivo. A Orteng também estima que a perfuração do primeiro poço exploratório no SF-T-127, se confirmada pela sísmica, não ocorra antes do fim de 2012. Petrobras faz nova tentativa A Petrobras está perfurando no SF-T-111, desta vez pretendendo um horizonte de 3 mil m, menos profundo que os quase 3,5 mil do poço an*terior, perfurado no SF-T-112. Bati*zado Amós, em homenagem à obra do mestre Aleijadinho, o 1-AMS-1*MG está sendo perfurado na região de João Pinheiro, em área de assen*tamento do Incra, onde residem cerca de 220 famílias, e a cerca de 90 km da primeira campanha, realizada em Brasilândia de Minas. Até o momento, a companhia já investiu R$ 40 milhões nos dois blocos. A locação fica dentro de um lote de assentados. A área está localizada a 310 km de distância de Brasília e a 510 km de Belo Horizonte. A campanha do Amós teve início em maio e, até meados de julho, já havia atingido a profundidade de 1.946 m, com expectativa de conclu*são para o início de dezembro. O obje*tivo central do poço está direcionado à profundidade de 2,8 mil m, embo*ra a perfuração esteja prevista para ir além. A campanha está sendo execu*tada pela sonda SC-109, equipamen*to da Petrobras trazido de São Miguel dos Campos, em Alagoas, e que tam*bém foi responsável pela perfuração do primeiro poço. Com base nos dados de Amós, a Petrobras decidirá se prossegue ou não com os trabalhos exploratórios na região, avançando para uma nova etapa do programa de trabalho. A pe*troleira tem até janeiro de 2012 para essa decisão, por força de seu contrato com a ANP. Caso continue com a atividade, a Pe*trobras deverá realizar novas campanhas sísmicas e de perfuração. O projeto, se*gundo Heitor Roberto Furrechi, respon*sável pela coordenação da campanha exploratória da Petrobras no São Fran*cisco, demandará novos mapeamentos sísmicos de adensamento e a perfuração de pelo menos mais um poço. Shell promete mais sísmica no ano A Shell também irá fazer levanta*mento sísmico 2D com caminhões vibradores em São Francisco. Disposta a agilizar o mapeamento das cinco áreas – SF-T-80, SF-T-81, SF-T-82, SF-T-83 e SF-T-93 – que mantém na parte nor*te da bacia e a antecipar para 2012 a perfuração de seu primeiro poço ex*ploratório na região, a petroleira deci*diu alterar seu plano original e substi*tuir a sísmica convencional com explosivos pela aquisição com caminhões, reconhecidamente mais rápida. Como as áreas da Shell estão em regiões de sítios arqueológico, é mais um bom motivo para o uso dos caminhões. E a exemplo da estratégia da Petra, toda a aquisição de dados da petroleira anglo*holandesa será feita em estradas, o que sem dúvida irá agilizar o licenciamento. Os planos da Shell são de iniciar o mapeamento em dezembro e perfurar o primeiro poço no segundo se*mestre do próximo ano. Além do po*ço pioneiro, a campanha poderá con*templar ainda até outros dois poços. Com a mudança do plano original, a petroleira reavalia estudos para definir o tamanho da sísmica a ser feita. Já foi decidido que o mapeamento cobrirá os cinco blocos. O compromisso assumido no programa explora*tório mínimo da 10ª rodada da ANP é adquirir 500 km de sísmica 2D. Entre*tanto, segundo a Brasil Energia apurou, o mapeamento a ser executado será bem maior que o compromisso mínimo. A petroleira abriu um tender para contratação do mapeamento sísmico e, em paralelo, negocia o aluguel de uma sonda terrestre. A consulta está sendo feita a várias empresas, mas tudo leva a crer que o trabalho sísmico deve ser realizado pela Global Geophysical, que executa agora a campanha da Petra em São Francisco. Embora a Shell não confirme uma fonte ligada ao processo garante que o negócio entre as empresas está praticamente fechado. A primeira fase do programa exploratório das áreas da Shell termina apenas em 2013. Passo a passo do vibro seismic da Global Embora os caminhões impressionem por seu porte – cada veículo pesa 27 t e tem altura e largura de cerca de 4 m –, a aquisição de dados com vibro seismic é mais simples do que parece. Equipados com pranchas vibratórias, que encostam no solo ao serem acionadas, os caminhões emitem vibrações que chegam a alcançar 8 km de profundidade e são registradas por geofones de alta sensibilidade, enterrados no solo por equipes de terra e interligados a uma central de recebimento online de dados, instalada em um container móvel. A cada avanço da sísmica, a base móvel é transferida para um novo local, vizinho à área de coleta da próxima linha de dados. Responsável por fazer a programação remota de coleta de dados dos caminhões e também por toda a comunicação online com os times de trabalho, a equipe que trabalha no container recebe e armazena todas as informações coletadas. Qualquer tipo de problema, como não funcionamento de um geofone, é detectado na hora e imediatamente comunicado ao time responsável. Pela programação da Petra, os registros de dados estão sendo feitos a cada 50 m, com cada caminhão vibrando por dez segundos, quatro vezes consecutivas no mesmo ponto e com intervalos de cinco segundos entre uma e outra. Para agilizar a campanha, os caminhões têm trabalhado, na maioria das vezes, juntos e enfileirados. Assim, enquanto o primeiro caminhão da fila vibra, o segundo já se posiciona no próximo ponto de registro, e assim sucessivamente. Os geofones são instalados ao longo de todo o percurso dos caminhões, sempre na beira da estrada, em lotes de seis unidades a cada 25 m. Os equipamentos de solo são instalados pela equipe sismo A e, posteriormente, retirados pela equipe sismo B. Cada equipe conta com 24 operários. O trabalho é feito ao longo de todo dia, chova ou faça sol. As equipes de terra chegam a andar até 25 km por dia, alguns deles em estradas de terra bastante inclinadas, onde circulam apenas veículos com tração nas quatro rodas, e um por vez. Ao longo desta campanha, os caminhões têm feito, em média, 600 pontos de vibração por dia, o que assegura uma marca de 7,2 mil geofones instalados diariamente. Além dos vibradores, a Petra e a Global mantêm dois tratores para recuperação de terra e mais uma pequena equipe responsável por verificar e consertar qualquer tipo de dano a cercas e porteiras de propriedades particulares. Dados da campanha Em média, o levantamento sísmico da Petra no São Francisco tem gerado um volume de informação de 3 gigabytes diariamente. No fim do dia, os dados são gravados em um HD externo e encaminhados ao escritório central da Global, em Patos de Minas, onde são novamente armazenados. Na chamada sala de Controle de Qualidade, uma equipe da Global avalia a razão sinal-ruído e outros pontos importantes de verificação. As informações são analisadas ainda pela GS, empresa do Rio Grande do Norte contratada pela Petra para fiscalizar a qualidade do dado coletado. Cumprido todos esses trâmites, os dados são repassados, via FTP, para a GPGeo e a Landmark, que cuidam do processamento das informações. Petra terá de perfurar 7 poços até 2012 Por força do compromisso com a ANP, a Petra terá a difícil tarefa de perfurar sete poços até março de 2012, quando expira o prazo da segunda fase de seu programa exploratório mínimo. O investimento por poço é estimado em US$ 8 milhões. Para cumprir esse programa, a petroleira contratou por um ano uma sonda automatizada da Drillmac que acaba de ser construída e negocia o aluguel de outras unidades. Trazido da Itália, o novo equipamento tem capacidade para perfurar poços de até 5 mil m. A sonda deverá chegar ao Brasil em agosto, estando pronta para operar em setembro. A Petra pretende iniciar a perfuração de dois novos poços entre setembro e outubro, um com a BCH-2 e outro com o novo equipamento da Drillmac. Uma das perfurações será no SF-T-118, na região de João Pinheiro, onde a Petrobras perfura no momento seu primeiro poço, e a outra no SF-T-125, em Presidente Olegário. O mais provável é que a sonda da Drillmac estreie no SF-T-125, onde a perfuração deverá atingir profundidade de 3,2 mil m. Já o poço pioneiro no SF-T-118 deverá atingir 2,7 mil m. Até o início do próximo mês, a Petra espera alugar mais uma sonda de perfuração, vinda do exterior. O negócio está sendo avaliado, mas a petroleira não divulga detalhes. Há ainda a possibilidade de buscar uma quarta sonda no mercado brasileiro. “Estamos buscando equipamentos para garantir nosso programa de perfuração. Nem que seja para que todos os poços iniciem a perfuração antes do fim do prazo exploratório, mas não a concluam até essa data. Se esse for o caso, solicitaremos uma pequena extensão de prazo à ANP”, afirma Renato Fonseca, diretor-executivo do escritório da Petra em Belo Horizonte. A locação dos outros quatro poços será definida com base nos dados sísmicos coletados daqui para a frente. Sabe-se apenas que a perfuração nos blocos SF-T-92, SF-T-119 e SF-T-126 será executada num outro estágio, já que o prazo do programa exploratório destes projetos só expira em 2014. Antecipando-se ao resultado da perfuração e reconhecendo a dificuldade de explotação dos reservatórios fechados do São Francisco, a Petra negocia parcerias tecnológicas voltadas ao desenvolvimento de uma eventual descoberta na região. Fonseca adianta que as negociações estão sendo feitas com Weatherford, Schlumberger e Halliburton. “A intenção é buscar parcerias para desenvolver nossos projetos de forma mais rápida e eficiente”, reforça o executivo. Em caso de sucesso, a petroleira estima colocar em operação sua descoberta no prazo de dois anos a quatro anos. A saga de Oséas, o 1o poço da Petrobras A perfuração do primeiro poço na Bacia do São Francisco após a quebra do monopólio, Oséas (1-OSA-1-MG), foi difícil. Realizada em uma locação a 17 km da cidade de Brasilândia de Minas, a campanha consumiu nada menos que sete meses e 17 dias, tendo sido iniciada em 24 de setembro de 2010 e finalizada em 11 de maio deste ano, quando foi atingida a profundidade final de 3.408 m. A campanha comprovou a existência de indícios de gás natural, mas não em escala comercial e, por isso, foi o poço foi abandonado. O objetivo principal da Petrobras na perfuração estava voltado à profundidade de 3 mil m, embora o poço tenha sido mais profundo. Antes do poço pioneiro, a Petrobras contratou, em 2009, a PGS para coletar 450 km de dados sísmicos 2D, a partir do uso de explosivos. Além dos blocos SF-T-111 e SF-T-112, a Petrobras mantém outras duas áreas exploratórias no São Francisco, SF-T-101 e SF-T-102, todos localizados no noroeste de Minas Gerais e adquiridos na 7a rodada da ANP, em 2005. Juntos, os blocos totalizam uma área de cerca de 11,8 mil km2, que se estendem por 11 municípios. Até pouco tempo, a petroleira detinha ainda outros dois ativos na bacia, devolvidos logo após a saída da BG do projeto. Rocha exige mais brocas e tempo Perfurar poços no São Francisco não é tarefa fácil. A resistência das rochas da bacia tem exigido um esforço extra das petroleiras em suas campanhas, tanto em relação ao desgaste de equipamentos, como brocas e colunas, quanto ao tempo de duração das campanhas. Os indicadores são realmente impressionantes, sobretudo se comparados a outras bacias terrestres. Enquanto na maioria das campanhas onshore são utilizadas uma média de no máximo sete brocas por poço, no São Francisco o poço já concluído com melhor indicador, o 1-ORTENG-1-MG, demandou a utilização de 20 delas, em uma campanha que durou três meses. O poço atingiu profundidade final de 2,4 mil m. Na perfuração de Oséas (1-OSA-1-MG), seu poço pioneiro no bloco SF-T-112, a Petrobras usou nada menos que 22 brocas para alcançar a profundidade final de 3.408 m. Já a Petra, que até o fechamento desta edição havia chegado à profundidade de 550 m no poço que está perfurando no SF-T-128, já havia utilizado cinco brocas. Por conta desse problema, as operadoras têm sido obrigadas com frequência a interromper a perfuração para verificar o desgaste dos principais equipamentos. É feita a medição do diâmetro das brocas e dos dutos para verificar o percentual de perda dos diâmetros. No que diz respeito ao tempo, o poço pioneiro da Petrobras também lidera as estatísticas, com indicadores impressionantes. A campanha se estendeu por quase oito meses, tempo próximo da perfuração do primeiro poço do pré-sal, ou suficiente para perfurar pelo menos três poços dessa profundidade em ambientes convencionais. No poço da Petra, foram necessários 16 dias para atingir os primeiros 90 m. De modo geral, em bacias tradicionais terrestres é possível perfurar essa profundidade em menos de um dia. Há registros de perfurações na Bacia Potiguar que atingiram a marca de 400 m em apenas um dia. Apesar desses indicadores pouco favoráveis, a Petra assegura que o rendimento da perfuração melhorou a partir dos 150 m, faixa na qual o reservatório começa a apresentar menos resistência. A expectativa, agora, é de manter um ritmo de 50 m por dia. Com 35 anos de experiência em campanhas terrestres no Recôncavo, Sergipe, Potiguar e Espírito Santo, Claudionor Calixto, responsável pelo poço da Petra e funcionário aposentado da Petrobras, afirma nunca ter visto uma bacia como a do São Francisco. “Cada poço é sempre uma história diferente, mas aqui isso é ainda mais presente por causa da forte resistência das rochas. O desafio de operar em uma bacia pouco conhecida é grande”, afirma Calixto, que comandou também a perfuração do poço pioneiro da Orteng no São Francisco. Vale ingressa no São Francisco A Shell está perto de dividir o risco exploratório de sua campanha na Bacia do São Francisco. A petroleira aguarda apenas o aval da ANP para oficializar um farm-out com a Vale nos cinco blocos que opera na região. A operação começou a ser negociada no início do ano e está sendo conduzida no mais absoluto sigilo. O negócio entre as duas companhias foi firmado recentemente e já foi encaminhado para a avaliação da agência. Se confirmado, a Shell passará a deter 60% de participação nos ativos, mantendo a posição de operadora, enquanto a Vale ficará com os 40% restantes. Depois de aprovado, a Vale passará a deter participação em 24 blocos exploratórios no Brasil, espalhados pelas bacias do Espírito Santo, Pará-Maranhão, Parnaíba e Santos. Curiosidade mineira Alheios aos senões, os mineiros comemoram a descoberta da Orteng e aguardam com grande expectativa o resultado das outras perfurações. A notícia de que foi encontrado gás na região de Morada Nova de Minas já se propagou, e hoje, seja em Belo Horizonte ou nas cidades do interior localizadas no entorno das locações dos novos poços, como Corinto e João Pinheiro, a atividade de E&P passou a ser tema de quase todas as rodas de conversa. De uma hora para outra todos passaram a entender do assunto, mesmo que superficialmente. O interesse principal está em saber se há ou não descoberta de fato em Minas Gerais – ou seja, se o estado entrará de fato na rota do petróleo, como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Em qualquer barzinho, seja na beira de estradas de terra ou de asfalto, em qualquer comércio ou em casas afastadas, as perguntas são quase sempre as mesmas: “Você estava lá no poço? É verdade que tem gás aqui?”. Brasilândia renovada pela Petrobras Das 90 pessoas que trabalham hoje na locação, 30 são de Brasilândia de Minas. Foram trazidos também alguns trabalhadores de Brasília. Todo o suporte à atividade vem sendo dado, na maioria dos casos, por Brasilândia de Minas. Com 14 mil habitantes, a pequena cidade vem se transformando desde a chegada da Petrobras na região, em 2009, desenvolvendo certa infraestrutura de comércio para atender à campanha de estreia. De acordo com Heitor Roberto Furrechi, responsável pela coordenação da campanha exploratória da Petrobras na Bacia do São Francisco, as mudanças locais são visíveis e animadoras. “Muitos comerciantes enxergaram a oportunidade e investiram para modernizar seus negócios ou abrir novos projetos, movimentando a economia local. Foi montada até uma lavanderia industrial na cidade”, conta. Hoje, todo o serviço de catering e de lavanderia da locação em João Pinheiro é atendido por empresas de Brasilândia de Minas. Em contrapartida, a Petrobras tem recuperado pequenas pontes e estradas de terra ao redor de suas locações. FONTE: Revista Brasil Energia Link:http://www.gasbrasil.com.br/noticia/...otCodNot=50026 |
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In the brig
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Gastos do governo de Minas com combustível podem cair 50% com uso de GNV
Secretaria de Planejamento e Gestão lançou nesta segunda-feira a campanha Vou no Gás, para incentivar uso do combustível João Henrique do Vale - Frederico Bottrel - Estado de Minas Publicação: 22/08/2011 17:07 Atualização: 22/08/2011 18:12 O governo de Minas Gerais vai converter mil veículos, de uma frota de 21 mil, para o Gás Natural Veicular (GNV). Com a medida, o estado pode reduzir em até 50% os gastos com abastecimento de carros, que hoje é de R$ 56 milhões por ano. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira, pela secretária de Planejamento e Gestão do Estado, Renata Vilhena, durante o lançamento da campanha Vou no Gás, da Companhia de Gás de Minas Geriais “A descoberta do potencial de gás em Minas trouxe uma revolução econômica que transforma o gás em uma das apostas na economia e sustentabilidade do Estado”, afirmou a secretária. Segundo Vilhena, a medida tomada pelo governo deve ser expandida posteriormente. Durante a campanha, os motoristas que converterem o veículo para GNV ganharão bônus de 300 metros cúbicos de gás, concedidos pelo governo. Veja o regulamento no site oficial da promoção. Já os taxistas que usarem o combustível vão receber o benefício de 600 metros cúbicos de gás. Além disso, esses profissionais terão uma linha de financiamento da Caixa Econômica Federal para a compra do kit de conversão. A troca poderá ser paga em até 48 vezes. Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/eco...o-de-gnv.shtml ![]() Como que converter 1mil carros de uma forta de 21 mil pode reduzir em 50% o gasto com combustível? ![]() De toda forma, isso que é contar com ovo no ... da galinha.
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In the brig
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Incentivo.Cadeia do etanol está revoltada com campanha da Gasmig, que compara GNV com etanol
Decreto impede conversão de frota do Estado para gás Presidente de sindicato reclama que ICMS é desigual para combustíveis Publicado no Jornal OTEMPO em 26/08/2011 QUEILA ARIADNEFOTO: BRUNO FIGUEIREDO/11.9.2008 ![]() Estímulo. Quem converter ou comprar um carro zero movido à GNV vai ganhar até 600 m³; Gasmig quer elevar frota em 10 mil veículos Um decreto de 2009 pode colocar por água abaixo as intenções da Gasmig de converter a frota do governo de Minas Gerais para Gás Natural Veicular (GNV). A proposta é parte da campanha "Vou no gás", lançada na última segunda-feira para estimular o uso desse combustível. A estatal firmou um termo de cooperação técnica com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para converter os veículos do Estado para esse combustível. Mas o decreto 45.229, assinado em 13 de dezembro de 2009 pelo então governador Aécio Neves, obriga que a frota use preferencialmente etanol para reduzir as emissões de poluentes. Em seu artigo 6º, inciso II, o decreto afirma que, para sua frota, "será obrigatória a utilização de álcool combustível - etanol-, desde que haja disponibilidade". "Para que essa ideia de conversão para GNV aconteça, o Estado vai ter que fazer outro decreto, pois o Aécio Neves, quando era governador, firmou esse compromisso para a redução do lançamento de gases poluentes. É uma questão ambiental", questionou o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Cotta Martins. A Seplag esclarece, via assessoria de imprensa, que o decreto está em vigor e que o termo assinado é apenas para um projeto-piloto para estudar a conversão. Segundo Martins, o setor do etanol está revoltado com a forma como a Gasmig estaria conduzindo a campanha, sob a chancela do governo de Minas. "Não temos nada contra o gás natural e nem contra a Gasmig, mas a empresa está denegrindo o etanol ao compará-lo com o GNV. Eles têm que falar das qualidades deles e não ficar comparando com o álcool", reclamou. Segundo dados da Gasmig, enquanto um carro percorre 13 km com GNV, faz 10 km com um litro de gasolina e, no caso do álcool, apenas 7 km. Hoje, o preço médio do etanol em Belo Horizonte é de R$ 2,11 e o do metro cúbico do GNV é R$ 1,55. "Temos que lembrar que, enquanto a alíquota de ICMS do gás é de 18%, a nossa é de 22%", questionou Martins. O presidente do Siamig afirma ainda que já procurou o governo do Estado para questionar a forma como a campanha da Gasmig vem sendo divulgada. "O Estado tem que lembrar que todo o GNV vem do Rio de Janeiro e gera emprego e renda lá. Já a cadeia do etanol gera mais de 80 mil empregos em Minas Gerais e as 43 usinas usam matéria prima presente em 115 municípios do Estado. Sem falar que o setor investiu cerca de US$ 5 bilhões desde 2003", disse. A Gasmig, por meio da assessoria de imprensa, diz que manterá a campanha. ![]() FOTO: LEO FONTES/23.11.2009 ![]() Produção de cana não está acompanhando a demanda do país Apagão Produção de cana-de-açúcar recua 4,22% na 1ª quinzena A produção de cana-de-açúcar continua em queda. Na primeira quinzena de agosto, foram 38,53 milhões de toneladas a região Centro-Sul, maior produtora do país. O montante é 4,22% menor do que as 40,23 toneladas do mesmo período do ano passado. O levantamento é da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única). A queda não afetou o volume do álcool anidro, misturado à gasolina. No acumulado de abril (início da safra) até 16 de agosto, a produção de anidro atingiu 4,50 bilhões de litros, contra 3,87 bilhões de litros registrados em 2010. Já a produção de álcool hidratado, o que abastece os carros, acumula 7,54 bilhões de litros de abril até 16 de agosto, uma queda de 31,09% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. Só na primeira quinzena de agosto, o volume produzido foi de 965,76 milhões de litros. Para o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, "os números da primeira quinzena de agosto e os acumulados da safra mostram que tanto a moagem, quanto a produção de etanol e açúcar seguem o ritmo esperado, considerando-se a baixa produtividade agrícola do canavial e o menor teor de sacarose por tonelada de cana processada". Segundo ele, apesar do cenário adverso, o setor sucroenergético segue priorizando a produção de etanol anidro para atender à demanda doméstica, já que existe o compromisso de entregar determinada carga para misturar à gasolina. O professor de política internacional da PUC-Minas, Ricardo Ghizi Corniglion, que está fazendo mestrado em energia, afirma que os preços do combustível tendem a continuar em alta. "Além da carga tributária, que poderia ser reduzida, falta mais regulamentação por parte da Agência Nacional de Petróleo (ANP)", diz. (QA) Bônus Campanha distribuirá até 600 m³ de gás A campanha "Vou no gás", lançada pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), promete distribuir 600 m³ do combustível para quem converter o veículo para Gás Natural Veicular (GNV). Com o objetivo de incentivar o uso desse combustível em Minas Gerais, a estatal tem a meta de ampliar em 10 mil unidades a frota de veículos movidos a gás no Estado, em um ano. Quem fizer a conversão ou comprar um carro zero quilômetro movido a gás natural vai ganhar um bônus suficiente para rodar de 4.000 km a 8.000 km. Quem comprou um carro zero movido a GNV, já de fábrica, após 1º de maio deste ano também terá direito ao benefício. O período de vigência da promoção é de 22 de agosto de 2011 a 22 de agosto de 2012, mas a utilização dos bônus de conversão poderá ser feita em até 300 dias após o término da campanha, ou seja, até 20 de junho de 2013. (QA) Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noti...,OTE&IdCanal=5 |
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In the brig
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![]() Eu até entendo a Seplag. Para tornar a exploração do gás ainda mais interessante é bom ter um mercado consumidor já formado. A questão tributária é um absurdo mesmo. Ao invés de reduzir a alícota do álcool para torná-lo mais competitivo aumentam a da gasolina. |
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A Global está fazendo análise do subsolo aqui no meu município. A estrutura realmente impressiona, 4 grandes caminhões, várias caminhonetes, muitos carros pequenos de apoio e uma equipe que envolve mais de 50 pessoas, muitos deles da Argentina e Bolívia.
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JK - O Presidente
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Se não for inconveniente, qual é o seu município?
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Varzelândia, município localizado no Norte de Minas, a 165 KM de Montes Claros e a 600 KM de BH. A população é em torno de 20.000 hab. O pessoal da Global ainda estão fazendo estudos nos municípios vizinhos de São João da Ponte, Ibiracatu, Pedras de Maria da Cruz e Lontra.
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JK - O Presidente
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Novas regar para se postar aqui
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JK - O Presidente
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MG pode ter produção de gás não-convencional em 2015
Um dos primeiros grupos empresariais a explorar as reservas de gás não convencional no País é o consórcio Cebasf, integrado pelas empresas Orteng, Codemig, Delp Engenharia e Inetame Energia. Recentemente, o grupo anunciou a descoberta de uma importante reserva de um gás chamado tight gas na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais. A expectativa é de começar a produção em 2015, podendo chegar a 8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), o equivalente a quase 13% da produção atual de gás natural no Brasil. Para tanto, o consórcio terá que superar uma série de barreiras para disponibilizar essa oferta ao mercado. O tight gas é tido como não convencional porque o gás natural está contido em arenitos ou em calcários de baixa permeabilidade. Em 2005, o consórcio arrematou o bloco exploratório SF-T-132 na 7ª Rodada de Licitações, organizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "Já existiam indícios de que havia gás na Bacia do São Francisco, mas só descobrimos que era não convencional à medida que os estudos evoluíram", afirma o diretor da Delp Engenharia, Humberto Zica, a qual detém 11% de participação no consórcio investidor. O consórcio já investiu cerca de R$ 30 milhões em estudos no bloco, que vão dos levantamentos sísmicos, geoquímicos e gravimétricos à colheita de amostras do gás e à perfuração do primeiro poço, o que ocorreu em 2010. O resultado disso foi a descoberta de uma reserva de tight gas, cujos volumes variam entre 176,5 bilhões de m³ e 194,6 bilhões de m³. "Agora, os desafios são colocar o bloco em produção e as maneiras de como escoar esse insumo", explica o executivo, que prevê a perfuração de dois novos poços ainda em 2012. Transporte Outro desafio a ser superado pelo consórcio com atuação em Minas Gerais é a falta de gasodutos para escoar o insumo da Bacia do São Francisco. Como historicamente a produção de gás se concentrou no litoral, não há infraestrutura desenvolvida para transportar a partir do interior do País. Em Minas Gerais, os únicos gasodutos em operação são o Rio - Belo Horizonte (Gasbel) I e II, que, de acordo com o executivo, não terão capacidade suficiente para escoar todo o insumo produzido na região. Outro mercado avaliado é o setor de mineração, atividade com forte presença em Minas Gerais. O executivo explica que há grande potencial para o uso do gás no processo conhecido como redução direta, em substituição ao carvão vegetal. "Há problemas rotineiros no licenciamento ambiental para o uso do carvão vegetal. O gás poderia ser usado para redução do minério, diminuindo os impactos ambientais", afirma Zica. Assim como as térmicas, as unidades de redução direta poderiam ser construídas próximas das áreas de produção de gás, minimizando a falta de gasodutos. Apesar de todas as dificuldades envolvidas, Zica afirma que a exploração das reservas de gás na Bacia do São Francisco foi uma boa oportunidade para iniciar os investimentos na indústria de petróleo. "Hoje, os projetos onshore (em terra) são voltados para as empresas de pequeno e médio porte, com limitação de capital. Não entraríamos em um empreendimento do pré-sal porque os investimentos são muito altos", justifica o executivo. Completa no link:http://www.gasbrasil.com.br/noticia/...otCodNot=51246 |
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Petrobras fará nova perfuração em MG
Pereira confirma prospecção no Noroeste de Minas A Petrobras vai perfurar outro poço em Brasilândia de Minas, no Noroeste do Estado, a cerca de 40 quilômetros do primeiro furo feito pela estatal. O material recolhido na prospecção inicial indica a existência de jazida de gás natural com viabilidade econômica. A empresa teria uma reserva de US$ 1,2 bilhão para a construção de duas usinas térmicas na região. leia mais em www.diariodocomercio.com.br . |
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Gás Natural: Primeiras pesquisas em MG dão pouco resultado
Dos 39 blocos na bacia do São Francisco, só um mostrou viabilidade econômica até agora. Até o momento, apenas um dos 39 blocos de exploração de gás natural já licitados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na bacia do rio São Francisco, em Minas Gerais, possui viabilidade comercial para ser explorado economicamente em quatro anos de pesquisas e perfurações. Os 39 blocos foram licitados nas sétima e décima rodadas de licitações da agência , realizadas em 2005 e 2009, respectivamente de acordo com os dados do Sistema de Informações Gerenciais de Exploração e Produção da ANP. O consórcio Cebasf, responsável pelo bloco SF-T-132, anunciou em junho a descoberta de pelo menos 194,6 bilhões de metros cúbicos de gás, o que já torna a exploração do combustível economicamente viável pelos próximos 25 anos. O volume de gás natural foi encontrado em apenas uma área de 400 km2 no município de Morada Nova de Minas. A jazida pode ser responsável pela geração de R$ 5 bilhões. O consórcio Cebasf é composto pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), com 49% de participação, a Orteng Equipamentos e Sistemas (30%), a Delp Engenharia (11%) e a Imetame (10%). Conforme informações divulgadas anteriormente pelo consórcio, a previsão é de que a produção de gás natural seja iniciada dentro de dois anos. E somente na área já mapeada a produção pode chegar a 8 milhões de metros cúbicos por dia, o que equivale aproximadamente a quase 30% dos 28 milhões de metros cúbicos de gás natural fornecidos diariamente pela Bolívia por meio do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Já a Petrobras, que detém a concessão de quatro blocos na bacia do São Francisco (SF-T-101, SF-T-102, SF-T-111 e SF-T-112), ainda não encontrou reservas com viabilidade comercial. Até o momento, segundo a estatal petrolífera, já foram investidos R $ 4 0 milhões somente na perfuração de dois poços, onde foram encontrados apenas "indícios de gás". No começo o deste mês, a empresa iniciou os trabalhos em um terceiro poço, que deverão ser concluídos até o final de março do ano que vem. Ao todo, a estatal já investiu mais de R$ 70,5 milhões naquela bacia. Segundo informações da Petrobras, a dificuldade — embora a bacia do São Francisco apresente várias evidências da existência de um sistema petrolífero gaseífero ativo — é sua área, que é muito extensa (350 mil km2), e seu potencial ainda é pouco conhecido. Somente em pesquisas sísmicas a Petrobras investiu cerca de R$ 30,5 milhões. Outras — Além do consórcio Cebasf e da Petrobras, possuem blocos exploratórios na região as empresas Imetame/Codemig e Cemig (um bloco); a Cisco Oil and Gas (um bloco); a Imetame, Orteng, Codemig, Cemig e Sipet (dois blocos), a Shell (cinco blocos) e a Petra Energia S/A (24 blocos). Esta última, sediada no Rio de Janeiro, anunciou recentemente junto à ANP descobertas de existência de gás na bacia do São Francisco, no bloco SF-T-128, localizado em Presidente Olegário, na região Noroeste de Minas. A empresa está perfurando um poço exploratório no município, com finalidade de confirmar a estru-tura geológica do solo e identificar as dimensões da reserva. Segundo informações da empresa, a perfuração faz parte de mais umaetapano processo de pesquisa em busca de possíveis reservatórios de gás na região. No documento, a empresa acrescenta que a eventual descoberta de gás só poderá ser ou não confirmada após a realização de testes do poço. Mesmo com a descoberta, ainda é necessário obter uma série de dados complementares, inclusive com a perfuração de outros poços, além de estudos de viabilidade econômica, para que se possa determinar o tamanho do reservatório e afirmar se existe uma reserva de gás com viabilidade econômica e tamanho necessário à exploração. FONTE: Diário do Comércio (MG) Link:http://www.gasbrasil.com.br/noticia/...otCodNot=52801
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#95 |
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JK - O Presidente
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Agora uma outra perspectiva:
Gas Energy estudará gás na Bacia do Rio São Francisco (MG)
A empresa foi contratada pela Cemig para fazer o estudo do desenvolvimento do mercado de gás da Bacia. Maior consultoria brasileira de gás, a Gas Energy foi contratada pela Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) para elaborar um estudo que, em dois meses, mapeará a oferta e os possíveis destinos para a comercialização de gás natural da porção mineira da Bacia do Rio São Francisco, uma área equivalente a 25% do estado. O estudo fará um levantamento das atividades de exploração e produção na Bacia do São Francisco e mostrará o estado geral das suas condições. O trabalho incluirá ainda uma análise com as possibilidades de monetização do gás a partir de uma pesquisa sobre as cadeias produtivas que poderiam se instalar na região, que abrange mais de 100 municípios. A Gas Energy desenvolverá trabalhos e produtos associados ao acompanhamento da exploração dos blocos da bacia. Seu escopo inclui relatórios de localização dos potenciais mercados consumidores de gás natural, mapa dinâmico em plataforma georreferenciada com informações estruturais e socioeconômicas da região, planilha para cálculo dos royalties e participações especiais, avaliação de custos de produção e preços de venda para o gás natural, entre outros temas. Por meio desse levantamento será possível acompanhar cada um dos 39 lotes para que se tenha uma ideia mais precisa do volume de gás existente na região, além de saber em que estágio de exploração os lotes se encontram e fazer uma análise econômica. Em caso de confirmação de alto potencial, o próximo passo será identificar quais empresas podem utilizar esse gás. Para isso, o estudo também destacará as empresas que fazem uso intensivo de energia, como é o caso de produtoras de alumínio, em que o insumo representa 60% dos custos de produção. A Cemig, em parceria com outras empresas, detém a concessão de quatro blocos exploratórios na Bacia do São Francisco. Esses blocos foram arrematados quando da realização da 10ª Rodada de Leilões da ANP, em dezembro/2008. Sobre a Gas Energy — empresa brasileira de assessoria empresarial nas áreas de gás natural e petroquímica, que desde 2005 tem forte atuação no setor de gás natural, com clientes em todos os seguimentos desta indústria. FONTE: Insight Engenharia de Comunicação & Marketing Link:http://www.gasbrasil.com.br/noticia/...otCodNot=52739
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Uma pergunta: de onde virá a água? Dos maiores problemas enfrentados nos EUA pelos estados onde há gás de xisto é a imensa quantidade de água necessária, e não me parece que o São Francisco tenha muita para ceder. (Seria necessário usar várias vezes a vazão do canal de transposição.)
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#97 | |
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JK - O Presidente
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Um dos primeiros grupos empresariais a explorar as reservas de gás não convencional no País é o consórcio Cebasf, integrado pelas empresas Orteng, Codemig, Delp Engenharia e Inetame Energia. Recentemente, o grupo anunciou a descoberta de uma importante reserva de um gás chamado tight gas na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais. A expectativa é de começar a produção em 2015, podendo chegar a 8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), o equivalente a quase 13% da produção atual de gás natural no Brasil. Para tanto, o consórcio terá que superar uma série de barreiras para disponibilizar essa oferta ao mercado. O tight gas é tido como não convencional porque o gás natural está contido em arenitos ou em calcários de baixa permeabilidade. Em 2005, o consórcio arrematou o bloco exploratório SF-T-132 na 7ª Rodada de Licitações, organizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "Já existiam indícios de que havia gás na Bacia do São Francisco, mas só descobrimos que era não convencional à medida que os estudos evoluíram", afirma o diretor da Delp Engenharia, Humberto Zica, a qual detém 11% de participação no consórcio investidor. O consórcio já investiu cerca de R$ 30 milhões em estudos no bloco, que vão dos levantamentos sísmicos, geoquímicos e gravimétricos à colheita de amostras do gás e à perfuração do primeiro poço, o que ocorreu em 2010. O resultado disso foi a descoberta de uma reserva de tight gas, cujos volumes variam entre 176,5 bilhões de m³ e 194,6 bilhões de m³. "Agora, os desafios são colocar o bloco em produção e as maneiras de como escoar esse insumo", explica o executivo, que prevê a perfuração de dois novos poços ainda em 2012. Entendo que é um gás de mais difícil extração pelo tipo de rocha, mas arenito ou calcário são rochas de xisto? Na reportagem não se fala no uso de água para explorá-lo!
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"Gás não convencional, tight gas" é a mesma coisa que gás de xisto. Ele tem que ser fraturado para fora da pedra, e isso demanda quantidades enormes de água. Nos EUA, está causando problemas igualmente enormes.
Aqui o artigo na wiki: http://en.wikipedia.org/wiki/Shale_gas A reportagem não fala do problema porque é um press release que quer vender isso como uma coisa boa. |
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#99 |
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E esse artigo aqui é especificamente sobre o método de exploração:
http://en.wikipedia.org/wiki/Hydraul...health_effects |
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JK - O Presidente
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![]() Bem voltando a esse gás será que a represa de Três Marias que é uma das maiores do Brasil, não poderia fornecer água? è tanta, mas tanta água assim para explorá-lo?
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Last edited by GIM; December 2nd, 2011 at 05:09 PM. |
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| energia, energiaelétrica, gásnatural, minasgerais, pesquisa |
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