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Old November 21st, 2011, 06:17 PM   #21
Thuin
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Corrijam-me se estiver enganado, mas a construção da nova pista de descida não fazia parte das obrigações contratuais da concessionária?
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Old November 21st, 2011, 06:44 PM   #22
joao_silva_silva
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Sim, mas o contrato de concessão previa um valor baixissímo para essa intervenção que não bancaria sequer a duplicação da pista no traçado atual. Por outros problemas no caixa de investimentos, a concessionária e ANTT acondaram em postergam as obras. Agora CCR NovaDutra e ANTT discutem aditamentos ao contrato para novas intervenções, entre elas duplicação da Serra das Araras (com diversas opções de traçado), novas marginais e serviços complementares na rodovia.
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Old November 22nd, 2011, 01:44 PM   #23
Fernandosp2010
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Para quem não conhece a Serra das Araras...

Não conheço o trecho pessoalmente (também nunca tive o prazer de conhecer pessoalmente o RJ) e realmente chega a ser ridículo e temerario um trecho assim separando as duas principais cidades do pais, agora a beleza da serra é algo a ser admirado....
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Old November 22nd, 2011, 01:46 PM   #24
Rodalvesdepaula
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É muito bonito, realmente. Mas, a pista de descida é algo patético. Até o trecho de serra da velha Central do Brasil é melhor que a da Dutra.
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Old March 2nd, 2012, 06:07 PM   #25
TEBC
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alguem sabe se com a construção e consequente ampliação da via marginal no trecho aruja-sao paulo, a atual via expressa da dutra sentido SP terá seu sentido convertido ao original sentido SP-RJ? Porque nao faz sentido termos praticamente tres vias com mais de 8 faixas sentido SP e apenas uma via sentido RJ com 4 faixas.. procurei informacoes mas nao encontro nada
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Old March 5th, 2012, 08:17 AM   #26
DannyelBrazil
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Acho que devem fazer uma nova pista de descida na Serra das Araras, mas jamais desativar o traçado atual, deixá-lo como rota turística.

É uma das paisagens mais lindas que temos em nossas rodovias e justamente o que favorece a visão de toda a Serra e da Baixada Fluminense são as curvas fechadas e precipícios.

Não acho a Dutra essa rodovia horrorosa que pintam aqui (uso ela demais em sua extensão inteira - ultimamente dando mais preferência a Ayrton Senna/Carvalho Pinto em SP).

A Dutra nem de longe pode ser comparada com as estradas privatizadas de SP, mas acho ela bem sinalizada e com asfalto decente.
O que torna ela perigosa é comportamento dos caminhoneiros malucos, sobretudo depois de Aparecida e até a Baixada Fluminense, onde há menos tráfego e também menos fiscalização.
Dá medo ver aqueles caminhões nas curvas andando acima da velocidade máxima.

De resto, adoro dirigir nela (tirando as regiões de perímetro urbano com seu tráfego pesado - sobretudo na chegada irritante ao Rio).
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Old March 5th, 2012, 08:18 AM   #27
DannyelBrazil
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E sim, uma auto-estrada até o Rio como prolongamento da Ayrton Senna/Carvalho Pinto seria perfeito.
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Old March 5th, 2012, 08:43 PM   #28
Ralph Yamaguti
Seriedade já
 
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Puxando o gancho do seu relato, aqueles caminhoneiros doidões não correm e, sim, pilotam.

No último julho de 2011, um FDP de um caminhoeiro quase colide no para-lamas dianteiro direito do meu carro, embora eu tivesse ligado a seta para ultrapassá-lo. Talvez o rebitezinho dele não tenha surtido efeito, hua hua hua!

Só quem dirige e encara o pé na estrada sabe muito o susto pelo qual poderá passar por causa desses irresponsáveis.

Até agora, essa maldita e inútil da CCR Nova Dutra não implanta a terceira faixa ao longo dos seus 402 quilômetros de extensão, o que é um absurdo e ainda tenho preocupação demasiada para eu dirigir naquela rodovia!

Concordo plenamente que a concessionária poderia preservar o trecho de descida da Serra das Araras para fins turísticos, uma vez que se oferece uma linda vista de seu entorno e, principalmente, de toda a Baixada Fluminense!
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Old March 5th, 2012, 08:49 PM   #29
Rodalvesdepaula
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Por outro lado, a MRS bem que poderia reativar o serviço rodotrem, que a RFFSA mantinha entre São Paulo e Rio de Janeiro:


http://vfco.brazilia.jor.br/vag/76rodoTrem.shtml

Muitos dos caminhoneiros que correm na Dutra usam rebite para não dormir e fazer o máximo de viagens possível. Acrescentem também à parte da frota sucateada (Mercedes-Benz L1113, Scania 111 "Jacaré" e até Fenemê caindo aos pedaços) e a Via Dutra se transforma numa bomba-relógio. E o mais revoltante é que algumas fábricas contratam qualquer um para transportar as suas cargas, geralmente com o caminhão todo velho e detonado.
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Old March 6th, 2012, 12:35 AM   #30
Evandro
Vada a bordo, cazzo!
 
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Essa foto acima é o sonho de qualquer motociclista que gosta de viajar, assim como eu...

Infelizmente a Dutra tem caminhões e carretas demais para pista de menos. E a pior coisa para um motociclista é ter que dividir espaço com caminhoneiros entupidos de rebite até o fiofó, o que é muito comum em nossas estradas.

E, assim como o DannyelBrazil, também sou favorável à um prolongamento da Carvalho Pinto até o RJ e, posteriormente, na transformação do trecho da Dutra na Serra das Araras em estrada-parque.
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Liberdade de expressão é um privilégio, não uma desculpa para fazer do mundo sua privada.


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Old March 6th, 2012, 01:08 AM   #31
DannyelBrazil
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É que comparando a Dutra com outras estradas brasileiras, acho-a até bem decente...
Pergunta a alguém de Foz do Iguaçu se eles não adorariam ter uma estrada como a Dutra no lugar da BR-277...
O problema de segurança na Dutra está muito mais na irresponsabilidade de quem dirige do que na estrada.

Minha grande crítica é ao fato de ser uma rodovia duplicada "simples" para ligar os dois maiores centros do Brasil, quando deveríamos ter uma rodovia a la Bandeirantes ou Imigrantes no trecho, sobretudo por cortar regiões desenvolvidas como os Vales dos Paraíba Paulista e Fluminense...
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Old March 6th, 2012, 01:11 AM   #32
DannyelBrazil
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Muitos dos caminhoneiros que correm na Dutra usam rebite para não dormir e fazer o máximo de viagens possível. Acrescentem também à parte da frota sucateada (Mercedes-Benz L1113, Scania 111 "Jacaré" e até Fenemê caindo aos pedaços) e a Via Dutra se transforma numa bomba-relógio. E o mais revoltante é que algumas fábricas contratam qualquer um para transportar as suas cargas, geralmente com o caminhão todo velho e detonado.
Apesar de ainda existir cacarecos transportando cargas no eixo Rio-SP, é visível que a frota tem sido renovada e de forma bem rápida, sobretudo pelas transportadoras...
Foi-se o tempo que a gente só via esses 1113 rodando por aí com mais de 20 anos de uso, eles estão se tornando até bem raros nas grandes rodovias. Em compensação, próximos a terminais portuários (sobretudo Santos e Itajaí), onde eles ainda são maioria.
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Old April 20th, 2012, 12:36 AM   #33
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DESLIZAMENTO

Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras

Publicado em 14/1/2011, às 19h43

Última atualização em 14/1/2011, às 19h42
Aurélio Paiva

Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.

No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.

A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.



Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.

Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.

Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.

Caraguatatuba

O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).

Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar.

Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.



Arquivo

Desabou: A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967
Arquivo

Caraguatatuba: As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967


Serra das Araras - 1967

‘Vimos mortos nas árvores, braços na lama'


Bárbara Osório-MacLaren nasceu na Alemanha em janeiro de 1939. Tendo sobrevivido à II Guerra Mundial, veio para o Brasil com a família em 1950, quando tinha 11 anos, atendendo a um chamado do avô materno, que já vivia no país.
Foi morar em São Paulo, na Tijuca Paulista, fez Admissão no Externato Pedro Dolle e, quando jovem, estudou no Ginásio Salete. Frequentava o Clube Floresta: "Nos encontrávamos (com os amigos) para nadar ou praticar outro esporte", relembra.

Em 1961, mudou-se para a Inglaterra. Seis anos depois, aos 28 anos de idade, voltou ao Brasil para rever os amigos.
Já no Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1967, às 23 horas, tomou um ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo. Um temporal desabou na Via Dutra, que acabara de ser duplicada. Nunca, naquela região, se havia visto ou iria se ver uma chuva tão forte quanto aquela que presenciava a jovem alemã e que ela relata a seguir:

- Dentro de 40 minutos, na Via Dutra, houve um temporal. O nosso ônibus já estava na subida, mas a estrada se abriu a nossa frente. Lá ficamos até a manhã do dia seguinte. Pela rádio ouvimos os gritos de pessoas em outros carros, estavam sufocando na lama.

Bárbara dá detalhes: "Pela manhã, descemos o morro a pé, vimos mortos nas arvores, braços na lama, as reportagens nos jornais falavam de mais de 400 mortos. Eu desmaiei no transporte de caminhão desta cena ao Centro do Rio. Quando acordei do coma ou desmaio, estava em Lisboa, Portugal. Em outras palavras, em vez de me levarem a um hospital no Rio, me despacharam para a Europa".

A experiência da jovem alemã, hoje com 72 anos, foi contada há dois anos em um depoimento ao site "São Paulo Minha Cidade" e dá a dimensão do que ocorreu na Serra das Araras em 1967.

Mas seu depoimento, 42 anos após a tragédia, é uma raridade. Há poucas histórias registradas sobre os acontecimentos da época, por duas razões: carência de boa cobertura jornalística, em virtude dos parcos recursos tecnológicos da imprensa no período, e o fato de que o episódio foi tão trágico que poucos sobreviveram para testemunhá-lo.

Outra das poucas histórias que sobreviveram também envolve um cidadão estrangeiro. É a história do motorista do ônibus prefixo 529 da Viação Cometa, que salvou a vida de quase todos os passageiros. O motorista, quando vislumbrou a tragédia que poderia se suceder, pediu que todos deixassem o ônibus, mas um estrangeiro recusou-se à deixar o veículo. Poucos minutos depois, uma rocha rolou e caiu sobre o ônibus, matando o estrangeiro.

Arquivo

Salvos: Ônibus da Viação Cometa na Serra das Araras, em 1967. Motorista só não salvou um passageiro

Advogado lembra trabalho de presos


O advogado Affonso José Soares, de Volta Redonda, que morava em Piraí na época da tragédia, lembrou que, na madrugada da tragédia na Serra das Araras, trabalhava em um habeas corpus para a libertação de sete presos. Eles haviam sido detidos, em flagrante, cerca de dois meses antes, praticando um jogo ilegal de aposta conhecido como "Jogo da Biquinha". Durante a madrugada, percebeu o barulho do estrondo, mas continuou o trabalho com o auxílio de um lampião, já que a cidade ficou às escuras por causa dos deslizamentos na serra.

- Estava trabalhando no meu escritório e escutei o estrondo por volta de uma ou duas horas da manhã. Estava trabalhando intensamente em um habeas corpus para sete presos que estavam na cadeia de Piraí e, quando as luzes se apagaram, tive que usar um lampião durante a madrugada toda - lembrou.

Na manhã seguinte, segundo ele, o município foi "invadido" por passageiros do Rio de Janeiro e de São Paulo, que ficaram impossibilitados de passar pela serra devido aos desmoronamentos e crateras.

- Foi uma ocorrência de acidente muito grave. Os ônibus de São Paulo e carros do Rio entravam em Piraí e não tinham como seguir viagem. O comércio foi praticamente invadido por passageiros. A tromba d'água tinha destruído praticamente todo o acesso. Na Serra das Araras, havia crateras enormes. Demoraram quatro ou cinco meses para restabelecer a situação - lembrou.

Antes do meio dia, no dia da tragédia, o advogado lembra que foi procurado pelo delegado que pediu sua ajuda para convencer os presidiários a colaborarem no resgate das vítimas.

- O contingente da delegacia era de cinco pessoas, entre policiais militares e civis e havia necessidade imediata de pessoas para realizar o trabalho de prestar socorro às vítimas presas nas crateras. O delegado acrescentou que os presos depositavam confiança em mim e me respeitavam e que eu poderia convencê-los a ajudar - continuou.

Ao dirigir-se àquele que seria o "líder" dos presos, Affonso recordou que frisou a oportunidade de os presos mostrarem humanidade e solidariedade.

- Falei que eles estavam tendo uma oportunidade de prestar um serviço público e demonstrar espírito solidário. Mesmo assim, lembrei que se esboçassem qualquer reação de rebeldia poderiam ter sérios problemas, porque eu tinha material suficiente para incriminá-los. Eles aceitaram e pediram para dizer que estavam nas mãos do delegado - acrescentou o advogado.

Os sete presos fizeram o trabalham mais pesado do salvamento: foram amarrados por cordas e descidos até o local em que estavam às vítimas. Além de auxiliar no salvamento e nos primeiros socorros aos sobreviventes, apanhavam corpos e os traziam abraçados.

"Eles eram fortes e fizeram um trabalho que ninguém queria fazer. Trabalharam por 48 horas e voltaram à delegacia para ajudar na parte burocrática", frisou Affonso.

Dias depois, por intermédio de um escrivão piraiense que vinha de São Paulo, Affonso descobriu que o trabalho executado pelos presos havia ido parar na primeira página do Jornal da Tarde com o título "Os sete homens bons". Sem pestanejar, anexou a reportagem ao processo que estava organizando.

- Apanhei a primeira página do Jornal da Tarde e juntei ao habeas corpus e tenho certeza que isso contribuiu para obter a liberação deles. Eles demonstraram seu lado humano, o de quem não é só criminoso, bandido - explicou.



Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/notic...#ixzz1e02oLgQ5
Nossa! Nao sabia dessas historias. Sao muito triste
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Old April 20th, 2012, 12:41 AM   #34
Rodalvesdepaula
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Se entrarem no acervo digital da Folha de São Paulo, verão que a tragédia foi terrível, mas terrível mesmo!
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Old April 20th, 2012, 02:44 PM   #35
Thuin
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E sim, uma auto-estrada até o Rio como prolongamento da Ayrton Senna/Carvalho Pinto seria perfeito.
Desnecessário. A Dutra não tem tráfego tão pesado assim fora de dias excepcionais, como feriados, e fora dos perímetros urbanos (a área com tráfego mais pesado é justamente aquela que já é servida pela Trabalhadores/Carvalho Pinto/Ayrton Senna). Vicinais na RMSP e na RMRJ, pista nova de descida nas Araras, contorno de San José Ocampo e talvez, no futuro, de Resende. Já basta.

Se além disso melhorar a situação da Central do Brasil (MRS) e fizer o TAV, deslocando tanto carga quanto passageiros para a ferrovia, isso que falei é o bastante pelo menos até 2075.
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Old April 25th, 2012, 03:25 AM   #36
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Fui até o Rio neste fim de semana e há um trecho próximo à Queluz em mão dupla, tendo em vista que a pista sentido Rio está em obras. Pelo que pude ver eles estão levantando esta pista, que ficou muito perto de uma das duas novas represas do Rio Paraíba.
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Old May 9th, 2012, 08:50 PM   #37
marcusmaia
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CCR NovaDutra entrega novo trecho de pistas marginais

Neste final de semana a CCR NovaDutra realiza a operação de liberação do último trecho das novas pistas marginais da Via Dutra em Guarulhos (SP), entre o km 215,7 e km 217, no sentido São Paulo.

Com a liberação do novo trecho, os motoristas que desejarem acessar o município de Guarulhos, Avenida Santos Dumont (Cumbica), Rodovia Hélio Smidt e Aeroporto Internacional de Guarulhos deverão utilizar este novo acesso, no km 215,7 da rodovia.

Com isso, o acesso que atualmente é realizado no km 217, acontecerá pelo novo trecho. Os usuários de transporte coletivo devem ter atenção aos locais de parada de ônibus que sofreram pequenas alterações.

Com a conclusão do último trecho, agora os motoristas que trafegam na região de Guarulhos contam com mais 6,4 quilômetros de novas pistas marginais, entre o km 215,7 e km 222,1, no sentido São Paulo, onde há ligação com a pista marginal já existente. As pistas marginais têm 14,80 metros de largura.

http://www.guarulhosweb.com.br/noticia.php?nr=46850
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Old May 11th, 2012, 02:46 AM   #38
caco
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Valor Econômico, 10 de maio de 2012

Governo avalia possibilidade de prorrogar concessões de rodovias

Por André Borges | De Brasília

O governo poderá prorrogar o prazo dos primeiros contratos de concessão de estradas federais firmados na década de 1990, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O alongamento dos contratos seria um meio de fazer com que as concessionárias assumissem obras que não estavam previstas no início das concessões, mas se tornaram indispensáveis por causa do aumento do tráfego. Com a dilatação dos prazos, o governo poderia diluir o pagamento dessa despesa nova e, assim, evitar que o custo extra fosse repassado para a tarifa de pedágio.

O ministro dos Transportes, Paulo Passos, promete uma decisão rápida, já que muitas intervenções necessárias ainda aguardam uma definição do governo. "Nós temos só dois caminhos: ou prorrogamos o contrato pelo tempo necessário para dar cobertura a esse investimento, ou vamos fazer como obra pública", diz Passos. "Temos obras de centenas de milhões de reais que precisam ser equacionadas. Vamos examinar prós e contras."

A decisão do governo esbarra em uma questão política. Todo debate gira em torno das seis concessões realizadas entre 1994 e 1997, quando 1.482 km de estradas foram passados para as empresas Nova Dutra, Ponte, Concer, CRT, Concepa e Ecosul. A chamada "primeira etapa" de concessão é constantemente criticada pelo governo do PT, que acusa os tucanos de terem imputado à população taxas extorsivas de pedágio. Prorrogar o prazo dessas concessões, portanto, seria a manutenção de uma situação que não privilegia o usuário.

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) defende a extensão do prazo. Segundo Moacyr Sevilha Duarte, diretor-presidente da instituição, o governo já tem instrumentos legais para garantir a ampliação, sem que isso aumente o preço do pedágio. Duarte cita o mecanismo de "fluxo de caixa marginal" criado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que viabiliza a realização de obras novas. "Entendemos que a única forma de viabilizar esses projetos é mesmo a prorrogação dos contratos. Com ela, pode até ser que haja queda de preço do pedágio", diz.

O Rio de Janeiro, dono de quatro trechos concedidos na década de 1990, é o principal interessado num desfecho para a situação. Ontem, após audiência pública realizada Câmara, o vice-governador carioca, Luiz Fernando Pezão (PMDB), fez um "apelo" ao ministro Paulo Passos para que dê um rumo às estradas que cortam o Estado fluminense.

"A prorrogação é o caminho mais barato e rápido para resolver os gargalos do Rio. Hoje o Estado só tem uma rodovia que não é concessionada, todas as outras já são. Nós estamos falando de concessões federais, portanto, é um problema do governo federal. O que cabia ao Estado do Rio, já fizemos", disse Pezão.

Para Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os dados mostram que a prorrogação das concessões não se justifica. "O melhor para o usuário é que essas concessões vençam e que novas licitações sejam feitas. Esses contratos são os mais frágeis possíveis", avalia Campos.

As concessões, segundo o coordenador do Ipea, foram realizadas num momento em que o país vivia uma fase econômica conturbada e a taxa básica de juros (Selic) e o risco-país eram bem mais elevados que as atuais. Além disso, o país ainda engatinhava na experiência de conceder estradas.

"As tarifas partiram de patamares muito elevados e, de lá para cá, cresceram muito acima da média, ficando 120% acima da inflação medida pelo IPCA nos últimos 15 anos. Não acredito que seja adequado prolongar uma situação assim", diz Campos.

A tarifa média federal das rodovias concedidas na primeira etapa é de R$ 9,86 a cada 100 kms rodados, média que cai para R$ 2,96 na segunda rodada de concessões, realizada pelo governo Lula a partir de 2008. Pesa contra essa segunda rodada, no entanto, a pecha de que o pedágio barato não garantiu estradas em boas condições.

Enquanto o governo não se decide, a Ponte Rio-Niterói aguarda o início de construção de um novo viaduto em sua saída para a capital. Um túnel está projetado para a BR-040 (RJ/MG), além de uma ponte desenhada sobre o rio Guaíba, no Rio Grande do Sul. "São obras para serem executadas em três, cinco anos, mas que não se pagariam durante o prazo que resta para as concessões, por isso a prorrogação é necessária", diz Moacyr Sevilha Duarte, da ABCR. As concessionárias Ponte e Concepa têm contratos com duração de 20 anos. As demais têm prazo de 25 anos.

http://www.valor.com.br/brasil/26530...es-de-rodovias
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Old May 11th, 2012, 02:48 AM   #39
caco
Crucismogiensis
 
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seria a oportunidade da Nova Dutra construir a nova pista descendente da Serra das Araras e outras obras urgentes, como as marginais de Taubaté.
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Old May 11th, 2012, 02:30 PM   #40
Thuin
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Vão prorrogar a concessão para que a empresa cumpra o que se comprometeu a fazer quando da assinatura original do contrato.

Antes de fazer isso, dá pra deixar eu passar na farmácia e comprar um pouco de hipoglós?
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