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Old January 30th, 2011, 06:13 PM   #1
marcos.bh
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Usinas Solares

Thread criado para receber notícias sobre projetos, construção e operação de Usinas Solares, bem como discussão sobre o tema.

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Sahara Forest Project



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Ivanpah Solar Energy Generating System



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Central Solar Fotovoltaica de Amareleja - Portugal

Potência Instalada Atual: 46,41 MW
Potência Projetada: 66,41 MW



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Usina MPX Tauá - CE

Potência Instalada Atual: 1 MW
Potência Projetada: 50 MW




Last edited by marcos.bh; May 27th, 2011 at 01:26 AM.
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Old January 30th, 2011, 06:14 PM   #2
marcos.bh
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Old January 30th, 2011, 06:17 PM   #3
marcos.bh
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Petrolina terá projeto piloto de energia solar

Postado em "O Leão do Norte - V Edição":

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Originally Posted by Edson Carlos Lins View Post
Usina, que será implantada no mês de abril, deverá produzir 1 megawatt de energia elétrica através do calor produzido pela luz do Sol. Investimento dos governos estadual e federal é de R$ 23 milhões


O município de Petrolina, no Sertão pernambucano, irá receber um projeto piloto de geração de energia solar. A planta da usina heliotérmica foi garantida em convênio assinado no dia 31 de dezembro entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma). Serão investidos R$ 23 milhões, sendo R$ 18 milhões do Fundo Setorial de Energia (CT-Energ) e R$ 5 milhões da Sectma. Projeto será implantado até o início de abril, de acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Marcelino Granja.


A usina deverá produzir 1 megawatt de energia elétrica através do calor absorvido da luz do Sol. "O projeto piloto deverá contribuir para a formação de profissionais especializados, além de ajudar no desenvolvimento e fomento de novas tecnologias no setor de energias renováveis", explica Marcelino Granja. Um comitê gestor será responsável pelo acompanhamento das atividades.



O projeto no Sertão pernambucano terá ampla diversidade tecnológica e diversos sistemas, seguindo experiências já existentes no exterior. A primeira tecnologia implantada será de cilindros parabólicos - placas espelhadas em formato côncavo. Também estão previstas a instalação de uma torre central e discos parabólicos.



O trabalho será realizado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), entidade ligada à Eletrobrás, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). Esta semana, técnicos da Chesf deverão visitar a cidade para escolher o local onde a planta será instalada.



Noronha



O governo do Estado tem interesse em desenvolver projeto semelhante em Fernando de Noronha. Os estudos para viabilidade do projeto e instalação de uma planta estão sendo definidos. "Queremos produzir energia elétrica a partir da luz do sol no arquipélago ainda em 2011. O governo está empenhado em ampliar as matrizes energéticas renováveis", disse Marcelino Granja. Atualmente, a ilha é abastecida por uma usina termoelétrica. A usina de energia solar deverá incrementar o abastecimento da ilha entre 10% e 20%.



De acordo com o diretor de articulação e infraestrutura da ilha, Gustavo Araújo, a usina poderá ser instalada em um terreno de seis mil metros quadrados no bairro do Boldró. O local foi ocupado por uma base militar americana na Segunda Guerra Mundial. "Temos uma termoelétrica moderna, com equipamentos que economizam a queima do diesel para a geração de energia. Mas não é o modelo ideal para produção de energia elétrica na ilha", explica. A produção de energia solar já foi apontada como solução de fontes renováveis em estudo realizado em 2008, por um grupo de trabalho do Estado.



Em 2009, uma tempestade destruiu uma turbina de geração de energia eólica na ilha. O equipamento, instalado em 2002, ainda está no local, mas não funciona, e é considerado ultrapassado. A administração de Fernando de Noronha está com dificuldades de encontrar nova turbina que se adeque ao equipamento.

(Mariana Araújo)

(Jornal do Commercio, 16/1)

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75978
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Old January 30th, 2011, 06:22 PM   #4
marcos.bh
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GERAÇÃO DE ENERGIA

Postado em "Notícias do Ceará II":

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Originally Posted by \Felippe/ View Post
Painéis solares da Usina de Tauá já estão no CE

Trabalhos na planta seguem acelerados rumo ao início das operações, em abril. Capacidade pode chegar a 50 MW


Equipamentos chegarão a Tauá até o fim da semana. Energia Pecém vai iniciar operação comercial em 15 de setembro
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Os painéis fotovoltaicos que serão utilizados para a geração de energia a partir da matriz solar na Usina de Tauá já estão em solo cearense. Os equipamentos chegaram na última semana e aguardam apenas os últimos desembaraços alfandegários no Porto do Pecém para que sejam encaminhados ao local onde ficará encravado o empreendimento, o que deve ocorrer nos próximos dias. A informação é do presidente da MPX Pecém II, Marcus Temke, que participou ontem, em São Gonçalo do Amarante, da assinatura do projeto de responsabilidade social entre a empresa, o município e a Inmed Brasil.

Conforme o executivo, as operações da planta deverão ser iniciadas em abril próximo, já que as obras civis do projeto foram concluídas. Com a chegada dos painéis solares em Tauá, deve começar o processo de montagem dos equipamentos nas estruturas, além de toda a parte de cabeamento elétrico que irá conectá-los à subestação e às linhas de transmissão, integrando-a ao Sistema Interligado Nacional (SIN). "Essa energia gerada em Tauá vai poder ser comprada em Fortaleza, em São Paulo, ou em qualquer outro lugar do Brasil", garante.

Ampliação até 50 MW

A MPX Tauá terá capacidade instalada inicial de 1 MW, o que será suficiente para abastecer, em média, 1.500 residências, mas o projeto já possui licenças da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) para gerar 5 MW. E a planta prevê uma expansão ainda maior, podendo atingir 50 MW. "Essa ampliação é feita com a instalação de mais painéis solares, que vão sendo montados em série e em paralelo. Atingir os 5MW de capacidade que estão licenciados, a gente tem intenção de fazer bastante rápido, mas como toda energia inovadora, depende de muita pesquisa e incentivos", pondera Marcus Temke.

Incentivos

Os incentivos estão na pauta da MPX para viabilizar a ampliação da usina à capacidade máxima, mas atualmente não há nada definido. O Fies (Fundo de Incentivo à Energia Solar), que visa criar uma ambiência para atrair empreses interessadas na geração dessa matriz energética, é um caminho, mas ainda falta estabelecer algumas pendências. "Se você for ver hoje os países que têm uma geração de energia solar muito forte, como Alemanha, Espanha e EUA, em todos eles, o que fez a energia solar deslanchar foi a criação de incentivos. Uma vez que você os cria, começa a aumentar a escala de produção, reduz o custo e traz pesquisa", explica o presidente da Pecém II.

A usina solar da MPX, empresa do grupo EBX de Eike Batista, será a primeira de energia solar comercial do Brasil. No total, está sendo investido um montante de R$ 10 milhões no empreendimento.

Termelétricas

A termelétrica Energia Pecém, parceria da MPX com a portuguesa EDP, já está com 60% das obras concluídas e deve começar a operar em escala comercial a partir de 15 de setembro, dentro do cronograma estabelecido, conforme informou Marcus Temke. Logo em março, serão iniciados testes, os quais devem ter duração de seis meses. Assim que essa fase for concluída, a termo começará sua produção, e a energia gerada será integrada ao sistema nacional.

A MPX Pecém II, cujas obras foram iniciadas em novembro de 2008, teve uma antecipação na execução dos trabalhos e está prevista para operar a partir de abril do ano que vem. Os dois empreendimentos detêm todas as licenças necessárias, exceto a de operação, que só é obtida às vésperas da operação, quando o órgão fiscalizador ambiental irá confirmar o cumprimento de todos os tópicos acordados com as licenças prévia e de instalação.

Na edificação das duas usinas, estão trabalhando diretamente cerca de 5.500 operários. Na operação, fala-se na criação de 300 empregos, dos quais toda a equipe de operação e manutenção para as plantas já está contratada.

Responsabilidade social

Ontem, a MPX apresentou a iniciativa voluntária "Crianças Saudáveis, Futuro Saudável", que será executada em São Gonçalo promovendo ações voltadas à educação sanitária e nutricional com professores e alunos da rede municipal.

Aporte

10 mi de reais é o valor que está sendo investido pela MPX para a implantação do projeto em Tauá, o primeiro de energia solar comercial do País. A capacidade instalada inicial é de 1 MW.

fonte:http://diariodonordeste.globo.com/ma...?codigo=920209
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Old January 30th, 2011, 06:26 PM   #5
marcos.bh
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Postado em "Piauí Notícias":

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Originally Posted by AyrtonB View Post
Multinacional pretende instalar usina solar em Ribeiro Gonçalves

A empresa multinacional Abengoa Brasil está desenvolvendo projeto para gerar energia solar no Piauí, que a principio a usina deve ser instalada no município de Ribeiro Gonçalves.

A Abengoa Brasil é responsável pela instalação de transmissão de energia “pesada” na região Sul, sendo as subestações e linhas de transmissão da região de Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí, por meio de licitações promovidas pela Anel.

Com a usina instalada no Piauí, a multinacional pretende gerar energia solar em torno de 3 megawatts, sendo que parte da energia gerada servirá para suprir serviços internos da rede de subestação e da linha da região de Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí.

Há uma discussão em torno de ser colocado na rede de suprimento local ou na rede de distribuição da Cepisa, sendo que o maior objetivo do empreendimento é beneficiamento da comunidade da região, afirma Marcelo, representante da multinacional.

Os representantes da empresa Abengoa Brasil já se reuniram com o governador Wilson Martins, que demonstrou interesse em estreitar laços comerciais para buscar parcerias que possibilitam desenvolver o Estado do Piauí.


Fonte: CCOM


http://www.meionorte.com/ribeirogonc...es-152489.html
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Old January 30th, 2011, 06:34 PM   #6
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Postado em "Notícias do Ceará II":

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Originally Posted by D'Neto View Post
Início da construção da MPX Tauá.

Primeira usina de ENERGIA SOLAR da América do Sul.


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Fotos: Flickr do Grupo EBX (Eike Batista).
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Old January 30th, 2011, 06:50 PM   #7
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Originally Posted by L. Marroquim View Post
Ministro anuncia instalação de unidades solar heliotérmicas em Petrolina

Em nova viagem à Pernambuco, o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sérgio Machado Rezende, cumpriu, ontem pela manhã, rápida, mas intensa agenda de compromissos no Recife. O ministro anunciou repasse na ordem de R$ 35 milhões, já nos próximos dias, para a instalação de unidades solar heliotérmicas no município de Petrolina, no Sertão do São Francisco.

“Esse projeto para Petrolina é pioneiro. São espelhos que serão instalados em direção do sol”, detalhou o ministro. O programa é uma parceria de várias entidades, entre elas a Eletrobras e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para onde, ao fim da gestão, o ministro retornará as suas atividades como professor. “Eu irei dedicar grande parte da minha energia a esse projeto. Além dele, irei acompanhar tudo o que está sendo feito no Centro de Tecnologia Estratégico de Pernambuco (Cetene), que tem um laboratório em nanotecnologia“, completou.

Sergio fez também um balanço da sua gestão e considerou positiva as ações implementadas durante os últimos cinco anos e meio. Sérgio Rezende ocupará a pasta até o final deste ano. Ele deverá ser substituído pelo senador do PT Aloizio Mercadante.

Nesta segunda-feira, ele fez um balanço do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI), que, só neste ano, ressaltou, permitiu a execução em capital e custeio de R$ 6,6 bilhões, número 67% maior que o de 2006. Nos últimos quatro anos, destacou Resende, foram investidos R$ 41,2 bilhões no setor.

“Esse aumento representa uma mudança de patamar no financiamento da ciência e da tecnologia no Brasil. Os números cresceram, em oito anos, a fatores de quatro a dez“, detalhou o ministro. Os recursos investidos em bolsas para formação profissional, por meio do Capes e Cnpqs, passaram de R$ 813 milhões, em 2001, para 2,8 bilhões, em 2010. Em 2009, foram titulados 38,8 mil mestres e 14,4 mil doutores. Entre 2003 e 2009, as pós-graduações cresceram 50%.


http://www.carlosbritto.com/ministro...-em-petrolina/
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Old January 30th, 2011, 07:04 PM   #8
marcos.bh
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Postado em "Notícias do Ceará II":

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Originally Posted by \Felippe/ View Post
Construção de usina solar em Tauá avança
MPX Tauá inicia construção da casa dos inversores, casa de apoio guarita e executa medição topográfica


MPX Tauá vai começar a produzir um Megawatt em março de 2011. Após a ampliação, passa a gerar 5 MW

A construção da usina solar MPX Tauá avança. A empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que iniciou a implantação da casa dos inversores, responsáveis pela conversão da corrente contínua gerada nos painéis solares, em corrente alternada para fornecer energia ao sistema elétrico da Coelce.

Prevista para entrar em operação em março do próximo ano, a empresa começou a construir mais dois prédios: a Casa de Apoio (onde ficará a sala de controle e o centro de recepção a visitantes) e a Guarita de Controle de Acesso. Na semana passada, foi concluído o trabalho de terraplanagem e drenagem da via de acesso da área destinada à implantação dos painéis solares. A usina é a primeira de energia solar comercial do Brasil. Em paralelo à construção das edificações, a MPX executará a medição topográfica da área onde serão instalados as estruturas metálicas para apoio dos painéis solares, previstas para chegar em dezembro.

Produção

A usina terá capacidade instalada inicial de 1MW, o suficiente para abastecer, em média, 1.500 residências. O projeto da usina solar é resultado de iniciativas em pesquisa e desenvolvimento da MPX, empresa de energia do grupo EBX de Eike Batista. O início da operação da usina está programado para março de 2011 e, no total, serão investidos cerca de R$ 10 milhões neste empreendimento.

As obras para a instalação da usina foram iniciadas no mês de setembro de 2010. A MPX Tauá ocupará uma área de 12 mil metros quadrados e terá 4.680 painéis fotovoltaicos que captarão a luz do sol para a transformação em energia elétrica. A MPX já possui autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semace) para a ampliação da capacidade da planta para 5 MW.

A MPX é a empresa de energia do Grupo EBX com portfólio de projetos de geração térmica e energia renovável que a posicionam estrategicamente para se tornar uma geradora privada líder no setor elétrico brasileiro.

A companhia possui quatro empreendimentos em construção no Maranhão e no Ceará, com investimentos de mais de R$ 4 bilhões e contratação direta de mais de 8 mil pessoas. Detém, ainda, sete novos projetos no Brasil e no Chile, totalizando mais de 10 GW de capacidade, além de ativos de classe mundial de carvão e gás natural na Colômbia e no Brasil, com flexibilidade para suprir as plantas próprias ou o mercado internacional.

fonte: http://diariodonordeste.globo.com/ma...?codigo=894433
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Old January 30th, 2011, 07:08 PM   #9
marcos.bh
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Postado em "Notícias":

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Originally Posted by amsincero1 View Post
Brasil economizaria até R$ 1 trilhão se adotasse fontes renováveis de energia, diz Greenpeace

“O Brasil pode crescer e gerar mais empregos se apostar em energia renovável no futuro”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace. A ONG ambientalista lançou durante a COP-16, Conferência do Clima, que ocorre até 10 de dezembro, em Cancún, no México, a 2ª edição do relatório “Revolução Energética”.

Segundo a ONG, até 2050, mesmo com a economia crescente, 93% da eletricidade do país pode vir de fontes renováveis de energia, como a solar, eólica e biomassa. Assim, seria possível economizar de R$ 100 bilhões a R$ 1 trilhão neste período.

Em emissões de gases o negócio seria ainda melhor: de 147 milhões de toneladas de CO2 (se os planos de investir em combustíveis fósseis continuarem) para 23 milhões, em 2050 --menos do que é hoje.

Baitelo explica que mesmo com a descoberta de reservas de petróleo no país, esta não seria uma fonte rentável para produção de energia interna, já que custaria mais caro do que a eólica, por exemplo. “A energia nuclear também não é uma saída porque seu impacto ambiental final não compensa e, como as hidrelétricas vão atingir seu teto de fornecimento de energia, precisamos investir para baratear fontes renováveis para não ficarmos dependentes de algo que pode acabar”.

Hoje, o MW por hora da energia eólica é competitivo e chega a R$ 130 ou R$ 140, bem próximo do valor das hidrelétricas que fica de R$ 100 a R$ 120. O grande susto é a energia solar que custa de R$ 500 a R$ 1.000 o MW/h. Por isso, investir em tecnologias nacionais é importante para diminuir este custo e permitir sua disseminação.

Para o ambientalista, a diversificação da matriz energética é um ponto chave: “Se faltar chuva para as hidrelétricas, o governo vai apelar para combustíveis fósseis se não tivermos alternativas”, destaca.

Além disso, 3 milhões de empregos seriam criados para o desenvolvimento e produção de materiais e tecnologia para estas novas matrizes.

“O desenvolvimento de tecnologia eólica no Brasil, por exemplo, é essencial para termos uma maior eficiência neste tipo de gerador. Assim, conseguiria-se mais energia com a mesma quantidade de vento, adaptando o gerador para nossos padrões. E ainda poderíamos exportar esse conhecimento para países que possuem características semelhantes, como a África”, explica Baitelo.

Na projeção do Greenpeace, o Brasil chegaria em 2050 com 45,6% da energia sendo fornecida por hidrelétricas, principalmente pequenas centrais, para reduzir o impacto ambiental. A energia eólica pode atingir 20,38%, a biomassa, 16,6%, a energia solar, 9,26%, e o gás natural (necessário por um período de transição), 7,3%.

Este cenário considera apenas 10% do potencial eólico do país e 1% do solar, mas está distante do modelo atual do governo. Seguindo o ritmo de hoje, em 2050, teríamos 56,31% da energia gerada pela água, 22% de combustíveis fósseis (gás, óleo combustível e carvão), 6,32% de eólica e irrisórios 0,8% de energia solar, de acordo com o relatório.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/ci...reenpeace.jhtm
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Old January 30th, 2011, 07:22 PM   #10
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Veja aqui em vídeo como a usina vai funcionar.

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Originally Posted by luancearachopp View Post
23/09/2010
Veja como será a usina de Tauá


Começaram em setembro as obras para a construção da primeira usina solar comercial do País, empreendimento da nossa companhia de energia, a MPX, implantado pela sua subsidiária MPX Tauá Energia Solar. Instalada em Tauá, município localizado a cerca de 360 quilômetros de Fortaleza, a usina solar terá a potência de 1MW, o suficiente para abastecer uma comunidade com 1.500 residências. Há planos ainda de expansão da usina, podendo chegar à potência instalada de 5MW.

A escolha de Tauá foi decorrente do bom nível de incidência solar na região, já que a cidade tem um dos melhores índices solares do Nordeste e fica próxima à Linha do Equador.

Os painéis fotovoltaicos da usina - que recebem a luz do sol e são responsáveis pela transformação dessa radiação em energia elétrica- foram comprados da Yingli Solar, empresa chinesa que está entre as líderes mundiais do setor. A MPX Tauá terá 4.400 destes painéis, instalados numa área de cerca de 12 mil metros quadrados. Os painéis chegam em dezembro, e a usina começa a gerar energia em meados de março de 2011.

São R$ 10 milhões de investimento da MPX, que tem hoje a maior plataforma de geração de energia em crescimento do setor elétrico brasileiro.

fonte:http://www.eikebatista.com.br/page/e....aspx?cod=256#
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Old January 30th, 2011, 07:25 PM   #11
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Originally Posted by Valter View Post
Uma imagem da futura usina de energia solar do mineirão.


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Old January 30th, 2011, 07:33 PM   #12
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Postado em "Copa do Mundo FIFA 2014 | Brasil - Notícias Gerais ":

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Originally Posted by RobertoBarrich26 View Post
Mineirão e Arena Pantanal serão centros de energia solar


Usinas solares: geração de energia para a concessionária local (crédito: Rafael Marcelino)


Ensolarado o ano todo, o Brasil ainda não utiliza bem o que poderia uma fonte de energia limpa e renovável como a produzida a partir de painéis fotovoltaicos. Agora, dois estádios da Copa de 2014, o Mineirão (Belo Horizonte) e a Arena Pantanal (Cuiabá), estão prestes a instalar em suas estruturas sistemas para aproveitamento da energia solar. A proposta é que as concessionárias de energia locais possam armazenar e comercializar esta energia, atendendo a clientes particulares da área empresarial.

Mineirão
Em Belo Horizonte, os estudos para uso da energia fotovoltaica já vinham sendo desenvolvidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) antes mesmo que o Mineirão tivesse sido escolhido para sediar os jogos da Copa, conta o engenheiro Alexandre Heringer Lisboa, gestor de projetos de energia renovável da concessionária.

O exemplo veio da Alemanha e Suíça, lembra Lisboa, países que em 1998, durante a Eurocopa, souberam inovar ao construirem painéis de energia solar nos estádios onde seriam realizados os jogos do campeonato. Este fato estimulou o técnico a levar a proposta para a sua equipe na Cemig. "Coloquei a seguinte questão: se a Alemanha, onde o sol na maior parte do ano é 40% mais fraco do que nos dias menos ensolarados no Brasil, consegue rentabilidade com esse sistema, então, por que nós, que dispomos de tanta luz, não deveríamos tentar também?".

A ideia foi abraçada pela Companhia. Agora, os estudos estão quase finalizados, avisa Lisboa. "Falta apenas terminar o layout do projeto, com definições do tipo: qual o potencial a ser gerado pelo sistema, qual o melhor material para a fixação dos paineis, quantos paineis serão instalados?". O layout deve ser concluído até o final do mês, diz ele, explicando que resta concluir o projeto básico e lançar o edital de licitação da obra, provavelmente até março do ano que vem. Em dois ou três meses é possível fazer a montagem dos painéis, explica. Se for assim, a previsão é que o sistema passaria a funcionar em dezembro de 2012.

O projeto mineiro tem suporte tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e financiamento - de 10 mil Euros - do Banco de Fomento do Governo Alemão (KfW). Outros parceiros são os escritórios Gustavo Penna Arquitetos Associados e a GMP, autores da nova arquitetura do estádio, que também coordenam a implantação da tecnologia, e a Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ). O arquiteto Ricardo Gomes Lopes, do escritório Gustavo Penna, explica que, "se o sistema fotovoltaico for realmente aprovado e implantado, o projeto do Mineirão receberá uns trinta pontos na certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), passando à categoria Gold", já comemora.

Arena Cuiabá
No caso do novo Verdão - ou Arena Cuiabá, projetada pela GCP Arquitetos -, o processo é mais recente. Participam do projeto a GCP Arquitetos ao lado da Agecopa, Instituto Ideal - Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas da América Latina (organização sem fins lucrativos, com sede em Florianópolis) e, tal como no projeto do Mineirão, Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ) e Universidade Federal de Santa Catarina.

Tudo começou em junho deste ano, quando a arquiteta Alessandra Araújo esteve na Alemanha, a convite da GTZ e do Instituto Ideal. O objetivo era conhecer as novas tecnologias e instalações de painéis de energia solar nos estádios daquele país. A partir daí, a GCP se incumbiu de adaptar o projeto do Verdão para permitir a instalação das placas solares. "Neste momento, estamos em negociação com a Agecopa e o Instituto Ideal para definirmos a melhor forma de viabilizar a energia solar para a Arena Cuiabá", informa.

A proposta é que a energia gerada seja vendida no mercado livre pela concessionária e sirva para a iluminação do Parque do Cocó, onde fica o estádio. Mas o projeto ainda dá seus passos iniciais, e mesmo os estudos de viabilidade financeira ainda não estão concluídos. Falta o desenvolvimento maior do projeto e a aprovação da solução, esclarece Alessandra Araújo.

O que os arquitetos da GCP estudam neste momento são questões como qual a localização melhor para a colocação dos painéis. "Planejamos ocupar o fechamento lateral do estádio, na face norte, estendendo os painéis para as laterais de face oeste e leste. Outra possibilidade, a ser estudada, é na parte translúcida da cobertura das arquibancadas", explica a arquiteta.

Estádio solar
O sistema de painéis fotovoltaicos compreende a aplicação de filmes muito finos e leves, que são colados sobre a cobertura de concreto do Mineirão, revestindo esta estrutura. "Funciona como um tapete sutilmente colado na laje de concreto", descreve o arquiteto Ricardo Lopes. Estuda-se ainda se esta membrana (que vem em rolos de 60 cm) poderá ou não ser aplicada também sobre outra cobertura, de policarbonato, que foi projetada para o estádio, sem que gere interferências visuais, esteticamente significativas no projeto tombado do estádio.

Basicamente, funciona assim: os raios solares, incidindo sobre os painéis de células fotovoltaicas, reagem em contato com o silício (metal semicondutor constitutivos das células), provocando uma corrente elétrica, que é capturada e conduzida à Cemig, diretamente, para armazenamento e distribuição à rede.
Considerando que o sistema seja utilizado apenas na laje de concreto, nesse caso haveria um rendimento do sistema de 500 kWh. Caso seja autorizada a aplicação das placas fotovoltaicas sobre o policarbonato, então esta potência deve subir para 1 mWh, afirma o executivo da Cemig.

Com este projeto, o Mineirão pode vir a ser o primeiro estádio a funcionar como centro gerador de energia elétrica no país. A Cemig quer comercializar esta energia solar, não para toda a rede, mas para "clientes livres", empresas com alto consumo energético, explica Lisboa. "Para estes setores, optar por uma energia limpa, não poluente, e renovável como esta, pode ser muito interessante institucionalmente", resume. O Mineirão não fará uso desta energia, já que o consumo em dias de jogos apenas não justificaria, mas terá como contrapartida o abatimento, na conta de luz do estádio, do total que for gerado pelo sistema fotovoltaico.

Fonte: Portal 2014/Copa no Pantanal
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Old January 30th, 2011, 07:35 PM   #13
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Radiação solar vai transformar Mineirão e Mineirinho em usinas geradoras de energia

27/05/2010

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já tem em mãos o estudo de viabilidade elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para transformar, até dezembro de 2012, o estádio Mineirão e o ginásio Mineirinho em usinas geradoras de energia elétrica à base de radiação solar. A previsão é de que sejam investidos 12,5 milhões de euros, o equivalente a R$ 28,4 milhões, de acordo com câmbio de quarta-feira. Somente o Mineirão terá capacidade instalada de cerca de 1 mil kW (quilowatt) e produção de 1,2 mil mWh (megawatt/hora), o suficiente para iluminar 800 residências. Se somada à capacidade do Mineirinho, o volume pode chegar a 2 mil kW e uma produção capaz de gerar energia para cerca de 1,5 mil casas.


Perspectiva do estádio pronto para a Copa: a mil quilowatt por hora, o que, junto com o Mineirinho, pode abastecer cerca de 1,5 mil casas

O próximo passo é estruturar o projeto com a definição, entre outros pontos, da capacidade e custo da energia que será gerada e impacto sobre o leiaute do estádio. A Cemig prevê que, até o fim de julho, esta etapa já tenha sido concluída para o Mineirão, enquanto solução semelhante está em avaliação para o Mineirinho.

A partir daí, será planejado o lançamento dos editais para licitação. “Até o fim de setembro, soltaremos as especificações para publicação de edital e escolha das empresas que vão colocar o projeto em prática”, antecipa o gestor de projetos de energias renováveis da Cemig, Alexandre Heringer Lisboa. A radiação solar será captada por painéis fotovoltáicos, base da energia elétrica gerada pela central. Toda a produção será enviada para subestação já existente no Mineirão e jogada na rede da Cemig para comercialização, não sendo utilizada exclusivamente para suprir a demanda dos estádios. Uma parte do que for gerado será destinada ao Mineirão como carga de emergência em casos de falta de energia. “Para a Copa do Mundo, vamos garantir 100% do fornecimento de energia”, afirma Heringer.

A montagem dos equipamentos, parte mais cara do investimento, deve levar cerca de dois meses, mas há uma série de providências a serem tomadas para que a usina fique pronta até 2012. A intenção é de que o estádio esteja preparado para receber a Copa das Confederações já em 2013.

Do total de investimentos, 10 milhões de euros serão liberados por meio de linha de crédito já aberta pelo banco de fomento alemão KFW em setembro do ano passado, dentro do acordo de cooperação técnica Brasil-Alemanha. O restante será viabilizado pela estatal mineira. Os recursos também têm como objetivo garantir melhoria da eficiência energética nos estádios, que envolve, entre outras medidas, projetos de iluminação, refrigeração das cabines e áreas vips e aquecimento da água nos vestiários.

Termelétrica

A instituição financeira alemã, juntamente com a GTZ, agência germânica de desenvolvimento, visitou o Brasil em junho do ano passado para conhecer os estádios e projetos já desenvolvidos pela Cemig, como o caso da termelétrica montada no câmpus 2 do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), na época em testes.

Foi da Alemanha que veio a inspiração para implantar o modelo de uma central geradora de energia a partir dos raios do sol no Mineirão e no Mineirinho. O sistema já foi implantado nos estádios da cidade alemã de Freiburg, considerada a capital solar do país, e de Berna, na Suíça. Heringer havia visitado os dois estádios solares em abril do mesmo ano, quando os primeiros contatos com o KFW e a GTZ foram feitos.

O projeto, previsto inicialmente para Minas, pode ser estendido ao Maracanã, estádio do Rio de Janeiro, que receberá a final dos jogos da Copa do Mundo de 2014. “Como a Light faz parte do grupo da Cemig e será responsável pelo suprimento de energia do estádio, estamos tentando viabilizar esse projeto para instalar uma usina semelhante a do Mineirão no Maracanã”, explica Alexandre Heringer.

Fonte: Estado de Minas
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Old January 30th, 2011, 08:14 PM   #14
marcos.bh
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Cientistas criam "oásis" de energia renovável no deserto

Postado em "Infraestrutura e Transporte":

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02 de fevereiro de 2010 • 10h22 • atualizado às 10h43

Esta ilustração apresenta o projeto Sahara Forest

Foto: National Geographic

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Um "oásis" de energia renovável que deve ser construído em 2010 pode vir a servir como campo de provas para novas tecnologias cuja função será criar formas mais ecológicas de viver no deserto.

O centro de pesquisa planejado é parte do Sahara Forest Project - mas isso não significa que será construído na África. "Sahara" quer dizer deserto, em árabe, e o centro pretende ser uma versão em pequena escala dos grandes complexos ecológicos que os idealizadores do projeto esperam construir em desertos de todo o mundo.

Os especialistas estão agora examinando locais áridos na Austrália, Estados Unidos, Oriente Médio e África que possam receber a instalação piloto. "O Sahara Forest Project é uma abordagem holística para a criação de empregos locais, alimentos, água e energia, com o uso de soluções relativamente simples que imitam as formas de design e os princípios da natureza", disse Frederic Hauge, fundador e presidente da Bellona Foundation, uma organização sem fins lucrativos norueguesa.

Por exemplo, estufas especiais usariam o ar quente do deserto e água do mar para produzir água fresca para o cultivo de safras agrícolas, energia solar seria recolhida para gerar eletricidade e tanques de algas ofereceriam uma fonte renovável e facilmente transportável de combustível.

Além disso, plantar árvores perto dos complexos absorveria os gases atmosféricos causadores do efeito-estufa, como o dióxido de carbono, bem como restauraria a cobertura florestal perdida devido a secas e exploração madeireira.

"De minha perspectiva como ambientalista, isso pode mudar o jogo no que tange à futura produção de biomassa para alimentos e energia e sobre as futuras fontes de água fresca", disse Hauge. "Jamais estive tão envolvido e fascinado quanto agora".

Mas nem todos os especialistas demonstram entusiasmo semelhante pelo projeto. Em termos de planos de reflorestamento, "tentar cultivar árvores no Saara não é a abordagem mais apropriada", disse Patrick Gonzalez, ecologista florestal do Centro Florestal da Universidade da Califórnia em Berkeley. Afinal, ainda que tenha sido literalmente verde, no passado, o Saara jamais foi uma área de floresta densa.

"Posso imaginar que esse esquema e esse tipo de tecnologia funcionem em escala limitada, para áreas como Dubai, onde seria usada para produzir ilhas em formas de palmeiras e prédios de 160 andares", diz Gonzalez.

Hauge rebate alegando que replantar árvores, mesmo que no deserto, é uma medida não controvertida para deter a desertificação e combater a mudança climática.

De fato, plantar árvores é uma das estratégias que a fundação e seus parceiros estudaram cuidadosamente como parte de seus esforços para fazer do Sahara Forest Project mais que uma miragem.

Os membros do projeto estão conduzindo estudos de viabilidade em diversos países, e os primeiros resultados foram apresentados na conferência de Copenhagen sobre a mudança do clima, em dezembro de 2009. E o centro de testes que deve ser construído em breve fornecerá ainda mais dados sobre o funcionamento das tecnologias ecológicas do projeto em condições reais.

As chamadas estufas de água marinha, por exemplo, são obras básicas e baratas, e isso faria delas peças fundamentais do projeto. O ar quente do deserto que ingressaria na estufa seria inicialmente resfriado e umificado pela água do mar. O ar úmido alimentaria safras dentro da estufa e depois passaria por um evaporador, dentro do qual fluiria água marinha aquecida pelo Sol. Quando o ar úmido, agora aquecido, encontra uma série de tubos contendo água marinha fria, água fresca se condensa na superfície externa dos tubos, de onde pode ser recolhida.

O processo imita um ciclo natural. A água marinha aquecida pelo Sol se evapora, forma nuvens e depois cai em forma de precipitação. Apenas 10% a 15% do ar úmido se condensa em forma de água fresca. O restante flui para na região em torno do complexo e alimenta árvores, de modo que "a estufa criará uma grande área que se tornará verde, em torno de si", de acordo com Hauge.

O centro também testará o uso de energia solar concentrada, com o emprego de espelhos para direcionar luz solar a canos de água e caldeiras. A luz concentrada cria vapor superaquecido dentro dos canos, e isso pode acionar turbinas convencionais a vapor, entre as quais turbinas geradoras de eletricidade. Qualquer porção da energia que não seja usada para acionar o complexo será enviada a comunidades locais.

Da mesma forma, o combustível feito de biomassa pelos reatores biofotográficos do centro seria fácil de exportar, disse Hauge. Os tanques cultivariam algas por meio de fotossíntese a céu aberto, em água rasa e salgada. Os óleos gordurosos das algas poderiam ser colhidos como fonte de biocombustível de alto teor energético.

As algas criadas em laboratório já demonstraram ser capazes de produzir 30 vezes mais óleo por hectare do que as demais plantas usadas para fazer biocombustíveis, de acordo com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos. E cultivar algas em tanques não requer o uso de valiosa terra agrícola, disse Hauge.

Moradores locais terão papel crucial no sucesso do projeto Hauge diz ter recebido "respostas excelentes" de alguns governos, e espera construir a primeira instalação em larga escala dentro de dois anos.

Gonzalez, de Berkeley, ressalvou que na África, ao menos, já existem programas em diversas partes do continente para enfrentar problemas ecológicos nos desertos, ao oferecer aos moradores locais acesso aos recursos naturais existentes.

Programas como esses se provaram efetivos na gestão de recursos sustentáveis e na restauração de ecossistemas - e sem requerer soluções tecnológicas dispendiosas. Hauge concorda em que o envolvimento das comunidades locais será essencial, apontando que o projeto dependerá dos moradores da região em que for instalado para a manutenção dos complexos.

"O trabalho nos países em desenvolvimento requer tecnologias que as pessoas locais possam operar com facilidade", disse ele. "Estamos muito conscientes da maneira pela qual essa questão é abordada, do ponto de vista das comunidades locais".

Fonte: Portal Terra

Fotos:


Esta ilustração apresenta o projeto Sahara Forest


As estufas de água marinha são obras básicas e baratas e imitam um ciclo natural


Estufas especiais usariam o ar quente do deserto e água do mar para produzir água fresca para o cultivo de safras agrícolas
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Old February 1st, 2011, 02:09 PM   #15
Jdolci
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Legal o tema.
Sempre me perguntei porque esses projetos de energia solar nunca decolavam aqui no Brasil, nem que fosse só esses experimentais.
Bom saber que existem projetos como esses que voce postou.
Desanima ver que o Governo atual investe e incentiva tanto projetos como termelétricas e nuclear, e nao demonstra o mesmo empenho para os projetos de energia renovável.
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Old February 1st, 2011, 03:31 PM   #16
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Não entendo sobre o aproveitamento disso a ponto de fazer comparações, mas, CASO uma usina fotoelétrica seja apenas a reunião de muitas pequenas unidades fotoelétricas, há alguma grande vantagem (custo-benefício) em gastar montando uma usina para concentrar a produção de energia a ser jogada no sistema geral, no lugar de instalar unidades fotoelétricas de forma espalhada e diretamente vinculadas à áreas urbanas consumidoras, para reduzir o consumo vindo do sistema geral de distribuição?


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E sobre o projeto "Sahara", sempre fico entusiasmado com qualquer coisa que aproveite o (quase) infinito H2O marinho, considerando as limitações para obter água doce.

Porém, o "X" da questão é sempre quando e se a tecnologia vai permitir um custo-benefício viável para atingir qualquer dos objetivos (produção de alimentos, energia...), diante de alternativas tradicionais mais vantajosas.
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Old February 1st, 2011, 03:36 PM   #17
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Não entendo sobre o aproveitamento disso a ponto de fazer comparações, mas, CASO uma usina fotoelétrica seja apenas a reunião de muitas pequenas unidades fotoelétricas, há alguma grande vantagem (custo-benefício) em gastar montando uma usina para concentrar a produção de energia a ser jogada no sistema geral, no lugar de instalar unidades fotoelétricas de forma espalhada e diretamente vinculadas à áreas urbanas consumidoras, para reduzir o consumo vindo do sistema geral de distribuição?
Usinas de grande porte são muito mais eficientes, e aliás funcionam de forma distinta: aquecem água, que se transforma em vapor e movimenta uma turbina que aciona um gerador. É um princípio distindo desses painéis solares que vc coloca em casa.

O que faria sentido - e muito - é instalar paineis solares pelo Brasil afora, nas residências, para aquecer água e diminuir o uso absurdo do chuveiro elétrico, principal fonte consumidora na maioria das residências.
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Old February 1st, 2011, 05:46 PM   #18
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MPX encerra obras civis em Tauá e vai operar próximo mês
Texto publicado em 01 de Fevereiro de 2011 - 06h58


A MPX, do bilionário Eike Batista, começa a se preparar para a inauguração da usinar solar de Tauá, nos Inhamuns, a 344 quilômetros de Fortaleza. A obra está adiantadas e, agora, entra em sua fase final. Será o primeiro projeto comercial de energia solar no Brasil. Os investimentos para a unidade são de R$ 10 milhões.

As obras hoje estão cerca de 65% concluídas, informou ontem a MPX. A construção havia sido iniciada no ano passado, em setembro, e será concluída no próximo mês.

Ontem, a MPX anunciou que “está encerrando todas as obras civis” em Tauá e que, em fevereiro, “serão instaladas as estruturas de suporte dos painéis solares”. Os painéis são usados para captar a luz do sol e transformar em energia. A conclusão da obra é a fase de montagem dos painéis e dos sistemas de potência, também este mês.

Será usados na MPX Tauá um total de 4.680 painéis, já em fase de recebimento pela MPX. O material foi comprado à japonesa Kyocera. Um lote vem do próprio Japão e mais dois serão provenientes dos Estados Unidos.

Duas empresas da Espanha montarão os painéis.

A usina solar de Tauá, em fase inicial, tem capacidade para a geração de 1 MW. É um potencial suficiente para atender 1,5 mil residências.

A MPX, no entanto, já tem autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para implantar uma geração de 5 MW, mas esta possível expansão ainda não está assegurada. A planta de 5 MW deve ser implantada somente “caso haja preços compatíveis com o investimento”, segundo a MPX.

“O objetivo é operar a planta piloto de 1 MW para conhecer a tecnologia e expandir a geração a partir do conhecimento adquirido e do aproveitamento de mecanismos de incentivos adequados ao crescimento da energia solar no País”, diz.

Toda a energia produzida pela MPX será vendida no sistema nacional de energia. A empresa, hoje, ainda não tem um comprador definido.

Mais energia

O grupo do bilionário Eike Batista tem ainda, no Ceará, outros projetos ligados à produção de energia elétrica.

A MPX, em parceria com a portuguesa EDP, está construindo a termelétrica Energia Pecém no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. E está fazendo sozinha a MPX Pecém II.

Fonte: O Povo
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Old February 1st, 2011, 10:47 PM   #19
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Espanhóis planejam usina na região de Rio Preto



Um grupo de investidores espanhóis planeja instalar em Votuporanga uma usina fotovoltaica, geradora de energia elétrica a partir de painéis solares. O assunto será debatido amanhã em uma reunião com o secretário de Energia do Estado, José Anibal. Participam do encontro o secretário de Gestão Pública do Estado, Julio Semeghini, o deputado estadual Carlão Pignatari e o prefeito de Votuporanga, Junior Marão.

De acordo com a assessoria de imprensa do deputado Carlão Pignatari, os espanhóis estiveram em Votuporanga no início do ano passado acompanhados de empresários chineses. Ainda segundo a assessoria, o investimento será de R$ 250 milhões de capital estrangeiro na usina de 33 megawatts. Uma fábrica também seria implantada. A instalação da usina requer investimentos no setor dos governos federal e estadual.

A energia fotovoltaica é fornecida por painéis contendo células fotovoltaicas ou solares que sob a incidência do sol geram energia elétrica. Para obter energia elétrica a partir do sol de forma indireta, é necessária a construção de usinas em áreas de grande insolação.

http://www.diarioweb.com.br/novoport...na+regiao.aspx


Se concretizado,será disparado a maior usina do tipo no país

Last edited by Truta_RP; February 1st, 2011 at 11:32 PM.
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Old February 2nd, 2011, 08:03 AM   #20
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Então, meu problema é com esse item:

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A instalação da usina requer investimentos no setor dos governos federal e estadual.
Sem saber de quando e em que condições se dará esse investimento, é difícil avaliar se o projeto é bom ou ruim. Afinal, a reportagem fala em R$ 250 milhões privados + verbas públicas.

Eu entendo ser necessário fomentar a geração solar, em caráter semi-experimental, só não sei se gastar muito dinheiro em uma só planta, nesse estágio de desenvolvimento, é o caminho para o govenro.

A título comparativo, 33 MW é pouco perto da capacidade de qualquer hidrelétrica de reduzidíssimo porte. Dá pra fazer PCHs de 50, 100MW por menos de R$ 100 milhões. Mas, claro, é preciso diversificar as fontes de geração.
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