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Old February 22nd, 2011, 04:04 AM   #1
Nego da Agua
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Navegação do Rio São Francisco [Pirapora(MG)/Ibotirama(BA)/Juazeiro(BA)/Petrolina(PE)]

Concentração de Informações e Notícias sobre a Navegação do Rio São Francisco.










Caracterização do Rio São Francisco

Last edited by Nego da Agua; August 9th, 2011 at 12:05 AM.
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Old February 22nd, 2011, 04:06 AM   #2
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São Francisco

HISTÓRICO

Uma expedição confiada por Tomé de Souza, então governador do Brasil, a Francisco Bruzza de Espiñosa marcou, sob o ponto de vista da navegação do Rio São Francisco, a primeira viagem histórica da qual se tem notícia. A entrada, formada por doze homens, partiu de Porto Seguro, em março de 1554, devassou os sertões sanfranciscanos atingindo um dos afluentes do São Francisco em sua margem direita, por ventura o Jequitaí, por onde puderam chegar ao “grande rio”, um ano e meio depois, tendo a primazia de sulcar suas águas em seu médio curso. Com canoas construídas por eles próprios a partir de recursos locais, a expedição desceu algumas léguas pelo rio com a intenção de se retornar a Bahia. Desistiram, porém, dessa idéia, atravessando por terra, desde o São Francisco ao rio Verde, até passar para a bacia do rio Pardo, por onde desceram até o mar.Nesta mesma época, nas águas do São Francisco, os índios provenientes dessa região já se utilizavam de canoas como meio transporte e pesca.

A partir do século XVII, a medida em que progredia a conquista do litoral e posteriormente dos sertões por homens brancos e mestiços que implantavam as atividades agropecuárias na região, crescia a necessidade de se ter uma via de transporte menos trabalhosa e arriscada que os caminhos terrestres. Assim, os colonizadores passaram a compartilhar o tráfego fluvial com os elementos indígenas. Muitos destes já haviam tido longos contatos com os europeus, o que propiciou a divulgação de conhecimentos desenvolvidos sobre a arte de navegar, dando forte impulso à navegação no médio São Francisco.Os indígenas não se interessavam pelo transporte de carga. Foi a partir do elemento civilizado que surgiram as embarcações de maior capacidade, destinadas ao transporte de cargas.

Surgiram assim os ajoulos, formados pela junção de duas ou mais canoas, suportando um estrado de madeira, sobre o qual se arrumavam as mercadorias. Apareceram as balsas e as próprias canoas melhoraram sensivelmente sua confecção, oferecendo maior segurança, maior aproveitamento da capacidade e melhor conforto.As embarcações de maior porte, conhecidas no Rio São Francisco pela denominação de barcas, somente surgiram ali em fins do século XVIII.

Em fins do século XIX, deu-se o início da navegação a vapor no Rio São Francisco. A iniciativa da construção do primeiro navio a vapor que sulcou as águas do “grande rio”, numa esplêndida demonstração prática das grandes possibilidades oferecidas por aquela artéria fluvial, partiu do então Presidente de Minas Gerais, Joaquim Saldanha Marinho. O vapor “Saldanha Marinho” foi adquirido e montado em Sabará (MG) e, em março de 1869, realizou sua primeira viagem experimental nas águas do Rio das Velhas. Em fevereiro de 1871, ele entrava como pioneiro no Rio São Francisco, cursando vitoriosamente suas águas no trecho entre a barra do Rio das Velhas, até a vila da Boa Vista, situada abaixo de Juazeiro.

Encomendado no Rio de Janeiro, pelo o então Presidente da Bahia, Souza Dantas, o vapor de ferro “Presidente Dantas” foi lançado nas águas do São Francisco em julho de 1872, junto às barrancas de Juazeiro. Este foi utilizado em 1879 na exploração do verso médio do rio e, em 1883 em diante, teve relevante contribuição nos trabalhos de desobstrução das cachoeiras.

Desde então a navegação a vapor e, mais recentemente, a navegação a diesel, vem se realizando no curso médio do rio e seus afluentes.
As “Gaiolas”, velhos navios a vapor com roda, remanescentes do Mississipi, trafegaram até meados dos anos 70. Atualmente, só resta um dos velhos “Gaiolas”, o vapor Benjamim Guimarães.

Os “Comboios”, integrados com empurradores, correspondem atualmente ao equipamento de transporte comercial que se utiliza da Hidrovia da Rio São Francisco.

http://www.ahsfra.gov.br/?op=conteudo&id=133&menuId=165

Last edited by Nego da Agua; February 22nd, 2011 at 04:12 AM.
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Old February 22nd, 2011, 04:11 AM   #3
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DESCRIÇÃO GERAL DA BACIA

Com 2.800 km de extensão, e drenando uma área de aproximadamente 641.000 km2, o Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, na Serra da Canastra e desemboca no Oceano Atlântico entre Sergipe e Alagoas. Apresenta dois estirões navegáveis, o médio, com cerca de 1.371 km, entre Pirapora-MG e Petrolina-PE/Juazeiro-BA e o baixo com 208km entre Piranhas-AL e a foz.

De Juazeiro-BA/Petrolina-PE até a cidade de Santa Maria da Boa Vista-PE, em um trecho de cerca de 150 km, as condições de navegação apesar de não serem ideais, em vista do grande número de pedrais, podem ser adaptadas com obras civis hidroviárias, tornando o trecho seguro à navegação.

As partes extremas, superior e inferior da Bacia, apresentam bons índices pluviométricos, enquanto os seus cursos médio e submédio atravessam áreas de clima bastante seco.
Assim, cerca de 75% do deflúvio do São Francisco é gerado em Minas Gerais, cuja área da Bacia ali inserida é de apenas 37% da área total.

O cerrado cobre praticamente a metade da área da Bacia e as várzeas, brejos e florestas tropicais apenas numa pequena extensão da área.

Em grande parte no Vale do São Francisco, as áreas mais propícias ao aproveitamento agrícola situam-se às margens desse rio. Por esse motivo é nas proximidades do rio que se encontra a maior parcela da população do vale.

De montante para jusante, os principais afluentes do rio São Francisco são: rio Paraobeba (MG), rio Pará (MG), rio Abaeté (MG), rio das Velhas (MG), rio Jequitaí (MG), rio Paracatu (MG), rio Urucuia (MG), rio Verde Grande (MG/BA), rio Carinhanha (MG/BA), rio Corrente (BA) e rio Grande (BA).Os principais, em termos de navegação são o próprio São Francisco e os rios Grande e Corrente.

A navegação fluvial é praticada, de forma regular e comercial, no próprio rio São Francisco e nos afluentes Corrente e Grande. Nos afluentes, com embarcações de médio e pequeno porte. A Figura 1 apresenta o perfil longitudinal dos rios São Francisco, Corrente e Grande. A Figura 2 apresenta um mapa multimodal da região de influência das hidrovias dos rios, com pontos geradores de carga e cidades pólo do transporte.


FIGURA 1: Perfil Longitudinal das Hidrovias dos Rios São Francisco, Corrente e Grande


FIGURA 2: Mapa Multimodal da Região de Influência das Hidrovias dos Rios São Francisco, Corrente e Grande.

Em relação à navegação, podemos dividir o São Francisco em dois trechos a saber:

A) Médio São Francisco;
B) Baixo São Francisco.


A) Médio São Francisco:

Com a construção da barragem de Sobradinho-BA, o médio São Francisco pode ser dividido em 03(três) subtrechos, com condições distintas de navegabilidade:

- de Pirapora a Pilão Arcado Velho-BA, com 1.015km;
- de Pilão Arcado Velho-BA à Barragem de Sobradinho-BA, com 314km;
- de Sobradinho-BA à Petrolina-PE/Juazeiro-BA, com 42km.

No subtrecho compreendido entre Pirapora-MG e Pilão Arcado Velho-BA, o Rio São Francisco apresenta condições bastante distintas entre o período de chuvas e o de estiagem. Na cheia o leito é longo e regular, com grande estirões de navegação, exceto na área mineira, onde além de ligeiramente sinuoso, apresenta regiões com inúmeras ilhas. No período de estiagem, a área molhada é menor e o canal se desenvolve entre bancos de areia móveis e nos locais de transposição de uma margem para outra se formam altos fundos arenosos, denominados travessões.

Nesses altos fundos arenosos, o canal apresenta-se largo e com pouca profundidade, para encontrar logo após sua ultrapassagem boas profundidades, porém com raios de curvatura bastante pequenos (alguns menores que 200m), o que acarreta dificuldades de manobras das embarcações de maior porte, tipo comboio integrado. Há casos, porém, em que o canal permanece junto à margem em trechos longos e retilíneos, mas com pequenas larguras. Ressalta-se a existência de travessões rochosos e pedrais ao longo do leito do rio que, apesar de não apresentarem aumento de declividade, podendo assim ser derrocados sem maiores inconvenientes, formam portões estreitos e de baixo calado acarretando sérios riscos à navegação, principalmente a noturna.


Os pedrais do Rio São Francisco que representam riscos à navegação são, principalmente:

- Ressaca ............................... PK 1615
- Correnteza............................ PK 1608
- Umburana I e II .................... PK 1605 e PK 1602
- Roncador ............................. PK 1572
- Cachoeira de Carinhanha... PK 1535
- Meleiro ................................. PK 1209

O pedral da Ressaca e parte do pedral da Umburana I já foram derrocados.
Quanto aos bancos de areia, estima-se um volume anual de dragagem na ordem de 250.000m3, dependendo das condições do rio.
Com relação ao subtrecho representado pelo Lago da Barragem de Sobradinho-BA, a navegação transcorre com algumas dificuldades, devido, principalmente, a:

* falta de desmatamento prévio na área inundada;

* baixas profundidades e altos fundos rochosos;

* grande largura e formação de inúmeras enseadas, o que induz o navegante a dispersar sua rota;

* Aparecimento de ondas de até 1,50m;

* sombras formadas pelas serras e serrotes que circundam o lago, confundindo o navegante quanto a sua posição em relação as margens quando da navegação noturna;

* falta de locais seguros para atracação ao longo do lago em caso de tempestades, problemas técnicos e outros;

* deplecionamento do lago, que pode atingir até 12m, com período de recorrência de 10 anos;

* e, finalmente, aumento da geração hidro-energética em Sobradinho e Itaparica, o que acarreta em quadro recessivo no lago, incrementando sua depleção.

No subtrecho compreendido entre a barragem de Sobradinho-BA e Petrolina-PE/Juazeiro-BA, ano de 1988, foi efetuado derrocamento daquele trecho, que garante uma profundidade de 2,00m para uma vazão da Barragem de Sobradinho de 1.500m3/seg. Ressalta-se que a vazão defluente regularizada na U.H. de Sobradinho era de 2.063m3/seg.

B) Baixo São Francisco

Navegável em 208km, entre a cidade de Piranhas-AL e a foz. Apresenta navegação comercial ainda incipiente.

http://www.ahsfra.gov.br/?op=conteudo&id=133&menuId=165
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Old February 22nd, 2011, 04:34 AM   #4
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Vazão de água dificulta navegar no Velho Chico

Volume oscila de 300 a 450 metros cúbicos por segundo em Pirapora, quando o ideal seriam 600 metros cúbicos

Da Sucursal do Norte de Minas - 16/11/2010 - 19:53

PIRAPORA – A navegação no Rio São Francisco dependerá do aumento da vazão de água, que tem ficado abaixo do necessário na época de estiagem no Norte de Minas, oscilando de 300 a 450 metros cúbicos por segundo em Pirapora, quando seriam necessários 600 metros cúbicos por segundo, alertou Alberto Tosquar, da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) durante o II Pirapora Intermodal, realizado no Centro de Convenções.

Ele anunciou que o Governo está chamando a Agência Nacional de Águas e o Sistema Nacional de Energia, além da Administração do Rio São Francisco para discutir o assunto, diante da necessidade de a Usina de Três Marias liberar maior volume de água na época da seca.

O secretário municipal de Planejamento de Pirapora, Dalton Figueiredo, lembra que a Usina de Três Marias foi criada para regularizar o Rio São Francisco, mantendo uma determinada vazão de água para garantir a navegação. Porém, a Cemig optou por dar maior ênfase à geração de energia elétrica. Como existe uma empresa, cuja identidade é mantida em sigilo, interessada em explorar a navegação comercial no Rio São Francisco, substituindo a Companhia de Navegação do São Francisco (Franave), que foi extinta, o município de Pirapora quer solucionar a questão da vazão do rio.

No II Pirapora Intermodal, a Vale também anunciou que pretende montar um projeto de contêineres na cidade, em parceria com armadores e a Ferrovia Centro Atlântica, para atender a exportação do Norte e Noroeste de Minas. Atualmente, os contêineres vêm do Porto de Tubarão.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II) programou R$ 426 milhões para a navegação no São Francisco, de 2011 a 2014. Os primeiros ajustes estão sendo feitos nas reformas dos postos de Pirapora, em Minas Gerais e Ibotirama e Juazeiro, na Bahia.

A segunda edição do Pirapora Intermodal fez um balanço da infraestrutura mostrando o contínuo processo de eficiência logística, após a construção do Terminal Intermodal de Pirapora. A Região Noroeste de Minas avança para ser uma grande produtora de grãos e de oportunidades com baixos custos logísticos, considerando o potencial hidroviário do Rio São Francisco que precisa ser explorado.

O diretor de Departamento do Programa de Transportes Aquaviários do Ministério dos Transportes, Luziel Reginaldo de Souza, disse que falta uma discussão sobre a eficiência do modal hidroviário, em relação aos demais, para determinados tipos de cargas, distâncias e valor agregado. “Grandes volumes de cargas de baixo valor agregado estão sendo transportadas por rodovias a um custo muito elevado para o país. O modal ferroviário ganhou um grande impulso com o PAC, enquanto o hidroviário vem sendo relegado a segundo plano. Mas isto deve mudar, disse.



Fonte:
http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/h...chico-1.202832

Postado Por Julio Rocha
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1259033
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Old February 22nd, 2011, 04:36 AM   #5
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Pirapora sonha alto com a hidrovia do Rio São Francisco
Luciene Dayrell - Ascom Pirapora

Aconteceu em Pirapora-MG, terça-feira (8 de junho), o Seminário “A Hidrovia do Rio São Francisco, o Desenvolvimento Regional e o PAC 2”, com objetivo de contribuir com propostas para o desenvolvimento regional por meio da utilização da Hidrovia do Rio São Francisco; identificação dos principais fluxos de carga; ganhos econômicos com a utilização da hidrovia; desenvolvimento regional e a hidrovia em cenários futuros.



O prefeito de Pirapora, Warmillon Fonseca Braga, foi enfático ao dizer que a hidrovia é a solução para tirar toneladas de cargas das estradas.“A inclusão da Hidrovia no PAC 2 foi muito importante para o desenvolvimento socioeconômico não só de Pirapora, mas para todo país. Essa integração dos modais facilitará o escoamento da produção de grãos. Além de diminuir a emissão de gás carbônico e melhorar conservação das estradas, vai diminuir consideravelmente o número de acidentes nas estradas.”



Para Edison de Oliveira Vianna Júnior, do Ministério dos Transportes, existe uma preocupação por parte do Governo federal de "não só de utilizar a hidrovia, mas utilizá-la com espírito de sustentabilidade, com características técnicas adequadas. A universidade está presente trazendo desenvolvimento de novas pesquisas, novos conhecimentos, agregando novas informações, para que se possa desenvolver cada vez mais".



O secretário de Planejamento, Dalton Soares Figueiredo, e o prefeito Warmillon Braga estiveram reunidos recentemente em Brasília com o Luís Antônio Pagot - diretor geral do Dnit, e o mesmo prometeu elaborar os projetos executivos neste ano para o funcionamento de hidrovias e, em 2011, o início das obras. “Com a volta de cargas para a hidrovia, haverá diversas vantagens ambientais, econômicas e sociais não só para Pirapora e região, mas para todo o país”, concluiu.



O prefeito afirmou ainda que foram incluídos, na segunda fase do PAC, R$ 426 milhões para a Hidrovia do São Francisco. Serão R$ 342 milhões para derrocamento, sinalização, balizamento e dragagem e R$ 84 milhões para construção ou melhorias de portos em Pirapora, Ibotirama-BA e Juazeiro-BA. Segundo Alexandre Lobo Machado, da Campo Consultoria e Agronegócios Ltda, as vantagens em relação aos transportes aquaviários são inúmeras em relação aos fretes cobrados pelos transportes rodoviários, e que apesar de colaborar com o meio-ambiente, é hoje o meio de transporte mais recomendável. "No Noroeste de Minas, são 197.750 hectares de área plantada de soja, milho. São 600 mil toneladas de grãos, o que justifica a utilização da hidrovia”, disse.



(*) Leia mais: www.pirapora.mg.gov.br
Postado em 16 de Junho, 2010
http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/h...cisco-1.131588

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DEPUTADO FEDERAL JOSIAS GOMES ESTÁ CONVICTO DE QUE NAVEGABILIDADE DO SÃO FRANCISCO VAI SAIR DO PAPEL


“Estamos convictos de que agora o projeto da hidrovia do rio São Francisco vai sair do papel, onde se encontra há mais de cem anos, para a realidade”, enfatizou, o deputado federal Josias Gomes, do PT da Bahia. Com atuação política também na região do Velho Chico, Josias construiu seu otimismo a partir de um novo esforço que está sendo desenvolvido pelo governador Jacques Wagner, e que conta com o apoio decidido do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.

De acordo com a revista Isto É, que circula neste final de semana (05 e 06), Wagner e Coelho estão unindo esforços em torno do investimento, que é do interesse da Bahia e de Pernambuco. Ainda segundo a revista, Wagner, além da recuperação da navegabilidade, quer revitalizar as margens do Velho Chico. Isto É diz, também, que Paulo Coelho, pai do ministro, é um entusiasta da obra e seu filho Fernando tem compromisso afetivo com o ambicioso projeto. O custo previsto da hidrovia é de R$ 150 milhões.

O projeto de navegabilidade do Rio São Francisco está incluído no Programa de Revitalização e é vinculado como essencial ao desenvolvimento de toda a região. Segundo matéria da Codevasf, a revitalização do rio São Francisco passa pela melhoria das condições ambientais e físicas do seu leito fluvial. A reestruturação da navegação regional refletirá, entre outros aspectos, na melhoria da infra-estrutura dos vilarejos marginais e em trabalho e renda para os ribeirinhos.

O deputado Josias Gomes adiantou sua disposição em contribuir com o governador Jacques Wagner nessa diligência em favor da navegabilidade do São Francisco. “Nós que convivemos no dia a dia do trabalho político com o povo de toda aquela região, sabemos o tamanho da esperança geral em ver concretizado o projeto de navegabilidade do São Francisco, e tudo faremos para ajudar o governo baiano na sua garantia, com recursos do governo federal”.



http://www.geraldojose.com.br/index...._noticia=13027

07/11/2011

Postado por Harrison Souza

http://www.skyscrapercity.com/showpo...postcount=1943

Last edited by Nego da Agua; February 22nd, 2011 at 05:02 AM.
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Old February 26th, 2011, 06:56 PM   #6
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Hidrovia do São Francisco terá aportes de R$ 426 mi

Obras foram incluídas no PAC 2.



RAFAEL TOMAZ.
LUIZ ALBERTO ALVES/DIVULGAÇÃO


As inversões nos 1,371 mil km do rio deverão ser iniciados no próximo ano

A Hidrovia do São Francisco, entre Pirapora (Norte de Minas) e Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), receberá investimentos da ordem de R$ 426 milhões entre 2011 e 2014. As obras de melhoria do corredor logístico foram incluídas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

De acordo com o superintendente da Administração da Hidrovia do São Francisco (Ahsfra), Sebastião José Marques de Oliveira, o projeto está em fase de detalhamento e os aportes nos 1,371 mil quilômetros do empreendimento deverão ser iniciados no próximo ano.

Segundo Oliveira, do total a ser investido, aproximadamente R$ 340 milhões serão destinados a obras na calha do rio São Francisco. Conforme ele já havia informado, será necessária a dragagem da calha do rio.

O superintendente da Ahsfra havia explicado que o rio São Francisco possui um leito móvel e ocorrem mudanças constantes no canal de navegação, o que eleva o tempo para o transporte. Além disso, os recursos serão utilizados na derrocagem e sinalização da hidrovia.

Conforme Oliveira, R$ 84 milhões serão destinados aos terminais portuários no corredor logístico, em Pirapora, Ibotirama e Juazeiro, na Bahia. As intervenções serão voltadas para a modernização e melhoria dos portos.

A hidrovia vem sendo subaproveitada nos últimos anos e poucas embarcações navegam pelo rio São Francisco. Os investimentos são necessários para que o empreendimento mantenha a atração de investimentos.

Apesar da pouca utilização, o empreendimento vem atraindo a atenção do setor privado. Há empresas interessadas em investir no Norte de Minas para utilizar o rio, conforme declarações de Oliveira. Entre elas está um grupo de São Paulo, que não foi revelado. De acordo com Oliveira, será instalado um silo para o transporte de grãos a partir de Pirapora.

O superintendente da hidrovia lembrou que na região há alguns fatores que poderão atrair investidores. O terminal ferroviário de Pirapora, por exemplo, poderá possibilitar o escoamento de produtos até o Porto de Tubarão (ES), por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlado pela Vale S/A.

O Terminal Intermodal de Pirapora (TIP) foi inaugurado no ano passado. O empreendimento recebeu investimentos da ordem de R$ 60 milhões.


Mineração - Ele também destacou os investimentos de grande porte em mineração que serão realizados no Norte de Minas, o que poderá contribuir para aumentar a movimentação na hidrovia.

Outro setor que poderá fomentar a movimentação na hidrovia do São Francisco é a indústria automotiva. As peças e veículos podem ser transportados entre o Norte de Minas e Camaçari (BA), onde está instalada uma unidade fabril da Ford.

Em virtude da ferrovia, a hidrovia também poderia ser utilizada pela Fiat Automóveis S/A (Fiasa), instalada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para o transporte de peças até o Nordeste do país, reduzindo os custos de transporte.

Os investimentos previstos na segunda etapa do PAC deverão totalizar R$ 2,7 bilhões entre 2011 e 2014. Foram incluídos no programa federal 48 projetos que visam ampliar e melhorar a navegabilidade dos rios brasileiros.

http://www.diariodocomercio.com.br/i...ewsLetterId=91
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Sistema Juazeiro





- Porto de Juazeiro

- Hidrovia do São Francisco (Pirapora/MG - Juazeiro/BA)

- Ramal Ferroviário: Porto / Ferrovia FCA

- Revitalização da FCA

- Revitalização do Distrito Industrial de Juazeiro

- Plataforma Logística do São Francisco Juazeiro (Parceria entre o Governo da Bahia e a empresa espanhola Plaza S/A que é responsável pela Plataforma Logística de Zaragoza - a maior do sudoeste europeu)

- Localização no Pólo Juazeiro será atendida por sistema rodoviário, ferroviário, hidroviário.






Fonte: SEPLAN



O Mercado Potencial da Plataforma Logística de Juazeiro

- Carros de Betim/MG)

- Fertilizantes, Frutas e Couro para Porto de Salvador/BA

- Soja, Milho e Algodão do Oeste/BA

- Gesso e Gipsita em Araripina/PE
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ESPECIAL RIO SÃO FRANCISCO - NBR









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HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO É MAL APROVEITADA

Vídeo Reportagem da Rede Record - Série Velho Chico: Caminho das Águas
http://videos.r7.com/hidrovia-do-rio...4f5d5f028.html
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Com certeza!

Espero que saiam o mais rápido possível todos esses projetos!

Precisamos voltar ao passado para garantir nosso futuro
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Josias Gomes em audiência no DNIT: hidrovia do São Francisco fica pronta até 2014

Luiz Antônio Pagot e Josias Gomes

As obras de recuperação da hidrovia do São Francisco estarão prontas até 2014. A boa notícia foi repassada, nesta quinta-feira, 17, ao deputado federal Josias Gomes, do PT da Bahia, pelo diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot. Segundo o dirigente, as ações começam a partir de abril próximo. Ao todo estão previstos gastos em torno de R$399 milhões.

Neste final de semana, matéria especial sobre o tema no Blog do Josias Gomes.


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Recuperação da navegabilidade do São Francisco: “obra de elevada importância econômica e ambiental”, comenta Josias Gomes
Conheça detalhes do projeto

Deputado federal Josias Gomes

O deputado federal Josias Gomes deixou a audiência com o diretor geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot, na ultima quinta-feira, 17, vivamente impressionado com a importância da obra de recuperação da navegabilidade do São Francisco. “É uma obra de elevada importância para a economia baiana e nacional, e para a preservação ambiental, representando grande avanço no barateamento do transporte de mercadorias no país”, enfatizou o parlamentar.

O Velho Chico possui uma extensão de 2.700 quilômetros, dos quais 1.371 km, entre Pirapora(MG), e Juazeiro(BA) e Petrolina(PE), são navegáveis, para a profundidade de projeto de 1,5 m, quando da ocorrência do período crítico de estiagem (agosto a novembro). No trecho, são quatro portos: Pirapora (MG), Ibotirama, Juazeiro e Petrolina, estas últimas, na Bahia. No trecho Pirapora – Ibotirama, o calado atual é de 1.2 m durante a estiagem. De Ibotirama a Juazeiro/Petrolina, o calado é de 1,5 m durante a estiagem.

Na Barragem de Sobradinho, a transposição dos barcos é feita através de eclusa. No projeto de recuperação da navegabilidade do São Francisco, estão prevista ações para remoção de bancos de areia e pedrais, cujas formações têm prejudicado a hidrovia.

Há vários trechos considerados críticos que vão necessitar de obras de derrocamento, dragagem, sinalização e balizamento. Segundo a direção do DNIT, as obras terão início agora, em abril, com previsão para término em 2014. Quando pronta, estão previstos terminais regionais de cargas, em Pirapora, Bom Jesus da Lapa, Ibotirama e Juzeiro/Petrolina. A previsão é de que o transporte hidroviário barateie as mercadorias, além de representar um meio de transporte limpo.

Para se ter uma idéia do barateamento do frete no transporte hidroviário, o último estudo a respeito apontou que o preço cobrado por tonelada/quilômetro seria de R$ 0,05, enquanto nas rodovias, “que exige grandes investimentos em manutenção”, é de R$ 4,50. “Leve-se em consideração, ainda, que a hidrovia do São Francisco prevê a integração com sistemas de ferrovias ou já existentes, como de Petrolina ao Porto de Aratu (BA), ou complementar, e em construção, como é o caso da ferrovia Oeste-Leste, com desembarque no futuro Porto Sul, em Ilhéus”, comentou Josias Gomes.

A hidrovia receberá investimentos do PAC 2, que inclui a construção, além de portos e terminais de cargos, mas, também, de estaleiros. São previstos investimentos de R$ 399 milhões até 2014 na hidrovia.

http://www.josiasgomes.com.br/site/t...sao-francisco/
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Old March 29th, 2011, 05:07 AM   #12
Harisson Souza
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Vamos esperar ansiosos essa obra de grande importância para nossa cidade!
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Old April 12th, 2011, 07:19 PM   #13
petrópole
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SEMINÁRIOS

Instituições discutem novas alternativas para escoamento de produtos do Vale
sexta-feira - 08/04/2011

Representantes de instituições que investem na região do Vale do São Francisco estiveram reunidos quinta-feira (07) para discutir novas alternativas para o transporte de produtos da região, a exemplo da agricultura.No auditório da UNIVASF em Juazeiro, o representante da Central Atlântica, linha ferroviária presente em 7 estados, incluindo a Bahia e o município de Juazeiro, pertencente ao Grupo Vale, apresentou as atividades realizadas em toda a região do São Francisco como o transporte de minério, combustível e cimento.

Hoje, Juazeiro está na Rota da Fruta e pode utilizar a linha ferroviária para exportação, viabilizando a redução de custos no transporte dos produtos, aumentando a qualidade da produção e geração de emprego e renda. A Prefeitura de Juazeiro, juntamente com o Ministério da Integração, através da Codevasf, é uma das promotoras para a realização desse intercâmbio. Estiveram presentes o prefeito Isaac Carvalho, representantes da Codevasf, BNDES, Minstério dos Transportes, Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia, representantes do Banco Mundial, secretários de Agricultura de Juazeiro e Petrolina , o assessor de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Juazeiro, Petrobras – BR Distribuidora, o presidente do Instituto da Fruta do Vale do São Francisco.

Serão realizadas reuniões setoriais com o objetivo de viabilizar o acesso integrado da hidrovia, rodovia e ferrovia para que seja estabelecido e consumado o complexo intermodal, em sintonia com os demais portos da Bahia e todo o Nordeste. Esse projeto é uma parceria dos Governos Federal, Estadual e Municipal.

Ascom PMJ

http://www.geraldojose.com.br/index...._noticia=14848
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Old May 16th, 2011, 01:12 AM   #14
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COMISSÕES / DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Governo planeja sete corredores hidroviários no Brasil

O governo federal planeja sete corredores de transportes no Brasil, com a interligação de rodovias, ferrovias e hidrovias. O anúncio foi feito pelo secretário de Gestão de Programas do Ministério dos Transportes, Miguel Masella, em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, presidida pelo senador Benedito de Lira (PP-AL).

Esses corredores são os de Solimões-Amazonas-Madeira, Tocantins, Tapajós, Paraguai, São Francisco, Paraná-Tietê e Mercosul. Todas as ligações estão sendo planejadas este ano, conforme disse Miguel Masella, que considerou o corredor do Mercosul o mais adiantado, com maiores possibilidades de dar resultados imediatos.

O corredor do Mercosul, conforme os estudos do Ministério dos Transportes, deverá ligar Santa Vitória do Palmar a Estrela do Sul, no Rio Grande do Sul. Já o corredor Solimões-Amazonas-Madeira poderá interligar rodovias e cabotagem em longo curso entre Porto Velho e Macapá.

O corredor de Tapajós também deverá interligar rodovias e cabotagem de longo curso entre Manaus e Macapá, enquanto o do Tocantins poderá promover ligações intermodais entre Imperatriz (MA) e Belém. A idéia é ampliar o alcance da ligação que já está sendo feita da Transnordestina entre as cidades de Eliseu Martins (PI) e Estreito (MA).

O corredor São Francisco deve fazer a interligação de várias rodovias e cabotagem em longo curso entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA). O Paraná-Tietê deve fazer a interligação dos vários modais de transportes entre Foz do Iguaçu (PR) e São Simão (GO). Por fim, o corredor Paraguai poderá ligar Porto Murtinho (MS) a Cáceres (MT).



Djalba Lima / Agência Senado
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Old May 16th, 2011, 01:13 AM   #15
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Falta pouco para início das obras de readequação do terminal de Juazeiro (BA), diz secretário da Indústria Naval e Portuária

Terça-Feira, 10 de Maio de 2011


Modelo de gestão do Terminal Fluvial de Juazeiro ainda não foi definido, mas considerará aumento da demanda

O chefe da unidade regional da ANTAQ em Salvador, Alfeu Luedy, reuniu-se, em 26 de abril, com o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária do Estado da Bahia, Carlos Costa, para firmar a transferência do acompanhamento do termo de ajuste de conduta assinado pelo governo do Estado para regularização do Terminal Fluvial de Juazeiro. O TAC era anteriormente acompanhado pela unidade de Recife.

O especialista em Regulação Fábio Leal, que acompanhará o cumprimento do TAC, solicitou esclarecimentos sobre o encerramento do processo licitatório referente às obras de adequação do terminal. Em resposta, Carlos Costa informou que o contrato com a empresa vencedora da licitação já fora assinado e que já existe dotação orçamentária para a obra. Segundo ele, para o início da execução do objeto do contrato, falta apenas a emissão da ordem de serviço.

Costa informou que o modelo de gestão a ser adotado no terminal ainda não foi definido. Luedy ponderou que o governo do Estado deve considerar, na definição do modelo, a perspectiva de crescimento da demanda. Segundo estudo realizado pela empresa Idom Consulting, 170 empresas, entre agroindústrias e mineradoras, são potenciais usuárias do terminal, que escoaria frutas, gesso, fertilizantes, grãos e minério, principalmente.

O secretário informou à equipe da ANTAQ que, para fazer frente ao crescimento da demanda, o Estado da Bahia desenvolverá, com apoio do Banco Mundial, um projeto de operacionalização da Hidrovia do São Francisco no trecho entre Ibotirama e Juazeiro. As obras da hidrovia estão previstas no PAC 2, com dotação orçamentária de R$ 420 milhões.

Na reunião, Costa compremeteu-se ainda a atualizar o envio dos informativos bimestrais sobre as providências tomadas pelo Estado para regularizar a operação do terminal. Luedy lembrou o compromisso assumido pelo Estado da Bahia em apresentar um projeto de recuperação e readequação do terminal, um programa de investimento para viabilizar o seu funcionamento e a definição de data para início das operações.

Fábio Leal salientou, por fim, que a outorga atual de TUP concedida ao Estado da Bahia para o Terminal Fluvial de Juazeiro não permite sua transferência para a iniciativa privada. A transferência seria possível, por meio de licitação e prévia autorização da ANTAQ, caso a outorga do terminal fosse readequada para a de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte – IP4.

http://www.antaq.gov.br/portal/Notic...DNoticia=20676
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Old May 18th, 2011, 08:05 PM   #16
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Parabéns pelo Thread, muito informativo!
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Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além
Paulo Leminski
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Old June 3rd, 2011, 09:38 PM   #17
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Old June 3rd, 2011, 11:39 PM   #18
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Infraestrutura deficiente barra crescimento na Bacia do São Francisco

Paulo Henrique Lobato - Estado de Minas

Publicação: 03/06/2011 06:00 Atualização: 03/06/2011 07:18



Roteiros ecológicos, de lazer e religiosos atraem visitantes e investimentos para região (Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)

Pirapora (MG), Campo Alegre de Lourdes (BA) e Delmiro Gouveia (AL) – A riqueza produzida na Bacia do São Francisco enfrenta caminhos tortuosos para abastecer os mercados dentro e fora do vale. A subutilização da hidrovia Pirapora (MG)-Petrolina (PE) e a situação precária de boa parte da malha viária que acompanha o leito, com longos trechos de terra esburacados, freiam o desenvolvimento de cidades, aumentam os custos da produção e encarecem os produtos que chegam à mesa dos moradores.

Saiba mais...
Investigação do TCU e revitalização do Velho Chico estão no caminho da transposição Famílias que vivem sem energia elétrica mostram desigualdade social no "Velho Chico" Abertura de vagas na bacia do São Francisco atrai trabalhadores de outras regiões Frutas cultivadas no vale do São Francisco ganham mercado fora do país Febre dos produtos asiáticos se espalha e chega ao São Francisco CNI aumenta para 3,8% projeção de crescimento econômico este ano Roteiros ecológicos, de lazer e religiosos atraem visitantes à Bacia do Velho Chico
Embarcações abandonadas em portos ao longo do rio ilustram a decadência da hidrovia. Dos 1.371 quilômetros entre Pirapora e Petrolina, a navegação de cargas ocorre apenas entre Ibotirama e Juazeiro, na Bahia, num total de 610 quilômetros. De Ibotirama a Pirapora (767 km), há longos trechos assoreados. “Sonho em ver esse trecho navegável”, diz o comandante Juscelino de Souza Silva Júnior, capitão de corveta técnico da Marinha. O uso de hidrovia para transporte de carga, modal mais econômico, poderia reduzir o preço dos produtos na mesa do consumidor.

Especialistas avaliam que, na década passada, os produtores pagavam R$ 0,056 para transportar, em carretas, uma tonelada de soja a cada quilômetro. Na ferrovia, o custo caía para R$ 0,016. Nas hidrovias, para R$ 0,009. “O modal hidroviário é reconhecido mundialmente como o transporte de menor custo e de menor impacto ambiental, sobretudo para grandes distâncias e cargas de baixo valor agregado”, ressalta Sebastião José Marques de Oliveira, superintendente de Administração da Hidrovia do São Francisco (Ahsfra). “Mas uma hidrovia somente cumprirá seu papel se houver a possibilidade de uso intermodal, o que ocorre no São Francisco. Temos ferrovia, rodovia, hidrovia e aeroporto tanto em Pirapora quanto em Petrolina”, acrescenta.

O governo federal promete revitalizar a hidrovia até 2014. A meta é destinar R$ 420 milhões para obras na calha do rio – desassoreamento e sinalização – e na restauração de portos, como o de Pirapora, onde a produção que chegar nas embarcações poderá ser estocada no Terminal Intermodal (TIP), inaugurado em 2009 pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela Vale. De lá, a mercadoria segue até o Porto de Tubarão (ES) para ser exportada. O TIP gerou 20 mil empregos diretos e beneficiou produtores de Minas e da Bahia ao reduzir custos com as carretas, que antes precisavam ir a BH para abastecer os vagões que partem para o Porto de Tubarão.

“A economia com o frete rodoviário permitiu aos compradores (externos) pagar R$ 2 a mais por cada saca de soja embarcada aqui”, afirma Alexandre Lobo, engenheiro-agrônomo da Vale. O TIP embarcou 250 mil toneladas de grãos em 2009 e 700 mil em 2010. “Para 2011, a previsão é superar um milhão de toneladas”, diz Eduardo Caleia, gerente-geral de Fomento da FCA.

Buracos

O descaso do poder público com boa parte das estradas do vale também provoca prejuízo e torna as viagens perigosas. De Barra a Pilão Arcado, na Bahia, o motorista percorre cerca de 250 quilômetros de uma estrada de terra cheia de buracos e curvas acentuadas. “Os produtos chegam caros para nós e a margem do lucro fica pequena”, reclama Eleni Borges de Moura, de 47 anos. “O sonho de qualquer morador é o asfalto”, diz ela, dona de um mercado em Buritirama, na Bahia.


A fiscalização precária é outro problema. Diariamente, dezenas de paus de arara cruzam cidades da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. “A viagem de Campo Alegre de Lourdes ao distrito de Jetuitara dura 2 horas na estrada de chão e custa R$ 12. Levo até 40 passageiros”, conta o motorista Darci de Souza, de 46. Empresários admitem, em sigilo, que falta vontade política para pavimentar os caminhos da região. “Algumas cidades recebem moradores do Piauí, que vêm fazer compras. Se o asfalto vier, o comércio será prejudicado porque muita gente vai preferir ir a Casa Nova, Juazeiro ou Petrolina”, conta um comerciante.

Um rio de volta ao debate

A série de reportagens publicada pelo Estado de Minas desde domingo sobre a economia do São Francisco reacende debate sobre a importância da bacia para o desenvolvimento do país, a necessidade de investimentos e sobre problemas nacionais que se refletem na região. Para o economista Frederico Mafra, professor de estratégia competitiva do Ibmec e consultor sênior da Global ON Consultores Associados, a falta de investimentos em infraestrutura é um dos pontos centrais de discussão. “A falta de infraestrutura, mais do que decisão econômica, é política, pois, dadas as potencialidades da região, não há falta de recursos”, avalia. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Júnior, chama a atenção para a invasão de produtos chineses no comércio de cidades ao longo do rio. “É um problema e tanto para a indústria”, admitiu. Para autoridades estaduais, as reportagens do EM reafirmam a importância do rio para o desenvolvimento do país. “O rio foi o responsável pela ocupação territorial e econômica do sertão pernambucano”, lembrou Geraldo Júlio, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de Política Mineral e Energética da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, destacou a perspectiva positiva aberta pela descoberta de gás na Região Central e no Noroeste do estado.



Navegando

Diário de bordo
Saímos de BH às 3h de uma segunda-feira para percorrer 5 mil quilômetros pela Bacia do São Francisco. Acompanhar o Velho Chico da nascente à foz não é tarefa fácil. Há longos trechos de estrada de chão. Dois deles atrasaram muito a viagem. Em Carinhanha (BA), soubemos que os 132 quilômetros até Bom Jesus da Lapa (BA) estavam intransitáveis. A alternativa foi passar pela BR-030, numa volta de 289 km. Ainda no agreste, levamos quase 12 horas para atravessar os 250 km entre Barra a Pilão Arcado. A grande quantidade de cabritos e jumentos às margens das precárias estradas do Nordeste também exige cuidado. Dalton Maia, nosso motorista, teve trabalho para desviar dos animais. No município de São Francisco, alugamos uma canoa por R$ 50 para ir à Ilha União, onde entrevistamos uma família cujo sobrenome homenageia o rio. O problema foi a canoa: buracos na embarcação permitiam a entrada de muita água, retirada com vasilhame de plástico. A viagem durou quase 45 minutos. A simpatia dos ribeirinhos é um capítulo à parte e pode ser resumida na fala de seu Arnaldo da Conceição, que ganha a vida na lavoura: “É a única abóbora que tenho em casa, mas pode levar para provar”. Educadamente, recusamos a oferta. (Paulo Henrique Lobato e Gladyston Rodrigues)

http://www.em.com.br/app/noticia/eco...rancisco.shtml
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Old June 5th, 2011, 05:20 PM   #19
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O Brasil precisa aproveitar melhor as hidrovias porque as rodovias já estão saturadas e as ferrovias tem um tempo de construção bastante elevado'
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Old June 7th, 2011, 07:32 PM   #20
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O Brasil precisa aproveitar melhor as hidrovias porque as rodovias já estão saturadas e as ferrovias tem um tempo de construção bastante elevado'
Com certeza! Além da saturação existe o fator de custo. Estamos muito atrasados nesses modais de baixo custo...
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