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Old March 30th, 2011, 08:46 PM   #921
Squibb
irgendetwas
 
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josinei falou (quase) tudo.

só quando citou que se a empresa compra um carro, apesar de haver uma saída de recursos, não é contabilizado como despesa.

do mesmo modo, a empresa deprecia anualmente seu capital, e isso entra como despesa e diminui o lucro, mas não altera o fluxo de caixa, é uma despesa de depreciação.

não obstante, eu já comentei algumas vezes aqui nesse forum. e vou erguer a bola mais uma vez

se alguem chutar, chutou...

a copel lucra, lucra lucra, e só distribui 25% dos seus dividendos aos acionistas (o minimo exigido por lei).

Engraçado é que, no gov requiao, ele aumentou icms de combustiveis, energia e telefonia (2p.p.), ele tentou aumentar o ipva para 3%, ele tentou pegar dinheiro do caixa de paranagua, ele tirou dinheiro do detran pra tapar buarcos em estradas, ele tentou mil e uma mutretas pra fechar as contas do estado, muitas eu nem me lembro mais de cabeça, e VARIAS MANOBRAS ALTAMENTE ILEGAIS

MAS em nenhum momento, ele pensou em distribuir os lucros da copel. o gov do pr teria direito a +- uns 50% dos dividendos. a copel ha tempos nao investe muita coisa, ou em relacao ao lucro, investe pouca coisa, digamos assim. NAO OBSTANTE MESMO SENDO ALTAMENTE LEGAL DISTRIBUIR OS DIVIDENDOS, O DUCCI DO CANGUIRI NUNCA PEGOU UM TOSTAO A MAIS DO MINIMO EXIGIDO PELA LEI DA COPEL.

Eu já ouvi de alguns funcionários da copel, um papo que os balanços da empersa sao maquiados. Eu vejo uma situaçao como essa onde apesar do desespero por dinheiro, o gov nao tira dinheiro da onde TEM DIREITO.

Juntando o le com o cre, isso dá no MINIMO UMA SITUAÇAO MUITO MUITO ESTRANHA.
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Old March 30th, 2011, 11:42 PM   #922
paranaforever
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Av. JJ começa a ser remodelada em Toledo



A Avenida José João Muraro, um dos mais antigos acessos ao centro da cidade, está ganhando um novo aspecto com os investimentos que estão sendo feitos no local. O último trecho da avenida, entre as ruas São João e Cascavel, está sendo totalmente remodelado, seguindo o mesmo padrão do trecho entre as ruas São João e Barão do Rio Branco, concluído no ano passado, através de um financiamento do município com o programa Paraná Urbano. O novo trecho está sendo executado com recursos do Ministério das Cidades, através de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Giacobbo, e recursos municipais.
As obras, iniciadas no começo do ano e com previsão de término no dia 28 de abril, estão sendo executadas pela empresa Gaissler Moreira Engenharia Civil de Turvo, no Paraná. As obras prevêem o recapemaneto asfáltico do trecho, substituição de calçadas danificadas e meio fio, aberturas e fechamento de acessos junto ao canteiro central, além de implementação de canteiro central com ciclovia e calçadas. A exemplo do trecho já executado, entre a São João e a Barão do Rio Branco, a ciclovia e a calçada são de uso compartilhado. Um lado é destinado aos ciclistas e outro para os pedestres.
No ano passado, a avenida também ganhou uma rotatória, baseada em um modelo visto pelo prefeito de Toledo, José Carlos Schiavinato, em uma viagem técnica a Paris. Além de embelezar a região, a rotatória está contribuindo para disciplinar o trânsito e organizar melhor o fluxo de veículos. Com a implantação da rotatória, foi tirado do cruzamento o semáforo antes existente.
A empresa que está executando o projeto também deverá fazer a retirada de troncos de árvores e o plantio de novos pés de ipês, com tamanho mínimo de 2,5 metros, além de grama. “Uma parte das árvores já tinha sido plantada pela Secretaria do Meio Ambiente, mas a empresa também deverá repor as restantes, completando todo o serviço”, explica a fiscal da obra, engenheira Marilei Rejane Von Borstel. Segundo ela, apesar da cobrança intensiva do município as obras estão um pouco atrasadas. “O mês de janeiro, primeiro mês do período de contrato, foi bastante chuvoso e a empresa teve algumas dificuldades. Agora, no entanto, esperamos que ela amplie o número de trabalhadores para concluir o serviço dentro do prazo”, disse ela.
A obra exigirá um investimento total e R$ 877.717,44, dos quais R$ 740.350,00 são do Ministério das Cidades e outros R$ 137.367,44 de contrapartida municipal.
Nesta semana também foi assinado o contrato com a empresa vencedora do processo licitatório para a iluminação da avenida. Serão investidos cerca de R$ 450 mil na iluminação da via pública, deixando mais clara e segura, nos mesmos moldes dos postes já instalados no trecho remodelado, entre a São João e a Barão do Rio Branco.
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Old March 30th, 2011, 11:46 PM   #923
Jdolci
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Será que você consegue uma foto desse trecho já remodelado pra gente ver como ficou?
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Old March 31st, 2011, 01:26 AM   #924
Tiagovolanick
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Vai ficar assim, uns 2 km de remodelação.

Last edited by Tiagovolanick; March 31st, 2011 at 01:36 AM.
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Old March 31st, 2011, 01:57 AM   #925
josinei
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Originally Posted by Jdolci View Post
Usei o aterramento da Visconde como exemplo.. Pode ser qualquer outro tipo de intervençao urbana que a princípio nao é de interesse da empresa fazer, e que ela nao o faria se nao fosse obrigada..
Pode ser aterramento de fiaçao no Centro de Cascavel, assim como pode ser um reforço na iluminaçao pública com energia subsidiada em áreas de altas taxas de violencia por exemplo..

Eu nao sou um defensor da intervençao governamental em empresas.. Pelo contrário.. pra mim quanto menos o governo se meter melhor.
O que nao consigo entender é que todos sao contra privatizações, dizendo que empresas privadas só se preocupam com o lucro e que uma empresa estatal é do povo..
Oras.. se é assim entao que a Estatal faça algo a mais do que faria uma empresa privada. Só peço coerencia no discurso.
Eu não sou contra privatizações. Se uma empresa pública ou mista é eficiente, enxuta, lucrativa, tem fôlego para investir os montantes necessários, não vejo problema dela continuar sendo pública.
Esse é o caso da Copel.
Um problema é quando as empresas públicas viram cabide de emprego para agradar apaniguados políticos. A Copel historicamente sempre teve presidentes que foram funcionários de carreira da empresa. Nenhum governador até hoje teve coragem de botar um político para comandar a empresa. Isso fez a diferença.

Quanto ao "serviço social" destas empresas: a Copel já presta um serviço social. Ela cobra menos de quem é pobre, da energia rural, da energia noturna para a agricultura. E tem muita coisa ainda por fazer. Há muitos rincões que ainda não tem energia elétrica no PR. Esse é na minha opinião o papel social da Copel, e não aterrar fiação no centro de Curitiba para a cidade ficar mais bonitinha.

Deixar a cidade mais bonitinha é papel da prefeitura. Só que a cada ano que passa a cidade tem menos capacidade de investimento.
Meu pai era engenheiro recém-formado na década de 70 e trabalhou em várias obras na cidade, como o loteamento do Jardim Social, Hugo Lange, Jardim das Américas. Vejam o padrão com que eram feitos esses loteamentos. Meio fio de granito, sarjeta de granito, asfalto de qualidade que está lá até hoje perfeito sem nunca ter tido manutenção.
A prefeitura tinha uma pedreira própria para produzir material para pavimentação de ruas (onde hoje é pedreira Paulo Leminski). Hoje a prefeitura não tem pedreira, não tem equipamentos, não tem pessoal, não tem nada.
Em 1970 Curitiba tinha 500 mil habitantes, a economia era uma fração do que é hoje. Mesmo assim fazia obras. As trincheiras e viadutos que temos na região central foram todas feitas naquela época.
Hoje tem quase 2 milhões de habitantes, um PIB monstruoso e não faz nada. O pouco que faz é com financiamento do BID, Fonplata, Agência Francesa e caramba a 4.
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Old March 31st, 2011, 02:09 AM   #926
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Originally Posted by josinei View Post
A Copel não é uma empresa pública. É uma empresa de capital misto. Parte do seu capital é do Estado do PR e parte de entes privados.

Sua função não é resolver os problemas de urbanismo ou de trânsito das cidades. Sua função é gerar, transmitir e distribuir energia elétrica.

Para resolver problemas de trânsito e urbanismo a prefeitura, o estado do PR e a união cobram impostos e têm orçamentos específicos.

E quem entende um pouco de contabilidade sabe que 1 bi de lucro não significa em 1 bi em caixa.
Se a Copel comprou uma camionete para o trabalho de manutenção por R$ 100 mil, seu ativo imobilizado foi aumentado em R$ 100 mil. Esse valor não entra nem como custo nem como despesa. Não é subtraído do faturamento para apurar o lucro.
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Originally Posted by josinei View Post
A Copel nem poderia fazer isso. Não está no seu OBJETO SOCIAL resolver problema de trânsito e de urbanismo. Se fizer, o presidente da empresa pode ser responsabilizado por má gestão perante a justiça.
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Aterramento de fiação aérea teria de ser realizada pela Prefeitura, e cobrado dos beneficiários como contribuição de melhoria. A Copel não pode tirar um volume alto como esse, em detrimento dos serviços básicos que a companhia de energia tem a fazer em prol da população. Seria injusto a classe média dos bairros arcarem com investimentos estéticos em zonas ultra-nobres.

O termo "lucro" é muito genérico. Teria de ver quanto efetivamente é o lucro que vira caixa e o quanto vira dividendos. Quem é felizardo nessa estória toda são os acionistas.
Peraí minha gente. Quem falou que a Copel tem que resolver problemas de urbanismo ou de trânsito? Eu não. Agora, quem é que faz aquela tramoia aérea em nossas cidades, são as prefeituras ou as distribuidoras?

Se é a Copel quem faz e são eles os distribuidores, então deveriam ser eles os responsáveis por limpar a bagunça, não acham? E por que que quando levam a energia a um bairro, já não começam a fazer as coisas do jeito que o resto do mundo faz, com fiação aterrada? Deveriam existir leis bem simples quanto a isso: quer distribuir aqui? Fiação aterrada, pronto.

E convenhamos pessoal, a Copel não faz favor as cidades distribuindo energia, tá cheio de empresa privada que distribui. A Copel está cobrando pelo que faz e aliás cobra bem, tanto é que está dando um lucro astronômico, a energia elétrica brasileira está entre as mais caras do mundo.

E não duvido que seja a energia elétrica mais feia do mundo.
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Old March 31st, 2011, 02:18 AM   #927
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Originally Posted by Jdolci View Post
Mas aproveitando o mesmo mote da sua argumentação.. podemos utilizar a Petrobras como exemplo de uma empresa pública (mista que seja, igual a Copel) que pode e deve ser utilizada indiretamente como indutora de melhorias no País ou Estado onde atua.

O Governo como principal acionista, obrigou a Petrobrás a encomendar plataformas e navios pretroleiros que fossem construídos nacionalmente. Gerando aqui milhares de empregos e dando um folego novo a toda uma industria de construção naval que estava praticamente desmantelada.
Pra mim essa é a função de uma empresa pública.. Utilizar de todos os artifícios possíveis pra aplicar seus recursos em prol da populaçao que banca a empresa.

Se a funçao da Copel é basicamente distribuir e produzir energia e nao se envolver com os problemas da cidade, porque nao a privatizamos?? Deixa pra iniciativa privada se preocupar com isso e deixa o Governo que já tem uma estrutura inchada focado nas áreas que interessa.

Por mim a Copel tem sim que se envolver diretamente na melhoria da infraestrutura urbana.. e não é uma questão estética somente. Por causa da fiaçao aérea a arborização de nossas cidades é mutililada diariamente com podas pra evitar o contato com os fios. Por causa da fiaçao aérea sofremos a cada tempestade que derruba fios e deixa parte da cidade as escuras.
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Originally Posted by josinei View Post
Só para complementar:

Se começarmos a ter esse raciocínio de que "empresa tal lucrou bastante então poderia fazer isso ou aquilo para melhorar o país", poderíamos citar o exemplo da Petrobras.

A Petrobras tem o monopólio de refino de derivados de petróleo. O asfalto é um derivado de petróleo e é vendido pela Petrobras. O Brasil tem milhões de km de ruas e estradas esburacadas, a serem pavimentadas, duplicadas, etc.
A Petrobras teve um lucro de 30 e poucos bilhões. Então, porque ela teve lucro, poderia dar algumas toneladas de asfalto para ajudar Curitiba a acabar com os antipós, para o governo federal duplicar algumas BRs, ou coisa parecida.

Obviamente não tem nada a ver. A Petrobras tem a função de refinar petróleo e ganhar dinheiro com isso. O Estado (em seus 3 níveis) tem a função de prover infraestrutura de transportes através dos impostos que arrecada. A Petrobras e a Copel já pagam bilhões em impostos ao Estado. Se o Estado não tem competência para aplicar esse montante em coisas úteis, problema dele.
Pode ser. Mas produzimos o petróleo que consumimos e mesmo assim pagamos a nossa gasolina a preços de mercado internacional, como se fosse importado. Se somos país produtor, por que pagamos tão caro? Acho que seria bolivariano demais pedir que a nossa gasolina fosse vendida a preços venezuelanos, mas não poderia ser pelo menos um pouco mais barata? De que vale empresa pública se não é para servir a população? Se é para fazer tudo a preço de mercado, melhor que o governo fique fora, a iniciativa privada faz melhor pelo mesmo preço.
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Old March 31st, 2011, 02:44 AM   #928
Valter
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Pessoal, o aterramento da fiação não deixa só a cidade mais "bonitinha". O ideal é que toda a fiação fosse aterrada, porém o custo disso era cerca de 10 vezes o valor pra se implantar uma rede aérea. Hoje em dia esse valor está em cerca de 3 vezes. A fiação aterrada além de mais segura, melhora todos os indicadores de qualidade no fornecimento. Ela pode não ser viável em todos os lugares, por exemplo, um loteamento recém aberto onde vai demorar anos para se ter uma grande densidade populacional, porém nos centros das cidades um pouco maiores ela se torna ideal.

No centro de uma cidade com grande concentração de comércio, bancos etc, qualquer falha na energia causa um grande transtorno, além de prejuízo. Com o aumento de carga, vão se acumulando um número considerável de cabos traçados por todo lado, vários transformadores próximos um dos outros, tudo isso só vai aumento o risco de falhas. Vendo o lado das distribuidoras, um investimento numa região dessa traria um retorno rápido, pois ela atende vários consumidores, muitos com uma demanda alta.

Na maioria das nossas cidades, as redes que estão sendo usadas, foram instaladas em média há 30 anos atrás. Observem que provavelmente as concessionárias já estão trocando a fiação convencional (4 fios) por outra compacta e protegida. Nisso troca-se todos os equipamentos de proteção, um ou outro poste etc. Seria hora da prefeitura bater o pé e requisitar o aterramento da fiação, que seja no Centro ou Hipercentro da cidade. As concessionárias não tem como negar isso, é uma região de grande consumo, o investimento será maior mas ela não vai estar prejudicando o caixa por causa disso.

O Hipercentro de Uberlândia tem a fiação aterrada desde o final da década 80. Agora quando irá passar por uma novo processo de requalificação, a prefeitura bateu o pé e disse que nas áreas que serão contempladas pelo projeto de requalificação e que não tem a fiação aterrada, a mesma terá que se feita. Como é uma área relativamente pequena, pois parte da região já tem fiação aterrada, a Cemig não foi contra. Acho que cada prefeitura tem que dar seus "pulos", não dá pra colocar tudo de baixo da terra, mais em lugares importantes como as regiões centrais, pontos turísticos, centro histórico, a mesma deve ser feita.
__________________
Como D. Beja Araxá nasceu camponesa.E, como D. Beja, também conheceu a adversidade, sendo o objeto de desejo de poderes superiores. O Estado apropriou-se de suas fontes, maculando sua beleza, ainda que a recompensasse com um rico patrimônio. Por ele, Araxá conheceu o mundo, e o mundo a conheceu. Hoje, D. Beja é Araxá, espelho de suas convicções e metáfora de suas contradições. Nela se refletem simultaneamente, as imagens do seu presente, as representações históricas e as verdades míticas do seu passado; as projeções para o futuro. Rosa Maria Spinoso

Last edited by Valter; March 31st, 2011 at 05:16 AM.
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Old March 31st, 2011, 03:33 AM   #929
Jdolci
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Originally Posted by P@ssageiro_Cwb View Post
Se é a Copel quem faz e são eles os distribuidores, então deveriam ser eles os responsáveis por limpar a bagunça, não acham? E por que que quando levam a energia a um bairro, já não começam a fazer as coisas do jeito que o resto do mundo faz, com fiação aterrada? Deveriam existir leis bem simples quanto a isso: quer distribuir aqui? Fiação aterrada, pronto.

E convenhamos pessoal, a Copel não faz favor as cidades distribuindo energia, tá cheio de empresa privada que distribui. A Copel está cobrando pelo que faz e aliás cobra bem, tanto é que está dando um lucro astronômico, a energia elétrica brasileira está entre as mais caras do mundo.

E não duvido que seja a energia elétrica mais feia do mundo.
Exato.. nao poderia ser melhor dito..
Do jeito que defendem a Copel parece que ela tá fazendo um favor pra gente... Que temos que ficar quietos e agradecer pela benevolencia da empresa em nos entregar a energia pra ligar nossa Luz! Bendita Copel !!

Oras.. A santa da Copel perde o andor rapidinho .. é só olhar a conta de luz .. nao é nem um pouco baratinha .. Tem mais é que dar retorno de alguma maneira as cidades que sustentam ela .. ela tá aqui pra servir a gente ou a gente é que tem que servir ela?
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Old March 31st, 2011, 03:37 AM   #930
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Originally Posted by Valter View Post
Pessoal, o aterramento da fiação não deixa só a cidade mais "bonitinha". O ideal é que toda a fiação fosse aterrada, porém o custo disso era cerca de 10 vezes o valor pra se implantar uma rede aérea. Hoje em dia esse valor está em cerca de 3 vezes. A fiação aterrada além de mais segura, melhora todos os indicadores de qualidade no fornecimento. Ela pode não ser viável em todos os lugares, por exemplo, um loteamento recém aberto onde vai demorar anos para se ter uma grande densidade populacional, porém nos centros das cidades um pouco maiores ela se torna ideal.
Poxa.. até que enfim achei um que concorda.. Esse país é tao esculhambado que quando a gente defende o básico parece que a gente tá querendo luxo e mordomias..
Nao to pedindo nada além do que seria o mínimo pra uma cidade ter padrao de vida decente...
A gente está tao acostumado a nao ter serviços públicos decentes que quando alguem cobra alguma coisa além do mínimo, parece frescura.
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Old March 31st, 2011, 05:26 AM   #931
Valter
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Um exemplo do que já ocorre em SP.

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Redes subterrâneas continuam avançando

Empreendimentos realizados dentro da área de cobertura da CPFL já podem contar com mais este serviço oferecido pela concessionária paulista



Nem fios, nem cabosà mostra. Só a paisagem e a
segurança se destacam no Jardim Paradiso



Tendência irreversível no mercado da construção civil, as redes subterrâneas a cada dia ganham mais terreno em obras onde a segurança, a beleza e a praticidade são características indispensáveis para a realização de projetos modernos. Basta olhar para a foto do condomínio Jardim Paradiso, em Indaiatuba, São Paulo, onde foi empregada a tecnologia do cabo XLPE Voltalene, da Pirelli (reveja a matéria na edição nº 16), para perceber a agradável sensação que um visual sem um emaranhado de fios proporciona.

Este é um condomínio dentro da área de atuação da CPFL Energia (concessionária que atua em mais de 250 cidades do interior e litoral paulista) que atende as suas especificações técnicas padrão para redes subterrâneas. “A beleza e o baixo custo com a manutenção são algumas das qualidades oferecidas por este método de distribuição de energia”, declara Ronaldo Roncolatto, gerente de engenharia de manutenção da CPFL. “Sem falar que as redes aéreas ficam expostas ao tempo e podem causar uma série de inconvenientes, algo que nunca acontece com as instalações subterrâneas”, complementa.


J. Paradiso: quadro de distribuição tipo
pedestal, detalhe inteligente do projeto



Divulgada em junho de 2003, as especificações padrão encontradas no site da empresa têm como objetivo estabelecer os procedimentos básicos e técnicos para a elaboração, pela CPFL ou terceiros, de projetos civis para redes de distribuição subterrânea, primária e secundária, em condomínios residenciais, nos municípios de área de concessão da CPFL Piratininga e CPFL Paulista. A medida irá beneficiar e valorizar futuros projetos de uma região com mais de 3 milhões de clientes atendidos pela distribuidora de energia em importantes pólos econômicos como Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto e Araraquara, área onde atua a CPFL Paulista, além dos 1,2 milhões de clientes de 27 cidades do interior e litoral cuja responsabilidade no fornecimento elétrico cabe à CPFL Piratininga. Com as normas, as redes subterrâneas em condomínios que foram realizadas fora das especificações agora podem contar com a estrutura para que as obras sejam adequadas em conformidade com os padrões técnicos. Dos 30 condomínios existentes nos municípios onde a CPFL distribui energia, cinco já apresentaram projetos para se harmonizar aos padrões de distribuição subterrânea.

http://www.prysmianclub.com.br/revis.../estrutura.htm
__________________
Como D. Beja Araxá nasceu camponesa.E, como D. Beja, também conheceu a adversidade, sendo o objeto de desejo de poderes superiores. O Estado apropriou-se de suas fontes, maculando sua beleza, ainda que a recompensasse com um rico patrimônio. Por ele, Araxá conheceu o mundo, e o mundo a conheceu. Hoje, D. Beja é Araxá, espelho de suas convicções e metáfora de suas contradições. Nela se refletem simultaneamente, as imagens do seu presente, as representações históricas e as verdades míticas do seu passado; as projeções para o futuro. Rosa Maria Spinoso
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Old March 31st, 2011, 01:30 PM   #932
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Originally Posted by Jdolci View Post
Poxa.. até que enfim achei um que concorda..
Eu também acho que a distribuidora (seja ela Copel em Curitiba ou Cia Força e Luz do Oeste em Gpuava) tem que priorizar o aterramento da fiação aérea nos locais onde é mais necessário, bons exemplos são a Av. Visconde de Guarapuava em Curitiba e Av. Comendador Franco (popular av. das Torres).

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Um exemplo do que já ocorre em SP.
Puxa Valter, Uberlândia e interior de SP dando exemplo. Tomara que a luz (com o perdão do trocadilho) também chegue as cidades paranaenses e a todo Brasil.
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Old March 31st, 2011, 02:06 PM   #933
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Originally Posted by Jdolci View Post
Poxa.. até que enfim achei um que concorda.. Esse país é tao esculhambado que quando a gente defende o básico parece que a gente tá querendo luxo e mordomias..
Nao to pedindo nada além do que seria o mínimo pra uma cidade ter padrao de vida decente...
A gente está tao acostumado a nao ter serviços públicos decentes que quando alguem cobra alguma coisa além do mínimo, parece frescura.
Não que achei que sua sugestão fosse por "luxo", mas é que alguém tem que pagar a conta certo? E nada mais correto que quem pague a conta seja efetivamente quem se beneficia da obra pública. Se quem teria propriedade beneficiada aceitaria pagar os custos, que haja então o intento em fazer a obra, há amparo legal para que isso aconteça.

O urbanismo perfeito é maravilhoso, mas a realidade ainda é bem diferente. O ideal é se promover aterramento, mas enquanto não é prioridade, quem tem pressa que arque com isso. No caso do condomínio citado, certamente os donos dos terrenos já pagam pela comodidade de ter fiação aterrada.

O ideal mesmo é acabar com o anacronismo dessa questão, achando maneiras de baratear o custo. Pode ser que com o desenvolvimento de tecnologias isso seja possível em curto espaço de tempo.
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Old March 31st, 2011, 04:13 PM   #934
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Eu não sou contra privatizações. Se uma empresa pública ou mista é eficiente, enxuta, lucrativa, tem fôlego para investir os montantes necessários, não vejo problema dela continuar sendo pública.
Esse é o caso da Copel.
Um problema é quando as empresas públicas viram cabide de emprego para agradar apaniguados políticos. A Copel historicamente sempre teve presidentes que foram funcionários de carreira da empresa. Nenhum governador até hoje teve coragem de botar um político para comandar a empresa. Isso fez a diferença.

Quanto ao "serviço social" destas empresas: a Copel já presta um serviço social. Ela cobra menos de quem é pobre, da energia rural, da energia noturna para a agricultura. E tem muita coisa ainda por fazer. Há muitos rincões que ainda não tem energia elétrica no PR. Esse é na minha opinião o papel social da Copel, e não aterrar fiação no centro de Curitiba para a cidade ficar mais bonitinha.

Deixar a cidade mais bonitinha é papel da prefeitura. Só que a cada ano que passa a cidade tem menos capacidade de investimento.
Meu pai era engenheiro recém-formado na década de 70 e trabalhou em várias obras na cidade, como o loteamento do Jardim Social, Hugo Lange, Jardim das Américas. Vejam o padrão com que eram feitos esses loteamentos. Meio fio de granito, sarjeta de granito, asfalto de qualidade que está lá até hoje perfeito sem nunca ter tido manutenção.
A prefeitura tinha uma pedreira própria para produzir material para pavimentação de ruas (onde hoje é pedreira Paulo Leminski). Hoje a prefeitura não tem pedreira, não tem equipamentos, não tem pessoal, não tem nada.
Em 1970 Curitiba tinha 500 mil habitantes, a economia era uma fração do que é hoje. Mesmo assim fazia obras. As trincheiras e viadutos que temos na região central foram todas feitas naquela época.
Hoje tem quase 2 milhões de habitantes, um PIB monstruoso e não faz nada. O pouco que faz é com financiamento do BID, Fonplata, Agência Francesa e caramba a 4.
Algumas observações a respeito:
- a Copel teve como presidente no governo Requião, o Paulo Pimentel..isso não é indicação politica????
- a Copel não tem que deixar a cidade mais bonitinha, ela tem que fazer o serviço correto, não serviços precários..pagamos pra isso....mesmo porque, as prefeituras tem trocentas obrigações com a cidade, a Copel só energia..
- lotamentos na cidade tem sempre boa infra-estrutura...em 19.. e antigamente era tudo precário..tinhamos um monte de favelas na cidade que foram tiradas e urbanizadas...
- Não existe pedreira em CTBA porque é impossível, embora eu defenda a volta da atividade da Pedreira Paulo Leninski...dai a meia dúzia, que quer ter previlégios absurdos, contrastando com a vida cultural da cidade, teriam em vez de músicas, explosões...estariam bem satisfeitos...
- falar que a prefeitura não tem gente, equipamentos, etc...é coisa de quem desconhece a cidade.....
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Old March 31st, 2011, 04:35 PM   #935
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Originally Posted by .Kr'st_fer. View Post
...nada mais correto que quem pague a conta seja efetivamente quem se beneficia da obra pública. Se quem teria propriedade beneficiada aceitaria pagar os custos, que haja então o intento em fazer a obra, há amparo legal para que isso aconteça.

O urbanismo perfeito é maravilhoso, mas a realidade ainda é bem diferente. O ideal é se promover aterramento, mas enquanto não é prioridade, quem tem pressa que arque com isso. No caso do condomínio citado, certamente os donos dos terrenos já pagam pela comodidade de ter fiação aterrada.

O ideal mesmo é acabar com o anacronismo dessa questão, achando maneiras de baratear o custo. Pode ser que com o desenvolvimento de tecnologias isso seja possível em curto espaço de tempo.

Chris, que sejam os beneficiários da obra pública que paguem a conta é um conceito interessante quando se trata de um condomínio privado mas não em áreas públicas e nesse caso me parece que o debate ficou meio embolado. A questão não é pedir que a distribuidora promova o alargamento de avenidas ou cuide do urbanismo, a questão é que o prestador do serviço público (seja ele estatal ou privado) tem que ser responsabilizado pelas estruturas que explora economicamente e de onde aufere seus lucros. Fica uma impressão que a Copel está prestando serviço social e as coisas já não são assim, talvez a Copel tenha tido um papel mais social no passado mas hoje a situação do país é outra, isso tanto é verdade que o colega postou a notícia de que a empresa teve 1 bilhão de lucro. Eu acho que tá na hora da sociedade reclamar e exigir e o exemplo da prefeitura de Uberlândia deve ser seguido. Pensando dessa forma, o aterramento é que tem que ser prioridade, a eletrificação do PR e do Brasil já é ampla, agora a prioridade é aperfeiçoar o sistema e oferecer a população que paga caro pelos serviços as vantagens técnicas e a qualidade que o Valter já expôs nos posts anteriores.

E já que estamos falando de concessão de serviço público, vamos ver o caso da telefonia. Quem lembra da Telepar Celular? Eu lembro. Fiquei na fila dois anos para ter direito a "graça almejada" de ter um celular e finalmente, num dia especial chegou a minha vez de receber a graça maior da telefonica estadual, o que na época, poderia ser considerado uma benesse a população e um serviço da maior importância. Mas não era. Enquanto o resto do mundo já contava com redes GSM, no PR era uma rede análogica deficiente e assim foi por anos até as privatizações. E o que aconteceu em seguida? A telefonia hoje ainda não é o ideal mas a iniciativa privada passou a explorar o serviço e hoje todo mundo pode ter e falar ao celular. A concessão dos serviços públicos de luz e água e esgoto é a mesma coisa. A sociedade paga pelo serviço e ele tem que ser bom, se justifica que seja meia boca quando é para atender a população carente mas esse não é mais o caso.

Last edited by P@ssageiro_Cwb; March 31st, 2011 at 05:03 PM.
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Old March 31st, 2011, 04:36 PM   #936
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100 Anos da imigração holandesa no Paraná

A “reconstrução” da terra pelos imigrantes holandeses

Descendentes comemoram um século de trabalho na produção de leite e de grãos nos Campos Gerais com fazendas mais valorizadas do que nunca

Carambeí - De campo infértil para um dos solos mais valorizados do Brasil. De região pobre e de futuro incerto para a bacia leiteira mais produtiva do país. A transformação dos Campos Gerais, que ajudou a estruturar a agropecuária do Paraná, é o principal motivo de comemoração da festa do centenário da imigração holandesa, que começa amanhã, em Carambeí.

Os primeiros imigrantes chegaram dois anos antes de 1911 à região, mas foi nesse ano que as famílias começaram a se aglomerar nas terras hoje cercadas de prosperidade. A partir de uma fazenda de 10 mil hectares comprada em pedaços, eles literalmente reconstruíram, na nova pátria, a terra que cultivam desde então, mostram relatos dos descendentes e documentos expostos no Parque Histórico de Carambeí, onde ocorrem as comemorações.


“Depois do fracasso da imigração para Irati (1909), onde não se conseguiu estruturar a produção rural e houve muitas mortes e desistências, as famílias holandesas procuraram campos abertos. E vieram para cá. Com um novo grupo de imigrantes, compraram as primeiras terras. Tudo começou do zero, sem qualquer planejamento”, relata Dick Carlos de Geus, filho de imigrantes e ex-presidente da cooperativa Batavo.

Ele conta que, junto com seus pais, trabalhou na época em que o leite era tirado à mão. Atualmente, a Batavo investe R$ 35 milhões numa usina de beneficiamento de leite em que o produto não terá contato com o ar da ordenha às embalagens.

A atividade mais tradicional – a produção de leite – começou com vacas mestiças, de baixo rendimento. Só três décadas depois da formação do aglomerado de imigrantes foram trazidas da Holanda, por um novo grupo de famílias, animais da raça holandesa. Desde então, o rebanho vem sendo geneticamente melhorado anualmente. Hoje o índice médio chega a 20 litros de leite por animal, alcançando 40 litros em algumas propriedades – recorde nacional.

A produção de grãos, que hoje é a principal fonte de renda dos descendentes holandeses, se expandiu só a partir da década de 1950, quando os produtores começaram a plantar arroz. As áreas foram mecanizadas e a agricultura entrou em crise com a degradação dos solos, na década de 60. Só a partir de 1976, com a adoção do plantio direto na palha – que dispensa o revolvimento e aumenta a fertilidade do solo – a colônia ampliou a produtividade, que hoje beira 10 mil quilos por hectare de milho e 3,5 mil quilos/ha de soja.

A 200 quilômetros do Porto de Paranaguá e a 30 quilômetros do polo moageiro de Ponta Grossa, as fazendas se valorizaram a ponto de raramente trocarem de mãos. O preço de um hectare passa de R$ 30 mil, valor comparado ao da região mais fértil do Paraná (Oeste). Os 150 mil hectares que pertencem aos cooperados da Batavo se tornaram intocáveis, pelo cuidado exigido no sistema do plantio direto e pelo valor de cada área.

“Levamos 60 anos para ter o melhor rebanho leiteiro do país e um dos mais competitivos do mundo. Neste ano, a produção de grãos deve bater nossos recordes”, afirma Gaspar de Geus, vice-presidente da Batavo, que deixa a sede da empresa diariamente para trabalhar nos preparativos da festa do centenário no Parque Histórico. Ele relata que a cooperativa deve fa**turar R$ 850 milhões neste ano – R$ 170 milhões a mais que em 2010.

Serviço:

A festa do centenário da imigração holandesa que inaugura o Parque Histórico de Carambeí começa amanhã à noite com encontro das lideranças do cooperativismo e palestra com Carlos Alberto Sardenberg. A programação segue até segunda-feira, incluindo campeonado de dirt jump bike, free style motocross e show com Sérgio Reis. Mais informações: www.parquehistoricodecarambei.com.br.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/camin...tes-holandeses
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Old March 31st, 2011, 05:09 PM   #937
shiroshima
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Empresas do litoral do Paraná lançam novos roteiros no Salão Paranaense de Turismo


O Salão Paranaense de Turismo chega a sua 17ª edição em 2011. O evento, que será realizado em Curitiba, nesta sexta-feira, dia 1º, e sábado, dia 2, no Expo Unimed, é uma referência em divulgar produtos e serviços comercializados pelo trade turístico para o mercado nacional e, também, internacional. Para aproximar as pequenas empresas do setor e potencializar a geração de negócios, o Sebrae/PR terá um estande no Salão Paranaense, que será palco de ações de promoção de alguns destinos turísticos do Paraná, como o Litoral.

Na sexta-feira, dia 1º, às 17h30, três empresas filiadas à Agência de Desenvolvimento do Turismo no Litoral (Adetur Litoral), entidade que conta com o apoio do Sebrae/PR, vão lançar um rol de novos produtos nos segmentos de turismo de Aventura e Ecoturismo, Sol e Praia, Náutico e Turismo de Base Comunitária. As empresas Calango Expedições, de Morretes; a Gondwana Brasil, de Curitiba; e a Cooperativa de Ecoturismo de Guaraqueçaba (Cooperguará) vão estrear novos roteiros para os participantes do Salão Paranaense de Turismo, lançamentos que acontecem no estande do Sebrae/PR.

Segundo Patrícia Albanez, consultora do Sebrae/PR, o Salão Paranaense é um canal de divulgação e comercialização que aproxima a oferta de destinos turísticos de grandes operadores. “As empresas que vão apresentar novos produtos durante o evento trabalham com receptivo e, muitas vezes, o operador de viagem não tem o contato na ponta e não conhece a qualidade e a diversidade dos roteiros”, avalia Patrícia Albanez. “O Salão Paranaense é sempre estratégico para o lançamento de novos produtos”, completa.

Ainda de acordo com a consultora, o lançamento desses novos produtos é uma das ações da campanha Viva o Litoral do Paraná, que inclui descontos em empresas de turismo e comércio, divulgação dos roteiros turísticos do litoral e sensibilização do trade turístico. Essa iniciativa contempla as atividades do Projeto Turismo no Litoral do Paraná - Emoções o Ano Inteiro, parceria do Sebrae/PR e da Secretaria de Estado do Turismo (SETU), com apoio dos empresários locais, prefeituras municipais e outras entidades, que trabalham ações para potencializar o turismo no litoral paranaense e transformá-lo em um produto atraente não apenas na temporada.

O coordenador estadual do setor de Turismo e Artesanato do Sebrae/PR, Aldo Cesar Carvalho, observa que o Salão Paranaense é um evento tradicional do cenário nacional, que amplia a participação do destino Paraná no mercado. “Essas três empresas estão trabalhando com o Sebrae/PR desde o início do Projeto. São empresas qualificadas e preparadas que vão prospectar novos mercados no Salão Paranaense, que é um evento estratégico. É a validação de todo um processo de preparação de novos roteiros”, diz Aldo Carvalho.

Na sexta-feira, também no estande do Sebrae/PR, acontece a apresentação do Passaporte Litoral, um relançamento da ação promocional que começou em outubro de 2010. Criado com a ideia de representar um documento de passaporte, que permite ao turista conhecer belezas e atrativos de um país, o Passaporte Litoral reúne 58 empresas que programaram descontos, de 5% a 50%, em seus produtos e serviços.

As opções ofertadas, com redução de valores, passam pelo turismo de Aventura, Ecoturismo, Turismo Cultural, Turismo Gastronômico, Turismo Religioso, Turismo Náutico, Turismo de Pesca, Turismo de Negócios e Eventos, e Turismo de Lazer Sol e Praia.

Um grupo de cerca de 10 operadores de viagens, do Paraná, São Paulo, Ceará e Bahia e, ainda, da Argentina e do Paraguai, que participam de um famtour, também vão acompanhar os lançamentos dos novos roteiros turísticos das empresas paranaenses, que acontecem durante o evento. Além do Sebrae/PR, a Adetur Litoral, a Secretaria de Estado do Turismo (SETU) e a Ecovia apoiam essa iniciativa.

Novos negócios

A empresária Daniela Meres Silva, sócia-proprietária da Gondwana Brasil, está otimista com a presença no Salão Paranaense. No evento, a empresa lança novos roteiros voltados para proporcionar mais contato com a natureza e atividades ao ar livre. Um exemplo é um roteiro realizado ao Parque Estadual do Marumbi, no qual o turista é acompanhado por um fotógrafo profissional.

“Percebemos que em alguns passeios que realizávamos, as pessoas tinham curiosidade em saber como as fotografias eram tiradas, como a questão da luz. Vamos fechar grupos pequenos de pessoas, desde aqueles que tem máquinas digitais amadoras até com fotógrafos profissionais”, exemplifica a empresária. “Nossa expectativa é, no Salão Paranaense, informar e mostrar que é possível fazer passeios legais”, completa Daniela Meres Silva.

A Calango Expedições, que está há sete anos no mercado, apresenta uma nova rota para turistas que, saindo de Morretes, queiram conhecer a Ilha do Mel. “Nós compramos um barco, um flexboat, que fará esse percurso com uma hora de duração e com capacidade para 22 passageiros, com bagagem, e com a possibilidade de parar em Antonina”, adianta o sócio-proprietário da empresa, Celso Maceno. “No Salão, esperamos mostrar que o litoral do Paraná está pronto para receber os turistas, após as enchentes que aconteceram, e fechar novas parcerias com agências e operadores de viagens”, salienta Maceno.

A Cooperguará vai lançar dois novos roteiros durante o Salão Paranaense, um que inclui passeios para o Salto Morato e outro para a Ilha Rasa. “Nossa expectativa é muito boa para apresentar essas novidades. Nós já participamos de uma rodada de negócio realizada no evento, em outro ano, e agora sentimos que estamos mais maduros para lançar roteiros para o mercado, para as agências de viagens”, diz Sueli Alves dos Santos, da Cooperguará, que reúne empreendimentos de pequeno porte como pousadas, restaurantes, barcos, guias e condutores.

O evento

O Salão Paranaense de Turismo é considerado uma das principais vitrines do turismo no Brasil e Mercosul. Isso porque o evento engloba feira de negócios, atualização profissional e networking em um único espaço. O evento é organizado e promovido pela Associação Brasileira das Agências de Viagens do Paraná (ABAV-PR), com apoio de entidades parceiras.

O 17º Salão Paranaense de Turismo acontece nesta sexta-feira, dia 1º, e sábado, dia 2, no Expo Unimed Curitiba, na Universidade Positivo – Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, nº 5.300, Campo Comprido – Curitiba.

Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas...rismo&id=31366
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Old March 31st, 2011, 05:22 PM   #938
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Não que achei que sua sugestão fosse por "luxo", mas é que alguém tem que pagar a conta certo? E nada mais correto que quem pague a conta seja efetivamente quem se beneficia da obra pública. Se quem teria propriedade beneficiada aceitaria pagar os custos, que haja então o intento em fazer a obra, há amparo legal para que isso aconteça.

O urbanismo perfeito é maravilhoso, mas a realidade ainda é bem diferente. O ideal é se promover aterramento, mas enquanto não é prioridade, quem tem pressa que arque com isso. No caso do condomínio citado, certamente os donos dos terrenos já pagam pela comodidade de ter fiação aterrada.

O ideal mesmo é acabar com o anacronismo dessa questão, achando maneiras de baratear o custo. Pode ser que com o desenvolvimento de tecnologias isso seja possível em curto espaço de tempo.
Cris, é claro que nesse exemplo foi a incorporadora que bancou a fiação aterrada. A parte interessante da reportagem e que mostra os avanços na área e gostaria de destacar é a seguinte:

Quote:
Divulgada em junho de 2003, as especificações padrão encontradas no site da empresa têm como objetivo estabelecer os procedimentos básicos e técnicos para a elaboração, pela CPFL ou terceiros, de projetos civis para redes de distribuição subterrânea, primária e secundária, em condomínios residenciais, nos municípios de área de concessão da CPFL Piratininga e CPFL Paulista. A medida irá beneficiar e valorizar futuros projetos de uma região com mais de 3 milhões de clientes atendidos pela distribuidora de energia em importantes pólos econômicos como Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto e Araraquara, área onde atua a CPFL Paulista, além dos 1,2 milhões de clientes de 27 cidades do interior e litoral cuja responsabilidade no fornecimento elétrico cabe à CPFL Piratininga. Com as normas, as redes subterrâneas em condomínios que foram realizadas fora das especificações agora podem contar com a estrutura para que as obras sejam adequadas em conformidade com os padrões técnicos.
Acredito que a medida que mais projetos assim forem saindo do papel o ganho em escala vai crescendo e o preço dos equipamentos vão cair ainda mais. Aproveitando a citação do P@ssageiro_Cwb, hoje os índices de continuidade em cidades com boas concessionárias e com redes bem estruturadas estão estagnados. As excessões no centro-sul talvez sejam a Grande São Paulo e o Rio de Janeiro que tem uma rede caótica e problemática devido ao crescimento acelerado e sem planejamento das mesmas.

Em cidades como Cascavel, Maringá, Londrina a rede já está trabalhando no seu ponto ótimo para uma rede aérea. Provavelmente 99% dos habitantes tem energia em casa. Sendo assim, o próximo passo no ganho para qualidade de fornecimento é o aterramento da fiação, não tem como fugir disso. O Smart Grid, que resumindo, é a distribuição de energia de forma inteligente está chegando. A Cemig inclusive já começou os primeiros testes em Sete Lagoas, aqui em Minas. Essa é a chance de ouro das nossas cidades! Um cooperação entre prefeituras e distribuidoras durante o processo de modernização das redes poderia viabilizar o aterramento da fiação em locais de alta densidade de carga e regiões centrais.

Pegando por exemplo a cidade de Londrina que tem um centro com uma alta densidade populacional. Já imaginaram quanto dinheiro a Copel não faz naquela pequena região? Aqui em Uberlândia a prefeitura fez um jogo de cena ameaçando obrigar o aterramento em toda a cidade, aí "negociou" com as concessionárias e conseguiu na região central. Em Araxá, no projeto de requalificação do centro, a prefeitura não teve a mesma força junto a Cemig. Ela conseguiu uma doação de uma das mineradoras da cidade e bancou o resto do custo pra aterrar a fiação no centro histórico. Cada um usa as armas que tem.

TV Legislativa - Uberlândia




Acho que já flodei muito o tópico de vocês, mas eu adoro o assunto.
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Como D. Beja Araxá nasceu camponesa.E, como D. Beja, também conheceu a adversidade, sendo o objeto de desejo de poderes superiores. O Estado apropriou-se de suas fontes, maculando sua beleza, ainda que a recompensasse com um rico patrimônio. Por ele, Araxá conheceu o mundo, e o mundo a conheceu. Hoje, D. Beja é Araxá, espelho de suas convicções e metáfora de suas contradições. Nela se refletem simultaneamente, as imagens do seu presente, as representações históricas e as verdades míticas do seu passado; as projeções para o futuro. Rosa Maria Spinoso
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Eu analiso do ponto de vista de que temos muitas deficiências na iluminação pública, onde há "pobre" morando não há energia de qualidade. Ou se há, tem problemas naquilo que se tem, demorando muito tempo para se resolver quando há pane ou vandalismo. Nesse país onde o rabo abana o cachorro, ter ruas com iluminação pública forte e que de preferência funcione, eu acho que já dá para dar graças..

No caso de aterramento de lugares históricos/culturais que demandam turistas, aí sim a iniciativa pode ser válida, porque é um atrativo comum. Agora, por hora, eu ficaria chateado ver que aumentou a tarifa da energia da minha conta, porque a companhia aterrou a fiação da Avenida X, porque lá e a zona nobre da cidade. É o mesmo fio que passa lá passa na minha rua, e o "tombo" pelo choque caso ocasionasse algum problema, tanto lá como cá, seria igual. Portanto não há razoabilidade ainda nessa questão (por parte da companhia transmissora), portanto o ideal seria os moldes por valorização de patromônio privado, cobrado a parte pela Prefeitura em forma de tributo. E no caso, ficaria a livre iniciativa de se promover essa obra pública.
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Eu analiso do ponto de vista de que temos muitas deficiências na iluminação pública, onde há "pobre" morando não há energia de qualidade. Ou se há, tem problemas naquilo que se tem, demorando muito tempo para se resolver quando há pane ou vandalismo. Nesse país onde o rabo abana o cachorro, ter ruas com iluminação pública forte e que de preferência funcione, eu acho que já dá para dar graças..

No caso de aterramento de lugares históricos/culturais que demandam turistas, aí sim a iniciativa pode ser válida, porque é um atrativo comum. Agora, por hora, eu ficaria chateado ver que aumentou a tarifa da energia da minha conta, porque a companhia aterrou a fiação da Avenida X, porque lá e a zona nobre da cidade. É o mesmo fio que passa lá passa na minha rua, e o "tombo" pelo choque caso ocasionasse algum problema, tanto lá como cá, seria igual. Portanto não há razoabilidade ainda nessa questão (por parte da companhia transmissora), portanto o ideal seria os moldes por valorização de patromônio privado, cobrado a parte pela Prefeitura em forma de tributo. E no caso, ficaria a livre iniciativa de se promover essa obra pública.
Quanto aos "pobres", eles pagam uma tarifa mais barata, ganham lâmpadas fluorescentes pra trocar pelas indandescentes, ganham geladeiras novas pra se desfazerem das velhas, ganham chuveiros econômicos com recuperador de calor (a Copel já comprou milhares deles), acho que não devem ter muito o que reclamar. Os que ganham casas do governo hoje, já vem até com aquecedor solar. Quanto a iluminação pública, pelo menos aqui, é uma atribuição da prefeitura.

Quanto a parte em negrito, o que você colocou está correto porém não é exatamente o que quero dizer. Se na minha rua já existe uma rede e a concessionária não tem a menor previsão de fazer qualquer investimento na mesma, ela não irá jogar o investimento fora e gastar outro montante para aterrá-la. O que estou dizendo é que se já vai ser feito um investimento pra trocar toda uma rede que está obsoleta, já fazê-la dentro de parâmetros mais modernos. Se a prefeitura já vai gastar milhões readequando ruas, calçadas e praças do centro de qualquer cidade, que cada concessionária (TV, Telefone, Energia) faça sua parte e aterre a fiação.

Quanto a região central da cidade, ela tem que ter esse privilégio sim. É a região mais importante da cidade, concentra a maior gama de serviços e de quebra é altamente viável a execução da obra devido ao rápido retorno que a concessionária vai ter por causa da alta demanda que existe no local. Além desse argumento, o fato de diminuir as falhas em regiões densamente povoadas é interessante pra concessionária.

Copel lançará plano estratégico

30.03.2011

A Copel concluirá no próximo mês seu planejamento estratégico de longo prazo. As metas da companhia são aumentar a capacidade instalada para reequilibrar o balanço energético do Paraná e focar em projetos com taxas de retorno adequadas.

“Queremos retomar a situação que tínhamos até 2003, quando havia equilíbrio. Hoje o estado tem um déficit de 30%, algo como 600 MW médios”, disse o presidente da companhia, Lindolfo Zimmer, durante teleconferência com analistas financeiros do setor, nesta quarta-feira (30/03).

Para mudar esse quadro, a empresa planeja atuar ativamente nos próximos leilões de energia. “Olhamos com muito carinho os leilões de geração deste ano. Também estaremos olhando a expansão em transmissão e distribuição, desde que os princípios básicos sejam atendidos”, afirmou o executivo.

O diretor de Finanças, Relações com Investidores e de Controle de Participações da Copel, Ricardo Alves, admitiu que a estrutura de capital da empresa ainda está aquém do desejado. A relação dívida/patrimônio líquido, por exemplo, ainda é baixa, de aproximadamente 18%.

Ele, porém, estimou que a estrutura de capital será alterada. A empresa aguarda para até o fim do ano a obtenção de R$ 1,6 bilhão em financiamentos pedidos ao BNDES para cinco projetos de geração em andamento. Além disso, a companhia vai rolar uma dívida de R$ 600 milhões em debêntures que vencem no fim de 2011.

A Copel alcançou lucro líquido de R$ 988 milhões em 2010, o resultado é 24,8% superior ao obtido no ano anterior, pelo padrão internacional IFRS, de R$ 792 milhões. Calculado pelo método anterior (BR GAAP), o lucro da companhia em 2009 havia sido de R$ 1,026 bilhão.

http://www.energiahoje.com/index.php?ver=mat&mid=429306
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Como D. Beja Araxá nasceu camponesa.E, como D. Beja, também conheceu a adversidade, sendo o objeto de desejo de poderes superiores. O Estado apropriou-se de suas fontes, maculando sua beleza, ainda que a recompensasse com um rico patrimônio. Por ele, Araxá conheceu o mundo, e o mundo a conheceu. Hoje, D. Beja é Araxá, espelho de suas convicções e metáfora de suas contradições. Nela se refletem simultaneamente, as imagens do seu presente, as representações históricas e as verdades míticas do seu passado; as projeções para o futuro. Rosa Maria Spinoso
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