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Old February 25th, 2011, 11:59 AM   #101
marcoasantos
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Originally Posted by Yuri S Andrade View Post
Maykon, algo muito diferente acontece no PR. Em todos os lugares, às capitais concentram todas as vantagens, mas nem por isso o interior fica a ver navios. Vide SP, vide cidades do CO, como Três Lagoas (100 mil hab.), Mineiros (48 mil), Rio Verde (175 mil), Catalão (80 mil), todas menores, mais pobres e com menos infra-estrutura do que as cidades médias paranaenses, mas que conseguem atrair gigantescas plantas industriais.

O problema no PR é a política sistemática de abandono total do interior implantada nos últimos 20 anos, conjugada agora com o conformismo e a falta de interesse. Sinceramente, se a região de Ribeirão Preto, 30 vezes menos populosa que a macrometropolitana paulista, consegue se impor e atrair investimentos de peso, como o eixo Londrina-Maringá, com 2 milhões de habitantes, 2 aeroportos relativamente grandes, rodovias duplicadas, ferrovias, não consegue competir com a RMC, com seus pouco mais de 3 milhões? Não tem lógica. No Brasil, investimento privado está colado às benesses do poder público, logo fica bem claro que o problema do PR é político mesmo.




Kallakalu, ele citou Londrina de forma simbólica. Londrina é, e historicamente foi a grande cidade do interior, a única que rivalizou com a capital. Depois de 1975, e de Requião-Lerner-Lerner-Requião-Requião, a cidade se tornou cada vez mais irrelevante tanto no nível estadual como no nacional.

O (re)fortalecimento do interior do estado (algo que eu não acredito que irá acontecer), passa obrigatoriamente por Londrina.
Acredito que para alavancar de vez e desenvolver ainda mais o interior do Estado, deve-se olhar para pontos que geram competitividade. O primeiro ponto é referente as estradas e ferrovias, deve-se pensar numa rede estrutural para o interior, com grandes ramais para escoamento da produção agricola e industrial (diminuindo assim o custo de frete). Deve se pensar também nas ligações com outros Estados, os principais mercados consumidores dos produtos produzidos nas regiões paranaenses, trabalhando com consórcios interestaduais, aproveitando que o governador é do mesmo partido do governador de SP, e da mesma coligação do governador de SC.

Talvez as lideranças politicas da região norte-noroeste do Estado poderiam servir como interlocutores de projetos interestaduais com SP, como já ocorreu em várias vezes na história da região de Londrina. A UEL e a UEM poderiam firmar mais convênios de cooperação com Universidades Paulistas, como a USP, que poderia gerar um salto qualitativo de produção cientifica e auxiliar em vários programas (mestrado,consórcios doutorais e graduação) que desenvolve. A região do Norte paranaense possui uma ligação histórica com SP, culturalmente, historicamente e economicamente, muito forte.
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Old February 25th, 2011, 12:17 PM   #102
Acir Francisco
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Só há uma maneira do governo levar um desenvolvimento harmonico para todo o Paraná, é fazer um zoneamento economico, ver a vocação e baixar impostos e tarifas energéticas em determinadas regiões, mas vendo o potencial de desenvolvimento, ex: onde à leite industria ligadas aos laticínios, onde a cevada, cervejarias, extraindo ao maximo seus potenciais, nas regiões muito dobradas, pode se fomentar o reflorestamento e industria madereira de papel e moveis, Londrina pode se tornar um polo de tecnologia aproveitando as universidades,pois o fator de recursos humano tambem tem que ser valorizado.
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Old February 25th, 2011, 12:39 PM   #103
Acir Francisco
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Existe uma mentalidade que acredita em certos tipos de conspiração, dando a entender que o interior ser abandonado pelos governos, aí depende. se tem região que foi abandonada foi o norte velho, agora dizer que Londrina foi abandonada, faço aquí uma aposta, que o estado do Paraná gasta em educação em Londrina é propórcionalmente tres vezes mais do que gasta em Curitiba, pois a unica unidade de ensino relevante do estado em Curitiba é o Colegio Estadual. construido em 1940, quando Londrina era uma cidadezinha.
E outra falando sobre as cidades goianas, estes argumentos são ridículos comparar a localização de Curitiba com Goiania, beira uma idioticie entre investir em catalão ou em Goiania claro que eu invistiria em Catalão mão de obra é mais barata e em termos de localização o que Goiania seria melhor?
Outra Londrina teve o Boom nos final de 40 e 50 graças ao bom preço e a quantidade de café que circulava naquela região não só de Londrina mas todo o norte do Paraná, aqui no norte velho tambem foi assim, mas foi apenas uma fase, agora Londrina não deixou de crescer agora o norte velho este sim entrou em profunda decadencia.

Last edited by Acir Francisco; February 25th, 2011 at 01:05 PM.
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Old February 25th, 2011, 02:47 PM   #104
Maykon_Johny
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Originally Posted by ABNeto View Post
Olha, eu não respondo por Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Guarapuava e tantas outras cidades crescidas do interior que se indispõe com a capital com relação aos investimentos...

Mas em relação às cidades pequenas, de 10, 20 mil habitantes, eu diria que "O" problema delas em serem ainda mais esquecidas que as grandes revoltadas do interior, é geralmente uma admnistração municipal infrutífera e altamente fraudulenta, corrupta e oligárquica, geralmente comandadas há mais de uma geração por determinadas famílias detentoras de pequenos comércios de nome nessas localidades ou, principalmente, grandes fazendeiros. Os meus olhos no interior do estado estão voltados para estas cidades. Estas sim, largadas totalmente às moscas, desde a fundação, pelos governos municipais, estaduais e federais... Assim como, é claro, pelo setor privado, impedido de investir nesses lugares justamente pela corja política que, detentora da economia local, une-se em cartéis formidáveis para impedir qualquer ameaça de concorrência... Quanto a estas cidades, que devem reunir juntas uns 4 milhões de paranaenses (população superior tanto ao eixo Londrina-Maringá quanto à RMC), acho que não tem muito o que o governo estadual fazer, a não ser garantir infra-estrutura básica e de qualidade. Mas enquanto elas não se livrarem de seus pequenos coronéis, pouco mudarão. Como exemplo, dou o município de Teixeira Soares, Campos Gerais (entre PG e Irati). Em 2009 entrou um novo prefeito lá e olha, independentemente de posições políticas, o que a cidade conseguiu nesses últimos 2 anos ela não viu acontecer durante umas 3 décadas em que a cidade viveu dividida por famílias de sobrenome e donas da política local.

Esse é o maior desafio do governo Richa. Embora não sejam potências industriais, as cidades grandes do interior TÊM RENDA. Tem que dar um jeito agora de gerar renda nessas cidadezinhas pequenas... é uma questão complicada de se resolver.

E eu não respondo por qualquer tipo de "indisposição" com relação a investimentos na nossa capital. Acho que ninguem se indispõe a isso. Curitiba é a maior e mais importante cidade do Estado e merece sim investimentos pesados, isso é evidente. A indisposição existe em função do fato (seja ele político [por parte dos Governantes] ou estratégico [por parte da iniciativa privada], o que importa é que é fato) de que os importantes centros urbanos do interior do Estado não recebem os investimentos proporcinais a sua importância, como acontece em outros Estados da Federação, cujos exemplos foram citados pelo Yuri e outros foristas.

Aliás, isso não é prejudicial somente para o interior, mas tbm para a própria capital pois qto mais o interior do estado se torna inviável economicamente devido a ausência de investimentos em infraestrutura, mais a capital corre o risco de "inchar" sofrendo processos de favelização, aumento da violência e tudo o mais, oriundos de um exodo formado tanto por trabalhadores qualificados qto não qualificados vindos do interior, que muito provavelmente não serão totalmente aborvidos pelo mercado de trabalho da capital. Qdo o Estado [refiro-me ao Governo, da mesma forma como o Beto Richa OBVIAMENTE se referiu ao Governo Estado qdo falou da "divida do Paraná com Londrina"] não investe no interior, a capital tbm sai perdendo.

E a proximidade de grandes eventos esportivos no país como a Copa do Mundo e as Olimpiadas tbm podem ser fatores negativos para o interior de todos os estados, pois os eventos se realizarão nas capitais que passarão a ser o centro das atenções tanto dos governos estaduais qto do federal que, obviamente, não querem pagar mico com atrasos de obras. No Paraná, acredito que a ampliação do Aeroporto Internacional de Curitiba e a construção do metro terão prioridade absoluta. É claro que são obras extremamente necessárias indepentede de Copa do Mundo. Mas como o cobertor é curto e o Governo não pode [ou não quer, na visão de alguns] abraçar a todos, prioridades sempre são estabelecidas. E o interior mais uma vez será preterido.

Com relação aos pequeninos municípios do nosso Paraná, engolidos pelas oligarquias locais, eu concordo com tudo o que foi dito aí pelo forista ABNeto. Não são todos os pequenos municipios do Estados que conseguem ser uma Cafelândia ou uma Corbélia da vida [que tbm tem seus coronéis, mas mesmo assim ainda são lugares muito dinâmicos]. Acredito que a Região Central do Estado e o Norte Velho [citado pelo forista Acir Francisco] são as mais prejudicadas. Aliás, vou ver se consigo postar agora algumas reportagens da Folha falando a respeito.
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"Tudo que é sólido desmancha no ar." (K. Marx)

Last edited by Maykon_Johny; February 25th, 2011 at 03:14 PM.
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Old February 25th, 2011, 02:55 PM   #105
Jdolci
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hahahaha.. e assim é a vida...

O Paraná (Curitiba incluida) reclama que é excluido e esquecido pelo Governo Federal, que só investe e faz obras no Nordeste.. Rio.. etc..

O interior do Estado (Londrina incluida) reclama que Curitiba concentra todos os investimentos, que é pra onde as industrias vão, enquanto o interior é largado é esquecido.

Os moradores do Norte Pioneiro e Centro Sul reclamam que Londrina, Maringá e Cascavel ficam com todas as atençoes no interior, onde constroem os prédios, onde tem emprego, enquanto suas cidades só vem os numeros de moradores diminuir e ficar cada vez mais pobres.

E posso apostar.. Algum distrito de Jacarezinho ou de Guarapuava com certeza deve estar puto da vida porque nao ve obra nenhuma da prefeitura nesses locais, e que estao abandonados a própria sorte...
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Old February 25th, 2011, 02:56 PM   #106
Maykon_Johny
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SÉRIE DE REPORTAGENS DA FOLHA

ÊXODO NO INTERIOR - Sem perspectivas, cidades encolhem
Dos 399 municípios do Paraná, 169 apresentaram queda na população; números refletem falta de estrutura e de oportunidades

Londrina – Os dados demográficos levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo 2010 trouxeram à tona números preocupantes para 169 municípios do Paraná (42,3% do total), que nos últimos 10 anos apresentaram redução no número de habitantes. Além de tratar-se de um importante termômetro das oportunidades locais e da qualidade de vida, os resultados trazem, para alguns deles, a indesejável redução na cota do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma das principais fontes de recursos para a maioria.

Segundo informações da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), 11 cidades tiveram a receita diminuída após o Censo 2010, por não alcançarem o número de habitantes previsto pelo IBGE em 2009. A estimativa vinha servindo como base de cálculo dos repasses federais, que são originados da arrecadação total de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), na proporção de 23,5%. A partir de agora os coeficientes para cálculo do FPM de cada município serão definidos pelos números do censo.

A lista de municípios que viram sua população diminuir é encabeçada por Altamira do Paraná, com -38,8%, seguida de Nova Cantu, com -25,1% – ambas no Centro-Oeste. O chefe de gabinete de Altamira, Ataliba Pedro dos Santos, credita grande parte do problema ao êxodo registrado até 2007, quando parcela considerável da população sucumbiu às deficiências de infraestrutura e falta de empregos. ‘‘Sofremos com a falta de boas estradas e investimentos na área de educação, mas estamos conseguindo reverter o quadro. Antigos moradores estão voltando para a cidade e movimentando o comércio da construção, por exemplo’’, argumenta.

Conforme Santos, o município que viu sua população cair de 7.037 habitantes para 4.306, não tem potencial para grandes investimentos. A saída tem sido o estímulo à avicultura, à sericicultura e à apicultura como forma de diversificar a renda dos pequenos produtores e gerar perspectivas de trabalho e renda. ‘‘Recursos também têm sido canalizados na recuperação de estradas, em educação e na melhoria da qualidade de vida da população, com ampliação da rede de abastecimento de água potável’’, completa.

Análise feita pelo pesquisador Anael Cintra, do Núcleo de Estudos Sociais e Populacionais do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), aponta que as regiões Centro-Oeste e Norte Pioneiro se mantêm entre as que mais sofrem perdas na população, porém em ritmo menor na última década. Segundo o levantamento, a taxa de crescimento de 0,88% observada até o momento para o Paraná está abaixo do esperado quando considerada a Estimativa Populacional do IBGE para 2009 (1,12%) e a Projeção de População do IBGE para 2010 (1,20%).

As conclusões sugerem alterações significativas nos parâmetros demográficos, em especial queda acentuada na taxa de fecundidade e diminuição dos fluxos migratórios que na década de 1991/2000 contribuíram para as altas taxas de crescimento observadas nos municípios da Mesorregião Metropolitana de Curitiba. De acordo com Cintra, porém, não há consenso sobre o que é de fato variação significativa, em se tratando de população.

O pesquisador explica que se a diferença entre a população apurada pelo Censo e a estimativa do IBGE ou a projeção do Ipardes for de até 5%, é porque o município está mantendo o padrão populacional do período anterior. Se o índice ficar entre 5% e 10% há indícios de mudança no padrão do município, e se ultrapassar o índice de 10% é porque há uma mudança significativa em curso, com taxa de crescimento ou de redução maior que o esperado.


Fonte: http://www.bonde.com.br/folha/folha.php?
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"Tudo que é sólido desmancha no ar." (K. Marx)

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Old February 25th, 2011, 02:57 PM   #107
Maykon_Johny
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ÊXODO NO INTERIOR Paraná vive reversão de adensamento
O inchaço demográfico, antes característico de municípios menores, migrou para as sedes metropolitanas

Maringá - Diante do declínio da taxa de fecundidade (número de filhos por mulher), a queda do crescimento da população brasileira não chegou a surpreender os demógrafos. Esta é a tendência demográfica de todo o Ocidente. No caso do Paraná, porém, o Censo 2010 indica transformações significativas no processo de crescimento urbano e, principalmente, metropolitano. Segundo Ana Lúcia Rodrigues, doutora em Sociologia Urbana e com pós-doutorado em Urbanismo, houve uma reversão do histórico adensamento demográfico nos municípios localizados na periferia das sedes metropolitanas.

A socióloga, que coordena o Observatório das Metrópoles - Núcleo Universidade Estadual de Maringá (UEM), argumenta que a taxa de crescimento de 0,88% foi mantida no estado, mas houve uma inversão de crescimento. ''Historicamente Curitiba, Londrina e Maringá cresciam menos que as suas cidades vizinhas, e o mesmo não ocorreu na última década. Estas cidades cresceram mais que os municípios do entorno'', explica, lembrando que Curitiba, Londrina e Maringá tiveram respectivamente um aumento populacional de 2,7%; 1% e 2%.

Ela ressalta que os 42% dos municípios paranaenses que apresentaram taxas negativas de crescimento estão em áreas cuja estrutura econômica tem base agropecuária e atividades primárias tradicionais, sem incorporação de tecnologias modernas. Ana Lúcia lembra que os dois municípios que mais perderam moradores no estado, Altamira do Paraná e Nova Cantu, estão região Centro-Oeste do Estado.

''Mais de 60% da população de Altamira é rural e mais de 50% dos moradores de Nova Cantu estavam na área rural, incluindo os segmentos da População Economicamente Ativa (acima de 10 anos). Ou seja, se houve grande perda populacional, possivelmente tenha sido nesse segmento de moradores, carentes de postos de trabalho, buscando-os nas cidades maiores.'' Segundo a socióloga, a queda nos postos de trabalho e a queda da taxa de fecundidade são duas das variáveis responsáveis pela diminuição do crescimento populacional nos entornos metropolitanos, bem como no interior paranaense.

Políticas públicas

Ana Lúcia afirma que cada vez mais o adensamento demográfico se vincula a um conjunto de políticas econômicas que conseguem atrair investimentos e, em consequência, população. ''Isso mostra que há uma falta de políticas públicas regionais que consigam manter a população nos pequenos municípios, como por exemplo, projetos de geração de emprego e renda, fazendo com que muitos municípios tenham nas transferências governamentais, principalmente o FPM e as transferências de receitas correntes (educação e saúde), suas maiores fontes de recursos.''

Para a socióloga, a redução no tamanho demográfico de quase metade dos municípios paranaenses é um claro sinal de que as altas taxas de crescimento estão concentradas em apenas alguns municípios. ''Ou seja, concentra-se população porque os investimentos econômicos também estão sendo concentrados. Este é um problema que não pode ser resolvido no âmbito municipal, e sim com planejamento regional, que rompa o desenvolvimento baseado em desigualdade e injustiça social, além de desinteresse, incompetência e omissão dos gestores públicos'', alerta.


Fonte: http://www.bonde.com.br/folha/folha.php?
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"Tudo que é sólido desmancha no ar." (K. Marx)
Maykon_Johny no está en línea  
Old February 25th, 2011, 02:58 PM   #108
Maykon_Johny
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ÊXODO NO INTERIOR Falta de emprego ‘expulsa’os mais novos
Caminhando por Borrazópolis e Grandes Rios, a primeira coisa que chama a atenção é a ausência da população jovem

Borrazópolis - Ao andar pelas ruas de Borrazópolis e Grandes Rios, no Centro-Norte, a primeira coisa que chama a atenção é a ausência de jovens nas ruas. Vê-se muitos idosos e crianças. Conversando com pessoas que moram há várias décadas, a confirmação dos dados do Censo: a população diminuiu, e muito. Borrazópolis, com 7,8 mil, perdeu mais de 1,5 mil habitantes nos últimos dez anos - redução de 16,6%. ''Essa cidade era movimentada demais, chegou a ter mais de 35 mil pessoas. Na década de 70, no auge do café, não dava tempo nem de almoçar tanto era o trabalho'', lembra o sapateiro Silvestre Braz de Araújo.

Agora aposentado e com seus 82 anos, seu Silvestre passa os dias em frente à loja. As portas baixadas há quase um ano, já que não consegue locar o espaço, são indicativo de que as coisas estão difíceis. ''Antigamente o povo da roça tinha dinheiro no banco. Hoje, os que ficaram só têm dívidas.'' Foram poucos os que ficaram. Estima-se que mais de 70% da população rural tenham ido para outras cidades. ''Famílias inteiras foram embora. Atualmente, os filhos dos que ficaram saem em busca de emprego fora'', diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sebastião Gomes.

Emprego para os jovens, ou melhor, a falta dele, parece ser mesmo o motivo que tem levado milhares a saírem de Borrazópolis. Comerciante há mais de 50 anos, Ramiro Dias revela que chegou a ter oito funcionários em sua antiga loja de secos e molhados. ''Era muita gente para atender.'' Em sua loja de ferramentas, agora, apenas um toma conta de tudo.

Festas

Em Grandes Rios, que perdeu mais de 1,2 mil habitantes na última década (redução de 15,7%), a situação é bem parecida. Faltam empregos e opção aos jovens. Por este motivo, Fernanda Muniz, 19 anos, viaja todos os dias. ''Estudo Administração em Ivaiporã e provavelmente vou embora quando terminar. Aqui, ou se é agricultor ou funcionário público. Não tem fábrica, indústrias'', comenta ela, que trabalha numa farmácia no contraturno.

E empregos desse tipo realmente são as que mais oferecem vagas. Para se ter uma ideia, o maior mercado é o que mais emprega depois da prefeitura. São 24 jovens no quadro de funcionários. ''Para muitos deles, este é o primeiro emprego e a única oportunidade. Alguns deles aproveitam para conciliar com a faculdade'', diz a sócio-proprietária Sandra Barreto.

E se a economia frágil é o que tem espantado os jovens, na época das festas de final de ano, a cidade recebe seus ''filhos''. O diretor clínico do Hospital Municipal, Éditon Pimentel, diz que os atendimentos chegam a dobrar. ''Nos plantões desse período encontro várias pessoas que moravam aqui e até mesmo aqueles que nasceram na minha mão. É quando percebemos quantos foram embora'', revela.

Fonte: http://www.bonde.com.br/folha/folha.php?
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Maykon_Johny no está en línea  
Old February 25th, 2011, 02:59 PM   #109
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ÊXODO NO INTERIOR Santa Amélia diminuiu 13% em dez anos
Pelas ruas da cidade do Norte Pioneiro é fácil encontrar gente saudosa dos que partiram

Santa Amélia - O olho pode se enganar ao ver o coreto na avenida principal cheio de gente, mas o fato é que a população de Santa Amélia (Norte Pioneiro) encolheu 13% (de 4.407 para 3.804) nos últimos dez anos. Os reflexos são claros, por exemplo, no maior colégio da cidade, onde as salas estão cada dia mais vazias.

No hospital, os partos continuam acontecendo - média de três mensais - e a creche municipal está lotada. Sinais de que a natalidade se mantém perene. A situação se inverte quando se entra no antigo mas conservado prédio da Escola Estadual Prefeito Carlírio Gomes dos Santos.

A diretora Angélica Rodrigues de Ângelo, revela que a taxa de ocupação das salas cai ano a ano. A escola que chegou a ter perto de mil alunos - ''oito turmas só no noturno'' - hoje não passa dos 320. Nas salas, a confirmação: carteiras vazias e turmas com, no máximo, 20 alunos. ''A evasão não é por abandono. Os alunos nos deixaram porque suas famílias foram embora'', comenta a educadora. Com menos estudantes, a escola perdeu funcionários, deverá ter a verba reduzida e teme o futuro.

Entre os alunos, o clima também é de incerteza. ''Meu pai está pensando em ir para São Paulo, porque tem um irmão que mora lá'', fala Ana Paula do Nascimento, 11 anos. José Eduardo da Silva, 14, tem um irmão em Conchas (SP) e diz que pretende ir também daqui um tempo. Sara da Cruz Durão, 13, quer sair para estudar Medicina.

Pelas ruas, é fácil encontrar gente saudosa dos que partiram. O servidor público aposentado Ovídio Ranucci, 77 anos, pensa nos filhos que vivem em Cornélio e em Santa Catarina e nos netos. ''Quem fica, fica também com a saudade'', emociona-se. O casal de filhos do empresário Jairo Gomes dos Santos, 54, mora em São Roque (SP). O comerciante Edson Mine Gonçalves, 63, recorda dos filhos que vivem no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. ''Eles foram trabalhar e não pensam em voltar. Sinto saudades também dos netos, que vejo só uma ou duas vezes por ano.''


Fonte: http://www.bonde.com.br/folha/folha.php?
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"Tudo que é sólido desmancha no ar." (K. Marx)
Maykon_Johny no está en línea  
Old February 25th, 2011, 03:11 PM   #110
Maykon_Johny
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hahahaha.. e assim é a vida...

O Paraná (Curitiba incluida) reclama que é excluido e esquecido pelo Governo Federal, que só investe e faz obras no Nordeste.. Rio.. etc..

O interior do Estado (Londrina incluida) reclama que Curitiba concentra todos os investimentos, que é pra onde as industrias vão, enquanto o interior é largado é esquecido.

Os moradores do Norte Pioneiro e Centro Sul reclamam que Londrina, Maringá e Cascavel ficam com todas as atençoes no interior, onde constroem os prédios, onde tem emprego, enquanto suas cidades só vem os numeros de moradores diminuir e ficar cada vez mais pobres.

E posso apostar.. Algum distrito de Jacarezinho ou de Guarapuava com certeza deve estar puto da vida porque nao ve obra nenhuma da prefeitura nesses locais, e que estao abandonados a própria sorte...
É isso mesmo... mas tem de ser assim, não é? O brasileiro já é acomodado e gosta de esperar que alguma voz solitária que costuma reclamar por alguma causa perdida ou outra, faça papel de cidadão pela maioria, acomodada, paternalista e dependente de tudo. Agora image se todos se calassem definitivamente. Se os messias cansassem desta história de morrer por uma maioria indiferente às questões que são importantes para eles mesmos.
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Old February 25th, 2011, 03:11 PM   #111
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hahahaha.. e assim é a vida...

O Paraná (Curitiba incluida) reclama que é excluido e esquecido pelo Governo Federal, que só investe e faz obras no Nordeste.. Rio.. etc..

O interior do Estado (Londrina incluida) reclama que Curitiba concentra todos os investimentos, que é pra onde as industrias vão, enquanto o interior é largado é esquecido.

Os moradores do Norte Pioneiro e Centro Sul reclamam que Londrina, Maringá e Cascavel ficam com todas as atençoes no interior, onde constroem os prédios, onde tem emprego, enquanto suas cidades só vem os numeros de moradores diminuir e ficar cada vez mais pobres.

E posso apostar.. Algum distrito de Jacarezinho ou de Guarapuava com certeza deve estar puto da vida porque nao ve obra nenhuma da prefeitura nesses locais, e que estao abandonados a própria sorte...
Cultura típica... reclamar sempre foi melhor, achar problemas e pêlo em ovo é muito mais fácil que trabalhar, porque dá dor nas costas.. Enxer o saco do outro sempre foi muito mais cômodo.

Tudo isso para evitar a fadiga.

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Old February 25th, 2011, 03:11 PM   #112
Acir Francisco
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Há algumas regiões no Paraná que são exportadores de mão de obra. o norte velho, é e desde os anos 60 o principal, pois não tem nenhuma cidade grande ou media para grande, se for por regiao o campeão no exodo é o norte velho.
Acir Francisco no está en línea  
Old February 25th, 2011, 03:24 PM   #113
Yuri S Andrade
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É isso mesmo... mas tem de ser assim, não é? O brasileiro já é acomodado e gosta de esperar que alguma voz solitária que costuma reclamar por alguma causa perdida ou outra, faça papel de cidadão pela maioria, acomodada, paternalista e dependente de tudo. Agora image se todos se calassem definitivamente. Se os messias cansassem desta história de morrer por uma maioria indiferente às questões que são importantes para eles mesmos.
Exatamente, Maykon. É óbvio que o conformismo impera na nossa cultura, mas acho que as reclamações são sim extremamente necessárias e fazem a diferença.

Muitos, aqui mesmo nesse fórum, sempre reclamavam da constante reclamação do pessoal de Londrina. Diziam que era exagero, invenção, implicância com a capital, e que não havia nada de anormal acontecendo. Pois bem, veio a campanha para governador de 2010, e o tema central foi justamente o abandono do interior. Os dois candidatos não se cansavam de bater nessa tecla. O governador eleito, continua falando (deveria agir) sobre o esvaziamento do interior. Certamente, foi a constante reclamação da sociedade civil, especialmente a de Londrina, a grande responsável por essa mudança de atitude dos líderes do estado.

Eu reclamo e sempre vou reclamar. E não é apenas em relação aos assuntos nacionais e estaduais, mas também nos municipais. Sempre que eu considero que há um problema na cidade (arborização, viadutos mal-colocados, promoção da herança cultural, censo) eu escrevo para os jornais e para a prefeitura. É pouco, mas acredito que estou fazendo a minha parte. Há quem se incomode com isso, mas paciência...
Yuri S Andrade no está en línea  
Old February 25th, 2011, 03:31 PM   #114
shiroshima
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Pepe Richa garante a Rogério que parcerias serão mantidas em Paranavaí

24/02/2011

O secretário de Estado dos Transportes e de Obras Públicas, José (Pepe) Richa Filho, garantiu ao prefeito Rogério Lorenzetti, a quem recebeu em audiência, na quarta-feira, em seu gabinete, que as parcerias entre o Governo do Paraná e o Município de Paranavaí serão mantidas e, dentro das possibilidades até ampliadas. A manifestação foi feita em razão de reivindicações apresentadas pelo prefeito.

Depois de apresentar um novo projeto ferroviário que será implantado no Paraná, Pepe Richa admitiu a possibilidade de um ramal atender a região de Paranavaí. “É uma região produtora e que merece esta opção de transportes”, disse o secretário.

Sobre a possibilidade de a patrulha mecanizada do DER voltar a atuar no município na readequação de estradas rurais e o convênio pelo qual o Estado faz a doação de vigas para pontes, Pepe Richa foi enfático: “estamos fazendo uma avaliação destes programas. Vendo o que é possível melhorar e assim que estiverem liberados Paranavaí será contemplada”.

O secretário Pepe Richa ficou de avaliar a possibilidade de recapeamento do trecho entre a BR-376 e o Distrito de Sumaré. Trata-se de uma rodovia estadual e já há licitação para poder executar este recapeamento.

OUTRAS REIVINDICAÇÕES – Rogério Lorenzetti pediu ao secretário agilidade na autorização para a execução do trevo no bairro São Cristovão, no distrito de Graciosa. “Só faltava a desapropriação da área e o município já fez. Estamos dispostos também a arcar com os custos do projeto, desde que a Secretaria dos Transportes confirme a execução da obra”, disse o prefeito.

Lorenzetti ainda falou da necessidade de antecipação das obras de acesso à cidade, previstas no contrato de concessão das rodovias. “São obras previstas para 2018. E entendemos que é preciso executar estas obras com antecedência”, disse ele. Pepe concordou com esta necessidade. “Vamos revisar os contratos e também queremos a antecipação destas obras”, disse.

O secretário e o prefeito também conversaram sobre a recuperação do canal da Avenida Gabriel Esperedião. “A obra já está sendo licitada. Vamos executar com recursos próprios e isto tem um peso grande para os cofres municipais”, explicou Rogério. Pepe Richa ficou de avaliar a possibilidade de compensar o município de alguma forma. “Pode ser nos ajudando com recapeamento de alguns trechos urbanos”, sugeriu o prefeito. O secretário ficou de dar uma resposta nos próximos dias.

Finalmente o prefeito Rogério Lorenzetti insistiu na inclusão de Paranavaí no projeto de logística que tem como base central o aeroporto de Maringá. “Queremos a inclusão da cidade no sistema multimodal de transportes. Paranavaí pode ser interligada ao aeroporto de Maringá através de ônibus”, pediu Rogério. O secretário também se mostrou entusiasmado com esta e ideia.

Fonte: www.paranavai.pr.gov.br

Destaquei os pontos mais relevantes desse encontro que:

1º Seria a possibilidade de um ramal ferroviária no extremo noroeste, região que nunca contou com esta opção de transporte. Seria uma importante conquista já que ajudaria a alavancar a captação de novas indústrias para a região e facilitar o escoamento da produção. Quem sabe serviria até como uma nova opção de ligação com o Mato Grosso do Sul e o Extremo Oeste de São Paulo, já que a divisa com esses dois Estados não está a mais do que 120 km de Paranavaí.

2º Muito pertinente pedir a ajuda para antecipação as obras no trevo de Paranavaí por parte da Viapar. A entrada da cidade é indecente e confusa. Muita gente passa direto na entrada da cidade, já que o acesso é ridículo e pouco compreensível para quem não a conhece. Esperar até 2018 para que essa obra aconteça é um absurdo. Pagar R$ 7,50 de pedágio de Paranavaí a Maringá em um trecho de apenas 67 km e esperar até 2016 pela duplicação até Nova Esperança (30 km de Pvaí) e 2018 pela readequação do trevo é inaceitável.

3º Interessante a proposta de um ônibus regular ao aeroporto de Maringá. Se não me engano o Jdolci tinha comentado algo parecido sobre a questão dos aeroportos de Toledo e Cascavel. Realmente para Paranavaí a alternativa mais viável é utilizar o aeroporto de MGF que oferece voos da AZUL, Trip, Pantanal, GOL e TAM, ou seja, a partir dele é possível viajar para qualquer parte do Brasil e realizar conexões para vôos internacionais. Acho inviável para Paranavaí manter uma linha aérea regular para Curitiba, por exemplo, a R$ 500,00 o trecho sendo que está a apenas 50 minutos de carro de Maringá, ainda mais que não é preciso nem entrar na cidade para se chegar ao aeroporto. É uma viagem relativamente rápida (eu mesmo levo 40 minutos aqui de casa até o aeroporto em SJP) e que não afeta muito no custo final das passagens.
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Old February 25th, 2011, 03:50 PM   #115
Maykon_Johny
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Originally Posted by Yuri S Andrade View Post
Exatamente, Maykon. É óbvio que o conformismo impera na nossa cultura, mas acho que as reclamações são sim extremamente necessárias e fazem a diferença.

Muitos, aqui mesmo nesse fórum, sempre reclamavam da constante reclamação do pessoal de Londrina. Diziam que era exagero, invenção, implicância com a capital, e que não havia nada de anormal acontecendo. Pois bem, veio a campanha para governador de 2010, e o tema central foi justamente o abandono do interior. Os dois candidatos não se cansavam de bater nessa tecla. O governador eleito, continua falando (deveria agir) sobre o esvaziamento do interior. Certamente, foi a constante reclamação da sociedade civil, especialmente a de Londrina, a grande responsável por essa mudança de atitude dos líderes do estado.

Eu reclamo e sempre vou reclamar. E não é apenas em relação aos assuntos nacionais e estaduais, mas também nos municipais. Sempre que eu considero que há um problema na cidade (arborização, viadutos mal-colocados, promoção da herança cultural, censo) eu escrevo para os jornais e para a prefeitura. É pouco, mas acredito que estou fazendo a minha parte. Há quem se incomode com isso, mas paciência...
Cidadania é isso aí mesmo. Até em pequenos gestos como manifestar uma indiganção para um meio de comunicação ou promover debates na internet sobre questões coletivas, questões de interesse da maioria, podem ser sim mecanismos de transformação. Indepentende das convicções ideológicas de cada um, o importante é garantir a manutenção do debate [sempre de forma respeitosa, é claro].

É isso que nos diferencia, por exemplo, dos países mais avançados da Europa [que pra mim, não são apenas outros países, mas outra civilização]. O interesse pelo debate sobre as questões coletivas e a idéia da independência do cidadão em relação ao estado [lá eles não perguntam o que o Estado pode fazer por mim, mas sim o que eu posso fazer pelo Estado, exatamente o oposto do paternalismo brasileiro] são questões culturais.

Na Suécia, as crianças são educadas para a independência desde a tenra idade. Com 4 anos são ensinada a fazerem serviços domésticos e ir à escola sozinhas. Muitas creches são a ceu aberto! Sem prédios para protege-las de chuva ou neve, para que aprendam a ser de fato independentes em qualquer circunstância. O interesse por fiscalizar as ações do Estado é tamanho que uma Senadora perdeu o seu cargo no governo por não ter prestado contas sobre a compra um mísero chocolate com dinheiro público. Na Islândia, os adolescente são incentivados a fazerem serviços voluntários após o término das aulas para a prefeitura como capina e roçagem em vias públicas... e por aí vai. [vi tudo isso em reportagens especiais da Record hahaha ].

Mas é isso aí, é o nível do interesse em debater as questões coletivas que diferencia os países avançados dos medíocres como o Brasil.
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"Tudo que é sólido desmancha no ar." (K. Marx)
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Old February 25th, 2011, 03:53 PM   #116
Squibb
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a combinação que garante crescimento é 2/3 emprego com 1/3 de vagas no ensino superior.

a cidade que não tem nenhum nem outro, tá fadada a falência.

a cidade que tiver um ou outro, em grau razoável, vai se manter, talvez crescer.

a cidade que tem tudo em boa qualidade ou quantidade, vai crescer e prosperar acima da média.
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Old February 25th, 2011, 04:04 PM   #117
shiroshima
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Reportagem um pouco antiga (outubro de 2010) sobre a construção de Shoppings em Paranavaí, inclusive falando sobra o Shopping Ouro Branco que está há 15 anos em construção, hehehe!

http://www.rpctv.com.br/parana-tv/20...cio-da-cidade/
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Old February 25th, 2011, 04:59 PM   #118
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Originally Posted by Acir Francisco View Post
Como foi dito aí em cima as pequenas cidades são as mais abandonadas por todos os governos, que não tem uma politica de manter as pessoas nestes locais os prefeitos só querm enriquecer com o dinheiro publico o governo estadual, tirando o Requião que só queria holofotes da midia e deixou o estado a mingua, os outros governos só investem nas grandes e medias cidades, o norte velho não tem uma grande cidade, são todas dependente da agricultura. vivem de pires na mão de vez em quando consegue algumas migalhas, como o hospital regional, que é um espanto, um Hospital importado dos EUA e pré montado, daqueles feito para a guerra de lata mesmo, é um aberração, o norte velho, já decidiu eleição o Requião ganhou do Osmar graças a esta região, e não fez absolutamente nada, Os habitantes do norte novo reclamam, eles estão no céu perto do norte velho.
Acir, o Norte Velho (ou Pioneiro, como prefiro chamar) realmente é uma questão complicada. Apesar da reclamação do pessoal de Londrina, Maringá, realmente essa parte aí do Norte vive completamente às sombras da prosperidade do eixo Londrina-Maringá. Na verdade, é toda uma região que vai desde o Sul do estado (Palmas, General Carneiro), passando por boa parte do Centro-Sul (cidadezinhas pobres e estagnadas ao redor de Guarapuava), e indo para o Norte por Ortigueira, Ventania...

Eu sempre passo por essa região, por cidades como Wenceslau Bráz, Joaquim Távora, Siqueira Campos, e é triste ver como a região tá paradona... (apesar que em Siqueira Campos, se eu não me engano, estão construindo uma mega-fábrica lá, pelo jeito de laticínios ou alguma coisa do ramo)... Mas vejo em cidades como Carlópolis um sopro de esperança... Cidadezinha pacata, na divisa com SP, mas com uma aparência geral muito boa, cidade rica.

Enfim, em toda essa rede de cidadezinhas eu acho que a tendência geral é perderem cada vez mais população para as cidades pólo do estado. Hoje vemos que as cidades do interior já absorvem boa parte desse impacto demográfico que antes se dirigia para a RMC - vide Francisco Beltrão, Pato Branco, Maringá, Arapongas, Toledo... Vejo no futuro um Paraná com 4/5 de sua população vivendo em cidades pólo ou de RM.
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Old February 25th, 2011, 05:00 PM   #119
ABNeto
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Originally Posted by Maykon_Johny View Post
E eu não respondo por qualquer tipo de "indisposição" com relação a investimentos na nossa capital. 1) Acho que ninguem se indispõe a isso. Curitiba é a maior e mais importante cidade do Estado e merece sim investimentos pesados, isso é evidente. A indisposição existe em função do fato (seja ele político [por parte dos Governantes] ou estratégico [por parte da iniciativa privada], o que importa é que é fato) de que os importantes centros urbanos do interior do Estado não recebem os investimentos proporcinais a sua importância, como acontece em outros Estados da Federação, cujos exemplos foram citados pelo Yuri e outros foristas.

2)Aliás, isso não é prejudicial somente para o interior, mas tbm para a própria capital pois qto mais o interior do estado se torna inviável economicamente devido a ausência de investimentos em infraestrutura, mais a capital corre o risco de "inchar" sofrendo processos de favelização, aumento da violência e tudo o mais, oriundos de um exodo formado tanto por trabalhadores qualificados qto não qualificados vindos do interior, que muito provavelmente não serão totalmente aborvidos pelo mercado de trabalho da capital. Qdo o Estado [refiro-me ao Governo, da mesma forma como o Beto Richa OBVIAMENTE se referiu ao Governo Estado qdo falou da "divida do Paraná com Londrina"] não investe no interior, a capital tbm sai perdendo.

E a proximidade de grandes eventos esportivos no país como a Copa do Mundo e as Olimpiadas tbm podem ser fatores negativos para o interior de todos os estados, pois os eventos se realizarão nas capitais que passarão a ser o centro das atenções tanto dos governos estaduais qto do federal que, obviamente, não querem pagar mico com atrasos de obras. No Paraná, acredito que a ampliação do Aeroporto Internacional de Curitiba e a construção do metro terão prioridade absoluta. É claro que são obras extremamente necessárias indepentede de Copa do Mundo. Mas como o cobertor é curto e o Governo não pode [ou não quer, na visão de alguns] abraçar a todos, prioridades sempre são estabelecidas. E o interior mais uma vez será preterido.

Com relação aos pequeninos municípios do nosso Paraná, engolidos pelas oligarquias locais, eu concordo com tudo o que foi dito aí pelo forista ABNeto. Não são todos os pequenos municipios do Estados que conseguem ser uma Cafelândia ou uma Corbélia da vida [que tbm tem seus coronéis, mas mesmo assim ainda são lugares muito dinâmicos]. Acredito que a Região Central do Estado e o Norte Velho [citado pelo forista Acir Francisco] são as mais prejudicadas. Aliás, vou ver se consigo postar agora algumas reportagens da Folha falando a respeito.
Bom, vamos por pontos :

1- Eu acho que muita gente se indispõe sim... Veja, o metrô para Curitiba é uma necessidade provocada pela pressão populacional. Fazê-lo (algo que eu acho difícil de acontecer...) não é meramente investir bilhões numa RM para torná-la ainda mais inchada, próspera e etc. É uma necessidade da população. Assim como o Trem Pé-Vermelho no Norte... trata-se de uma necessidade. Mas infelizmente nem todo mundo vê assim. Muita gente acha que qualquer investimento que venha para o 1° planalto tem como intuito esvaziar o interior; o que é uma idéia errada, dado que geralmente é motivado por uma pressão demográfica de 3,2 milhões de consumidores vivendo na região...

2) Realmente, investir no interior é bom para Curitiba, inclusive porque isso provavelmente a fortaleceria como cidade-pólo de uma região ainda mais rica, o que provavelmente exigiria que se concentrassem aqui serviços ultra-especializados para atender a toda essa demanda do interior também (que hoje tem de se deslocar a SP, em muitos casos). Mas eu penso assim: tem que ir em cadeia os investimentos. Não adianta nada começarem a erguer imensos parques industriais a là Araucária em cada cidade pólo do interior, que a coisa não funcionará bem. Não vai dar certo porque aí milhares e milhares de trabalhadores pobres dessas cidadezinhas estagnadas que eu falei vão ser atraídos para Londrina, Maringá, Cascavel... E, na maioria das vezes, sem qualquer capacitação profissional. Isso, além de provocar ainda mais concentração populacional no interior nas cidades pólo, certamente induziria a formação de bolsões de pobreza e violência a là Piraquara nas grandes do interior. De certa forma, Maringá já vem passando por alguns problemas relacionados a isso nas cidades do seu entorno, especialmente Sarandi (ainda que não seja algo tããão grave assim). Por isso que eu acho que tem que dar um jeito de lidar com essas cidades pequenas aí... Antes o pessoal dessas cidades ia tudo para Curitiba... Agora a maioria já vai pras cidades pólo de sua região. Temos o exemplo de cidades que estão inchando com esse fenômeno: Francisco Beltrão, Pato Branco, Toledo, Arapongas, Maringá...

E uma outra observação:

Definitivamente, Curitiba vai estar em evidência principalmente depois das eleições de 2012, nos investimentos do estado, por causa da Copa... Mas eu acho que o atual governo vai olhar mais para o interior sim... Várias notícias nos levam a crer isso. É claro, por enquanto, só falam... Afinal de contas, o governo do Beto mal começou e nem sequer as dívidas do seu antecessor ele pagou... Isso sem contar que vai ter que reestruturar praticamente tudo no estado, desde a área da saúde, educação até, principalmente, segurança... tá tudo falido. Por isso eu acho que não adianta ser imediatista. Nesses dois primeiros anos, vai ser difícil a coisa... O interior tem uma infra-estrutura deficiente sim, mas é algo que a RMC também sofre, e bastante - quem conhece o importantíssimo Contorno Sul de Curitiba sabe do que falo, só para citar um exemplo... Eu acho que cabe ao governo Beto desenvolver um plano decente de atração de investimentos (para todas as regiões, porque a RMC também vem perdendo bastante investimentos, especialmente para BH e interior paulista), que alie uma política fiscal agressiva, investimentos na infra-estrutura básica em todo o estado, instalação de parques industriais formidáveis no interior (de preferência, que "fundem" esses parques já com contratos prévios de novas plantas fabris), e que, paralelamente a tudo isso, aja também nas cidadezinhas pequenas, incentivando as micro e pequenas empresas e surgirem nessas localidades.
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Old February 25th, 2011, 05:14 PM   #120
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Em meio aos debates, algumas notícias rápidas aí...

Beto Richa afirma que Paraná será em breve estado moderno e tecnológico

"(...)Richa disse que um dos objetivos de seu governo é transformar o Paraná no primeiro estado brasileiro 100% digital. “Vamos levar para os 399 municípios as fibras ópticas. Isso permitirá a população conectar-se ao sistema banda larga com agilidade e segurança”, afirmou o governador. Ele destacou a necessidade de estar atento às inovações e modernizações para impantá-las no Paraná.

(...)

No discurso, o governador afirmou que a construção de um ramal ferroviário interligando o Mato Grosso do Sul a Cascavel, no Paraná, permitirá ao estado receber a produção e as riquezas do centro oeste para escoar pelo Porto de Paranaguá. Richa defendeu ainda a liberdade de informação e de imprensa para o desenvolvimento democrático do País.(...)"


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Paraná gera 14.954 empregos e atinge recorde para janeiro

O Paraná gerou 14.954 empregos com carteira assinada no mês passado, o melhor desempenho histórico para janeiro. O interior do Estado foi responsável por grande parte das contratações (9.094), enquanto a Região Metropolitana de Curitiba criou 5.860 postos. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nesta quinta-feira (24).

A taxa de crescimento do Paraná em relação ao estoque de mão de obra foi de 0,63%, maior que a média do País (0,42%). Os dados mostram que, no acumulado dos últimos doze meses, o montante de empregos gerados atingiu 151.442.

De acordo com o secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli, são 2.505.419 paranaenses trabalhando com carteira assinada. “Os números apontam que o Paraná continua com a economia aquecida, gerando empregos e abrindo grande quantidade de vagas”. Romanelli afirma que, só no Sistema Público de Emprego, há 20 mil ofertas de trabalho e a meta do governador Beto Richa é promover o encontro entre trabalhador e empregador, o que vai aumentar ainda mais o número de contratações.

SETORES - A indústria de transformação foi o setor que mais gerou empregos, com 5.860 contratações. Só o subsetor industrial têxtil e de vestuário somou 1.400 postos, já a indústria mecânica foi responsável por 954 vagas e a metalúrgica, 787. Em seguida, aparecem materiais elétricos e de comunicação (670), transporte (618), couro e borracha (532) e madeira e mobiliários (502).

O setor de serviços foi o segundo que registrou maior número de contratações, foram 5.460, com destaque para o subsetor de alojamento e alimentação, que abriu 2.239 vagas. A atividade imobiliária gerou 2.020 empregos, enquanto os serviços de transporte e comunicação criou 625 postos e a medicina e odontologia, 513.

O destaque fica para a construção civil que, mês a mês apresenta crescimento. Em janeiro, foram 3.704 novos empregos gerados. O comércio apresentou saldo negativo de 163 empregos. Outros dois setores também tiveram decréscimo em janeiro: agropecuária (-192) e administração pública (-29). A utilidade pública contratou 267 pessoas e a extrativa mineral abriu 47 vagas.

BRASIL - Segundo os dados do Caged, em todo o País foram gerados 152.091 empregos no mês passado, segundo melhor resultado para janeiro, ficando atrás apenas do ano passado (184 mil empregos).
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