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Old May 4th, 2012, 01:19 AM   #3741
FGB_curitiba
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Originally Posted by Positronn View Post
Não dá pra por uns ônibus saindo do meio do caminho no horário de pico, vazios, para esvaziar as estações e evitar comboios? Isso só exigiria alguma programação e espaço para guardar os ônibus próximo dessas estações no meio do caminho.
Timidamente, isso já acontece. Faz tempo que eu não acompanho a movimentação ali no Centro, mas a URBS costumava mandar carros vazios para a Eufrásio Corrêa (Pinheirinho) e para a UTFPR (Boqueirão). Tinha também linhas encurtadas, como Centenário/Rui Barbosa, Centenário/Campina do Siqueira, Portão/Sítio Cercado, Capão da Imbuia/Pinhais, Cabral/C.Raso, Especial Boqueirão (Coqueiros).. mas não sei como andam essas operações especiais.
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Old May 4th, 2012, 01:29 AM   #3742
Rodalvesdepaula
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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
Timidamente, isso já acontece. Faz tempo que eu não acompanho a movimentação ali no Centro, mas a URBS costumava mandar carros vazios para a Eufrásio Corrêa (Pinheirinho) e para a UTFPR (Boqueirão). Tinha também linhas encurtadas, como Centenário/Rui Barbosa, Centenário/Campina do Siqueira, Portão/Sítio Cercado, Capão da Imbuia/Pinhais, Cabral/C.Raso, Especial Boqueirão (Coqueiros).. mas não sei como andam essas operações especiais.
Até onde eu sei, algumas dessas linhas especiais operam normalmente. Eu mesmo presenciei a operação da Centenário-Rui Barbosa no horário de rush, quando estive em Curitiba; o ônibus estava bem lotado...

É irônico saber que havia essas linhas oficialmente na época pré-estação tubo na Norte-Sul. Nos tempos dos articulados/padrons, havia linhas do Centro (Rui Barbosa) para Capão Raso, Boa Vista e Santa Cândida, além da Santa Cândida-Capão Raso.
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Old May 4th, 2012, 01:35 AM   #3743
FGB_curitiba
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O Centenário/Rui Barbosa tem tabela fixa há anos. Mas as outras somem e aparecem de tempos em tempos.
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Old May 4th, 2012, 01:46 AM   #3744
Fabio Pittol
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O problema é que os governantes acham que o estado é uma empresa e tem que gerar lucro e não ter gasto nenhum. Teoricamente, os impostos pagos deveriam fazer o governo pagar grande parte do custo da passagem de um transporte público de qualidade. Mas os governos num querem pagar nada e deixar as empresas privadas, terceirizadas, se virarem.

Já vi entrevistas da prefeitura de Nova Iorque falando que eles tem que subsidiar o transporte público lá, porque se não seria inviável.

O povo brasileiro tem que parar de cair na historinha dos políticos.
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Old May 4th, 2012, 01:55 AM   #3745
FGB_curitiba
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Originally Posted by Fabio Pittol View Post
O problema é que os governantes acham que o estado é uma empresa e tem que gerar lucro e não ter gasto nenhum. Teoricamente, os impostos pagos deveriam fazer o governo pagar grande parte do custo da passagem de um transporte público de qualidade. Mas os governos num querem pagar nada e deixar as empresas privadas, terceirizadas, se virarem.

Já vi entrevistas da prefeitura de Nova Iorque falando que eles tem que subsidiar o transporte público lá, porque se não seria inviável.

O povo brasileiro tem que parar de cair na historinha dos políticos.
O valor que a Prefeitura de SP gasta subsidiando o transporte coletivo seria suficiente para construir 4 km de metrô por ano. Subsídio é um erro. Dinheiro de imposto tem que ir pra saúde, educação, segurança, infraestrutura.. não pra passagem de ônibus. Este serviço é auto-sustentável. Cabe ao governo apenas investir no sistema físico (quando muito), e deixar que a operação se pague.
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Old May 4th, 2012, 02:22 AM   #3746
Jdolci
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Sei não FG.. acho que além do PT, imprensa e estudantes, eu seria mais um a chiar contra o aumento da tarifa.

Como disseram.. estamos em um ciclo vicioso.. o serviço é ruim, é lotado entao já acho bem caro o preço da passagem pela qualidade do serviço que temos de retorno. Aumentar a tarifa só vai tirar mais gente do sistema, obrigando a mais aumentos em breve.

Sou mais da linha de focar na redução dos custos, otimização de linhas e busca de novas receitas.
Em um cenários mais drástico até mesmo a exclusao de algumas cidades e linhas da RIT, ou até mesmo cobrança por "anéis de distância".
O custo politico é alto mas acho que seria menor que o do aumento da tarifa.
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Old May 4th, 2012, 02:36 AM   #3747
Positronn
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Subsídio pra transporte só se sobrar imposto dessas outras áreas. Em Nova Iorque, as outras áreas estão bem encaminhadas e políticas de transporte são viáveis. Aqui não. Aqui não construímos a infraestrutura necessária ainda e postergar sua construção pode ter sérias consequências. Temos que captar recursos para investimentos e isso só se faz com mais dinheiro, seja via mais impostos (inviável) seja via maiores tarifas (e maior eficiência tarifária, publicidade, etc...).
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Old May 4th, 2012, 02:59 AM   #3748
FGB_curitiba
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Originally Posted by Jdolci View Post
Sei não FG.. acho que além do PT, imprensa e estudantes, eu seria mais um a chiar contra o aumento da tarifa.

Como disseram.. estamos em um ciclo vicioso.. o serviço é ruim, é lotado entao já acho bem caro o preço da passagem pela qualidade do serviço que temos de retorno. Aumentar a tarifa só vai tirar mais gente do sistema, obrigando a mais aumentos em breve.

Sou mais da linha de focar na redução dos custos, otimização de linhas e busca de novas receitas.
Em um cenários mais drástico até mesmo a exclusao de algumas cidades e linhas da RIT, ou até mesmo cobrança por "anéis de distância".
O custo politico é alto mas acho que seria menor que o do aumento da tarifa.
Usuário de transporte público reclama de qualquer tarifa que difira de 0.
O povo acha que o governo deveria pagar tudo. Se o Beto Richa tivesse implementado o reajuste anual de acordo com a inflação do sistema, a tarifa estaria em R$ 3,00 e não iriam ficar fazendo showzinho toda vez que se fala em aumento da passagem. O Taniguchi aumentou a tarifa 10 VEZES entre 2000 e 2004 e Curitiba não acabou por causa disso, nem o sistema de transporte foi esvaziado.
Todo serviço ou produto sofre reajustes constantes de acordo com a inflação geral ou setorial. Por que no transporte público tem que ser diferente? Por que nos últimos anos os reajustes estavam ocorrendo a cada 2 anos sendo que todo ano tem aumento pra motorista e cobrador, cujos salários representam mais de 40% dos custos do sistema? Isso sem contar na inflação do diesel, chassis, carrocerias, pneus, lubrificantes...
Se o usuário da RIT utiliza em média dois ônibus pra fazer seu trajeto, a tarifa real é de R$1,30 por trecho. Tão reclamando do que?

E esse negócio de otimizar linhas e reduzir custos é bem questionável. Eu tô realizando um estudo de trajeto e frequência de todas as linhas do sistema. Ainda estou no início, mas já mapeei boa parte das linhas da região Sul da cidade. Até agora não vi nada de milagroso que possa ser feito para racionalizar os trajetos. Acredito que em dois meses eu consiga apresentar um relatório aqui, e então saberemos se realmente existem linhas com trajetos sobrepostos no sistema. Mas a princípio, vejo que isso só acontece nas linhas que saem do Terminal Pinheirinho em direção ao Tatuquara/Fazenda RG. Mas isso deve ser resolvido com a construção do Terminal Tatuquara e com a extensão da canaleta da LV até FRG.

Quanto a excluir cidades da RIT, é pedir pra socarem ainda mais ônibus metropolitanos no Centro. Dá uma olhada na quantidade de ônibus brancos que entopem as ruas da região do Guadalupe. E isso só tende a piorar com o crescimento da RMC.
E criar anéis de distância é empurrar o pobre pra CG, como diz o Josinei. Vai ser passagem de 4 pila no tatuquara e por 1 real no água verde. Vale mesmo a pena?
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Old May 4th, 2012, 03:37 AM   #3749
Rodalvesdepaula
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Vai ficar bom. Passei em Santa Cândida (aliás, terminal pioneiro da RIT) em Outubro passado e estava bem caidinho...
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Old May 4th, 2012, 04:03 AM   #3750
josinei
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Uma coisa que tem ajudado a piorar o sistema (sucatear acho que é muito forte) é o preço da gasolinha que tem sido artificialmente contido por ingerências políticas na Petrobras.

O preço da gasolina no Brasil sempre foi uns 50% mais alto que no Paraguai. É histórico. Isto se deve pq a nossa carga tributária sobre a gasolina é 50% maior que no Paraguai.
Neste momento, curiosamente, os preços estão iguais. Os preços do paraguai acompanharam as altas do petróleo e do dolar, e no Brasil a Dilma ta segurando enquanto pode.
Isso faz com que o transporte coletivo perca competitividade frente ao transporte individual. Atualmente está quase que mais barato fazer o trajeto de carro do que de ônibus, considerando somente o valor do combustível x preço da passagem. De moto então, é uma covardia.

Esses preços artificiais da gasolina também estão quebrando a estrutura produtiva de etanol. Cessarem os investimentos em novas usinas, em aumento de capacidade das já existentes e na renovação de canaviais. O Brasil deixou de ser exportador para virar importador de Etanol. Estamos comprando dos americanos.

Eu acho que o preço real da gasolina no Brasil seria uns R$ 3,50. Com esse valor, a passagem poderia custar tranquilamente R$ 3 que ninguém ia chiar.
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Old May 4th, 2012, 04:21 AM   #3751
josinei
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Sempre que o governo intervém na economia, ele cria uma distorção de preços que a curto prazo pode parecer bom pro povão, mas no longo prazo é desastroso.

Quem é mais velho se lembra da época do Sarney, quando ele fez um congelamento de preços que obrigava os comerciantes a vender os produtos pelo preços que o governo mandava. E convocou o povo para ser os "Fiscais do Sarney". Ligue pra Sunab denunciando aumento de preços...

O que aconteceu? Começou a faltar produto, pois ninguém ia vender por um preço menor que seu custo. Dia 02 ele congelou o preço da carne, só no que no dia 01 tinha aumentado 30% os salários, a energia, a ração e os combustíveis, e o açougue não tinha repassado esses aumentos ainda. O açougue parou de vender. Se vendesse pelo preço tabelado ia ter prejuízo.
Aí o brilhante mandou a polícia federal confiscar boi no pasto, pois não tinha mais carne.
Saiu no jornal nacional a PF laçando boi no pasto nos arredores de Brasília.

No dia seguinte começou a faltar óleo, arroz, feijáo, farinha...
O povo começou a invadir os supermercados e se estapear pelos últimos pacotes de cada coisa que sobrou nas prateleiras.

Se tem inflação excessiva na economia, o governo tem que combater as causas, não as consequências. As causas são: excesso de gastos do governo, baseados em dívida, não em aumento do PIB. Dinheiro demais circulando sem produção equivalente gera inflação.
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Old May 4th, 2012, 04:25 AM   #3752
josinei
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Esse documentário é imperdível. Sobre o tempo da inflaçao no Brasil

São 4 videos

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Old May 4th, 2012, 05:53 AM   #3753
Barba
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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
O valor que a Prefeitura de SP gasta subsidiando o transporte coletivo seria suficiente para construir 4 km de metrô por ano. Subsídio é um erro. Dinheiro de imposto tem que ir pra saúde, educação, segurança, infraestrutura.. não pra passagem de ônibus. Este serviço é auto-sustentável. Cabe ao governo apenas investir no sistema físico (quando muito), e deixar que a operação se pague.
Subsídio não é um erro. Na Europa inteiro todo transporte público é subsidiado. Aliás, na Alemanha não só as tarifas urbanas como as tarifas regionais, intermunicipais e interestaduais são subsidiadas e você não vem nem o governo nem a Deutsche Bahn quebrando.

Esse dinheiro que é embutido na gasolina na forma da CIDE devia servir para pagar o subsídio do transporte público nas cidades. Simples assim.


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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
Usuário de transporte público reclama de qualquer tarifa que difira de 0.
O povo acha que o governo deveria pagar tudo. Se o Beto Richa tivesse implementado o reajuste anual de acordo com a inflação do sistema, a tarifa estaria em R$ 3,00 e não iriam ficar fazendo showzinho toda vez que se fala em aumento da passagem. O Taniguchi aumentou a tarifa 10 VEZES entre 2000 e 2004 e Curitiba não acabou por causa disso, nem o sistema de transporte foi esvaziado.
Primeiro, isso do povo achar que é tudo de graça é uma meia-verdade. O povo se acostumou a ter um monte de coisa barata artificialmente no tempo da ditadura "quando a vida era boa, imposto era barato" e outras asneiras que a gente escuta.
Segundo, o Taniguchi aumentou a tarifa esse monte de vezes naquela época porque a inflação entre 1996-2003 foi MUITO maior do que agora. Era época de dólar a 4 reais, inflação de 13% a.a., Selic de 26%...


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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
E esse negócio de otimizar linhas e reduzir custos é bem questionável. Eu tô realizando um estudo de trajeto e frequência de todas as linhas do sistema. Ainda estou no início, mas já mapeei boa parte das linhas da região Sul da cidade. Até agora não vi nada de milagroso que possa ser feito para racionalizar os trajetos. Acredito que em dois meses eu consiga apresentar um relatório aqui, e então saberemos se realmente existem linhas com trajetos sobrepostos no sistema. Mas a princípio, vejo que isso só acontece nas linhas que saem do Terminal Pinheirinho em direção ao Tatuquara/Fazenda RG. Mas isso deve ser resolvido com a construção do Terminal Tatuquara e com a extensão da canaleta da LV até FRG.
Tô esperando ansioso pelo teu estudo. Quando você tem um custo operacional alto, quanto mais ônibus você põe na rua, mais custo você tá jogando na conta do sistema. E quanto mais esses ônibus andam, a taxa de utilização deles tem que pagar o sistema. COM ABSOLUTA CERTEZA tem linha deficitária, isso todo mundo sabe. Otimizar linha é fazer caminhos mais curtos entre um lugar e outro, mas deixar os onibus mais lentos para as pontas distantes do centro. No centro só deveria chegar linhas de alta capacidade (para nós os BRT).

Aliás, não sei em que Curitiba você mora. Pode ser que as linhas que saem do Pinheirinho, Capão Raso e CIC saiam cheias, de manhã e a noite, mas te garanto que todas as outras linhas de alimentador que vejo estão vazias e são as que saem da Vila Oficinas, do Capão da Imbuia, do Santa Candida, Boa Vista... Mais ainda, passo as 6 horas quase todo dia no trecho entre a Tv da Lapa e a Alferes Poli que é um onibus atrás do outro, e uns 70% deles não estão nem cheios, tem até lugar sobrando pra sentar. O resto também não estão entupidos, alguns cheios mas nem de longe entupidos.

Quanto as redundâncias, começa a pensar assim. Eu moro na Vila Guaíra (não moro na verdade), quantas linhas de ônibus eu posso pegar pra chegar aqui? Eu moro no Cajuru, quantas linhas de ônibus diferentes posso pegar pra chegar aqui. O negócio é centralizar tudo em linhas de alta capacidade e cortar as outras. Linha convencional pra Santa Felicidade é uma burrice sem tamanho. Quanto aos terminais, porque não tem terminal no Água verde, nas Mercês, na Vila Isabel, Santa Quitéria, Uberaba, Cajuru, Xaxim, tem aquele terminal mixuruca no CIC todas regiões densas. E cadê as ligações com o noroeste da cidade com linhas de alta capacidade como o Pilarzinho, Ahú e Barreirinha? Demanda tem, te garanto que tem.

Quer outra burrice? 3 linhas pela linha verde. Atuba-Pinheirinho, Atuba-centro e Pinheirinho-Centro. Faz 1 só Atuba-Pinheirinho mas faz uma estação de transbordo onde as duas se cruzam na Marechal Floriano. Isso não pensaram?

FGB, isso que falei acima é um jeitinho para corrigir algo que é difícil de fazer. Então como não tem dinheiro para investir em obras grandes, aumenta os custos operacionais para ele fazer quase a mesma coisa.


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Quanto a excluir cidades da RIT, é pedir pra socarem ainda mais ônibus metropolitanos no Centro. Dá uma olhada na quantidade de ônibus brancos que entopem as ruas da região do Guadalupe. E isso só tende a piorar com o crescimento da RMC.
E criar anéis de distância é empurrar o pobre pra CG, como diz o Josinei. Vai ser passagem de 4 pila no tatuquara e por 1 real no água verde. Vale mesmo a pena?
Não acho que tem que excluir cidade da RIT, tem que ampliar na verdade. Mas a ligação com Cidade-Curitiba tinha que ser única. Para Colombo por exemplo, tem umas 3 ou 4 linhas que saem do Guadalupe e vão pelo mesmo trajeto até a Rodovia da Uva. Todos que querem ir pra Colombo, pegam um onibus só e vão até um terminal onde as linhas se dividem e lá cada um pega o seu. Para São José dos Pinhais que mal tinha terminal até tempos atrás, mal tem ligação com Curitiba via ônibus decente.

A RIT não é só a região sul. Lá precisa de metrô, ponto, não tem mais o que fazer. E o resto da cidade? Tem muito custo pra cortar ainda. Aliás, pra que ter cobrador em ônibus hoje em dia? Porque a URBS remunera as empresas de ônibus pelo preço do diesel no varejo (R$1,80) sendo que elas consomem no atacado?
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Old May 4th, 2012, 07:27 AM   #3754
FGB_curitiba
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Originally Posted by Barba View Post
Subsídio não é um erro. Na Europa inteiro todo transporte público é subsidiado. Aliás, na Alemanha não só as tarifas urbanas como as tarifas regionais, intermunicipais e interestaduais são subsidiadas e você não vem nem o governo nem a Deutsche Bahn quebrando.

Esse dinheiro que é embutido na gasolina na forma da CIDE devia servir para pagar o subsídio do transporte público nas cidades. Simples assim.
Comparar a situação orçamentária de cidades europeias com a nossa não dá né Barba. Aqui está tudo por fazer ainda. Lá o transporte privado subsidia o público. O Brasil não está preparado pra isso. Aqui o imposto que era pra saúde ia pra dar aumento pra burrocrata, fazer superávit pra pagar dívida.
Aqui o subsídio vem diretamente do orçamento municipal/estadual, e isso não é certo, pois tira de outras áreas muito mais carentes de recursos.

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Primeiro, isso do povo achar que é tudo de graça é uma meia-verdade. O povo se acostumou a ter um monte de coisa barata artificialmente no tempo da ditadura "quando a vida era boa, imposto era barato" e outras asneiras que a gente escuta.
Segundo, o Taniguchi aumentou a tarifa esse monte de vezes naquela época porque a inflação entre 1996-2003 foi MUITO maior do que agora. Era época de dólar a 4 reais, inflação de 13% a.a., Selic de 26%...
IPCA
2000 = 5,97%
2001 = 7,67%
2002 = 12,53%
2003 = 9,3%
2004 = 7,6%

2005 = 5,69%
2006 = 3,14%
2007 = 4,46%
2008 = 5,90%
2009 = 4,31%
2010 = 5,91%

A inflação daqueles cinco anos não justifica 10 aumentos na tarifa (houve ainda duas reduções, totalizando doze intervenções). Ao que parece, a URBS não trabalhava com margem tarifária naquela época, repassando semestralmente (ou até em intervalos mais curtos) para a tarifa qualquer variação no preço dos insumos.

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Aliás, não sei em que Curitiba você mora. Pode ser que as linhas que saem do Pinheirinho, Capão Raso e CIC saiam cheias, de manhã e a noite, mas te garanto que todas as outras linhas de alimentador que vejo estão vazias e são as que saem da Vila Oficinas, do Capão da Imbuia, do Santa Candida, Boa Vista... Mais ainda, passo as 6 horas quase todo dia no trecho entre a Tv da Lapa e a Alferes Poli que é um onibus atrás do outro, e uns 70% deles não estão nem cheios, tem até lugar sobrando pra sentar. O resto também não estão entupidos, alguns cheios mas nem de longe entupidos.
Os convencionais (que são os que passam pela Alf. Poli) são, no geral, bem menos loados do que os alimentadores. Mas de toda forma, a Alf. Poli não é um bom ponto para obervação, mesmo no pico da manhã (que é quando eles estão cheios), pois ocorre uma boa carga/descarga na Silva Jardim/Getúlio Vargas/Iguaçu. E se você só passa no trecho antes da Getúlio Vargas da Alf. Poli, aí é que todos os ônibus estarão vazios as 18hrs, pois eles estão no contra-fluxo.
Na Tv da Lapa, os biarticulados sofreram uma grande descarga de passageiros nas estações Eufrásio Corrêa ou Central (dependendo do sentido), e serão carregados na sequência. Por isso eles estão quase sempre "meio vazios". E mesmo após essas duas estações, eles seguem com capacidade ociosa, pois só vão atingir a carga máxima algumas estações à frente.

Sobre os alimentadores, é só você dar uma passada às 18hrs em qualquer terminal da região Sul pra ver a situação. A região Leste realmente tem alimentadores mais vazios, mas são linhas com demandas que nem se comparam a um Capão Raso/Cauiá da vida. Sobre as regiões Norte e Oeste eu não conheço muito, mas sempre quando passava no Terminal Cabral via que a situação também tava feia.
Pessoalmente, conheço umas 15/20 linhas que dá medo de pegar nos picos.

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Quanto as redundâncias, começa a pensar assim. Eu moro na Vila Guaíra (não moro na verdade), quantas linhas de ônibus eu posso pegar pra chegar aqui? Eu moro no Cajuru, quantas linhas de ônibus diferentes posso pegar pra chegar aqui. O negócio é centralizar tudo em linhas de alta capacidade e cortar as outras. Linha convencional pra Santa Felicidade é uma burrice sem tamanho. Quanto aos terminais, porque não tem terminal no Água verde, nas Mercês, na Vila Isabel, Santa Quitéria, Uberaba, Cajuru, Xaxim, tem aquele terminal mixuruca no CIC todas regiões densas. E cadê as ligações com o noroeste da cidade com linhas de alta capacidade como o Pilarzinho, Ahú e Barreirinha? Demanda tem, te garanto que tem.
Quando eu terminar de passar o itinerário das linhas para o GE você vai entender porque não faz o menor sentido ter terminais nesses bairros, e porque não dá pra juntar varias linhas alimentaras/convencionais em linhas de alta capacidade. O desenho do sistema esta muito enxuto na maioria dos bairros, e quase todas essas linhas se fazem realmente necessárias. Mas espere eu terminar o estudo pra gente voltar a esse ponto.

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Quer outra burrice? 3 linhas pela linha verde. Atuba-Pinheirinho, Atuba-centro e Pinheirinho-Centro. Faz 1 só Atuba-Pinheirinho mas faz uma estação de transbordo onde as duas se cruzam na Marechal Floriano. Isso não pensaram?
Não entendi direito o que você sugeriu, mas..

Se você fala em fazer uma linha Atuba/Centro, uma Pinheirinho/Centro e uma conexão entre as duas na Marechal Floriano para quem quer fazer o trajeto Atuba/Pinheirinho.. isso tornaria o trajeto Colombo/Centro (via LV) menos vantajoso do que o trajeto Colombo/Centro (via Ligeirão Norte) devido ao tempo de percurso.

Se você fala em fazer uma única linha Atuba/Pinheirinho e fazer conexão com o Ligeirão Boqueirão para completar o trajeto até o Centro.. isso exigiria colocar carros operando com capacidade ociosa do Boqueirão até a LV, pois a carga máxima do LB é atingida no Terminal Hauer (os ônibus já chegam sem capacidade ociosa na LV).

Talvez tenha ficado confusa minha explicação, mas essas três linhas serão operacionalmente necessárias.

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Não acho que tem que excluir cidade da RIT, tem que ampliar na verdade. Mas a ligação com Cidade-Curitiba tinha que ser única. Para Colombo por exemplo, tem umas 3 ou 4 linhas que saem do Guadalupe e vão pelo mesmo trajeto até a Rodovia da Uva. Todos que querem ir pra Colombo, pegam um onibus só e vão até um terminal onde as linhas se dividem e lá cada um pega o seu. Para São José dos Pinhais que mal tinha terminal até tempos atrás, mal tem ligação com Curitiba via ônibus decente.

A RIT não é só a região sul. Lá precisa de metrô, ponto, não tem mais o que fazer. E o resto da cidade? Tem muito custo pra cortar ainda. Aliás, pra que ter cobrador em ônibus hoje em dia? Porque a URBS remunera as empresas de ônibus pelo preço do diesel no varejo (R$1,80) sendo que elas consomem no atacado?
Concordo plenamente com a parte da RMC, das outras regiões da cidade que não tem a ver com o metrô, e principalmente com essa questão dos cobradores.
Já bati muito nessa tecla aqui no SSC. Já passou da hora de implantar um sistema de cobrança 100% eletrônico, nem que pra isso tenha que se instalar máquinas coletoras de cédulas/moedas nos ônibus. Isso sim daria um baque enorme nos custos de operação do sistema.
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Old May 4th, 2012, 07:44 AM   #3755
FGB_curitiba
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Transformar Curitiba

Setembro/2001


O prefeito Cassio Taniguchi e o secretário de obras Beto Richa conversam
com a população para saber o que o cidadão deseja de seu administrador


Aliar desenvolvimento e bem-estar social, a partir de um número maior de obras, é a proposta da administração municipal para os próximos anos

A evolução das cidades está diretamente relacionada ao espírito visionário de seus governantes e ao grau de participação da sua população. Curitiba (PR) vive atualmente, um intenso processo de modernização. A cidade se transformou num imenso canteiro de obras, mudando radicalmente o perfil urbano.
Considerada uma das melhores cidades do país em infra-estrutura e qualidade de vida, a capital paranaense tem no seu comando o prefeito Cassio Taniguchi e seu vice, o ex-deputado estadual Beto Richa, que assume dupla função atuando como vice-prefeito e secretário de obras.
Dentre as muitas metas da Secretaria Municipal de Obras Públicas está a elaboração do primeiro Plano Diretor, projeto que inclui inúmeras ações que deverão modificar o perfil urbano da cidade. "Muitos estudos foram feitos para a implementação deste Plano Diretor e já identificamos os pontos a serem inseridos no orçamento do próximo ano", afirma Richa. Segundo ele, estão previstas diversas intervenções em toda a cidade com a construção de trincheiras, viadutos, rótulas e pontes.
A prefeitura começará a investir, em 2002, no sistema viário de Curitiba para melhorar o fluxo nas regiões mais críticas e reforçar a segurança dos motoristas e pedestres em toda a cidade.
As transformações vão desde ruas que serão totalmente reestruturadas até a construção de novos terminais e a abertura de trincheiras sob as canaletas do ônibus expresso.
Todas as obras deverão ser executadas com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento -BID, contrapartida da prefeitura e da iniciativa privada. Os projetos estão em fase final de análise e aprovação pela Comissão de Financiamentos Externos do Governo Federal para, em seguida, serem aprovados pelo Banco Central e pelo Senado. Os trabalhos vão contemplar principalmente os programas Cidadão em Trânsito, Linhão do Turismo e Cidade Segura.
Na primeira etapa, entre os anos de 1994 e 2000, foram executadas obras que promoveram uma verdadeira transformação social na cidade. Foi assim que a prefeitura, entre outras ações, implantou o ônibus biarticulado Norte-Sul, construiu as sete Ruas da Cidadania, pavimentou pelo menos 100 quilômetros de ruas e deu à cidade cerca de 20 quilômetros novos de ciclovias.
Os resultados foram tão positivos que o próprio banco se dispôs a continuar a parceria com Curitiba. Daí surgiram os novos planos para tornar ainda melhor o planejamento urbano que já se tornou referência mundial.
Entre as principais obras planejadas está a construção de um novo terminal de transporte coletivo, com 14 plataformas e duas estações-tubo, beneficiando pelo menos 30 mil usuários por dia.
Também está planejada a construção de transposições em desnível em 13 cruzamentos ao longo dos eixos Norte-Sul e Oeste. O principal objetivo deste projeto é melhorar a velocidade operacional do sistema expresso, com a redução dos cruzamentos semaforizados.
Para isso, estão previstas as construções de passagens inferiores, como trincheiras, e elevações ou rebaixamento de alguns trechos da canaleta do ônibus expresso em locais onde o terreno permite tal intervenção. Com essas medidas, os cruzamentos com semáforos entre a canaleta e os veículos serão eliminados - os ônibus passarão por cima ou por baixo da via dos veículos.
A substituição e aumento da frota de ônibus é outra meta da administração municipal.
Dentro dos recursos da iniciativa privada, serão adquiridos novos ônibus, tipos micro, comum (das linhas Convencional e Alimentador, por exemplo), padrão (Linha Direta), articulados e biarticulados.

Está prevista a pavimentação e urbanização de 96 quilômetros das ruas que farão parte do novo Linhão do Turismo, programa que vai incentivar o desenvolvimento do potencial turístico da região norte da cidade.
Para melhorar a fluidez do tráfego e eliminar pontos de estrangulamento do trânsito, serão construídas trincheiras e viadutos em dez dos cruzamentos mais críticos da cidade. É o chamada programa de interseções em desnível.
A construção da Rua da Cidadania do Cajuru será a oitava unidade de descentralização dos serviços da prefeitura a ser construída. Nela, as 185 mil pessoas que moram nos cinco bairros da Administração Regional do Cajuru terão serviços municipais mais próximos de suas casas, evitando a necessidade de se deslocarem até a região central da cidade. Na Rua da Cidadania, a população conta com núcleos avançados de várias secretarias municipais, órgãos de utilidade pública estaduais, bancos e comércio. Além disso, também tem espaço para a prática de atividades culturais e de lazer.
Para garantir a total segurança dos usuários do transporte coletivo em Curitiba, a prefeitura vai instalar câmeras de vídeo em todos os terminais de integração. Os equipamentos serão ligados a uma central de controle e monitoramento, em sistema semelhante ao adotado no centro da cidade. Serão 24 terminais monitorados pelo sistema, garantindo segurança a cerca de 1,2 milhão de usuários por dia.
Para promover a melhoria do controle do sistema semafórico, a prefeitura vai instalar detectores e modernizar os equipamentos que hoje controlam o sistema.A atualização dos equipamentos também será uma solução eficaz para reduzir problemas de congestionamento.
Outra meta é a implantação do Sistema de Otimização das Canaletas cujo maior objetivo é priorizar o sincronismo nos semáforos ao longo dos corredores de transporte coletivo e monitorar o fluxo de trânsito nos horários de pico. Além de sincronizar as canaletas exclusivas onde circulam os ônibus, estas medidas vão diminuir o número de acidentes causados por pontos onde não há o sincronismo.
Está ainda prevista a implantação de 52 novos semáforos em cruzamentos isolados, sincronizados a outros já existentes nas mesmas vias, para reforçar a segurança no trânsito e a travessia de pedestres em passagens de níveis. Quatro passagens de nível serão implantadas nos cruzamentos com a linha férrea e prevêem canaletas, placas sinalizadoras, sinalização luminosa, comando e sincronismo eletrônico. Para este ano, estão previstas ainda várias obras do Plano de Pavimentação, nos principais bairros da cidade.
Outra determinação do governo municipal, cuja responsabilidade de execução recai para a Secretaria de Obras, trata da implementação do Plano 2000 e consiste na pavimentação de 2 mil quilômetros de calçadas. O projeto dá continuidade ao Plano 1000, que culminou com a pavimentação de mil quilômetros de ruas na cidade, na primeira gestão de Cassio Taniguchi. O plano de governo define ainda, como prioridade, a intervenção com obras de infra-estrutura em áreas mais carentes da cidade.

O cronograma prevê a implementação de propostas importantes cuja fundamentação está alicerçada na transformação de Curitiba em Capital Social.
Há o programa Nossa Vila, que vai regularizar e urbanizar favelas existentes em Curitiba. "Queremos oferecer uma vida digna para as pessoas que residem nestes locais, promovendo, quando houver necessidade, a regularização das áreas e a relocação de moradores para lotes autorizados pela prefeitura", afirma Beto Richa.
"As áreas receberão saneamento, iluminação pública e asfalto. É um programa ousado, de difícil execução, que vai concretizar mais uma parte do amplo programa Curitiba Capital Social do Brasil", completa Richa.
Mas Curitiba tem muitas outras propostas para elevar a qualidade de vida da sua gente.
Planos como Cidade Segura, com ações integradas de prevenção, defesa e proteção ao cidadão; Cidade Oportunidade, voltado ao desenvolvimento sócio-econômico através da criação de oportunidades de trabalho; Conviver, que vai tornar as escolas municipais referência de convivência comunitária; Aprender, voltado para a criação de novos ambientes reais e virtuais de aprendizagem; Novo Rebouças, que vai transformar o bairro do mesmo nome em uma área da indústria do lazer e da cultura; Linhão do Turismo, responsável pela consolidação de um eixo turístico e ambiental; Curitiba Tecnológica, para tornar a cidade uma metrópole tecnológica, com ênfase na inovação de tecnologias urbanas e ecológicas; Meu Ambiente, para promover a melhoria das condições ambientais com ações voltadas à gestão dos resíduos sólidos e à proteção dos recursos hídricos e, finalmente, Cidadão em Trânsito que vai implantar e aprimorar ações de engenharia, gerenciamento, fiscalização, regulamentação e programas educativos para os sistemas de descolocamento.
"Essas e muitas outras ações estão inseridas no plano de governo do prefeito Cassio e a Secretaria de Obras está intimamente envolvida em todas elas. Sempre haverá um momento do projeto onde será necessária a intervenção da nossa pasta" diz Richa. Ele explica ainda que a secretaria de Obras tem um vínculo estreito com a população: "nosso contato é permanente, e por isso sabemos exatamente o que o cidadão deseja e espera do seu administrador".
Ele avalia a importância dessa interação, principalmente numa secretaria como a de Obras, porque esse contato aproxima a população do governo e "dá mais segurança para continuarmos a exercer o papel a que estamos destinados", complementa o vice-prefeito e Secretário Municipal de Obras, Beto Richa.

Principais obras

* Reconstrução de dez terminais de transporte coletivo e construção do novo terminal do Pilarzinho
* Construção de transposições em desnível em 13 cruzamentos ao longo dos eixos Norte-Sul e Oeste
* Substituição e aumento da frota de ônibus
* Pavimentação e urbanização de 96 km de ruas
* Interseções em desnível
* Rua da Cidadania do Cajuru
* Sistema de Vigilância Monitorado por Circuito de TV
* Modernização da CTA _ Central de Tráfego em Área
* Sistema de Otimização das Canaletas
* Semáforos isolados/passagens de nível
http://cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn...=16&newcod=375

A impressão que dá é que a infraestrutura de Curitiba parou no tempo nesses 10 anos.
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Old May 4th, 2012, 01:45 PM   #3756
josinei
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Estamos esperando até agora os 10 viadutos e trincheiras e as 13 transposições em desnível nos eixos norte sul e oeste.
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Old May 4th, 2012, 03:24 PM   #3757
Barba
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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
Comparar a situação orçamentária de cidades europeias com a nossa não dá né Barba. Aqui está tudo por fazer ainda. Lá o transporte privado subsidia o público. O Brasil não está preparado pra isso. Aqui o imposto que era pra saúde ia pra dar aumento pra burrocrata, fazer superávit pra pagar dívida.
Aqui o subsídio vem diretamente do orçamento municipal/estadual, e isso não é certo, pois tira de outras áreas muito mais carentes de recursos.
Concordo com você, mas subsídio não é burrice. É até de forma uma forma inteligente de prevenir custos em outros lugares. Fazer o povo usar um transporte de massa e menos poluente (que são os trens elétricos) diminui teus custos em saúde (menos poluição, menos acidentes) e indiretamente faz diminuir teu custo logístico com menos tempo de trânsito de um lugar para o outro.


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IPCA
2000 = 5,97%
2001 = 7,67%
2002 = 12,53%
2003 = 9,3%
2004 = 7,6%

2005 = 5,69%
2006 = 3,14%
2007 = 4,46%
2008 = 5,90%
2009 = 4,31%
2010 = 5,91%

A inflação daqueles cinco anos não justifica 10 aumentos na tarifa (houve ainda duas reduções, totalizando doze intervenções). Ao que parece, a URBS não trabalhava com margem tarifária naquela época, repassando semestralmente (ou até em intervalos mais curtos) para a tarifa qualquer variação no preço dos insumos.
Naquela época, quando tinha ainda uma economia frágil e com a hiperinflação fresca na mente, a política de aumentar as coisas num menor espaço de tempo para corrigir os preços era mais comum. Daí faziam aumentos de até menos de 6 meses. Hoje com inflação controlada e juros em queda, é possível espaçar mais os reajustes. Lógico que os 2 anos de espaçamento que o Richa usou tinha motivação política..


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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
Os convencionais (que são os que passam pela Alf. Poli) são, no geral, bem menos loados do que os alimentadores. Mas de toda forma, a Alf. Poli não é um bom ponto para obervação, mesmo no pico da manhã (que é quando eles estão cheios), pois ocorre uma boa carga/descarga na Silva Jardim/Getúlio Vargas/Iguaçu. E se você só passa no trecho antes da Getúlio Vargas da Alf. Poli, aí é que todos os ônibus estarão vazios as 18hrs, pois eles estão no contra-fluxo.
Na Tv da Lapa, os biarticulados sofreram uma grande descarga de passageiros nas estações Eufrásio Corrêa ou Central (dependendo do sentido), e serão carregados na sequência. Por isso eles estão quase sempre "meio vazios". E mesmo após essas duas estações, eles seguem com capacidade ociosa, pois só vão atingir a carga máxima algumas estações à frente.

Sobre os alimentadores, é só você dar uma passada às 18hrs em qualquer terminal da região Sul pra ver a situação. A região Leste realmente tem alimentadores mais vazios, mas são linhas com demandas que nem se comparam a um Capão Raso/Cauiá da vida. Sobre as regiões Norte e Oeste eu não conheço muito, mas sempre quando passava no Terminal Cabral via que a situação também tava feia.
Pessoalmente, conheço umas 15/20 linhas que dá medo de pegar nos picos.


Quando eu terminar de passar o itinerário das linhas para o GE você vai entender porque não faz o menor sentido ter terminais nesses bairros, e porque não dá pra juntar varias linhas alimentaras/convencionais em linhas de alta capacidade. O desenho do sistema esta muito enxuto na maioria dos bairros, e quase todas essas linhas se fazem realmente necessárias. Mas espere eu terminar o estudo pra gente voltar a esse ponto.
Eu sigo pela Affonso Camargo desde lá no Cajuru e vou até o Batel, onde saio da Sete e vou pra rápida. Para lá os biarticulados que vão pro Capão Raso vão cheios, alguns da linha leste também, mas a maioria não.

Quer outra linha que poderia ser extinta? Uma das mais movimentadas, a Cabral-Portão. Essa linha tinha que ter seus usuários para os expressos. É uma linha que pega quase que só ruas de alto tráfego (Chile, Kennedy, o entrocamento do J. Botânico...) e que abastece PUC, UniCuritiba, a Kennedy... você rearranja ele para privilegiar que usem muito mais as canaletas do que o resto, mas sem integração no centro quase que de forma nenhuma (apenas na Eufrasio Correa e para 2 linhas), fica difícil.

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Originally Posted by FGB_curitiba View Post
Não entendi direito o que você sugeriu, mas..

Se você fala em fazer uma linha Atuba/Centro, uma Pinheirinho/Centro e uma conexão entre as duas na Marechal Floriano para quem quer fazer o trajeto Atuba/Pinheirinho.. isso tornaria o trajeto Colombo/Centro (via LV) menos vantajoso do que o trajeto Colombo/Centro (via Ligeirão Norte) devido ao tempo de percurso.

Se você fala em fazer uma única linha Atuba/Pinheirinho e fazer conexão com o Ligeirão Boqueirão para completar o trajeto até o Centro.. isso exigiria colocar carros operando com capacidade ociosa do Boqueirão até a LV, pois a carga máxima do LB é atingida no Terminal Hauer (os ônibus já chegam sem capacidade ociosa na LV).

Talvez tenha ficado confusa minha explicação, mas essas três linhas serão operacionalmente necessárias.
É isso mesmo. Fazer uma linha Atuba-Pinheirinho (preferencialmente Maracanã-Pinheirinho) e ela se integrar com o Boqueirão-Centro na Marechal/LV. Daí sim, coloca mais ônibus entre o Boqueirão que não ficariam ociosas. Não sei, para mim, operacionalmente e financeiramente, 2 linhas (Boqueirão e Atuba-Pinheirinho) são melhor do que 4 (Boqueirão, Atuba-Pinheirinho, Atuba-Centro e Pinheirinho-Centro). Mesmo que o numero de onibus utilizado seja o mesmo por exemplo, mas dá para fazer com menos.

Só lembrando, que pelo modelo financeiro, quanto mais ônibus rodar, mais as empresas operadoras ganham. (mais quilômetros rodados, mais arrecadação).

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Concordo plenamente com a parte da RMC, das outras regiões da cidade que não tem a ver com o metrô, e principalmente com essa questão dos cobradores.
Já bati muito nessa tecla aqui no SSC. Já passou da hora de implantar um sistema de cobrança 100% eletrônico, nem que pra isso tenha que se instalar máquinas coletoras de cédulas/moedas nos ônibus. Isso sim daria um baque enorme nos custos de operação do sistema.
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Old May 4th, 2012, 04:49 PM   #3758
Barba
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E o terminal do Pilarzinho? hahaha
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Old May 4th, 2012, 06:39 PM   #3759
FGB_curitiba
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23/05/2003

PMC suspende projeto do terminal do Pilarzinho
A Prefeitura retirou o projeto de construção do terminal do Pilarzinho do pacote de obras que constam do pedido de financiamento ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (23) em função da resistência de um grupo de moradores.
A construção do terminal do Pilarzinho é uma antiga reivindicação dos moradores do bairro e estava incluída no Plano Plurianual de Investimentos, discutido com a população há dois anos. Também consta do orçamento do município deste ano, com a reserva de recursos para a desapropriação de área para a construção. O projeto aguardava apenas a contratação do empréstimo do BID para ser concretizado. A previsão é de que as obras poderiam ser iniciadas até o final do ano.
Integração - O terminal do Pilarzinho foi projetado para ocupar uma área na Rua Desembargador Hugo Simas, próxima ao entroncamento com a Rua Amaury Lange Silvério. O projeto previa uma construção de 9,8 mil metros quadrados, em dois níveis, com plataformas de embarque e desembarque e área para circulação de pedestres. O terminal iria concentrar as 11 linhas de transporte coletivo que passam pelo bairro e possibilitar a integração tarifária. (PMC)
http://pron.com.br/editoria/cidades/...+DO+PILARZINHO
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Old May 4th, 2012, 07:03 PM   #3760
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A linha Cabral/Portão não tem a função de levar passageiros de um terminal ao outro. É a minoria dos passageiros que faz isso (e só os burros), pois dá pra pegar o ligeirinho Sta. Cândida/Pinheirinho. A demanda de usuários vem das vias que a linha percorre.

Sobre a futura linha Atuba/Pinheirinho é assim.. o Ligeirão Pinheirinho/C. Gomes (LP) possui uma demanda bem parecida com a do Ligeirão Boqueirão (LB). Para que o LB consiga absorver todo o fluxo de passageiros do LP, seria preciso dobrar o número de ônibus que operam o LB, para que ele chegue na LV com 50% de capacidade ociosa. Dessa forma, ele percorreria todo o trajeto Boqueirão/LV com 50% da capacidade ocupada. Além disso, o LP teria que manter um intervalo de 4 minutos para atender os passageiros que vão para o Centro (seria preciso inserir mais biarticulados na linha para manter esse intervalo, pois a LV tem 20km), e ainda diminuir esse intervalo para absorver os passageiros que vão desembarcar em alguma estação da LV-Norte. Com isso, após parar na Marechal Floriano, esses ônibus seguiriam com uma enorme capacidade ociosa até o Atuba. Isso sim seria utilizar mais ônibus para prestar um mesmo serviço.

Essa sua ideia só daria certo se após a inauguração do metrô os passageiros do LP migrarem quase que totalmente para o novo serviço. Aí sim permaneceriam só os passageiros que tem como destino estações da própria Linha Verde. Mas ainda sim, com o adensamento urbano da avenida, o fluxo LV-Centro tende a aumentar muito, o que inviabilizaria a conexão com o LB.
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