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Old September 12th, 2011, 08:10 PM   #81
kriok
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Não pude deixar de me incomodar com a afirmação no titulo do post. E ao mesmo tempo, pelo o tanto que li, acho que existe muita desinformação e muito discurso guiado por emoções quando o assunto é favela.

Sinceramente acho que a discussão sadia sobre este assunto deveria ser a regeneração urbana e a recapacitação dos espaços ocupados indevidamente em centros urbanos e regiões metropolitanas.

Tem gente que parece desconhecer que as cidades em questão fazem parte de um sistema politico que age e interage em esferas diferentes.

Destruir uma favela que ja existe, de maneira indiscriminada é ignorar o maior problema do pais, o défit habitacional. Achar que conjunto habitacional resolve é insistir num erro centenario. O fato de "custar caro" destruir uma favela, é ou deveria ser o menor, visto que mesmo aspectos subjulgados como o historico e o cultural são determinantes para o futuro de uma cidade.

O fato é, o Brasil é um pais mal ocupado. Apresenta densidades absurdas nos centros urbanos como Rio, São Paulo, Belo Horizonte... e apresenta um meio rural muito mal distribuido, de baixo investimento, de baixa oferta de empregos e salarios risiveis. E isto, para uma população que não tem acesso à qualidade de ensino. Isto tudo força a migração do campo para as cidades. E esta migração ja se encontra na quarta ou quinta geração e por isso ha o inchamento das favelas seja horizontalmente ou verticalmente.

Longe de mim querer partidarizar o assunto, mas programas como Favela Bairro e atualmente os PAC Manguinhos, Alemão, Rocinha... são sim tentativas de se pensar o espaço urbano invadido a longo prazo. O problema deles não são os projetos. O problema é a burocracia e a corrupção dentro do poder publico E TAMBEM das empresas envolvidas na execução destes projetos.
O governo (federal, estadual e municipal) de maneira geral ja entendeu que é simplesmente estupido pensar que remover favelas inteiras resolvera o real problema que por sinal não é das cidades, mas do Brasil num todo.

O brasileiro mediano esta neoliberal demais para perceber que a questão passa longe do dinheiro. O que chamamos de favela hoje, em outro tempo e em outro lugar era chamado de cidade, como as cidades medievais ou mesmo as cidades que sofreram o desurbanismo da Revolução industrial e ou do fim da belle époque por exemplo. Destruiram tudo o que estava em mal estado, sujo, violento, desumano? Não! Claro que não! Patrimônio é algo que esta além de dinheiro ou estilo (não confundir com beleza).

Por que não viajar pela Europa, em especifico, França, Inglaterra, Grécia, Italia, Portugal para ver que, quando se ha uma população ativa, daquelas que cobra, manifesta seus interesses sociais (e não o tipico individualismo do "jeitinho brasileiro" às avessas), estas areas podem ser convertidas em todo tipo de espaço urbano de qualidade, desde sitio historico, a ponto turistico passando inclusive pela transformação destas areas em areas habitacionais destinadas à população de grande poder aquisitivo. Basta pesquisarem.

Ai, me perguntam: e a população de origem destes lugares? Simples, elas estão inseridas no contexto urbano formal. Nada de zoologicos humanos (conjuntos habitacionais) nada de guettos (periferia ou suburbio de conotação pejorativa: lugar de pobre). Os eficifios habitacionais devem estar em bairros formais de QUALQUER classe socio-econômica de modo a terem todas as facilidades e cidadania que qualquer outro morador do bairro tem: metrô, escola, hospital, creche, onibus, emprego... Desta forma a troca de informação entre as classes, assim como o convivio delas faz com que o nosso enorme abismo social seja combatido. Lembro: o que mede um pais desenvolvido não é a riqueza da elite, e sim a pobreza do pobre.

Acho que estamos no caminho certo quanto aos projetos, falta é combatermos a corrupção é a péssima qualidade de ensino no geral: publico e privado.
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Old September 12th, 2011, 09:15 PM   #82
eduardoazul
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[QUOTE=feliperibeirosouza;83700089]Nem é "buceta", como o outro membro disse, mas sim ganancia. QUOTE]

Ooooopa, alguém me chamou???
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Castelo em Milhares de Fotos!
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Old September 12th, 2011, 10:59 PM   #83
vzac
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É quase impossível planejar ocupação do solo depois de já ocupado.
Já perdemos o bonde da história.
Agora só nos resta administrar o caos.
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Old September 12th, 2011, 11:13 PM   #84
Suburbanist
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Originally Posted by kriok View Post
Por que não viajar pela Europa, em especifico, França, Inglaterra, Grécia, Italia, Portugal para ver que, quando se ha uma população ativa, daquelas que cobra, manifesta seus interesses sociais (e não o tipico individualismo do "jeitinho brasileiro" às avessas), estas areas podem ser convertidas em todo tipo de espaço urbano de qualidade, desde sitio historico, a ponto turistico passando inclusive pela transformação destas areas em areas habitacionais destinadas à população de grande poder aquisitivo. Basta pesquisarem.
França, REino Unido são cheios de bairros inteiros caracterizados por população pobre, predominante imigrante de baixa qualificação ou em situação de desarranjo social.

Quote:
Os eficifios habitacionais devem estar em bairros formais de QUALQUER classe socio-econômica de modo a terem todas as facilidades e cidadania que qualquer outro morador do bairro tem: metrô, escola, hospital, creche, onibus, emprego... Desta forma a troca de informação entre as classes, assim como o convivio delas faz com que o nosso enorme abismo social seja combatido.
Eu sou TOTALMENTE contra essa ideia de em um país como o Brasil forcar a "troca de ideia entre as classeS". Me parece discurso de quem quer, ao mesmo tempo, proibir condomínios horizontais, escolas particulares, clubes fechados e uso de carro, para forçar as pessoas a conviverem só pelo convívio.

O problema de renda é um problema de renda, não de obrigar pessoas que tem mais grana a dividirem seus espácos com quem nào tem grana.
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Old September 12th, 2011, 11:27 PM   #85
Enzo
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A regiao de East London (Aldgate, White Chapel, Wapping, Stepney Green ate mesmo Liverpool St) e muitas outras, eram favelas cheia de bordels e pubs frequentados por bandidos no final do seculo XIX e inico do seculo XX.

Acabaram com as favelas, com esgoto a ceu aberto, colera, slum house... Hoje sao bairros classe media e alguns ate nobres.
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Old September 13th, 2011, 12:05 AM   #86
Coyotte
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Originally Posted by Enzo View Post
A regiao de East London (Aldgate, White Chapel, Wapping, Stepney Green ate mesmo Liverpool St) e muitas outras, eram favelas cheia de bordels e pubs frequentados por bandidos no final do seculo XIX e inico do seculo XX.

Acabaram com as favelas, com esgoto a ceu aberto, colera, slum house... Hoje sao bairros classe media e alguns ate nobres.
Francamente, não acredito que fossem piores que as favelas brasileiras, seja no aspecto visual, nos níveis de criminalidade, no nível cultural da população favelada, na qualidade das construções, ou na ausência do poder público e presença de um poder paralelo.
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Old September 13th, 2011, 12:57 AM   #87
Enzo
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A situacao era bem ruim sim, nao sei se era pior, mas era tao grave quanto as favelas de hoje no Brasil, acho que a maior diferenca eh que as slums londrinas nao ficavam em morros.

Quando passei uma temporada em Londres estudei sobre isso e fiquei chocado com as informacoes, de principio ate duvidei. Mas eh verdade, regioes da cidade eram dominadas por criminosos, alastradas de doencas, o Thames era cheio de merda boiando e outro tipos de dejetos, era uma desorganizacao total. E veja que naquela epoca, o Imperio Britanico estava no seu auge.

Um texto aqui para voce ler, tem muitas outras fontes na internet.

Quote:

Victorian Britain (1837-1901) was the richest country on Earth - yet much of this wealth didn't trickle down to the poorest people of society.

In all of Britain's great cities - London, Birmingham, Glasgow, Manchester, Liverpool etc - there were areas of slums where the poor lived in such depraved conditions as can scarcely seem imaginable today. Vistitors from abroad were left astounded at the terrible conditions in which people were forced to live - in the world's richest society.

In these slums, people were forced to live in rat-infested hovels, some of which were just a single small room, and crammed into these small hovels were sometimes as many as 20-30 people!

Drinking water was often taking from a well in the street, and the water in the well came directly (and uncleaned) from the Thames, whose water was hideously filthy, giving off a terrible stench, and it wasn't uncommon to see the carcasses of dead cats and dogs bobbing around in it. The Thames often became so dirty the top layer of water often became a thick, black treacle-like scum. Needless, to say, the drinking of this water was the main cause behind London's many cholera epidemics.

London's slums (also known as "rookeries") were the most famous - in the 19th Century, London was the world's biggest city.

One of the most notorious London rookeries was St Giles's. People in this area, like all other London slums, had to walk down streets of open sewers populated with the carcasses of dead cats and dogs, and whose windows were so blackened with dirt they hardly let in the light. ...
O texto continua http://forums.canadiancontent.net/hi...st-giless.html

Sao muitas cidades mundo afora que ja tiveram regioes totalmente favelizadas e um dia seus governantes resolveram agir e acabaram com elas.
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Old September 13th, 2011, 01:12 AM   #88
Greatlakerman
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A regiao de East London (Aldgate, White Chapel, Wapping, Stepney Green ate mesmo Liverpool St) e muitas outras, eram favelas cheia de bordels e pubs frequentados por bandidos no final do seculo XIX e inico do seculo XX.

Acabaram com as favelas, com esgoto a ceu aberto, colera, slum house... Hoje sao bairros classe media e alguns ate nobres.
Se duvidar, em termos de sujeira, a zona Cockney era pior até; London era famosa no século XIX, entre outras coisas, por ser uma cidade extremamente suja.
__________________
Sé Catedral de São José - 20°48'38.31"S 49°22'46.15"W
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Old September 13th, 2011, 01:17 AM   #89
Wey
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Há esperança para as cidades brasileiras hehe
__________________
1 ∀x∀y[∀z(z∈x⇔z∈y)⇒x=y] ____2 ∀x[∃a(a∈x)⇒∃y(y∈x∧¬∃z(z∈y∧z∈x))] ____3 ∀x∀w_1∀w_2...∀w_n∃y∀x[x∈y⇔(x∈z∧∅)]
4 ∀x∀y∃z(x∈z∧y∈z) ____5 ∀F∃A∀Y∀x[(x∈Y∧Y∈F)⇒x∈A] ____6 ∀x∀w_1∀w_2...∀w_n[∀x(x∈A⇒∃!y∅)⇒∃B∀x(x∈A⇒∃y(y∈B∧∅))]
7 ∃X[∅∈X∧∀y(y∈X⇒S(y)∈X)] ____8 ∀x∃Q(x)∀z[z⊆x⇒z∈Q(x)] ____9 ∀X∃R(R well-orders X)
10 V=ULTIMATE L
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Old September 13th, 2011, 01:24 AM   #90
Dan Caumo
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Muitas pessoas acreditam que a solução do problema é tão simples que basta construir um bairro há dezenas de quilômetros do local onde estas pessoas costumavam viver, conhecer e trabalhar; e destruir toda a favela que costuma existir. A solução do problema não se dá de uma hora para outra, é gradual. No caso do Complexo do Alemão este processo iniciou, o simples fato da integração do local com a cidade, tirando todas as barreiras que impossibilitavam a chegada dos serviços, foi um grande passo. A construção de bibliotecas, postos de saúde e centros de formação profissional nas estações do bondinho é um outro passo.

Evidente que dentro da comunidade há estruturas criminosas que existem há décadas, e não é fácil combater isso, mas dando oportunidades aos jovens e criando a sensação de punidade o crime vai decair, as condições de vida vão melhorar e o aspecto estético vai melhorar com o tempo. O que não dá é apenas pensando no lado estético pensar em tirar esta "coisa feia" das nossas vistas e arrastar para quilômetros de distância como isto fosse resolver o problema.
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Old September 13th, 2011, 01:52 AM   #91
bruninhodb
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Olha essa região como seria valorizada pra construções legais.. venderia parte dessa area para empreiteiras e destinaria outra para preservação (no caso, reflorestimento).. e a galera migrava pra outra região.. em caixa de concreto pre-moldadas com linhas de busu e metro (privatizadas, logico)
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Old September 13th, 2011, 02:04 AM   #92
Suburbanist
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Originally Posted by bruninhodb View Post
Olha essa região como seria valorizada pra construções legais.. venderia parte dessa area para empreiteiras e destinaria outra para preservação (no caso, reflorestimento).. e a galera migrava pra outra região.. em caixa de concreto pre-moldadas com linhas de busu e metro (privatizadas, logico)
O problema é o espírito "pobre é índio - não pode criticar, nem negociar, nem mover do lugar".

Se começasse um processo acelerado de compra dos barracos por incoporadoras imobiliárias, tenho certeza de que o MP entraria com ações pedindo liminar para suspender construção nos mais variados pretextos, alguns válidos (proteção de encosta) outros por pirraça (rico não pode usar dos "direitos implícitos" do pobre nos imóveis).

Isso só se resolve se, antes, a posse desses imóveis for toda regularizada.

MESMO assim, há uma série de outros problemas, como arruamento inexistente. Quem vai querer comprar uma casa caríssima sem que vc possa chegar lá de carro, táxi e sem que possa receber entregas na porta de casa?
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Old September 13th, 2011, 02:13 AM   #93
Dan Caumo
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A situacao era bem ruim sim, nao sei se era pior, mas era tao grave quanto as favelas de hoje no Brasil, acho que a maior diferenca eh que as slums londrinas nao ficavam em morros.

Quando passei uma temporada em Londres estudei sobre isso e fiquei chocado com as informacoes, de principio ate duvidei. Mas eh verdade, regioes da cidade eram dominadas por criminosos, alastradas de doencas, o Thames era cheio de merda boiando e outro tipos de dejetos, era uma desorganizacao total. E veja que naquela epoca, o Imperio Britanico estava no seu auge.

Um texto aqui para voce ler, tem muitas outras fontes na internet.


O texto continua http://forums.canadiancontent.net/hi...st-giless.html

Sao muitas cidades mundo afora que ja tiveram regioes totalmente favelizadas e um dia seus governantes resolveram agir e acabaram com elas.


Sim a situação era realmente horrível em East End, já um livro-reportagem que recomendo do Jack London que descreve East End chamado "O Povo do Absimo". Inclusive Jack, o Estripador resume o tipo de crime que ocorria no local na época.

Algumas fotografias da época:


Algumas gravuras de jornais da época:


E uma imagem que poucos acreditariam que pudesse ter existido, uma favela colada a Abadia de Westminster:


Quote:
The Devil's Acre was a notorious slum near Westminster Abbey in Victorian London. The Devil's Acre was located along Old Pye Street, Great St Anne's Lane and Duck Lane in the parish of Westminster St Margaret and St John. In the 19th century it was considered one of the worst areas of London and in 1850 Charles Dickens called the area The Devil's Acre in Household Words. In the same year the term slum was popularised by Cardinal Wiseman when his description of the area was widely quoted in the national press. Population density in the Devil's Acre was not measured in terms of persons per acre, but persons per room.
http://www.qwiki.com/q/?_escaped_fra...vil&#39;s_Acre

E no wikipedia tem um extenso post sobre o East End de Londres tanto em inglês quanto português, vou colocar apenas um trecho, mas recomendo que leiam tudo, há uma sessão chamada criminalidade:
Quote:
Os altos níveis de pobreza em East End têm, ao longo da história, correspondido a uma alta incidência de crimes. Desde os primeiros tempos, o crime dependia, assim como o trabalho, das importações de bens para Londres, e da sua intercepção em trânsito. Os roubos ocorriam no rio Tâmisa, no cais e no trânsito para os armazéns da Cidade. Foi por isso que, no século XVII, a Companhia das Índias Orientais levantaram muros altos, colocaram guardas nas docas em Blackwall para minimizar a vulnerabilidade de suas cargas. Comboios armados, então, transportavam as mercadorias até depósitos seguros da empresa na Cidade. A prática levou à criação de docas cada vez maiores em toda a área, e a construção de grandes estradas para que o transporte de mercadorias das docas fosse conduzido através das aglomeradas favelas do século XIX.
...
Na década de 1960, East End foi a área mais associada com as atividades de gângsters, mais notadamente as dos irmãos Kray.[113] O O atentado a bomba em Docklands de 1996 causou danos significativos em torno da South Quay Station, ao sul do complexo de edifícios comerciais de Canary Wharf. Duas pessoas morreram e trinta e nove ficaram feridas em um dos maiores ataques a bomba da Grã-Bretanha realizado pelo Exército Republicano Irlandês Provisório.[114] Isto levou à introdução de pontos policiais de controle para vigiar o acesso a Isle of Dogs, que lembra a vigilância em torno da Cidade de Londres.
http://pt.wikipedia.org/wiki/East_End_(Londres)
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Old September 13th, 2011, 03:57 AM   #94
Walter_
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Eu sou TOTALMENTE contra essa ideia de em um país como o Brasil forcar a "troca de ideia entre as classeS". Me parece discurso de quem quer, ao mesmo tempo, proibir condomínios horizontais, escolas particulares, clubes fechados e uso de carro, para forçar as pessoas a conviverem só pelo convívio.

O problema de renda é um problema de renda, não de obrigar pessoas que tem mais grana a dividirem seus espácos com quem nào tem grana.
Acho que ele não dizer em "troca de ideia entre as classes", mas sim democratizar os serviços públicos sem acentuar o que é para os podres e o que é para os ricos. Não sei se isso aumentaria a renda dessas pessoas, dita "pobre...
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Old September 13th, 2011, 04:46 AM   #95
Coyotte
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Alguém saberia me informar qual seria, em relação à população total, a população favelada de Londres na época?

Também gostaria de ver mais imagens de época dessas favelas de Londres. As más condições sanitárias não me surpreendem, se não me engano elas não se restringiam apenas a essas áreas "favelizadas", mas a toda a cidade, onde até os anos 1860 não havia sistema de esgotos (na verdade, nenhuma cidade do mundo possuía). Paris também era uma cidade deplorável pelo menos até a reforma encabeçada pelo Barão Haussman.

Se considerarmos a época, em que tudo era precário até para os mais abastados, até que não era assim tão ruim. Em qualquer parte do mundo, epidemias de doenças infecciosas eram bastante comuns e a expectativa de vida era muito pequena. Lembrem-se que a medicina da época nem de longe dominava as técnicas e recursos que temos hoje.

Também tenho sérias dúvidas se a criminalidade dessas áreas seria comparável à das nossas favelas de hoje.

Em relação ao urbanismo, tenho muitas dúvidas. Havia arruamento? Qual era a qualidade das construções? Os barracos das favelas brasileiras só não são piores que moradias improvisadas de madeira e lona. Pelo que mostram as fotos postadas, nas favelas londrinas havia construções de tijolinhos ingleses (com telhado e tudo), que por estas bandas seriam considerados um "luxo" até em bairros de classe média/alta. Mas em algumas fotos também podemos ver o que parecem ser barracos (alguns até bem construídos) de madeira. Talvez este fato tenha facilitado o processo de remoção dessas "favelas". No caso brasileiro, seria extremamente cara a demolição de tantas construções de alvenaria, então acredito que seja praticamente inviável. É um simples problema de matemática mesmo. Nenhuma entidade teria condições de arcar com um custo de demolição tão elevado.

Last edited by Coyotte; September 13th, 2011 at 04:53 AM.
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Old September 13th, 2011, 05:28 AM   #96
Dan Caumo
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Quote:
Originally Posted by Coyotte View Post
Alguém saberia me informar qual seria, em relação à população total, a população favelada de Londres na época
Trechos de O Povo do Abismo:
Quote:
There are 300,000 people in London, divided into families, that live in one-room tenements. Far, far more live in two and three rooms and are as badly crowded, regardless of sex, as those that live in one room. The law demands 400 cubic feet of space for each person. In army barracks each soldier is allowed 600 cubic feet. Professor Huxley, at one time himself a medical officer in East London, always held that each person should have 800 cubic feet of space, and that it should be well ventilated with pure air. Yet in London there are 900,000 people living in less than the 400 cubic feet prescribed by the law.

Mr. Charles Booth, who engaged in a systematic work of years in charting and classifying the toiling city population, estimates that there are 1,800,000 people in London who are poor and very poor. It is of interest to mark what he terms poor. By poor he means families which have a total weekly income of from eighteen to twenty-one shillings. The very poor fall greatly below this standard.

...

But with 900,000 people actually living under illegal conditions, the authorities have their hands full. When the overcrowded folk are ejected they stray off into some other hole; and, as they move their belongings by night, on hand-barrows (one hand-barrow accommodating the entire household goods and the sleeping children), it is next to impossible to keep track of them. If the Public Health Act of 1891 were suddenly and completely enforced, 900,000 people would receive notice to clear out of their houses and go on to the streets, and 500,000 rooms would have to be built before they were all legally housed again.

The mean streets merely look mean from the outside, but inside the walls are to be found squalor, misery, and tragedy. While the following tragedy may be revolting to read, it must not be forgotten that the existence of it is far more revolting.

...

The figures are appalling: 1,800,000 people in London live on the poverty line and below it, and 1,000,000 live with one week’s wages between them and pauperism. In all England and Wales, eighteen per cent. of the whole population are driven to the parish for relief, and in London, according to the statistics of the London County Council, twenty-one per cent. of the whole population are driven to the parish for relief. Between being driven to the parish for relief and being an out-and-out pauper there is a great difference, yet London supports 123,000 paupers, quite a city of folk in themselves. One in every four in London dies on public charity, while 939 out of every 1000 in the United Kingdom die in poverty; 8,000,000 simply struggle on the ragged edge of starvation, and 20,000,000 more are not comfortable in the simple and clean sense of the word.
O livro é de 1902 e a população de Londres em 1901 era de 4,7 milhões de pessoas.

Last edited by Dan Caumo; September 13th, 2011 at 05:34 AM.
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Old September 13th, 2011, 07:44 AM   #97
Geovanne Angelo
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Nossa é incrivel as barbaridades que eu li por aqui. É cada frase boba e msm preconceituosa que eu fico chocado.

Bom, na minha humilde opinião, eu acho uma perda de tempo esta briga entre os que defendem o fim de todas as favelas e os que são a favor da urbanização das msms. Qualquer projeto minimamente viavel tem que ser baseado nas 2 politcas. Ou seja, é um estudo detalhado através de urbanistas, geografos, etc que deveriam apontar onde haveria remoções, onde daria pr urbanizar ou msm onde daria pr fazer as duas coisas.
É um absurdo acreditar que a remoção resolveria todos os problemas. Em primeiro lugar, aonde o Rio colocaria todos os seus favelados, caso todas as favelas fossem removidas? Pr quem n sabe msm os suburbios das grandes cidades brasileiras ja estao apinhados de gente, ou seja, se n houver urbanização naquelas areas onde ha como fz isto, cidades como o Rio serão obrigadas a jogar as pessoas no mar, ou a cidade acabara com as poucas areas preservadas que ainda existem.

Um exemplo interessante é o que acontece na minha cidade, BH. Meus pais e grande parte da minha familia materna e paterna foram criados na Favela Pedreira Padro Lopes, uma das mais antigas de BH, praticamente colado a região central da cidade. Meus pais e parte dos meus parentes, graças a Deus, com trabalho e esforço conseguiram sair da favela. Mais uma outra parte consideravel acabou ficando. N por vagabundagem, como muitos tende a pensar, mais por falta de oportunidades melhores de vida msm. No caso da familia do meu pai, eram cerca de 10 filhos/filhas. No caso das mulheres, a maioria mal terminou o ensino fundamental sobrando como alternativa trabalhar como empregada doméstica e neste caso dificilmente alguém vai conseguir mudar pr um bairro legalizado. Bom, + o fato é que atualmente esta favela esta passando por enormes mudanças. O terreno onde a minha avó ja falecida, construíu sua casa e que acabou sendo dividida em varias casas menores pr os outros parentes, esta sendo ocupado por conjuntos habitacionais. Varias tias minhas ganharam apts de 2 ou 3 quartos, tudo legalizado, com escritura e tudo. Se fosse levar em conta a idéia que muitos aqui fazem da ideia de remoção, minhas tias e tios que moram ha mais de 50 anos nesta favela seriam literalmente exilados a quilometros de distancia do centro, em bairros supostamente planejados, sem qualquer infraestrutura aceitavel de educação, saúde, sem alternativas aceitaveis de transporte coletivo, ou seja, meus parentes estariam totalmente ferrados. Pois no Brasil remoção, na maior parte das vezes é sinonimo deste tipo de situações. Inclusive muitos aqui gostam de atacar a esquerda e msm politcos da direita considerados populistas por serem contra a remoção de favelas. Mais se no Brasil, remoção de favelas acabou virando "palavrão" a culpa é dos proprios apoiadores deste tipo de politica que praticamente n conseguiram criar um bairro realmente decente pr receber estas familias. Vejam o caso do Rio. A Cidade de Deus foi fruto de remoção de favelas, mais n é que com o passar do tempo ela msm virou uma. Mais quando se leva em conta a historia do lugar, percebe-se que era fato que isto aconteceria + cedo ou + tarde. Pois n foi necessariamente a preocupação com os pobres que levaram a remoção dos favelados da zona sul do Rio nos anos 60 e 70. N verdade a valorização de espaços antes ocupados pelos favelados é que levou a esta politica. Pois naturalmente a população pobre destes lugares virou um incomodo pr a classe media que passou a querer ocupar estes espaços. Desta maneira nada mais natural do que jogar os pobres nos confins da terra, sem estrutura nehuma e dizer que isto é politica social das mais nobres. Para parte de nossa elite, o problema n é ter favelas, o problema é ela muitas vezes estar colados aos ditos bairros tradicionais.

Mais graças a Deus os meus parentes tiveram mais sorte. A prefeitura percebeu que simplesmente joga-las em algum canto qualquer da cidade n resolveria o problema, na verdade pioraria. A favela onde os meus pais foram criados permite uma urbanização plena, caso o poder publico tenha vontade de fz isto. Pr se ter uma ideia, nesta favela nunca houve caso de deslizamento de terra. Como ela fica numa antiga pedreira, o que explica o nome do lugar, o solo da região n enfrenta os problemas tão comuns a grande parte das fevelas do Brasil. Desta maneira da pr construír ruas, algo que esta sendo feito e casas dignas pr grande parte dos habitantes deste lugar, utilizando todo o terreno que a favela dispoe. Este é apenas um caso que mostra o quando é ilogico querer remover todas as favelas, ou melhor dizendo mudar todos os favelados de lugar. No caso da Padro Lopes esta havendo até um remoção, + mantendo as pessoas na msm região onde ja estavam. Pr a prefeitura seria mais caro colocar todos os favelados da Padro Lopes em outro lugar, pois terreno em BH esta bastante caro, quase n ha terrenos disponiveis, ou seja, meus parentes acabariam sendo removidos pr as cidades mais pobres da grande BH, contando com precario aceso a hospitais, escolas, trabalho. Só o fato de meus parentes morarem junto do centro tras uma enorme vantagem competitiva pr eles, porque em BH, dependendo do lugar que vc mora, os empregadores n te dão uma vaga, principalemnte pr economizarem no vale transporte. Inclusive eu tenho parentes que moravam erm bairros pobres no entorno de BH e voltaram pr a Pedreira, exatamente pr conseguirem emprego, o que n deixa de ser um absurdo, mais que mostra muitas vezes que a pessoa para numa favela n por comodismo mais pr sim ter melhores condições de vida pr ele e seus descedentes. Um morador de uma favela na zona sul do Rio muitas vezes tem uma qualidade de vida maior do que um morador de um bairro de suburbio carioca, devido a oferta de empregos e serviços publicos que muitas vezes um morador de Queimados n tem. Meus pais, msm favelados contavam com uma escola municipal junto da favela que era considerado na epoca referencia em termos de qualidade, o que os ajudaram a mudar de vida, pois pelo menos eles completaram o ensino médio, o que na epoca deles era um luxo. Junto da favela tb a um hospital. E proximo o centro da cidade que dava inumeras oportunidades de empregos pr meus pais e seus parentes. Ainda hj em bairros mais afastados de BH as pessoas n contam com esses serviços publicos e tb privados que na Pedreira Padre Lopes existe ha tempos. Eu tenho alguns parentes que estudaram na UFMG, a principal universidade do Estado e que tb fica proximo a favela. Um chegou a fz doutorado em Fisica. E o interessante que a propria proximade da Universidade com a favela propiciou esta chance de mudar de vida, pois alguns parentes meus conseguiram estagio ou emprego na universidade o que os possibilitaram conhecer a instituíção e querer fz parte dela.

Ou seja, estes pequenos exemplos mostram como a situação é bem complexa. Muitas vezes o morador n quer sair da favela por teimosia, por vagabundagem ou msm por falta de cultura como alguns adoram declarar de forma convicta. Mais na verdade, pr exatamente garantir empego e melhores condições de vida é que o morador muitas vezes prefere continuar, msm que em alguns casos isto signifique risco de vida. E se o Estado n resolve esta equação com remoçoes dignas, algo que historicamente n foi feito no Brasil, ou msm com urbanização naqueles locais onde da pr fz isto, dificilmente a situação mudara, até pq hj o pobre conhece muito mais os seus direitos do que antes, o que o leva a nao aceitar as coisas de forma tão passiva como antigamente. Msm as pessoas mais humildes são capazes de fz um calculo racional sobre sua vida e as oportunidades que aparecem. Citando só mais um exemplo, a Prefeitura de BH ao iniciar a urbanização da Padre Lopes, tb deu como alternativa aos meus parentes uma indenização pr comprarem uma casa em outor lugar. Ninguém aceitou, pois eles argumentaram que n conseguiriam compar uma boa casa, num bom bairro que lhes garantisse a oferta de serviços que a favela onde eles moram oferecem, incluíndo aí a educação, que diferentemente do que muitos por aí opinam é levado em conta por muitas famílias de baixa renda. E se a prefeitura tentasse de forma autoritaria acabar com a favela e tranferir todo mundo pr um outro lugar, " o pau ia quebrar" pois por motivos obvios os argumentos usualmente usados pr a remoção n caberiam pr esta favela especificamente.
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Santo Agostinho, Belo Horizonte, MG. Conheçam este tradicional e charmoso bairro de alto padrão da zona sul de BH, vizinho do famoso e classudo bairro de Lourdes.

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Old September 13th, 2011, 08:30 AM   #98
Geovanne Angelo
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Ahh e por ultimo é interessante combater alguns mitos bastante preconceituosos ditos por alguns foristas por aqui.

1- o favelado é um comodista que n quer pagar imposto e vive as custas do estado.

Bom se o favelado fosse viver as custas do estado ele simplesmente morreria de fome, pois historicamente o estado brasileiro sempre negou direitos sociais e msm politcos plenos aos mais pobres. É bem verdade que muitos pobres recorrem a ligações clandestinas de tv a cabo, luz, agua e isto deve ser combatido. N sou a favor de ficar passando a mao na cabeça apenas pq o cara é pobre. Mais a despeito disso, o fato é que devido a carga tributaria hedionda que ha no Brasil quem mais paga imposto neste país é pobre e n o rico. Quando um favelado vai fz uma simples compra de uma cesta basica no supermercado, proporcionalmente ele paga mais impostos do que um rico que vai comprar seu Corpos Danone ou Diet Shake no Pão de Açucar. Ahh e o pobre n tem como fugir dos impostos comprando produtos em Miami ou no Duty-Free. Apesar de que muitos acabam frequentando as feirinhas do Paraguai, que pasmem tb é cheio de pessoas da classe média.

Para piorar o pobre que é quem paga mais tributos neste país, n recebem nada em troca, pois aqui existe uma lei Robin-Hood as avessas. Querem maior exemplo disso do que nossas universidades publicas. Os alunos de classe media estudam em colegios particulares com direito a abatimento de imposto de renda por parte do estado e depois, pasmem, estudam de graça numa UFMG ou USP da vida. Bolsa familia é fichinha diante desta bolsa-educação que a maioria dos paises ricos n tem a coragem de financiar pr seus alunos.

2- O grande problema do pobre/favelado é que ele n quer respeitar as leis deste país, o que explica em grande parte suas mazelas

Mais uma vez impultando ao pobre algo que é comum a todos os brasileiros independente da sua condição social. Por acaso os ricos respeitam plenamente as leis deste país. N é aqui que vigora: vc sabe com quem esta falando? Tem gente que citou a briga que houve no Alemão, entre policiais e moradores em relação ao barulho alto que uma festa provocava, pr dai chegar a conclusão de que a favela e seus moradores estão fadados ao fracasso, o que justificaria a remoção. Mais pera aí, moro num bairro de classe média em BH, onde pessoas ditas educadas, estudades e com uma boa renda fazem inumeras festinhas incovenientes em seus salões de festas ou areas gourmets altas horas da noite, e com aquelas musicas mais infames, do fundo do baú, tipo Dancing Queen e nem por isto a policia chega com cacetete na mao batendo em todo mundo. O que n falta em BH são barzinhos e boates da moda, cheia de gente rica e bonita que incomodam seus vizinhos até n poder +. Nem por causa disso se fala em remoçoes pr estes lugares.

3- Remover as favelas e colocar os seus moradores em bairros planejados resolvera o problema da violencia.

Esta é a piada do seculo. Se bairro planejado fose sinonimo de paz e tranquilidade, os bairros pobres de Los Angeles seriam um paraíso, sem gangues das mais variadas etnias, sem assassinatos, sem drogas. Mais pasmem la ha certos bairros que dão um banho de urbanismo msm em bairros de classe média no Brasil, onde o indicie de homicidios podem ser terrivelmente altos. É bem verdade que algumas caracteristicas das favelas ajudam os cirminosos nos seus crimes, mais tb é fato que com uma politica de segurança realmente eficaz, estas vantagens simplesmente tornam-se inocuas. As UPPS, apesar de todos os seus problemas mostram isto. Quando o estado realmente resolveu tomar de volta aquele territorio que lhe pertence, aqueles massacres que haviam diariamente em favelas, como Dona Marta cessaram. Com cetreza o consumo de drogas continua, mais meu Deus do céu, tem que ser muito ingenuo pr acreditar que isto ia acabar. Na Grande BH, ha bairros pobres muito mais violentos do que favelas. Em Contagem, Ribeirão das Neves, Betim, cidades da grande BH, ha um citurão de pobreza esquecidos pelo poder publico e distante dos olhos da elite, onde nas ruas asfaltadas acontece de tudo que vc pode imaginar. Ou seja, este discurso de que fim de favela é fim da violencia é muita fraco.
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Santo Agostinho, Belo Horizonte, MG. Conheçam este tradicional e charmoso bairro de alto padrão da zona sul de BH, vizinho do famoso e classudo bairro de Lourdes.

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Last edited by Geovanne Angelo; September 13th, 2011 at 08:36 AM.
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Old September 13th, 2011, 11:22 AM   #99
Luca_Rome
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Old September 13th, 2011, 09:33 PM   #100
bruninhodb
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favela = descaso. FAVELA URBANIZADA NÃO EXISTE.

Erradicar as favelas significa elevação da saude publica, segurança, educação e desenvolvimento economico.
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