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Old November 30th, 2011, 11:33 AM   #1
NuncaPior
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Thumbs up Cada vez mais portugueses em Macau

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Portugueses batem recorde de pedidos de residência na RAEM



Entre o ano passado e este ano houve mais 52 cidadãos de Portugal a solicitar residência não permanente na RAEM, um recorde de pedidos desde 2000. O cônsul-geral de Portugal em Macau assegura que o território “continua a dar um espaço importante aos portugueses”

Nunca como este ano houve tantos portugueses a requisitar autorização de residência em Macau, desde 2000. Segundo dados que o JTM obteve junto da Direcção dos Serviços de Identificação, de 1 de Janeiro a 10 de Novembro, foram registados 166 pedidos de cartão de residente não permanente, um recorde que até bate os 11 anos anteriores contabilizados até Dezembro e contando também com os pedidos para a residência permanente. A crise em Portugal, por um lado, e o crescimento económico de Macau, por outro, pode estar na base deste aumento. E o ano ainda nem acabou.
Os números são claros: em 2011, até 10 de Novembro, houve mais 52 pedidos de autorização de residência não permanente do que até ao mesmo período de 2010, ano em que foram registados 114 pedidos. Mas mesmo que o mês de Dezembro de 2010 seja considerado nesta contabilização, 2011 continua a ser recordista. Tendo em conta os dados fornecidos ao JTM, de Janeiro a Dezembro do ano passado foram registados 130 pedidos. Em 2009 houve um total de 96 e em 2008 foram 87. O ano em que houve menos solicitações de autorização para residir de forma não permanente em Macau foi em 2004, em que se verificaram seis pedidos no total.
Se aos pedidos de residência não permanente se juntar também as requisições para residência permanente, 2011 mantém destacado a dianteira dos últimos 11 anos, com 190 solicitações. Ainda assim, de 2010 (quando se registaram 34 pedidos) para 2011 (até 10 de Novembro) houve menos 10 pedidos para obtenção da residência permanente (só dada depois de sete anos na RAEM).
CRISE EM PORTUGAL POTENCIA SAÍDAS. O cônsul-geral de Portugal em Macau, Manuel Cansado de Carvalho não dispõe destes dados, que pertencem ao Governo da RAEM, mas “não custa a crer” neste aumento. “Basta ver o crescimento aqui e a crise que existe na Europa, não é algo que me surpreenda”, admite ao JTM. Não possuindo também dados objectivos que permitam quantificar a comunidade portuguesa, e se está em crescimento ou não - “até porque ninguém tem a obrigação de se inscrever no Consulado” - Cansado de Carvalho explica que “há um fluxo natural de partidas e chegadas” e que a RAEM não só “continua a dar um espaço importante aos portugueses” como “continua a fazer parte de uma herança do passado que está viva”.
A presidente da Casa de Portugal, Maria Amélia António, também não se mostra surpreendida com este recorde. “No contexto actual de Macau, que está com um grande desenvolvimento, que contrasta com a situação de Portugal, pode haver, indiscutivelmente, uma ligação” que justifique este aumento de pedidos de residência. E adianta três possíveis explicações: “o desenvolvimento em Macau de várias actividades que necessitam de quadros especializados, ligados à língua portuguesa ou não, a crise económica em Portugal, que empurra muitos para fora do país e as pessoas que estão a estudar mas desejam regressar”. Maria Amélia António chega mesmo a admitir que o número de pessoas que venham a pedir a residência não permanente em Macau “aumente no próximo ano”. “Desde que haja mercado para os absorver faz todo o sentido”, completa.

TERRA DE OPORTUNIDADES. Crisália Freitas, uma advogada de 28 anos, é apenas uma das portuguesas que este ano requisitou autorização de residência em Macau. Em Portugal até estava empregada numa sociedade de advogados mas, juntamente com o marido, Fernando Simões, 31 anos, professor universitário, decidiu rumar à RAEM em Agosto. “Cá há melhores oportunidades de trabalho, em Portugal a situação não está muito boa, há muita saturação e também não é fácil viver num país deprimido”, conta ao JTM. “Tinha consciência que iria ficar pior ainda. Tenho uma licenciatura e um mestrado mas em Macau acho que tenho mais oportunidades de progredir, que lá não teria nos próximos anos.”
A decisão de avançar para a Ásia foi tomada depois da Universidade de Macau ter contratado o marido para dar aulas na Faculdade de Direito. E apesar de Crisália Freitas ter chegado sem nada de concreto em vista está agora prestes a assinar um contrato de trabalho. Mas a vinda também foi ponderada tendo em conta as “viagens que podem ser feitas” e a “aprendizagem de uma nova língua”.
Para além do mais, Macau oferece “boas condições de vida, tem qualidade, é calma e segura”. É com naturalidade que diz que podem ficar para além dos três/quatro anos programados. Em Portugal, vários amigos têm pedido informações sobre o território. “Alguns ainda não vieram porque são de uma área específica que não tem tanta saída aqui. Mas há muitas oportunidades e tendo Macau uma ligação tão forte com Portugal não me admiro que continuem a chegar mais portugueses”.



In Jornal Tribuna de Macau

Sem surpresas, Macau volta a regressar aos mapas de Portugal...
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Old December 12th, 2011, 03:58 AM   #2
johnny_machine
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Originally Posted by NuncaPior View Post
Sem surpresas, Macau volta a regressar aos mapas de Portugal...
Eu estudo Estudos Asiáticos na Faculdade de Letras em Lisboa, e a oferta linguística do curso é diversa e consistente pela Ásia, sendo que o grande foco é a China. Mas no meu curso das línguas chinesas só ensinam Mandarim, que eu aprendo a par com o Japonês. Não existem em Lisboa ou em Portugal que eu saiba cursos de Cantonês. E com os acordos que Portugal tem com a China e os laços que tem com Macau era de esperar que houvesse interesse na segunda maior língua chinesa e na preparação de profissionais que queiram emigrar para a China e mesmo de Portugueses que viveram em Macau mas que nunca tiveram chance de aprender o Cantonês cá. Tem tudo a ver em como Portugal quer passar a ver Macau, como uma dor de cabeça esquecida, ou como uma boa e trabalhada oportunidade. Nem que tivessem cursos rápidos de Cantonês de modo a dinamizar melhor trabalhadores ou estudantes de intercâmbio entre os dois países, Macau e a região de Cantão.
E quanto a uma coisa que eu tenho curiosidade, o português é a língua de aprendizagem na Escola Portuguesa, mas existe como língua opcional estrangeira nas escolas chinesas? Ouvi dizer que há organizações a fazer esforços nesse sentido, mas que o governo português muito pouco diz ou faz.
A presença do Português pode já não ter muita relevância, mas a China aposta na manutenção da oficialidade, Portugal podia seguir o exemplo disponibilizando a língua portuguesa em Macau e o Cantonês em Portugal, logo se facilitariam as oportunidades comerciais e de manutenção de identidade. Afinal, uma ponte tem que ser construída em ambas as margens.

Last edited by johnny_machine; December 14th, 2011 at 12:26 AM.
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Old December 13th, 2011, 07:25 AM   #3
NuncaPior
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Primeiro, o Mandarim é a língua da terra-mãe, da Grande China, e é essa que tem que ser aprendida. O Cantonês (ou Cantonense) é um dialecto ,falado no sul do país apenas. Como tal, o cursos de Estudos Asiáticos na Faculdade de Letras em Lisboa não está errado.

O português é a língua de aprendizagem na Escola Portuguesa, mas desde 2006 ou 2007, salvo erro, a par com o inglês, o Mandarim também passou a ser dado na Escola Portuguesa. O maior erro da administração portuguesa de Macau foi não ter sabido fomentar a língua, acima de tudo, dentro da própria comunidade. Para quê que os ***** andaram a aprender francês durante décadas a fios? Esse erro fragilizou uma geração de portugueses que poderiam ter ficado a trabalhar e viver a Macau, ou mais tarde regressado.

O Português tem relevância em Macau, pois assim Pequim quer. Como tal, cabe ao cego Governo de Portugal abrir a pestana e aproveitar a oportunidade, algo que nunca foi capaz e dificilmente conseguirá agora.
__________________

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