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Old March 3rd, 2012, 10:01 PM   #1
Blue sun
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Girabola

Sábado,
03 de Março 2012
21:33

Gira a bola

Policarpo da Rosa

A bola vai, finalmente, começar a rolar, depois de um defeso prolongado de, aproximadamente, quatro meses. Durante sete meses todas as atenções dos amantes do futebol estão centralizadas na maior prova do desporto nacional, pelas boas razões. E estas boas razões são as 30 jornadas que compõem a competição e onde as 16 equipas “mais poderosas” do nosso planeta futebolístico vão lutar pelo título, embora tenhamos noção que nem todas têm pedalada para lá chegarem.

O importante é que as melhores equipas da actualidade estão na grelha de partida, dispostas a darem o melhor de si. Motivo suficiente para prognosticarmos um Girabola bastante disputado e com um nível competitivo capaz de superar os números alcançados a temporada passada, onde o Recreativo do Libolo contrariou todas as expectativas, ao levar o título para a província do Kwanza-Sul. Não é novidade se dissermos que não está ainda tudo a 100 por cento, tanto a nível das equipas, pese a vontade e determinação durante os estágios realizados no interior e exterior do país, como da organização em si. Apesar disso, todos, clubes e FAF, estão cientes que é necessário elevar o nível competitivo (clubes) e administrativo (Federação), para se atingirem as metas traçadas para a presente época.
Tudo e todos são poucos para que a 33ª edição da maior prova futebolística do país decorra sem sobressaltos e tenha um bom início e um melhor final, comparado, por exemplo, aos da época transacta. As 16 equipas emparelhadas na grelha de partida querem ter a certeza que nada de anormal as vai incomodar para poderem concretizar os objectivos. Todas elas pretendem ficar distantes dos “arreliados protestos”, que acabaram por marcar, de forma negativa, o Gira/2011. Quando estamos a pouco mais de 24 horas do “pontapé de saída” não é ainda hora das calculadoras entrarem em cena. Por enquanto, ficam na gaveta. A grande preocupação das 16 equipas que estão amanhã na grelha de partida é atingirem, na primeira volta, os pontos necessários para estarem mais próximo dos seus objectivos. Depois, já na segunda etapa da prova, a luta vai ser infernal e o mínimo erro pode ser fatal, o frustrar das ambições.

Candidatos
As 16 equipas que amanhã iniciam mais uma “grande maratona” futebolística partem com objectivos definidos em função do poderio em termos de plantel e financeiro. Isto para dizer que temos aquelas que lutam pelo título, as que entram para a competição para melhorarem as performances atingidas na época passada e as que querem evitar a despromoção. Como acontece em todo o mundo, a componente financeira tem um papel preponderante. Sobre o Recreativo do Libolo, na qualidade de campeão em título, recaem as maiores atenções. A época passada cumpriu-se uma promessa antiga da sua direcção, a conquista do título. Os jogadores, apesar da pressão a que foram sujeitos, reagiram bem e levaram a direcção a cumprir a palavra.

Este ano a fasquia está mais elevada em função de tudo o que produziu a época passada. É uma equipa a abater pelos demais candidatos, mas podemos dizer que o Recreativo do Libolo tem ainda melhores condições para revalidar o título, pese o facto de ter perdido a primeira prova da nova temporada, a Supertaça. Segurou os principais jogadores e foi buscar os que dão ao conjunto melhor qualidade competitiva. Por aquilo que produziu a época passada, o Kabuscorp do Palanca, vice-campeão nacional, é um sério candidato ao título. Quem alcançou, na época anterior, a segunda posição não pode pensar noutra classificação que não seja a melhoria.

No clube e mesmo no Palanca, dirigentes, técnicos, jogadores e adeptos desejam que esta temporada seja o prolongamento da anterior, com luta efectiva pelo título de campeão nacional, mas a experiência diz-nos que a junção de factores que permite uma surpresa como a de 2001 acontece esporadicamente, não em anos consecutivos. Não pensa desta maneira o Kabuscorp que pretende continuar a “surfar a onda” do pódio. Assim, foi buscar um campeão mundial e melhor jogador do mundo em….. Rivaldo, que se torna no jogador mais valioso do Girabaola. Não há que escondê-lo porque é uma realidade. O discurso pode continuar ambicioso, mas a incógnita é saber se a equipa repete os …pontos da época passada, mesmo com a vedeta Rivaldo no plantel. Se ultrapassar os …..já faz um campeonato extraordinário, por ser o segundo melhor da sua história.

Petro e D’agosto
Neste rol de candidatos assumidos ao título temos obrigatoriamente de integrar o Petro de Luanda e o 1º de Agosto, as equipas mais tituladas do país, e o Interclube, campeão nacional em 2007 e 2010. “Apostar hoje para ganhar amanhã” é o lema da equipa do eixo viário desde a época passada. A aposta nos jogadores saídos da sua cantera tem sequência esta temporada. Não há qualquer motivo para, nesta altura, acreditar ser este o melhor caminho, mas também não existem dados que nos digam estar o clube do eixo-viário a cometer um grande erro. Dentro de alguns meses, os resultados começam a ter outra dimensão e, então, vê-se se a estratégia foi a melhor opção.

A aposta no título foi, este ano, mais fortificada com a contratação de Felix Katongo, que recentemente se tornou campeão africano ao serviço da Zâmbia, e do senegalês Bem Traouré, proveniente do futebol português. Nas hostes do clube petrolífero não se fala noutra coisa senão da reconquista do título. Mas, das pretensões à concretização dos objectivos há uma grande distância. O 1º de Agosto voltou a apostar num técnico nacional. Os resultados que Romeu Filémon obteve nas equipas por onde passou justificaram a aposta da direcção rubro-negra. Provavelmente acreditam estar ali uma “pepita” para os conduzir ao regresso às glórias.

Apostar num futuro próspero de Romeu Filémon à frente da equipa é acreditar que ela tem capacidade para acumular os pontos necessários para chegar ao título, que não conquista desde 2006, então sob direcção do holandês Jan Brouwer. O Interclube integra, por mérito próprio, o grupo restrito de candidatos ao título. Os dois títulos que ostenta, aliados às performances alcançadas nos últimos anos, fazem da equipa do Rocha Pinto um sério candidato ao título. A conquista da Supertaça, primeira prova da temporada, vai incentivar ainda mais a equipa a alcançar um dos principais objectivos. Sem pretendermos fazer futurologia, pensamos que deste quinteto – Libolo, Kabuscorp, Petro de Luanda, 1º de Agosto e Interclube – sai o futuro campeão nacional, sem qualquer desprimor para as demais equipas, cujas ambições ao ceptro consideramos legítimas.

Crise não passa despercebida

A crise é real e, se afecta a sociedade em geral, o futebol, como grande empresa, também não escapa à recessão. São sinais de um tempo de vacas magras e nada aponta no sentido de una retoma. O Sporting de Cabinda, que este ano regressou à fina-flor do futebol nacional, está mergulhado numa profunda crise e corre sérios riscos de ficar de fora da competição. Não muito longe, a Académica do Soyo, depois de uma época em que soube contornar todos os obstáculos, não está alheia aos mesmos problemas, embora haja fumo branco no que toca à participação no campeonato.

Estes são apenas dois dos muitos problemas que afectam várias agremiações desportivas do país. A realidade é esta, ainda que muitos teimem em camuflá-la. E se uns preferem continuar a sonhar, outros simplesmente adiam aquele que pode ser, a breve prazo, um final mais do que anunciado para alguns deles. PR

Quinteto no “campeonato do título”

Cumprindo um calendário que se vai tornando quase cíclico, eis-nos de volta às emoções da maior festa do futebol nacional, o Girabola, que a partir de hoje começa a fazer rolar a bola para a sua 34ª edição. Apesar de estarem perfiladas para o desfile 16 equipas, nem todas podem sonhar com o título. Este continua reservado para um número restrito de equipas que se apresentam, à partida, como os principais candidatos. Mas sendo o futebol uma bela caixinha de surpresas, as previsões que aqui avançamos podem não ser correspondidas, ou seja, aos potenciais candidatos não basta a força de vontade, um plantel à altura e outros quesitos. Eles têm de mostrar em campo durante as 30 jornadas que são mais poderosos e mais fortes que as restantes equipas do campeonato.

Depois do 1º de Agosto e Petro de Luanda terem visto um intruso, 1º de Maio, a imiscuir-se no despique cerrado que ambas as equipas protagonizaram na década de 80, duas décadas mais tarde estes dois papões do futebol nacional tiveram que “engolir” o surgimento de mais outros três “estranhos” na festa do título: ASA, Sagrada Esperança e Interclube. Na presente década, iniciada em 2010, militares e petrolíferos ainda não fizeram gosto ao sabor do título, facto que de ano para ano vai confirmando que o monopólio que os dois emblemas detinham vai dando lugar a uma maior competitividade na prova, com o aparecimento de mais candidatos, algo que se traduz num maior despique nos últimos anos.

Tendo em conta factores como ranking, plantel, equipa técnica e capacidade administrativa, que de um ou outro modo têm influência directa no desempenho de uma equipa ao longo da prova, elegemos, sem qualquer ordem, cinco equipas das quais acreditamos que uma é, sem dúvida, o campeão nacional do Girabola-2012. Libolo, Kabuscorp, Petro de Luanda, 1º de Agosto e Interclube são os nossos “eleitos” à corrida pelo título.

Libolo
O Recreativo do Libolo é o campeão em título. Não mexeu muito na estrutura da equipa, reforçou-se para as encomendas e tem uma equipa técnica e direcção com competência para a fazer a defesa do prestígio conquistado. Apesar de ter perdido a primeira competição da época, a Supertaça, o Libolo é um dos cinco candidatos à coroa de rei. O facto de estar engajado em três frentes pode ser desvantajoso, sobretudo se não houver capacidade para se construir um plantel equilibrado, que consiga fazer face à Liga dos Campeões, Girabola e Taça de Angola.

Zeca Amaral sabe que o despique este ano é muito mais renhido, a julgar pela competitividade registada no campeonato anterior, em que o título foi discutido até à exaustão, próximo da jornada derradeira. Se quiser fazer a defesa da sua dama tem de fazer mais do que fez no ano passado e não voltar a dar as brechas que deu e correr o risco que correu.

KABUSCORP
Pelo espantoso campeonato realizado no ano passado, cujo título lhe escapou por um triz, e pelo investimento feito este ano, o Kabuscorp do Palanca é igualmente uma equipa a ter presente nas contas para o título. O facto de ter mantido a equipa técnica e se ter reforçado com a prata da casa e de fora, com referência para o veterano brasileiro Rivaldo, é sem dúvida um sério aviso de que a turma do Palanca, depois do segundo lugar no campeonato passado não tem outro objectivo que não seja o título do Girabola. O vice-campeão tem a obrigação de justificar o lugar que no ano passado “roubou” a tradicionais candidatos, fazendo um campeonato à altura da expectativa que criou. Pelos indicadores deixados no jogo de apresentação com o Vitória de Setúbal, a equipa de Bento Kangamba parece ter argumentos para estar entre aquelas que vão discutir o título.

PETRO
Depois da amostra patenteada com a “revolução” operada pelo técnico sérvio Miroslav Maksimovic, o Petro de Luanda, o campeão dos campeões do Girabola, pode este ano voltar a quebrar o jejum de dois anos sem ganhar. om uma equipa na maioria constituída por jovens, auxiliada por alguns jogadores experientes e reforçada por alguns “pesos”, os petrolíferos têm um plantel que pode explodir esta temporada depois de um ano quase de introdução da filosofia do novo técnico, que deixou sinais evidentes de ser um conhecedor do futebol e que promete colocar de novo o Petro no pódio. Os 14 títulos que ostenta falam por si e colocam os tricolores na linha da frente como candidatos naturais. Mas como já o dissemos mais acima, é no campo e durante as 30 jornadas que o Petro de Luanda deve assumir o estatuto de campeão dos campeões.

D’AGOSTO
Taxado como crónico candidato, tal qual o Petro de Luanda, em virtude dos nove títulos que ostenta, o 1º de Agosto uma vez mais procura inverter a tendência de acabar o ano em branco, a julgar pelo longo período que está sem vencer, desde 2006. Com um novo técnico, vários reforços contratados e uma nova direcção, os militares procuram aproveitar este momento de renovação geral do clube para uma nova lufada de ar fresco, o que se traduz no resgate da mística. O facto de carregar a pressão de vencer levou a que os militares, desde a conquista do campeonato de 2006, sob a batuta de Jan Brouwer, enveredassem pela troca constante de treinadores, sendo que a contratação de Romeu Filemon elevou para seis o número de técnicos desde a saída do holandês. Desta vez a mudança surte o efeito desejado? A ver vamos.

INTERCLUBE
Campeão destronado da última temporada, os polícias, depois da conquista do primeiro título nacional em 2007, sob orientação técnica do brasileiro Carlos Mozer, situaram-se sempre entre as equipas do pelotão da frente (os oito primeiros) e passaram a entrar na discussão do título, bisando a proeza em 2010, com o português Álvaro Magalhães à frente do leme. No ano passado, o facto de ter começado o Girabola aos “zigue-zagues” levou a que a direcção demitisse Álvaro Magalhães, apostando no seu compatriota António Caldas, que teve as baterias viradas para as Afrotaças, onde a equipa parecia render mais até à sua eliminação. O quinto lugar no último campeonato não afasta o Interclube da concorrência e o facto de ter começado a época com o pé direito, com a conquista da Supertaça, superando o campeão, é um aviso de que os polícias estão vivos e prontos para mais uma disputa.
Mário Eugénio


Hoje jogo Eu
Os estrangeiros e o nosso “Gira”


Desde que o futebol, à escala mundial, atingiu foros de indústria, movimentando avultadas somas de dinheiro para compra de passes ou transferências de craques, eles passaram a ser mais conhecidos e cobiçados, não apenas nos seus países e campeonatos locais, mas também fora de portas, assediados por grandes e pequenos clubes. É por isso que à dimensão das nossas equipas e do nosso campeonato, já se vê em Angola uma plêiade de jogadores estrangeiros a darem outra expectativa, outra emoção e competitividade ao Girabola.

Este ano temos, por exemplo, um antigo campeão mundial, o brasileiro Rivaldo do Kabuscorp do Palanca, e um actual campeão africano, o zambiano Félix Katongo, no grande Petro de Luanda, para só citar estes. Mas eles não vieram cá parar em vão. A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), estabelece balizas legais e as federações nacionais adoptam medidas, regulamentos e normas a respeito dessas entradas e saídas de jogadores forasteiros de uma equipa para a outra, de um país para o outro e até mesmo de uma selecção para outra. Neste particular, o nosso Nado Rafael é um exemplo vivo, jogou pela Alemanha e agora pelos Palancas.

Nós vivemos hoje num mundo tido como “aldeia global”, que facilita esses movimentos e transacções de jogadores, numa cadeia de actos muitas vezes mais atiçados por interesses mercantilistas, resultados imediatos. O mundo em que vivemos e o futebol em particular é cada vez mais dinâmico, mas também uma coisa é certa: impõe-se dar primazia aos jogadores nacionais, em vez de se privilegiar mais a “legião” de craques estrangeiros nas nossas equipas. Se assim não acontecer em última instância, acabamos, por exemplo, por ter e ver poucos jogadores jovens nacionais a jogarem. A consequência disto é evidente. Na hora da renovação da selecção, esta, seguramente, perde.

A FAF, pelo menos, parece estar atenta a isto e, assim, gostei de ouvir e depois saber do vice-presidente da Federação, José Luís Prata, que para o Girabola que hoje arranca, a estrutura que dirige o futebol nacional tem em carteira uma regra que só permite a uma equipa, dos 18 atletas inscritos, contar com cinco estrangeiros, isto é, três em campo e dois no banco de suplentes.
António Felix

Prova rola em
nove provincias



Luanda, à semelhança do passado, entra na condição de província mais representativa no Girabola deste ano. A capital do país entra este ano no carrossel do Girabola a desfilar com oito formações. O Interclube, Petro de Luanda, nas vestes de grande papão da festa, 1º de Agosto, Atlético Sport Aviação (ASA), Kabuscorp do Palanca, Benfica, Santos FC e Progresso Associação do Sambizanga são as equipas da capital. As restantes oito províncias que desfilam na prova fazem-se representar por uma única equipa. Benguela tem o Nacional, Kwanza-Sul o campeão em título, Recreativo do Libolo, Namibe o Atlético, Zaire a Académica do Soyo, Cabinda o Sporting, Huambo o Recreativo da Caála, Moxico o FC Bravos e finalmente a Lunda-Norte apresenta-se com o Sagrada Esperança.

As províncias da Huíla, Kwanza-Norte, Bengo, Malange, Bié, Lunda-Sul, Kuando- Kubango, Uíge e do Cunene não se fazem presentes nesta grande festa do Girabola, embora algumas delas reúnam condições para acolher a prova. Esta temporada, a grande festa do futebol nacional é disputada em nove províncias, uma cifra correspondente a 50 por cento no universo das 18 que compõem o território angolano. A fasquia eleva para mais uma província em comparação com 2011. Apesar disso, adivinha-se uma disputa acesa da prova a julgar pelos objectivos que as 16 equipas intervenientes perseguem. Umas com ambições no título, outras, como é óbvio, lutam para conquistar posições medianas e, como não podia deixar de ser, juntam-se aquelas equipas que têm como grande objectivo a manutenção na fina-flor do futebol nacional. A ver vamos.
Sérgio V. Dias

Huíla com ausência relevante

Outrora apontada como um verdadeiro viveiro no país, a província Huíla marca uma ausência relevante na edição de 2012 do Girabola. Depois de se ter feito presente em 2010 com duas equipas, Clube Desportivo da Huíla (CDH) e Benfica do Lubango, a província viu-se gorada este ano deste objectivo, por causa da má campanha na 2ª Divisão em 2011. Uma onda grande de desalento apossou-se dos adeptos de futebol huilanos, que este ano não podem desfrutar dos jogos do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. A tristeza dos huilanos está patente no facto de a cidade do Cristo Rei possuir infra-estruturas que podiam catapultar o desporto-rei na região para o mais alto pedestal.

Este é um quadro que os agentes do futebol na província procuram ultrapassar nas próximas edições do Girabola, para daí se resgatar a mística que a modalidade tinha granjeado no passado. As mudanças que se operam a nível da actual direcção da Associação Provincial Futebol, encabeçada por Fernando Moutinho, deixa antever isso. Na corrida à presidência do órgão que superintende o futebol huilano surge o nome de João Gonçalves, antigo homem do apito. Estamos lembrados que a Huíla viu desfilar nos anos 80 do século XX conjuntos como o “desaparecido” Ferroviário da Huíla, de Mavó, Barbosa, Armindo e tantos outros que faziam furor nos estádios do país, bem como o Desportivo da Chela, hoje Benfica, que já estiveram perto do título do Girabola. Hoje, o futebol da região faz uma verdadeira travessia do deserto.

Angolanos em vantagem
no “banco” das equipas


O Girabola, que hoje dá o pontapé de saída, fica marcado pela vantagem dos técnicos nacionais sobre os estrangeiros no comando das equipas que competem no certame. Com o veterano João Machado na liderança, já leva 26 anos de competição, nove dos 16 treinadores são prata da casa. Um dado que supera o verificado na edição passada, pois apenas sete técnicos nacionais, contra nove estrangeiros, orientaram equipas na competição vencida pelo Recreativo do Libolo, curiosamente com um treinador angolano no seu comando, Zeca Amaral, que havia preterido a Selecção Nacional de honras.

Outra particularidade marca a 34ª edição do Girabola: não há estreia de técnicos, quer nacionais, como estrangeiros, o que significa que todos têm, embora uns mais do que outros, experiência de Primeira Divisão para levar avante as respectivas equipas a bom porto. Dos candidatos ao título da presente edição do Girabola – Recreativo do Libolo, Kabuscorp do Palanca, Petro Atlético de Luanda, 1º de Agosto, Interclube e Recreativo da Caála – apenas a equipa militar e o campeão nacional são treinadas por técnicos angolanos, respectivamente, Romeu Filemon e Zeca Amaral.

As direcções do Kabuscorp do Palanca, Petro Atlético de Luanda, Interclube e Clube Recreativo da Caála optaram por manter no comando técnico das suas equipas, respectivamente, Victor Bondarenko (russo), Miroslav Maksimovic (sérvio), António Caldas e Luís Aires, ambos portugueses. Também orientadas por técnicos portugueses são as formações do Atlético Sport Aviação (ASA) e Nacional de Benguela, esta última regressando à Primeira Divisão 16 anos depois. José Dinis treina os aviadores pelo terceiro ano consecutivo, e Álvaro Magalhães, campeão nacional pelo Interclube, em 2010, comanda o Nacional.

Nacionais
A subida da cotação dos técnicos nacionais na Primeira Divisão deveu-se às entradas de Romeu Filemon e David Dias no comando técnico do 1º de Agosto e do Progresso do Sambizanga, em substituição do português Carlos Manuel e do holandês Jan Brouwer, bem como do regresso do Atlético do Namibe à Primeira Divisão, que é treinado por Ernesto Castanheira. João Machado (FC Bravos do Maquis), Mário Calado (Sagrada Esperança), Jorge Humberto Chaves (Benfica de Luanda), José Luís Borges (Santos FC) e Agostinho Tramagal (Académica do Soyo) são os outros técnicos angolanos em destaque no presente Girabola. Do quinteto em referência, apenas Mário Calado e Agostinho Tramagal estão de pedra e cal nas respectivas equipas, pois João Machado tinha sido afastado a meio do Girabola passado do comando técnico. Jean-Claude Kenzo, do Sporting de Cabinda, representa o Congo Brazzaville no Girabola 2012.
Pedro Augusto

Pedroto
é o mais titulado

Com cinco títulos conquistados, três ao serviço do Atlético Sport Aviação (ASA) e dois pelo Petro Atlético de Luanda, Bernardino Pedroto é o técnico, entre os 21 que já venceram o Girabola, o mais titulado. O brasileiro António Clemente, com três títulos, segue o treinador português. O categorizado técnico português sagrou-se campeão pelo ASA em 2002, 2003 e 2004, tendo regressado às conquistas em 2008 e 2009, ao serviço do Petro de Luanda. Ndungidi Daniel, Carlos Queirós e Mário de Sousa Calado são os três angolanos que já conquistaram o Campeonato Nacional da Primeira Divisão em duas ocasiões.

Nicola Berardinele, Joaquim Dinis, Severino Carlos “Semica”, Carlos Silva, Osvaldo Saturnino “Jesus” e Zeca Amaral, todos com um título, são os outros técnicos angolanos que já venceram a competição. No historial dos treinadores que já conquistaram o Girabola constam ainda, todos eles estrangeiros, os jugoslavos Ivan Ridanovic, Petar Kzenevic, Dusan Kondic e Goiko Zec, os brasileiros Jorge Ferreira, Djalma Cavalcante e Carlos Mozer, o português Álvaro Magalhães, bem como o moçambicano Rui Rodrigues e o holandês Johannes Brouwer.

Zeca Amaral foi o último a entrar na lista restrita de treinadores angolanos que já subiram ao pódio como campeões do Girabola.
Há mais de uma década a treinar equipas do Campeonato da I Divisão, Zeca Amaral pode dar-se por feliz na “aventura” que o levou às terras de Calulo, onde com o Recreativo do Libolo local chegou ao tão cobiçado troféu em 2012.
SÉRGIO V. DIAS, em Malange

Quadro dos técnicos

Com a presença de quatro portugueses, um sérvio, um congolês de Brazzaville e um russo, os angolanos comandam a lista de técnicos presentes na presente edição do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão. Sem estreias, pois os 16 treinadores já trabalharam no Girabola, a relação e as respectivas nacionalidades é a seguinte:

Treinador Equipa Nacionalidade

Zeca Amara CR Libolo Angolana
David Dias Progresso Angolana
Romeu Filemon 1º de Agosto Angolana
João Machado FC do Maquis Angolana
Agostinho Tramagal Académica do Soyo Angolana
Humberto Chaves Benfica de Luanda Angolana
Ernesto Castanheira Atlético do Namibe Angolana
Mário Calado Sagrada Esperança Angolana
Luís Borges Santos FC Angolana
António Caldas Interclube Português
Luís Aires CR da Caála Português
Álvaro Magalhães Nacional Português
José Dinis ASA Português
Vítor Bondarenko Kabuscorp Russo
Miroslav Maksimovic Petro de Luanda Sérvio
Jean-Claude Kenzo Sporting de Cabinda Congolesa

João Machado
comanda “armada”


Com uma folha de serviço que mete inveja, o treinador angolano João Machado é o homem que tem mais presenças no Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, Girabola, na condição de técnico principal. O treinador, que já orientou mais de uma dezena de formações, algumas das quais de relevância, como o 1º de Agosto, Sagrada Esperança e Atlético Sport Aviação (ASA), começou a sua missão no ex-Desportivo da Chela (Benfica do Lubango), em 1986, onde classificou a equipa em segundo lugar, tendo perdido o título a favor do 1º de Maio de Benguela.

Machado passou depois pelo ASA, tendo também mantido a equipa aviadora na mó de cima, pois o clube aviador quase que atingia o inédito na altura, que era sagrar-se campeão, mas ficou-se pela Taça. Na sua passagem pelo Sagrada Esperança, João Machado também esteve quase a conquistar o campeonato, mas foi infeliz, ganhando apenas a Supertaça. A seguir foi a vez do 1º de Agosto, equipa em que teve ainda a possibilidade de chegar ao título por via da secretaria, mas acabou por perder a oportunidade, porque o documento que lhe podia dar essa oportunidade chegou tarde à Federação.João Machado passou ainda pelo comando das equipas do Estrela Clube 1º de Maio de Benguela, FC de Cabinda e Clube Desportivo da Huíla, as duas últimas na temporada passada.
Augusto Panzo


Regressados lutam

O Girabola que esta tarde abre “cortinas” assinala o regresso de três equipas que ganharam o direito de integrar a maior manifestação futebolística do país. Sporting de Cabinda, Atlético do Namibe e Nacional de Benguela voltam ao “convívio dos grandes” com objectivos semelhantes. Os três conjuntos assumem o desafio de apresentar argumentos capazes de justificar a permanência no Campeonato Nacional da Primeira Divisão por longos anos. Dos três conjuntos, o Sporting é aquele que menos tempo esteve ausente da competição, tendo sido desqualificado do Girabola em 2010, facto que deve representar motivo de satisfação para toda a massa associativa e corpo directivo do clube sediado no norte do país.

O Atlético (seis anos) e o Nacional (17) estiveram mais tempo ausentes do campeonato, devendo este regresso servir de prova do actual estado das duas equipas, tendo em vista os desafios a que obrigam uma competição como o Girabola, exigente em termos de organização competitiva, financeira e outros. Mas qualquer uma das equipas espelha ter “nascido de novo” para as grandes competições. Prova disso é que os investimentos feitos permitiram ostentar plantéis e técnicos que mostram maior ambição. O Sporting é treinado pelo “carismático” Jean Claude Kenzo, o Atlético pelo jovem promissor Ernesto Castanheira e o Nacional está às ordens do técnico português Álvaro Magalhães. Todos eles já tiveram passagens anteriores pela prova.

HISTÓRIA
O Nacional de Benguela, comparado ao Sporting de Cabinda e Atlético do Namibe, é o clube que se “orgulha” de ter estado presente na primeira edição do principal campeonato de futebol do país, realizada em 1979, quatro anos depois da conquista da independência nacional. O conjunto benguelense, na altura, vinha a cruzar na final com o 1º de Agosto, primeiro campeão nacional, com quem consentiu a derrota de 2-1. Para chegarem à primeira final da história do Girabola estas formações eliminaram a TAAG (actual ASA) e os Palancas do Huambo (hoje Petro do Huambo) nas meias-finais.

Entre os registos destacáveis desse “embrião” do campeonato está a goleada da TAAG de 11-0 sobre o Desportivo de Xangongo do Cunene. Os 14 melhores classificados desta edição constituíram a primeira divisão e o campeonato nos moldes actuais: todos contra todos a duas voltas, sagrando-se campeão o clube que no final soma o maior número de pontos. 1º de Agosto, Nacional de Benguela, TAAG, Palancas do Huambo, Estrela Vermelha (Mambroa), FC do Uíge, Construtores do Uíge, Académica do Lobito, Desportivo da Chela, Ferroviário da Huíla, Diabos Verdes (Sporting de Luanda), Santa Rita, Sassamba da Lunda-Sul e Sagrada Esperança foram as equipas que disputaram a primeira edição da competição.

Luta SC de Cabinda, FC Mbanza Congo, Ginásio do Kuando-Kubango, Xangongo do Cunene, Naval de Porto Amboim, Diabos Negros, Makotas de Malange, Vitória do Bié, Juventude do Kunje e 14 de Abril ficaram apenas na história por terem sido precursores do principal campeonato de Angola.
Paulo Caculo

“Mundunduleno” carece de aprovação

O Estádio “Jonas Kufuna Mundunduleno”, a casa da formação mais activa do leste de Angola e que tem sido um inferno para os visitantes, corre o risco de não testemunhar os primeiros jogos do Girabola, caso o FC Bravos do Maquis não crie as condições exigidas. Fonte do CTD da FAF revela que as balizas do “Mundunduleno” não estão em condições. As mesmas apresentam uma ligeira inclinação e alargamento, o que levou a comissão de inspecção da federação a considerar o estádio não apto para receber jogos do Girabola esta época. Em função disso, a direcção dos maquisardes foi orientada a tratar da questão até pelo menos à entrada da segunda jornada, uma vez que na primeira ronda do Girabola a equipa do FC Bravos do Maquis desloca-se à vila do Soyo ao encontro da Académica local. A.Panzo

Estádios estão preparados
para início da grande festa


O Girabola de 2012, que hoje começa a ser disputado, desenrola-se em 11 estádios das nove províncias que estão representadas na prova, com destaque para Luanda, com três recintos para oito formações. As equipas que se deslocarem a Cabinda, ao encontro do Sporting local, tem como palco de jogos o Estádio do Chiazi, indicado pela direcção do clube como “território” para a disputa das partidas do Girabola. A Académica Petróleos da base do Kwanda, por falta de alternativa na cidade do Soyo, mantém o Estádio dos Imbondeiros como o seu santuário para “abençoar” os adversários.

Face ao maior número de equipas na prova e várias alternativas em termos de estádios, as equipas da cidade capital, com excepção do Interclube, a única com recinto próprio, têm várias opções para recepção dos visitantes. Os Estádios dos Coqueiros, da Cidadela e do 11 de Novembro voltam a albergar jogos do campeonato nacional, dependendo das equipas envolvidas na jornada. Até quinta-feira, as equipas que elegeram o 11 de Novembro como a sua “casa”, aguardavam a luz verde da administração do estádio, uma vez que o piso da relva carecia ainda de um arranjo nas suas balizas, em virtude das mesmas terem sofrido alguma alteração por força das águas.

As balizas estavam mais baixas em relação à altura recomendada pela FIFA, e aquando da vistoria feita pelo Conselho Técnico Desportivo da FAF, este défice continuava, porque o técnico responsável se encontrava no estrangeiro. Para defrontar o Recreativo do Libolo, os adversários têm de provar a sua bravura no relvado do já temível Estádio de Calulo, no alto do bairro Kassequel, da sede municipal do Libolo. O Recreativo da Caála, apesar das várias opções na cidade do Huambo, voltou a eleger o Estádio do Ferrovia como palco predilecto para recepção dos opositores. Em Benguela, o regressado Nacional volta a jogar no Estádio de São Filipe, por sinal sua propriedade, e o Atlético do Namibe elegeu o “Joaquim Morais” para o efeito. O Sagrada Esperança tem como “palco” o estádio do mesmo nome do clube, na cidade do Dundo.
Augusto Panzo

Rivaldo centraliza atenções

Prestes a completar 40 anos de idade em 19 de Abril, o esquerdino Rivaldo até pode ter perdido muito do fulgor que o fez ser coroado melhor jogador do Universo, antes mesmo de arrebatar o ceptro mundial com o Brasil em 2002, mas ainda mantém o mesmo nome que o tornou célebre nos relvados. É indiscutível que as exibições do brasileiro dão sempre muito pano para mangas, mas como um rei nunca perde a pose é de esperar que o craque Rivaldo puxe dos galões para provar que ainda tem valor real para mostrar serviço no cada vez mais competitivo campeonato angolano.

Quantos golos marcam ele e a equipa? São suficientes para o Kabuscorp conquistar o título nacional? Estas são seguramente questões que muitos querem ver respondidas na prática a partir de amanhã, quando o pentacampeão mundial fizer a sua estreia oficial no Girabola. A par do atractivo Rivaldo existem outros jogadores de quem se espera mundos e fundos, ainda mais porque ao longo dos anos vêm demonstrando que também são “ases” da bola, como fica evidente pelos laivos de inspiração que têm permitido às suas equipas festejar golos, vitórias e campeonato.

O avançado Love cumpriu a sua aparente sina na Selecção Nacional, voltou a passar ao largo de uma grande competição internacional, o CAN’2012, por opção técnica, mas nem por isso as defesas adversárias têm sono tranquilo nesta temporada, pois o prolífico atacante está diante de uma porta larga de oportunidade para estabelecer um recorde por muito tempo, ou seja, sagrar-se melhor marcador do Girabola pela quarta vez, o que a acontecer lhe permite desfazer a parelha do tri com Jesus, de quem herdou o eterno nº 9 do Petro de Luanda.

De nada vale acusar o avançado de ser irregular na marcação de golos, pois o mérito da sua carreira vai além disso. Afinal trata-se de um dos jogadores mais regulares, refinados e competitivos do futebol nacional, mesmo depois de passar a casa dos 30 anos. A 14 do corrente ele atinge a idade de Cristo, sem esquecer as últimas adversidades por que passou a sua carreira, a maior delas a troca do 1º de Agosto para “fugir” do ostracismo a que estava a ser forçado a viver.

Ainda está para durar as discussões em torno do valor real ou nominal do médio Job, mas a grande verdade é que o improviso do seu poder de drible é sem igual em Angola. Às vezes o “puto maravilha” cai na tentação de alegrar mais quem está nas bancadas, mas até mesmo neste particular ele parece demonstrar que tem a mentalidades dos craques, porque não há defesa de pé quando a sua mente é atormentada pelos gritos ensurdecedores de adeptos extasiados com as fintas do seu craque.

MINGUITO
Em franca progressão desde que em 2002 se estreou no seu eterno Interclube, o esquerdino Minguito nem tem precisado suar a camisola nacional para ver o seu nome inscrito no panteão dos craques nacionais. A bem da verdade, o médio só tem mesmo de provar que continua capaz de desatar todos os nós que às vezes amarram a sua equipa na hora de se manter com regularidade no topo do futebol angolano.
Betumeleano Ferrão

Julião Dias enaltece aposta
dos clubes nas camadas jovens


Julião Dias, chefe do departamento de formação do 1º de Agosto, antevê um Girabola equilibrado, em que os candidatos têm imensas dificuldades para suplantarem os adversários, que almejam posições tranquilas. “Acredito que este ano o Girabola pode ser mais competitivo que o anterior, notei uma maior preocupação das equipas no que toca aos reforços. Alguns clubes contrataram jogadores estrangeiro, o que é de louvar, porque vêm dar outro despique a nível das equipas e obriga os nacionais a trabalharem mais.”

Os investimentos feitos pelos clubes abrem o leque de candidatos na conquista do Girabola, “o que é salutar para o futebol nacional, em especial a selecção nacional. O lançamento de muitos jovens para a alta competição é sinónimo de muita coragem dos responsáveis e técnicos dos clubes”, reconheceu. Julião Dias recorda com nostalgia os tempos em que enfrentou os campos de futebol e diz que foram tempos muito diferentes, mas no seu ponto de vista deu para demonstrar um futebol de muita qualidade, embora tivessem jogado por amor à camisola.

“Foram bons tempos, onde pudemos demonstrar boa qualidade de futebol, porque o segredo esteve na formação. Muitos de nós éramos produtos das escolas, aliados a muitos trumunos dos bairros e hoje dificilmente isso acontece, porque existem muitos problemas na formação, desde a falta de espaço nos bairros, escolas para formação, entre outros apoios importantes para o sucesso da modalidade no futuro”, contou.
Manuel Neto

Dirigente do ASA confiante
em campeonato competitivo


Vicente Neto, director-geral do ASA, perspectiva para esta época um campeonato bastante competitivo. O dirigente aviador justifica tal afirmação pelo facto de notar na maior parte dos clubes uma grande preocupação em reforçarem os plantéis. “Apesar de não ter visto ainda nenhuma equipa a jogar, acredito que temos um campeonato competitivo. Aponto como potenciais candidatos o Recreativo do Libolo, ASA, Kabuscorp e o Interclube, equipas que pelo seu potencial e o investimento que fizeram, o título é a meta traçada. O aspecto técnico destas equipas foi o que mais me despertou a atenção”, disse.

Vicente Neto alerta que a tarefa dos potenciais candidatos não é facilitada pelos seus adversários, que almejam realizar uma campanha sem sobressaltos. “Não obstante o favoritismo destas equipas, a tarefa não é fácil para os candidatos, pois as restantes formações também têm objectivos traçados na competição. A experiência mostra que as pequenas quando enfrentam as grandes agigantam-se. Por isso, caso alguma das grandes andar com a mania de superioridade pode ter grandes dissabores”, avisou. Em relação à organização da prova, advertiu aos dirigentes da federação para agirem com maior transparência. “Gostava de ver tudo melhorado, desde a organização interna dos clubes até ao órgão máximo que rege o futebol, que é a Federação. Por isso, espero que a arbitragem não seja descurada, porque a verdade desportiva depende muito desta classe”, advertiu.
Manuel Neto

Katongo e Chileschi

A Zâmbia ainda permanece encantada com a conquista do título africano, o que evidencia bem que a sua fábrica de bons jogadores voltou a produzir em fartura até para o Girabola, como fica evidente pela presença entre nós dos centro-campistas Félix Katongo, campeão continental que regressou ao Petro de Luanda, e Chileschi, no 1º de Agosto. Do primeiro preferimos esperar para ver, mas a escrita muda de tom quando se trata de falar do seu compatriota, cujos bons desempenhos reúnem muito consenso entre os adeptos militares. A boa visão de jogo de Chileschi é o sangue que corre nas veias do 1º de Agosto.

Afinal a diferença entre o bom e o mau desempenho em campo dos rubro-negros tem dependido muito nas últimas duas épocas da boa ou má qualidade de passe do seu “general” da bola. Falta mencionar mais algum craque? A resposta pode parecer óbvia para quem a der. Mas num universo de centenas de jogadores, entre os quais se destaca um punhado com qualidade acima da média, nem sempre é possível colocar todos lado a lado na mesma página. BF

Fonte Jornal dos Desportos
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Old March 3rd, 2012, 10:53 PM   #2
Nidia
<3 <3 <3 ANGOLA <3 <3 <3
 
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Artigo bem completo!!!
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!!!Look hw she walk she kno she bad!!!
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Old March 4th, 2012, 01:32 AM   #3
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acordado Nidia.
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Old March 5th, 2012, 10:31 PM   #4
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Segunda,
05 de Março 2012
22:27



Progresso silencia Palanca


Augusto Panzo -


O Kabuscorp do Palanca começou mal a sua participação na 34ª edição do Girabola. Ontem, em partida disputada no Estádio dos Coqueiros, e que contou para o prosseguimento da ronda inaugural, o vice-campeão nacional, mesmo com muitas estrelas em campo, com destaque para o campeão do mundo de 1999, Rivaldo, foi impotente para evitar a derrota (0-1) diante do Progresso do Sambizanga.Chico foi o autor do golo, apontado aos 19 minutos, resultante de uma jogada de insistência, numa altura em que os centrais Lelo e Kibeixa não conseguiram travar o avanço do atacante progressista, que vinha a conduzir uma jogada a partir do meio-campo dos palanquinos.

Um golo que chega a coroar o ataque de “leão” protagonizado pelos rapazes do “Rei” David. Aliás, o primeiro sinal de perigo pertenceu mesmo à formação do Progresso, quando aos dois minutos, Luciano em posição vantajosa, cara a cara com o guarda-redes Hugo, não foi capaz de colocar o esférico no sítio certo.Nesse período de jogo, a formação do Palanca pareceu muita apática, facto que foi bem aproveitado pelo Progresso do Sambizanga, pois o conjunto treinado por David Dias não parava de incomodar a zona defensiva do Kabuscorp.

Contudo, os palanquinos vez ou outra tentavam criar algumas jogadas, mas que não passavam do meio-campo, em função da estratégia defensiva montada pelo treinador do conjunto opositor, o que manietou quase por completo a equipa de Victor Bondarenko, deixando-a sem soluções ofensivas, o que fez com que fossem ao intervalo em desvantagem de uma bola a zero.

Aparência
O segundo tempo foi o tudo ou nada dos palaquinos. As mexidas quase simultâneas efectuadas pelo técnico Victor Bondarenko, que colocou Kalobo e Saviola para os lugares de Fiston e Sawú, deram uma nova dinâmica no sector intermediário da equipa. O Kabuscorp começou, a partir daquele momento (reinício do jogo) a aparecer mais vezes na grande área do Progresso.

Apesar desse ascendente, o Kabuscorp do Palanca foi incapaz de chegar ao golo do empate, pois os seus jogadores não souberam concretizar as oportunidades criadas, levando os palanquinos a sair dos Coqueiros com uma derrota na jornada inaugural do Girabola de 2012. Uma derrota que emudeceu os fervorosos adeptos do grémio do Palanca, que devem esperar pela segunda jornada para ver as suas estrelas brilhar na competição em que buscam o seu primeiro título.

Lunguinha:
astro da tarde


O Estádio dos Coqueiros recebeu ontem uma das suas maiores enchentes dos últimos tempos e pensamos que uma das grandes razões foi a presença em campo de Rivaldo, de quem muitos esperavam ver uma actuação lúcida. Mas o facto não foi este, porque quem melhor brilhou em campo foi o lateral direito Lunguinha. O jogador do Kabuscorp foi praticamente o carregador do piano da sua formação. Para além da soberba exibição, Lunguinha falhou uma grande ocasião de empatar a partida quando já dentro da área do Progresso, não teve discernimento suficiente para empurrar a bola para o fundo das malhas.

Arbitragem
com mazelas


O árbitro João Bastos não teve boa actuação na partida que dirigiu ontem no Estádio dos Coqueiros, em que o Kabuscorp do Palanca saiu derrotado por uma bola sem resposta pelo Progresso Associação Sambizanga. A sua actuação não teve influência no resultado final, mas prejudicou em algumas ocasiões o espectáculo. Em alguns momentos houve muita descoordenação entre ele e os seus assistentes Pedro Canombo e António Ferreira.

Opiniões dos técnicos
Bondarenko Kabuscorp
“Fomos infelizes”


“Não é bom começar um campeonato com derrota. É muito mau. Prometemos dar alegria aos nossos adeptos, mas fomos infelizes, pelo que desde já quero pedir as minhas sinceras desculpas à nossa massa associativa. Precisamos de melhorar o nosso jogo na zona de ataque, porque a equipa carregou a bola até à entrada da grande área adversária, mas não conseguiu fazer os golos.

David Dias Progresso
“Nada está ganho”


“Como puderam ver, foi o primeiro jogo do Girabola para as duas equipas, foi muito difícil. Jogámos com uma grande equipa, que é vice-campeã do país. Os meus jogadores trabalharam bem e continuamos a trabalhar. Ainda nada está ganho, porque tal como eu já disse, é o começo de uma longa caminhada. Claro que é bom começar sempre a ganhar, porque isso motiva muito os jogadores.”


http://jornaldosdesportos.sapo.ao/23...lencia_palanca
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Old March 6th, 2012, 12:30 AM   #5
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04 de Março, 2012


Nacional perde com Benfica de Luanda


Júlio Gaiano, em Benguela -

O Nacional de Benguela regressou da pior forma ao convívio dos grandes do futebol nacional, quinze anos depois da despromoção. O estádio do São Filipe, que volta a albergar jogos do Girabola após a remodelação que teve aquando do CAN’2010, testemunhou a frustração dos benguelenses. O único golo que ditou o triunfo do Benfica de Luanda aconteceu no minuto 35, por intermédio de Fofana que aproveitou da melhor maneira o deslize dos centrais, Mauro e Rats na grande área, para fazer funcionar o marcador. tento que abalou por completo a estratégia da equipa benguelense foi um autêntico golpe para os alvi-negros, que acusaram em demasia a responsabilidade do jogo. A equipa entrou em desespero total.

Os comandados de Álvaro Magalhães desfaziam-se da bola por tudo e por nada. Estava-se em presença de uma equipa imatura e a clamar por muito trabalho de base. Benfica, mais rodado nestas andanças, soube tirar proveito desta situação e assumiu grande parte do comando das operações. Geriu o resultado a seu bel-prazer ante uma equipa que quis vencer, mas não tinha arte nem engenho para tal. m função daquilo que foi a prestação dos “elefantes”, como é também tratado o Nacional de Benguela, a equipa demonstrou falta de ritmo competitivo, e pode-se mesmo dizer que a equipa está mal e a continuar nesta senda produzirá muitos dissabores aos seus adeptos e sócios que gostariam de festejar o regresso da equipa ao Girabola com um resultado melhor. Benfica de Luanda foi um digno vencedor, não tem culpa pelo facto do seu adversário não ter feito uma pré-época de acordo com as exigências da competição.

Arbitragem
aceitáve
l

A actuação da equipa de arbitragem chefiada por Marximina Bernardo esteve bem, apesar de se lhe denotar algum peso a mais, aceitável para o inicio de época. Correu pouco, durante o jogo. Em alguns momentos da partida, acompanhava os lances à distância, denotando cansaço. Nem por isso esteve mal. Aliás, de outra forma não poderia ser, até porque as equipas em contenda facilitaram o serviço, correram pouco e mais do que isso, deixaram o campo com a sensação de que muito terão de fazer, se quiserem permanecer no Girabola.

Opinião dos técnicos

Álvaro Magalhães (N.Benguela)
“Resultado injusto”


“Apesar da contrariedade que tivemos logo nos primeiros sete minutos, com a saída forçada por lesão de um dos nossos jogadores, a equipa esteve bem. Soube bater-se com dignidade diante de um adversário forte e bem treinado.

Abílio Amaral (Benfica)
“Adversário valorizou o jogo”


“Defrontámos uma boa equipa que nos criou enormes dificuldades e, vai daí, marcámos um golo. Não foi fácil, porém valeu a pena termos ganho a partida, num campo difícil e diante de um adversário que soube valorizar a nossa vitória.”
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Old March 7th, 2012, 02:09 PM   #6
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Quarta,
07 de Março 2012
14:05


Militares já de olhos no Kabuscorp

O 1º de Agosto promete fazer pela vida no sábado, para acabar com a série negra de cinco jogos sem vencer o Kabuscorp no Girabola. Ivo Traça, técnico-adjunto dos militares, manifestou ontem ao Jornal dos Desportos a intenção de colocarem ponto final na “onda” de resultados negativos. “Estamos há vários anos sem conseguir ganhar a este adversário. Isso começa a criar uma espécie de mito que queremos acabar o quanto antes”, garantiu.

A necessidade de somar os três pontos, está a espicaçar todo o plantel rubro-negro, motivo que leva o nosso interlocutor a acreditar que a união de todos os jogadores pode ser determinante para pôr fim à malapata nos confrontos contra os palanquinos. “O 1º de Agosto é uma equipa de topo do futebol angolano, então, não pode ficar tanto tempo sem vencer o mesmo adversário”, argumentou.As derrotas, assim como as vitórias, não são definitivas. Ivo Traça exortou os atletas a fazerem uma rememoração dos desaires passados para tentarem descobrir o que tem de ser feito para entrarem mais competitivos no sábado, às 17h00, no 11 de Novembro, estádio em que vão receber todos os seus adversários a partir desta temporada.

“Apenas hoje (ontem) começamos de facto a preparar este jogo e o que vimos no rosto dos jogadores foi a convicção que, desta vez, as coisas podem ser diferentes”, enfatizou. O empate extramuros com o campeão Interclube, na estreia, foi incapaz de provocar regozijo nas hostes militares, “porque queríamos os três pontos”, justificou Ivo Traça. A equipa rubro-negra diz ter a obrigação de começar a marcar passos firmes para evitar engatinhar nos jogos com os seus adversários directos na luta pelo ceptro nacional.

“Agora temos a obrigação de fazer mais e melhor do que fizemos na jornada anterior”, prognosticou o técnico-adjunto dos militares.O calendário foi pouco solidário com a causa militar no campeonato, ao colocar dois pesos pesados no caminho do 1º de Agosto. Ainda assim, a equipa técnica rubro-negra considera que vai ser melhor começar assim, pois os jogadores têm uma soberana oportunidade de provarem com antecedência, quão estão preparados para superar todo o tipo de adversidades.

Por exemplo, o técnico-adjunto do 1º de Agosto admitiu que a exibição ante o Interclube chegou e bastou para o empate, mas em vários períodos a equipa demonstrou que ainda precisa de melhor afinação. “Há coisas que ainda temos de melhorar, faltou um bocado para atingir esse objectivo, mas ainda vamos ter de trabalhar muito”, garantiu.

Lesões

O eixo central da defesa militar está a ser assombrado por lesões, que estão a afectar elementos importantes, como Kaly e Dani Massunguna. Além da dupla titular, o jovem Dié é o outro jogador do sector apanhado pela primeira maré de mazelas no ex-RI 20.Em princípio, nenhum dos três atletas está em risco de falhar o dérbi de sábado. Tanto é assim que ontem tomaram parte activa no bi-diário orientando por Romeu Filemon, dois dias depois de terem cumprido repouso médico.

O corpo clínico liderado pelo Dr. Jorge Gispert está atento à evolução dos atletas e diz esperar que o regresso em pleno dos centrais ao trabalho seja o indício que precisa para concluir que estão recuperados e em condições físicas para suar, no sábado, a camisola rubro-negra ante o Kabuscorp.

Adjunto de Filemon
Ivo Traça aconselha arbitragem a ser imparcial


A equipa de arbitragem para o dérbi 1º de Agosto-Kabuscorp do Palanca, pode ser conhecida amanhã, mas seja lá quem for o eleito, tem de evitar inclinar o campo contra os militares, o que, no dizer de Ivo Traça, aconteceu nos últimos quatro jogos entre os dois contendores.O técnico-adjunto dos rubro-negros foi lacónico na hora de falar sobre esta questão, mas evitou colocar lenha desnecessária na fogueira por um motivo que considera óbvio: “Os nossos árbitros são bons e quando querem até fazem bom trabalho, mas também é verdade que quando são tendenciosos, acabam por estragar as coisas”, reafirmou.

Embora todos os intervenientes de um jogo errem, Ivo Traça argumentou que é preciso acabar em definitivo com o clima de suspeição que tem assombrado os jogos entre militares e palanquinos. “A grande verdade é que surgem sempre lances polémicos contra o 1º de Agosto, então, acho que todos, até mesmo a imprensa, deveriam estar a falar publicamente sobre esta questão para que a outra parte também faça a sua em campo”, enfatizou.

Como a nódoa às vezes cai no melhor pano, o 1º de Agosto também tem beneficiado dos critérios errados da arbitragem, contudo, o técnico-adjunto dos militares garantiu que se sentiria mais satisfeito se nenhuma equipa tivesse motivos de queixa contra os juízes.“Os árbitros estão em campo para serem neutros. Por isso, gostaríamos que em todos os jogos mantivessem a postura de árbitros. Isso significa não se inclinarem para nenhum dos lados”, argumentou.

Os dérbis vêm sempre carregados de grande emoção, mas a equipa técnica do 1º de Agosto não quer que no presente campeonato os jogadores percam a concentração a discutir as boas ou más decisões tomadas pela arbitragem. “Quem esteve atento ao jogo com o Interclube, deu conta de que só o nosso capitão falou com o árbitro, porque instruímos os atletas a jogarem em vez de se preocuparem com os árbitros”, afirmou.

Sábado-No “11 de Novembro”
Bilhetes são vendidos apenas no dia do jogo


Quem estiver interessado em assistir “in loco” ao 1º de Agosto-Kabuscorp a partir da bancada central vai ter de pagar mil kwanzas, enquanto os lugares da bancada lateral vão custar cada um 500 kwanzas. Os espectadores interessados em sentarem-se nos camarotes têm de desembolsar 10 mil, fez saber ontem o clube militar através de uma nota de imprensa.

Para facilitar a vida de quem tenciona deslocar-se no sábado ao estádio 11 de Novembro, o clube militar achou por bem colocar hoje à disposição dos interessados todos os ingressos do jogo apenas na sua sede social, sita no ex-rio seco no Bairro da Maianga. Apenas no dia do dérbi os bilhetes vão ser comercializados no palco do desafio, com os portões a ser abertos quatro horas antes do apito inicial, às 13h00, sendo que cada espectador é obrigado a entrar apenas pelo acesso indicado no respectivo bilhete.

Hoje no rio seco
D’Agosto e BFA renovam contrato


O 1º de Agosto renova hoje o contrato de publicidade com o Banco de Fomento Angola (BFA), negócio que vai render cerca de 500 mil dólares para os militares, segundo fontes do Jornal dos Desportos. O contrato é anual e envolve a equipa a principal de futebol.O acto vai decorrer no Salão Nobre da sede do 1º de Agosto, no Rio Seco, a partir das 10h00, de acordo com um comunicado daquele clube, chegado ontem à nossa Redacção, sublinhando que “o contrato enquadra-se no projecto de crescimento e modernização do clube, que tem desenvolvido acções que visam assegurar novas fontes de financiamento”.

No ano passado, os militares já publicitavam o Banco de Fomento Angola nas suas camisolas (na parte frontal), depois de já o terem feito com a TV Zimbo. Este ano, a equipa treinada por Romeu Filemon está engajada apenas nas competições domésticas, Girabola e Taça de Angola, enquanto no ano passado esteve também na Taça da Confederação.No Girabola, os militares perseguem o décimo título da sua história, depois do último conquistado em 2006, sob orientação do treinador holandês Jan Brouwer.

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Old March 10th, 2012, 03:33 AM   #7
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09 de Março, 2012

Libolo com olhos na vitória




O campeão nacional quer começar o Girabola 2012 com vitória no jogo de amanhã, diante da Académica do Soyo, referente à segunda jornada da competição. Depois de se qualificar para a segunda eliminatória nas competições africanas e não ter conseguido conquistar a Supertaça, a equipa do Recreativo do Libolo preparou a partida de amanhã com todos os cuidados nos aspectos físicos e tácticos, além dos psicológicos, já que, em casa, é preciso não perder pontos, tendo em conta a sua pretensão de revalidar o título.

Os jogadores trabalharam alegres para o jogo diante dos estudantes do Soyo, com o técnico Zeca Amaral a exigir muita concentração, uma equipa compacta, certa e atenta a defender, com um meio-campo rápido e objectivo na desmarcação e no passe e um ataque finalizador. Fernando, Gomito, Edy e Carlitos, no sector defensivo, com o guarda-redes Lando, Rasca, Vado, Viola, Fredy, Adawa, Sidney, Totó, Bota e Quinzinho destacaram-se no meio-campo e no ataque e estão prontos para a empreitada. Os aficionados do futebol prometem marcar presença, amanhã, no Estádio de Calulo, e com “fair play” fazer a festa no regresso ao Girabola.


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Old March 10th, 2012, 10:04 PM   #8
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10-03-2012 20:40

Girabola2012
1º de Agosto vence Kabuscorp

Luanda - O 1º de Agosto somou a sua primeira vitória no campeonato nacional de futebol da primeira divisão, ao vencer hoje o Kabuscorp do Palanca, por 1-0, m jogo da segunda jornada disputado no estádio 11 de Novembro.



O tento solitário foi apontado aos 23 minutos por Mingo Bille.



Noutros encontros de hoje, o Petro de Luanda bateu o Sporting de Cabinda por 3-0, o Libolo venceu por 3-0 a Académica do Soyo e o Sagrada Esperança superou o Santos por 3-1.



Sexta-feira, o ASA perdeu com o Benfica de Luanda por 1-2.



A ronda conclui-se domingo.


http://www.portalangop.co.ao/motix/p...00100ba71.html
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Old March 11th, 2012, 08:37 PM   #9
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Domingo,
11 de Março 2012
19:33


Palanquinos continuam à míngua


A recarga oportuna de Mingo Bile aos 22’ permitiu ao 1º de Agosto acabar com a malapata diante do Kabuscorp do Palanca, seis jogos depois. Os militares demonstraram alma leonina para ditar a lei no dérbi, sobretudo durante a segunda parte, quando foram obrigados a jogar durante cerca de 40 minutos em inferioridade numérica por expulsão de Manucho. Os rubro-negros foram pragmáticos na hora de percorrer o relvado na sua largura e cumprimento, para encontrar a estrada que os poderia levar aos 3 pontos.

Mesmo sem realizar uma exibição de encher os olhos, os agostinos tiveram quase sempre a eficácia de passe para estar mais vezes com a mão na massa em todo o dérbi, por conseguinte, a justeza da vitória só pode mesmo ser posta em causa pela magreza do resultado. A estratégia militar de tapar os corredores laterais com extremos velozes e com bom poder de drible, impediu o Kabuscorp de utilizar uma das suas armas mais letais, a rápida transição defesa/ataque, o que terá contribuído para que fosse uma equipa muito curta durante boa parte do jogo. Quando Lunguinha e Libengué tentaram aparecer em campo, já a sentença da derrota era irreversível.

A falta de inspiração do meio-campo palanquino, apagou muito cedo a centelha de esperança de poder chegar ao(s) golo(s) e a vitória. O génio de Lami ainda tentou devolver o espírito de competição aos companheiros, mas ontem os seus rasgos de inspiração foram incapazes de dar o diagnóstico desejado, porque o doutor sempre teve dificuldades de definir a jogada ideal, acabando desarmado com facilidade pelo adversário. O 1º de Agosto teve dificuldades de esconder o medo de continuar a ser o bombo da festa do Kabuscorp, mas tão logo os seus jogadores trocaram no relvado o cobre pelo ouro, a equipa tornou-se mais competitiva e embalou em definitivo para a vitória, deixando para trás 17 minutos nos quais “deixou” que o adversário tivesse algum atrevimento no ataque.

Como frisamos na parte introdutória, a expulsão de Manucho apenas serviu para realçar mais o espírito de abnegação dos rubro-negros, pois em momento algum a equipa recuou em campo por causa da inferioridade numérica. A maneira como os jogadores passaram a disputar todos os lances ombro a ombro, parece ter mexido com a estrutura mental do adversário, pois nunca conseguiu tirar qualquer tipo de proveito da vantagem de um atleta a mais no rectângulo.

Quem esteve atento as incidências do jogo seguramente deve se lembrar que enquanto estavam igualados em termos numéricos, o Kabuscorp apenas uma vez criou um lance digno de ser considerado perigoso, no livre de Daniel aos 86’ que Neblú respondeu com uma defesa categórica, enquanto o 1º de Agosto beneficiou de várias ocasiões claras de ampliar, na mais flagrante Amaro provocou ilusão de óptica nas bancadas ao acertar nas malhas laterais, na conclusão de um contra-ataque que ele mesmo iniciou.

Arbitragem
Poderia ter sido melhor


Quando um árbitro apita a distância, como fez ontem várias vezes o internacional Pedro dos Santos, só pode indiciar duas coisas: excesso de confiança ou falta de condição física. Esta última nuance parece ser a que mais se ajusta ao comportamento do categorizado juiz, que bem tentou acompanhar as jogadas de perto como é sua imagem de marca, mas talvez porque o campeonato só vai na segunda jornada, ficou muito cedo sem fôlego para estar em cima das jogadas.

Por causa desta pecha, Pedro dos Santos cometeu alguns lapsos que deram motivos de queixa para os dois lados, como ficou bem evidente no primeiro amarelo que mostrou a Manucho, por uma falta inexistente, afinal o centro-campista militar chegou primeiro a bola e só depois tocou no adversário. O lado mais positivo da actuação de Pedro dos Santos foi sem dúvidas a coragem que demonstrou na hora de decretar tolerância zero a queima de tempo, além de ter dado ordem de expulsão a dois apanha-bolas, amarelou o guarda-redes Neblú por simular lesão.

Melhor em campo

Ainda é cedo para colocar as mãos na cabeça do esquerdino Paizo, em sinal de aprovação pela forma como jogou e fez jogar, mas ontem o jovem lateral foi um gigante em campo. A sua exibição foi irrepreensível, sobretudo pelo excelente tempo de desarme em todos os lances que disputou, alguns dos quais de cortar à respiração aos adeptos, pois ocorreram na grande área. A famosa ala direita do Kabuscorp do Palanca, liderada por Lunguinha chocou de frente com a grande determinação de um “cambuta” rijo que parecia ganhar mais centímetros de confiança sempre que intervinha a defender ou atacar.

Se não cair na tentação de trocar as chuteiras por saltos altos, num claro sinal de vaidade, é bem provável que o período de graça de Paizo no 1º de Agosto seja suficiente para marcar uma era, não obstante a forte concorrência de colegas mais experientes e consagrados, que a esta hora devem estar a fazer contas a vida por a estrela do estreante militar estar a brilhar muito forte.

Declarações

Romeu Filemon |Treinador do 1º de Agosto
“Demonstramos capacidade de sofrimento”


“Trabalhamos muito bem para vencer este jogo, sabíamos que o Kabuscorp não é muito rápido na transição defesa/ataque. Conseguimos fazer um bom jogo tacticamente, marcamos um golo e conseguimos materializar na prática o que dissemos durante toda a semana aos jogadores, que podíamos acabar com a malapata diante deste adversário. Infelizmente perdemos um jogador fundamental, o Manucho, mas conseguimos demonstrar capacidade de sofrimento. Os meus atletas tiveram uma entrega total ao jogo e conseguiram fechar todas as linhas de passe do adversário, optamos pelo contra-ataque e vencemos com toda a naturalidade.

Victor Bondarenko | Kabuscorp
“Faltou determinação na finalização”


“Perder é sempre mau, mas é preciso continuar a lutar e corrigir os erros porque sem golos, não há vitórias nem prémios de jogos. Hoje estivemos melhor do que no jogo de estreia, mas precisamos de tempo para estabilizar e realizar a mesma campanha do Girabola 2011. Agora é hora de analisar o que está mal e continuar a fazer o nosso trabalho com calma, quero acreditar que ainda vamos a tempo de inverter este quadro negro nas próximas jornadas. Ainda contínuo a achar que precisamos de mais tempo para demonstrar a mesma qualidade do ano passado.


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11-03-2012 21:00


Maquis lidera Girabola2012



Luanda - O FC Bravos do Maquis do Moxico lidera o campeonato nacional de futebol da 1ª divisão, Girabola, com seis pontos, mercê da vitória este domingo, no Luena, sobre o Atlético do Namibe, por 4-2, numa das partidas da segunda jornada.

Resultados da jornada:

Sexta-feira

Benfica de Luanda-ASA 2-1

Sábado

1º de Agosto-Kabuscorp 1-0
Santos FC-Sagrada Esperança 1-3
Sporting de Cabinda- Petro de Luanda0-3
Libolo-Académica do Soyo 3-0

Domingo

Recreativo da Caála-Interclube 1-1
Bravos do Maquis-Atlético do Namibe 4-2
Progresso-Nacional de Benguela 0-0

Classificação:

1º Bravos do Maquis 2 jogos/6 pontos
2º Benfica de Luanda 2/6
3º Progresso do Sambizanga 2/4
4º 1º de Agosto 2/4
5º Petro de Luanda 2/4
6º Interclube 2/4
7º Recreativo do Libolo 1/3
8º Sagrada Esperança 1/3
9º ASA 2/3
10º Atlético Namibe 2/3
11º Santos FC 2/1
12º Recreativo da Caála 2/1
13º Nacional de Benguela 2/1
14º Sporting de Cabinda 2/0
15º Kabuscorp 2/0
16º Académica do Soyo 2/0.


Fonte Angop
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Old March 14th, 2012, 02:30 AM   #11
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13 de Março, 2012


Matadores começaram a facturar


Depois da primeira vitória no Campeonato, a equipa do Petro Atlético de Luanda começou ontem, às 9h00, no Catetão, a preparar o jogo diante do Benfica de Luanda, no próximo domingo, no estádio 11 de Novembro, referente à terceira jornada do Girabola, com os olhos postos no assalto à liderança.

Motivado com o triunfo fora de casa, o grupo apresentou-se ontem com outra disposição, comparada à sessão de há oito dias, após o empate no arranque do Campeonato, diante do Santos FC. Exercícios físicos e um jogo-treino ligeiro para descontracção dos atletas marcaram o arranque dos trabalhos da semana. Apesar de o adversário tentar contrariar o favoritismo do “papão” do Girabola, o maior poderio ofensivo dos comandados de Miroslav Maksimovic veio ao de cima e não perdoaram os leões, que vinham feridos da derrota na visita aos “aviadores”.

Os três golos marcados pelos tricolores não satisfizeram de todo a equipa técnica, por um lado, mas por outro, o mais importante é que o principal objectivo foi cumprido. Num ano em que os petrolíferos têm como meta atingir os 100 golos, os jogadores responderam de forma positiva ao empate nulo diante do Santos FC, na primeira jornada. Com a goleada, os petrolíferos começaram a constagem decrescente para meta traçada.

Defensor acérrimo do jogo ofensivo, Miroslav Maksimovic aposta na moralização dos seus pupilos para manterem a mesma postura em todas as partidas, seja qual for o adversário. O técnico quer ver os seus atletas a rematarem muito para marcar o maior número possível de golos. O conjunto do Catetão pretende aproveitar o doce sabor da vitória para continuar nesse caminho e, a partir de ontem, começou a afinar a máquina para a recepção ao Benfica de Luanda, actuais lideres do Girabola ex-aquo com o FC Bravos do Maquis.


ZAMBIANO
Katongo confirma créditos


O médio ofensivo Felix Katongo começou a provar os seus dotes de goleador, ao encarregar-se de marcar o primeiro golo dos petrolíferos no Girabola. O reforço zambiano abriu o activo no jogo da segunda jornada, diante do Sporting de Cabinda, ao cair da primeira parte, dando mostras de querer lutar para constar na lista dos melhores marcadores da equipa e do Campeonato. Contratado para dois anos, mais um de opção, Katongo é um jogador versátil na sua forma de jogar e actua, de preferência, pelas alas.

Rapidez nas transposições defesa/ataque aliada à sua grande capacidade de drible são os pontos fortes do zambano, que tem tudo para conquistar o seu espaço no Girabola, neste seu regresso à competição nacional, depois de o ter feito em 2007. O número 10 tricolor está a revelar uma readaptação rápida ao plantel, conquistou um lugar na equipa e todos os dias os adeptos que acorrem ao Complexo Desportivo Demosthenes de Almeida, Catetão, para ver de perto o craque zambiano, saem de lá encantados. O técnico Miroslav Maksimovic mostra-se rendido às qualidades técnicas do “baixinho”, que forma uma dupla temível com Job. A ideia do técnico sérvio é previlegiar as jogadas pelas alas, onde os médios, além de servirem os atacantes, têm a liberdade para finalizar os lances. Jorge Neto



GOLEADORES
Love e Kêmbua mantêm postura


O golos de Love Cabungula e Kêmbua, na vitória sobre o Sporting de Cabinda, por 3-0, no sábado passado, deixam claro que os dois jogadores não querem ficar para trás na lista dos melhores marcadores. Depois de Felix Katongo adiantar a equipa no marcador, os dois jogadores, por esta ordem, completaram o resultado. Love Cabungula, melhor marcador do Girabola passado, com 20 golos, não deixou os seus créditos em mãos alheias e marcou o seu primeiro golo no Campeonato.

Kêmbua foi o segundo melhor marcador dos tricolores em 2011, com sete golos, e quer continuar a facturar este ano, para contribuir para os objectivos da equipa. O número 4 petrolífero mantém o seu lugar na equipa titular, à semelhança da época passada, quando se estreou nos seniores. O avançado, formado nas escolas do clube, foi emprestado à Académica do Soyo, quando ascendeu ao escalão máximpo do clube, para ganhar ritmo competitivo, mas na altura não mereceu a confiança do técnico Bernardino Pedroto. Na época passada, Love e Kêmbua marcaram, no total, 27 golos e, dado o nível da concorrência este ano, com as entradas de Felix Katongo e Ben Traoré, sabem que as suas responsabilidades estão acrescidas, sob pena de perderem o lugar. Jorge Neto



HORÁCIO MOSQUITO
Presidente da Caála
pede calma aos adeptos



O presidente de direcção do Clube Recreativo da Caála, Horácio Mosquito, pediu no domingo, na cidade do Huambo, calma aos adeptos e sócios da agremiação desportiva, na sequência dos maus resultados obtidos nas duas primeiras jornadas do Girabola. Em declarações à imprensa, no final do jogo em que a sua equipa empatou (1-1) com o Interclube, Horácio Mosquito disse que os adeptos e sócios devem continuar a apoiar a equipa e que “esta é apenas uma má fase que, em breve, pode ser ultrapassada”.

Quanto ao jogo em si, o presidente de direcção do único representante da província do Huambo no presente Girabola admitiu que a sua equipa não esteve bem nos 45 minutos iniciais. “Jogámos melhor na segunda parte, mas faltou-nos sorte para vencermos o Interclube”, reconheceu Horácio Mosquito, que no mês passado, aquando da apresentação do plantel, anunciou que o objectivo da sua agremiação para este ano é melhorar o quarto lugar alcançado na época transacta. Domingo, no Estádio da Cidadela, em Luanda, o Recreativo da Caála defronta o Kabuscorp do Palanca, vice-campeão nacional, que ainda não venceu no presente campeonato, apesar de se assumir como um dos favoritos à conquista do título.


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14 de Março, 2012


Campeão busca liderança



A equipa do Recreativo do Libolo está disposta a fazer valer o seu estatuto de campeão quando hoje, às 15h30, defrontar a formação do Sagrada Esperança, em partida de atraso da primeira jornada do Girabola.Depois da vitória em Calulo, por 3-0, no sábado passado, diante da Académica do Soyo, na segunda jornada, o Recreativo do Libolo está na Lunda-Norte para conquistar os três pontos. Pelo menos, esse é o pensamento da equipa técnica e jogadores da formação da vila de Calulo.

Apesar disso, os libolenses prevêem encontrar dificuldades no desafio desta tarde, pois o adversário complica sempre a vida aos seus visitantes, já que o Estádio Sagrada Esperança se torna num terreno hostil para os forasteiros.O lateral direito Gomito afirma que a equipa está moralizada e a pensar apenas na vitória. “Estamos bem e bastante motivados. Sabemos que o Sagrada é daqueles adversários muito difíceis, mas nós temos os nossos objectivos e vamos tentar cumpri-los”.Zeca Amaral tem em atenção estes pormenores, mas não pretende facilitar. O técnico angolano não vai contar, neste jogo, com os avançados Viola e Aguinaldo que continuam lesionados.

Igualdade
As duas equipas têm três pontos e seguem-se na tabela de classificação, com os libolenses na sexta posição e os diamantíferos logo a seguir, o que torna o desafio mais interessante em virtude do vencedor poder chegar aos seis pontos e alcançar os actuais líderes do campeonato – FC Bravos do Maquis e Benfica de Luanda. O conjunto às ordens de Zeca Amaral está desde ontem, às 15h30, na Lunda-Norte, depois de realizar o último treino para este desafio no mesmo dia, às 8h00, no estádio dos Coqueiros, em Luanda.

Sagrada Esperança e Libolo
acertam a primeira jornada


Sagrada Esperança da Lunda-Norte e Recreativo de Libolo jogam hoje, às 15h30, no Dundo, em jogo de acerto à primeira jornada do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, partida que não foi disputada na data prevista (8 do corrente) por razões administrativas, a pedido da direcção do clube diamantífero.O duelo, a ser disputado no estádio do Sagrada Esperança, é aguardado com muita expectativa pelos aficionados do futebol, tendo em conta que são duas das três formações do interior do país que ostentam o título de campeão nacional, numa lista de também faz parte o 1º de Maio de Benguela, que na época passada foi relegado à II Divisão.

Embora os diamantíferos joguem em casa, a equipa do Recreativo do Libolo entra com vantagem teórica nesta partida, pois, além de ser o campeão em título, tem mais rodagem competitiva que o Sagrada Esperança, uma vez que já leva cinco jogos oficiais – dois para a Supertaça, um para o Girabola e outros dois para as preliminares de acesso à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos.Os diamantíferos realizaram apenas um jogo oficial esta temporada, no último sábado, diante do Santos FC. Ainda assim, a equipa do Sagrada Esperança tem muito a dizer e é um adversário que merece o respeito do campeão.O factor casa e o seu palmarés venceu um Campeonato Nacional, em 2005, com o seu actual técnico, e duas edições da Taça Angola – conferem à equipa de Mário Calado estatuto e condições para fazer o pleno frente ao candidato Libolo.

Importância
Os dados avançados fazem prever que hoje, a partir das 15h30, haja bom futebol no estádio do Sagrada Esperança. Aliás, tanto diamantíferos, como libolenses, sabem da importância que se reveste esta partida. Em caso de vitória, a formação que somar os três pontos junta-se ao FC Bravos do Maquis e ao Benfica de Luanda, com seis pontos, na primeira posição.Osvaldo Félix, auxiliado por José Félix e Rosário Pedro, trio de Luanda, foi indigitado pelo Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol para dirigir o jogo entre diamantíferos e libolenses. Armando Sapalo no Dundo

Diamantíferos sem receios
para defrontar os libolenses



Técnico Mário Calado quer uma equipa disciplinada em termos tácticos para jogar e derrotar hoje à tarde no Dundo o Recreativo do Libolo no fecho da primeira jornada do Campeonato Nacional,O técnico do Sagrada Esperança, Mário Calado, disse ontem, no Dundo, que o facto de defrontar o campeão nacional em título, hoje, a partir das 15h00, é um motivo a mais para moralizar os seus pupilos.
O Sagrada recebe hoje, no seu reduto, o Recreativo do Libolo, em partida de acerto da primeira jornada do Campeonato Nacional da I Divisão, e, no dizer de Mário Calado, a equipa tem o dever de conquistar os três pontos em disputa.

Os “diamantíferos” vêm de uma vitória gorda em Luanda, sobre o Santos FC, por 3-1, para a segunda jornada do Girabola, facto também importante para o moral dos jogadores, que querem ver dignificado o seu trabalho em todas as partidas, através de boas exibições e a conquista de pontos, acrescentou o treinador.Uma vitória em casa é também importante para manter a simpatia dos adeptos lundas, disse o técnico, que lembrou o facto de a equipa ser já uma referência no futebol angolano (campeã nacional em 2005), o que aumenta as responsabilidades do Sagrada e dos seu plantel e equipa técnica.

Calado lembrou, por outro lado, que o Libolo é uma equipa forte e tem, neste momento, já alguns jogos nas pernas, devido à disputa da Supertaça e a sua participação nas preliminares da Liga dos Campeões Africanos. Esses factos, disse, não inibem os seus jogadores, que querem chegar à vitória, embora, como frisou, a equipa tenha tido pouco tempo para preparar este desafio, já que jogou no sábado, em Luanda, e regressou ao Dundo na segunda-feira.O técnico disse ter pedido aos jogadores muita concentração no jogo, dada a forma coo o Recreativo do Libolo actua fora de casa.“Se a nossa equipa se apresentar com uma disciplina táctica e trabalhar conforme esteve nos jogos de preparação, acredito que o adversário de amanhã (hoje) vai encontrar inúmeras dificuldades para nos superar”, disse o técnico do Sagrada Esperança.

Dificuldades
Mário Calado admitiu ao JD que está a enfrentar grandes dificuldades para definir “onze” inicial para a presente temporada, a julgar pelos níveis que a equipa vem ganhando desde a fase pré-competitiva.O treinador destacou que a entrega dos seus atletas nos treinos denota vontade de auto-superação e está a causar uma “tremenda dor de cabeça” à equipa técnica para escolher o grupo que vai passar a entrar de início nos jogos oficiais do Sagrada nessa temporada.Os meus jogadores estão a crescer muito nos últimos tempos, por isso estamos a enfrentar dificuldades para definirmos o onze”, reconheceu o técnico.Armando Sapalo no Dundo

Está em Luanda
Jamuana falha jogo desta tarde


O lateral direito Jamuana, um dos reforços do Sagrada Esperança, é uma “carta” fora das opções da equipa técnica diamantífera para o jogo de hoje, às 15h30, diante do Recreativo do Libolo.O jogador não consta da convocatória devido a problemas familiares, conforme avançou ontem ao Jornal dos Desportos o técnico Mário Calado.O treinador dos lundas disse que o atleta encontrou dificuldades para regressar à cidade do Dundo, depois da partida diante do Santos FC, porque tinha de resolver assuntos familiares.

O técnico afirmou que a família deve ser prioridade absoluta, por isso, a equipa técnica teve de se solidarizar com o atleta.Mário Calado, que destacou a importância do atleta no plantel, tendo em conta a sua experiência no Girabola e competições internacionais, adiantou que o lateral deve integrar os trabalhos da equipa apenas depois do jogo frente à formação de Calulo.O técnico teceu também rasgados elogios à solidariedade demonstrada pela direcção do Sagrada Esperança e garantiu que os problemas familiares que apoquentam o lateral Jamuana não são graves, por isso, acredita que nada vai afectar o seu desempenho para o bem da equipa do Sagrada Esperança.

“O Jamuana é daqueles jogadores de que o Sagrada muito precisa esta época, porque acreditamos que vai trazer outra qualidade e dinâmica à equipa. Acredito que ele saberá ultrapassar todos os problemas, que não são graves, para dar o seu contributo ao Sagrada Esperança, porque foi para isso que o contratamos”, disse o técnico Mário Calado, que não pode contar também com os préstimos do médio/trinco Gibril, lesionado desde o estágio no Brasil, onde a equipa esteve 20 dias em estágio. AS

Hoje á tarde
Avançado Vado ambiciona marcar


O avançado Vado, de 21 anos de idade, autor de um dos três golos na vitória sobre o Santos FC, prometeu tudo fazer para voltar a fazer o gosto ao pé e ajudar o Sagrada Esperança a vencer o Recreativo do Libolo, hoje à tarde, no Dundo.“O trabalho e a missão de um atacante é fazer golos e ajudar a sua equipa a conquistar bons resultados, que satisfaçam os adeptos. Por isso, tudo vou fazer para repetir a proeza do jogo contra o Santos FC, em Luanda”, disse Vado, sublinhando que o grupo está determinado a vencer o jogo e que os aspectos defensivos e de finalização foram afinados no sentido de quebrar o favoritismo dos libolenses.

O JD apurou que Vado está convocado para o jogo desta tarde e tem lugar garantido na equipa titular. Sem grades alterações em relação ao desafio diante do Santos FC, Mário Calado pode entrar com o seguinte “onze”: Yuri; Mingo Sanda, Albano ou Saki Amissi, Gildo e Carlos; Savané, Mufuku, Abegá e Mariano; Reddy e Vado. AS

Fatite
Capitão do Sagrada mantém a confiança


Defrontar a equipa principal do Recreativo do Libolo, campeão nacional, não retira confiança à equipa técnica e jogadores do Sagrada Esperança, que jogam hoje, às 15h30, para a conclusão da primeira jornada do presente Girabola. Quem o diz é o capitão Fatite.
O médio do Sagrada Esperança admitiu ser difícil defrontar o grémio de Calulo, tendo em conta a qualidade do seu plantel, mas apresentou um discurso positivo, realçando mesmo que “em nossa casa, mandamos nós”.

Fatite referiu que a vitória diante do Santos FC, por 3-1, em Luanda, elevou o estado anímico dos jogadores, numa demonstração de que o grupo está à altura de defrontar qualquer adversário na presente temporada futebolística, em que os “diamantíferos” pretendem superar o sétimo lugar alcançado no ano transacto.O experiente médio ao serviço do Sagrada Esperança, que está a recuperar da lesão contraída na clavícula direita na primeira volta da época 2011, frisou a necessidade dos lundas vencerem o Recreativo do Libolo, para não frustrarem as expectativas dos adeptos.

Quanto ao seu regresso ao “onze”, o jovem atleta foi modesto na sua resposta. Fatite assegurou que, neste momento, deve jogar quem estiver em melhores condições para o fazer, para o bem da equipa, antes de admitir que a luta por uma vaga na equipa inicial é difícil nesta temporada, tendo em conta a qualidade dos jogadores que compõem o plantel.“Todos queremos jogar de início, mas neste momento, o técnico deve escolher aqueles que estiverem em melhores condições para que a equipa consiga bons resultados. Este ano, a luta por uma vaga como titular vai ser grande”, disse Fatite. AS
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Sábado,
17 de Março 2012
16:47


Despertar para a luta do título



O Kabuscorp pôs à venda 15 mil bilhetes para o jogo de hoje, às 16h00, no estádio da Cidadela, com o Recreativo da Caála, disse ontem ao Jornal dos Desportos o director de marketing do clube do Palanca, Nino Republicano. O responsável do Kabuscorp afirmou que, com esse número de bilhetes, é possível atender a grande massa de adeptos do clube e outros espectadores interessados em assistir à partida, que conta para a terceira jornada do Girabola 2012.

No final da última sessão de treinos, realizada ontem de manhã no Estádio dos Coqueiros, o responsável afirmou que os dirigentes palanquinos não querem voltar a ver ou ouvir dizer que muitos adeptos não puderam assistir ao jogo, como aconteceu na partida com o Progresso. “Em função do que aconteceu no nosso primeiro jogo em casa, tendo em conta que a moldura humana que se desloca aos estádios para assistir aos nossos jogos é cada vez maior, decidimos que doravante os nossos jogos na condição de anfitrião passam a ser disputados no Estádio Nacional da Cidadela”, disse.

Nino Republicano acrescentou que, além da mudança do estádio, “inovamos também na hora da abertura dos portões, que passa a ser às 11h00, para evitarmos o habitual afunilamento de gente nos portões”. Esclareceu ainda que, além da inovação no horário, caprichou-se também na quantidade de portões a serem abertos, para que todos os espectadores possam entrar à vontade. “Vamos usar mais portas, de forma que possamos orientar as pessoas que vão chegando mais cedo do que o habitual. Queremos evitar que os nossos adeptos façam como têm vindo a fazer, que é chegar quase na hora do início do jogo, a fim de acautelarmos aquela algazarra de toda a gente a querer entrar em simultâneo”, disse.

Os ingressos estão à venda no Estádio da Cidadela e noutros locais habituais, de modo que as pessoas os possam adquirir com mais tranquilidade e a devida antecedência. “Os bilhetes para o jogo estão a ser vendidos aos preços de 500 kwanzas, para os espectadores que optarem pelas bancadas de cabeceira, 1500 para os que forem para a bancada central, mil para a central oposta, ao passo que, para os camarotes, custam três mil, referiu Republicano. Para os sócios do clube, o director do marketing e publicidade avançou que os ingressos estão salvaguardado, pois, em função da exibição dos seus cartões, eles beneficiam de um preço bonificado.

Perspectiva
Grupo está animado
para o duelo de hoje


O defesa central Cláudio Borges, indicado no fim do treino de ontem pela direcção do clube para falar sobre a partida desta tarde entre o Kabuscorp do Palanca e o Recreativo da Caála, afirmou que a equipa “está bem e com muita motivação”. “Perdemos os dois primeiros jogos, não podemos perder mais. Se quisermos ser campeões, temos de ganhar este desafio e vejo todos os jogadores motivados para ganhar”, disse o central Borges. Indagado sobre o que sabe da equipa adversária, Cláudio Borges afirmou que a Caála é uma equipa muito forte, o que exige dos jogadores palanquinos uma preparação condigna.

“O que me constou é que, no ano passado, o Recreativo da Caála ficou nos primeiros cinco lugares. Então, é uma equipa muito forte, por isso, nós temos de correr, trabalhar. Temos qualidade para isso. Se pusermos em prática tudo aquilo que o mister orientou ao longo da semana, estou em crer que vamos vencer o Recreativo da Caála”, assegurou. A uma pergunta sobre a sua inserção no seio do grupo, Borges considera-se muito bem integrado, porque os companheiros foram muito receptivos consigo. “Estou bem e tenho estado muito bem integrado no grupo. Estava habituado à pouca afluência de pessoas em campo em Portugal, mas aqui as coisas são muito diferentes, regista-se muita afluência de adeptos e isso é maravilhoso”, disse.

Aos adeptos, Borges pede que continuem a apoiar a equipa, esquecendo os resultados negativos que o Kabuscorp teve nas duas primeiras jornadas. “Os nossos adeptos têm-nos apoiado muito. Peço que continuem assim, pois o Kabuscorp é uma equipa que tem muita qualidade. As derrotas são coisa do passado. A equipa ainda está a interiorizar algumas tácticas do mister, mas nós vamos dar a volta aos maus resultados.

Convicção
Dirigente só fala em vitória


José Jacinto Manuel, director para o futebol do Kabuscorp, assumiu um discurso vitorioso no pronunciamento feito à imprensa a respeito da partida de hoje, em que a sua equipa vai defrontar o Recreativo da Caála. O responsável do clube do Palanca disse que tudo está pronto para que o Kabuscorp tente alcançar a sua primeira vitória neste Girabola, dependendo apenas da actuação dos jogadores. “Todas as condições foram postas à disposição dos jogadores e esperamos um bom resultado. Neste momento, a vitória só depende dos jogadores. A mudança dos Coqueiros para a Cidadela vai ajudar muito os nossos jogadores, pois, lá eles têm mais espaço para explosão”, afirmou.

José Jacinto aproveitou a oportunidade para pedir mais calma aos seus adeptos, pois, na sua óptica, os bons resultados vão chegar. “Pedimos calma e serenidade aos nossos adeptos, porque temos fé que, apesar dos tropeços que tivemos nas duas jornadas passadas, os resultados positivos vão chegar. A equipa está a trabalhar para isso, espero que a nossa massa associativa não se sinta aborrecida”, disse a terminar. A.Panzo

Projecção
Equipa provável dá garantias


Para o desafio desta tarde no Estádio Nacional da Cidadela, em que o Kabuscorp do Palanca enfrenta o Recreativo da Caála para a terceira ronda do Girabola, o treinador Victor Bondarenko tem já escolhidos os 18 jogadores, apesar de não os ter indicado. O Jornal dos Desportos, por aquilo que acompanhou, arrisca no seguinte “onze” inicial: Hugo, Chora, Borges, Pataca, Lunguinha, Lamy, Milex, Ndó, Daniel, Rivaldo e Sawu. Podem ser substitutos Abulá, Lelo, Buzin, Fiston, Dax, Saviola e Bokungu. A.Panzo

Disposição
Quadro clínico é dos melhores


À entrada da terceira jornada do Girabola, o quadro clínico do plantel do Kabuscorp é bom, não havendo motivos de preocupação para o seu corpo técnico e departamento médico, o que permite a Bondarenko ter um amplo leque de opções, referiu Manuel Gunza “Nelito”, o fisioterapeuta do clube. “O estado clínico da equipa é bom, não há nenhum caso que mereça grande realce de momento e está tudo preparado para a recepção ao Recreativo da Caála. Os males que preocupavam o departamento médico do Kabuscorp foram completamente debelados a tempo e horas, e agora não há razões para aflição”, afirmou.


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Domingo,
18 de Março 2012
16:43



Recreativo do Libolo triunfante no Namibe
Manuel de Sousa/Namibe


O Recreativo do Libolo foi ao Namibe com o estatuto de campeão e principal candidato ao título e não deu qualquer hipótese, ontem, ao Atlético do Namibe, conseguindo uma vitória folgada de 3-1. Manú, que entrou no segundo tempo no lugar de Ruben, depois de um cruzamento de canto no lado direito conforme atacava a sua equipa começou aos 68 minutos a sentenciar aquela que viria a ser a primeira derrota do Atlético em casa.

Os comandados de Zeca Amaral, fruto da experiência dos seus jogadores e da maior rodagem competitiva que os mesmos carregam nas pernas, conseguiram, defensivamente, aguentar a pressão ofensiva do Atlético na primeira parte do jogo, período em que a equipa de casa com jogadas insistentes procurava adiantar-se no marcador. Mussumari e Chico Caputo não deixavam que Russo e Adolfo, este que entrou de início em detrimento de Capick, violassem as redes defendida por Landu.

As substituições feitas por Zeca Amaral no segundo tempo vieram aumentar o ritmo de jogo e a avalanche ofensiva do Recreativo do Libolo, que aumentou para 2-0, por intermédio do capitão Rasca, aos 78 minutos, numa jogada de insistência dentro da área contrária. O experiente atacante aproveitou muito bem a apatia dos centrais Simplice e Bodunha que, na segunda parte e fruto da pressão ofensiva do campeão em título, não se entendiam.

Ernesto Castanheira fez entrar o marcador de serviço, Shabany, com o propósito de inverter o andamento de jogo mas a equipa sofreu o terceiro golo no declinar da partida por Adawa que também entrou na segunda parte, no lugar de Totó. Capick, nos minutos de compensação e numa altura em que o público já tinha praticamente abandonado o estádio com fortes insultos ao técnico Ernesto Castanheira, lavou as honras da casa ao apontar o único golo do Atlético do Namibe e o terceiro da sua conta pessoal.



Trabalho do árbitro
Apesar de abanar muito na segunda parte do jogo, o árbitro João Bastos não influenciou no resultado. Nesse período João Bastos travou algumas jogadas de envolvência do Atlético que na altura corria atrás do prejuízo. Os assistentes Pedro Canombo e Abias Moisés induziram várias vezes o seu chefe em erro ao levantarem a bandeirola em foras de jogo inexistentes.



OS TÉCNICOS

Zeca Amaral=Recreativo do Libolo
“Preparámos bem o jogo”
“Viemos compenetrados para o jogo no sentido de somarmos mais uma vitória para depois fazermos contas e elas serem positivas. Sabíamos das dificuldades que iríamos encontrar mas preparámos bem a partida e aí está o resultado. Vamos agora focar-nos no jogo das Afrotaças, temos de enfrentar um adversário difícil que foi semifinalista da taça CAF. Não é uma equipa qualquer, mas nós somos campeões de Angola e em nossa casa fazemos tudo para ganhar o jogo.”


Castanheiras=Atlético do Namibe
“Vitória justa do Libolo”

“A equipa tem de trabalhar muito. Podemos dizer que a nossa equipa esteve à altura do desafio. Depois do primeiro golo o árbitro permitiu o anti-jogo por parte da equipa adversária e isto acabou por esmorecer a capacidade ofensiva que nós tínhamos. De qualquer forma, o Recreativo do Libolo ganhou bem, é tão-somente o campeão nacional e aqui houve a diferença de investimentos do mais forte e do mais fraco em termos económicos e financeiros e em termos de condições.”


Nacional empata com ASA e adia festa
da primeira vitória no regresso à prova


Ainda não foi desta que os benguelenses puderam sair do estádio do São Filipe para festejar a primeira vitória da sua equipa (Nacional) no Girabola2012.Tudo porque a "maldita" cabeçada de David no último minuto (90'+4') da compensação e neutralizações estragou tudo, colocando em sentido os cerca de dois mil espectadores que testemunharam o facto.

Ao Nacional faltou arte e engenho para vergar o ASA que até esteve bem e que tudo fez para não perder em Benguela. Conseguiu por merecer, aliás, de outra forma não poderia ser, pois dominou grande parte da partida e viu, em certos momentos do jogo os seus esforços cassados pela actuação do árbitro João Figueira que, diga-se, apareceu mal e esteve à beira do pior. O ASA esteve sério e responsável, e preocupou-se mais com o espectáculo e nada mais do que isso.

Não foi por acaso que, mesmo com a sua equipa encontrar-se em vantagem no marcador, o público deixou de aplaudir aos bons lances produzidos pelos pupilos de José Dinis. Deram "show" da bola. O Nacional de Benguela fez o que pôde, impondo o seu jogo, algo atabalhoado a partir do meio-campo e mal acabado na finalização, com o experimente Pedro Henriques a figurar-se pela negativa. Falhou uma mão cheia de oportunidades de golos, quase, feitos.

E para piorar, parecia cansado e fraco, do ponto de visto atlético. Deixou-se, facilmente, bater pelos defesas contrários, provocando a ira dos espectadores afectos à equipa da casa, que clamava pela sua imediata substituição. Foi triste vê-lo a jogar ontem, no mítico estádio do São Filipe. Quase que desaprendeu a fazer o que mais sabia fazer no Progresso Sambizanga e mais tarde no Interclube de Angola . O golo do Nacional de Benguela aconteceu no minuto 25, por intermédio de Yangoné que aproveitou da melhor maneira uma confusão criada na pequena área da equipa adversária. Um golo foi mal validado pelo árbitro da contenda, já que antecedeu de uma falta sobre o guarda-redes do ASA (Nuno).

Isso mesmo se explica da forma como a assistência e os atletas, incluindo o banco nacionalista, festejaram depois de o árbitro indicar a bola para o centro do campo. Pareciam desconfiados de alguma malícia cometida. "Valeu ou não (...)?", questionavam-se, para de seguida partirem aos gritos e abraços de alegria, tudo a frio! O ASA reagiu e marcou no final. A actuação da equipa da arbitragem, chefiada por João Figueira, foi de todo desastrosa. Esteve mal em largos tempos do jogo.Faltou-lhe a arte e o engenho de apitar o desafio daquela natureza. Para piorar a sua fraca actuação, já em cima do minuto 95 fez vista grossa a uma falta (mão à bola) na grande área do Nacional de Benguela e deu por terminar o jogo. Júlio Gaiano, em Benguela



OS TÉCNICOS

Toni Osódio =atleta do ASA
"Fomos infelizes na finalização"

“Fizemos tudo para ganhar o jogo, infelizmente, não fomos suficientemente eficazes na hora da finalização. O adversário soube bater-se bem na defesa e criou-nos algumas dificuldades nos contra-ataques. Agora, resta-nos trabalhar e pensar nos outros jogos e esperar ganhá-los, porque este já era".


Álvaro Magalhães =Nacional
"A sorte foi-nos madrasta"

"Infelizmente, não foi desta. A minha equipa demonstrou um bom futebol e de muita qualidade. Dominámos grande parte do jogo e, só não ganhámos por que a sorte foi-nos madrasta. Vocês viram que, a certa altura do jogo, fomos superiores que o adversário. Falhámos golos de forma inexplicável, por isso, fico triste por não termos ganho o jogo.


http://jornaldosdesportos.sapo.ao/23...ante_no_namibe
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Old March 18th, 2012, 11:41 PM   #16
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Futebol

18-03-2012 15:24


Presidente do Escola do Zangado quer equipa ganhadora


Luanda - O presidente de direcção do Académica Social Escola do Zangado, Sebastião Bento Lourenço, disse hoje, domingo, nesta cidade, que vai trabalhar para que no período (2012/2016) o seu clube seja uma formação coesa, forte e vencedora.

Falando à imprensa sobre o programa desta associação, o responsável referiu que para alcançar o objectivo vai com os seus colaboradores trabalhar no sentido de organizar todas as áreas que fazem parte da estrutura do projecto de ressurgimento da Escola do Zangado.

Adiantou que vão também trabalhar para ter uma boa equipa, que a curto prazo contribua para o desenvolvimento da selecção nacional de futebol.

Disse que durante os quatro anos a agremiação vai trabalhar na formação de jogadores com 10 a 12 anos de idade, para que quando atingirem o escalão de seniores estejam preparados técnica e intelectualmente.

Para além do futebol, a associativa desportiva tem a intenção de implantar o ténis de mesa, xadrez e atletismo.

A Académica Escola do Zangado foi fundada a 3 de Fevereiro de 1963 e no seu plantel teve, entre outros jogadores, Joaquim Dinis "Brinca n'Areia", Lourenço Bento, Pedro Neto, Alberto de Sousa "Beto Jime" e Antoninho.

Entre os vários troféus conquistados, constam as taças do torneio Cuca (1968 e 1973) e da Nocal.

A Académica Social Escola do Zangado foi uma emblemática associação desportivo do musseque Marçal na década de 60, altura em que existiam equipas de bairros de Luanda, como os 11 Perdidos da Bola do Cazenga, Benfica do Calambunze, Benfica do Kinzau, Juba, Académica do Ambrizete, os Palmas, Bravos do Prenda e Barreirense da Barra do Dande.

Fonte Angop
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Old March 18th, 2012, 11:45 PM   #17
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Girabola2012

17-03-2012 21:31



Interclube "balança" e empata diante do Maquis



Luanda – O Interclube mostrou hoje, em Luanda, dificuldades ao empatar diante do FC do Bravos do Maquis, por 1-1, em jogo da terceira jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão disputado no estádio 22 de Junho.

Apesar de jogarem na condição de anfitriões, os polícias foram surpreendidos logo aos seis minutos por Chole, que em posição privilegiada, após uma saída de contra-ataque, abriu o marcador. Castro, só restabeleceu a igualdade aos 59 minutos.

Desde muito cedo, os “maquisardes” tomaram o domínio da partida, criando inúmeros lances perigosos ao reduto mais recuado da formação do Ministério Interior que tinha em campo os seus jogadores chaves, como Daniel Lara, Moco e Alex, mas acabavam perdulários na finalização.

Em função disso, aos sete minutos o avançado do Maquis Benvindo, na dobradinha com um colega de equipa, rematou forte, obrigando o guarda-redes Mário a desviar para canto.

Até aos 38 minutos a área do Inter era frequentemente visada. No mesmo período, o futebolista Alex isolou-se, mas perto da área, controlou mal e chutou fraco para defesa de Pitchu.

O atacante Chole foi forçado a sair depois de um choque com um contrário, dando lugar a Danilo. Os visitantes venciam ao intervalo por 1-0.

No reatamento, os dois treinadores voltaram a mexer nos plantéis, sendo que os pupilos de António Caldas evoluíram e aos 59 minutos, no complemento de um cruzamento, Castro aproveitou a distracção dos opositores, amorteceu a bola, rematou o esférico e acabou por rubricar o tento de empate (1-1).

A partir daí, os conjuntos realizaram vários perigos, mas o empate a uma bola prevaleceu até aos 90 minutos.

Com este resultado, o Inteclube soma três pontos e ocupa o 12º lugar, ao passo que FC Clube Bravos do Maquis é líder com sete pontos.



Fonte Angop
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Old March 18th, 2012, 11:49 PM   #18
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Futebol

18-03-2012 17:44

Petro derrota Benfica de Luanda


Luanda - O Petro de Luanda derrotou este domingo, no Estádio 11 de Novembro, o Benfica de Luanda, por 3-2, em partida da terceira jornada do campeonato nacional de futebol da 1ª divisão, Girabola.

Kembua abriu o placar aos oito minutos e Job aumentou a vantagem petrolífera aos 16’, mas Pedro com dois tentos num espaço de sete minutos (18’ e 25’) restabeleceu a igualdade, resultado com que as equipas foram para o intervalo.

Nos minutos iniciais da etapa complementar, o médio do Petro Osório marcou o golo da vitória.

Fonte Angop
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Old March 18th, 2012, 11:56 PM   #19
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Girabola2012

18-03-2012 21:22

Futebol
Resultados e classificação do Girabola2012

Luanda - Resultados e classificação do Girabola2012, após a disputa da terceira jornada.

Resultados

Sábado

Kabuscorp - Recreativo da Caála 3-1
(Rivaldo aos 36', 63' e 70; Femi, 78')

Atlético do Namibe - Recreativo do Libolo 1-3
(Capique, 90+2'; Mano aos 22', Dário 40' e Adawa 84')

Nacional de Benguela - ASA 1-1
(Yangoné 25'; David 90+1')

Académica do Soyo - Santos FC 0-2
(Ribeiro aos 27', Gilson 76')

Sagrada Esperança - Sporting de Cabinda 3-0
(Riddy aos 16', 73' e Saky 76')

Interclube - FC Bravos do Maquis 1-1
(Castro 58' e Chole 7')

Domingo

Progresso - 1º de Agosto 1-1
(Mingo Bile 48 segundos e Dione 45+2)

Petro de Luanda - Benfica de Luanda 3-2
(Kembua 8'; Job 16'; Osório 46'; Pedro 18' e 25')

Classificação

1. Recreativo do Libolo 3 jogos / 7 pontos
2. Sagrada Esperança 3/7
3. FC Bravos Maquis 3/7
4. Petro de Luanda 3/7
5. Benfica de Luanda 3/6
6. 1º de Agosto 3/5
7. Progresso 3/5
8. ASA 3/4
9. Santos FC 3/4
10. Atlético do Namibe 3/3
11. Kabuscorp 3/3
12. Interclube 3/3
13. Nacional de Benguela 3/2
14. Recreativo da Caála 3/1
15. Académica do Soyo 3/0
16. Sporting de Cabinda 3/0.


Fonte Angop
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Old March 24th, 2012, 12:51 AM   #20
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22 de Março, 2012


Governo da província do Zaire põe fim à crise dos estudantes



A crise que se instalou entre os jogadores e a direcção da Académica Soyo após o jogo com o Santos FC chegou ontem ao fim.O reinício dos trabalhos de preparação da equipa foi possível após a reunião, no princípio da noite de terça-feira, com governador provincial do Zaire, Pedro Sebastião, que colocou fim aos problemas levantados pelos jogadores.O governador, que se mostrou sempre preocupado com os problemas ligados ao desporto na região, disse que o seu governo não podia ficar indiferente à crise que assolava o único representante da província no Girabola e daí o encontro com os dirigentes do clube, equipa técnica e os atletas, para ver que medidas tomar para se ultrapassar a situação.

“Viemos aqui reunir e ouvir as preocupações da equipa técnica e os atletas, que consideramos legítimas, conversámos e chegámos a resultados positivos. Em momento algum a equipa se recusou a jogar, inclusive os jogadores vieram todos equipados para os treinos e por causa deste encontro já não foi possível trabalharem”, acrescentou.Para o governador, o encontro que aconteceu no Palácio visou limar algumas arestas e encontrar a solução definitiva dos problemas que afectam aquela agremiação desportiva.Pedro Sebastião acredita que a crise que não tinha razão de acontecer. Resultou de um empolamento entre as partes, uma vez que os jogadores não têm salários em atraso. Apenas falta receberem luvas contratuais. “Os atletas têm os salários pagos até Fevereiro, faltando apenas o mês de Março em curso”, disse.O governador disse que após o fim da crise, o governo da província, os munícipes e a direcção do clube estão atentos e esperam a entrega do conjunto para ter-se uma Académica mais coesa, forte e aguerrida e um campeonato sem sobressaltos.

Nova esperança no clube

Treinador promete dar vitórias


O técnico Agostinho Tramagal considerou salutar a reunião com o governador do Zaire, uma vez que nos últimos dias o assunto mais falado no Soyo era o da situação da Académica do Soyo, que chegou a não treinar na segunda-feira. Com a solução encontrada, frisou, só ganha o futebol, os adeptos e a população da província e não só.“O finca-pé foi dos atletas, o que me levou a pensar abandonar o cargo, mas ficou depois tudo claro. O que se viveu na terça-feira não passou de um mau entendido. O grupo está agora em condições e preparado para retomar os trabalhos e encarar os próximos desafios com responsabilidade”, acrescentou.

O atleta Ismael João Lucas adiantou que após a conversa com o governador da província, os adeptos e amantes do futebol no Soyo, bem como a população local, podem esperar uma Académica mais coesa e aguerrida, que joga para trazer os nove pontos perdidos nas primeiras três jornadas do Girabola. A partir de agora podemos jogar para trazermos os nove pontos perdidos no início. Tenham esperança de que os bons momentos chegam, porque dependemos do futebol, pelo que queremos tudo fazer para pormos fim a esta fase má de resultados em que nos encontramos e fazermos o nosso campeonato de forma tranquila”, prometeu.

TESTE

Com o Sportingé para vencer já


O técnico dos estudantes, Agostinho Tramagal, disse que a equipa prepara-se para lutar contra tudo e todos, para inverter o quadro negro dos resultados que ensombrou o arranque no campeonato da Académica do Soyo.“O jogo com o Sporting de Cabinda constitui o nosso próximo grande desafio, jogar para a vitória. É o único caminho para o próximo fim-de-semana”, disse.“Quer seja com o 1º de Agosto, Petro de Luanda e outras equipas, só pensamos em ganhar para conseguirmos pontos necessários para que a equipa consiga manter-se na primeira divisão”, acrescentou.

Agostinho Tramagal apelou aos habitantes da região para acarinharem a equipa em todas as circunstâncias. Tanto quando a equipa estiver em momentos de bom nível competitivo ou a oscilar devem apoiá-la. “Tudo o que temos feito não é só para a população do Soyo. É da província do Zaire, pelo facto do conjunto ser o embaixador da região no campeonato nacional. Vamos dar o nosso máximo para inverter o actual quadro”, concluiu.

SANTOS FC

Melhoria táctica atarefa o conjunto


O Santos FC alterou desde segunda-feira o seu sistema de planificação de treinos para que consiga consolidar e tirar bons proveitos, na presente época, dos sistemas 4x4x2 e 4x5x1.Com estes dois modelos de jogo têm tido bons êxitos, como já aconteceu frente ao Petro de Luanda e Académica do Soyo, pois a equipa está mais ofensiva.A equipa trabalha no campo adjacente ao Estádio 11 de Novembro, de manhã ou à tarde, mediante a orientação do técnico principal, José Luís Borges.

Ontem à tarde o técnico trabalhou durante trinta minutos com os seus rapazes, fazendo correcções às falhas que ainda se verificam na execução de passes, a meia e curta distância, ataques, contra-ataques e também cruzamentos.A equipa do Morro Bento, baseando-se na “empreitada”deste ano, definiu como meta principal ficar nos cinco primeiros lugares do Girabola. Por isso, quer elevar a confiança no plantel e somar mais três pontos diante do Atlético do Namibe, no fim-de-semana, na capital.

“Esperamos continuar a reagir de forma positiva em campo, frente aos nossos adversários, tendo em conta as nossas pretensões. Cada jogo tem uma história diferente. Estamos confiantes nas nossas pretensões”, disse o técnico Luís Borges, no último contacto com a imprensa, na semana passada, devendo voltar a fazê-lo hoje à tarde, após a sessão de treino. Herminio Fontes
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