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Old October 1st, 2012, 09:39 PM   #141
Soteropolis1
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Uau! Não sabia que o grau de destruição do MM chegou a esse ponto. Ainda bem que reconstruiram. Otimo resgate.
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Old October 2nd, 2012, 06:01 AM   #142
Peixoto
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Também fiquei chocado com a imagem. Toda a rotunda foi destruída.
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Old October 2nd, 2012, 02:32 PM   #143
alex@ribeira
Houston,we have a problem
 
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O povo de Salvador tinha uma tara por incendiar o mercado modelo que vou te contar em!
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Brasil, ainda na era colonial!
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Old October 3rd, 2012, 10:02 PM   #144
Deco
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Eu tava pesquisando sobre a cidade mais antiga dos EUA (eu também tentava descobrir como as cidades históricas de lá eram, mas dá pra ver que, mesmo a mais antiga, é meio artificial - muito foi destruído) e achei St Augustine muito parecida, do alto, com Recife. Confiram o Google Maps: http://bit.ly/QYqmMq

Lá tem um forte parecido com os nossos (veja do lado direito o Castelo de São Marcos): http://upload.wikimedia.org/wikipedi...ramic_View.jpg

Mais informações sobre a cidade: http://en.wikipedia.org/wiki/St._Augustine,_Florida
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Old October 5th, 2012, 11:27 PM   #145
Tropicalia
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Originally Posted by Deco View Post
Eu tava pesquisando sobre a cidade mais antiga dos EUA (eu também tentava descobrir como as cidades históricas de lá eram, mas dá pra ver que, mesmo a mais antiga, é meio artificial - muito foi destruído) e achei St Augustine muito parecida, do alto, com Recife. Confiram o Google Maps: http://bit.ly/QYqmMq
Eu discordo um tanto de seu comentario com relação aos EUA. Essa cidade em particular realmente não parece ter suas contruções originais bem preservadas.

Entretanto, na minha opinião, os Estados Unidos, em geral, conseguiu preservar muito mais de sua arquitetura original do que as cidades brasileiras. Digo isso tendo visitado São Francisco, Chicago, Philadelphia, St. Louis, Washington D.C., Miami, San Diego e Los Angeles.

Agora é claro, o antigo dos EUA é diferente do antigo de SSA, não só em termos de estilo, mas principalmente em termos de idade. A maioria das grandes cidades americanas datam, no máximo do século XVIII. SSA foi fundada no século XVI, tem uma história muito mais antiga do que a maioria dos EUA.
São Francisco, por exemplo, fui tecnicamente fundada em 1776 com o estabelcimento de uma Missão católica, mas não começou a crescer de verdade até meados do século XIX com a corrida do ouro na califórnia. Apesar de um terremoto seguido por um incêndio ter destrúido uma boa parte da cidade, SF ainda possui inúmeras casas em estilo Vitoriano do final do século XIX. Chicago, até hoje tem muito arranha-céus fantásticos construídos no começo do século XX com arquitetura impressionante (neo-gótica, art deco, dentre outros estilos).

Sim algumas coisas foram destruídas, e nenhuma das cidades Americanas tem uma jóia antiquíssima como nosso Pelô. Mas muita coisa do Périodo Vitoriano (final do século XIX), e do início do XX continua de pé e bem preservado, especialmente na cidades da costa Leste e do Meio-Oeste. Se você aprecia arquitetura histórica, existem muitas ciades americanas que vale a pena conferir. E o que eu mais gosto dos prédios antigos daqui é que na maioria das vezes ainda preservam suas funções originais: são casas habitadas, bares, teatros, museus, restaurantes, cafés, mercados, livarias, etc. Em outras palavras, atendem à comunidade local e não exclusimamente para o turista ver. Quem nos dera que SSA fosse um pouco mais assim...
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Old October 6th, 2012, 01:28 AM   #146
Deco
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Valeu, Tropicalia!
É o que me soa, meio artificial. Conheci só a Flórida mesmo!
E essas construções enormes e aparentemente históricas são originais ou reconstruções, você sabe?
Valeu pelo comentário
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Old October 8th, 2012, 08:39 PM   #147
Tropicalia
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Valeu, Tropicalia!
É o que me soa, meio artificial. Conheci só a Flórida mesmo!
E essas construções enormes e aparentemente históricas são originais ou reconstruções, você sabe?
Valeu pelo comentário
Olá, Deco!
As construções são todas orginais. A maioria desses prédios tem funcionados desde suas aberturas. É claro, eu imagino que exista alguma forma de manutenção periódica, mas isso é sempre necessário.
Alguns exemplos de prédios históricos do centro de Chicago que encontrei no google:
http://archikey.com/picture/read/60/...y-Building.jpg
http://25.media.tumblr.com/tumblr_m2...c9yo1_1280.png
http://blog.cheapoair.com/image.axd?...2FThe+Bean.jpg
http://www.chicagosavvytours.com/Jew...er_Chicago.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/File:33...ast_Wacker.JPG
Dentre muitas e muitas outras…e a as fotos aqui nem fazem justiça. Pessoalmente é algo espetacular...

Miami é uma ciade bonita, mas não é particularmente interessante em arquitetura histórica, apesar de quê eu só estive em Miami por 7 horas numa longa escala de ida a SSA . EU cheguei a visitar a parte de Miami Beach tem prédios pequenos art deco charmosos (http://en.wikipedia.org/wiki/File:So...MiamiBeach.jpg). Me lebraram um pouco da nossa arquitura art deco como (tipo o edifício Oceânica) mas nada comparado aos prédios de Chicago ou as casas vitorianas de San Francisco na minha opinião.
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Old October 9th, 2012, 05:29 AM   #148
Deco
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Muito obrigado pelas fotos. São lindos mesmo!!
Mas o país é tão antigo quanto o Brasil... Não tem nenhuma construçãozinha no meio de alguma cidade com arquitetura dos anos 1700, 1800?
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Old October 9th, 2012, 11:35 PM   #149
Deco
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:master:

AS INOVAÇÕES DE ANÍSIO TEIXEIRA NA ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO ESCOLAR:
OS CASOS DA BAHIA E DO RIO DE JANEIRO


João Augusto de Lima Rocha

"A escola, com efeito, compreende inversão econômica do mais alto
vulto... Em suas edificações, constitui um dos mais complexos conjuntos,
neles incluindo-se os elementos da residência humana, dos serviços de
alimentação e saúde, dos esportes e recreação, da biblioteca e museu, do
teatro e auditório, oficinas e depósitos, sem falar no que lhes é privativo, ou
sejam as salas de aula e os laboratórios. A arquitetura escolar, por isso
mesmo, inclui todos os gêneros de arquitetura. É a escola, em verdade, um
lugar para aprender, mas aprender envolve a experiência de viver, e deste
modo todas as atividades da vida, desde as do trabalho até as de recreação
e, muitas vezes, as da própria casa". (Anísio Teixeira)

A compreensão de Anísio sobre a escola, enquanto espaço destinado à formação integral do indivíduo, vincula-se à concepção professada pelos seguidores do filósofo americano John Dewey, para quem educação é vida, não uma imitação da vida, não simplesmente uma preparação para a vida, mas a própria vida.

Nesse sentido o projeto e a construção escolar deveriam obedecer ao princípio da dignidade, a mesma dignidade da vida, um direito a ser assegurado a todos na democracia. Democracia que ele definia a partir da exigência de que a educação fosse garantida como o primeiro de todos os direitos, em nome da igualdade de oportunidades.

Essa concepção liberal, avançada para a época, que alguns chegavam a chamar de "comunista", deu lugar a que Anísio marcasse sua presença na renovação da educação brasileira, também inovando nos aspectos da concepção e realização de programas de construção escolar.

A rigor, Anísio já começa a inovar nesse campo desde o tempo em que fora Diretor da Instrução, de 1924 a 1929, na Bahia. Para ele era necessário inverter a compreensão de que a nomeação do professor deveria ser a questão central da escola, porque isso jogava para segundo plano o lado pedagógico, a intenção de centrar a educação no aluno. Introduz daí a questão da necessidade de que o prédio da escola seja construído, ao invés de adaptado a partir de imóveis construídos originalmente para outras finalidades.

O conhecimento que Anísio teve, no final da década de 20, da educação norte-americana - educação pública com grande participação das comunidades locais - fez dele um defensor da descentralização aliada à idéia de projetar a sede da escola como um edifício rigorosamente subordinado a um programa arquitetônico em consonância com a cultura local, mas também, com um projeto pedagógico referenciado ao momento mundial de contínuas e cada vez mais rápidas transformações.

A escola teria que ser integral, portanto, a fim de formar quadros aptos, principalmente para a movimentação da indústria crescentemente complexa, e que ao mesmo tempo fossem capazes também de interpretar toda a complexidade engendrada pela velocidade dos novos avanços.

Para Anísio o modelo norte-americano de escola, por exemplo, teria sido o principal responsável pela marcante posição conquistada pelos Estados Unidos no cenário mundial, neste século. Assim o modelo escolar norte-americano deveria ser considerado por qualquer nação que também pretendesse buscar o progresso, pensava ele.

Terminada sua gestão à frente da educação na Bahia, Anísio vai para o Rio de Janeiro, onde em 1931, substitui Fernando de Azevedo na Diretoria da Instrução do então Distrito Federal. De 1931 a 1935 ele implanta um grande programa de construção escolar no qual despontam, entre as inovações, uma que iria se desenvolvendo gradativamente com o tempo, até consagrá-lo, mais tarde, com a criação da Escola-Parque de Salvador, no início da década de 50. Porque, na verdade, a concepção da Escola-Parque da Bahia, e por extensão, de todo o Centro Popular de Educação Carneiro Ribeiro, seria conseqüência do modelo de escola platoon, trazido por ele de Detroit para ser implantado no Rio de Janeiro, onde construiu uma série de escolas desse tipo cujo projeto caberia ao arquiteto Eneas Silva.

Segundo Hélio Duarte (Escola-Classe, Escola-Parque, uma Experiência Educacional, São Paulo: FAUUSP, 1973), nessa ocasião foram implantadas no Rio de Janeiro, escolas tipo platoon com 12, 16 e 25 salas de aula. A cada sala correspondiam 40 alunos no turno da manhã (das oito e meia às onze e meia) e o mesmo número no turno da tarde (das doze e meia às três e meia). Seriam dois "pelotões" que se revezavam, tendo cada qual, no respectivo turno oposto, atividades em salas especiais: auditório, ginásio, música, artes plásticas, literatura, biblioteca, ciência, geografia, artes manuais e recreio.

As Fotos de 01 a 06, retiradas do relatório de Atividades do Secretário de Educação do Distrito Federal (1931-1935), dão uma mostra da dignidade arquitetônica das escolas do tipo platoon construídas durante a gestão de Anísio Teixeira, para o ensino primário. São escolas que, hoje, mesmo reformadas e deslocadas de sua primitiva utilização, estão ainda em pleno funcionamento no Rio de Janeiro.

Hélio Duarte, no seu livro já citado, faz uma avaliação positiva das escolas platoon no Rio de Janeiro: "Temia-se que uma excessiva especialização dos assuntos fosse nociva à unidade indispensável ao curso primário, que fosse demasiado fatigante para o professor e que, finalmente, houvesse muita confusão e desordem no revezamento de atividades. Nada disso aconteceu".

Forçado a afastar-se da direção da Educação do Distrito Federal em 1935, Anísio só volta a atuar na área em 1946 e, em 1947, ao assumir a Secretaria de Educação e Saúde da Bahia, põe em prática, até o final do mandato, em 1951, um ambicioso plano que se inicia com a construção de escolas para as zonas de população dispersa e prédios escolares no interiorado Estado: para a educação primária, para a educação secundária e para a formação de professores, os últimos projetados para as sedes das dez zonas estabelecidas com a finalidade de descentralizar a educação no Estado.

Elabora esses projetos com a colaboração do arquiteto Diógenes Rebouças, pondo-os em prática de forma muito original: escolhia em cada local onde uma escola deveria ser construída, uma comissão de pessoas comprovadamente idôneas, para se responsabilizar pela construção, e fazia o acompanhamento mediante o recurso da fotografia, liberando os recursos para as diversas etapas somente através do relatório fotográfico de equipes que percorriam o Estado realizando a fiscalização mais antiburocrática de que se tem notícia!

Para a zona rural, de população dispersa, planejou a construção de centenas de unidades (quase todas construídas). A unidade constava de uma sala de aula, um recreio coberto e a residência da professora (Foto 7) instalada numa área mínima de 1 hectare, para incentivar as práticas agrícolas.

Para os núcleos urbanos (de 400 até 10.000 habitantes) a proposta começa pela "escola mínima" (Foto 8), com prédio de construção modulada e extensível, que se inicia com uma só sala de aula, constituindo a célula inicial da escola primária, planejada para ser construída em todos os 3000 povoados e arraiais do Estado, dentro da campanha Um teto para cada escola.

PROJETOS DO PERÍODO DE 1931 A 1935
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTR. FEDERAL (RJ)
GESTÃO ANÍSIO TEIXEIRA


Escola tipo "Platoon"


Escola tipo "Platoon"


Pavilhão Central de escola de 25 classes


Sala de Aula


Aspecto do interior


Hall da escola

A expansão imediata da escola mínima é a escola de duas salas de aula, com o prédio já bem mais acabado. Depois vem a escola "nuclear", que já pode ser considerada uma "escola primária". Tem três salas de aula, biblioteca, salas de administração, área coberta de recreio, cantina e depósitos (Fotos 9 e 10).

O "grupo escolar médio", correspondente ao quarto estágio de construção da escola primária, tem seis salas de aula, biblioteca, salas de professores e administração, auditório-ginásio, cantina e área coberta (Foto 11). Finalmente o "grupo escolar completo", última fase da construção da escola primária, com doze salas de aula, inclusive três especiais, salas de professores e de administração, biblioteca, clubes escolares, jardim de infância, ginásio, auditório-teatro e áreas cobertas de recreio (Foto 12).

Esses prédios que, como visto, podiam ser sucessivamente ampliados de uma sala de aula até um grupo escolar completo, tinham uma arquitetura de grande amplitude, podendo neles serem utilizados quaisquer materiais de construção, até mesmo adobes, funcionando as colunas como elementos de sustentação. As salas de aula tinham uma área de 66m e todo o edifício é construído com módulo de 1,25m, obtido mediante o estudo da conveniência de padronização de áreas, esquadrias, etc.

Para o ensino primário em Salvador a solução é diferente: Aí é proposta a escola de dois turnos, em um grupo integrado pelas "escolas-classe" e pela "escola-parque", com um máximo de 4.000 alunos no conjunto. Previa-se, inicialmente que 5% desses alunos seriam internos, correspondendo às crianças abandonadas, mas o único conjunto que chegou a ser construído não adotou essa proposta. Essa solução corresponde ao ponto culminante do desenvolvimento iniciado com a escola do tipo platoon à realidade do Rio de Janeiro, como antes já foi referido.

A idéia desses conjuntos era a de cobrir a totalidade da Capital, sendo a localização de cada um deles estabelecida em consonância com o planejamento urbano, através do qual se previa a expansão populacional e geográfica do município de Salvador. O critério de localização desses conjuntos em Salvador (os Centros Populares de Educação) é assunto do depoimento de Diógenes Rebouças, nesta coletânea.

O único desses conjuntos que chegou a ser concluído, demorando-se, porém, quase 20 anos para isso, foi o originalmente chamado Centro Popular de Educação Carneiro Ribeiro, (Fotos 13 a 15), no bairro da Liberdade. Composto por 4 "escolas-classe" e uma "escola-parque", essa obra deu destaque internacional a Anísio Teixeira, não só pela arquitetura e pela construção, mas pelo trabalho pedagógico lá desenvolvido, sob o patrocínio do INEP, dentro da linha de seus Centros Regionais de Pesquisa em Educação, de produzir conhecimentos a respeito de todos os complexos e interligados problemas associados à educação, em cada realidade regional específica. Um desses estudos, por sinal, que avaliou o custo-aluno no Centro Carneiro Ribeiro, revelou que seu valor era mais baixo do que o custo de um aluno de jardim infantil nas escolas particulares de Salvador, naquela época.

Ressalte-se que a questão da universalização da escola pública não se esgotava, segundo Anísio, na arquitetura e na construção escolar, mas incluía, entre tantas outras coisas, a formação dos professores, tarefa para a qual o Centro Popular de Educação teve importância fundamental, ao servir de modelo para a educação de grande parte dos educadores da Bahia, que o utilizavam como referência para sua formação e reciclagem.

No âmbito do 2º grau e da formação de professores, a ação de Anísio, tanto na Capital quanto no interior, foi também de muita importância. Na Capital ele expandiu o ensino secundário e o ensino normal, abrindo seções do tradicional Colégio da Bahia em vários bairros e incentivando os cursos já existentes de formação de professores (vide o artigo de Hildérico Pinheiro, nesta coletânea).


Projetos do Período de 1947 a 1951
Secretaria de Educação e Saúde do Estadoda Bahia
Gestão Anísio Teixeira


Escola para a Zona Rural


Escola "mínima"


Escola Nuclear


Escola Nuclear


Grupo "Escolar Médio"


Grupo "Escolar completo"


Escola Parque - Salvador-BA onde se destaca a amplitude dos espaços arborizados


Vista do pavilhão principal


exposição anual dos trabalhos realizados pelos alunos


No interior, o Estado foi dividido em dez regiões geo-educacionais, sendo prevista a implantação de um Centro Regional de Educação (CRE) na sede de cada uma delas, alguns tendo implantação iniciada ainda em sua gestão. O projeto dos CREs compreendia os seguintes prédios:

Escola de professores; escola secundária; escola primária, anexa à escola de professores; biblioteca; centro cultural, com teatro; edifício de administração; edifício de serviços gerais, com restaurante; praça de esportes e residências de diretor, professores e funcionários.

Convém observar, por fim, que Anísio continuou a exercer sua influência no campo da construção escolar, durante todo o tempo em que atuou a nível federal, de 1951 a 1964, particularmente em Brasília cujo sistema escolar foi nele inspirado, sem falar nos projetos nacionais de construção escolar, através dos quais se espalharam, por todo o país, as várias contribuições originadas de sua larga compreensão do conjunto dos problemas educacionais brasileiros. É certamente um tema para estudo cuidadoso e mais aprofundado.
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Old November 3rd, 2012, 04:20 PM   #151
JeffOliveira97
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Minha city é brocança hehehe




Palácio Rio Branco sendo palco de gravações de uma minissérie da TV Globo-RJ
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Old December 1st, 2012, 03:29 AM   #152
Deco
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Mercado do Ouro-Comércio

Fundado no ano de 1879, o Mercado do Ouro, de propriedade particular, recebeu esse nome devido ao local, que era conhecido como cais do Ouro. Nessa época, o mar vinha próximo ao fundo do mercado. Lá, se encontrava de tudo um pouco: cereais, verduras, temperos, frutas, especiarias e ervas. Os clientes vinham de vários bairros da cidade para fazer compras no mercado.

Segundo pesquisas históricas feitas por membros da família, no ano de 1910, foi leiloado e arrematado pelo finado Francisco Amado da Silva Bahia. Segundo um dos administradores, Carlos Monteiro, 56, bisneto de Francisco Amado Bahia, a cada dois anos é escolhido em reunião quem vai administrar o espaço. Atualmente é ele quem está no cargo.

FONTE: Livro 50 anos de urbanização,Agradecimento a Lais Soares



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Old December 2nd, 2012, 03:51 PM   #153
Rekarte
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Muito obrigado pelas fotos. São lindos mesmo!!
Mas o país é tão antigo quanto o Brasil... Não tem nenhuma construçãozinha no meio de alguma cidade com arquitetura dos anos 1700, 1800?
A primeira cidade inglesa fundada na America do Norte foi Jamestown em 1607, e ela nem sequer existe mais...A cidades históricas dos EUA são do sec. XVII e XVIII, e a grande maioria se encontra na Nova Inglaterra e nos estados do Sul
Charleston na Carolina do Sul, que foi fundada em 1670 é uma das minhas preferidas:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=468728

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Old December 2nd, 2012, 10:19 PM   #154
Peixoto
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Originally Posted by Deco View Post
Mercado do Ouro-Comércio

Fundado no ano de 1879, o Mercado do Ouro, de propriedade particular, recebeu esse nome devido ao local, que era conhecido como cais do Ouro. Nessa época, o mar vinha próximo ao fundo do mercado. Lá, se encontrava de tudo um pouco: cereais, verduras, temperos, frutas, especiarias e ervas. Os clientes vinham de vários bairros da cidade para fazer compras no mercado.

Segundo pesquisas históricas feitas por membros da família, no ano de 1910, foi leiloado e arrematado pelo finado Francisco Amado da Silva Bahia. Segundo um dos administradores, Carlos Monteiro, 56, bisneto de Francisco Amado Bahia, a cada dois anos é escolhido em reunião quem vai administrar o espaço. Atualmente é ele quem está no cargo.

FONTE: Livro 50 anos de urbanização,Agradecimento a Lais Soares



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Fantástico! Desconhecia essa fachada em estilo eclético...

O Art Déco, marcou história e deixou o seu admirável legado, mas infelizmente, destruiu muita coisa de valor na cidade...

A atual fachada é pavorosa! Ainda mais caindo aos pedaços do jeito que está.
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Old December 4th, 2012, 07:06 PM   #155
Deco
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Perfil de fotos antigas FACEBOOK

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Old December 4th, 2012, 08:04 PM   #156
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Detalhe para as agrades do Terreiro de Jesus


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Old December 21st, 2012, 04:20 AM   #158
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Um verdadeiro tesouro, Salvador é uma cidade incomparável !!!
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Old December 21st, 2012, 04:22 AM   #159
Deco
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Originally Posted by jguima View Post
A foto de Verger é sublime, tem um quê dos romances de Jorge Amado. Muito mágico.
Guima,

você conhece essa trilogia?
Os 4 pegaram a mesma época, com o mesmo olhar, mas com artes diferentes: Carybé, Verger, Caymmi e Amado.

1 - GENTE DA BAHIA


2 - MAR DA BAHIA


3 - OBÁS DA BAHIA


Compre e delicie-se.
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Old January 4th, 2013, 05:38 PM   #160
Deco
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O Ultimo Palácio dos Cardeais de Salvador


Palacio Episcopal de Salvador, em desenho feito por Rafael Dantas antes da construção do edificio

Pois é os erros do passado acabam se repetindo constantemente em Salvador. Ainda lembro do palácio Episcopal antes de sua “reforma”, ou hoje conhecido como Mansão dos Cardeais no Campo Grande, na verdade a "academia", ou salão de festas, do gigantesco prédio que fica atrás do antigo casarão que cheguei a desenhar ainda no processo de construção do prédio de luxo.

Lembro bem que na época muitos olhavam e se perguntavam, "se o casarão que o Papa João Paulo II tivera ficado iria ser demolido".
Os atuais usuários do palácio, moradores do Morada dos Cardeais; hoje percorrem, malham e realizam festas, em um imóvel com tamanha história que já escrevi outro artigo só sobre o palácio (ainda a postar). Durante décadas vários religiosos, políticos e personalidades, entre eles o próprio Papa João Paulo II, por ali passaram ou viveram.

Primeiro os azulejos brancos seculares da fachada foram grosseiramente arrancados; dentro suas paredes decoradas, escadarias e tetos onde antes lustres de cristais tomavam a cena, agora davam lugar a picaretas e ferramentas, que nas mãos dos trabalhadores destruiriam internamente o último grande casarão do Campo Grande.

Na verdade o pensamento da maioria era que o casarão iria ser demolido, como outros que existiam no Campo Grande e os vários solares e chalés do Corredor da Vitória que foram demolidos. Mas os donos do empreendimento pretendiam dar aos seus futuros moradores nada mais nada menos, que um palácio para servir de academia ou outra funcionalidade para os moradores. Foi assim que a obra andou e o casarão ficou, mas a torre que ficava atrás do palácio, deu adeus a Baia de todos os Santos para sempre. No fim o “monstro” (edifício) marrom de concreto voltado para o mar serviu de grande “cortina” para a bela paisagem que poderíamos ver antes no grande espaço entre os prédios na lateral do antigo palácio.

Hoje quem olha para a Praça do 2 de julho não só vê o monumento com o Caboclo no topo, mas também o enorme prédio.
Antes o céu da baía, hoje um prédio, onde poucos tomam o direito de todos. Direito esse de ver seu patrimônio artístico, histórico e cultural preservado, e não só ele em si, mas o seu entorno também. Afinal a paisagem de todo o entorno da praça fora modificada drasticamente. Exemplos são os mais diversos, afinal Salvador está em constante transformação, e o patrimônio histórico e ambiental pede um triste e inerme socorro que um dia desaparecerá, afinal o pouco que temos da “tchau” anualmente.


Os fundos voltado para o mar da Bahia de Todos os Santos; da Mansão Morada dos Cardeais. Antes proximo a piscina ficava uma pequena torre do Palacio dos Cardeais, hoje demolida. Imagem Aratu Oline.


Vista do Edifício da praça do Campo Grande, no passado só o céu hoje o prédio.

Agradecimentos: Skyscrapercity.

Um outro absurdo com o patrimônio de Salvador, a demolição da mansão Wildberger; está disponível em artigo nesse mesmo blog. “A casa caiu”. Do tijolo da mansão, ao futuro concreto do arranha-céu. Mansão Wildberger dos fundos da igreja, para o noticiario Brasileiro. (clique aqui).
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fotos antigas, old pictures, salvador da bahia

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