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Old January 29th, 2006, 03:46 AM   #1
JorgeRubies
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Neoclássico com classe (o neoclássico dos anos 40 e 50 em São Paulo)

A palavra “neoclássico”, hoje, remete a um tipo de arquitetura que, embora venha tendo algum sucesso no mercado imobiliário nos últimos anos é considerada pela parte dos arquitetos e críticos de arte, especialmente aqueles mais vinculados ao modernismo, como anacrônica, de mau-gosto, espalhafatosa e cafona.

Contudo, os prédios ditos neoclássicos construídos em São Paulo nos anos 40 e 50, quando a arquitetura moderna já havia triunfado totalmente, são tidos atualmente como sinônimo de elegância e bom gosto; a maioria foi projetada por arquitetos conceituados e renomados, inclusive internacionalmente, como é o caso do francês Jacques Pilon.

Vou fazer um pequeno histórico do neoclássico no Brasil para tentar mostrar que na verdade, a denominação neoclássico não é muito apropriada no caso destes prédios dos anos 40 e 50.

O termo neoclássico se aplica a uma arquitetura originada na Europa, no século XVIII, emoposição ao barroco e ao rococó e que buscava retomar a tradição artística grega e romana, sobretudo em sua austeridade e pureza de linhas.

No Brasil, tem uma história de 250 anos, com as obras pioneiras do italiano Antonio Giuseppe Landi em Belém do Pará, que no entanto não tiveram continuidade nem se espalharam por outras cidades. O neoclássico só seria reintroduzido no Brasil, a partir do Rio de Janeiro com a missão artística francesa, em 1816, particularmente pelas mãos do arquiteto Grandjean de Montigny. Dominou a arquitetura brasileira durante praticamente todo o Império; é a arquitetura do período imperial por excelência, sobretudo no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, que em meados do século XIX ainda era uma cidade, provinciana e atrasada, mesmo com a proximidade da Corte o neoclássico só surge a partir da década de 1860 , período em que a cidade começa a se enriquecer com o café e as estradas de ferro tendo seu auge nas décadas de 1880/1890. A partir de então, sai de moda e se confunde com os inúmeros estilos da arquitetura belas-artes, também chamada pejorativamente de eclética. Contudo, na década de 1940 o modernismo varreu do mapa todos os estilos ecléticos, com duas exceções: o neocolonial e o estilo do qual estamos tratando e que é chamado às vezes de “neoclássico tardio”; enquanto que o neocolonial tardio foi utilizado quase que exclusivamente em projetos de casas, o neoclássico do período aplica-se sobretudo a prédios residenciais.

Este neoclássico tardio no entanto não tem quase nada a ver com o neoclássico do século XIX, a começar pelo fato de se tratarem de prédios de vários andares. Além disso, no chamado neoclássico dos anos 40 e 50, a ornamentação era muito discreta, mais discreta até que o sóbrio neoclássico de épocas anteriores. Jamais recorria a estátuas, frontões, mascarões ou colunas típicas das ordens clássicas (dórica, jônica, coríntia e toscana). Resumia-se a balcões de ferro trabalhado, cornijas mais ou menos elaboradas demarcando a separação entre o corpo e o coroamento do edifício e embasamento definido por bossagens. Aliás, o que mais identifica esses prédios como filiados à arquitetura clássica é a divisão tradicional tripla do edifício em embasamento, corpo e coroamento. Eu prefiro chamar esta tendência de belas-artes tardio.

Me parece que o neoclássico ou belas-artes tardio dos anos 40 e 50 é um fenômeno quase que exclusivamente paulista. Não tenho notícia que tenha sido significativo no Rio de Janeiro (embora tenha visto um ou outro prédio nesse estilo no Rio e em Porto Alegre) ou qualquer outra cidade brasileira, mas posso estar enganado. O preconceito é tão grande que ainda não existe nenhum livro e nenhum texto, acadêmico, jornalístico ou de qualquer espécie sobre esta tendência arquitetônica – na verdade este texto que publico aqui no Skyscrapercity é provavelmente o primeiro a tratar do assunto.

Não sei bem o porquê dessa exclusividade paulistana; já ouvi isso ser atribuído a um suposto conservadorismo das elites paulistanas, o que me parece na melhor das hipóteses apenas parcialmente verdadeiro porque São Paulo também esteve na vanguarda da arquitetura modernista no mesmo período.

O único lugar onde vi prédios semelhantes foi em Nova York, com a diferença tais prédios de Nova York foram construídos nos anos 20, antes do modernismo e mesmo do art déco, enquanto que os paulistanos são da década de 40 e 50. A Park Avenue é praticamente uma sucessão deles desde a Rua 60 mais ou menos até a Rua 110 – todos da mesma altura e residenciais, um dos conjuntos arquitetônicos mais harmoniosos que já vi. Os de São Paulo, por outro lado, estão isolados e se espalham por toda região central.

A seguir alguns dos exemplares mais significativos do neoclássico tardio ou belas-artes tardio em São Paulo:

1 - Edifício São Luiz




Projeto do francês Jacques Pilon (o mesmo da Biblioteca Municipal), do final dos anos 40. Infelizmente sofreu uma restauração inexplicável da fachada, com uma parte do revestimento de travertino restaurada e a outra parte deixada encardida e com a pátina e a fuligem. É um prédio elegantíssimo e faz um belo par com outro prédio neoclássico na outra esquina que eu não lembro o nome, ambos parecendo gêmeos por terem o mesmo estilo e a mesma volumetria (tem um prédio moderno do Oscar Niemeyer entre eles, o Torre Eiffel).

2 - Princesa Isabel



A pouca distãncia do São Luiz, que fica na Praça da República, este fica na Avenida São Luiz, (com uma fachada que dá para a Basílio da Gama) e é um dos prédios residenciais mais charmosos do Centro. É tombado pelo Contru e sua linda fachada está perfeitamente conservada. Infelizmente, fica um pouco prejudicado por estar entre dois prédios modernos mais altos do que ele (sendo um deles a galeria Metrópole).

3 - Savoy



A Avenida Paulista é sinônimo de prédios modernos e imponentes; mas o Savoy, que fica na esquina com a Joaquim Eugênio de Lima, é sinônimo de elegância,. Era um prédio residencial dividido em três blocos, e virou prédio de escritórios porém não perdeu as características originais.


4 -




Este prédio na Av. Ipiranga é único na cidade de São Paulo: constitui uma exceção entre os prédios neoclássicos do período, pois é comercial, e não residencial. E é único e primoroso, por sua volumetria e sua ornamentação, sóbria porém profundamente impactante: o edifício é arrematado por acrotérios, um tipo de ornamento característico da arquitetura grega antiga e bastante raro mesmo em edifícios neoclássicos. É de autoria de Arnaldo Maia Lello, um dos arquitetos mais subestimados de São Paulo, e que também presenteou a cidade com outras obras-primas, como o Cine Paramount.
Infelizmente, se encontra em estado deprimente, abandonado, malconservado e pichado de alto a baixo (malditos e miseráveis pichadores). Se estivesse na Park Avenue, seria uma das jóias daquela avenida, mas como está na Avenida Ipiranga, é ignorado e maltratado. Que tristeza.

Meu sonho é ver esse prédio totalmente restaurado, com direito a iluminação noturna (que maravilha, já pensaram?). Meu pesadelo é que algum argentário vulgar resolva fazer um “retrofit” nele ou mesmo demoli-lo, o que é bem possível pois já aconteceu tantas vezes em São Paulo (como é o caso recente do Livorno). É preciso que o Comitê pela Preservação do Hotel das Bandeiras se mobilize para pedir o tombamento deste prédio também.

5 -



Esplêndido edifício na esquina da Quintino Bocaiúva com Senador Feijó, tem o topo escalonado, em degraus, como os prédios de Manhattan. Também é de uso comercial.

6 - Hotel Bourbon



Fica na Avenida Vieira de Carvalho, era originalmente prédio residencial

7 - Edifício Rizkallah Jorge



Construído originalmente para ser o Hotel Pingüim, da Cervejaria Antártica. Nunca foi hotel, e durante muito tempo foi sede da Votorantim. Depois passou a uso residencial, e recentemente foi reformado para servir como habitação social. Fica na Avenida Prestes Maia.

8 - Hotel Comodoro



É um prédio da fase mais despojada do neoclássico tardio, quase sem ornamentação, mas que incluí entre os neoclássicos pela cornija (bastante simples aliás) e pelos balcões de ferro. Fica na Avenida Duque de Caxias.

9 - Brasilar



Esta maciça construção da Praça da Bandeira nem é considerada neoclássica - consta até do livro “A Promoção Privada de Habitação Econômica e a Arquitetura Moderna”. Mas para mim sem dúvida é um neoclássico pois, apesar de ser praticamente despojado de ornamentação, possui claramente a divisão clássica em embasamento (um pouco mais elaborado), corpo e coroamento, marcado pela enorme cornija dupla. O prédio foi projetado visando a compor a moldura do Anhangabaú com o Hotel São Paulo, que tem as mesmas características e mesma altura, e fica do outro lado do vale. Só que a massa colossal do Brasilar se insere na paisagem de uma forma um tanto agressiva, justamente por sua fachada monótona. Parece não ser um prédio muito querido entre os paulistanos, ainda mais hoje, com sua fachada completamente degradada e pichada. Na verdade, é uma vergonha que um prédio com uma presença tão marcante em pleno Anhangabaú se encontre nesse estado. É dividido em dois blocos, sendo só um deles foi revestido de pastilhas brancas, isso bem depois de ter sido concluído. O primeiro bloco é composto por quitinetes e o outro por salas de escritórios.

Outros prédios:

10 -



Belíssimo prédio na Avenida Nove de Julho. Foi um prédio de alto padrão, mas com a completa degradação da área, mudou de perfil.

11 -



Prédio na esquina da Avenida Angélica com Higienópolis, forma um belo e harmonioso conjunto com o casarão neocolonial à sua frente.


12 -



Prédio na Rua Martins Fontes, vizinho ao Hotel Jaraguá.
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Last edited by JorgeRubies; January 29th, 2006 at 04:27 AM.
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Old January 29th, 2006, 03:50 AM   #2
GRGM
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Compilação maravilhosa, Jorge!!!
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Old January 29th, 2006, 03:56 AM   #3
Bruno BHZ
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Nossa, parabéns, excelente thread, com texto muito rico em informações.

A foto 9 repete o prédio da Paulista, está errada!
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=)
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Old January 29th, 2006, 03:59 AM   #4
BrunoFoca
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é agora que eu vi aquela não é a Savoy Imoveis, como um Savoianao eu teveria saber
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Old January 29th, 2006, 04:09 AM   #5
RRC
SP 460 anos
 
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Muito interessante esse thread, gostei muito das informações, os prédios mostrados são lindos. Realmente ao passar pela Av. Ipiranga já havia me dado conta desse prédio todo pichado, em estado lastimável, uma pena.
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Conheça SP
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Old January 29th, 2006, 04:19 AM   #6
O Natalense
ô inferno pra ter cão!
 
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Rapaz, parabéns pela qualidade das fotos e do texto.
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O relativismo é a arma do picareta.
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Old January 29th, 2006, 04:54 AM   #7
JoseRodolfo
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Opa!! Adoro este estilo desta época!!!!!! Lindos prédios esses q vc mostrou!! Conheço uns outros deste estilo e época q são lindos tbém!
JoseRodolfo no está en línea   Reply With Quote
Old January 29th, 2006, 05:29 AM   #8
Bent
T. Bentancour
 
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Linda matéria! Texto e fotos primorosos, Jorge! Eu simplismente ADORO esse tipo de edifício...aqueles da Praça da República sempre foram alvo de admiração por mim. Assim como aquele da Prestes Maia! E o Savoy tb! E term outros muito bonitos q eu nunca havia visto antes!
Ótimo thread, realmente!
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Porque és o avesso do avesso do avesso...
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Old January 29th, 2006, 06:10 AM   #9
tkr
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nossa, lindos!!
cara, oq seria de SP não fosse a especulação imobiliária? so teria maravilhas..

Last edited by tkr; January 29th, 2006 at 06:24 AM.
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Old January 29th, 2006, 03:24 PM   #10
legal
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Obrigado pelo BELISSSIMO thread, Jorge!!!

Agora, vou botar minha cara na geral e falar, por milesima vez, que os atuais "neoclassicos" podem ser bons ou ruins, com classe e sem classe, bonitos ou feios. Essa generalizacao de que os Neoclassicos dos anos 60 0u 70 ou 20 ou 10 tem mais classe eh subjetiva.

Agora, aqui no forum criticam o neoclassico de hoje por ser "fora do seu tempo". Eles ja eram "fora de seu tempo" nos anos 60 e todo mundo aqui paga o maior pau pros predios dos anos 60 e, curiosamente e ao mesmo, critica como "falta de gosto" os atuais.

Eu defendo o neoclassico (o dos anos 60, 70, 80, 90, 100, 10000) como conceito e havera obras boas e ruins no conceito.

E ainda vem gente dizendo que a "qualidade nao eh a mesma" hoje sao moldes de cimento em reproducao. NEM SEMPRE EH ASSIM HOJE E NEM SEMPRE FORAM OBRAS DE ARTE UNICAS NOS ANOS 60.

ADORO O L'Essence, que esta em fase final de construcao e ele eh um "tipico Neoclassico", embora sobrio.
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Author of "The Greys' Secret", a science fiction novel about national governments' secret contacts with aliens.
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Author of "Spanish for Smarties: Improve your Spanish fast!"
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www.globaltradeview.com, a forum for those who like International Business, Global Affairs and International Travels.
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Old January 30th, 2006, 12:08 AM   #11
BrunoFoca
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O L´Essence já esta pronto não esta?
Faz um tempo que ele já esta pronto eu acho, tem ate um tópico aqui que eu coloquei fotos dele.
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Old January 30th, 2006, 03:06 PM   #12
Kaplan
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Esse tread tem um ponto muito relevante a ser considerado.
Acredito que até o final da decada de 1950, devido ao momento de ruptura com a arquitetura historicista ainda estar muito proximo, construções "neo-qualquer coisa" ainda tinham uma razão de estarem surgindo. Talvez por nostalgia, talvez por que muitos arquitetos historicistas não se vergaram ao modernismo, talvez pelo nicho de mercado ainda estar ativo, talvez por insistência de alguns construtores, sei lá...
Em 1950/1960 já se considevara arquitetura historicista algo muito reacionário. Nisso estava envolvido uma carga muito mais ideológica do que mercadológica. Com caça as bruxas e tudo mais...
Hoje em dia, a carga ideológica dessas construçõaes, se existe é pífia, os neos sobrevivem mais por considerações de mercado.
Quando a justificativa de uma produção arquitetônica inteira se torna tão somente o mercado, caimos num vázio, na futilidade, já que tudo se torna tão efêmero, moda!
Fico angustiado de ver em construção uma produção arquitetônica de uma magnetude tão grande, mas que não representa o meu tempo e meus anseios reais. Que convivência mais conflitante, Internet e sondas indo para Plutão de um lado e Império Romano do outro. Coquetel meio indigesto.
Sei lá, no fundo ainda acredito em utópias.
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Old January 30th, 2006, 04:23 PM   #13
Dott
cives totius mundi
 
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Lindo thread ! gostei das informações destes lindo edifícios, sobretudo o da Av. Ipianga que sempre foi pra mim uma incógnita !!! Aquele prédio pelo seu estilo, lembra algo misterioso, sombrio, sempre que passo n a Ipiranga olho para este prédio e sinto pesadamente por sua situação! pena mesmo estar em situação deplorável e todo pichado. é engraçado Jorge, você foi ao lançamento do livro sobre pichação em SP, imagino que lá deveria estar cheio de seguranças e paredes lindas. Pena que não apareceu nenhum pichador para "embelezar" a fachada da "house" e todo o interior da casa, ia ser fantástico isso não ??? "Arte dos pichadores" e literatura sendo produzidas simultaneamente !!!
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Old January 30th, 2006, 04:38 PM   #14
JoseRodolfo
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Quanto as considerações acerca dos neo-ecléticos, estou mais próximo ao que o legal diz.
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Old January 31st, 2006, 01:12 AM   #15
Menino de Sampa
antiVittaria antiGranito
 
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Os prédios presentes nas fotos são lindos. Como leigo, sou contra os neoclássicos de hoje em dia não por serem "fora de época", mas por achar que 90% deles são feios. Não tenho problema nenhum com "estilo fora de época", aliás adoraria que um furuto projeto de revitalização das avenidas São João e Ipiranga englobasse a derrubada dos prédios normaizinhos ou feios e que o espaço deixado pelos mesmos entre as belas edificações fosse "preenchido" por neoclássicos como os dessas fotos, formando quarteirões inteiros homogêneos, mesmo que um pouco "picaretas". Aliás acho que deveriam reconstruir várias construções antigas próximas à estação da Sé e do Pátio do Colégio, além de várias casas nos Campos Elíseos. Um estudante de arquitetura pode me achar bregão por pensar assim, mas eu não tô nem aí.
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Old January 31st, 2006, 01:37 AM   #16
GRGM
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Originally Posted by JoseRodolfo
Quanto as considerações acerca dos neo-ecléticos, estou mais próximo ao que o legal diz.
Eu também concordo com o Legal!

Ainda entenderia essa crítica de serem "fora de tempo", se trouxesse algum prejuizo ao projeto, comprometesse em alguma coisa, mas não, é como os outros, com a diferença que tem uns adornos (na maioria das vezes, feios) a mais... mas qual o problema? Até aí, se eu não estiver enganado, um spire também não passa de um ornamento, não? Acho que se o povo gosta dos neos, não tem problema fazer... o problema é essa questão mercadológica de fazerem qualquer tranqueira em estilo neo, mas até aí, tranqueiras também existem em outros estilos, então...
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Old January 31st, 2006, 03:17 AM   #17
JohnnyMass
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lindos...realmente como é que em poucas décadas se perdeu esta classe e bom gosto e se passou a construir as aberrações que existem aos milhares pela cidade.
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Old January 31st, 2006, 05:46 PM   #18
Kaplan
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Originally Posted by GRGM
Eu também concordo com o Legal!

Ainda entenderia essa crítica de serem "fora de tempo", se trouxesse algum prejuizo ao projeto, comprometesse em alguma coisa, mas não, é como os outros, com a diferença que tem uns adornos (na maioria das vezes, feios) a mais... mas qual o problema? Até aí, se eu não estiver enganado, um spire também não passa de um ornamento, não? Acho que se o povo gosta dos neos, não tem problema fazer... o problema é essa questão mercadológica de fazerem qualquer tranqueira em estilo neo, mas até aí, tranqueiras também existem em outros estilos, então...
Acho que há prejuizo.
Se considerarmos que fica mais fácil para uma construtora recorrer a esse repertório historicista diluido, copy and paste ao infinito, nada de novo se cria, não há inovação, busca.
Nos anos 80 o pós modernismo tentou promover uma recuperação/apreciação do historicismo, mas de uma maneira onde o elemento histórico quando inserido, deixava-se reconhecer claramente como algo dos anos 80 e não de Roma do ano 100 A.C.. Os arquitetos/criticos de arte abusaram da palavra "pastiche" (cópia mal feita), "simulacro" (imitação).
O bíblia do movimento era "Aprendendo com Las Vegas" do Robert Venturi.
Nesse periodo tão curto (70 e 80) que durou o pós modernismo, até os neo-qualquer coisa pastiche tinham sua razão de ser. (Não é o caso da produção atual). Havia uma carga intelectual estimulante na reação/transgressão ao modernismo. (O historicismo de hoje é oco)
O pós modernismo colocou um ponto final na fatigada assepsia modernista. Mostrou novos rumos, como simplesmente ter prazer com arquitetura. Recuperou o ornamento, dissociou definitivamente forma de função, enfim foi um momento para respirar!!!
Quando digo que ainda acredito em utopias, quero dizer que ainda acredito no que está por vir. Que devemos dar chance ao novo.
O modernismo doutrinário já era, R.I.P., os erros foram aprendidos, hoje se tem muito mais pluralidade. Amém.
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Old January 31st, 2006, 10:14 PM   #19
Brasil Guy
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Jorge, você pretende fazer uma seção dedicada aos neoclássicos no piratininga.org?
Gosto muito do seu trabalho no piratininga, é um dos melhores sites de edificios históricos em SP.
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Old February 2nd, 2006, 01:13 AM   #20
JorgeRubies
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Originally Posted by Brasil Guy
Jorge, você pretende fazer uma seção dedicada aos neoclássicos no piratininga.org?
Gosto muito do seu trabalho no piratininga, é um dos melhores sites de edificios históricos em SP.
Obrigado pelo elogio, Brasil Guy, eu realmente pretendo incluir este artigo no piratininga.org

Quanto ao que o Dot Allison disse, na "House of Erika Palomino" (hahaha, como ela é sofisticada!) fizeram dois risquinhos fingindo que havia uma pichação na entrada. E dentro puseram umas tábuas para fazerem as pichações, mas as paredes estavam limpinhas. Foi grotesco.
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