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Old November 4th, 2006, 05:04 PM   #1
Thina
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Casa com Memória - Florianópolis

Casa com Memória: A “Casa do Gato”
Florianópolis, 2006


Sobrevivendo à crescente
urbanização, casa da década de 40
destaca-se em meio aos prédios
do Centro de Florianópolis


Quem passeia de carro pelas ruas do Centro da capital constata a homogeneidade vertical da paisagem urbana. Para observar algo que destoe dessa impressão, nada como sentar em um banco de praça e contemplar os detalhes. Esta contemplação pode ser “oferecida” àqueles que, do Largo Benjamin Constant, observarem a esquina da Avenida Trompowsky com a Rua Almirante Alvim. Ali, a casa da família Nóbrega sobrevive há mais de cinco décadas em meio à urbanização desenfreada e, segundo os moradores, a residência permanecerá intocada ainda por um bom tempo.

A “Casa do Gato”. Assim era conhecida a residência do desembargador Osmundo Wanderley da Nóbrega. A explicação para este apelido está ligada ao fato da casa possuir um gato de porcelana logo na entrada. Segundo Adaucto, filho de Osmundo, o gato foi posto na frente da residência justamente para ser roubado. “O gato foi presente, mas nós não gostávamos dele. Por isso, o colocamos na entrada da casa para ver se alguém levava”, conta ele. Apesar de ter se tornado a marca da casa, um dia roubaram o gato. Passado algum tempo, alguém se sensibilizou com a perda do artefato e presenteou novamente a família Nóbrega. O presente – outro gato – teve um destino diferente do antigo: ficou guardado, longe de ladrões e da vista dos proprietários.

Nascido na Paraíba e tendo estudado direito no Rio de Janeiro, Osmundo Wanderley da Nóbrega assumiu por meio de concurso público o cargo de promotor em Santa Catarina. No desenrolar da carreira e tendo tornado-se desembargador, fixou-se em Florianópolis. Para tanto, contratou o construtor Brüggemann para executar as obras de sua casa, finalizadas no ano de 1949. Foi a primeira habitação a ser construída naquela quadra. Na residência, o desembargador viveu com a esposa e os dois filhos. Osmundo Wanderley da Nóbrega permaneceu na casa até 1998, ano de seu falecimento. Atualmente, quem vive na residência é o filho do Adaucto Wanderley da Nóbrega com a esposa e os três filhos.

Os tempos mudaram e a composição familiar também. Mas a casa, diferentemente das demais do Largo Benjamin Constant, permaneceu a mesma. Desde a construção, a única alteração do projeto original foi a inserção de um banheiro. No mais, apenas foram feitas reformas de restauração. Os detalhes no teto (feitos de gesso nas construções atuais) se mantêm originais, produzidos com o mesmo material que constitui a alvenaria da obra. Outro destaque é o superdimensionamento dos ambientes, tanto no sentido vertical, quanto no horizontal. A altura dos recintos (pé direito) no primeiro e segundo andares passa dos três metros. Assim como a arquitetura mantém-se original, também os móveis antigos permanecem. Em uma das espessas paredes da casa fixa-se uma estante feita em Blumenau na mesma época de execução da casa.

Se a casa não mudou, o mesmo não se pode dizer do entorno. Segundo Adaucto, o panorama ao longo dos anos foi se alterando. “Daqui de nossa sacada era possível observar todo o Morro da Cruz. Hoje, com os prédios aqui em volta, toda a visão que tínhamos ficou inviabilizada”, diz ele. Mesmo com a crescente urbanização, a casa não corre riscos. Segundo Adaucto, apesar das várias propostas já feitas, não há atualmente interesse em vender. No entanto, quanto ao futuro da casa, Adaucto não pode responder. “Ainda não debatemos sobre o assunto, mas caberá aos meus filhos o destino de nossa residência”, diz ele.
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Old November 4th, 2006, 05:05 PM   #2
Thina
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Casa com Memória: Relíquia da arquitetura moderna
Florianópolis, 2006

Família austríaca preserva casa dos anos 60.
Elementos inusitados despertam interesse,
como o sistema de venezianas em madeira
que corre horizontalmente sobre trilhos


Em meio a muitos prédios, algumas casas antigas se destacam no Centro de Florianópolis Um fator relevante deste destaque é a "sobrevivência" à urbanização. A arquitetura também suscita a curiosidade e confere um toque nostálgico às vias da Capital. Da mesma forma, as casas com arquitetura moderna, construídas entre os anos 40 e 70, chamam a atenção da população. Isso porque, apesar de recentes, elas estão desaparecendo do cenário urbano da Ilha. Olhares atentos percebem alguns poucos exemplares espalhados pelo Centro, como a casa da família Zipser na Rua Barão de Batovi.

A residência desperta interesse de profissionais e estudantes da construção civil, assim como de curiosos em geral. Para os primeiros ela serve de exemplo de uma arquitetura de época. Já para quem não é da área, ela representa o diferente em meio a tantas construções semelhantes. Segundo os moradores da residência, há também aqueles que se interessam por querer negociar a casa, localizada em uma região nobre. A família descarta por enquanto qualquer possibilidade de se desfazer da casa, que deve continuar com os descendentes ainda por um longo período de tempo.

A família, que é austríaca, mudou-se para o Brasil em 1958. Vieram para Florianópolis o pai, a mãe e uma filha. O pai assumiu um trabalho na fábrica da família. Mais tarde contrataram o arquiteto Hans Broos, também austríaco, para a execução do projeto. A residência ficou pronta em 1961.

Por ser construída bem acima do nível da rua, a residência atrai olhares naturalmente. No entanto, a arquitetura moderna empreendida é o maior chamariz. Utilizando uma combinação de madeira e vidro, criou-se um ambiente aconchegante e moderno. Um exemplo desta combinação ocorre nas grandes aberturas frontais da casa. Um sistema de venezianas em madeira que corre horizontalmente sobre trilhos, proporciona controle da privacidade, da incidência de sol e confere charme à casa. Desta forma é possível, através de várias combinações (venezianas fechadas, semi-abertas ou abertas), promover alterações na fachada da residência.

Interiormente, a casa também apresenta inovações. Aquilo que se vê nos apartamentos intitulados Lofts constata-se também no interior da residência.
São poucas as paredes de tijolos. Se não existisse nenhum tipo de divisória em madeira, a casa seria um grande "salão". No entanto, a parte resguardada aos quartos apresenta divisórias, consistindo estas as costas dos armários fabricados junto à construção. Outro destaque interno da casa são alguns móveis trazidos da Áustria quando da mudança para o Brasil.

Sobre as alterações no entorno do terreno, os moradores da residência reclamam da perda da paisagem do Morro da Cruz. O caráter da rua também mudou: de uma via eminentemente residencial, com o passar dos anos a rua inteira foi tomada por clínicas. Este fato está ligado à proximidade da região com uma zona hospitalar.

Segundo a família, o estabelecimento das clínicas no lugar das residências é um fato ligado ao falecimento dos antigos moradores da rua. Com a morte dos pais, muitos filhos não dão continuidade ao caráter residencial da casa antiga e vendem ou alugam. Um problema identificado e relacionado à presença das clínicas é o intenso fluxo de carros e pedestres nas imediações. No entanto, os moradores da casa não se incomodam. "Pelo fato da casa ser construída em um nível mais alto e também por ter um grande jardim à frente, nós ficamos longe da rua e não nos importamos com o movimento", dizem os moradores.
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Old November 4th, 2006, 05:06 PM   #3
Thina
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Casa com Memória: Lembranças de família
Florianópolis, 2006



Filha de Hercílio Luz preserva casa antiga
que já foi moradia de outro governador de
SC, Heriberto Hülse


A história de um determinado local é constituída por alguns fatores, entre eles a memória individual ou coletiva de seus habitantes. Esta pode ser retratada também de muitas maneiras. Uma delas é por meio da arquitetura. Florianópolis é uma cidade relativamente “jovem”. Contudo, o peso dos seus 286 anos é visível entre uma rua e outra, a começar pelas antigas residências. De diferentes estilos e épocas, as casas chamam a atenção, principalmente quando bem conservadas ou ainda habitadas por seus antigos moradores.

É o caso da casa n° 50 da Rua Luiz Delfino, no Centro da cidade. Construída em meados da década de 50, a propriedade pertenceu à família do ex-governador de Santa Catarina Heriberto Hülse. Há 30 anos, um de seus herdeiros vendeu a casa para Hercília Catharina da Luz, filha de outro ex-governador: Hercílio Luz. Aos 85 anos, ela ainda mora no local, que tem seu espaço bem delimitado junto ao ritmo caótico dos dias atuais. “A casa já tinha cerca de 20 anos na época da compra. Estava em excelente estado. Muito bem conservada. Eu procurava um imóvel pela região. Gosto desta parte da cidade”, conta Hercília. Única sobrevivente de uma família numerosa, Hercília conta que seus pais já haviam falecido quando ela se mudou para a casa.

Acostumada a morar sozinha, ela sempre cultivou a amizade dos empregados. Quatro empregados antigos da família Luz moram com Hercília. Waldir Nascimento, 82 anos, e Catarina Maria da Silva, 76 anos, são como hóspedes. “Eles ficaram comigo. Estão aqui porque são amigos. Me conhecem há muitos anos”, salienta. Renilda Marques, 55 anos, e Maria Aparecida Fonseca, 47 anos, trabalham na casa, e acompanham a família, uma desde os 16 anos e a outra há praticamente 30 anos.

A construção de meio século tem ambientes espaçosos. Hercília espalhou por todos eles suas memórias, desde os móveis antigos até os muitos porta-retratos de várias gerações da sua família. São três suítes, escritório, salas de estar e jantar, hall, lavabo, cozinha e jardim. Filha do governador que realizou o sonho de ligar a Ilha de Santa Catarina ao continente, Hercília se dá por satisfeita. “Eu gosto bastante daqui. É a minha casa, o meu lugar”, afirma.

A moradora não abre mão de desfrutar da companhia dos animais. “Eu já tive uns quarenta gatos quando era mais jovem. No tempo livre, me dedicava aos meus bichinhos. Tenho um grande amor por eles e sinto muito a perda de cada um que se vai”, acentua. Ela vive com dois cães: Fá, uma pincher de 16 anos, e Sharon, uma boxer de cinco. Há um canil construído para os animais, mas quem usufrui o ambiente é a gata siamesa Shanica.

Foi pensando no bem-estar dos animais que Hercília fez as reformas da propriedade. Entre as mudanças está a ampliação do andar superior da residência. Ela também trocou o piso de madeira de ambos os andares pelo de cerâmica. Modificou ainda a área de fundos e fez da antiga garagem uma edícula com quarto, sala de estar e jantar, banheiro, cozinha e dispensa.

Família Luz - A biografia da família Luz toma forma a partir do casamento de Hercílio Luz e Etelvina Ferreira, tia de Hercília. “Iiiiiiiiiii! É uma longa história”, explica Hercília, dando continuidade...“Bem, meu pai e minha tia, Etelvina, eram padrinhos de batismo da minha mãe, Corália. Do casamento deles nasceram catorze filhos. Após trinta anos de matrimônio, minha tia faleceu e meu pai se casou com minha mãe. Ela era esposa e cunhada dele ao mesmo tempo. Meu pai desposou minha mãe com 54 anos, enquanto ela estava com 29. Foram dez anos de vida em comum quando meu pai morreu. Eles tiveram cinco filhos. Ou seja, éramos 19 irmãos.
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Old November 4th, 2006, 05:07 PM   #4
Thina
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Casa com Memória: A singularidade da casa em
formato “U"

Florianópolis, 2006



Residência centenária localizada na Avenida
Trompowsky guarda a história da cidade e
de gerações das famílias Hoepcke
e Von Wangenheim


A Avenida Trompowsky é um dos poucos lugares do Centro de Florianópolis onde ainda é possível ver exemplares de casas antigas habitadas pelos descendentes dos fundadores. Uma prova de que ainda existem pessoas conscientes de sua importância histórica e arquitetônica em meio a tentadoras ofertas da construção civil para transformá-las em edifícios. A moradia de Hudo Von Wangenheim é um exemplo a ser seguido. A casa em estilo neoclássico com toques do eclético foi construída em 1905 por Carlos Hoepcke, filho do fundador das empresas Hoepcke, e pela sua esposa Ana Von Wangenheim, tia-avó de Hudo.

Várias gerações moraram na casa. Hudo conta que depois da morte de Carlos, Ana convidou o seu sobrinho Hans para morar na casa, que passou a fazer companhia para ela. Ana faleceu no início da década de 50 e deixou a casa para Hans. Nos anos 70, Hudo também veio morar na casa, a convite de Hans, que morreu na década de 80. A propriedade foi então deixada como herança para Hudo e o irmão, que na época residia em Blumenau e não chegou a morar na casa.

Hudo nasceu e morou na Casa do Barão, uma relíquia da arquitetura antiga em Florianópolis. A casa pertencia a sua avó materna. Ele conta que quando sua mãe ficou viúva, esta casa onde residia, a “Casa do Barão” – localizada na esquina da Rua Bocaiúva com a Avenida Gama D´Eça –, ficou muito grande para ela. Foi então que sua mãe se transferiu para a casa da Avenida Trompowsky e passou a morar com ele.

A casa da família Von Vangenheim está bem conservada. A quase totalidade dos elementos arquitetônicos é original, como a fachada, o teto e o assoalho de madeira centenários. A casa localizada na esquina da Trompowsky com a Rua Bocaiúva tem pé direito alto e formato de “U”. Na parte da frente mora Hudo e os filhos. Na parte de traz, onde existe um jardim intermediário que faz a ligação entre as “pernas do U”, mora o sobrinho e a família. São quase 20 ambientes, totalizando mais de 500m2. Alguns deles imensos, como os quartos com cerca de 50m2. A casa tem ainda um sótão e um porão de cerca de um metro de altura, que auxilia na ventilação da casa. As portas e janelas também têm grandes proporções. No chão da varanda, o ladrilho hidráulico colorido, feito artesanalmente, chama a atenção e confere um toque de alegria ao ambiente já na entrada da casa.

Algumas mudanças foram feitas para adaptar a casa ao estilo de vida contemporâneo. Os banheiros tinham originalmente duas portas e mais de um vaso sanitário. Hudo explica que esta configuração era necessária pela ausência de um sistema de esgoto em Florianópolis. Enquanto um vaso sanitário era utilizado, o empregado tratava se recolher os dejetos no outro. Uma curiosidade é que existia uma lei na cidade que impedia a circulação de dejetos pelas ruas durante o dia. Hudo conta que o material era jogado no mar à noite.

A mobília é predominantemente antiga. Uma mistura de móveis trazidos da Casa do Barão com os já existentes na casa desde o início do século passado. Entre as peças que chamam a atenção estão os armários e as cristaleiras da sala, feitos com madeira maciça. Ainda neste ambiente estão curiosos objetos, muitos deles vistos apenas nos filmes por grande parte das novas gerações. A vitrola, localizada na entrada da casa, ainda funciona, mas hoje tem apenas função estética. Dois relógios de pêndulo decoram a sala e continuam badalando a cada intervalo de hora.

Para completar o cenário de belezas, muitas flores e frondosas árvores. Uma mini “floresta tropical” em plana região urbana da Capital, que atrai olhares curiosos de quem passa na rua. A família Von Wangenheim vive em harmonia com o passado e com a natureza.
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Old November 4th, 2006, 05:07 PM   #5
Thina
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Casa com Memória: Construção dos anos 20 resiste à
verticalização do Centro

Florianópolis, 2006



Casa construída pelo ex-governador de
SC Hercílio Luz mantém características
originais e é bem conservada pelos
atuais moradores



É preciso um olhar atento e aguçado para identificar casas antigas no Centro de Florianópolis. Mais difícil ainda é encontrar essas relíquias arquitetônicas da cidade sendo utilizadas como residência. Em grande parte das construções ainda conservadas funcionam empreendimentos comerciais, como restaurantes e escritórios. Mas depois de caminhar um pouco, percebemos alguns exemplares extremamente ricos. Rodeadas por modernos prédios, essas construções carregam a história da cidade e das pessoas que fizeram parte dela. Foi em uma dessas andanças que a casa Nº 409 da Rua Victor Konder se apresentou. Construída acima da altura da rua, próxima ao Beiramar Shopping e ao Banco Redondo e com vista para uma das mais movimentadas avenidas da Capital, a Mauro Ramos, a residência erradia beleza.

A casa em estilo eclético foi construída nos anos 20 pelo ex-governador de Santa Catarina Hercílio Luz para sua filha. Mais tarde, foi adquirida por Mauro Ramos, ex-prefeito de Florianópolis. Em 1942, ela passou a pertence a Djalma Moelmann. Em 1956, ele faleceu. Sua esposa, Ina Tavares Moelmann continuou residindo na casa até o seu falecimento, em 1995. Há alguns anos, a casa abrigou uma mostra de decoração. Atualmente, a sobrinha de Ina, Ana Maria Tavares de Oliveira, mora no local com o marido.

A casa de alvenaria está bem conservada. A maioria dos elementos arquitetônicos permanece original. Na fachada, alguns elementos chamam a atenção. As portas que misturam vidro e madeira e a presença de arcos são traços marcantes da construção. A varanda com pilares em madeira, ampla e aconchegante, permite visualizar de cima quem passa na rua. O porão alto, que complementa o único andar da residência, foi construído com pedra. No porão funciona hoje a lavanderia da casa, assim como o quarto do caseiro. O conjunto remete a uma atmosfera de casa de chácara. Uma construção que se encaixava perfeitamente no cenário da região no início do século passado: a atual Beira-Mar Norte era uma grande chácara.

A parte interna também apresenta muitos elementos originais. O forro e o assoalho em madeira ainda são os mesmos da sua construção. O pé direito alto cria a sensação de amplitude na casa que já tem grandes dimensões: são cerca de 300 m2 divididos em quase uma dezena de amplos cômodos. Alguns móveis dos tios de Ana Maria permanecem na casa, compondo interessantes combinações com o mobiliário contemporâneo. Na sala, alguns elementos despertam, interesse, como a lareira portátil a carvão e um suntuoso lustre.

O jardim completa o rico conjunto arquitetônico da casa. Muito bem cuidado, ele é composto por frondosas árvores, muitas delas frutíferas, como a ameixeira. O canto dos pássaros enebria os moradores, tornando muitas vezes impercetível o som da cidade que não pára.
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Old November 4th, 2006, 05:08 PM   #6
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Casa com memória: Templo da cultura
Florianópolis, 2006



Casa da década de 20 onde residiu o
ex-governador Nereu Ramos abriga
a Fundação Cultural Badesc


A Fundação Cultural Badesc (Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina), inaugurada em 28 de março, é uma das importantes edificações históricas da Capital. Além de preservar essencial parcela da memória arquitetônica de Florianópolis, o imóvel foi residência de um dos políticos mais influentes do Estado, Nereu de Oliveira Ramos. A residência de aproximadamente 410m2 de área construída, guarda princípios estéticos dos estilos eclético e art déco. Sua construção data do final da década de 20, sendo uma homenagem do ex-governador a sua filha Olga. No portão de acesso principal há as iniciais OR, de Olga Ramos. O político viveu no local com a mulher Beatriz e os filhos Olga, Nereu Ramos Filho, Murilo e Rubens entre os anos de 1930 e 1945.

A Fundação abriu suas portas com a exposição fotográfica permanente intitulada “Nereu Ramos: memória política, em homenagem ao seu ex-morador e proprietário”. Imponente, a casa foi tombada pelo patrimônio histórico e artístico do município. A edificação está em bom estado de conservação, tendo passado recentemente por um processo de revitalização para abrigar a Fundação. “O diálogo entre o antigo e o novo é permanente em todos os ambientes da residência. Quando se abrem as janelas, o contraste é ainda mais evidente, pois a casa é toda sinuosa e está cercada por prédios altos e quadrados”, relata Lena Peixer, diretora de Artes e Eventos Fundação Cultural Badesc.

Com ambientes amplos e bem distribuídos, a antiga residência dos Ramos mantém elementos do acabamento original. O assoalho e o teto de madeira, as largas e altas esquadrias espalhadas por toda a casa, a escada com apenas algumas de suas peças substituídas, as colunas tanto externas quanto internas, os muros em pedra, o gradeado dos portões em desenho art decó e o piso de azulejos em mosaico da sacada térrea estão preservados.

O primeiro andar da edificação conta com hall de entrada, onde hoje se localiza a recepção da Fundação; sala administrativa cujo papel de parede jornal, com fotos e documentos de imprensa do político, ocupa todo o espaço do ambiente; banheiro climatizado, sala de reuniões, espaçosa sacada e a sala de exposições temporárias Fernando Beck.

No segundo andar, encontram-se o auditório, que servir para mostras de cinema; um segundo avarandado, que estará reservado para intervalos de congressos e eventos; sala conjugada onde ainda não há definição de ambiente; sala de música para o projeto musicAção, que conta com aulas ministradas por professores universitários para crianças; sala para futura instalação da biblioteca e sala de leitura; banheiro climatizado; e reserva técnica.

Todos os espaços da residência foram aproveitados no projeto da Fundação Badesc. A garagem será o futuro café do estabelecimento. Já o jardim é utilizado para atividades como o curso gratuito de tai chi chuan. A sala de exposições Fernando Beck, que ocupa o maior espaço da casa, já abriga a exposição do pintor paulista Francisco Rebolo Gonsales. Na sacada térrea, o projeto chá com arte para idosos está em andamento. “A Fundação já possui seu público cativo. Todos os projetos colocados em prática têm dado excelentes resultados. É muito importante ressaltar aos moradores que ainda não conhecem o espaço que ele está aberto e a sua disposição”, salienta Lena.

Serviço:

Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216 - Centro
Fone: 3223-8846
Site: www.fundacaocultural.badesc.gov.br
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