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#81 |
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Brasileiro, sempre.
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Assinado contrato com a Sunshine!
do jornal "A tribuna": http://www.tribunadodia.com.br/home/site/ver/?id=61137 Devem começar ainda neste mês as obras no antigo pavilhão da Eliane Revestimentos Cerâmicos, no bairro São Luiz, em Criciúma, para a instalação do estúdio da empresa americana Sunshine Entertainment. Ao menos isso é que ficou acertado ontem à tarde, no resort Costão do Santinho, em Florianópolis. No encontro, representante da empresa, Bruce Lipnik, assinou o contrato de arrendamento e reforma do imóvel com o pre- sidente da Eliane, Edson Gaidzinski Júnior e com o governador Luiz Henrique da Silveira. O prefeito de Criciúma, Anderlei Antonelli, também participou do ato. A produtora também tem a opção de compra dos pavilhões. O acordo firmado mantém o interesse da produtora em instalar-se em Criciúma. Outras cidades brigavam para receber o estúdio americano. A expectativa é de que sejam gerados mais de 300 empregos diretos. Segundo o representante da Sunshine, até os primeiros meses de 2008, os 12,9 mil metros quadrados de pavilhões industriais estarão transformados em estúdio para abrigar a primeira produção cinematográfica. A previsão é que em março ou abril comecem a ser rodadas as primeiras cenas do filme internacional “The Heart Breaker” (algo como “O arrasador de corações” em português). Será uma comédia romântica gravada em Santa Catarina, com cenários e locações que possam transmitir a impressão de que a história se passa em território americano. Apenas uma das cenas será creditada como sendo em solo brasileiro. Tomadas também serão realizadas nos Estados Unidos. Elenco em formação O produtor executivo da Sunshine, Erico Ginez, informa que o elenco ainda está sendo formado. A primeira produção terá direção do criciumense Roberto Carminatti e contará com atores nacionais e internacionais. Uma das atrizes que pode participar do elenco é Giovana Antonelli. "A participação da atriz está sendo negociada", diz. A Sunshine ainda não sabe quanto irá inves- tir nas obras do pavilhão. Apenas diz que um arquiteto já está cuidando disso para o mais breve possível começarem as obras de reforma. Quanto à compra do imóvel, o patrimônio está avaliado em R$ 4 milhões. Para o prefeito Antonelli, o contrato assinado ontem reafirma a importância de Criciúma para a empresa americana. "Eles poderiam ter optado por outra cidade, mas preferiram ficar em Criciúma porque os tratamos bem. Isso mostra o nosso poder de atrair investimentos", diz. Ele completa que a partir de agora a cidade passa a ter uma nova atividade econômica: o cinema.
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"Herrar é umano" |
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Brasileiro, sempre.
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![]() Pelo que li alguns meses antes, quando ainda não havia sido decidido, as cidades que estavam concorrendo eram joinville e florianópolis. essa é direto do site da sunshine: (quando ainda nao estava fechado nada) ESTÚDIO E CURSO DE CINEMA EM CRICIÚMA 23 MAIO , 2007 - CRICIÚMA, SANTA CATARINA, BRASIL, Criciúma pode ganhar nos próximos meses uma escola de produção de vídeo e cinema e converter-se em pólo de gravações. Uma parceria entre a prefeitura, a Fundação Cultural e a empresa estadunidense Sunshine Entertainment Global Production, de Nova York, foi discutida hoje à tarde com o prefeieto Anderlei Antonelli. Além da presidente da FCC, Iara Gaidzinski, participaram da audiência o cineasta Roberto Carminati e o vice-presidente da Sunshine, Francisco Chagas. A pauta do encontro girou em torno da viabilização de espaço para a construção de um estúdio de cinema em Criciúma e a implantação de curso de produção de vídeo. “Hoje grande parte dos filmes são gravados dentro de estúdios fora dos Estados Unidos, em países onde há um baixo custo de locação e produção", relatou Chagas. "Vemos aqui potencialidades para se criar um pólo de produção cinematográfica porque a cidade tem boa estrutura, um bom clima, incentivo do poder público e não é violenta", comentou.
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"Herrar é umano" Last edited by Bruno_BL; December 3rd, 2007 at 02:30 AM. |
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Sadia inaugura filial na Rússia
Parceria entre a catarinense e a russa Miratorg é a maior do país Kaliningrado, Rússia A fábrica inaugurada nesse sábado pela Sadia e pela sócia da empresa, Miratorg, será a maior do segmento na Rússia. Com capacidade de 53 mil toneladas, a unidade produzirá empanados, hambúrgueres e embutidos para o mercado interno e países vizinhos que pertenciam à antiga União Soviética. Segundo o presidente do Conselho da Miratorg, Alexander Linnik, a localização em Kaliningrado, próxima ao Mar Báltico, trará muitos ganhos logísticos para a operação, que foi batizada de Concórdia, em homenagem à matriz da empresa, localizada no Oeste de SC. - Esta é a maior parceria entre uma empresa russa e brasileira que já foi feita no país - disse. A Miratorg é distribuidora da Sadia no país há mais de 10 anos. O governador de Kaliningrado, George Boos, destacou a importância do empreendimento, que vai gerar 700 empregos este ano e mais 300 em 2008. No entanto, Boos lembrou que a região ainda precisa de melhorias em logística e energia. Região ainda possui muitas marcas da Segunda Guerra Kaliningrado ainda possui muitas marcas deixadas pela Segunda Guerra Mundial. Uma prova disso foram as 82 bombas encontradas pela Sadia no terreno onde construiu a fábrica. A rápida expansão da economia russa foi um dos principais incentivos para a ida da Sadia para Kaliningrado. Segundo o presidente do Conselho de Administração da empresa, Walter Fontana Filho, o Produto Interno Bruto (PIB) russo cresceu 60% entre 2000 e 2006. Ele diz que existem planos de expandir a capacidade de produção da fábrica para 80 mil toneladas, com investimentos adicionais de US$ 20 milhões. |
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#84 |
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![]() A Sadia virando multi-nacional :P Last edited by Barriga-Verde; December 3rd, 2007 at 02:32 PM. Reason: post no lugar errado :P |
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Dias lotados...
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Já é, acho que ela tem plantas industriais na Argentina também.
Agora a Perdigão vai vender menos carne para a Rússia
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Dias lotados...
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Polêmica sobre as cotas na UFSC
Consultor Jurídico - 3 de Dezembro Juiz afirma que cotas para negros são inconstitucionais Por entender que estabelecer cotas para negros nos vestibulares viola o princípio constitucional da igualdade, o juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, concedeu a um estudante o direito de concorrer a todas as vagas em disputa no próximo vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A decisão vale apenas para o autor da ação. A UFSC pode recorrer. Na sentença, o juiz entende que é possível eleger um grupo de pessoas a fim de diminuir desigualdades sociais, como é o caso do percentual de vagas aos portadores de deficiência em concursos públicos. Mas “o fator de discrímen, para não ser arbitrário, inconstitucional, deve ser pertinente, guardar relação de causa e efeito, ser determinante, explicar o motivo por que se considera aquele grupo ou categoria inferior”, afirmou. O estudante entrou com pedido de Mandado de Segurança contra a universidade, alegando que a reserva de vagas estabelecida por normas da universidade seria ilegal e abusiva. De acordo com resolução do Conselho Universitário de 10 de julho, para execução da “ação afirmativa de acesso aos cursos de graduação”, 30% das vagas do próximo vestibular estão reservadas: 20% são para candidatos que tenham cursado o ensino fundamental e médio integralmente em escolas públicas e 10% para candidatos que se declarem negros. No entendimento do juiz, o maior obstáculo ao acesso do negro ao ensino superior não seria a condição de negro, “mas o fato de o ensino público anterior ao vestibular ser de má-qualidade e a sua condição social, eventualmente, não possibilitar dedicação maior aos estudos, ou outros fatores que devem ser melhores estudados e debatidos”. O juiz também disse que o modelo norte-americano de ação afirmativa não pode ser aplicado à realidade brasileira. “Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos da América, a miscigenação entre os denominados brancos e negros torna a identificação por fenótipo absolutamente inconsistente”. Além disso, para o juiz, “o processo seletivo americano não é baseado constitucionalmente no princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, havendo seleção de candidatos com aptidão para determinados esportes, por exemplo. “Se há dívida social — como de fato há – não é exclusivamente com o negro, mas com toda a universalidade dos que estejam socialmente em desvantagem”, concluiu.
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Dias lotados...
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Polêmica sobre as cotas II
Voz do Vale - 3 de Dezembro Justiça Federal: candidato obtém direito de concorrer às vagas da UFSC destinadas a negros Um candidato ao curso de Geografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) obteve na Justiça Federal sentença que lhe assegura o direito de concorrer a todas as vagas em disputa no próximo vestibular, incluídas aquelas destinadas aos candidatos negros. O juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, em decisão proferida dia 29, considerou que a reserva de vagas prevista em resolução do Conselho Universitário e no edital do vestibular viola o princípio constitucional da igualdade. A sentença tem efeitos apenas em relação ao autor da ação e a UFSC pode recorrer. O estudante impetrou mandado de segurança contra a UFSC, alegando que a reserva de vagas estabelecida em normas da universidade seria ilegal e abusiva. De acordo com resolução do Conselho Universitário de 10 de julho, para execução da “ação afirmativa de acesso aos cursos de graduação”, 30% das vagas do próximo vestibular terão destinação previamente definida, sendo 20% para candidatos que tenham cursado o ensino fundamental e médio integralmente em escolas públicas e 10% para candidatos auto declarados negros, que também não tenham cursado escolas privadas. Para o magistrado, a distinção é contrária à Constituição. “A supressão de vagas ao ‘não-negro’ viola o princípio constitucional da igualdade, sem que haja real fator para privilegiar o denominado ‘negro’, em detrimento do denominado ‘não-negro’”, afirmou Costa Dias. Na sentença, o juiz entende que é possível eleger um grupo de pessoas a fim de diminuir desigualdades sociais, como é o caso do percentual de vagas para portadores de deficiência em concursos públicos. Entretanto, “o fator de discrímen, para não ser arbitrário e, portanto, inconstitucional, deve ser pertinente, guardar relação de causa e efeito, ser determinante, explicar o motivo por que se considera aquele grupo ou categoria inferior”. Segundo o magistrado, o maior obstáculo ao acesso do negro ao ensino superior não seria a condição de negro, “mas o fato de o ensino público anterior ao vestibular ser de má-qualidade e a sua condição social, eventualmente, não possibilitar dedicação maior aos estudos, ou outros fatores que devem ser melhor estudados e debatidos”. O juiz também se refere ao sistema norte-americano de ação afirmativa, dizendo que o modelo não pode ser aplicado à realidade brasileira. Para Costa Dias, não é possível identificar com precisão quem é negro no Brasil. “Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos da América, a miscigenação entre os denominados ‘brancos’ e ‘negros’ torna a identificação por fenótipo absolutamente inconsistente”, Além disso, “o processo seletivo americano não é baseado constitucionalmente no princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, havendo seleção de candidatos com aptidão para determinados esportes, por exemplo. “Se há dívida social – como de fato há – não é exclusivamente com o negro, mas com toda a universalidade dos que estejam socialmente em desvantagem”, concluiu. Processo nº 2007.72.00.011867-0. Redação da Comunicação Social - Justiça Federal em SC.
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Universidade federal será em Chapecó
DARCI DEBONA/ Concórdia O município de Chapecó foi confirmado, ontem, como a sede da Universidade Federal da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul, que deverá iniciar seu funcionamento em 2009, abrangendo aproximadamente 400 municípios do Norte do Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná. A implantação da sede em Chapecó era cogitada desde o início do movimento pela criação da universidade. Ontem, em reunião do Fórum do Movimento Pró-Universidade, que reuniu representantes de seis microrregiões do Rio Grande do Sul, três de Santa Catarina e uma do Paraná, Chapecó foi escolhida pela posição centralizada na área abrangida e por ter uma das maiores populações. O prefeito de Concórdia, Neodi Saretta, que também pleiteava a sede administrativa, abriu mão para que a sede ficasse em Santa Catarina. - O Rio Grande do Sul aceitava somente se fosse Chapecó. São Miguel do Oeste e Concórdia terão campi Em compensação, os municípios de Concórdia e São Miguel do Oeste deverão ser contemplados na segunda fase, a partir de 2010. Pela proposta retirada no Fórum do Movimento Pró-Universidade, a nova universidade teria a sede em Chapecó, e mais 11 campi. Na primeira etapa seriam contempladas Chapecó, duas cidades do Rio Grande do Sul e uma do Paraná. Na segunda fase seriam as duas catarinenses, uma do Paraná e uma do Rio Grande do Sul. Na terceira fase, três cidades gaúchas e uma paranaense. Para o coordenador da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul, Daniel Kothe, a sede em Chapecó é uma conquista para Santa Catarina. Ele afirmou que o projeto total, em cinco anos, prevê 10 mil alunos e 500 professores e funcionários, com custo de R$ 194,5 milhões. Na primeira fase são R$ 45 milhões. A proposta retirada ontem deve ser ratificada em reunião a ser realizada no dia 13 deste mês, em Florianópolis, com a presença de representantes do Ministério da Educação. Na oportunidade, serão discutidas as áreas de conhecimento e prováveis cursos. Entre os principais temas estão agricultura familiar, meio ambiente, turismo, serviço público e saúde. A intenção é realizar o primeiro vestibular no início de 2009, para começar as aulas no segundo semestre deaquele ano. |
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Já era meio que desenhado que seria Chapecó! Fica bem no centro da região atendida!
Legal e vai ter campus em concórdia, dependendo dos cursosminha filhas vão poder estudar lá, isso daqui vários anos claro hehe ÓTIMA NOTÍCIA!
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Ridículo é ter que dividir campis com o RS e PR.
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Ah! É ridículo do ponto de vista que PR e rS tem mais federais e só. No mais a região em questão é muito integrada social e economicamente. Muita gente aqui da região acabava fazendo a federal de Santa Maria,do PR etc..
Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul = Eixo do porco fumo
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Se não me engano haverá campi no PR e RS também. Aliás muita gente do Rs estuda em Joaçaba também, por exemplo... O importante é não nos contertamos com isso e exigirmos mais ainda
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Além do que,não são algumas linhas divisórias imaginárias e arbitrárias que farão a diferença nesse caso; se a sede fosse Erechim/RS o pessoal de Concórdia e Chapecó e cidades do RS, por exemplo ficaria igualmente satisfeito.
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A Notícia - Geral - 5 de Dezembro
"O sistema de cotas é discriminatório" Tiago, que também vai concorrer às vagas reservadas aos negros na UFSC, defende educação pública e gratuita Diogo Vargas O acesso à educação pública e gratuita a todos é o que deseja o estudante Tiago Duarte do Nascimento, 17 anos, de Florianópolis, que conseguiu na Justiça o direito de concorrer a todas as vagas, incluindo as destinadas aos negros, no vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “O sistema de cotas é discriminatório e minha intenção é que todos tenham acesso ao ensino gratuito. Mas também quero aumentar a discussão com a sociedade”, disse Tiago, candidato a uma cadeira no curso de geografia, cuja média é de 4,25 candidato por vaga. A idéia de acionar a Justiça, contou o rapaz branco, surgiu a partir de debates no grupo em que milita chamado Juventude Revolução, em que os jovens lutam contra a exploração, a opressão e saem em defesa do socialismo no País. Ele sempre estudou em escola pública e hoje também é aluno de uma instituição pública militar. Simpatizante do Partido dos Trabalhadores, diz que conta com o apoio do Movimento Negro Socialista (MNS). O movimento existe há dois anos e é contra o sistema de cotas. Roque José Ferreira, 52 anos, da direção do MNS em São Paulo, considera que a medida é superficial e não trata de políticas públicas para melhorar a entrada dos jovens ao ensino. “Os governos deveriam aumentar o número de cursos”, critica Roque. O estudante entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal em Florianópolis exigindo a chance de concorrer no vestibular em todas as vagas oferecidas, independentemente do sistema de cotas. Márcio Bittencourt do Nascimento, pai do garoto e presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasen), incentivou a luta do filho na Justiça. Francisco João Lessa, advogado autor do mandado de segurança, sustentou que o sistema de cotas da UFSC fere o artigo 5º da Constituição, o qual estabelece que todos são iguais perante a lei. O juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, deferiu o pedido do estudante ao entender que a resolução do Conselho Universitário e do vestibular viola o princípio constitucional da igualdade. O magistrado analisou que o maior obstáculo do acesso do negro ao ensino superior não seria a condição de negro, mas o fato de o ensino público ser de má qualidade e a sua condição social não possibilitar dedicação maior aos estudos. O juiz argumentou, ainda, que não é possível identificar com precisão quem é negro no Brasil. O vestibular da UFSC será realizado entre os dias 9 e 11 deste mês. diogo.vargas@an.com.br Números do vestibular 30.652 candidatos se inscreveram 4.095 vagas são oferecidas pela UFSC 5.141 candidatos se inscreveram no sistema de cotas que prevê vagas para estudantes vindos de ensino público 559 candidatos se auto-declararam negros Defasagem entre universitários brancos e negros O Núcleo de Estudos Negros (NEN), em Florianópolis, é a favor do sistema de cotas adotado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O coordenador de educação do NEN, José Nilton de Almeida, garante que os indicadores do IBGE revelam defasagem sobre o número de universitários brancos e negros e para ele cabe ao Estado corrigi-los. O NEN observa que, socialmente, as pessoas não estão em condições de igualdade e, por isso, há necessidade de processos desiguais como o acesso a negros em universidades. O núcleo considera fundamental políticas de acesso, permanência e saída aos negros do ensino superior, pois avalia que o racismo também está presente nessas etapas. O vereador em Florianópolis, Márcio de Souza (PT), também defende as cotas no sistema de ensino superior e acredita que, se elas não existissem, seria menor o número de negros em universidades. Universidade vai recorrer A Universidade Federal de Santa Catarina deverá recorrer da decisão judicial que beneficiou o candidato Tiago Duarte do Nascimento. O presidente da Comissão Permanente de Vestibular, Edemir Costa, disse que a instituição discorda da decisão do juiz e quer manter na íntegra o que prevê o edital. Costa estranha o fato de o estudante ter questionado apenas o percentual previsto para negros e não o de alunos vindos de escolas públicas e garante que o sistema de cotas já é aplicado em 23 universidades públicas do País. Para seu filho ler Sistema de cotas As cotas são vagas reservadas na universidade para um determinado grupo da população. No caso do vestibular, garante um número de lugares aos negros entre todos os candidatos que se inscreveram. As universidades fazem isso no Brasil porque, historicamente, os negros são vítimas de perseguições racistas e sempre enfrentaram dificuldades para entrar e continuar nas faculdades. Com as cotas, a intenção é que aumentem as oportunidades para os negros passarem no vestibular e estudarem. Sindicato das escolas privadas entra na Justiça O Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino de Santa Catarina (Sinepe/SC) entrou com uma ação coletiva na Justiça Federal para tentar reverter as cotas destinadas para alunos de escolas públicas na UFSC. Segundo Marcelo Batista de Sousa, professor e presidente do Sinep, o objetivo da ação é garantir o direito de igualdade na disputa pelas vagas no vestibular entre todos os alunos, sejam eles de escolas públicas ou não. “Os alunos de escolas privadas como cidadãos brasileiro vão competir em desvantagem. Nós queremos que a Constituição Federal seja respeitada. Não há jurista ou políticas afirmativas que convençam os professores de que reservar cotas não é uma forma de discriminação”, disse. “Não podemos tapar o sol com a peneira. Vamos ter médicos e engenheiros formados por causa das cotas e não por mérito. Se o ensino público é ruim, temos de arrumar a base e não dar um jeitinho."
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Voz do Vale - 7 de Dezembro
TRF4 revigora portaria que declara área em SC como terra dos indígenas A desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, restabeleceu nesta semana os efeitos da Portaria nº 793, de 19 de abril de 2007, do Ministério da Justiça, que declara como terra caingangue uma área de 1.965 hectares, localizada nos municípios de Ipuaçu e Abelardo Luz, em Santa Catarina. Com a decisão, o processo de demarcação da Terra Indígena “Toldo Imbú” pode prosseguir. A União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) recorreram ao TRF contra a suspensão da portaria, determinada em julho deste ano pela Justiça Federal de Chapecó. A liminar tinha sido deferida em uma ação anulatória de ato administrativo movida pela prefeitura de Abelardo Luz e por vários proprietários de terras que seriam atingidas pela reserva. Nos recursos, União e a Funai argumentaram que a portaria foi resultado de um trabalho de identificação e delimitação realizado pela fundação e que a regularidade do processo administrativo não foi contestada pelos proprietários. Também ressaltaram que a portaria foi editada em cumprimento a sentença da Justiça Federal, proferida em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Ao analisar o caso, a desembargadora Maria Lúcia entendeu que devem ser restabelecidos os efeitos da Portaria nº 793. Para a magistrada, a demarcação da reserva indígena está sendo feita em estrito cumprimento de decisão da Justiça Federal. “A impugnação da portaria somente se poderia fazer por descumprimento do direito à ampla defesa ou contraditório, o que sequer foi alegado, ou por existência de vícios formais”, salientou. Conforme a relatora, não é cabível alegar-se desconhecimento da situação, se relatório circunstanciado, memorial descritivo e mapa da área permaneceram por mais de 90 dias disponíveis para impugnação. Em seu despacho, Maria Lúcia destacou que a disputa pela posse permanente, pela riqueza e pela biodiversidade das terras ocupadas pelos índios é o ponto fundamental da questão indígena no Brasil. Assim, concluiu, “não é por acaso que a inquietude social sempre esteja envolvida, porque significa, de um lado, o reconhecimento de uma dívida histórica e um direito constitucionalmente previsto e, de outro lado, envolve disputa de territórios, riquezas e diversidades ecológicas, porque as terras indígenas são inalienáveis e indisponíveis”.
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Polícia determina que cidades catarinenses parem de sediar raves
Publicidade THIAGO REIS da Agência Folha As raves estão proibidas em Santa Catarina. A descoberta da distribuição de "vales ecstasy" na internet mediante a compra de ingressos para as festas fez com que a cúpula da polícia enviasse para as 293 cidades do Estado determinação de não emitir nenhuma autorização para o tipo de evento. Para a polícia, a medida tem como objetivo coibir o aumento do consumo da droga sintética. A apreensão de ecstasy no país pela Polícia Federal cresceu 725% neste ano em relação a 2006. Santa Catarina só perde para São Paulo em número de comprimidos apreendidos: 35 mil até outubro. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Eskudlark, a explosão das apreensões está relacionada ao consumo crescente e, como as festas são realizadas em lugares isolados, é difícil combater o uso de drogas pelos participantes. "O setor de inteligência constatou que, em algumas raves, os organizadores incentivavam e distribuíam ecstasy, dando direito a um comprimido no ato da compra do ingresso", afirma o delegado. É o chamado "vale ecstasy". "Ninguém quer impedir a música eletrônica, desde que seja em um ambiente fechado e de fácil vistoria e fiscalização. Não serão permitidas festas no meio de mato, em fazenda, com grande número de jovens, colocando em risco a saúde deles." Outro objetivo do comunicado, enviado por e-mail a todos os delegados, é evitar problemas ocasionados pela falta de segurança nos locais. Um jovem de 17 anos morreu em Itaboraí (45 km do Rio) no mês passado em uma rave --que pode durar 24 horas. Segundo Eskudlark, o rigor é necessário, apesar de já haver uma portaria do governo disciplinando festas ao ar livre. Ela prevê o cumprimento de 12 determinações para a promoção de eventos, como atestado do Corpo de Bombeiros e existência de pronto-socorro no local, além da especificação do tipo de evento, do endereço e do número máximo de pessoas que a área comporta. Segundo ele, não só haverá um rigor maior na autorização de eventos em lugares abertos como policiais serão enviados para verificar se não se trata de uma rave. São realizadas cerca de seis festas do tipo por mês no Estado. Ele diz que seus organizadores "burlam" a legislação para conseguir a licença. Em Santa Catarina, é a Polícia Civil quem concede autorização para essas festas ao ar livre. Cada delegacia de cidade tem de declarar não haver restrições para a que o evento aconteça. "Vai aumentar o critério de se observar o local do evento e a que ele se destina. Por via das dúvidas, será destacada ainda uma equipe para acompanhá-lo. Se não corresponder ao pedido, interdita e fecha." A proibição já é criticada por adeptos das festas. Na comunidade "Calendários das raves de SC" no Orkut, da qual participam 770 pessoas, um abaixo-assinado foi proposto por um dos usuários. "Pelo mesmo pensamento que, se fecharmos as raves, acabaremos com o uso de drogas, devemos fechar todos os estádios de futebol para que não ocorram mais brigas entre as torcidas", afirma um trecho do documento. Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br |
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#99 |
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A Notícia - AN Cidade - 11 de Dezembro
Decisão da Justiça reabre a Manz 280 funcionários de seis setores voltam ao trabalho hoje. Só uma área segue fechada Poliana Santos A Justiça Federal autorizou ontem a Malharia Manz a retomar as atividades nos setores de preparação de malhas, acabamento, estamparia e o funcionamento do setor de caldeiras, almoxarifado e manutenção, que ficam na unidade dois da empresa. Os serviços estavam paralisados há 20 dias por determinação da própria Justiça. Hoje, no turno que começa às 13h30, 280 funcionários voltam aos seus postos. A tecelagem, que emprega 70 pessoas e está no prédio administrativo, foi o primeiro setor a voltar à atividade, na semana passada, por determinação do juiz federal substituto Claudio Marcelo Schiessl, após reunião com representantes da empresa. Agora, somente a tinturaria, que conta com 50 funcionários e precisa de sistema de tratamento de efluentes, continua parada. Condição Peritos vão avaliar, durante 30 dias, se as atividades da empresa provocam poluição ao meio ambiente No final da tarde de ontem, técnicos da Celesc atenderam à solicitação da Justiça, que determinou também o religamento da energia elétrica, cortada há 20 dias. A empresa teve as atividades paralisadas e o fornecimento de energia suspenso, a partir de autuação judicial, acusada de provocar danos ambientais e não ter todas as licenças determinadas por lei. Agora, vai receber peritos designados pela Justiça para que preparem laudo sobre as atividades dos setores que retornam ao trabalho hoje. Schiessl, atendendo a preocupação dos órgãos ambientais, pediu atenção ao setor de estamparia. O juiz determinou que a estação de tratamento de efluentes (ETE) seja lacrada e que os resíduos/efluentes sejam recolhidos por caminhão-pipa. O coordenador organizacional da Manz, Ênio Sônego, explica que a empresa está tranqüila quando às exigências da Justiça. Diz que o recolhimento dos resíduos da estamparia não será problema. "Usamos menos de 2% de água neste setor", garante. Já a tinturaria, que necessita de 95% da água usada pela Manz, continuará sendo feita por empresas contratadas. Nessas três semanas de paralisação, os clientes que tinham maior urgência na entrega de pedidos foram atendidos. Com o parque fabril fechado, a Manz teve prejuízo diário de R$ 110 mil. "Até a retomada das atividades da tinturaria continuaremos com prejuízos", afirma Sônego, satisfeito com a retomada dos trabalhos. O coordenador diz que ainda hoje a empresa deve receber o orçamento de peritos que, assim que entregarem os projetos de custos, terão 30 dias para verificar o sistema de controle de efluentes e se há poluição ou não. Sônego espera que antes do dia 20 de janeiro as atividades na tinturaria sejam retomadas na Manz. A empresa também pretende cumprir neste prazo todas as exigências do Ministério Público Federal (MPF). poliana.santos@an.com.br Licenciamento fica com a Fatma A Justiça Federal não aceitou o pedido da defesa da Malharia Manz para que o licenciamento das atividades deixe de ser feito pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e passe para a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema). O juiz Claudio Marcelo Schiessl alegou que o licenciamento não poderá ser realizado simultaneamente por dois órgãos ambientais ou somente pelo municipal, depois de sete anos de ação. A decisão também estabelece o valor de R$ 1,5 milhão de caução caso a empresa precise pagar indenização por danos ambientais. Um imóvel será indicado pela empresa para garantir um possível pagamento. Com a decisão de ontem, o clima era de tranqüilidade entre os 70 funcionários da tecelagem. E também na recepção da empresa, enfeitada com motivos natalinos. Ainda mais porque a Manz pagou o salário de novembro e a primeira parcela do 13º salário. Mesmo com os prejuízos, a empresa pretende pagar a segunda parcela. O tecelão Vanio Luiz da Solva, 31 anos, está na Manz há 45 dias. Ficou preocupado com o fechamento do parque fabril, mas agora está confiante. "Tenho dois filhos para sustentar. Preciso manter o emprego", diz. Seu colega Claudinei Pedro Brandão, 37 anos, está há cinco anos na empresa e também estava receoso com o futuro. "Agora é torcer para que a empresa volte a funcionar completamente", afirma Claudinei. Segundo ele, a Manz é uma das empresas da cidade que melhor remuneram tecelões. O caso Manz 19 de novembro de 2007 - A Justiça acatou pedido do mpf e determinou o fechamento do parque fabril, o que aconteceu dois dias depois. - Segundo a denúncia do MPF, a empresa estaria provocando prejuízo ambientais ao ar, ao solo e ao rio do Braço, por não ter tratamento de efluentes. - Na época, os 400 funcionários ficaram afastados do trabalho e a produção diária de 400 toneladas de tecidos de malha foi paralisada. 6 de dezembro - Depois de uma reunião com representantes da Manz, o juiz federal Cláudio Schiessl permitiu a reabertura de um dos setores da fábrica. Os 70 funcionários da tecelagem voltaram a trabalhar na sexta-feira. O que diz a liminar concedida pela Justiça ontem: Liberou o reinício das atividades dos setores de preparação de malhas, acabamento, estamparia, de caldeiras, almoxarifado e manutenção. Se algum destes setores enviar resíduos ou efluentes não-tratados ao rio do Braço será aplicada multa de R$ 500 mil. A empresa deverá ter relatórios semanais sobre o encaminhamento dos efluentes destes setores, que devem ser retirados da empresa por caminhões pipa e enviados para empresa que trate este resíduos. A tinturaria não poderá funcionar sem laudo dos peritos, o que deve ser concluído até 20 de janeiro. A decisão também impôs um prazo de cinco dias para a Manz instalar banheiros químicos.
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Sangue latino, coração de terra bruta, a nossa luta é por trabalho e gente séria. As andorinhas gritam por falta de uma clave de sol. |
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![]() Tinha esperanças que não fosse em Chapecó, e sim em Concórdia mesmo, por que quando morava lá tinha boatos até que a prefeitura tinha doado o terreno já, alguma coisa assim. |
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