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Old April 25th, 2012, 03:01 AM   #801
Coyotte
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Old April 25th, 2012, 03:43 AM   #802
escobarbh
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Postal 157 - Postal que aparenta ser do começo da década de 60 ou, no máximo, do final da década de 50. Av. Amazonas e Mercado Central.


Postal 158 - Grande Hotel, na esquina da av. Augusto de Lima com Rua da Bahia, onde foi construído o edifício Maletta.

Postal 159 - Belo postal, que suponho ser da década de 40, mostrando a Praça 7 e a rua Rio de Janeiro, bem como parte da av. Amazonas, à direita.

Last edited by escobarbh; April 25th, 2012 at 03:58 AM.
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Old April 25th, 2012, 05:58 AM   #803
Awash
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Originally Posted by Gusnas View Post
O prédio da direita é o que, segundo relato de algum forista do qual não me recordo, foi construído durante a 2a Guerra e por isso possuia abrigo anti-bombas.

Gusnas,
alguns prédios de BH que foram construídos no período da guerra levam essa fama. Um deles o edifício Acaiaca. Outro, o edifício Mariana, na esquina de São Paulo com Afonso Pena (http://g.co/maps/9e86h).
É um prédio construído no início dos anos 1940 e nele foram instaladas as primeiras lâmpadas fluorescentes da cidade.
Desse prédio eu tenho uma referência importante: nos anos 90 eu trabalhava com um tio meu chamado Maurício Sérgio de Castro que era arquiteto. Pegamos um projeto de clínica de radiografias dentárias nesse edifício e várias salas seriam unificadas. Ao demolir as paredes, apareceram vigas extremamente robustas, numa solução de estrutura não muito usual, mesmo para um prédio de relativa altura.
O Maurício ficou muito impressionado com aquilo, comentou o fato com um engenheiro amigo em busca de alguma lógica e ele falou: "Uai Maurício, podemos resolver isso com um telefonema. Meu pai calculou a estrutura do edifício Mariana!" A resposta do velho engenheiro foi a seguinte: o motivo de a estrutura ser incomum e superdimensionada é porque foi pensada para resistir a bombardeio! Foi exigência dos proprietários ou de alguma lei da época, salvo me engano.
Um outro detalhe: o edifício Mariana foi projetado pelo arquiteto Virgílio de Castro, tio do maurício e meu tio-avô. Nele foi realizada em 1944 a 1ª Semana de Arte Moderna de Belo Horizonte, uma tentaiva de reeditar a Semana de Arte Moderna de 1922 realizada em São Paulo.
"Apelidada de “Semaninha de Arte Moderna”, a exposição nacionalizou a iniciativa paulista de 1922, e trouxe para Belo Horizonte duas caravanas de artistas e intelectuais do Rio de Janeiro e de São Paulo, que promoveram palestras na cidade. Oswald de Andrade, um dos integrantes da caravana paulista, disse que “tinha vindo a Minas espiar por uma fresta o mundo de amanhã”. Já o então prefeito JK destacou no discurso de inauguração da mostra que “O acontecimento que estamos presenciando merece relevo singular na vida artística de Minas. Pela primeira vez, à sombra das velhas tradições mineiras se organiza um movimento cultural que estabelece raízes na substância nova e revolucionária dos espíritos modernos.
As obras apresentadas causaram furor na população e nos jornalistas que publicavam odes de amor e ódio ao evento. Houve casos de trabalhos cortados a gilete pelo público tal sua indignação. A ousada proposta de renovação estética dos artistas, alinhada à proposta de modernização do prefeito-furacão Juscelino Kubitschek, fez a Exposição de Arte Moderna ser considerada um marco da expansão do Modernismo no Brasil".

No final de 2008 o Palácio das Artes recebeu uma reedição da "Semaninha" (http://www.palaciodasartes.com.br/ag...x?IdAgenda=832)

Grande abraço.

Last edited by Awash; April 25th, 2012 at 06:09 AM.
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Old April 25th, 2012, 06:07 AM   #804
Awash
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Postal 158 - Grande Hotel, na esquina da av. Augusto de Lima com Rua da Bahia, onde foi construído o edifício Maletta.

É a melhor foto do Grande Hotel que eu já vi até hoje!
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Old April 25th, 2012, 06:01 PM   #805
Gusnas
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Gusnas,
alguns prédios de BH que foram construídos no período da guerra levam essa fama. Um deles o edifício Acaiaca. Outro, o edifício Mariana, na esquina de São Paulo com Afonso Pena (http://g.co/maps/9e86h).
É um prédio construído no início dos anos 1940 e nele foram instaladas as primeiras lâmpadas fluorescentes da cidade.
Desse prédio eu tenho uma referência importante: nos anos 90 eu trabalhava com um tio meu chamado Maurício Sérgio de Castro que era arquiteto. Pegamos um projeto de clínica de radiografias dentárias nesse edifício e várias salas seriam unificadas. Ao demolir as paredes, apareceram vigas extremamente robustas, numa solução de estrutura não muito usual, mesmo para um prédio de relativa altura.
O Maurício ficou muito impressionado com aquilo, comentou o fato com um engenheiro amigo em busca de alguma lógica e ele falou: "Uai Maurício, podemos resolver isso com um telefonema. Meu pai calculou a estrutura do edifício Mariana!" A resposta do velho engenheiro foi a seguinte: o motivo de a estrutura ser incomum e superdimensionada é porque foi pensada para resistir a bombardeio! Foi exigência dos proprietários ou de alguma lei da época, salvo me engano.
Um outro detalhe: o edifício Mariana foi projetado pelo arquiteto Virgílio de Castro, tio do maurício e meu tio-avô. Nele foi realizada em 1944 a 1ª Semana de Arte Moderna de Belo Horizonte, uma tentaiva de reeditar a Semana de Arte Moderna de 1922 realizada em São Paulo.
"Apelidada de “Semaninha de Arte Moderna”, a exposição nacionalizou a iniciativa paulista de 1922, e trouxe para Belo Horizonte duas caravanas de artistas e intelectuais do Rio de Janeiro e de São Paulo, que promoveram palestras na cidade. Oswald de Andrade, um dos integrantes da caravana paulista, disse que “tinha vindo a Minas espiar por uma fresta o mundo de amanhã”. Já o então prefeito JK destacou no discurso de inauguração da mostra que “O acontecimento que estamos presenciando merece relevo singular na vida artística de Minas. Pela primeira vez, à sombra das velhas tradições mineiras se organiza um movimento cultural que estabelece raízes na substância nova e revolucionária dos espíritos modernos.
As obras apresentadas causaram furor na população e nos jornalistas que publicavam odes de amor e ódio ao evento. Houve casos de trabalhos cortados a gilete pelo público tal sua indignação. A ousada proposta de renovação estética dos artistas, alinhada à proposta de modernização do prefeito-furacão Juscelino Kubitschek, fez a Exposição de Arte Moderna ser considerada um marco da expansão do Modernismo no Brasil".

No final de 2008 o Palácio das Artes recebeu uma reedição da "Semaninha" (http://www.palaciodasartes.com.br/ag...x?IdAgenda=832)

Grande abraço.
Impressionante essa história! Soa inverossímil nos tempos de hoje (assim como soa ridículo o quanto a história do país foi afetada pela influência do comunismo, um regime que poucos anos depois caiu de podre), mas mostra o quanto a sociedade da época se via efetivamente assustada por acontecimentos que estavam a milhares de quilômetros de distância e a respeito dos quais sem dúvida devia-se criar um enorme terrorismo.
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Old April 25th, 2012, 06:04 PM   #806
Gusnas
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Postal 158 - Grande Hotel, na esquina da av. Augusto de Lima com Rua da Bahia, onde foi construído o edifício Maletta.

É a melhor foto do Grande Hotel que eu já vi até hoje!
Curioso como numa cidade com tantas áreas livres, davam-se o trabalho de derrubar um prédio como esse em vez de construir o outro num terreno livre. É ainda mais impressionante quando percebemos que, mesmo num tempo com especulação imobiliária altíssima como hoje, muito dificilmente um prédio pequeno é derrubado, quanto mais um grande como esse do Grande Hotel.
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Old April 26th, 2012, 01:16 AM   #807
Expugnator_VDC
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Vendo o postal da foto 156, tenho muita curiosidade em saber como eram as ruas da Lagoinha e do Calafate antes da construção do Elevado Castelo Branco. A Avenida Bias Fortes oficialmente termina na praça do Carlos Prates entre a rua Peçanha e rua Patrocínio. Ela era contínua desde o Centro? Pelo paredão que tem hoje, fica difícil imaginar, mas como o que ocorreu foram desapropriações pra passar a linha do trem, sei não...

A rua Conquista, hoje fechada, foi durante muito tempo utilizada para vir do Centro e pegar a rua Padre Eustáquio.
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Old April 26th, 2012, 02:41 AM   #808
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Vendo o postal da foto 156, tenho muita curiosidade em saber como eram as ruas da Lagoinha e do Calafate antes da construção do Elevado Castelo Branco. A Avenida Bias Fortes oficialmente termina na praça do Carlos Prates entre a rua Peçanha e rua Patrocínio. Ela era contínua desde o Centro? Pelo paredão que tem hoje, fica difícil imaginar, mas como o que ocorreu foram desapropriações pra passar a linha do trem, sei não...

A rua Conquista, hoje fechada, foi durante muito tempo utilizada para vir do Centro e pegar a rua Padre Eustáquio.
Tenho umas fotos da época das construção da Rodoviária mostram um pouco da lagoinha depois posto aqui.
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Old April 26th, 2012, 06:41 PM   #809
Gusnas
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Vendo o postal da foto 156, tenho muita curiosidade em saber como eram as ruas da Lagoinha e do Calafate antes da construção do Elevado Castelo Branco. A Avenida Bias Fortes oficialmente termina na praça do Carlos Prates entre a rua Peçanha e rua Patrocínio. Ela era contínua desde o Centro? Pelo paredão que tem hoje, fica difícil imaginar, mas como o que ocorreu foram desapropriações pra passar a linha do trem, sei não...

A rua Conquista, hoje fechada, foi durante muito tempo utilizada para vir do Centro e pegar a rua Padre Eustáquio.
Uma vez escutei que a construção do elevado Castelo Branco foi uma luta pois o Antônio Luciano, empresário que era dono de "metade de Belo Horizonte" não queria a desvalorização de imóveis que ele tinha ali no início do elevado. Ele, que era bastante poderoso, desta vez não conseguiu fazer valer o seu poder.
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Old April 27th, 2012, 02:59 AM   #810
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Originally Posted by Gusnas View Post
Impressionante essa história! Soa inverossímil nos tempos de hoje (assim como soa ridículo o quanto a história do país foi afetada pela influência do comunismo, um regime que poucos anos depois caiu de podre), mas mostra o quanto a sociedade da época se via efetivamente assustada por acontecimentos que estavam a milhares de quilômetros de distância e a respeito dos quais sem dúvida devia-se criar um enorme terrorismo.

Não é bem assim. Era mais ameaça real que terrorismo.

Durante a segunda guerra submarinos alemães rondavam a costa brasileira, principalmente depois que o país se aproximou dos EUA.
A base aérea de Natal chegou a ser o aeroporto mais movimentado do mundo durante a segunda guerra, pois era escala técnica obrigatória na rota dos EUA até a África.

Para vc ter uma ideia, no Rio, além de edifícios com abrigo anti-aéreo, haviam exercícios de simulação de situações de emergência, com toques de sirene e tudo mais. E houve um período em que os bairros da orla ficavam às escuras durante a noite, com corte de energia, para dificultar eventuais bombardeios vindos de submarinos alemães.

Eu tenho um livro, "O Brasil na Mira de Hitler", que ilustra bem como a Segunda Guerra esteve às portas do Brasil
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Old April 27th, 2012, 04:47 AM   #811
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Originally Posted by observador_bh View Post
Não é bem assim. Era mais ameaça real que terrorismo.

Durante a segunda guerra submarinos alemães rondavam a costa brasileira, principalmente depois que o país se aproximou dos EUA.
A base aérea de Natal chegou a ser o aeroporto mais movimentado do mundo durante a segunda guerra, pois era escala técnica obrigatória na rota dos EUA até a África.

Para vc ter uma ideia, no Rio, além de edifícios com abrigo anti-aéreo, haviam exercícios de simulação de situações de emergência, com toques de sirene e tudo mais. E houve um período em que os bairros da orla ficavam às escuras durante a noite, com corte de energia, para dificultar eventuais bombardeios vindos de submarinos alemães.

Eu tenho um livro, "O Brasil na Mira de Hitler", que ilustra bem como a Segunda Guerra esteve às portas do Brasil
Meu pai conta que na época da II Guerra houve campanhas em prol do esforço de guerra, sendo uma delas a coleta de toda sorte de metais para contribuir com a indústria, já que as importações estavam prejudicadas e também para enviar à indústria bélica. A foto abaixo, mostra a Praça 7 em uma dessas campanhas.



Meu pai conta ainda que, por diversas vezes ouvia-se a sirene da Casa Bleriot tocar, num suposto exercício de toque de recolher. Esta casa comercial tinha ainda um famoso farol, que era acionado nas noites da cidade. Tenho um livro sobre o Santuário do Caraça em que o autor comenta que o foco do farol alcançava a torre da igreja do Santuário (!) a 51 km de distância em linha reta...
A foto abaixo mostra a esquina da rua Rio de Janeiro com rua dos Caetés. À direita, no alto de um prédio é possível ver o citado farol.

[
fonte: Blog Curral Del Rey
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Old April 27th, 2012, 03:33 PM   #812
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Originally Posted by Gusnas View Post
Uma vez escutei que a construção do elevado Castelo Branco foi uma luta pois o Antônio Luciano, empresário que era dono de "metade de Belo Horizonte" não queria a desvalorização de imóveis que ele tinha ali no início do elevado. Ele, que era bastante poderoso, desta vez não conseguiu fazer valer o seu poder.
Pois eh, mas a casa dele até hoje está lá e responde por todo aquele muro entre o Elevador e o metrô.
Na verdade ocorreu mais desapropriação que desvalorização mesmo...
Se BH pensasse em 3D pelo menos algumas vezes na história, teria feito um túnel saindo na Pedro II ou mesmo já dentro do bairro Santo André, mantendo o urbanismo de bairro nas partes altas, como foi no Colégio Batista.
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Old April 29th, 2012, 06:03 PM   #813
Alex Gomes
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Originally Posted by FilipeR View Post
Sempre qdo venho dar uma olhada nesse thread eu vejo essa foto e me pergunto onde é. Pq eh no meu bairro (Prado), mas não sei onde...penso até que seja próximo a minha casa.

Adoro esse thread!!!
Essa foto foi tirada na esquina das ruas Esmeralda com Cássia !!!!
http://belohorizonteantiga.blogspot....max-results=15
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Old May 1st, 2012, 01:40 AM   #814
radioelos
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Gosto muito ver fotos antigas e da pra perceber como BH era linda naquela época Valeu por compartilhar leomarques parabéns
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Old May 1st, 2012, 09:31 PM   #815
lucianofelipe
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Vou ver com meu avô se ele tem algo do bairro Boa Vista e região e vou postar aqui.
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Old May 3rd, 2012, 01:36 PM   #816
Gusnas
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Originally Posted by observador_bh View Post
Não é bem assim. Era mais ameaça real que terrorismo.

Durante a segunda guerra submarinos alemães rondavam a costa brasileira, principalmente depois que o país se aproximou dos EUA.
A base aérea de Natal chegou a ser o aeroporto mais movimentado do mundo durante a segunda guerra, pois era escala técnica obrigatória na rota dos EUA até a África.

Para vc ter uma ideia, no Rio, além de edifícios com abrigo anti-aéreo, haviam exercícios de simulação de situações de emergência, com toques de sirene e tudo mais. E houve um período em que os bairros da orla ficavam às escuras durante a noite, com corte de energia, para dificultar eventuais bombardeios vindos de submarinos alemães.

Eu tenho um livro, "O Brasil na Mira de Hitler", que ilustra bem como a Segunda Guerra esteve às portas do Brasil
Mesmo assim, observador_bh. Ainda que a Alemanha quisesse invadir o Brasil (pouco provável pela distância, aliás a Alemanha não invadiu ninguém fora da Europa), seria ainda menos provável que escolheriam BH para ser bombardeada em caso de uma suposta resistência. Tanto pela importância à época quanto pela distância, haveria outras mais convenientes na alça de mira.
De qualquer forma, vou tentar achar esse livro que vc citou pois adoro esse assunto.
A questão do terrorismo que eu citei diz mais respeito ao atraso dos meios de comunicação à época. Muitas informações, por impossibilidade de confirmação, eram distorcidas conforme a necessidade do portador. Um exemplo disso é um caso interessante que meu pai já me contou. Logo após o suicídio de Getúlio, era comum políticos do PSD no interior de Minas, na época de eleições, fazerem discursos inflamados citando trechos da carta-testamento que na verdade nunca existiram do tipo "a UDN me matou!!!". kkkkkkkkkkkkk

Last edited by Gusnas; May 3rd, 2012 at 01:42 PM.
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Old May 5th, 2012, 02:54 AM   #817
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Originally Posted by Gusnas View Post
Mesmo assim, observador_bh. Ainda que a Alemanha quisesse invadir o Brasil (pouco provável pela distância, aliás a Alemanha não invadiu ninguém fora da Europa), seria ainda menos provável que escolheriam BH para ser bombardeada em caso de uma suposta resistência. Tanto pela importância à época quanto pela distância, haveria outras mais convenientes na alça de mira.
De qualquer forma, vou tentar achar esse livro que vc citou pois adoro esse assunto.
A Alemanha pode não ter conseguido, mas estava nos planos dominar o norte da África e a partir dali as Américas, começando pela América do Sul, muito provavelmente chegando via nordeste brasileiro.

Diga-se de passagem, a Alemanha foi derrotada no norte da África graças a logística dos EUA via Natal.

Uma curiosidade: graças a presença das tropas americanas em Natal, a cidade teve a primeira fábrica de Coca-cola do Brasil e recebia constantes apresentações de artistas que estavam em destaque em Hollywood na época.


Sobre o livro: O Brasil na Mira de Hitler, Roberto Sander, Editora Objetiva.
Comprei na Van Damme (rua Guajajaras), mas já vi em outras livrarias.

Last edited by observador_bh; May 5th, 2012 at 02:59 AM.
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Old May 8th, 2012, 08:20 PM   #818
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Originally Posted by paumzim View Post


Alguém consegue identificar o local?
Mais detalhes sobre a foto postada pelo paumzim em 13/04/2012 (informações contidas e extraídas do livro Bello Horizonte: bilhete postal, da Fundação João Pinheiro, 1997.)

A contrução mais ao fundo era o Ginásio Mineiro:

"Situado na rua da Bahia com Gonçalves Dias, atrás das secretarias da praça da Liberdade, esta edificação foi destinada, originalmente, à Imprensa Oficial. Todavia, durante a sua construção - 1895-1897 - foram feitas adaptações para que fosse ocupada pela Secretaria de Polícia. além da Chefia de Polícia, funcionaram neste local o externato do Ginásio Mineiro, o Arquivo Público Mineiro, passando depois a ser um anexo da Secretaria das Finanças. este prédio do tempo da Comissão Construtora não resistiu aos novos tempos e foi demolido, provavelmente, na década de 50."


Ginásio Mineiro. Editor: Casa Haas & Clemence. Fotógrafo: Herculano de Souza. Data provável: 1913-1915. coleção: Otávio Dias Filho.


A construção da esquina em primeiro plano era o Palacete Olintho:

"Trecho da Rua da Bahia, esquina com Rua Aimorés, no qual aparece o antigo Palacete Olintho, sede do Instituto Claret, estabelecimento dirigido por padres espanhóis do Coração de Maria."


Rua da Bahia. Editor: Lunardi & Machado. Fotógrafo: Estêvão Lunardi. Data provável: 1910. coleção: Otávio Dias Filho.

A Basílica de Lourdes é administrada pelos padres claretianos até hoje...
__________________
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Last edited by alegurgel; May 8th, 2012 at 08:37 PM.
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Old May 8th, 2012, 08:55 PM   #819
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Originally Posted by Awash View Post
Rua da Bahia entre Aimorés e Bernardo Guimarães. O prédio atrás do bonde é realmente o mencionado no cometário acima. A esquina do primeiro plano abrigava uma casa muito grande e logo acima a primeira Igreja de Lourdes. Ambas foram demolidas para a construção da atual basílica nos anos 1920.
Na foto é possível ver alguns prédios da praça da Liberdade e o edifício rajado ao fundo se localizava onde hoje é o anexo da biblioteca pública.
Vendo uma galeria de fotos no site da Basílica de Lourdes (http://www.basilicadelourdes.com.br/...ca-de-lourdes/), parece que o Palacete da esquina da Bahia com Aimorés não foi demolido logo no início das contruções da nova basílica (foto abaixo). Será que foi demolido imediatamente em seguida?



E vendo uma foto da igreja antiga, será que ela era mesmo na rua da Bahia, pois não é possivel distinguir sua torre nas fotos anteriores dessa rua.

__________________
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Old May 9th, 2012, 03:57 PM   #820
Gusnas
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Absurdo terem demolido o palacete pois não há nada hoje ao lado da basílica. Não tenho certeza se a área livre é da igreja ou do Colégio Dom Cabral na Aimorés.
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