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Aeminium e Conímbriga
Conímbriga não é Coimbra..
Coimbra no tempo dos romanos chamava-se Aeminium, na zona onde hoje se situa a Universidade. O que aconteceu foi que no século quarto, quando os suevos invadiram aquela zona, os habitantes de Conímbriga foram forçados a abandonar a cidade, o próprio bispo abandonou a cidade e foi localizar-se junto ao rio Mondego. E com ele veio o nome, era bispo de Conímbriga e transformou-se em bispo de Coimbra e, daí, que muitas vezes haja esta confusão entre Conímbriga e Coimbra. Neste momento, a cidade de Aeminium, tem aquilo que se chama uma arqueologia de salvamento, ou seja, não se fazem obras no centro histórico sem que o arqueólogo intervenha em primeiro lugar, de modo a não pôr em risco património histórico. O imponente Forum Romano de Aeminium O fórum romano está em ruínas, situa-se sobre uma espécie de subterrâneo em grandes arcadas. Trata-se do criptopórtico que, em meados do séc. I, a administração romana ali erigiu para suporte do edifício que então passou a constituir a sede, por excelência, da vida política, administrativa e religiosa de Aeminium. A escolha do lugar para sua implantação não terá sido aleatória, pois esse imenso pódio constituiria, no seio da malha urbana de Aeminium, um elemento de particular destaque arquitectónico e significado ideológico, uma vez que sobre ele se situava o principal centro cívico. O criptopórtico é formado por dois níveis sobrepostos de galerias abobadadas: ![]() o piso superior desenvolve-se em função de duas galerias acopladas em forma de pi e unidas também transversalmente por um conjunto corrido de sete celas rectangulares que se abrem para o exterior ao longo da fachada principal, através de frestas de iluminação e ventilação; ![]() ![]() o piso inferior circunscreve-se a uma galeria disposta transversalmente em relação a uma outra série de sete celas intactas – mas mais altas e espaçosas que as do piso superior – que comunicam entre si por passagens estreitas e abobadadas. As paredes interiores das galerias, pontuadas no piso superior por alguns lucernários e delineando a espaços pequenas exedras, são construídas por grandes silhares talhados em calcário local e assentes quase sempre a seco; a argamassa, bastante consistente, encontra-se profusamente aplicada no enchimento das abóbadas que cobrem amplos espaços; os arcos dos vãos entre galerias são formados por aduelas ou por tijolos colocados em cunha; os pisos – empedrados após a escavação – estendiam-se térreos por todos os espaços interiores. ![]() Os dois níveis de galerias comunicavam entre si através de dois lanços de escada situados em locais opostos, no lado ocidental do edifício, enquanto que o acesso do piso superior à área do forum ou ao exterior: ![]() onde as duas ruas principais da cidade se cruzavam – se fazia por lanços de escada situados no quadrante sueste do edifício. No seu conjunto, a estrutura do criptopórtico destaca-se, essencialmente, pela robustez da construção e pela sóbria elegância da articulação dos espaços com os níveis de circulação. Os restantes lados da praça central do forum seriam rodeados por uma cintura porticada, comunicando com o exterior do edifício a nascente, através da porta de acesso principal ao forum, e abrindo-se totalmente para poente de modo a explorar, do ponto de vista cenográfico, as potencialidades da vasta paisagem marcada pelo curso do Mondego. Aliás, a posição topográfica e a considerável altura que esta fachada atingiria, ultrapassando mesmo os 20 metros (cerca de 7 pisos!! ) – o que a tornou, seguramente, numa das fachadas romanas mais altas da Hispânia – constituíram desde logo dois factores que, conjugados, projectariam a imagem deste edifício à distância, assumindo-se na nova paisagem cultural que então se formava como um ponto de referência da nova ordem instituída. A ideia de poder e solidez é, inequivocamente, a característica que mais impressionaria os viajantes quando, ao longe, o contemplavam ou quando o admiravam ao entrarem na cidade pelo lado ocidental. Se seguissem este trajecto, que desde poente subia o morro em direcção ao forum, percorreriam uma das principais artérias da cidade – o decamanus maximus – que hoje ainda se reproduz de alguma forma no actual arruamento que se inicia na porta da Almedina, passa por Quebra-Costas e termina com a Rua Borges Carneiro, cruzando-se então com um outro importante eixo viário romano – o cardo maximus – que atravessava de norte a sul a cidade, num traçado aproximadamente rectilíneo que a Couraça dos Apóstolos perpetua. ![]() Sob o decumanus e parte do criptopórtico, corria a principal conduta de esgoto da cidade em direcção ao rio (fig. 5), recolhendo as águas das chuvas, dos grandes edifícios públicos e das habitações. Escavações recentes puseram a descoberto esgotos secundários ligados àquela cloaca maxima. A dimensão do esgoto a oeste do Beco das Condeixeiras é suficiente para responder às descargas de um balneário ou de um quarteirão habitacional populoso. É tentador imaginar que aí se situavam as termas públicas que, em regra, as cidades possuíam nas imediações do forum. A descoberta de um alinhamento de pilares, nesse local, sugere a existência de uma fachada porticada, solução que parece mais convincente do que um pórtico corrido ao longo do decumanus. Junto ao forum haveria uma pequena praça com um fontenário, cujos vestígios ainda são visíveis: ![]() Aeminium e a sua importância A primeira referência desta cidade romana aparece no itinerário de Antonino situando- a a 10 milhas a Norte de Conímbriga. A inscrição (MNMC 150) encontrada em 1888, quando se procedia a obras numa casa da Couraça dos Apóstolos, uma rua da zona alta de Coimbra, confirma a localização: ![]() Os atributos do imperador permitem datar esta lápide de 305-306 o que sugere que a benfeitoria concedida aos eminienses, por Constâncio Cloro, possa ter sido a construção da muralha que os acontecimentos políticos então ocorridos no Império romano, justificavam plenamente. Urbanismo A partir da localização do forum , construído sobre criptopórtico, do cardo maximus e do decumanus maximus , que se cruzavam no canto sudeste daquele edifício, propõe J. Alarcão uma parte substancial do que pode ter sido o urbanismo de Aeminium , seguindo o traçado subjacente às ruas mais antigas ainda em uso. Adaptando-se ao relevo da colina, a malha urbana é ortogonal – como era norma nas cidades de origem romana – na zona oriental, e mais irregular e curvilínea, a noroeste, onde o declive é mais forte e acidentado. ![]() A partir da localização do forum, construído sobre criptopórtico, do cardo maximus e do decumanus maximus , que se cruzavam no canto sudeste daquele edifício, propõe J. Alarcão uma parte substancial do que pode ter sido o urbanismo de Aeminium , seguindo o traçado subjacente às ruas mais antigas ainda em uso. Provavelmente, o traçado da muralha medieval seguiu de muito perto a pré-existência romana. Não existe porém, investigação arqueológica suficiente para se poder dizer se há total coincidência das áreas muralhadas nas duas épocas; nada se conhece sobre a existência de uma muralha no Alto Império e, por comparação com outras cidades muralhadas no Baixo Império, seria razoável supor que a área de Aeminium protegida neste período fosse inferior à delimitada na Idade Média.Todavia, a conjugação de todos os dados conhecidos parece mostrar que tal não sucedeu, permitindo a proposta apresentada por J. Alarcão.O percurso da via Olisipo-Bracara proposto por V. Mantas é o mais verosímil quer pela orientação, face à ponte, quer pelo nível a que se encontravam esses terrenos, muito mais próximo do nível do porto fluvial.” ![]() Abastecimento de água A cidade possuía abundantes nascentes a Leste, nas proximidades da actual zona de Celas. Quando da fundação da cidade, estas águas eram conduzidas para o centro urbano através de um aqueduto. O que dele resta, conserva-se parcialmente na reconstrução do séc. XVI, devida ao rei D. Sebastião: ![]() Teatro e anfiteatro Além do aqueduto e do forum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, um circo. Com base na interpretação de um fotograma aéreo de Coimbra, V. Mantas sugere a localização de um teatro romano junto da rua das Flores: ![]() ![]() A vermelho o forum e a azul a localização do teatro Posteriormente, J. Alarcão apresentou nova hipótese para este edifício sugerindo também o local onde poderá ter existido igualmente o anfiteatro Também já ouvi que no local da actual Praça do Comércio teria sito o antigo Circo Romano, mas não encontrei quaisquer dados que o confirmassem ![]() Residências A malha urbana desenhava quarteirões (insulae) que podiam ser ocupados por um ou mais edifícios. Em Aeminium apenas foram até hoje descobertos vestígios de duas residências (domus). Sob o pátio da Universidade, conserva-se parcialmente uma domus , dotada de banho aquecido, cisterna e lagar: ![]() Foi escavada em 2000-2001 e datada de meados do séc. I. Outra residência foi localizada no Colégio da Trindade, próximo da primeira. Uma grande perda: Arco de Belcouce Belcouce significa “junto ao arco”. Com efeito, sabe-se que no lugar da porta medieval, conhecida por este nome, existia um arco tetrapilo romano que a construção da porta transformou, reutilizando-o parcialmente. Sobre ele existem referências literárias, dos sécs. XVI e XVII, que o descrevem como um arco triunfal, e apontamentos desenhados na gravura de Hoefnagel, publicada em 1572 por Georg Braun: ![]() Cerca de 1636, D. Jerónimo Mascarenhas, bispo de Segóvia deixa uma descrição pormenorizada do conjunto que porta e arco fariam naquela data. Um documento camarário de 1778 autoriza a destruição do arco, e provavelmente da porta, embora não a refira. ![]() ![]() Conímbriga Situada a pouco mais de 10 kms de Coimbra fica Conímbriga, a mais bem preservada cidade romana em território nacional. ![]() Neste momento, a cidade estará menos de 1/3 descoberta: ![]() mas também do que falta descobrir seriam principalmente casas e mais casas e manter a descoberto a cidade torna difícil de a proteger das intempéries e da erosão. Como já foi referido, Conimbriga sofreu as consequências das invasões bárbaras. Em 465 e em 468 os Suevos capturaram e saquearam parcialmente a cidade, sendo esta parcialmente abandonada. Mas quando os Romanos chegaram, na segunda metade do séc. I a.C., Conimbriga era um povoado florescente. Graças à paz estabelecida na Lusitania operou-se uma rápida romanização da população indígena e Conimbriga tinha-se tornado numa próspera cidade. ![]() ![]() Particularmente notável pela planta e pela riqueza dos mosaicos que a pavimentam, é a grande villa urbana com peristilo central, a Norte da via ![]() ![]() ![]() ![]() Conímbriga é uma das raras cidades romanas que conserva a cintura de Muralhas, de planta aproximadamente triangular. O tramo Norte-Sul das muralhas divide a cidade em duas zonas. ![]() Casa dos Repuxos Mais fotos aqui Informação retirada de: http://www.revistatemalivre.com/encarnacao07.html http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=308592 http://www.skyscrapercity.com/showth...8#post11000328 http://pt.wikipedia.org/wiki/Con%C3%ADmbriga http://mnmachadodecastro.imc-ip.pt/p...entDetail.aspx http://www1.ci.uc.pt/gfc/historia_coimbra.htm http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_p...ode_pass=70173 http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_p...ode_pass=70317 http://www.skyscrapercity.com/showth...8#post18896728 http://mnmachadodecastro.imc-ip.pt/p...il.aspx?id=632 http://www.conimbriga.pt/portugues/ruinas.html |
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#2 |
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'tou na lua...
Join Date: Oct 2007
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Fantástico, está uma reportagem digna de revista ou jornal!! Adoro as descrições, as imagens, tudo. Tenho que ver desse fontanário, onde é isso?
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Coimbra tem mais encanto na hora da... chegada! |
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#3 |
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Registered User
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![]() é na fachada oeste do criptopórtico.. na que vira para o rio. actualmente está tapado por causa das obras |
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#4 |
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'tou na lua...
Join Date: Oct 2007
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Não fazia mesmo ideia... conheço o Criptopórtico, é sombrio mas vale muito a pena... é o que mais gosto no museu, porque depois tem faianças e peças religiosas...
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#5 |
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I Love You... Soraia
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Boa reportagem e bom thread
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pila
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#6 |
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Barra for Friends
Join Date: Dec 2004
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![]() Excelente daniel ! O Arpels vai-se passar!
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#7 |
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Feliz 2013 :D!
Join Date: Nov 2006
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Excelente trabalho, estás de parabéns
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#8 |
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Registered User
Join Date: Feb 2008
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Parabéns Daniel. Por acaso não sabes onde ficava exactamente o Arco de Belcouce na actual cidade?
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#9 |
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Barra for Friends
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Como seria o nome Aeminium hoje em dia?
Se não fosse o Bispo, Coimbra hoje chamava-se Âmnio?
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#10 | |
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Registered User
Join Date: May 2006
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Grande thread Daniel!
![]() Quote:
"ae" lê-se "é"... provavelmente se Conímbriga tivesse resistido à destruição dos Suevos, Coimbra chamar-se-ia Émino e seria uma pequena vila do norte da Àrea Metropolitana de Condeixa ![]()
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#11 |
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Barra for Friends
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Amino ficava melhor
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#12 | |
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acredito que sim, por acaso até utilizei um tópico dele na elaboração deste ![]() Quote:
![]() fonte fonte |
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#13 |
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'tou na lua...
Join Date: Oct 2007
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Parece ser ali algures para os lados da Torre de Almedina, ou analisando melhor talvez mais para os lados do Governo Civil...
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#14 | |
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Registered User
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Seria na zona onde está o Governo Civil:
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#15 |
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excelente trabalho daniel, como sempre! dá vontade de demolir tudo e escavar, escavar...
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#16 |
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Registered User
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#17 |
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Barra for Friends
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Onde anda esse thread daniel
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#18 |
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Registered User
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#19 |
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Geógrafo
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Que horror de imagem quando comparado com o que existe actualmente. Destruir meia cidade antiga para fazer aquela aberração, sera que não havia espaço em qualquer outro lugar!?
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#20 |
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Join Date: Mar 2006
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| coimbra, condeixa-a-nova |
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