daily menu » rate the banner | guess the city | one on oneforums map | privacy policy | DMCA | news magazine | posting guidelines

Go Back   SkyscraperCity > European Forums > Fórum Português > Arquitectura e Urbanismo > Sul > Projectos



Global Announcement

As a general reminder, please respect others and respect copyrights. Go here to familiarize yourself with our posting policy.


Reply

 
Thread Tools
Old March 31st, 2008, 10:51 AM   #1
Barragon
Barra for Friends
 
Barragon's Avatar
 
Join Date: Dec 2004
Location: Barreiro
Posts: 84,111
Likes (Received): 1527

Chamusca - Construção dos dois CIRVER da Chamusca deve estar pronta até ao final de Abril

31.03.2008

Inauguração dos dois centros de tratamento de resíduos perigosos prevista para 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente. As duas unidades começarão a funcionar logo a seguir

Os dois centros integrados de recuperação, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) em construção na Chamusca devem estar concluídos até ao final de Abril, prevendo-se que a sua inauguração ocorra no Dia Mundial do Ambiente, a 5 de Junho.

Com o início da actividade dos dois centros, que acolherão os resíduos industriais perigosos não tóxicos de todo o país, poderão passar a ser ali tratadas e recuperadas cerca 200 mil toneladas de resíduos, aproveitando-se os benefícios da sua reciclagem e evitando-se o pagamento dos custos do seu transporte para outros países. Os dois CIRVER, construídos pelos consórcios Sisav e Ecodeal, terão, contudo, em conjunto, uma capacidade instalada para tratar e recuperar 465 mil toneladas de lixos perigosos provenientes de todo o país.

Com a entrada em funcionamento dos dois centros, Portugal passa a ser quase auto-suficiente nesta matéria, ficando a exportar apenas uma pequena parcela de resíduos cujo tratamento ainda não pode ser feito na Chamusca. O concelho já está, porém, a beneficiar directamente da instalação das duas mega-unidades que separam os resíduos e os tornam química e biologicamente inertes e que ocupam no total mais de 60 hectares de terrenos. Isto porque em torno destas duas unidades, que não irão recolher nem resíduos radioactivos nem explosivos, muitas outras empresas da fileira ambiental e dos vários sectores de reciclagem, estão já a instalar as suas unidades produtivas que irão aproveitar como matéria-prima os produtos resultantes dos CIRVER.

"Estes investimentos são uma aposta de todo o município na área ambiental e procuram trazer desenvolvimento e emprego para um concelho deprimido economicamente. Temos consciência dos seus riscos, mas é uma necessidade do país para cuja satisfação a Chamusca quer contribuir - mas também tirar daí algum proveito", afirma o presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU). O autarca sublinha que o construção dos dois CIRVER está a ser acompanhada de perto pela Agência Portuguesa do Ambiente, mas mostra-se preocupado, sobretudo, com os acessos à zona.

Muitas dezenas de camiões transportarão diariamente resíduos para os dois centros, que distam dois quilómetros um do outro, e a travessia de povoações e de pontes com trânsito condicionado, como são as pontes sobre o Tejo na Chamusca e entre a Praia do Ribatejo e Constância-Sul, está longe de ser considerada segura. A câmara prevê construir uma estrada de 12 quilómetros ao longo de uma zona florestal para permitir a ligação directa aos dois centros e evitar a passagem dos camiões por algumas aldeias, mas esse projecto levará ainda alguns anos a concretizar.

"Há neste momento cerca de cem hectares com empresas da fileira ambiental já instaladas ou em fase de obras. Nos próximos anos estimamos que o número de pessoas que trabalharão nas várias indústrias irá crescer significativamente", observa Sérgio Carrinho. O autarca sublinha que o município está já a preparar o cenário de uma expansão a médio e longo prazo do polígono ambiental, conhecido por Eco Parque do Relvão, de modo a que mais 1800 hectares de terras fiquem disponíveis para a sua expansão. A revisão do Plano Director Municipal na zona do Relvão para permitir futuros investimentos industriais está a ser outra das prioridades municipais.

Fonte: Público
__________________
::: Portuguese Forum :::

The Latest Photo Reports: Região de Lisboa :: Alentejo

Fat people are harder to kidnap
Barragon no está en línea   Reply With Quote

Sponsored Links
 
Old May 10th, 2008, 03:08 PM   #2
pedrodepinto
Feliz 2014 ;)!
 
pedrodepinto's Avatar
 
Join Date: Nov 2006
Location: Lisbon
Posts: 29,486
Likes (Received): 322

Muito bem !
pedrodepinto no está en línea   Reply With Quote
Old June 4th, 2008, 01:14 PM   #3
Barragon
Barra for Friends
 
Barragon's Avatar
 
Join Date: Dec 2004
Location: Barreiro
Posts: 84,111
Likes (Received): 1527

Centros de tratamento de resíduos industriais são inaugurados hoje

Governo quer proibir saída de lixos perigosos para a UE


04.06.2008 - 08h36

O Governo quer proibir a exportação de resíduos perigosos de Portugal para outros países da União Europeia. Esta é uma forma de proteger os dois centros integrados de reciclagem, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) que hoje são inaugurados na Chamusca.


A abertura dos CIRVER encerra duas décadas de avanços e recuos sobre a escolha da solução para lixos industriais do país. Mas um regulamento polémico, que o Ministério do Ambiente está a ultimar, ensombra a cerimónia de hoje, em que o ministro socialista Francisco Nunes Correia vai assinalar a concretização de uma ideia lançada pelo PSD.

Os CIRVER vão tratar 80 a 85 por cento das 250 a 300 mil toneladas de resíduos perigosos produzidos em Portugal, segundo diferentes estimativas. Actualmente, uma parte significativa dos resíduos é enviada para o exterior, sobretudo para Espanha, para tratamento ou deposição em aterro. Em 2007, foram exportadas cerca de 140 mil toneladas, segundo informação do gabinete do ministro do Ambiente.

Portugal vai impor objecções à saída da maior parte desses resíduos, ao abrigo de um regulamento comunitário que defende o princípio da proximidade e da auto-suficiência dos Estados-membros no tratamento dos seus lixos. "O que temos em mente é preparar uma objecção com o fundamento de termos, a partir de hoje, o ciclo completo de tratamento no país", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

Apesar de os dois CIRVER prometerem custos de tratamento mais baixos dos que os actuais, a concorrência da exportação inspira receios. Frederico Macedo, director-geral da Ecodeal, a empresa responsável por um dos CIRVER, afirma que unidades de tratamento em Espanha, que têm o investimento amortizado e alegadamente estão sujeitas a menos exigências, podem vir a baixar excessivamente os seus preços. "É muito importante que a exportação seja muito bem controlada", afirma.

Na guerra dos preços, os CIRVER temem também ser prejudicados por um regulamento de funcionamento, que o Governo introduziu como obrigatório em 2006. A primeira versão do documento foi alvo de várias críticas. A associação ambientalista Quercus aponta, por exemplo, excessivas exigências burocráticas tanto aos operadores dos CIRVER, quanto aos seus clientes, que ali entregarão os resíduos para serem reciclados.

Distorção do mercado

Também se critica o facto de só os CIRVER serem obrigados a ter um regulamento, contrariamente a outras operações de tratamento de resíduos - como a co-incineração em cimenteiras. "Não é justo, é tecnicamente errado e faz distorcer o mercado", afirma Rui Berkmeier, da Quercus.

A Autoridade da Concorrência terá também levantado dúvidas a esse respeito, numa reunião para discutir o regulamento ontem, na Agência Portuguesa do Ambiente.

Humberto Rosa diz, porém, que as disposições do regulamento podem vir a ser estendidas a outras unidades. Às cimenteiras isso será feito "se for necessário". Para os CIRVER, acrescenta Humberto Rosa, "o regulamento é fundamental para dar garantias" de que os resíduos têm o tratamento adequado.

Mas as próprias empresas que gerem os CIRVER argumentam que, para isso, já é suficiente a licença ambiental - o documento-chave que especifica todas as normas que uma indústria tem de cumprir.

"O regulamento vai além da licença ambiental", queixa-se Frederico Macedo, da Ecodeal, empresa que contesta a existência do documento. "Vai introduzir custos não previstos."

CIRVER ou co-incineração?


Dos resíduos que não serão tratados nos CIRVER, cerca de cinco por cento ainda terão de ser exportados, devido à falta de unidades de tratamento no país. Os 10 a 15 por cento restantes serão queimados como combustível em cimenteiras - no processo de co-incineração, alvo de intensa controvérsia desde que foi escolhido por José Sócrates em 1998, quando era ministro do Ambiente, como método de tratamento dos resíduos industriais perigosos em Portugal.

"A única solução que o PS tinha era a co-incineração", afirma o deputado social-democrata José Eduardo Martins, que lançou os CIRVER, quando secretário de Estado do Ambiente entre 2002 e 2004. "A iniciativa política de haver os CIRVER é, de facto, minha", afirma.

Humberto Rosa, actual secretário de Estado do Ambiente, diz que uma solução como a dos CIRVER já estava nos relatórios da Comissão Científica Independente constituída no auge da polémica sobre a co-incineração, em 1999. E o actual Governo do PS, segundo Humberto Rosa, melhorou a concepção do sistema deixado pelo PSD: "Somos co-autores da solução."

Com a abertura dos CIRVER, a co-incineração passa a ser um tratamento complementar. Mas não se destinará apenas ao que não puder ser tratado pelos centros da Chamusca. Os próprios CIRVER vão preparar misturas de resíduos que serão encaminhados para as cimenteiras. Segundo Frederico Macedo, da Ecodeal, alguns dos materiais com maior poder calorífico serão à partida destinados à co-incineração.

Cada CIRVER dispõe de um aterro, com capacidade total para um milhão de toneladas de resíduos. Mas a sua utilização é o último elo, depois de uma série de métodos paralelos de tratamento, onde é separado tudo o que puder ser reutilizado, reciclado ou valorizado. Carlos Cardoso, do Sisav - um dos centros da Chamusca - resume: "Isto não é só um aterro, é uma unidade industrial complexa."

Fonte: Publico
__________________
::: Portuguese Forum :::

The Latest Photo Reports: Região de Lisboa :: Alentejo

Fat people are harder to kidnap
Barragon no está en línea   Reply With Quote


Reply

Thread Tools

Posting Rules
You may not post new threads
You may not post replies
You may not post attachments
You may not edit your posts

BB code is On
Smilies are On
[IMG] code is On
HTML code is Off



All times are GMT +2. The time now is 06:01 AM.


Powered by vBulletin® Version 3.8.8 Beta 1
Copyright ©2000 - 2014, vBulletin Solutions, Inc.
Feedback Buttons provided by Advanced Post Thanks / Like v3.2.5 (Pro) - vBulletin Mods & Addons Copyright © 2014 DragonByte Technologies Ltd.

vBulletin Optimisation provided by vB Optimise (Pro) - vBulletin Mods & Addons Copyright © 2014 DragonByte Technologies Ltd.

SkyscraperCity ☆ In Urbanity We trust ☆ about us | privacy policy | DMCA policy

Hosted by Blacksun, dedicated to this site too!
Forum server management by DaiTengu