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Old March 30th, 2008, 02:14 PM   #1
Barragon
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Lisboa | Corredor Verde entre o Parque Eduardo VII e Monsanto



Entre o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, existem 6,5 quilómetros de espaços verdes, que até ao Verão do próximo ano vão ficar ligados entre si. A garantia que o Corredor Verde da cidade vai finalmente avançar foi dada ontem por José Sá Fernandes, vereador responsável pelos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, que pretende assim concretizar um das suas promessas eleitorais. O autarca promete assim realizar um sonho antigo do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que há cerca de 30 anos idealizou aquele percurso pedonal, sem que até hoje o tenha visto acontecer.

Ao todo, o projecto - que inclui nivelamentos de piso, construção de uma ponte, entre vários outros trabalhos - custará 500 mil euros, mas a maior parte da verba será assegurada por financiamentos exteriores e também por dinheiro do Casino de Lisboa, explicou Sá Fernandes, que acedeu ao convite do Centro Nacional de Cultura e foi o cicerone durante um passeio pedonal pelos 6,5 quilómetros do futuro Corredor Verde.

As novidades começam logo entre o Parque Eduardo VII e o Jardim Amália Rodrigues, onde haverá nivelamento de piso e uma passagem para peões. Também para chegar à parte de trás do Palácio da Justiça será feita uma passagem para peões.

Para a zona da Avenida Gulbenkian está prevista uma ponte de ligação pedonal até perto das instalações da Polícia Municipal (PM). Sá Fernandes espera conseguir lançar o concurso de adjudicação no final do mês de Maio e acredita que em Novembro será possível arrancar com a construção. A conclusão está prevista para o Verão de 2009, assim como os restantes trabalhos.

Duas cafetarias vão ser construídas ao longo do percurso uma perto da PM e outra junto à quinta municipal José Pinto, perto do Bairro da Liberdade, em Campolide. A quinta também será recuperada e para chegar a Monsanto será aproveitada a passagem pedonal já existente. Na entrada do Parque Florestal, haverá uma recepção: uma construção municipal que vai ser recuperada. O actual parque de estacionamento vai ser melhorado, assim como o caminho que leva para ao interior do parque. No final da longa caminhada, Sá Fernandes anunciou que está estudo um sistema que permita o aluguer de bicicletas e carrinhos eléctricos num ponto do percurso e posterior devolução noutra zona, depois de utilizados.

Fonte: JN
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Old March 30th, 2008, 04:12 PM   #2
JohnnyMass
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hum... então o corredor verde faz-se com passadeiras, pontes e cafetarias? será que as vão pintar de verde?
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Old March 30th, 2008, 04:40 PM   #3
_Rick_
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hum... então o corredor verde faz-se com passadeiras, pontes e cafetarias? será que as vão pintar de verde?
Oh pá não sejas mauzinho . Obviamente que tens de fazer as pontes para atravessar a Avenida Calouste Gulbenkian e a linha de cintura. Nem podia ser de outra forma. De qualquer maneira até podiam ser umas pontes com jardins suspensos :jk (mas até que não seria má ideia).

De qualquer maneira, se este homem conseguir fazer ali um corredor verde de jeito, então ganha o meu respeito. Já não pensava que ia ser feito para ser honesto. Imagino a quantidade de interesses imobiliários que desejavam aqueles espaços.
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Old March 30th, 2008, 04:57 PM   #4
JohnnyMass
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sou munto mau! mas a notícia é claramente enganadora.
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Old March 30th, 2008, 05:10 PM   #5
fred_mendonca
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Old March 31st, 2008, 01:44 AM   #6
daniel322
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aì está o herói José Sá Fernandes em acção!!
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Old March 31st, 2008, 07:35 AM   #7
joaonosky
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NOTA 1. A notícia é um pouco enganadora realmente. O corredor verde de Lisboa nunca esteve em causa e avança há já bastante tempo, mas muito devagar. O que nunca se soube é quanto tempo demoraria para estar todo concluído e esta aceleração do processo é boa notícia e sejamos justos, é uma acção louvável por parte de José Sá Fernandes, o da aceleração, porque o projecto é do Gonçalo Ribeiro Teles. Até agora a continuação do corredor verde esteve suspensa para que se terminem as obras do metro da extensão da linha vermelha para S. Sebastião, cuja boca de saída da máquina escavadora está junto ao Palácio da Justiça. Só quando essas obras terminarem poderá ser construída a ligação do Parque Amália Rodrigues para as trazeiras do Palácio da Justiça e em diante.

NOTA 2. Nenhum dos espaços pode ser cobiçado pela iniciativa privada, já que são todos públicos e o corredor verde já está assinalado no PDM.

NOTA 3. A última vez que ouvi alguma coisa, a ligação entre o Jardim Amália Rodrigues e o Tribunal de Justiça seria feito por "ponte" também, visto que o desnível em relação à estrada o justifica e o trânsito é bastante intenso ali -- que não o é tanto na r. que passa pelo Parque Eduardo VII, por exemplo. Mas se calhar entretanto a estratégia de atravessamento foi mudada.

NOTA 4. {SOBRE CORREDORES} Existem vários tipos de corredores verde. Há os corredores de ecossistemas não-humanos e corredores de ecossistemas humanos e todas as variantes mistas. No plano verde para Lisboa, o corredor verde é humano, já que não fazia sentido de outra forma, pois a cidade estava construída antes do plano verde. (os grandes ecossistemas [menos] humanos/mistos dentro da AML-Norte são Monsanto, Serra de Sintra e Serra da Carregueira + estuário do Tejo. No plano verde de Lisboa consagravam-se zonas de protecção para os ecossistemas não-humanos, nomeadamente o final do vale de Alcântara, que não deveria ver intensificada a sua impermeabilização e o Vale de Sto António, ambos com planos urbanos que põe em causa as recomendações do plano verde, que aí sim, se encontra ameaçado.) O objectivo deste corredor de que se fala na notícia é apenas o de estabelecer uma organização de continuidade de alguns espaços ajardinados/públicos em Lisboa. Diz a teoria que biotopos interligados por corredores permitem fomentar a qualidade dos mesmos incrementando a sua diversidade e população em relação ao que aconteceria se estivessem desligados. Por outras palavras, com articulação, o todo é maior que o somatório das partes. Ora, no caso do corredor verde de Lisboa, que é humano, isso significa apenas que os vários jardins/espaços públicos ao longo do corredor serão muito mais utilizados, haverá mais usofruto e formarão um todo maior que o somatório das suas partes : isto é, o bem estar proporcionado pelo contacto com a natureza será percepcionado como sendo melhor e maior. Claro que isto não pode ser feito de qualquer maneira e o desenho do corredor importa. Não é por acaso que se inicia na Baixa e termina em Monsanto. A articulação também não pode ser de qualquer maneira, qualquer que seja a solução (passadeiras, pontes, etc.) o que interessa é que o fluxo de atravessamento tenha um certo racio, para que seja percebido como uma ligação real - ou seja, uma passadeira numa rua não muito movimentada chega perfeitamente. Outro dos critérios para que o corredor seja um corredor é que haja atractivos suficientes ao longo do percurso. Todas as espécies requerem que o espaço que atravessem seja pontuado por certos elementos para que se sintam compelidos a atravessá-lo. Os coelhos precisam de zonas de abrigo (arbustos, etc) de x em x metros e raramente se lançam em áreas a céu aberto, os esquilos de árvores, os pássaros de pontos onde tenham acesso a água (daí os laguinhos no novo redesign dos jardins da Gulbenkian, para atrair pássaros e anfíbios para aquele jardim, que vai aumentar assim a biodiversidade, etc.). Assim, também os seres humanos necessitam de alguma pontuação para que atravessem um espaço. Como se reconhecem esses elementos ? Pela vida pública que atraem: lojas e montras, espaços culturais, equipamento vário, monumentos, restaurantes, locais de trabalho, etc., i.e. uma matriz urbana (e todo o corpo de conhecimento desenvolvido por urbanistas). Estas coisas estão todas dependentes da cultura em que se inserem. Num sistema de jardins para o país que é, faz sentido que sejam cafés (no Jardim Amália Rodrigues e parque Eduardo VII já há restaurantes e cafés), mas também pontos de aluguer de bicicletas ou equipamento de desporto, que é o que há nos circuitos em Monsanto.

NOTA 5. {SOBRE O VERDE} Nenhum jardim urbano é realmente natural. Todos têm um certo grau de artificialidade. Bastante grande até quando se mede em termos de input de energia necessária para o manter. Este corredor é verde porque incrementa a relação entre os humanos e aquilo que eles percebem como "natureza". A percepção para os seres humanos da quantidade de "natureza" que um espaço necessita para ser considerado "natural" é muito relativo. Geralmente basta uma ou duas árvores numa praça pequena (ainda que estejam enfiadas numa caldeira sem qualquer ligação à terra). Só assim se compreende que uma das Avenidas mais poluídas da Europa - Av. da Liberdade - seja parte integrante do corredor verde (porque efectivamente as pessoas o percebem como verde, não um jardim, mas mesmo assim verde) : num sistema ecológico humano, o que interessa é a percepção das pessoas, que são a espécie em causa e não a sua "naturalidade" relativamente a uma espécie não-humana. Assim do mesmo modo uma ponte pode ser parte de um corredor verde, mesmo que não tenha canteiro algum, desde que esteja a estabelecer de forma perceptível a ligação de fluxos da espécie em questão ao longo de um corredor percebido pelos seus utilizadores como natural.

Last edited by joaonosky; March 31st, 2008 at 08:38 AM. Reason: reorganização do texto.
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Old March 31st, 2008, 01:03 PM   #8
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Originally Posted by joaonosky View Post
NOTA 1. A notícia é um pouco enganadora realmente. O corredor verde de Lisboa nunca esteve em causa e avança há já bastante tempo, mas muito devagar. O que nunca se soube é quanto tempo demoraria para estar todo concluído e esta aceleração do processo é boa notícia e sejamos justos, é uma acção louvável por parte de José Sá Fernandes, o da aceleração, porque o projecto é do Gonçalo Ribeiro Teles. Até agora a continuação do corredor verde esteve suspensa para que se terminem as obras do metro da extensão da linha vermelha para S. Sebastião, cuja boca de saída da máquina escavadora está junto ao Palácio da Justiça. Só quando essas obras terminarem poderá ser construída a ligação do Parque Amália Rodrigues para as trazeiras do Palácio da Justiça e em diante.

NOTA 2. Nenhum dos espaços pode ser cobiçado pela iniciativa privada, já que são todos públicos e o corredor verde já está assinalado no PDM.

NOTA 3. A última vez que ouvi alguma coisa, a ligação entre o Jardim Amália Rodrigues e o Tribunal de Justiça seria feito por "ponte" também, visto que o desnível em relação à estrada o justifica e o trânsito é bastante intenso ali -- que não o é tanto na r. que passa pelo Parque Eduardo VII, por exemplo. Mas se calhar entretanto a estratégia de atravessamento foi mudada.

NOTA 4. {SOBRE CORREDORES} Existem vários tipos de corredores verde. Há os corredores de ecossistemas não-humanos e corredores de ecossistemas humanos e todas as variantes mistas. No plano verde para Lisboa, o corredor verde é humano, já que não fazia sentido de outra forma, pois a cidade estava construída antes do plano verde. (os grandes ecossistemas [menos] humanos/mistos dentro da AML-Norte são Monsanto, Serra de Sintra e Serra da Carregueira + estuário do Tejo. No plano verde de Lisboa consagravam-se zonas de protecção para os ecossistemas não-humanos, nomeadamente o final do vale de Alcântara, que não deveria ver intensificada a sua impermeabilização e o Vale de Sto António, ambos com planos urbanos que põe em causa as recomendações do plano verde, que aí sim, se encontra ameaçado.) O objectivo deste corredor de que se fala na notícia é apenas o de estabelecer uma organização de continuidade de alguns espaços ajardinados/públicos em Lisboa. Diz a teoria que biotopos interligados por corredores permitem fomentar a qualidade dos mesmos incrementando a sua diversidade e população em relação ao que aconteceria se estivessem desligados. Por outras palavras, com articulação, o todo é maior que o somatório das partes. Ora, no caso do corredor verde de Lisboa, que é humano, isso significa apenas que os vários jardins/espaços públicos ao longo do corredor serão muito mais utilizados, haverá mais usofruto e formarão um todo maior que o somatório das suas partes : isto é, o bem estar proporcionado pelo contacto com a natureza será percepcionado como sendo melhor e maior. Claro que isto não pode ser feito de qualquer maneira e o desenho do corredor importa. Não é por acaso que se inicia na Baixa e termina em Monsanto. A articulação também não pode ser de qualquer maneira, qualquer que seja a solução (passadeiras, pontes, etc.) o que interessa é que o fluxo de atravessamento tenha um certo racio, para que seja percebido como uma ligação real - ou seja, uma passadeira numa rua não muito movimentada chega perfeitamente. Outro dos critérios para que o corredor seja um corredor é que haja atractivos suficientes ao longo do percurso. Todas as espécies requerem que o espaço que atravessem seja pontuado por certos elementos para que se sintam compelidos a atravessá-lo. Os coelhos precisam de zonas de abrigo (arbustos, etc) de x em x metros e raramente se lançam em áreas a céu aberto, os esquilos de árvores, os pássaros de pontos onde tenham acesso a água (daí os laguinhos no novo redesign dos jardins da Gulbenkian, para atrair pássaros e anfíbios para aquele jardim, que vai aumentar assim a biodiversidade, etc.). Assim, também os seres humanos necessitam de alguma pontuação para que atravessem um espaço. Como se reconhecem esses elementos ? Pela vida pública que atraem: lojas e montras, espaços culturais, equipamento vário, monumentos, restaurantes, locais de trabalho, etc., i.e. uma matriz urbana (e todo o corpo de conhecimento desenvolvido por urbanistas). Estas coisas estão todas dependentes da cultura em que se inserem. Num sistema de jardins para o país que é, faz sentido que sejam cafés (no Jardim Amália Rodrigues e parque Eduardo VII já há restaurantes e cafés), mas também pontos de aluguer de bicicletas ou equipamento de desporto, que é o que há nos circuitos em Monsanto.

NOTA 5. {SOBRE O VERDE} Nenhum jardim urbano é realmente natural. Todos têm um certo grau de artificialidade. Bastante grande até quando se mede em termos de input de energia necessária para o manter. Este corredor é verde porque incrementa a relação entre os humanos e aquilo que eles percebem como "natureza". A percepção para os seres humanos da quantidade de "natureza" que um espaço necessita para ser considerado "natural" é muito relativo. Geralmente basta uma ou duas árvores numa praça pequena (ainda que estejam enfiadas numa caldeira sem qualquer ligação à terra). Só assim se compreende que uma das Avenidas mais poluídas da Europa - Av. da Liberdade - seja parte integrante do corredor verde (porque efectivamente as pessoas o percebem como verde, não um jardim, mas mesmo assim verde) : num sistema ecológico humano, o que interessa é a percepção das pessoas, que são a espécie em causa e não a sua "naturalidade" relativamente a uma espécie não-humana. Assim do mesmo modo uma ponte pode ser parte de um corredor verde, mesmo que não tenha canteiro algum, desde que esteja a estabelecer de forma perceptível a ligação de fluxos da espécie em questão ao longo de um corredor percebido pelos seus utilizadores como natural.
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Old April 1st, 2008, 02:01 AM   #9
Fern
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Originally Posted by JohnnyMass View Post
hum... então o corredor verde faz-se com passadeiras, pontes e cafetarias? será que as vão pintar de verde?
Melhor que o matagal desenhado pelo Ribeiro Telles que fica por trás da avenida josé malhoa...

@joaonosky- A minha única questão é a seguinte: será que os corredores que interligam os vários espaços verdes já existentes não irão ficar demasiado apertados e isolados no meio de edifícios imponentes o suficiente para os tornar pouco convidativos? Porque no fundo parece ser isso que se está a propor e não a criação de um grande corredor verde que actue como um parque que atravessa o centro da cidade até Monsanto.
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Old April 1st, 2008, 02:50 AM   #10
joaonosky
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Originally Posted by Fern View Post
A minha única questão é a seguinte: será que os corredores que interligam os vários espaços verdes já existentes não irão ficar demasiado apertados e isolados no meio de edifícios imponentes o suficiente para os tornar pouco convidativos? Porque no fundo parece ser isso que se está a propor e não a criação de um grande corredor verde que actue como um parque que atravessa o centro da cidade até Monsanto.
Confesso que não conheço projectos de pormenor do plano. À partida não me parece isso. Não sei bem por onde é que se vai fazer o atravessamento do vale de Alcântara, mas vou tentar assinalar numa fotogria as áreas do corredor verde de Monsanto.

Há que perceber, no entanto, que isto é o corredor possível, visto que ligar a Baixa a Monsanto não poderia ser feito de outra forma sem grandes expropriações, o que não foi considerado razoável. De qualquer maneira no plano verde para Lisboa havia outros corredores, mais robustos de um ponto de vista ecológico. Esses sim, correm riscos de desaparecerem.
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Old April 1st, 2008, 04:25 AM   #11
joaonosky
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{VERMELHO} : áreas do corredor verde;
{AZUL} : zonas de espaços públicos que podem funcionam complementarmente ao corredor.

1. Praça dos Restauradores
2. Av. da Liberdade
3. Jardim Botânico + Parque Mayer + Praça da Alegria
4. Marquês de Pombal
5. Parque Eduardo VII
6. Estufa Fria/Quente
7. Jardim Amália Rodrigues
8. Palácio da Justiça
9. Campus da UNL
10. jardim ? (Será este o "matagal desenhado pelo Ribeiro Telles que fica por trás da avenida josé malhoa", Fern ?)
11. Monsanto. (Não tenho a certeza onde se faz a ligação por ponte.)

Li que há pretensões de ligar Monsanto à Quinta da Granja, em Benfica, mas não sei como está isso nem se é possível.

Last edited by joaonosky; April 1st, 2008 at 04:50 AM. Reason: corrigir a imagem.
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Old April 1st, 2008, 12:48 PM   #12
Rexluso
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Aleluia!
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Old April 1st, 2008, 12:49 PM   #13
Fern
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Originally Posted by joaonosky View Post
10. jardim ? (Será este o "matagal desenhado pelo Ribeiro Telles que fica por trás da avenida josé malhoa", Fern ?)
É esse mesmo. Não sei como está agora mas lembro-me de que na altura a ideia do Ribeiro Telles era deixa-lo crescer naturalmente o que no Verão principalmente significava que o jardim mais parecia um terreno baldio.

As áreas que assinalaste a vermelho sao mesmo para converter em jardim ou apenas os espaços que achas passiveis de ser incluidos no plano?
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Old April 1st, 2008, 01:26 PM   #14
Barragon
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Belo mapa joao
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Old April 1st, 2008, 08:27 PM   #15
joaonosky
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Originally Posted by Fern View Post
... a ideia do Ribeiro Telles era deixa-lo crescer naturalmente o que no Verão principalmente significava que o jardim mais parecia um terreno baldio.

As áreas que assinalaste a vermelho sao mesmo para converter em jardim ou apenas os espaços que achas passiveis de ser incluidos no plano?
Até à Av. Calouste Gulbenkian, a delimitação foi baseada num plano que já foi aqui publicado num thread do skyscrapercity : thread

O resto é um pouco aquilo que acho que fará parte do plano, já que a partir daqui as imagens que tenho visto são difusas e as imagens pequenas para ter a certeza. O jardim existente é uma escolha óbvia, o resto é aquilo que me parece razoável de acordo com o que tenho visto por aí.

A ideia de deixar a vegetação crescer naturalmente é muito interessante, desde que não se fique por aí. Deixar o terreno ao abandono durante um ano ajuda a revelar imensa coisa sobre a qualidade dos solos, áreas com mais insolação, mais humidade, que tipo de vegetação surge espontaneamente, os carreiros que as pessoas deixam, para depois a partir daí se fazer um plano com estes dados. Em Harvard fez-se um parque deixando o terreno ao abandono durante um ano e verificando os carreiros que as pessoas formaram no terreno a atravessá-lo durante um ano. Depois fez-se o plano respeitando esses caminhos. Por acaso tenho curiosidade em saber como está o jardim e o que se pretende fazer com ele, se é que ainda está tipo matagal.
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Old April 1st, 2008, 10:47 PM   #16
_Rick_
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Originally Posted by joaonosky View Post
Li que há pretensões de ligar Monsanto à Quinta da Granja, em Benfica, mas não sei como está isso nem se é possível.
Seria interessante mas não estou a ver bem como fazer isso. A Quinta da Granja está completamente rodeada de prédios na parte virada para Monsanto.
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Old June 23rd, 2008, 10:25 PM   #17
Tom_Lisboa
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Lisboa carece de espaços verdes desta dimensão, alias, parece-me um excelente projecto.
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Old June 26th, 2008, 12:54 AM   #18
visconde
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bem que podiam aproveitar e comecavam a fazer umas vias para bicicletas neste corredor verde.. era um bom inicio..
ja se comecam a ver pessoas de bicicleta na cidade... mas no meio dos carros eu tenho medo
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Old June 26th, 2008, 01:55 AM   #19
Barragon
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Com este corredor é bem possível... mas ainda não fizeram nada... aquela Av. da Liberdade apresenta muitas dificuldades para as bicicletas.
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Old July 8th, 2008, 12:57 PM   #20
pedrodepinto
Feliz 2015 ;)!
 
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Muito interessante esta proposta !
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