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Old March 19th, 2010, 06:05 PM   #301
DaniFR
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Mais um privado
Qual é o problema de ser privado?
A SANFIL já tinha uma clínica em Coimbra e agora vai construir este hospital maior.
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Old March 19th, 2010, 09:01 PM   #302
sybrenp
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Os serviços de saude e de educação devem sempre ser reglado pelo estado, não por empresas privadas..
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Old March 19th, 2010, 09:38 PM   #303
djou23
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Os serviços de saude e de educação devem sempre ser reglado pelo estado, não por empresas privadas..
então porquê?
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Capa negra de saudade/No momento da partida
Segredos desta cidade/Levo comigo p'ra vida
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Old March 20th, 2010, 12:09 AM   #304
JPSM
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Os serviços de saude e de educação devem sempre ser reglado pelo estado, não por empresas privadas..
Isso é uma visão um bocado pro utopica do comunismo....

Quanto muito deve coexistir a realidade publica e privada...a historia de que teres estabelecimentos privados, na educação e saude, é mau, porque é uma mera fábrica de dinheiro, é errada...visto que os melhores resultados ao nivel de exames nacionais são de alunos de privadas...e continua a ser possivel ser se bom aluno, fora dessas escolas...o mesmo se passa com os hospitais...se tens dinheiro e não queres ir ao publico vais ao privado...onde tens um tipo de tratamento muito mais personalizado que no publico...

E na realidade mesmo os privados continuam a ser parte do "estado"...porque as práticas medicas nos hospitais, tem que ser aprovadas e autorizadas pelo ministerio da saude, que mantem uma fiscalização dessas práticas e o mesmo na educação...no fundo é só uma administração privada e gestão orientada como se de uma empresa se tratasse e não um sorvedor de dinheiro dos contribuintes
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Old March 20th, 2010, 10:30 PM   #305
Tiaguito_239
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Hoje de tarde fui ao ipaque e verifiquei que já existem poças de água nas estradas... Nao percebo que tipo de construção é esta! E como isto está, quando as empresas finalmente forem para lá, já aquilo estará tudo destruido. Já agora, se ja foram lá, já hão-de ter reparado que já está uma tenda dos ciganos à entrada do parque... que mau aspecto
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Old March 22nd, 2010, 12:06 AM   #306
Bluesence
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Porque é que está tudo ainda tão vazio?
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Old March 22nd, 2010, 02:07 AM   #307
DaniFR
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Porque é que está tudo ainda tão vazio?
Porque ainda não começaram a construir as empresas, mas os lotes já estão todos reservados.
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Old March 23rd, 2010, 04:16 PM   #308
DaniFR
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SANFIL e iParque assinam escritura publicamente

HOSPITAL DE SANTA FILOMENA VAI NASCER NO IPARQUE


A SANFIL – Casa de Saúde de Santa Filomena assinou esta manhã a escritura de compra do lote 17 do Coimbra iParque. Naquele lote do parque científico e tecnológico de Coimbra, a empresa vai construir o Hospital de Santa Filomena, uma unidade de saúde privada, cuja principal aposta será na investigação. Esta foi a primeira escritura realizada pelo iParque.

“O projecto da SANFIL é muito interessante para o iParque, porque alavanca a área da saúde do parque, que é uma das áreas estratégicas do projecto”, começou por explicar Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do iParque. “A SANFIL comprou um dos maiores lotes do parque e é a primeira empresa a assinar a escritura connosco, o que significa que será provavelmente a primeira a estar em condições de começar a construi”, acrescentou.

A SANFIL adquiriu o lote 17 do iParque, com uma área total de 19 252,50 m2, uma área máxima de construção de 12 000 m2 e uma área de máxima implementação de 8 000 m2 e com 3 pisos e 206 lugares de estacionamento previstos. Neste espaço, está previsto a construção do Hospital de Santa Filomena, uma unidade de saúde com “oito salas de bloco operatório com capacidade para realizar 20 000 cirurgias por ano, 130 camas de cirurgia e medicina, uma unidade compreensiva de Imagiologia, que compreende radioterapia, ressonância magnética, TAC, RaiosX, osteodensitometria, mamografia, ecografia e ortopantomografia, uma unidade de Medicina Física e Reabilitação com capacidade para 1000 utentes por dia, uma unidade de Urgência que poderá receber 250 utentes por dia, uma unidade de Hemodiálise com capacidade para 200 Insuficientes renais crónicos por semana, uma sistema dedicado de transporte de utentes, uma creche e um healthclub para funcionários da SANFIL e colaboradores do iParque”, contabilizou Henrique Amaral Dias, Director-Geral da SANFIL na sua intervenção.

Para o administrador, o Hospital de Santa Filomena constitui uma “deslocalização com um grande upgrade” das actuais instalações da SANFIL (na Avenida Emídio Navarro). “Vamos aumentar o número de postos de trabalho em cerca de 30%.”

“O iParque é a mais importante infra-estrutura de serviços e tecnologia realizada na Região Centro na última década” e, por isso mesmo, a SANFIL quis “abraçar o desafio estratégico de construir e desenvolver neste empreendimento, um hospital, cuja principal característica diferenciadora é vir a tornar-se um pólo de I&D (Investigação & Desenvolvimento” nas áreas das Ciências da Vida e Saúde”, continuou o Director-Geral da SANFIL.

“O iParque tem um conjunto de condições que facilitam a aposta na investigação, por isso, apesar de já existir essa aposta na SANFIL, o projecto que vamos desenvolver no iParque intensificará essa aposta”, garante Henrique Amaral Dias. “A obesidade mórbida, a reprodução humana e engenharia genética, a urologia oncológica e transplantação, a cirurgia laparoscópica, endo-urologia, terapia prostática e litiásica com laser, a cirurgia de incontinência urinária, a cirurgia assistida por computador, as técnicas de limpeza de hemorragias do vítreo”, entre outras, são, segundo Manuel Carvalho, Director de Operações da SANFIL, áreas de investigação que terão atenção redobrada no iParque.

Com um investimento de cerca de 15 milhões de euros só para construção, o Hospital de Santa Filomena deverá estar em funcionamento em 2013.

Mais informações em: http://www.coimbraiparque.pt/index.p...wnload&gid=722

fonte
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Old March 24th, 2010, 07:20 PM   #309
Lino
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Quando é que começam a construir os edificios??
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Old May 17th, 2010, 12:53 AM   #310
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Quando é que começam a construir os edificios??
Sim... Quando??
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Old July 16th, 2010, 10:51 AM   #311
fernao
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Thumbs up

nova empresa assina hoje contracto com o iParque

Innovnano, uma empresa de nanotecnologia de Lisboa, do grupo CUF, vai montar no iParuqe uma unidade de producao e investigacao, 40 trabalhadores, vai ocupar o lote maior da primeira fase do iParque

boas noticias, e' a primeira empresa de fora de Coimbra a vir para a cidade por causa do iParque

tambem ha' mas noticias, financiamento para o edificio Tesla e para a aceleradora de empresas esta' encalhado

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Old July 16th, 2010, 10:57 AM   #312
Lino
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Pois, assinam, mas edifícios, nem vê-los
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Old July 16th, 2010, 11:11 AM   #313
fernao
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Old July 16th, 2010, 11:17 AM   #314
Lino
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Não deveriam ter feito esta parte enquanto preparavam o terreno para não estar aquilo agora a ganhar silvas?
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Old July 16th, 2010, 12:51 PM   #315
fernao
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Não deveriam ter feito esta parte enquanto preparavam o terreno para não estar aquilo agora a ganhar silvas?
qual parte?
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Old July 16th, 2010, 01:06 PM   #316
Lino
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A parte de contratar empresas, de assinar acordos de empreitada para arrancar com a fase de construção logo após a preparação do terreno...
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Old July 16th, 2010, 01:10 PM   #317
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Falei com uma pessoa que trabalhava no iparque que me disse que estão a haver alguns constrangimentos relacionados com as escrituras e etc... Só depois disso será possível começar a construir.

Em relação aos problemas do iParque, disse-me que eles vão ser resolvidos quando o parque receber presença humana. E quanto ao estado de abandono, disse-me que o iParque está consciente do que se passa. Quando começarem as obras o espaço vai ser requalificado de uma vez só. É mais barato do que ir arranjando aos poucos. E digo requalificado porque, segundo o que me disseram, enquanto as obras estiverem a decorrer, os arruamentos e passeios vão sofrer danos.
Aqui somou-se a obrigação legal de construir arruamentos e passeios antes de se iniciar a urbanização com a pressa de mostrar obra feita.

Também o iParque deve ter sido afectado pelo plano de austeridade. Acho que algumas pessoas foram despedidas para reduzir os custos da empresa detida em quase 60% pela Câmara Municipal de Coimbra.

É uma excelente notícia a vinda de uma empresa com sede em Lisboa para Coimbra.
Já o disse noutras ocasiões e repito. Antes de mais é preciso criar empresas novas; depois é preciso ir buscá-las a Lisboa: um local onde existem empresas a mais... onde a qualidade de vida é muito pobre... Ainda para mais se estivermos a falar de empresas cujo endereço físico em nada contribua para o seu sucesso...
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Old July 16th, 2010, 01:13 PM   #318
bru_nex
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Referir ainda que o edifício sede do iParque vai ser o primeiro a nascer. Em princípio, as obras começam já em 2011 e estão prontas no ano seguinte.

Ao que sei, os loteamentos tiveram de ser reduzidos para a segunda fase do projecto. Só não sei porque... já pensei que tivesse sido por se prever que venha a haver mais pedidos de empresas do que inicialmente se previa. Se assim for, perfeito.
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Old July 16th, 2010, 01:13 PM   #319
DaniFR
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NORBERTO PIRES
“Innovnano é claramente uma batalha ganha no projecto iParque”

DIÁRIO AS BEIRAS – Com a Innovnano o Coimbra iParque o que ganha?
Norberto Pires – Integra um grupo muito grande, com dimensão internacional. O Grupo CUF é o maior grupo químico português. A Innovnano representa uma área nova no Grupo Cuf, a área das nanotecnologias, que é muito interessante e tem aplicação em muitas disciplinas industriais. Mas não se fica por aqui: as áreas da saúde, electrónica, entre outras. Ter uma equipa desta grandeza em Coimbra tem várias implicações, pois abre perspectivas de novos investimentos e, ao mesmo tempo, é um marco. Criou-se um instituto de nanotecnologia no Minho, mas, na verdade, a única empresa de nanotecnologia instala-se em Coimbra, que, mesmo com as limitações que se conhecem, consegue atrair empresas com esta dimensão.

A grandeza da Innovnano terá correspondência nas instalações?
Sem dúvida. Ocupará o maior lote do iParque. O projecto da Innovnano, que será hoje apresentado, ocupa três hectares, ou seja, 30 mil metros quadrados, e tem na sua extensão total sete edifícios – seis dedicados à produção e um dedicado à investigação e administração. Deste modo, o Grupo CUF faz uma grande aposta na cidade de Coimbra…

Dá o exemplo no que respeita ao intercâmbio UC/empresas?
O objectivo do iParque não é unicamente ter em Coimbra indústrias de ponta; é necessário que essas indústrias se relacionem com a Universidade. Ora, a Innovnano possui um processo de fabrico próprio, protegido e desenvolvido em colaboração com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra num processo que envolveu vários departamentos, nomeadamente mecânica, química e engenharia química, com protocolos firmados. As patentes foram desenvolvidas em conjunto, pelo que, ao vir para Coimbra, o Grupo CUF reconhece a qualidade do espaço e da estratégia montada, mas, ao mesmo tempo, assume a mais-valia da cooperação com a Universidade de Coimbra como factor determinante para a decisão de se instalar no Coimbra iParque. Concluímos a primeira fase sem utilizar nenhum apoio comunitário, já que, por razões que não vou pormenorizar, foi tudo realizado com verbas da Câmara Municipal de Coimbra e do capital social da Sociedade Coimbra Inovação Parque. Neste momento, temos projectos concluídos de edifícios quer do Business Center, quer da aceleradora de empresas e esperamos uma resposta do QREN – Quadro de Referência Nacional para avançar. Não temos capacidade de avançar com este tipo de obras sem o financiamento por parte do QREN. Entregamos toda a documentação pedida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e pelo Mais Centro e estamos à espera do pagamento das verbas da primeira fase – um investimento que rondou os sete milhões de euros e que foi totalmente suportado por nós.

Esta situação pode comprometer o projecto?
Não mata o projecto, mas pode afectar o seu ritmo. Todos os projectos têm um tempo próprio e um plano. Aliás, no caso da Innovnano foi este plano que contribuiu para a decisão positiva do Grupo CUF. Este plano está baseado no financiamento, pelo que, no caso de falhas a este nível, poderão ocorrer atrasos, prejudicando as empresas e, até, a imagem da cidade, que mostra que é capaz de fazer, mas que, por vezes, falha na questão do timing.

Tem alguma explicação para o atraso no financiamento?
O dinheiro do QREN está aí e os políticos dizem que a taxa de execução do QREN é de seis por cento; ou seja, faltam 94 por cento. Não se percebe muito bem a razão dos atrasos, mas toda a gente se queixa. Nos parques de ciência e tecnologia aqui à nossa volta a situação é idêntica. Falei recentemente com o responsável do Biocant que tem pedidos de pagamento que não foram satisfeitos.

O ritmo de execução está de acordo com o plano inicial?
Os contratos que assinamos têm timing e regras: um tempo para começar a obra, um tempo para terminar e, até, regras sobre a actividade que a empresa irá desenvolver. São contratos difíceis de negociar e, tendo em conta a situação económica, receava o ritmo de execução por parte das empresas fosse afectado, o que não tem acontecido. Estou mais preocupado com a segunda fase, mas, por informação que recebi do vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, o processo será finalizado em breve. É necessário que se entenda, quer na cidade, quer no país, que, primeiro, temos de demonstrar que somos capazes de fazer e só depois é que nos tornamos atractivos.

Para a segunda fase tentará cativar empresas estrangeiras?
Está nos nossos planos, de modo a aproveitarmos as mais-valias de Coimbra.

A qualidade dos recursos humanos é uma delas?
Formamos excelentes recursos humanos, mas os melhores vão embora. É importante criar condições para fixar os melhores em Coimbra, de modo a criar um novo paradigma. É isso, no fundo, que o iParque representa.

É necessária uma outra atitude a vários níveis?
Sem dúvida. Aliás, o processo da Innovnano foi exemplar na agilização de procedimentos, pois quer os técnicos da câmara, quer os responsáveis políticos contribuíram para o êxito que garantimos.

O papel que desempenha na ligação à Universidade de Coimbra é também fundamental a este nível?
Não me compete, como é natural, avaliar esse aspecto, mas a este nível a ligação à Universidade de Coimbra e em particular à Faculdade de Ciências e Tecnologia é muito importante. O Grupo CUF tem uma boa impressão da FCTUC e conhecimento pormenorizado da qualidade da formação, pelo que facilmente poderão encontrar aqui em Coimbra os recursos humanos de que necessitam.

Coimbra tem de actualizar “o currículo”?
Temos de ir à luta. O mundo mudou e Coimbra quando aparece, já entra a perder, pelo que temos de empatar e, depois, marcar o golo da vitória.

A Innovnano é uma batalha ganha na “guerra” do Coimbra iParque?
Foi difícil e vai chamar a atenção para as mais-valias de Coimbra. É claramente uma batalha ganha.

Diário As Beiras.
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Old July 16th, 2010, 01:22 PM   #320
DaniFR
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Unidade em Coimbra
Empresa do grupo CUF investe dez milhões de euros na primeira fábrica de nanomateriais

Unidade fabril vai ter 40 trabalhadores e será construída em Coimbra até princípios de 2012 . A Innovnano está à espera do licenciamento industrial


A Innovnano, empresa do grupo CUF, assina hoje um acordo para a compra de 3,3 hectares de terreno no iParque, em Coimbra, onde vai construir a primeira fábrica de nanomateriais do país. O investimento de dez milhões de euros será aplicado de forma faseada, mas o projecto ainda aguarda luz verde em termos de licenciamento industrial.

Se tudo correr como previsto, André Albuquerque, administrador da Innovnano, espera ter a unidade pronta a funcionar em finais de 2011 ou inícios de 2012. "Terá uma parte produtiva e um laboratório que, para nós, é fundamental para o desenvolvimento de novos produtos e para o controle de qualidade", disse.

Na sua capacidade máxima, a fábrica pode produzir mil toneladas de nanomateriais (um nanómetro é a milionésima parte de um milímetro), aplicados em áreas tão diversas como as energias renováveis ou os protectores solares. O produto sai em forma de pó dos laboratórios da Innovnano, cuja actividade produtiva em larga escala ainda tem pouco significado. Só com a unidade fabril, que terá cerca de 40 trabalhadores (incluindo os actuais 15), a empresa dará o salto no mercado, depois de investimentos constantes em Investigação e Desenvolvimento (I&D).

"Este ano temos investimentos previstos em I&D na ordem dos três milhões de euros. O ano passado foi um milhão de euros", adianta André Albuquerque, acrescentando que a taxa de insucesso da investigação é baixa. "Diria que há sempre uma aprendizagem útil. Este é um aspecto intrínseco ao negócio", afirma. Os níveis de facturação ainda não são expressivos e a empresa tem recorrido aos fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional. Para além disso, não descarta uma possível parceria com capitais de risco, assim que tiver o negócio mais consolidado.

É na aplicação de nanomateriais nas energias renováveis que a Innovnano mais tem apostado e cerca de metade dos projectos laboratoriais em curso são dedicados a este sector. O processo de fabrico é patenteado a nível internacional; até agora, a empresa já registou quatro patentes no total e espera aumentar o número quando a unidade de Coimbra estiver em funcionamento. O relacionamento com as universidades é, por isso, vital.

"Estar próximo da comunidade científica, das universidades e ter acesso a mão-de-obra é fundamental. Temos uma equipa interna, mas trabalhamos com equipas externas, com vantagens para ambos os lados. Assim conseguimos ter acesso a investigadores de grande qualidade e a conhecimento em áreas especializadas", explica André Albuquerque. Para já, a Innovnano trabalha em parceria com cerca de dez universidades portuguesas, espanholas, inglesas e norte-americanas.

Ao desinvestir em activos considerados não estratégicos - como a produção de amoníaco e ureia -, o grupo CUF reforçou a aposta na nanotecnologia (que cria novos materiais a partir de átomos) em meados de 2003. Foi nesse ano que o potencial de produção das micro e nanopartículas foi identificado.

O objectivo sempre foi o da produção para uso industrial e, hoje, a empresa tem prontos a entrar no mercado produtos como a zirconia tetragonal (aplicação, por exemplo, em próteses para biomedicina), a zirconia cúbica (para pilhas de combustível) e o óxido de zinco nanométrico (aplicação em cosmética, nomeadamente em protectores solares).

Público
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