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Old June 24th, 2009, 05:46 AM   #121
diogosantos
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Bonito. Gostei da barra central torcidinha. Design italiano...
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Quem escreve melhor mostra que leu mais.
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Old June 24th, 2009, 08:47 PM   #122
Fortal
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Muito massa o design, parabéns pela postagem...
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Old June 25th, 2009, 02:41 AM   #123
inf3rno
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Originally Posted by Ramos View Post
Faz 10 anos que houve licitação. A Alstom ganhou e começou a produzir o primeiro trem, quando a obra parou (por falta de repasses do governo federal) e pararam de pagar à Alstom que paralisou a produção das demais unidades. No início desse ano o 1º trem do Metrofor estava em São Paulo na fábrica da Alstom, sendo que já perdeu sua garantia, seus equipamentos são obsoletos e o Metrofor não quiz aceitá-lo (sendo que a Alstom já tentou entregar várias vezes sem sucesso), enquanto que a Alstom quer cobrar os prejuízos de ter guardado essa unidade durante esse tempo todo. Provavelmente essa unidade será sucateada (se já não foi).
Ressuscitei este post a pedido do Tiago. Trabalhei na Alstom durante o período em que iniciou e paralisou a montagem dos carros do Metrofor. Realmente foi uma vergonha!

As especificações técnicas do Metrofor, comparadas às da CPTM (que já não são muito exigentes) eram ridículas. Foram finalizadas 3 caixas, uma delas com início de montagem de elétrica e revestimento interno. Não sei como estão hoje, mas me lembro que a parcialmente montada acabou sendo "desmanchada" internamente, com conectores, blocos terminais, etc.

Trabalhei no projeto (que estava 85% concluído) quando recebemos a ordem para "congelá-lo". Se não me engano, o que a Alstom pleiteia mais é justamente o montante de horas de engenharia gastas e não recebidas (não sei a situação atual deste imbróglio).
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Old June 25th, 2009, 02:47 AM   #124
inf3rno
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Originally Posted by Tiago Costa View Post
Só um foi fabricado, e está obsoleto, além de já ter perdido a garantia. Acho que a Alstom se desfez dele, ou ele está lá parado na fábrica da Lapa.
Confirmo!
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Old June 25th, 2009, 02:54 AM   #125
inf3rno
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Originally Posted by Hirokage View Post
Os jornais locais já divulgaram que a empresa italiana Ansaldo Breda será a responsável pelo fornecimento de 20 trens para o Metrofor.
E segundo alguns sites italianos, como o Denaro.it e o Cityrailways.net, os trens da Ansaldo Breda a serem fornecidos para o Metrofor serão do modelo "Metrostar".

...

E aí? O que acharam?
Opinem!

Vlw!
Metrô de Fortaleza, dando calote em empresa fabricante de trens no Brasil, recebendo dinheiro federal e comprando trem da Itália... Opinião de quem trabalha em empresa fabricante de trens no Brasil?

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Old June 25th, 2009, 03:03 AM   #126
inf3rno
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Outra coisa: alguém aqui já tinha ouvido falar dessa empresa? Eu que já estou nesse ramo há mais de 9 anos NUNCA tinha ouvido.

Procurei alguns "cases" na net e achei algo. Para quem não tem muita familiaridade com inglês, o Google translator quebra o galho e dá pra entender algo.

http://thetransportpolitic.com/2009/...angeles-alone/

http://www.railwaygazette.com/news_v...aldobreda.html

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Old June 26th, 2009, 07:18 PM   #127
HeitorRocha
So penso em infra
 
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Originally Posted by inf3rno View Post
Outra coisa: alguém aqui já tinha ouvido falar dessa empresa? Eu que já estou nesse ramo há mais de 9 anos NUNCA tinha ouvido.

Procurei alguns "cases" na net e achei algo. Para quem não tem muita familiaridade com inglês, o Google translator quebra o galho e dá pra entender algo.

http://thetransportpolitic.com/2009/...angeles-alone/

http://www.railwaygazette.com/news_v...aldobreda.html

Puxa que pena para Fortaleza. Essa empresa italiana não parece idônea, com tantos atrasos pelo mundo afora. O Metrofor deveria ter alguma forma de consultar o histórico internacional dos concorrentes. Mas também, só ela participou da licitação !! Deve ser revanchismo do mercado, depois do calote na Alstom... Tomara que de tudo certo, o povo não pode pagar pela incompetência dos governos (antigo e novo).
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Old June 27th, 2009, 04:52 PM   #128
Fortal
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Originally Posted by HeitorRocha View Post
Puxa que pena para Fortaleza. Essa empresa italiana não parece idônea, com tantos atrasos pelo mundo afora. O Metrofor deveria ter alguma forma de consultar o histórico internacional dos concorrentes. Mas também, só ela participou da licitação !! Deve ser revanchismo do mercado, depois do calote na Alstom... Tomara que de tudo certo, o povo não pode pagar pela incompetência dos governos (antigo e novo).
Pena, porquê?
O metrô será lançado até o fim de 2010 e tem tudo para dar certo.
Discordo de sua visão.
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Old June 27th, 2009, 07:42 PM   #129
Fortal
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O governador Cid Gomes e comitiva formada pelo presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, e pelo secretario da Infraestrutura, Adail Fontenele, conheceram na Itália novas tecnologias para veículos rodantes a serem adquiridos para o Metrô de Fortaleza. A previsão é que sejam comprados mais 10 trens de unidades elétricas (TUE) que serão utilizados na Linha Sul, que liga a estação João felipe (no Centro) à estação Vila das Flores, em Maracanaú.


Na terça-feira (24), já em Nápoles, Região Sul da Itália, o governador e comitiva conheceram uma das fábricas da Ansaldo Bredo, responsável pela fabricação de veículos metroferroviários. O grupo visitou as instalações da Metrostar, entidade responsável pelo desenvolvimento da linha de metrô na região circunvenusiana em Nápoles. Na visita ao Metrostar foi feita uma viagem com o novo trem fabricado pela Ansaldo Breda e que se encontra na fase final de testes. Esse trem tem as mesmas características do trens do Metrô de Fortaleza. Nesta quarta-feira (25), a comitiva visita novas empresas em Roma e na quinta-feira (26), o grupo viaja para a República Tcheca onde se reunirá com empresas de material rodante.

Coordenadoria de Imprensa do Governo
Casa Civil
fonte: http://www.ceara.gov.br/noticias/est...-para-metro-de
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Old June 28th, 2009, 02:19 AM   #130
Ramos
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Originally Posted by inf3rno View Post
Outra coisa: alguém aqui já tinha ouvido falar dessa empresa? Eu que já estou nesse ramo há mais de 9 anos NUNCA tinha ouvido.

Procurei alguns "cases" na net e achei algo. Para quem não tem muita familiaridade com inglês, o Google translator quebra o galho e dá pra entender algo.

http://thetransportpolitic.com/2009/...angeles-alone/

http://www.railwaygazette.com/news_v...aldobreda.html

A indústria ferroviária é um ramo industrial muito grande. Cada país tem pequenas, médias ou até grandes fábricas de trens e nem por isso essas fábricas são conhecidas no mundo inteiro (principalmente se são empresas voltadas à uma produção local ou regional). Ninguém conhece tudo nesse ramo, nem que trabalhasse nele por 30 anos conheceria cada empresa de grande porte nos mais diversos países. A Itália sempre teve uma indústria ferroviária forte, um mercado muito competitivo (ainda mais após a 2ª guerra mundial) com Ansaldo, Breda, Ercole Marelli, Fiat Ferroviária, Officine Meccaniche (OM), entre outras. Com o passar dos anos, grupos financeiros e de outros ramos da indústria italiana foram incorporando cada uma dessas lucrativas indústrias, sendo que hoje todas as citadas acima estão dentro de algum grupo:

-Ercole Marelli,fundada em 1891 e incorporada ao grupo Firema Trasporti em 1993;

-Fiat Ferroviária, fundada em 1917 e adquirida pela Alstom em 2000

-Officine Meccaniche, fundada em 1918 e adquirida pelo Grupo Fiat em 1975

-Ansaldo Breda, fusão das empresas Ansaldo Trasporti e Breda Costruzioni Ferroviarie ocorrida em 2000, após serem adquiridas pelo grupo Finmeccanica.

Breda Costruzioni Ferroviarie

A Breda foi uma das maiores fabricantes de trens e equipamentos ferroviários do mundo. Fundada em 1906 era uma divisão da Società Italiana Ernesto Breda per Costruzioni Meccaniche (que durante boa parte do século XX foi o maior conglomerado industrial italiano fabricando de armas à ônibus, além de posuir siderurgicas, fundições, etc). Sua contribuição técnica foi fundamental para que em 1936 a Itália construísse seus primeiros trens de alta velocidade , o ETR(ElettroTreno Rapido). Durante o pós guerra reequipou as ferrovias italianas , destruídas após a 2ª Guerra. Nos anos 80 participa do desenvolvimento do ETR 500. Em 1996 a empresa é adquirida pelo grupo Finmeccanica.


ETR 200

http://it.wikipedia.org/wiki/Elettrotreno_ETR_200

ETR 300 Setebello

http://it.wikipedia.org/wiki/Settebello_(treno)

ETR 500

http://it.wikipedia.org/wiki/ETR500


Além disso a Breda também fabricou trens unidade elétricos (famosos pela sua máscara frontal) para os metrôs de :

Washington DC

Série 2000


Série 3000


Série 4000


Fotos retiradas de:http://en.wikipedia.org/wiki/Washing..._rolling_stock

Cleveland

http://www.lightrail.com/photos/cleveland/cleveland.htm

Automotriz Breda ALe 724

http://it.wikipedia.org/wiki/Automotrice_ALe_724

Ansaldo

http://www.itcgroup.cz/ansaldo/presenta.htm

A Gio. Ansaldo & C. foi fundada em 1853 sendo uma das mais importantes empresas do ramo da engenharia italiana. Em 1993 foi incorporada pelo poderoso grupo Finmeccanica.

Manchester:tram modelo T-68 desenvolvido pela Ansaldo em 1991

http://en.wikipedia.org/wiki/T-68

Metro de Copenhagen fabricado pela Ansaldo Transporti

http://www.railway-technology.com/pr...penhagen2.html

Locomotiva elétrica Ansaldo E.656

http://it.wikipedia.org/wiki/Locomotiva_FS_E.656
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Old June 28th, 2009, 09:21 PM   #131
inf3rno
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Ramos, ótima pesquisa sobre a Ansaldo-Breda. Parabéns!

Porém, o que acho impressionante é: pq o Metrofor está recorrendo a uma empresa italiana, com problemas de fornecimento atualmente em L.A. e na Dinamarca, em detrimento de fabricantes mundialmente reconhecidos, alguns deles até possuindo fábricas no Brasil, que emprega brasileiros tanto na linha de montagem como na engenharia?

A minha opinião sobre este fornecimento ainda permanece a mesma: uma vergonha! Com o potencial de expansão ferroviária deste país, com a Alstom fabricando trens, a CAF montando uma fábrica novinha, a expectativa do desembarque da Bombardier por aqui... E o Governo Federal repassa $$ para empregados italianos na Itália.

Sei que parece simplório o comentário, mas parece o episódio do Lula comprando um Airbus presidencial na Europa com uma das maiores fábricas de avião do mundo no quintal de casa...
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Old June 28th, 2009, 09:26 PM   #132
Fortal
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A minha opinião é o seguinte: o importante é que o Metrô entre em operação ( e vai entrar com a Linha em 2010), seja ela de fabricante italiano, brasileiro, espanhol, finlandês, seja lá o que for.
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Old June 28th, 2009, 11:08 PM   #133
Ramos
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Originally Posted by inf3rno View Post
Ramos, ótima pesquisa sobre a Ansaldo-Breda. Parabéns!

Porém, o que acho impressionante é: pq o Metrofor está recorrendo a uma empresa italiana, com problemas de fornecimento atualmente em L.A. e na Dinamarca, em detrimento de fabricantes mundialmente reconhecidos, alguns deles até possuindo fábricas no Brasil, que emprega brasileiros tanto na linha de montagem como na engenharia?

A minha opinião sobre este fornecimento ainda permanece a mesma: uma vergonha! Com o potencial de expansão ferroviária deste país, com a Alstom fabricando trens, a CAF montando uma fábrica novinha, a expectativa do desembarque da Bombardier por aqui... E o Governo Federal repassa $$ para empregados italianos na Itália.

Sei que parece simplório o comentário, mas parece o episódio do Lula comprando um Airbus presidencial na Europa com uma das maiores fábricas de avião do mundo no quintal de casa...
A Alstom teve problemas para entregar trens para o Metrô de Nova York não é mesmo?

Além disso sempre defendi a indústria ferroviária nacional , mas não posso fechar os olhos para a falta de perpectivas que atinge o setor, por culpa dos seus omissos dirigentes.

Hoje não temos fábricas modenras de trens no país:

A Alstom não pode ser considerada membro da indústria nacional , já que não investe no país. O único investimento da Alstom foi adquirir a fábrica obsoleta da Mafersa, achando que com isso teria simpatia dos governos na hora das encomendas.

Bombardier faz investimentos tímidos ,não se arrisca (se bobar a empresa nem sabe onde fica Fortaleza), parece até que tem medo do Brasil e da América Latina (enquanto Venezuela e Argentina compram equipamentos dos chineses), o que é um crime para uma empresa desse porte.

A CAF ainda é uma incógnita, embora tenha investido em uma fábrica nova no Brasil (coisa que Alstom e as outras não fazem).

Não adianta defender a indústria ferroviária, se a mesma é obsoleta, não tem planos de expansão e não convence o governo a investir no setor que agoniza há anos. Por que a indústria ferroviária brasilera é passiva com a chegada dos chineses, com a falta de exportações, por que a indústria ferroviária nacional não se preocupa com seu nível de competitividade?

Essas multinacionais que vem prá cá não tem preocupação com isso, por que se as coisas apertarem por aqui, é só deixar o país. Mas as empresas nacionais são nanicas, não conseguem bater ás portas do governo em busca de auxílio, até mesmo as entidades do setor são dominadas pelas multinacionais (que tem dinheiro para fazer lobby frente aos políticos) que decidem quem pode e quem não pdoe fabricar.

Ou mudamos a forma como a indústria ferroviária nacional age no mercado ou assitiremos a inevitável chegada dos chineses (e sua competição desleal) ameaçando a sobrevivência da nossa indústria ferroviária.
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Old June 29th, 2009, 01:37 AM   #134
inf3rno
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Originally Posted by Ramos View Post
Hoje não temos fábricas modenras de trens no país
Precisa se informar melhor. Temos um bom parque industrial no meio ferroviário sim, e não se trata somente da Alstom. Quando falamos de indústria ferroviária, falamos também de Amsted-Maxion, Bombardier, Hewitt e também fornecedores de sistemas, como Faiveley, Knorr-Bremse, Sab Wabco, e por aí vai. Todos de reconhecida competência técnica, inclusive internacionalmente.

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Originally Posted by Ramos View Post
A Alstom não pode ser considerada membro da indústria nacional , já que não investe no país. O único investimento da Alstom foi adquirir a fábrica obsoleta da Mafersa, achando que com isso teria simpatia dos governos na hora das encomendas.
Também precisa se informar melhor. A Mafersa era estatal, e faliu. A Cobrasma era privada e fornecia desde trens (em joint-ventures com Budd, Francorail, etc.) a vagões-torpedo para siderúrgicas. Se a Alstom comprou as instalações industriais, investiu $$ na modernização, na contratação de funcionários e no treinamento de mão-de-obra inexperiente no setor, como dizer que não se trata de uma montadora instalada no Brasil, logo uma indústria nacional? E não se instala uma empresa com mais de 1000 funcionários, que exporta carros de inox para muitos países somente por simpatia dos governos. Isso se chama competência técnica.

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Originally Posted by Ramos View Post
Não adianta defender a indústria ferroviária, se a mesma é obsoleta, não tem planos de expansão e não convence o governo a investir no setor que agoniza há anos. Por que a indústria ferroviária brasilera é passiva com a chegada dos chineses, com a falta de exportações, por que a indústria ferroviária nacional não se preocupa com seu nível de competitividade?
A indústria ferroviária quase deixou de existir de 85 a 95 justamente porque o governo deixou de investir em infra-estrutura ferroviária, com as falidas RFFSA, FEPASA e tantas outras. E não são as indústrias ferroviárias que têm de convencer o governo a investir, e sim toda a sociedade deveria exercer seu direito de exigir esta expansão junto aos governos. Havendo demanda, logicamente empresas multinacionais vão fazer fila para instalar fábricas no país.

Havendo seriedade dos governos em honrar seus compromissos assumidos com essas empresas, ficaria muito mais fácil haver uma expansão da nossa indústria ferroviária. Sem calotes.

Quanto ao nível de competitividade, é lógico que, em alguns casos, fica muito mais barato comprar trem da China. Mas quando um governo faz uma obra ou adquire um bem, não se pode pensar somente no preço mais barato. Tem que se pensar em investimento local, movimentação de $$, empregos, etc., coisa que o Governo do Ceará não está pensando quando deu calote na Alstom e quando quer comprar trens da Itália.

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Originally Posted by Ramos View Post
Essas multinacionais que vem prá cá não tem preocupação com isso, por que se as coisas apertarem por aqui, é só deixar o país.
As coisas só poderiam apertar por aqui se não houvesse mais demanda. O problema é que há a demanda, mas os governos preferem pagar para italianos, chineses, coreanos fazerem trens em seus países, para pagar 5% a menos, ou coisa parecida. Deixam de movimentar uma parte do $$ aqui no Brasil, além de não incentivarem a expansão do nosso parque industrial ferroviário.

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Mas as empresas nacionais são nanicas, não conseguem bater ás portas do governo em busca de auxílio, até mesmo as entidades do setor são dominadas pelas multinacionais (que tem dinheiro para fazer lobby frente aos políticos) que decidem quem pode e quem não pdoe fabricar.
Até fábricas de carros sofrem com isso. Gurgel, Amazonas, Puma, etc. Isso também se chama "lei do mercado". Mas não se vende trens para pessoas, se vende para Governos. Por isso que nem sempre o preço tem que embasar a decisão de se adquirir trens localmente ou do outro lado do mundo.

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Ou mudamos a forma como a indústria ferroviária nacional age no mercado ou assitiremos a inevitável chegada dos chineses (e sua competição desleal) ameaçando a sobrevivência da nossa indústria ferroviária.
Dá até a impressão que a indústria ferroviária é que tem que bater na porta do gabinete dos governadores para vender trens. O processo é licitatório, baseado em competência técnica, preço e benefícios trazidos pela compra, diretos e indiretos à população. Se e quando os governos tiverem o $$ e a vontade para adquirir material rodante, a indústria nacional tem que ser priorizada sim.
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Old June 29th, 2009, 02:28 AM   #135
leolis
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Originally Posted by Hirokage View Post
Os jornais locais já divulgaram que a empresa italiana Ansaldo Breda será a responsável pelo fornecimento de 20 trens para o Metrofor.
E segundo alguns sites italianos, como o Denaro.it e o Cityrailways.net, os trens da Ansaldo Breda a serem fornecidos para o Metrofor serão do modelo "Metrostar".

Portanto, depois de uma rápida pesquisa de imagens no Google, acredito que o metrô que devemos esperar ver em Fortaleza nos próximos anos será este:





E aí? O que acharam?
Opinem!

Vlw!
Gostei do trem. Só espero que ele não fique a esse da direita, que quase não aparece na foto.
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Metropolitano

Por redes metroferroviárias condizentes com as cidades brasileiras
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Old June 29th, 2009, 06:35 PM   #136
HeitorRocha
So penso em infra
 
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A indústria ferroviária quase deixou de existir de 85 a 95 justamente porque o governo deixou de investir em infra-estrutura ferroviária, com as falidas RFFSA, FEPASA e tantas outras. E não são as indústrias ferroviárias que têm de convencer o governo a investir, e sim toda a sociedade deveria exercer seu direito de exigir esta expansão junto aos governos. Havendo demanda, logicamente empresas multinacionais vão fazer fila para instalar fábricas no país.

Havendo seriedade dos governos em honrar seus compromissos assumidos com essas empresas, ficaria muito mais fácil haver uma expansão da nossa indústria ferroviária. Sem calotes.

Quanto ao nível de competitividade, é lógico que, em alguns casos, fica muito mais barato comprar trem da China. Mas quando um governo faz uma obra ou adquire um bem, não se pode pensar somente no preço mais barato. Tem que se pensar em investimento local, movimentação de $$, empregos, etc., coisa que o Governo do Ceará não está pensando quando deu calote na Alstom e quando quer comprar trens da Itália.



As coisas só poderiam apertar por aqui se não houvesse mais demanda. O problema é que há a demanda, mas os governos preferem pagar para italianos, chineses, coreanos fazerem trens em seus países, para pagar 5% a menos, ou coisa parecida. Deixam de movimentar uma parte do $$ aqui no Brasil, além de não incentivarem a expansão do nosso parque industrial ferroviário.



Até fábricas de carros sofrem com isso. Gurgel, Amazonas, Puma, etc. Isso também se chama "lei do mercado". Mas não se vende trens para pessoas, se vende para Governos. Por isso que nem sempre o preço tem que embasar a decisão de se adquirir trens localmente ou do outro lado do mundo.



Dá até a impressão que a indústria ferroviária é que tem que bater na porta do gabinete dos governadores para vender trens. O processo é licitatório, baseado em competência técnica, preço e benefícios trazidos pela compra, diretos e indiretos à população. Se e quando os governos tiverem o $$ e a vontade para adquirir material rodante, a indústria nacional tem que ser priorizada sim.


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Old June 30th, 2009, 06:10 AM   #137
Ramos
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Originally Posted by inf3rno View Post
Precisa se informar melhor. Temos um bom parque industrial no meio ferroviário sim, e não se trata somente da Alstom. Quando falamos de indústria ferroviária, falamos também de Amsted-Maxion, Bombardier, Hewitt e também fornecedores de sistemas, como Faiveley, Knorr-Bremse, Sab Wabco, e por aí vai. Todos de reconhecida competência técnica, inclusive internacionalmente.
O parque industrial é tão bom que empresas privadas preferem importar locomotivas usadas e reformar vagões velhos da RFFSA e Fepasa do que comprar material rodante novo. Veja que a última compra de vagões em larga escala no Brasil foi feita pela Vale em 2004, embora o material empregado nos trens tenha vindo quase que exclusivamente da China.

A Argentina está importando máquinas velhas da Espanha e de Portugal, seus trens urbanos são muito velhos e precisam ser substituídos, no entanto não vejo movimentação da indústria ferroviária nacional, que poderia suprir os Argentinos com trens novos (via financiamentos do BNDES, por isso que é importante trabalhar do lado do govenro).

Veja que na Venezuela o BNDES financiou uma linha de metrô onde a Odebrech e a Camargo Correa participaram da construção. Por que a indústria nacional também não pediu ao BNDES uma linha de crédito para vender a Venezuela vagões de carga e locomotivas diesel ?Por que deixar tudo isso de mão beijada aos chineses?


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Originally Posted by inf3rno View Post
Também precisa se informar melhor. A Mafersa era estatal, e faliu. A Cobrasma era privada e fornecia desde trens (em joint-ventures com Budd, Francorail, etc.) a vagões-torpedo para siderúrgicas. Se a Alstom comprou as instalações industriais, investiu $$ na modernização, na contratação de funcionários e no treinamento de mão-de-obra inexperiente no setor, como dizer que não se trata de uma montadora instalada no Brasil, logo uma indústria nacional? E não se instala uma empresa com mais de 1000 funcionários, que exporta carros de inox para muitos países somente por simpatia dos governos. Isso se chama competência técnica.
Por que a Alstom comprou uma fábrica velha e decadente ao invés de investir numa planta nova e maior, que pudesse gerar o dobro de empregos (como a CAF)? Porque preferiu ficar acomodada, fazendo uma ou outra exportação enquanto que existe uma demanda reprimida de material rodante moderno na América do Sul? A Alstom não é uma empresa pequena (assim como a Bombardier, a GE ,entre outras), por que estaria esnobando o mercado ferroviário sulamericano (assim como asoutras instaladas aqui)?

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Originally Posted by inf3rno View Post
A indústria ferroviária quase deixou de existir de 85 a 95 justamente porque o governo deixou de investir em infra-estrutura ferroviária, com as falidas RFFSA, FEPASA e tantas outras. E não são as indústrias ferroviárias que têm de convencer o governo a investir, e sim toda a sociedade deveria exercer seu direito de exigir esta expansão junto aos governos. Havendo demanda, logicamente empresas multinacionais vão fazer fila para instalar fábricas no país.
Por que a indústria nacional ainda insisite em manter 90% das encomendas nas mãos do governos brasileiros? Tem empresas privadas na Argentina, Brasil, Chile, Bolívia e até na África comprando material rodante de segunda mão. Por que não ampliam o leque de clientes para não ficaram tão dependentes de governos?

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Originally Posted by inf3rno View Post
Havendo seriedade dos governos em honrar seus compromissos assumidos com essas empresas, ficaria muito mais fácil haver uma expansão da nossa indústria ferroviária. Sem calotes.
A indústria ferroviária nacional arrisca sua própria sobrevivência ao entregar 90% de sua produção aos caprichos de governos.

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Originally Posted by inf3rno View Post
Quanto ao nível de competitividade, é lógico que, em alguns casos, fica muito mais barato comprar trem da China. Mas quando um governo faz uma obra ou adquire um bem, não se pode pensar somente no preço mais barato. Tem que se pensar em investimento local, movimentação de $$, empregos, etc., coisa que o Governo do Ceará não está pensando quando deu calote na Alstom e quando quer comprar trens da Itália. As coisas só poderiam apertar por aqui se não houvesse mais demanda. O problema é que há a demanda, mas os governos preferem pagar para italianos, chineses, coreanos fazerem trens em seus países, para pagar 5% a menos, ou coisa parecida. Deixam de movimentar uma parte do $$ aqui no Brasil, além de não incentivarem a expansão do nosso parque industrial ferroviário.
Competitividade existe se existirem concorrentes. A indústria nacional se borra de medo de competir com os chineses, prefere desisitir de concorrências do que enfrentar os concorrentes. Veja no Rio de Janeiro, duas empresas chinesas fabricantes de trens apresentaram propostas ao governo (durante uma licitação para novos trens para a Supervia) e qual foi a resposta da indústria nacional? O silêncio. . . Veja o trem bala RJ_SP, vamos entregar tudo para as empresas estrangeiras fabricarem lá fora, por que nenhum consórcio nacional tem coragem de competir com eles.

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Dá até a impressão que a indústria ferroviária é que tem que bater na porta do gabinete dos governadores para vender trens. O processo é licitatório, baseado em competência técnica, preço e benefícios trazidos pela compra, diretos e indiretos à população. Se e quando os governos tiverem o $$ e a vontade para adquirir material rodante, a indústria nacional tem que ser priorizada sim.
A indústria ferroviária nacional tem que bater á porta do governo para conseguir redução de impostos, financiamentos e linhas de crédito do BNDES (principalmente para exportação), bater à porta do governo para mostrar que está viva, que pode ser lucrativa, mas que para isso necessita de apoio do governo para não ficar dependente dele.
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Old June 30th, 2009, 06:59 PM   #138
inf3rno
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O parque industrial é tão bom que empresas privadas preferem importar locomotivas usadas e reformar vagões velhos da RFFSA e Fepasa do que comprar material rodante novo. Veja que a última compra de vagões em larga escala no Brasil foi feita pela Vale em 2004, embora o material empregado nos trens tenha vindo quase que exclusivamente da China.
Aí o problema passa a ser fundamental também (principalmente de alta carga tributária à falta de políticas de incentivo fiscal para fabricação de material rodante no Brasil para aquisição de empresas brasileiras). Definitivamente a razão de solução para este problema passa longe de uma falta de capacitação técnica de profissionais ou de capacidade instalada das fábricas hoje presentes no país.

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A Argentina está importando máquinas velhas da Espanha e de Portugal, seus trens urbanos são muito velhos e precisam ser substituídos, no entanto não vejo movimentação da indústria ferroviária nacional, que poderia suprir os Argentinos com trens novos (via financiamentos do BNDES, por isso que é importante trabalhar do lado do govenro).
A Alstom já fornece novos trens urbanos para a Argentina desde 2001, mas (mais uma vez) tomou calote do governo... História conhecida...

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Veja que na Venezuela o BNDES financiou uma linha de metrô onde a Odebrech e a Camargo Correa participaram da construção. Por que a indústria nacional também não pediu ao BNDES uma linha de crédito para vender a Venezuela vagões de carga e locomotivas diesel? Por que deixar tudo isso de mão beijada aos chineses?
Ah, o Hugo Chavez... Hoje o pátio fabril da Venezuela está em maus lençóis justamente devido a este tipo de política. E TUDO, TUDO MESMO, está sendo importado da China por lá, independentemente de preços, pq a China vem sendo paga com petróleo venezuelano e as indústrias de lá, anabolizadas por subsídios governamentais.

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Por que a Alstom comprou uma fábrica velha e decadente ao invés de investir numa planta nova e maior, que pudesse gerar o dobro de empregos (como a CAF)?
Olha, trabalhei na Alstom mas não fiz parte do Conselho da empresa nem do corpo estratégico. Suponho que tenha sido justamente pela falta de necessidade em se abrir uma nova fábrica, visto que a Mafersa preenchia vários requisitos, como localização privilegiada em relação à malha ferroviária de SP, boa capacidade instalada de equipamentos (apesar de vossa insistência em qualificar a fábrica como "decadente" e "obsoleta" sem conhecê-la pessoalmente), bom número de mão-de-obra qualificada no projeto e fabricação de carros de aço inox, etc. Mas como eu disse, não fiz parte do conselho consultivo da Alstom.

Quanto ao fato de se gerar o dobro de empregos, não compreendi. Se a capacidade instalada e de produção fosse parecida, como geraria o dobro de empregos? Poderiam ser gerados muitos empregos na construção da fábrica, mas seria uma empreitada temporária de 1 ano, mais ou menos, e depois poderiam trabalhar nos canteiros de construção de qualquer outra coisa, desde prédios residenciais até a novas estações ferroviárias. A mão-de-obra de empreitadas normalmente é constante (salvo oscilações no ramo da construção civil) e nômade.

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Porque preferiu ficar acomodada, fazendo uma ou outra exportação enquanto que existe uma demanda reprimida de material rodante moderno na América do Sul?
Mais uma vez, não faço parte do conselho estratégico da Alstom. Agora, conhecendo empresas grandes de porte mundial, não enxergo a possibilidade de qualquer corporação deste tamanho ficar "acomodada". Quanto à demanda reprimida na América do Sul, concordo plenamente. Mas como fornecer o material rodante quando nenhum governo quer comprar? Ou vagões de carga e locomotivas quando não há movimentação positiva na economia? Complicado, né?

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A Alstom não é uma empresa pequena (assim como a Bombardier, a GE ,entre outras), por que estaria esnobando o mercado ferroviário sulamericano (assim como asoutras instaladas aqui)?
Como já disse, não faço parte do conselho estratégico da Alstom ou de qualquer outra empresa do setor. Mas imagino que se elas realmente "esnobassem" o mercado e o potencial de crescimento sul-americano, elas poderiam pensar somente no fornecimento do material rodante fabricado na Europa ou EUA, ao invés de instalar fábricas por aqui. Uma empresa que quer a liderança do mercado tem que atender todo tipo de cliente, desde potências européias até nações sub-desenvolvidas sul-americanas, creio eu.

Obviamente não são todas as empresas que investem no potencial daqui com a mesma intensidade, mas tenho certeza que elas vêem o Brasil com outros olhos, comparando com o cenário de 15, 20 anos atrás.

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Por que a indústria nacional ainda insisite em manter 90% das encomendas nas mãos do governos brasileiros? Tem empresas privadas na Argentina, Brasil, Chile, Bolívia e até na África comprando material rodante de segunda mão. Por que não ampliam o leque de clientes para não ficaram tão dependentes de governos?

A indústria ferroviária nacional arrisca sua própria sobrevivência ao entregar 90% de sua produção aos caprichos de governos.
Pode parecer antagônico com o que tenho relatado aqui, mas dessa vez concordo plenamente! E ainda digo mais: o que você (posso chamá-lo assim?) escreveu como "caprichos de governos" referenda o que achei da decisão do Metrofor em dar calote na Alstom e procurar fabricantes italianos para fornecimento de material rodante.

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Competitividade existe se existirem concorrentes. A indústria nacional se borra de medo de competir com os chineses, prefere desisitir de concorrências do que enfrentar os concorrentes. Veja no Rio de Janeiro, duas empresas chinesas fabricantes de trens apresentaram propostas ao governo (durante uma licitação para novos trens para a Supervia) e qual foi a resposta da indústria nacional? O silêncio. . . Veja o trem bala RJ_SP, vamos entregar tudo para as empresas estrangeiras fabricarem lá fora, por que nenhum consórcio nacional tem coragem de competir com eles.
Concordo em parte. Quanto à licitação de trens para a Supervia, preciso me abster de comentários porque soube de algumas possíveis irregularidades (técnicas, inclusive) dos produtos ofertados pelos chineses e, como não tenho como provar (e nem quero fazê-lo), prefiro o silêncio. Posso falar o que sei em off, extraoficialmente.

Já o TAV, realmente não temos competência técnica para a fabricação/projeto do material rodante. Infelizmente estamos somente uns 40 anos atrasados neste aspecto. Mas o que sei é que o grande segredo da alta velocidade destes trens está justamente na construção da via, e pelo menos sabemos que as grandes empreiteiras nacionais teriam condições de competir pela construção.

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A indústria ferroviária nacional tem que bater á porta do governo para conseguir redução de impostos, financiamentos e linhas de crédito do BNDES (principalmente para exportação), bater à porta do governo para mostrar que está viva, que pode ser lucrativa, mas que para isso necessita de apoio do governo para não ficar dependente dele.
Concordo em parte. Mas considero utópico uma empresa brasileira que fornece material para o governo obter apoio do mesmo para reduzir sua dependência do capital governamental. Infelizmente estamos no Brasil...
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Old July 6th, 2009, 06:11 PM   #139
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CE aprova fabricação de trens do Metrofor

06/07/2009 - O Povo Online

O governador Cid Gomes assina a ordem de serviço com a empresa Ansaldo Breda, da Itália, para o fornecimento de 20 trens elétricos para o Metrofor. A assinatura ocorrerá a partir das 17h30min, no Palácio Iracema.

O investimento será de R$ 240 milhões e as primeiras unidades serão entregues em setembro do ano que vem.

Cada trem destinado ao Metrofor será formado por três carros de passageiros. Os trens deverão ter as seguintes características: movidos a tração elétrica, com capacidade máxima de transporte de 880 passageiros cada, climatizados com ar-condicionado, dotados de comunicação sonora e visual, interna e externa, para orientação dos usuários.

Fonte: Revista Ferroviária - Clipping
Link: http://www.revistaferroviaria.com.br...CdMateria=8512
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Old July 6th, 2009, 06:26 PM   #140
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O governador Cid Gomes assina a ordem de serviço com a empresa Ansaldo Breda, da Itália, para o fornecimento de 20 trens elétricos para o Metrofor. A assinatura ocorrerá a partir das 17h30min, no Palácio Iracema.

O investimento será de R$ 240 milhões e as primeiras unidades serão entregues em setembro do ano que vem.
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