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Old August 7th, 2008, 04:51 PM   #1
Daniela_Artur
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Ciclo da Borracha (Historia), época em que Manaus era a cidade mais rica do hemisfério sul.

ciclo da borracha


O Ciclo da borracha constituiu uma parte importante da história econômica e social do Brasil, estando relacionado com a extração e comercialização da borracha. Este ciclo teve o seu centro na região amazônica, proporcionando grande expansão na colonização, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, além de dar grande impulso à cidade de Manaus, até hoje maior centro e capital do Estado do Amazonas. O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 a 1945.


Região da Amazônia, palco do ciclo da borracha. É visível parte do Brasil e da Bolívia, além dos rios Madeira e Mamoré, perto dos quais construiu-se a ferrovia Madeira-Mamoré.

Linhas gerais


Extração de látex de uma seringueira.

A primeira fábrica de produtos de borracha (ligas elásticas e suspensórios) surgiu na França, em Paris, no ano de 1803. Contudo, o material ainda apresentava algumas desvantagens: à temperatura ambiente, a goma mostrava-se pegajosa. Com o aumento da temperatura, a goma ficava ainda mais mole e pegajosa, ao passo que a diminuição da temperatura era acompanhada do endurecimento e rigidez da borracha.

Foram os índios centro-americanos os primeiros a descobrir e fazer uso das propriedades singulares da borracha natural. Entretanto, foi na floresta amazônica que de fato se desenvolveu a atividade da extração da borracha, a partir da Seringa ou Seringueira (Hevea brasiliensis), uma árvore que pertence à família das Euphorbiaceae, também conhecida como árvore da fortuna.

Do caule da seringueira é extraído um líquido branco, chamado látex, em cuja composição ocorre, em média, 35% de hidrocarbonetos, destacando-se o 2-metil-1,3-butadieno (C5H8), comercialmente conhecido como isopreno, o monômero da borracha.

O látex é uma substância praticamente neutra, com pH 7,0 a 7,2. Mas, quando exposta ao ar por um período de 12 a 24 horas, o pH cai para 5,0 e sofre coagulação espontânea, formando o polímero que é a borracha, representada por (C5H8)n, onde n é da ordem de 10.000 e apresenta massa molecular média de 600 000 a 950 000 g/mol.

A borracha, assim obtida, possui desvantagens. Por exemplo, a exposição ao ar provoca a mistura com outros materiais (detritos diversos), o que a torna perecível e putrefável, bem como pegajosa devido à influência da temperatura. Através de um tratamento industrial, eliminam-se do coágulo as impurezas e submete-se a borracha resultante a um processo denominado vulcanização, resultando a eliminação das propriedades indesejáveis. Torna-se assim imperecível, resistente a solventes e a variações de temperatura, adquirindo excelentes propriedades mecânicas e perdendo o carácter pegajoso.

O primeiro ciclo da borracha - 1879/1912

Durante os primeiros quatro séculos e meio do descobrimento, como não foram encontradas riquezas de ouro ou minerais preciosos na Amazônia, as populações da hiléia brasileira viviam praticamente em isolamento, porque nem a coroa portuguesa e, posteriormente, nem o império brasileiro demonstraram interesse em desenvolver ações governamentais que incentivassem o progresso na região. Vivendo do extrativismo vegetal, a economia regional se desenvolveu por ciclos, acompanhando o interesse do mercado nos diversos recursos naturais da região.

Borracha: lucro certo

O desenvolvimento tecnológico e a revolução industrial, na Europa, foram o estopim que fizeram da borracha natural, até então um produto exclusivo da Amazônia, um produto de muita procura, valorizado e de preço elevado, gerando lucros e dividendos a quem quer que se aventurasse neste comércio.

Desde o início da segunda metade do século XIX, a borracha passou a exercer forte atração sobre empreendedores visionários. A atividade extrativista do látex na Amazônia revelou-se de imediato muito lucrativa. A borracha natural logo conquistou um lugar de destaque nas indústrias da Europa e da América do Norte, alcançando elevado preço. Isto fez com que diversas pessoas viessem ao Brasil na intenção de conhecer a seringueira e os métodos e processos de extração, a fim de tentar também lucrar de alguma forma com esta riqueza.

Através da extração da borracha, surgiram as cidades de Manaus, Belém e outros povoados, depois também transformados em cidades.

Projetos de uma ferrovia para escoar a produção da borracha


O ciclo da borracha justificou a construção da ferrovia Madeira-MamoréVer artigo principal: Ferrovia Madeira-Mamoré.

A idéia de construir uma ferrovia nas margens dos rios Madeira e Mamoré surgiu na Bolívia, em 1846. Como o país não tinha como escoar a produção de borracha por seu território, era necessário criar alguma alternativa que possibilitasse exportar a borracha através do Oceano Atlântico.

A idéia inicial optava pela via da navegação fluvial, subindo o rio Mamoré em território boliviano e depois pelo rio Madeira, no Brasil. Mas percurso fluvial tinha grandes obstáculos: vinte cachoeiras impediam a navegação. E foi aí que cogitou-se a construção de uma estrada de ferro que cobrisse por terra o trecho problemático.

Em 1867, no Brasil, também visando encontrar algum meio que favorecesse o transporte da borracha, os engenheiros José e Francisco Keller organizaram uma grande expedição, explorando a região das cachoeiras do Rio Madeira para delimitar o melhor traçado, visando também a instalação de uma ferrovia.

Embora a idéia da navegação fluvial fosse complicada, em 1869, o engenheiro norte-americano George Earl Church obteve do governo da Bolívia a concessão para criar e explorar uma empresa de navegação que ligasse os rios Mamoré e Madeira. Mas, não muito tempo depois, vendo as dificuldades reais desta empreitada, os planos foram definitivamente mudados para a construção de uma ferrovia.

As negociações avançam e, ainda em 1870, o mesmo Church recebe do governo brasileiro a permissão para construir então uma ferrovia ao longo das cachoeiras do Rio Madeira.

A Questão do Acre

Mas o exagero do extrativismo descontrolado da borracha estava em vias de provocar um conflito internacional. Os trabalhadores brasileiros cada vez mais adentravam nas florestas do território da Bolívia em busca de novas seringueiras para extrair o precioso látex, gerando conflitos e lutas por questões fronteiriças no final do século XIX, que exigiram inclusive a presença do exército, liderado pelo militar Plácido de Castro.


Barão do Rio Branco, defensor da causa da borracha e um dos principais articuladores da aquisição pacífica do território do Acre para o Brasil

A república brasileira, recém proclamada, tirava o máximo proveito das riquezas obtidas com a venda da borracha, mas a Questão do Acre (como estavam sendo conhecidos os conflitos fronteiriços por conta do extrativismo da borracha) preocupava.

Foi então a providencial e inteligente intervenção do diplomata Barão do Rio Branco e do embaixador Assis Brasil, em parte financiados pelos barões da borracha, que culminou na assinatura do Tratado de Petrópolis, assinado 17 de novembro de 1903 no governo do presidente Rodrigues Alves. Este tratado pôs fim à contenda com a Bolívia, garantindo o efetivo controle e a posse das terras e florestas do Acre por parte do Brasil.

O Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras de Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir uma ferrovia que superasse o trecho encachoeirado do rio Madeira e que possibilitasse o acesso das mercadorias bolivianas (sendo a borracha o principal), aos portos brasileiros do Atlântico (inicialmente Belém do Pará, na foz do rio Amazonas).

Devido a este episódio histórico, resolvido pacificamente, a capital do Acre recebeu o nome de Rio Branco e dois municípios deste Estado receberam nomes de outras duas importantes personagens: Assis Brasil e Plácido de Castro.

Madeira-Mamoré, finalmente pronta. Mas para quê?

A ferrovia Madeira-Mamoré, também conhecida como Ferrovia do Diabo por ter causado a morte de cerca de seis mil trabalhadores (comenta a lenda que foi um trabalhador morto para cada dormente fixado nos trilhos), foi encampada pelo megaempresário estadunidense Percival Farquhar. A construção da ferrovia iniciou-se em 1907 durante o governo de Affonso Penna e foi um dos episódios mais significativos da história da ocupação da Amazônia, revelando a clara tentativa de integrá-la ao mercado mundial através da comercialização da borracha.

Em 30 de abril de 1912 foi inaugurado o último trecho da estrada de ferro Madeira-Mamoré. Tal ocasião registra a chegada do primeiro comboio à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data.

Mas o destino da ferrovia que foi construída com o propósito principal de escoar a borracha e outros produtos da região amazônica, tanto da Bolívia quanto do Brasil, para os portos do Atlântico, e que dizimara milhares de vidas foi o pior possível.

Primeiro, porque o preço do látex caiu vertiginosamente no mercado mundial, inviabilizando o comércio da borracha da Amazônia. Depois, devido ao fato de que o transporte de outros produtos que poderia ser feito pela Madeira-Mamoré foi deslocado para outras duas estradas de ferro (uma delas construída no Chile e outra na Argentina) e para o Canal do Panamá, que entrou em atividade em 15 de Agosto de 1914.

Alie-se a esta conjuntura o fator natureza: a própria floresta amazônica, com seu alto índice de precipitação pluviométrica, se encarregou de destruir trechos inteiros dos trilhos, aterros e pontes, tomando de volta para si grande parte do trajeto que o homem insistira em abrir para construir a Madeira-Mamoré.

A ferrovia foi desativada parcialmente na década de 1930 e totalmente em 1972, ano em que foi inaugurada a Rodovia Transamazônica (BR-230). Atualmente, de um total de 364 quilômetros de extensão, restam apenas 7 quilômetros ativos, que são utilizados para fins turísticos.

Apogeu, requinte e luxo



Os novos ricos de Manaus tornaram a cidade a capital mundial da venda de diamantes

Manaus, capital do Estado do Amazonas, era na época considerada a cidade brasileira mais desenvolvida e uma das mais prósperas do mundo. Única cidade do país a possuir luz elétrica e sistema de água encanada e esgotos, Manaus viveu seu apogeu entre 1890 e 1920, gozando de tecnologias que outras cidades do sul do Brasil ainda não possuíam, tais como bondes elétricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados, além de edifícios imponentes e luxuosos, como o requintado Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal e o prédio da Alfândega.

A influência européia logo se fez notar em Manaus, na arquitetura da construções, no modo de viver, fazendo do século XIX a melhor fase econômica vivida pela cidade. A Amazônia era responsável, nesta época, por quase 40% de toda a exportação brasileira. Os novos ricos de Manaus tornaram a cidade a capital mundial da venda de diamantes. Graças à borracha, a renda per capita de Manaus era duas vezes superior à da região produtora de café (São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo).
O fim do monopólio amazônico da borracha
Mas a ferrovia Madeira-Mamoré, terminada em 1912, já chegava tarde. A Amazônia já estava perdendo a primazia do monopólio de produção da borracha porque os seringais plantados pelos ingleses na Malásia, no Ceilão e na África tropical, com sementes oriundas da própria Amazônia, passaram a produzir látex com maior eficiência e produtividade. Conseqüentemente, com custos menores e preço final menor, o que os fez assumir o controle do comércio mundial do produto.

A borracha natural da Amazônia passou a ter um preço proibitivo no mercado mundial, tendo como reflexo imediato a estagnação da economia regional. A crise da borracha tornou-se ainda maior porque a falta de visão empresarial e governamental resultou na ausência de alternativas que possibilitassem o desenvolvimento regional, tendo como conseqüência imediata a estagnação também das cidades. A falta não pode ser atribuída apenas aos empresários tidos como barões da borracha e à classe dominante em geral, mas também ao governo e políticos que não incentivaram a criação de projetos administrativos que gerassem um planejamento e um desenvolvimento sustentado da atividade de extração do látex.

Embora restando a ferrovia Madeira-Mamoré e as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim como herança deste apogeu, a crise econômica provocada pelo término do ciclo da borracha deixou marcas profundas em toda a região amazônica: queda na receita dos Estados, alto índice de desemprego, êxodo rural e urbano, sobrados e mansões completamente abandonados, e, principalmente, completa falta de expectativas em relação ao futuro para os que insistiram em permanecer na região.

Os trabalhadores dos seringais, agora desprovidos da renda da extração, fixaram-se na periferia de Manaus em busca de melhores condições de vida. Aí, por falta de habitação, iniciaram, a partir de 1920, a contrução da cidade flutuante, gênero de moradia que se consolidaria na década de 1960.

O governo central do Brasil até criou um órgão com o objetivo de contornar a crise, chamado Superintendência de Defesa da Borracha, mas esta superintendência foi ineficiente e não conseguiu garantir ganhos reais, sendo, por esta razão, desativada não muito tempo depois de sua criação.

Nos anos 1930, Henry Ford, o pioneiro da indústria americana de automóveis, empreendeu o cultivo de seringais na Amazônia, com técnicas de cultivo e cuidados especiais, mas a iniciativa não logrou êxito já que a plantação foi atacada por uma praga na folhagem.

O segundo ciclo da borracha - 1942/1945

A Amazônia viveria outra vez o ciclo da borracha durante a Segunda Guerra Mundial, embora por pouco tempo. Como forças japonesas dominaram militarmente o Pacífico Sul nos primeiros meses de 1942 e invadiram também a Malásia, o controle dos seringais passou a estar nas mãos dos nipônicos, o que culminou na queda de 97% da produção da borracha asiática.

A batalha da borracha


Com o alistamento de nordestinos, Getúlio Vargas (ao centro, com Roosevelt à direita, em Natal jan/1943) minimizou o problema da seca do nordeste e ao mesmo tempo deu novo ânimo na colonização da Amazônia

Na ânsia de encontrar um caminho que resolvesse esse impasse e, mesmo, para suprir as Forças Aliadas da borracha então necessária para o material bélico, o governo brasileiro fez um acordo com o governo americano (Acordo de Washington), que desencadeou uma operação em larga escala de extração de látex na Amazônia - operação que ficou conhecida como a Batalha da Borracha.

Como os seringais estavam abandonados e não mais de 35 mil trabalhadores permaneciam na região, o grande desafio de Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, era aumentar a produção anual de látex de 18 mil para 45 mil toneladas, como previa o acordo. Para isso seria necessária a força braçal de 100 mil homens.

O alistamento de quem tivesse interesse em trabalhar nos seringais em 1943 era feito pelo Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA), com sede no nordeste, em Fortaleza, criado pelo então Estado Novo. A escolha do nordeste como sede deveu-se essencialmente como resposta a uma seca devastadora na região e à crise sem precedentes que os camponeses da região enfrentavam.

Além do SEMTA, foram criados pelo governo nesta época, visando a dar suporte à Batalha da borracha, a Superintendência para o Abastecimento do Vale da Amazônia (Sava), o Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp) e o Serviço de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará (Snapp). Criou-se ainda a instituição chamada Banco de Crédito da Borracha, que seria transformada, em 1950, no Banco de Crédito da Amazônia.

O órgão internacional Rubber Development Corporation (RDC), financiado com capital dos industriais americanos, custeava as despesas do deslocamento dos migrantes (conhecidos à época como brabos).


O governo dos Estados Unidos pagava ao governo brasileiro cem dólares por cada trabalhador entregue na Amazônia

Milhares de trabalhadores de várias regiões do Brasil atenderam ao apelo do presidente e lançaram-se na extração do cobiçado látex. Só do nordeste foram para a Amazônia 54 mil trabalhadores, sendo a maioria do Ceará. Dos 800 mil habitantes do Ceará 120 mil rumaram ao Rio Amazonas, porém metade morreu no caminho da fome e doenças da selva. Os nordestinos receberam, por consequência, a alcunha de "soldados da borracha".

Manaus tinha em 1849, 5 mil habitantes em meio século cresceu para 70 mil. Novamente a região experimentou a sensação de riqueza e de pujança. O dinheiro voltou a circular em Manaus, em Belém, em cidades e povoados vizinhos e a economia regional fortaleceu-se.

O kit básico
Cada migrante assinava um contrato com o SEMTA que previa um pequeno salário para o trabalhador durante a viagem até a Amazônia. Após a chegada, receberiam uma remuneração de 60% de todo capital que fosse obtido com a borracha.

O kit básico dos voluntários, ao assinar o contrato, consistia em:
uma calça de mescla azul

uma blusa de morim branco

um chapéu de palha

um par de alparcatas de rabicho

uma caneca de flandre

um prato fundo

um talher

uma rede

uma carteira de cigarros Colomy

um saco de estopa no lugar da mala

Após recrutados, os voluntários ficavam acampados em alojamentos construídos para este fim, sob rígida vigilância militar, para depois seguirem até à Amazônia, numa viagem que podia demorar de 2 a 3 meses.

Um caminho sem volta



Mosquito, elemento transmissor da malária e da febre amarela, doenças que causaram muitas mortes aos seringueiros

Entretanto, para muitos trabalhadores, este foi um caminho sem volta. Cerca de 30 mil seringueiros morreram abandonados na Amazônia, depois de terem exaurido suas forças extraindo o ouro branco. Morriam de malária, febre amarela, hepatite e atacados por animais como onças, serpentes e escorpiões. O governo brasileiro também não cumpriu a promessa de reconduzir os soldados da borracha de volta à sua terra no final da guerra, reconhecidos como heróis e com aposentadoria equiparada à dos militares. Calcula-se que conseguiram voltar ao seu local de origem (a duras penas e por seus próprios meios) cerca de seis mil homens.

Apontamentos finais

Os finais abruptos do primeiro e do segundo ciclo da borracha demonstraram a incapacidade empresarial e falta de visão da classe dominante e dos políticos da região. O final da guerra conduziu, pela segunda vez, à perda da chance de fazer vingar esta atividade económica. Não se fomentou qualquer plano de efetivo desenvolvimento sustentado na região, o que gerou reflexos imediatos: assim que terminou a segunda guerra mundial, tanto as economias de vencedores como de vencidos se reorganizaram na Europa e na Ásia, fazendo cessar novamente as atividades nos velhos e ineficientes seringais da Amazônia.

fonte: http://portalsaofrancisco.com.br/alf...a-borracha.php

Last edited by Daniela_Artur; August 8th, 2008 at 04:02 PM.
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Old August 7th, 2008, 07:40 PM   #2
Rafael_Rosato
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Interesante... mas, sem querer abusar... poderia ilustrar o thread com ilustrações da epoca!!
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Old August 7th, 2008, 09:17 PM   #3
CanudosWar
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necessario para nosso país deixar a economia estrativista no passado,que o Brasil de hoje se concentre cada dia mais em alta tecnologia
__________________
"O mal da ignorância é que vai adquirindo confiança à medida que se prolonga."
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Old August 7th, 2008, 11:09 PM   #4
Raul Neto
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Este ciclo, de importância fundamental, não é devidamente estudado no ensino médio e também não é devidamente pesquisado. Geralmente sintetizam tudo em apenas um pequeno verbete, superficial e incompleto. Enquanto isso, os demais ciclos são exaustivamente estudados. É
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Old August 8th, 2008, 03:05 AM   #5
Alexandre Lima
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Faltaram algumas imagens!!!
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Old August 8th, 2008, 12:51 PM   #6
GRGM
Gabriel
 
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Originally Posted by Raul Neto View Post
Este ciclo, de importância fundamental, não é devidamente estudado no ensino médio e também não é devidamente pesquisado. Geralmente sintetizam tudo em apenas um pequeno verbete, superficial e incompleto. Enquanto isso, os demais ciclos são exaustivamente estudados. É
Concordo totalmente!

E espero que as pessoas de outras regiões do Brasil não fiquem com raiva "de nós" por esse comentário, mas adoro esse tipo de informação e acho que deveriam ser muito mais divuldadas, entre outras coisas, porque elas ajudam a mostrar que existe desenvolvimento antigo em várias regiões do país, além de elites tradicionais em vários lugares fora do "Sul maravilha".
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Old August 8th, 2008, 03:56 PM   #7
Daniela_Artur
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Talking

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Originally Posted by Rafael_Rosato View Post
Interesante... mas, sem querer abusar... poderia ilustrar o thread com ilustrações da epoca!!


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Originally Posted by Alexandre Lima View Post
Faltaram algumas imagens!!!
A pedidos, editado.
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Old August 8th, 2008, 04:18 PM   #8
Manilov
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"O governo dos Estados Unidos pagava ao governo brasileiro cem dólares por cada trabalhador entregue na Amazônia

Pois é, além de contribuir para o esforço de guerra americano, os nordestinos ainda enchiam os cofres do governo. Vejamos: 54.000 x U$ 100 = U$ 5.400.000,00. Pra no final serem abandonados a sua própria sorte (morte)

Ontem mesmo estava a ler sobre o assunto:

"O cineasta Wolney Oliveira, que está filmando o documentário Borracha para a Vitória, sobre o assunto. Passadas décadas, os soldados da borracha hoje lutam para receber pensão equivalente à dos ex-pracinhas."

Agora vejam que interessante: "Havia uma política racial no governo Vargas', diz Lúcia. 'Diferentemente da Bahia e de Pernambuco, o Ceará não recebeu muitos negros. Isso garantia a manutenção de certo perfil étnico na Amazônia', explica." (Polêmica)



Mas o melhor da matéria são os depoimentos dos sobreviventes:

"A gente comia e esperava, e cantava hinos glorificando Getúlio. Tínhamos café, almoço, roupa de americano. Ganhei um vestidão. Quase embarcamos para a Amazônia várias vezes, mas meu pai ficou doente; aí os alemães botaram um navio a pique. Demoramos quase um ano para chegar no Acre. Na viagem, compusemos o hino do soldado da borracha: (...) Destemido soldado brasileiro, seu produto servirá o mundo inteiro"

"A guerra se acabou e eu só fiquei sabendo em 1946. E nosso dinheiro? A gente queria ir embora para o Ceará. Viajamos cinco dias para ir do seringal à margem do Rio. O coronel disse que não decidia nada, só Getúlio. E mandou a gente voltar para dentro e cortar seringa. Mudou o presidente, mudou tudo, e não chegou notícia nenhuma para nós"

Quem quiser conferir as histórias:http://revistaepoca.globo.com/Revist...6-6014,00.html
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Minhas fotos de Fortaleza

Last edited by Manilov; August 8th, 2008 at 04:24 PM.
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Old August 9th, 2008, 12:34 AM   #9
Rondon
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Hoje a borracha está se valorizando novamente no Acre (e as pessoas estão voltando para os seringais). O fator que está levando a isso é a instalação da fábrica de camisinhas Natex, no município de Xapuri...
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Old August 10th, 2008, 06:35 AM   #10
Inconfidente
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Interessante, mas fotos da arquitetura do período que é o objetivo do sub-fórum nada né...
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Old August 10th, 2008, 08:10 AM   #11
GRGM
Gabriel
 
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^ Ah, eu gostaria que tivesse mais fotos, mas um thread pode preencher muito mais coisas do que simplesmente fotos...
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Old August 11th, 2008, 11:02 AM   #12
bicolor__
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esse texto tem alguns erros, Belém nao surgiu por causa da extração da borracha, Belém foi fundada em 1616 muito antes dessa época, manaus começou a ser colonizada em 1669 e só foi fundada em 24 de outubro de 1848, Manaus e Belém eram as cidades mais ricas do hemisfério sul e tem mais, os investimentos em infraestrutura foram feitos primeiro em Belém pra depois ser feito em manaus, exemplos: Teatro da paz foi inaugurado no dia 15 de fevereiro de 1878, já o teatro amazonas só teve inicio do projeto em 1881 ou seja, 3 anos após a inauguração do teatro da paz que começou a ser feito um projeto pro teatro de manaus, e o teatro amazonas só foi inaugurado em 1896, quase 20 anos depois da inauguração do teatro da paz, o teatro amazonas comporta apenas 685 pessoas, o teatro da paz comporta 1,100 pessoas. a energia elétrica chegou primeiro em Belém e depois foi para Manaus, e as 2 cidades foram urbanizadas no mesmo período. Isso prova que Belém e Manaus são cidades irmãs historicamente, passaram por mesmas intervenções praticamente na mesma época! Ao invés de rivalidade, algo que não consigo entender e que só tomei conhecimento por causa da internet pois nunca ouvi alguém falar de manaus aqui em belém, temos que unir as 2 cidades e seus povos irmãos!
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Old August 11th, 2008, 08:14 PM   #13
Alexandre Lima
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Belenenses como vc fazem falta por aqui!!!

Bem, vou postar algumas fotos!!!
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Old August 11th, 2008, 11:21 PM   #14
Alexandre Lima
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Eu ia fazer um thread entitulado de A Manaus da Bèlle Èpoque, mas devido ao assunto já estar sendo tratado aqui, vou postar as fotos aqui mesmo!!!


1. Segunda Ponte na atual Av. Sete de Setembro.



2. Atual Av. Eduardo Ribeiro, essa mata ao lado é a Praça da Matriz.



3. Não sei onde fica!



4. Também não!



5. O Teatro Amazonas ainda servido por bondes.



6. Bônus: Vista aérea parcial do que é atualmente, o Centro de Manaus.
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Old August 11th, 2008, 11:24 PM   #15
Alexandre Lima
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O centro de Manaus era lindo demais!!! Praticamente desfiguraram todo o centro. A praça da Matriz era linda e o Porto também!!
Essas praças jamais deveriam ter saído da história!!!
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Old August 11th, 2008, 11:25 PM   #16
manauxx
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nossaaa estragaram o centro de manaus

como era bonito antigamente

a praca em frente da igreja era realmente lindo

hj esta um desastre
__________________
Manaus a sede da Amazônia na copa de 2014!
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Old August 13th, 2008, 04:32 PM   #17
Terra Nova
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Uma tristeza olhar pra essa última foto e comparar com o que hoje existe no lugar. Lastimável.
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Old August 13th, 2008, 08:37 PM   #18
fialho
Fialho
 
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Um pouco dessa história foi retratada na minissérie Amazônia, exibida há algum tempo atrás na Rede Globo.

Como o Acre era tratado como uma colônia durante este período, muito pouco da riqueza proporcionada pelo Ciclo da Borracha ficou por aqui, quase tudo ia pra cidades como Belém e Manaus.
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Old August 14th, 2008, 01:28 PM   #19
manauxx
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que raiva olhar para a ultima foto

era essa a difereca que eu percebi

meu deus cm estragaram a beleza da nossa belle epoque!!!!!!!
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Manaus a sede da Amazônia na copa de 2014!
manauxx no está en línea   Reply With Quote
Old August 14th, 2008, 08:15 PM   #20
fialho
Fialho
 
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Vocês de Manaus têm alguma foto aérea atual neste mesmo ângulo - ou parecido - da última foto?
fialho no está en línea   Reply With Quote


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