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Montemor-o-Novo
MONTEMOR-O-NOVO
Passeio a Montemor-O-Novo a 11/01/2009, um dia bem passado, dia de sol mas com muito frio, nada que um bom agasalho não tivesse resolvido. O passeio começou numa visita ao castelo e ao meio envolvente. Almoço num restaurante tipico, no Restaurante Sampaio, uma casa acolhedora, muito bem decorada com motivos da terra, lareira junto de uma das mesas (pena estar ocupada), come-se muito bem, as entradas já me satisfaziam totalmente, prato principal muito bem composto (pézinhos de coentrada), uma sobremesa tipica deliciosa. Depois do almoço, passear e ver a cidade. Um pouco da história... O concelho recebeu forais dos reis D.Sancho I (1203) e de D.Manuel (1503) e teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640) e durante as invasões francesas (início do séc. XIX). A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides. Em Montemor, em 1496, tomou D.Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade. No numeramento mandado realizar em 1527 por D.João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal , contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres" Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S.Francisco e de Stº António, a Ermida de Nª Srª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de Stª Maria do Bispo. No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843. Montemor-o-Novo desempenhou um papel muito activo na resistência à ditadura fascista e na luta pela melhoria das condições de vida e pela liberdade. Com o 25 de Abril, Montemor-o-Novo esteve nas primeiras linhas do avanço das conquistas da revolução, nomeadamente na implantação do Poder Local Democrático e da Reforma Agrária. A passagem de Montemor-o-Novo a cidade, por decisão da Assembleia da República de 11 de Março de 1988, é outro dos factos importantes da história recente de Montemor-o-Novo Last edited by Lampiao2000; January 15th, 2009 at 01:21 AM. |
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Castelo de Montemor-o-Novo
O Castelo de Montemor-o-Novo, edificado no monte mais elevado da região, assenta provavelmente no lugar de um antigo castro pré-histórico, com posterior ocupação romana e árabe. Na época da reconquista cristã, coube ao rei D. Sancho I, a sua passagem para a posse portuguesa, para no reinado de D, Dinis, por volta de 1365, se proceder a grandes melhorias nas defesas. Montemor-o-novo, que pertenceu a D. Nuno Álvares Pereira, conheceu anos de muita prosperidade, a partir do século XV, devido ao facto de Évora ser residência dos reis, por largos períodos, o que incentivava o comércio em a toda a região. O terramoto de 1755, causou bastantes danos no castelo, que viria a necessitar de obras de reparação. Depois de ter resistido aos ataques durante as invasões francesas, foi progressivamente abandonado, acelerando-se o estado de ruína ao longo do século XX. Actualmente o castelo conserva o lanço principal da muralha, protegida por onze torreões cilíndricos e as ruínas da alcáçova, ou Paço dos Alcaides, uma construção de inícios do século XIII. http://www.guiadacidade.pt/portugal/...&distritoid=07 ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
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Convento Nossa Sra. da Saudação
O Convento de Nossa Senhora da Saudação teve origem na congregação de algumas mulheres lideradas por Joana Dias Quadrada que, para praticarem uma vida de recolhimento e devoção, se juntaram sem inicialmente obedecerem às regras de qualquer ordem religiosa. As obras de construção do Convento deverão ter começado em 1502. A frontaria principal do edifício, conserva alguns elementos arquitectónicos característicos da época de fundação. Na entrada da Portaria-Mor (antiga entrada principal do Convento) pode ainda observar-se uma esfera armilar, característica da arte manuelina. Também a chamada “Porta das Freiras” na Igreja conventual é encimada por esfera armilar em alto relevo. Na década de sessenta do século XVI foi construído o dormitório. Da segunda metade desse século são também a Igreja. o Coro Alto e o Coro Baixo. O Claustro Conventual data do reinado de D. João III. Na última década do século XVI foram construídas as enfermarias monásticas que ligaram o corpo principal do mosteiro às muralhas da vila. Neste espaço passavam duas vias públicas, tendo sido por isso necessário abrir dois arcos por cima destas ruas. Uma das ruas foi localizada em 1992. aquando da realização de sondagens arqueológicas. Esta deve corresponder à rua do Mosteiro à Igreja de S.Tiago referida num documento de 1637. A Igreja Conventual constitui um interessante exemplar da arquitectura clássico-barroca. No século XVII foi enriquecida por um retábulo de talha de influência da escola real de Valladolid e revestida com azulejos polícromos de vários padrões, constituindo um bom exemplo de como foi possível criar, com materiais regionais pobres, um ambiente profundamente barroco. A cobertura da Igreja, em abóbada de berço, encontra-se subdividida em caixotões de estrutura geométrica. Do corpo da Igreja fazem igualmente parte o Coro Alto, revestido nas paredes por azulejaria em verde e branco seiscentista e o Coro Baixo. Este apresenta as paredes cobertas por azulejaria igualmente em verde e branco mas de padrão mais pequeno que o do Coro Alto. O Coro Baixo destaca-se pelas pinturas a fresco que cobrem a sua abóbada, atribuídas, por alguns autores, a José de Escobar. O Convento, pertencente à Ordem Dominicana, foi sempre habitado por um grande número de religiosas. No século XVIII chegou a ser habitado por 65 freiras. Em 1874, com a extinção dos conventos e a morte da última prioresa, o edifício foi ocupado pelo Estado e, em 1876, ali instalado o Asilo de Infância Desvalida, que ocupou o edifício até aos anos 60 do século XX. O Convento tem sido, nos últimos anos, alvo de obras pontuais. A recuperação parcial das suas coberturas, na segunda metade dos anos 90 do século passado, pela D.G.E.M.N., impediu a derrocada deste valioso conjunto monumental. A Câmara Municipal realizou em 1998 obras de restauro de carpintarias. Actualmente funcionam no edifício o centro transdisciplinar O Espaço do Tempo e a Oficina de Arqueologia do Programa do Castelo da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo. http://mjfs.wordpress.com/2007/10/14...ntemor-o-novo/ ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
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Barra for Friends
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Não é preciso meteres a data no nome do thread... bastava Montemor-o-Novo.
Assim quando aparecerem mais fotos vai-se metendo no thread. Belas fotos
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#10 |
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Biblioteca Municipal
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Hospital do Espírito Santo e de Santo André “As origens do Real Hospital de Montemor-o-Novo são remotas e devem-se, no aspecto funcional que chegou ao séc. XIX, à junção de duas antigas Albergarias, designadas, respectivamente, do ESPÍRITO SANTO e de SANTO ANDRE. A primeira parece recuar ao dia 14 de Novembro de 1324, João Vicente, arcediago do Barroso e cónego das Catedrais de Lisboa e Évora determinou, em cédula testamentária a fundação, nas casas de seu pai, situadas no largo da vila de um hospital-albergaria destinado a recolher enfermos e peregrinos. A construção da Albergaria de Santo André (situada no cabeço de Stº André, a 3 Km a norte da antiga vila), teve efeito no ano de 1354. A D.João II, em 1531, se deve a edificação do grupo de casario nas suas linhas gerais, subsistentes, embora levantado em empreitadas diferentes: o corpo hospitalar propriamente dito das enfermarias, nos meados da década de 1530 e a igreja na data aproximada da morte do mesmo rei - 1557. No ano de 1531 tomou posse da gerência do hospital a Ordem dos Cónegos Regrantes de S. João Evangelista (Lóios) - sendo primeiro provedor o padre Luís de Santa Maria -, a qual apenas a administrou até 1567, período em que o cardeal-infante D. Henrique, arcebispo de Évora. determinou a sua entrega, novamente, à Irmandade da Misericórdia; todavia, no ano de 1674, a requerimento dos procuradores do povo de Montemor, presente nas cortes de D. Pedro lI, passou para os religiosos hospitalários de S. João de Deus, que o administraram de 1677 a 1834, data da sua extinção em Portugal. Um decreto de 21 de Agosto de 1835 promoveu a sua assistência, em definitivo, para a Mesa da Casa da Misericórdia. O hospital real teve duas enfermarias altas: uma para homens com 40 camas e outra para mulheres, servida de 8 leitos; roda de expostos, instituída em época indetermi*nada, botica e albergue de pobres de Cristo. Tratava enfer*mos, mendigos, peregrinos e militares em trânsito”. http://www.oespacodotempo.pt/pt/esp_tem.php?idpan=rcine ![]() ![]() ![]() Hospital do Espírito Santo e de Santo André
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#12 |
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![]() Hospital do Espírito Santo e de Santo André ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
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#13 |
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Centro de Saúde
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#14 |
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![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Cine Teatro Curvo Semedo Poucos montemorenses saberão que o belo edifício de cinema e teatro que a cidade possui foi projectado por um dos mais importantes arquitectos portugueses deste século, Raul Lino. E, nessa convicção, vou hoje contar-vos a história do nosso teatro, aludindo também ao grande artista que o concebeu. Antes do Cine-Teatro Curvo Semedo já pelo menos, duas casas de espectáculos tinham existido na então vila. Para além da já referida casa do antigo convento de S. João de Deus, improvisado teatro de relativamente curta existência, foi construído, a partir de 1874, na Rua Nova, o Teatro Montemorense, no local em que hoje está a Casa dos Magistrados e Electricidade de Portugal. A iniciativa foi de uma Companhia formada por particulares, entre os quais Álvaro de Carvalho, João Alves Pereira, Francisco da Costa Campos e José Pereira da Rosa. O teatro foi inaugurado em Setembro de 1882, com um espectáculo em que participou o grande actor Taborda. Nas décadas seguintes, segundo a memória da época, passariam pelo seu palco “ as mais gloriosas figuras da arte cénica” e “ muitos amadores distintos interpretando, sem deslustre, as mais notáveis peças clássicas”. Na noite de 22 de Maio de 1922, o teatro foi destruído por um incêndio. E, em consequência, três anos depois, um numeroso grupo de pessoas reunidas na Escola Conde Ferreira, decidiu a construção de uma nova sala de espectáculos para a vila, que homenagearia, com o seu nome, o poeta montemorense Belchior Curvo Semedo. Constituiu-se uma companhia edificadora da nova construção, de que a Câmara era principal accionista. Para autor do projecto foi logo escolhido o arquitecto Raúl Lino “que regressara duma longa viagem ao estrangeiro e vinha ansioso por edificar no nosso Paiz obras que não nos fizessem desdouro em comparação com o que lá fora admirara”. Raúl Lino, com 46 anos quando realizou este projecto, era um dos mais notáveis arquitectos do país e responsável pela renovação da arquitectura portuguesa nas primeiras décadas do século. Nascido em 1879, formara-se na Alemanha, onde foi discípulo de Kohler e de Albrecht Haupt, e, regressado, fizera com Roque Gameiro, uma viagem pelo país, particularmente pelo Alentejo, durante a qual realizou numerosos registos do que ia observando, nomeadamente da arquitectura regional. Essa viagem mostra já as preocupações, que demonstraria no decurso da sua longa existência, de reinserir na arquitectura portuguesa a fidelidade às tradições construtivas nacionais. Dos primeiros anos do século são algumas das suas obras principais, como a casa do pianista Rey Colaço, o Solar dos Patudos, em Alpiarça, para José Relvas e a Casa do Cipreste, em Sintra sua residência. Mais próximos, no tempo, do projecto de Montemor, são o da casa de António Sérgio e o do teatro Tivoli, em Lisboa, ambos de 1924. Com um ano de diferença deste último, o Cine-Teatro Curvo Semedo, projectado em 1925 para um espaço aberto como era o Rocio, a par da largueza e nobreza da concepção, acentuada pela utilização de um grande frontão de tipo clássico e de colunelos entre as janelas geminadas, mostra elementos da nossa arquitectura tradicional, como os alpendres, o gradeamento em tijolo e pormenores decorativos. Em 22 de Outubro de 1925 procedeu-se ao lançamento da primeira pedra, num terreno do Rocio vendido pela Câmara. O número de accionistas era de 385, sendo alguns operários, que pagariam em trabalho o valor das acções. Os trabalhos decorreram até Março de 1927 e, a partir daí, pararam por motivos provavelmente de natureza económica, estando feitas apenas as fundações e algumas paredes. Antes das comemorações nacionais de 1940 – centenário da Independência e da Restauração – surgiu, um novo movimento, com apoio da Câmara, para a conclusão do teatro. Foi proposta ao ministro das Obras Públicas de então, Duarte Pacheco, a atribuição de um subsídio. Um dos motivos invocados para o retomar da obra era o de minorar a crise de trabalho existente. Mas o ministro emitiu um despacho desfavorável, por achar que a Câmara “ só deverá abalançar-se a uma obra desta envergadura e finalidade no caso de já ter promovido a realização dos melhoramentos públicos que mais interessam à vida das populações”. Só a partir de 1956, com a concessão governamental do desejado subsídio, as obras prosseguiriam, de acordo com o projecto inicial. Foram encarregados de dirigir e orientar tecnicamente a conclusão do teatro o Arq. Raul Lino, agora com 77 anos, e o Engenheiro José Ribeiro de Carvalho e Silva. Em 1959, com as obras quase concluídas, ficou Raul Lino com o encargo total, por o Eng. Carvalho e Silva ter sido preso por motivos políticos. Finalmente, no dia 17 de Janeiro de 1960, o Cine-Teatro seria inaugurado. Para assinalar o facto foram promovidos espectáculos durante três noites. Segundo o respectivo programa, na primeira, dia 17, a companhia de Amélia Rey Colaço representou “O Processo de Jesus”, de Diego Fabbri. No dia 18, a comédia “O Baile”, de Edgar Neville, pela companhia do Teatro Monumental, de Lisboa. Na última noite foi exibido o filme “O Grande Industrial” e houve uma sessão de variedades e folclore. O Cine-Teatro, pouco tempo após a sua abertura, foi entregue para exploração a uma empresa privada. A propósito de Raul Lino e da sua obra em Montemor, há ainda algo mais a dizer. A Casa dos Magistrados da rua Nova, construída no local do antigo Teatro Montemorense, obedece também ao risco deste arquitecto, o qual, em Novembro de 1926, a Câmara decidiu convidar para a elaboração do respectivo projecto. Em Maio de 1927 foi decidido abrir concurso “para a construção de um coreto no Rossio desta vila, segundo a planta do senhor Raul Lino”. http://www.oespacodotempo.pt/pt/esp_tem.php?idpan=curvo ![]() ![]() ![]()
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#15 |
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Αλέξανδρος
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olha Monte Mor a brilhar ao sol meridional
boas pics...
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#18 |
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Excelentes fotos da cidade
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#19 |
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#20 |
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архитектор
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