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Old August 7th, 2012, 11:16 PM   #161
samuel_fortal
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Originally Posted by Naipesky View Post
Obra que começa sem projeto executivo = Obra que não se sabe como vai terminar.


Simples assim. Sem um projeto completo, não se prevê:

- A quantidade e custo de materiais necessários até o final.
- As adversidades com probabilidade de ocorrência e as soluções para resolvê-las com menor custo possível.


Ou seja, quando algo é iniciado na base do "vamos começar logo e lá na frente a gente vê o que é que dá", a única certeza é o aumento de custos.

E isso não ocorre só por pressa. Há corrupção também. Toda, toda obra pública leva aditivos para compensar a licitação. O contratado joga um preço irreal para executar um projeto incompleto, e depois que ele garante a grana, na medida da execução faz-se o projeto real e atualizam-se os preços, com as devidas vantagens para as partes.




Mas é injusto acusar apenas a transposição desse problema. Isso ocorre em TODO o lugar, nos 3 níveis de governo. Por exemplo, já é público, noticiado, divulgado e "tolerado" que a obra do Maracanã foi iniciada com 32 plantas de projeto.


Uma casa popular de 100 mil reais precisa de umas 15 ou 20. Quantas uma obra bilionária altamente complexa precisaria?


Triste é ver os poucos jovens mais interessados e "engajados" ideologicamente discutindo o sexo dos anjos quando há tanta coisa absurda, concreta e fácil de resolver com um choque de ordem...
Trabalho com Gestão de Projetos Industriais... Uma Planta Industrial gera facilmente mais de 10 mil desenhos.

E na fase de aprovação do Projeto, a empresa só aprova a Verba para Início das Obras quando tem pelo menos 80% da Engenharia detalhada pronta.

Se esse caso do Maracanâ for verdadeiro, foi um dos maiores absurdos que eu já li a respeito de administração pública.
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Old August 22nd, 2012, 06:42 PM   #162
Nego da Agua
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TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO ESTÁ PARALISADA NA PB

Das 16 áreas em todo o NE, sete estão paradas, inclusive as pertencentes ao eixo que inclui a Paraíba.


Leonardo Silva

Givaldo Cavalcanti

Orçada em R$ 8,2 bilhões, a obra de transposição das águas do rio São Francisco pretende em até 2025 beneficiar cerca de 2,5 milhões de paraibanos distribuídos em 127 municípios. Contudo, praticamente a metade dos lotes de execução de obras estão paralisados, inclusive os localizados no Estado, o que tem provocado o atraso na conclusão dos trechos.

Das 16 áreas em todo o Nordeste, sete estão em inatividade, inclusive os pertencentes ao eixo Norte, como a cidade de São José de Piranhas, que concentra os sistemas adutores de Coremas / Sabugi e Canal Coremas / Sousa. As obras em São José de Piranhas foram visitadas em dezembro de 2010 pelo então presidente Lula.

Quem denunciou a pausa nos trabalhos foi o deputado estadual Assis Quintans. Segundo ele, desde o último mês de junho, data de sua última visita aos canteiros de obras, não havia nenhum sinal de trabalho, o que apontaria um prejuízo para os moradores da região que contam com a conclusão do projeto para serem assistidos na região. “Aquela área tem 560 metros cúbicos de água por habitante/ ano, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o mínimo seja 1.500 metros cúbicos. É uma região deficitária que sofre cada vez mais com o atraso dos trabalhos”, disse.

Quintans é um dos parlamentares indicados pela Assembleia Legislativa para acompanhar as obras e mostrou-se pessimista com os resultados dos investimentos que já foram feitos, uma vez que o andamento da obra em vários locais não tem sido positivo. “A obra começou com R$ 4,6 bilhões de previsão orçamentária. Hoje esse número subiu para R$ 8,2 bilhões, sendo gasto mais de R$ 3,2 bilhões até agora, mas com vários pontos que não avançaram, tanto no Eixo Norte como no Leste”, acrescentou.

No estado da Paraíba, o Eixo Leste do projeto permitirá o aumento da garantia da oferta de água para os municípios atendidos pelas adutoras do Congo, Cariri, Boqueirão e Acauã.

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, 40% das obras estão concluídas, e os trechos que estão parados não apresentam preocupação, uma vez que até 2015 serão finalizados 81 quilômetros entre os municípios de Brejo Santo (CE), até o reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras.

NOVA VISTORIA

Para o lote entre as cidades de São José de Piranhas (PB) e Cabrobó (PE), o Ministério apontou que está em fase de conclusão, uma vez que os contratos com as construtoras está em fase de encerramento. Contudo, o Quintans confirmou que até o mês de setembro será formada uma comissão contando, além da classe política, com técnicos do Ministério da Integração e o Tribunal de Contas da União para averiguar os motivos da morosidade nas áreas citadas pelo parlamentar.

“O que nós vimos foi um verdadeiro abandono nesses locais. O que precisamos fazer é a classe política assumir a responsabilidade e fazer pressão para o prosseguimento da obra.

Vamos reunir os representantes da Paraíba no Senado e fazer um relatório, porque o que eu fiz da última vez que visitei os locais mostra que a obra está andando a passos de tartaruga”, destacou Assis.

http://www.jornaldaparaiba.com.br/no...ralisada-na-pb
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Old August 23rd, 2012, 07:32 AM   #163
mopc
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Trilha sonora oficial das Obras da Transposição do Rio São Francisco



zzzzzzz

Last edited by mopc; August 23rd, 2012 at 07:45 AM.
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Old November 3rd, 2012, 12:23 AM   #164
Figuera
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A transposição me frusta muito. Depois de tanta demora eu teria até vergonha de entregar a obra.
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Old November 3rd, 2012, 12:33 AM   #165
mopc
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2012 acabou e nada
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Old November 6th, 2012, 04:11 PM   #166
Nego da Agua
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PRIMEIRO CANAL DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO AINDA NÃO BENEFICIA POPULAÇÃO

Leandro Kleber - Especial para o Correio
Publicação: 03/10/2012 09:46 Atualização:


Trecho do Rio São Francisco inaugurado pelos militares em junho: obra precisa de uma estação de bombeamento para circular. Foto: Leandro Kléber/CB/D.A. Press

Mais de três meses depois da inauguração do primeiro trecho das obras de transposição do Rio São Francisco, executadas pelos militares no valor de R$ 121 milhões, nenhuma gota d’água do Velho Chico chegou aos moradores da região de Cabrobó (PE). Ninguém foi beneficiado pelo canal com pouco mais de dois quilômetros porque, até hoje, uma estação de bombeamento e uma ponte não estão prontas. A ponte, aliás, ainda nem começou a ser erguida, e a estação só deve ser concluída no fim de 2014, segundo o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo projeto de transposição.

“A ponte pertence ao Lote 1 das obras e está sob responsabilidade do Consórcio Construtor Água de São Francisco, formado pelas empresas Serveng, SA Paulista e Carioca. A perspectiva é de que as obras comecem ainda neste semestre", afirma a pasta, em nota. De acordo com o órgão, a estação de bombeamento é feita pela empresa Mendes Júnior, que, procurada pela reportagem, não se manifestou sobre o assunto. Os empreendimentos, segundo a nota, estão em obras há seis meses e contam com mais de 400 pessoas trabalhando dia e noite para cumprir os prazos firmados.

Quem olha o canal construído pelos militares, com 8 a 14 metros de profundidade e 50 metros de largura, até consegue ver água. Mas se trata do reservatório dos lençóis freáticos e, eventualmente, da quantidade acumulada das chuvas. O trecho executado pelo 2º Batalhão de Engenharia de Construção é fundamental para todo o projeto porque é o canal de aproximação do Rio São Francisco no eixo norte — há também o eixo leste. Dali, da captação da água no rio, é que tudo começa até a primeira estação de bombeamento e a barragem de Tucutu, que tem extensão de quase 1,8 mil metros e altura de 22 metros — atualmente seca devido aos atrasos da ponte e da estação de bombeamento.

Ao inaugurar o empreendimento em 20 de junho, os militares se orgulhavam de terem sidos os primeiros a entregar um trecho de uma das principais obras do governo petista. A realização da etapa foi resultado de um termo de cooperação estabelecido entre o Exército, por intermédio do Departamento de Engenharia e Construção, e o Ministério da Integração Nacional. Os trabalhos tiveram início em maio de 2007. Na sua execução foi empregada uma força de trabalho que contou com o efetivo de 190 militares, 29 equipamentos, 25 viaturas e o apoio de 14 empresas civis em serviços que foram terceirizados.

AMBIÇÃO

O projeto de integração do São Francisco, incluído na lista de prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem como objetivo assegurar oferta de água, em 2025 — quando ficará totalmente pronto —, a cerca de 12 milhões de pessoas residentes em 391 municípios do agreste e do sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Serão mais de 600 quilômetros de canal em dois eixos: leste e norte. Apesar do projeto ambicioso, os acréscimos no valor da obra, hoje orçada em R$ 8,2 bilhões, e nos prazos de entrega geram críticas de órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com a Integração Nacional, hoje trabalham na construção dos canais, barragens, aquedutos e túneis mais de 4 mil pessoas.

http://www.diariodepernambuco.com.br...opulacao.shtml
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Old November 6th, 2012, 04:21 PM   #167
Nego da Agua
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TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO TERÁ CUSTO AINDA MAIOR
Governo federal prepara novo reajuste para a obra de desvio do Rio São Francisco, que pretende levar água para cerca de 12 milhões de pessoas de 391 municípios do Nordeste

João Valadares -
Publicação: 21/10/2012 07:39 Atualização:




Brasília – O custo da transposição do Rio São Francisco, maior obra pública em execução no Brasil, com expectativa de beneficiar 12 milhões de pessoas, que nos últimos cinco anos passou de R$ 4,6 bilhões para R$ 8,2 bilhões, deve sofrer um novo reajuste em 2013. De acordo com interlocutores do Ministério da Integração Nacional, o índice pode chegar a até 18%. Os valores atualizados, que serão modificados a partir de cinco novas licitações com previsão de conclusão até dezembro deste ano, só vão ser divulgados em janeiro.

Em nota oficial, o Ministério da Integração Nacional confirmou a realização das cinco novas concorrências. O governo federal, no entanto, não divulga oficialmente o aumento no custo da obra. "Os valores dessas licitações vão ser divulgados no momento da publicação dos editais", resume o comunicado. Na nota, o ministério alega ainda que, hoje, o projeto continua orçado em R$ 8,2 bilhões e que todos os passos estão em consonância com as determinações do Tribunal de Contas da União (TCU).

O último contrato referente à transposição do Rio São Francisco foi assinado em 20 de agosto deste ano. Prevê a construção de seis reservatórios localizados entre os municípios de Jati e Brejo Santo, no Ceará. O valor é de R$ 518 milhões. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, já declarou que, até o fim do ano, todos os contratos remanescentes precisam ser fechados para que a obra não tenha, mais uma vez, lotes paralisados.

Em junho, o primeiro trecho da obra, orçado em R$ 121 milhões, foi inaugurado. A execução ficou por conta do Exército. No entanto, mais de três meses depois da abertura, a água ainda não beneficiou os moradores do município de Cabrobó, em Pernambuco. O canal com aproximadamente dois quilômetros ficou pronto, mas uma estação de bombeamento e uma ponte ainda não foram concluídas. O Ministério da Integração Nacional informou que essas intervenções específicas só devem ser finalizadas em 2014.

A transposição do Velho Chico sofreu várias paralisações porque muitas empresas não vinham cumprindo os contratos. Realizados a toque de caixa e com baixo detalhamento técnico, em razão da promessa oficial de inaugurar o Eixo Leste no último ano do governo Lula, os projetos executivos foram mal-elaborados. Em abril, o Estado de Minas mostrou que as empreiteiras pressionaram o governo para assinaturas de contratos aditivos milionários acima de 25% do valor original, teto permitido pela legislação.

Em alguns lotes, de acordo com dados repassados pelo próprio Ministério da Integração Nacional, os novos valores precisavam ser aumentados em até 60%. O governo federal resolveu respeitar o limite legal. No entanto, para evitar um desgaste ainda maior com os recorrentes atrasos, usou o mecanismo do chamado aditivo supressivo. O ministério retirou das construtoras algumas obrigações contratuais. Com o drible sutil, a conta fechou.

Na época, o ministério comunicou que os quantitativos retirados e os valores só seriam disponibilizados no momento em que ocorressem as licitações dos resíduos em questão. Em 2011, a transposição ficou praticamente parada. Avançou apenas 5%.

Trabalho 24h para acelerar construção

Dados oficiais apontam que 43% das obras foram executadas. O projeto de integração do São Francisco tem como objetivo assegurar oferta de água, em 2025 – quando ficará totalmente pronto –, a cerca de 12 milhões de pessoas residentes em 391 municípios do agreste e do sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. De acordo com a Integração Nacional, trabalham hoje na construção dos canais, barragens, aquedutos e túneis mais de 4 mil pessoas.

Em razão dos recorrentes atrasos, os operários trabalham 24 horas para acelerar as obras. O ministério informa que novas frentes de serviço também estão sendo criadas para que as metas de conclusão sejam cumpridas. Dois trechos do Eixo Norte contam com trabalhos noturnos: o lote 8, em Salgueiro (PE), e o lote 14, em São José de Piranhas (PB). Dos 16 lotes existentes, nove estão em atividade e o canal de aproximação do Eixo Norte foi concluído. São mais de 1,2 mil equipamentos em operação.

http://www.em.com.br/app/noticia/nac...da-maior.shtml
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Old November 7th, 2012, 07:52 AM   #168
mopc
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boa atualização, enfim notícias, ainda que ruins
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Old November 7th, 2012, 01:55 PM   #169
Loro.
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Grandes obras do PAC no Nordeste continuam paradas
Transposição do Rio São Francisco, Transnordestina e Abreu e Lima extrapolam prazos

Três obras no Nordeste que eram tratadas como um dos maiores legados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após dois anos do fim de seu mandato, sofrem com o descumprimento de orçamentos e prazos.

A principal delas, lançada em 2006 e que deveria resolver o problema na seca no semi-árido nordestino, é a que avança mais rápido. A transposição do Rio São Francisco, que leva água para o sertão por meio de canais ligados à bacia hidrográfica do rio, deve chegar a 10 anos de execução, e sem a convicção do governo de que será concluída.

Já a que seria responsável por promover desenvolvimento e interligar logisticamente a região, a Ferrovia Transnordestina, passa nos últimos dois anos por um processo de revisão orçamentária.

Por fim, na Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco — que seria tocada em parceria pelas estatais petrolíferas do Brasil e Venezuela — o orçamento explodiu, e o prazo de conclusão das obras se prolongou por mais de quatro anos.

O sentimento na região é de que, o desenvolvimento econômico nordestino perdeu fôlego, e que estas obras não são as prioridades atuais do novo governo. Para Jorge Ramos, presidente da Sociedade Internacional de Automação (ISA, na sigla em inglês), com a desistência de algumas empresas em investir no Nordeste, algumas obras foram retiradas da lista de urgência. “Existiam, principalmente estaleiros prometidos, mas quase todos desistiram. Com isso, bilhões foram colocados em compasso de espera, até que haja uma motivação para intensificar os investimentos”, avalia o executivo.

Transposição do Velho Chico

A obra que marcou os últimos meses do primeiro mandato de Lula, era tida por cientistas políticos como o grande trunfo do ex-presidente para conquistar definitivamente o eleitorado nordestino, que em 2002, preferiu seu concorrente no pleito, José Serra.

No entanto, problemas com ambientalistas e representantes locais afetaram o andamento das obras. O último empecilho foi a descoberta de um esquema fraudulento organizado por uma das executoras da obra, a Construtora Delta. A Corregedoria Geral da União investiga um trecho tocado pela companhia e a acusa de ter desviado, ao menos, R$ 76 milhões. Com isso, as obras estão suspensas.

Com tantos atrasos, o orçamento pulou de R$ 4,8 bilhões para R$ 6,8 bilhões e o prazo para conclusão passou de 2010 para 2015. No entanto, com a suspensão, o prazo será revisto.

Transnordestina

A Ferrovia Transnordestina, por usa vez, também enfrenta impasses que atravancam sua execução por parte da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que detém a concessão da malha férrea.

Pela terceira vez, desde o início em 2007, a empresa pede uma revisão orçamentária e de prazos. O que era para custar R$ 4,5 bilhões, com conclusão prevista para 2010, já passou para R$ 6,7 bilhões, com mais cinco anos de prazo.

Abreu e Lima

A refinaria que, com a ferrovia, fazia parte do projeto de industrialização da região, está sob intervenção. A Petrobras — que continua a construção de sua parte do complexo, já que a venezuelana PDVSA ainda não colocou um centavo em sua parte no empreendimento — está revendo todos os contratos assinados com a construtora. O pagamento às companhias também está suspenso.

O motivo é a explosão orçamentária observada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o qual o ex-presidente, José Sérgio Gabrielli teve de explicar ao Tribunal de Contas da União, em 2009. Na época, Gabrielli disse que o TCU usava índices de comparação de preços incompatíveis com os custos de uma refinaria. A saída de Jorge Zelada da administração da estatal, após Graça Foster ser empossada na presidência, também está relacionada ao mau andamento da obra pernambucana.

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"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".
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Old November 10th, 2012, 04:42 PM   #170
Enzo
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Pararam as obras e o que foi feito esta sendo perdido...
Quanta incompetencia do governo brasileiro, quanto desperdicio de dinheiro, chega ser difícil de acreditar o tanto que a gestão publica e' burra e irresponsável!!!
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Old November 10th, 2012, 07:02 PM   #171
Garciaex
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As obras estão andando, mas graças a paralisação anterior o prazo foi pra frente. Se não houver mais qualquer problema envolvendo o GF a obra vai tranquila até o final.
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Old November 11th, 2012, 12:07 AM   #172
Enzo
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Nao foi o que li em varias reportagens. Pelo jeito a maioria esta paralisada.
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Old November 11th, 2012, 12:16 AM   #173
eduardoazul
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Aquela cena mostrada ontem no JN onde uma poça de lama repleta de peixes tentando respirar me deixou triste pra caramba!
Cadê esse desgraçado de nove dedos que fez tanta promessa e não está agora como fiscal da obra, sendo o mínimo que poderia fazer!!!
Velho picareta, falastrão, tenho tanta vontade de dar umas porradas nesse pilantra!
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Old November 14th, 2012, 02:23 PM   #174
Loro.
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Cadê esse desgraçado de nove dedos que fez tanta promessa e não está agora como fiscal da obra, sendo o mínimo que poderia fazer!!!
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Old November 16th, 2012, 02:31 AM   #175
caco
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Que vergonha essa transposição, um verdadeiro deboche da cara dos futuros beneficiados e do contribuinte brasileiro.
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Old December 4th, 2012, 12:23 AM   #176
Nego da Agua
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ATRASOS QUASE DOBRAM CUSTO DA OBRA DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Pela previsão inicial, transposição do Rio São Francisco já deveria estar pronta, mas avançou apenas 43%. Custo seria de R$ 4,5 bilhões, mas há dois anos o valor subiu para R$ 6,8 bilhões e agora está em R$ 8,2 bilhões.



Ao longo das últimas semanas, o Jornal Nacional tem mostrado os efeitos da pior seca dos últimos 30 anos na região Nordeste. Ironicamente, isso acontece em um ano em que deveria estar pronta uma obra gigantesca para amenizar esse problema. Ela não só não terminou, como ainda teve o custo praticamente dobrado.

A transposição do Rio São Francisco foi uma ideia defendida pelo então ministro da Integração Nacional Ciro Gomes e acolhida pelo presidente Lula, no primeiro mandato. A obra começou em 2007. Dois anos depois, eles visitaram os canteiros, acompanhados da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A transposição livraria dos efeitos da seca cerca de 12 milhões de sertanejos. Levaria água do Rio São Francisco a quase 400 municípios de quatro estados. Pela previsão inicial, a obra já deveria estar pronta, mas avançou apenas 43%, de acordo com o Ministério da Integração Nacional.

Menos de um mês antes de deixar o cargo, o então presidente Lula falou sobre o prazo de conclusão da obra. “Está previsto a gente inaugurar definitivamente a obra até 2012, o que será a redenção da região mais sofrida do nordeste brasileiro. E o povo do Nordeste vai poder decidir a utilização dessa água", declarou Lula.

Operários se empenharam para retirar a mata. Outros tantos cavaram o canal. A esperança se espalhou pelo sertão. A água escorreria por entre paredes de concreto. Só que a obra parou e o serviço já feito vai precisar ser novamente executado. No Lote 11, em Custódia, as placas de concreto estão sendo refeitas, enquanto centenas de quilômetros de terra escavada esperam pelo acabamento.

Os gastos, evidentemente, vão crescendo, porque as obras vão sendo refeitas, os projetos vão sendo refeitos, e tudo isso significa custos adicionais”, explica Gil Castello Branco, secretário-geral do Contas Abertas.
Inicialmente, a obra custaria R$ 4,5 bilhões. Há dois anos, o valor subiu para R$ 6,8 bilhões. Agora, está em R$ 8,2 bilhões.

Hoje, as obras de construção civil estão paradas em seis dos 14 lotes da transposição. Em quatro deles, os contratos com o governo foram rompidos. Os consórcios alegam que o valor da licitação é menor do que o custo real.
“A transposição passou de ser uma esperança, e hoje está sendo um grande problema”, revela Marcelo Manuel dos Santos, da Comissão Pastoral da Terra.
O Tribunal de Contas da União investiga os gastos.

Irregularidade tem muitas, porque desde o início desse projeto, 2003 para cá, ele vem se debatendo com dificuldades exatamente porque falta o projeto, obra que se inicia sem projeto. Você sabe como começa, mas não vai saber como termina”, avalia Raimundo Carreiro, ministro do TCU.

O TCU determinou a abertura de um processo para fiscalizar o que aconteceu em cada trecho e punir os eventuais responsáveis pelas irregularidades. O Ministério da Integração Nacional admite problemas de gestão e está revisando os contratos com as construtoras.

“Existe problema de gestão no ministério, existe, claro que existe”, diz Robson Botelho, diretor do departamento do Proj. Estrat. do Ministério da Integração Nacional. “Passamos o ano de 2011 praticamente todo negociando com as empresas a continuidade delas nas obras. Parte delas ficou. Outras querem sair.”

O ministério afirma também que as construtoras que abandonaram os trabalhos foram multadas em 2% do valor do contrato, e que elas ainda estão obrigadas a entregar o serviço pronto sem ônus para os cofres públicos.
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, deu um novo prazo para a conclusão da obra.

“A obra foi iniciada com um projeto básico, e durante a execução de uma parte das atividades se desenvolveu o projeto executivo. Nesse momento, se percebeu uma diferença entre o projeto natural e o projeto executivo, e estamos fazendo todo o aditamento dos contratos dentro da lei, dos 25% que a lei permite, mas que as pessoas não percam a confiança. Aquele pessoal tem fé. A água vai chegar, sim, em 2015”, declarou a ministra.

Por meio da assessoria, o ex-presidente Lula declarou que não vai comentar questões administrativas do atual governo.

VÍDEO NO LINK:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/...mais-cara.html
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Old December 4th, 2012, 12:26 AM   #177
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Uma verdadeira vergonha!!! A obra em si já é uma grande porcaria!!! E ainda estando nesta situação desperdiçando o erário público... Sinceramente!
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Old December 4th, 2012, 12:37 AM   #178
Nego da Agua
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TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO É PREJUDICADA POR ATRASOS E INTERRUPÇÕES

Apenas 43% dos serviços estão concluídos.
Governo Lula havia prometido finalização das obras em 2012.




A transposição das águas do rio São Francisco foi prometida pelo governo como a redenção das regiões mais áridas do Nordeste. Por enquanto a gigantesca obra, em custos e dimensões, continua sendo apenas uma promessa, prejudicada por constantes atrasos e falta de planejamento.

A transposição do rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica em andamento no país, e os números são faraônicos. São R$ 8,2 bilhões de custo previsto, 3.908 operários e 12 milhões de pessoas a serem beneficiadas.
A obra está sendo executa duas frentes, ou eixos: o leste, com 220 km em obras, que levará água de Pernambuco à Paraíba, e o norte, com 402 km em obras, que sairá de Pernambuco, passando pelo Ceará, pela Paraíba e chegando até o Rio Grande do Norte.

Canais, túneis e barragens estão sendo construídos, mas apenas 43% dos serviços estão concluídos, bem distante da promessa do governo. “Está previsto a gente inaugurar definitivamente a obra até 2012", declarou Lula em 14 de dezembro de 2010.

No interior da Paraíba, a estiagem é impiedosa. A transposição do rio São Francisco vai beneficiar mais de 2,5 milhões de paraibanos, mas o atraso nas obras desanima. No eixo leste, o canal foi construído até pouco mais de seis quilômetros da divisa de Pernambuco com a Paraíba. Os sinais são de abandono, nada de máquinas e operários. Placas de concreto, que nunca receberam uma gota d'água, estão rachadas. Outras estão totalmente destruídas. Em São José das Piranhas, apenas a obra do túnel não está paralisada.

No Ceará, máquinas foram abandonadas em Mauriti, no sul do estado. No Rio Grande do Norte, a obra ainda não saiu do papel. O valor inicial da transposição passou de R$ 4,5 bilhões para mais de R$ 8 bilhões, e serviços terão que ser refeitos.

Em uma lista de recomendações, está a conclusão dos auditores: "O Ministério da Integração absteve-se de agir no momento oportuno, quando deveria ter dado maior celeridade na condução do processo para evitar consequências como a paralisação e o abandono de parte do empreendimento." Esse é uma das conclusões de uma auditoria aprovada em julho deste ano. “Todos os dias é acrescida uma coisa que não estava prevista. Todos os dias, aparece mais um problema que também não estava previsto”, diz Raimundo Carreiro, relator do TCU.

Um documento do Ministério da Integração mostra que em Custódia, Pernambuco, o consórcio queria cobrar R$ 51 por metro quadrado de serviço, mas o Ministério constatou que o preço era de pouco mais de R$ 2 o metro quadrado, uma diferença total de R$ 12 milhões.

O problema é que a constatação só veio depois da assinatura do contrato, em abril deste ano. O Ministério afirma que está revendo os custos da obra e que, assim que foi descoberta a diferença, os pagamentos não foram liberados. A empresa paralisou o serviço.

Enquanto as obras das construtoras se arrastam, os serviços feitos pelo Exército já estão prontos no eixo norte e 97% concluídos no eixo oeste.

O Ministério da Integração admite. “Existe problema de gestão do Ministério. Tudo o que não foi feito ou o que foi feito e deteriorou-se, essas empresas vão fazer, porque nós estamos em processo de encerramento de contrato, de rescisão de contrato, de penalização. Elas vão ter que fazer”, diz Robson Botelho, diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração.

A obra só deve terminar em 2015. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que comanda as obras do PAC, atribuiu os atrasos às empresas que abandonaram o trabalho e à complexidade do projeto.

Por meio da assessoria, o ex-presidente Lula declarou que não vai comentar questões administrativas do atual governo.

VÍDEO NO LINK:
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/...errupcoes.html
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< Navegação do Rio São Francisco > - < Projetos de Irrigação|Infraestrutura e Tecnologia >
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Old December 27th, 2012, 05:34 AM   #179
Ramos
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São Francisco eleva gasto com infraestrutura para R$ 5 bi em 2013

Portal Terra - 19 de Dezembro de 2012

Os investimentos em barragens, adutoras e outras obras de infraestrutura para enfrentar secas extremas e outros fenômenos climáticos pode ultrapassar R$ 5 bilhões no ano que vem, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Essa estimativa pode ser alcançada considerando apenas os recursos da pasta projetados para 2013.

Um dos fatores para a alta projeção é o aumento gradual dos investimentos na área: R$ 2,8 bilhões em 2011, e mais de R$ 3 bilhões neste ano. O outro fator para o otimismo é o calendário das obras de transposição do Rio São Francisco. De acordo com Bezerra Coelho, a entrega da principal obra do governo brasileiro e o cumprimento da promessa de abastecimento de água para a região Nordeste, a mais afetada pelas estiagens, estará garantida para 2015. Isto porque os editais para contratação das empresas que farão as últimas etapas da transposição devem ser publicados até o final de fevereiro de 2013.

"(As obras) no Eixo Leste estarão todas contratadas até junho", disse o ministro, referindo-se ao trecho que vai garantir a distribuição de água a municípios da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba. Do lado norte das obras, os dois eixos que garantem o fornecimento de água do município pernambucano de Cabrobó para Jati e Mauriti, no Ceará, já estão contratados. "Até o dia 30 de janeiro, publicamos o edital da terceira meta, que garante o abastecimento de água até a Paraíba", acrescentou.

Bezerra Coelho reconheceu atrasos que poderiam ter sido evitados, mas garantiu que a obra será concluída em tempo considerado normal para o tipo de investimento. Ao citar projetos semelhantes desenvolvidos em outros países, o ministro assegurou que o trabalho está dentro do prazo de todas as transposições feitas no mundo. "Só não vamos ganhar dos chineses", admitiu. Segundo ele, o tempo dessas obras variou entre 20 e 40 anos. Apenas a China conseguiu concluir em dez anos o projeto de transporte de água do Rio Amarelo (Huang He), feito com três eixos.

Ao antecipar o balanço das ações de prevenção e enfrentamento da seca no Nordeste brasileiro, que será divulgado na quinta-feira, o ministro destacou que a transposição não tem sido o único investimento público na região. "A cada R$ 1 investido na transposição, temos R$ 2 investidos em outras obras de infraestrutura hídrica no Nordeste."

Além da transposição, Bezerra Coelho citou obras como o Eixão das Águas, no Ceará, que garante 60% da água consumida em Fortaleza a partir do açude do Castanhão, construído sobre o leito do Rio Jaguaribe. O ministro também adiantou que a adutora em Irecê, na Bahia, está em fase final de testes e deverá levar água para a região de Serra Talhada em janeiro. Ademais, no Rio Grande do Norte, a primeira etapa da Adutora do Agreste, considerada a maior em operação, estará concluída até fevereiro de 2013, prometeu.

O dinheiro investido na região também envolve medidas emergenciais como contratação dos mais de 4 mil carros-pipa que estão levando água para os municípios mais atingidos pela seca. Amanhã, Bezerra Coelho deve anunciar um programa de controle desse trabalho. "Como todas as cisternas estão georreferenciadas, quem tiver cisterna vai ter um cartão. Sempre que a cisterna for abastecida, será registrado. Vamos monitorar."
http://noticias.terra.com.br/brasil/...6eb0aRCRD.html


São Francisco pode ser extinto, diz biólogo

26/12/2012 - Daniel Carvalho
Folha de São Paulo


Após quatro anos de monitoramento do rio e das obras de transposição de parte das águas do São Francisco, o biólogo José Alves Siqueira, 41, e outros 99 pesquisadores alertam: o rio está em processo de "extinção inexorável".

O professor integra a equipe da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), em Petrolina (PE), contratada pelo governo federal para fazer o inventário da flora e da fauna ao longo de todo o trecho da obra.

O resultado encontrado no rio e nos 469 quilômetros de canais está no livro "Floras das Caatingas do Rio São Francisco: História Natural e Conservação" (Andrea Jackobsson Estúdio). Leia os principais trechos da entrevista.

*

Folha - O título do primeiro capítulo do livro assusta: "A extinção inexorável do rio São Francisco". Como vocês identificaram esse processo e por que o consideram inexorável?
José Alves Siqueira - Eu fiz uma pesquisa minuciosa sobre todos os problemas históricos que ocorreram no São Francisco desde o seu descobrimento. A gente teve um dos rios mais piscosos do país. Com as barragens [Três Marias, Sobradinho, Paulo Afonso e Xingó], a gente perdeu todos aqueles peixes que sobem as corredeiras para se reproduzir. O São Francisco é o rio mais barrado do Brasil.

Se as coisas continuarem do jeito que estão, quanto tempo o São Francisco ainda tem?
A gente não tem como fazer um cálculo preciso. O processo está em curso, o rio está sofrendo profundamente com o desmatamento de suas matas ciliares.

Qual a participação da transposição neste processo?
Existe um passivo ambiental da obra, em torno de R$ 20 milhões, R$ 25 milhões. Esse recurso deve ser usado para implementar unidades de conservação. Podemos transformar o problema da transposição numa oportunidade.

Na prática, como a obra da transposição está colaborando com o processo?
Ainda não temos as respostas claras. A gente encontrou 62 espécies exóticas invasoras, que não são da flora brasileira, já nas áreas do canal. Quando ela [a invasora] chega, ocupa espaço de espécies nativas e provoca destruição das outras.

O senhor é favorável à obra?
A gente não está discutindo se é a favor ou contra porque a obra já está em curso. Hoje o nosso papel é tentar mitigar os impactos. Os impactos existem. [Mas] o que a gente pode fazer para tornar isso razoavelmente viável?

O senhor fala que ainda tem muito a se avançar nesse processo de mitigação dos impactos. Como?
Algo para ser feito em caráter emergencial [é] a implementação dos programas de recuperação de áreas degradadas. As grandes empreiteiras têm obrigação de implementar esses planos de recuperação. Isso não está acontecendo. Quando oferecem a possibilidade de fazer, fazem com espécies exóticas invasoras. A gente tem um conjunto de oportunidades que não pode perder vista. Não teremos uma segunda oportunidade. Não há nada de sensacionalista nisso. Não é uma crítica gratuita.

Qual o papel dessa estiagem prolongada no Nordeste neste processo de extinção do rio?

É mais um agravante porque a demanda por água aumenta. Os bancos de areia no São Francisco estão cada vez maiores. A gente está vivendo um processo de aquecimento global e a caatinga é o lugar do Brasil mais suscetível a essas mudanças climáticas.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1...-biologo.shtml


Governo afirma que área afetada por transposição será recuperada

26/12/2012 - Daniel Carvalho
Folha de São Paulo


O Ministério da Integração Nacional declarou que as ações de recuperação de áreas afetadas pelas obras de transposição do rio São Francisco serão implementadas pelas empreiteiras após a aprovação dos Prads (Planos de Recuperação de Áreas Degradadas) pelo Ibama.

O órgão ambiental, no entanto, informou à Folha que eles fazem parte de outro plano aprovado em 2007.

O ministério afirmou também que a erradicação das espécies exóticas invasoras deve estar prevista nos Prads.

A pasta defende que a ocorrência dessas espécies "independe da existência das obras de integração do rio".

O ministério informou que pretende investir R$ 968,6 milhões na execução de programas ambientais relacionados às obras de transposição.

Desse montante, R$ 60 milhões são para o programa de conservação de fauna e flora.

Segundo a pasta, o Ibama autorizou a supressão de 22,8 mil hectares para a execução da transposição.

Cerca de oito mil hectares já foram suprimidos. Desses, 5.000 devem ser recuperados. Os outros 3.000 são de área construída.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1...cuperada.shtml
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Old December 29th, 2012, 03:05 AM   #180
Pedrocn
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Andamento das obras - Integração do Rio São Francisco

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"We must become the change we want to see in the world".
-Mohandas Gandhi aka Mahatma Gandhi.

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