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Old March 29th, 2009, 11:09 PM   #1
Reflex
Uma dúzia de anos disto..
 
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Metropolitano de Lisboa [2009]

Breve resumo da história do ML [os factos relativos ao material circulante estão sublinhados]:

Em 1885 surgiu o primeiro projecto de construção de um caminho de ferro subterrâneo em Lisboa, elaborado pelo engenheiro Costa Lima; a linha proposta partiria de Santa Apolónia, passando pelo Rossio, São Bento, Janelas Verdes e Alcântara, terminando em Algés. A ideia viria a ser posta de parte devido ao seu elevado custo e preferência pelo meio eléctrico.
Em 1888 e 1923 seriam apresentados outros dois projectos; contudo, o desejo de ter uma rede de caminho de ferro subterrânea em Lisboa só viria a ser concretizada em 1948, quando a sociedade do Metropolitano de Lisboa foi formada.
Apresentadas quatro linhas, apenas duas foram tornadas realidade mas nem todos os troços viriam a ser construídos na década seguinte; a título de exemplo, a extensão ao Lumiar, inaugurada em 2004, estava já programada numa dessas quatro linhas apresentadas em 1948!
Em Agosto de 1955 deu-se início à construção dos troços Sete Rios – Rotunda (2,8 quilómetros) e Entre Campos – Rotunda (2,7 quilómetros) que confluiam num tronco comum, entre Rotunda e Restauradores (1,1 quilómetros) inaugurados em 29 de Dezembro de 1959, formando um Y na Rotunda (ver mapa).



Das 11 estações inauguradas, apenas Sete Rios, Entre Campos e Rotunda detinham um cais com 70 metros de comprimento; todas as outras possuiam-no apenas com 40 metros. A exploração na rede era em duas carruagens e o PMO (Parque de Materiais e Oficinas) estava instalado em Sete Rios; a série de carruagens que compunha o PMO denominava-se ML7, construídas pela Sorefame na Alemanha, sendo constituída por 24 unidades por época da inauguração do ML (ver imagem).



No ano seguinte, arrancariam em Maio as obras de prolongamento do metropolitano até ao Rossio que seria inaugurado em 27 de Janeiro de 1963; a extensão inaugurada era de 500 metros, sendo que esta estação detinha um cais com 70 metros de comprimento.
Três anos mais tarde, em 28 de Setembro de 1966, seria inaugurada uma nova extensão, desta vez entre o Rossio e os Anjos; a rede era aumentada em 1,5 quilómetros, entrando em funcionamento três novas estações: Socorro, Intendente e Anjos, que detinham um cais com o comprimento de 40 metros.
Em 18 de Junho de 1972, seria inaugurado o troço Anjos – Alvalade, com a entrada em exploração de cinco novas estações: Arroios, Alameda, Areeiro, Roma e Alvalade, todas elas dotadas de um cais de 70 metros; este troço tinha uma extensão de 3,4 quilómetros (ver mapa).



Em 1 de Setembro de 1975, os cais das estações Intendente, Restauradores, Saldanha e São Sebastião ficaram aptos a receber comboios de quatro carruagens pelo que a partir deste dia o metropolitano colocou em exploração, intercaladamente, configurações de 2 e 4 carruagens. Seria no ano de 1975 que o ML obeteria a nacioanlização; nesse ano ficou completa a entrega das carruagens ML7, sendo adquiridas mais 60 carruagens moderadamente desde 1963, totabilizando agora 84, estando numeradas de A-1 a A-84. No ano seguinte, ocorreu um incêndio num comboio na estação Arroios; o foco de incêndio foi detectado numa das carruagens da extremidade da composição, tendo sido combatido com o extintor de bordo; por precaução foram evacuados todos os passageiros que nela seguiam, sendo iniciados os trabalhos para a sua inversão. Devido às correntes de ar, viriam a incendiar-se as quatro carruagens que compunham o comboio, pelo que ficaram inutilizáveis, ainda que não se tenha registado nenhum ferimento ou mesmo perda humana; assim, resultou do único acidente no material circulante do ML a diminuição do parque deste de 84 para 80 carruagens. Em 1977 as estações Anjos e Avenida viriam a suportar composições de quatro carruagens, as da Palhavã e Picoas no ano seguinte, o ano da passagem do ML a empresa pública, e a do Campo Pequeno mais tarde, em 1979.
Em Agosto de 1980 arrancava a extensão Alvalade – Campo Grande, com uma estação projectada nas Calvanas, abandonada em 1981, prevista para entrar em exploração em 1984; nas Calvanas seria construído o PMO II, por esta data já projectado, mas cuja construção começaria mais tarde. Dois anos mais tarde, em 1982, arrancavam as obras de prolongamento da rede do metropolitano a Benfica, prevendo-se também a sua conclusão para 1984, sendo a estação terminal o Colégio Militar/Luz.
As obras de prolongamento da estações Parque e Socorro, que viram o seu cais alargado dos 35 para os 105 metros, foram concluídas no final de 1982, terminando a exploração com duas carruagens nesse mesmo ano; em 1983, começaria a construção do prolongamento Entre Campos - Campo Grande, prevendo-se a sua entrada em funcionamento para 1986.
No ano seguinte, entrariam em circulação 12 unidades ML79, sendo adquiridas devido à maior procura do ML e pensando já nas futuras extensões; este protótipo é semelhante ao actual, tendo a disposição dos bancos sido mantida até à chegada das unidades triplas articuladas. A ventilação fora introdizida e o indicador de destino ficara mais perceptível nas ML79 que podiam agora formar um comboio de seis carruagens, enquanto as sua antecessora apenas o permitia em quatro (ver imagem).



No mesmo ano verificaram-se alguns incidentes nos troços Alvalade – Campo Grande e Sete Rios – Colégio Militar Luz, adiando-se as datas de conclusão em ambos os casos; no primeiro, a caracterização geológica do local foi deficiente, tanto que a estação das Laranjeiras acabou por registar-se uma inundação; no segundo troço, o conflito gerou-se entre o Sporting e ML, em 1984, pois o último acabou por construir a estação em terrenos do clube desportivo, o que gerou grandes atrasos na obra. Qunado tudo se começava a resolver, em 1987, registou-se um problema com os empréstimos que o ML havia pedido, recomeçando as obras no empreendimento somente em 1989, com um novo projecto. Contudo, nem em 1987, segunda data avançada para a conclusão do troço Sete Rios – Colégio Militar/Luz, o prolongamento seria aberto ao público, devido ao atraso nos acabamentos finais à superfície, verificando-se uma nova data de previsão para a entrada em exploração: 1988; também o troço Entre Campos – Campo Grande fora adiado para 1993, devido ao arrastar do problema na estação terminal do empreendimento, ainda que a estação intermédia (Cidade Universitária) abrisse em 1988.
Só em 14 de Outubro de 1988, dezasseis anos após a última inauguração no Metropolitano de Lisboa, foram inaugurados os troços Sete Rios – Colégio Militar Luz e Entre Campos – Cidade Universitária; a rede aumentara 3,8 quilómetros. Às 20 estações da rede acrescentavam-se portanto mais quatro: Laranjeiras, Alto dos Moinhos, Colégio Militar/Luz, referentes ao primeiro troço, e Cidade Universitária, referente ao segundo; as estações agora inauguradas possuiam um cais de 105 metros, aptas a receber comboios de 6 carruagens. No ano seguinte, estaria concluída a entrega das ML79, estando agora o parque do ML constituído por 54 carruagens dessa série – numeradas de M-101 a M-154 – e 80 da anterior – a ML7 – prefazendo um total de 134 carruagens.
Em 1990 foi apresentado o Plano de Expansão da Rede (PER), prevendo os prolongamentos Rossio – Cais do Sodré e Restauradores – Baixa/Chiado, a desconexão do Y da Rotunda e prolongamento ao Rato, e ainda o prolongamento à Pontinha e construção do PMO III nesse local. No ano de 1991, foi apresentado o protótipo da primeira série ML90, constituído por duas unidades triplas (motora-reboque-motora) de seis carruagens, tendo a primeira delas sido numerada de M-201, R-202 e M-203.
Em 3 de Abril de 1993 eis que a estação Campo Grande abre ao público, juntamente com os troços Alvalde – Campo Grande e Cidade Universitária – Campo Grande; com este prolongamento a rede do metropolitano crescera em 3,1 quilómetros. Nesse mesmo mês, entrariam em exploração as duas unidades triplas ML90, com indicador de destino digital e em geral mais confortáveis; note-se que estas quatro carruagens motoras eram as únicas a possuir um porta frontal à cabine de condução, sendo retirada já na segunda série das ML90. Estas novas composições foram construídas pela Sorefame/Bombardier, podendo circular com ou sem o reboque (ver imagem).



Foi nesse ano de 1993 que foi apresentado o PER II, destinado a servir a futura Expo’98; até 1999, o metropolitano deveria circulcar nas seguintes linhas:
- Linha A (azul): Pontinha – Terreiro do Paço;
- Linha B (amarela): Lumiar – Rato;
- Linha C (verde): Telheiras – Cais do Sodré;
- Linha D (vermelha): Alameda – Moscavide e Campolide – Estrela com ligação à estação Rato.
O PMO II vira a ser apresentado no final de 1994, após onze anos em terraplanagens e construção; no final desse ano, acabaria por ser encomendado o segundo lote das ML90 constituído por 17 unidades triplas (ou 51 carruagens). No dia 15 de Julho de 1995, o sonho da desconexão da Rotunda tornou-se realidade; o metropolitano detinha agora em exploração duas linhas: a A (azul), entre o Colégio Militar/Luz e o Campo Grande, passando pelo Rossio, e a B (amarela), entre o Campo Grande e a Rotunda. A antiga estação Rotunda (agora Rotunda I) fora alargada de 75 para 105 metros e totalmente remodelada; a nova estação (Rotunda II) detinha um cais já com 105 metros. A rede do metropolitano ficava conforme o mapa em baixo.



No final de 1996, foi concluída e entrega das ML90, sendo o segundo lote numerado de M-207 a M-257; as cores e os materiais utilizados neste segundo lote diferiam um pouco dos que compunham o primeiro. O parque de material circulante era agora constituído por 191 carruagens, 80 delas ML7, 54 ML79 e 57 ML90. Em 18 de Outubro de 1997, seria inaugurado o troço Colégio Militar/Luz – Pontinha, o que permitiu ampliar a rede em 1,6 quilómetros; em Dezembro do mesmo ano seria inaugurada a estação Rato, a 600 metros da Rotunda II. Entretanto, continuavam em 1997 as encomendas de um novo lote de material circulante, agora denominado de ML95; estas novas carruagens tinham um aspecto muito semelhante às ML90 no exterior, embora com algumas diferenças técnicas como uma motorização diferente e controlo eléctrico de abertura e fecho das portas, que veio substituir o pneumático nas suas antecessoras. O novo logótipo do ML foi pela primeira vez inserido nas carruagens da nova série; neste ano, foi entregue metade – 19 unidades triplas ou 57 carruagens – do futuro lote de material circulante (ver imagem).



1998 foi um ano em que muitos dos projectos do ML ficaram concluídos; logo em Março os nomes de quatro estações foram alterados:
- Sete Rios → Jardim Zoológico
- Palhavã → Praça de Espanha
- Rotunda I e II → Marquês de Pombal I e II
- Socorro → Martim Moniz
Em Abril foi inaugurado o troço Rossio – Cais do Sodré, com duas estações: Baixa/Chiado e Cais do Sodré, esta última com ligação ao interface ferroviário da CP e fluvial, crescendo a rede 1,4 quilómetros.
A linha vermelha seria inaugurada em 19 de Maio de 1998, três dias antes da abertura da Expo’98; o troço detinha uma extensão de 5 quilómetros e comportava sete novas estações: Alameda II, Olaias, Bela Vista, Chelas, Oliviais, Cabo Ruivo e Oriente. Foi nesta linha que circularam pela primeira vez composições de seis carruagens em Junho do mesmo ano; de forma a disponibilizar uma oferta que comportasse a procura do metropolitano à Expo’98, foi concluída a entrega das ML95 por esta época. A nova série estava numerada de M-301 a M-414, sendo composto, à semelhante da anterior, pela configuração motora-reboque-motora; no final de 1998, o parque de material circulante do ML era composto por 305 carruagens – 80 ML7, 54 ML79, 57 ML90 e 114 ML95. No final de 1998 a rede comportava 40 estações, havendo sido abertas ao público Cabo Ruivo em Julho, Baixa/Chiado em Agosto e Olivais em Novembro. Ficava desta forma a rede do Metropolitano de Lisboa:



Em 1999 seria inaugurado o PMO III, na Pontinha; nesse evento foi apresentado o protótipo do futuro lote de material circulante, agora denominado de ML97, que seria composto por 18 unidades triplas (54 carruagens) articuladas. Esta nova série possibilitava a circulação livre entre cada unidade, sendo esta a grande diferença em relação à anterior; além disso, o protótipo tinha uma imagem mais moderna, sendo também inserido o sistema digital automático de informação aos passageiros. Segundo dados do ML, nestas unidades triplas o reboque pode ser removido, ainda que tal nunca tenha sido presenciado em circulação; durante o ano de 1999 foi entregue o novo lote de material circulante, numerado de M-501 a M-554. O parque do ML ficava, no virar do milénio, com 361 carruagens distribuídas por 80 ML7, 54 ML79, 57 ML90, 114 ML95 e 54 ML97, o maior número que atingiu até hoje. No ano seguinte iniciava-se a exploração com composições de seis carruagens nas linhas azul e amarela, [U]facto que originou o afastamento das ML7 de ciruculação no ML, dado que só comportavam quatro carruagens atreladas; as primeiras 24 ML7 tinham já completado 40 anos ao serviço, um número extremamente alto nesta matéria. Assim sendo, todas as 80 ML7 foram retiradas de exploração, tendo sido guardadas as primeiras quatro enquanto as restantes foram abatidas; a quebra de oferta que se seguiu foi complementada com a encomenda de outro lote, composto por 20 unidades triplas (60 carruagens), denominado ML99. O protótipo, apresentado em 2000, era praticamente igual ao da série anterior, embora possuísse baterias que asseguravam a iluminação e ventilação no caso da corrente falhar; além destas características, as ML99 têm uma melhor insonorização e uma travagem mais suave. Em 2001 ficou concluída a entrega do primeiro lote das ML99 numerado de M-601 a M-660; durante esse ano as ML79 tiveram avarias constantes, tendo agora um custo de manutenção demasiado elevado. Por essa razão, foi encomendado o segundo lote das ML99 constituído pelo mesmo número de carruagens da série ML79 – 54 – que possibilitaria o afastamento dessa série no ano seguinte; assim, em 2002 foi recebido o segundo lote das ML99 numerado de M-661 a M-714, tendo o número de carruagens no parque do ML ficado estabilizado nas 339, distribuídas por 57 ML90, 114 ML95, 54 ML95 e 114 ML99. A extensão Campo Grande - Telheiras viria a ser inaugurada em 2 de Novembro de 2002, ampliando a rede em 600 metros; ainda em 2002, uma das carruagens motoras da série ML99 teve um acidente no PMO das Calvanas, tendo ficado inutilizada, caindo o número do parque do material circulante para 338 carruagens. Paulatinamente, grande parte das estações “antigas” havia sido remodelada, dando-se, em 2003, o início do refrescamento e ampliação de mais duas: Roma e Alvalade.
Em 27 de Março de 2004 seria inaugurado o troço Campo Grande – Odivelas, o que permitiu que o metropolitano ultrapassasse, pela primeira vez, as fronteiras de Lisboa. No total, a rede fora aumentada em 5 quilómetros, incluindo-se nesta extensão cinco novas estações: Quinta das Conchas, Lumiar, Ameixoeira, Senhor Roubado e Odivelas.
Quase dois meses mais tarde, em 15 de Maio de 2004, seria inaugurado mais um troço, desta vez compreendido entre a Pontinha e a Amadora Este, com duas novas estações: Alfornelos e Amadora Este; desta forma a rede do ML crescera mais 2,1 quilómetros ficando com, aproximadamente, 38,5 quilómetros de extensão e 44 estações, 4 delas duplas e 14 interfaces (ver mapa).



Em 2005, voltaram a circular as quatro primeiras ML7 num passeio da APAC, tal como em Maio de 2007; no ano anterior, o antigo logótipo do ML colocado nas ML90 foi substituído pelo novo. Também em 2006, nomeadamente a partir de Junho, o ML disponiblizou a rede telefónica em todas as estações, tendo sido um dos metropolitanos pioneiros nessa matéria. Já em 2007, foram abatidas as ML79, tendo sido em princípio preservadas as primeiras quatro.
Em 19 de Dezembro de 2007 foram acrescentados 2,2 quilómetros à linha azul do Metropolitano de Lisboa. O empreendimento Baixa/Chiado - Santa Apolónia permitiu ampliar a rede e criar mais duas estações, Terreiro do Paço e Santa Apolónia, ambas com interfaces (ver mapa).




Eventos a decorrer:

- Prolongamento Alameda – São Sebastião (ver mapa): expansão em construção oficial desde Outubro de 2004, chegou a estar prevista entrar em exploração em 2006; por motivos desconhecidos, a obra viria a atrasar-se sucessivamente, estando agora prevista a sua abertura para o final do 3.º trimestre de 2009.



- Prolongamento do troço Oriente – Aeroporto: o acordo de construção foi assinado em 9 de Fevereiro 2007; a União Europeia financia este prolongamento em 85%. Prevê-se a entrada em exploração no início de 2011.

- Prolongamento do troço Amadora Este – Reboleira: inicio da obra em 2009, prevendo-se a entrada em exploração no início de 2011.


Projectos de expansão [ver mapa]

- Rato – Estrela: os concursos para a obra ainda não foram encetados, nem tal deverá acontecer brevemente;

- S. Sebastião – Campolide: o troço chegou a estar previsto ser construído juntamente com o prolongamento entre a Alameda e São Sebastião, mas foi posteriormente adiada a sua construção; os concursos ainda não foram lançados, mas a extensão deverá abrir ao público em 2012, segundo previsão do ML.




10 curiosidades
Sabias que…


- …todas as estações inauguradas antes de 1972 (estações da primeira fase) tiveram um tratamento plástico de Maria Keil, à excepção da Avenida?
- …em 1973 foram instituídos os “comboios rápidos”, que não paravam nas estações intermédias e faziam o percurso Rotunda – Entre Campos e Rotunda – Sete Rios? Esta medida foi tão contestada que foi abolida ainda no mesmo ano.
- …entre 1975 e 1982 foram utilizadas “zebras” nas estações já ampliadas, de forma a permitir aos utilizadores saber em que zonas paravam as carruagens nas estações ainda não ampliadas? Os locais marcados, onde existiam “zebras”, só serviam as estações maiores, enquanto os não marcados serviam-nas todas.
- …se te enganasses a “ler” as “zebras”, entrando numa carruagem numa estação ampliada e nos locais marcados, e quisesses sair numa estação ainda não ampliada, não o poderias fazer porque as carruagens ficavam paradas no meio do túnel?
- …as estações construídas depois de 1988 (estações da segunda fase) foram decoradas por artistas de renome?
- …a linha vermelha só demorou três anos a ser construída, mesmo tendo sofrido vários incidentes de percurso?
- …as estações dos Olivais e Cabo Ruivo entraram em exploração mais tarde porque haviam sofrido um desabamento de terras em 1996?
- …em 2002 uma carruagem ML99 galgou a protecção no PMO das Calvanas ficando inutilizada uma unidade tripla?
- …o troço Campo Grande – Odivelas só não entrou em exploração ainda em 2003 porque os acabamentos de acesso às estações da responsabilidade da CML ainda não estavam concluídos?
- …que em 2007 algumas estações viram os seus painéis de informação mudados de forma a que o utilizador tenha acesso ao tempo de espera num futuro próximo? São elas:
Linha Amarela:
- Todas
* Estações com painéis com LED's mais fracos: Cidade Universitária e Marquês de Pombal II;
* Estações com painéis não dispostos uniformemente: Picoas;
* Estações com painéis mais antigos mas com essa funcionalidade: Odivelas, Senhor Roubado, Ameixoeira, Lumiar e Quinta das Conchas.
Linha Azul:
- Toda;
* Estações com painéis com LED's mais fracos: Pontinha, São Sebastião, Marquês de Pombal I e Baixa/Chiado II;
* Estações com painéis mais antigos mas com essa funcionalidade: Amadora Este e Alfornelos.
Linha Verde:
- Todas, embora sem o tempo de espera ser indicado;
* Estações com painéis com LED's mais fracos: Alvalade, Roma, Areeiro, Arroios, Intendente, Martim Moniz, Rossio e Baixa Chiado I;
* Estações com painéis não dispostos uniformemente: Alvalade e Roma;
* Estações com painéis mais antigos mas com essa funcionalidade: Telheiras.
Linha Vermelha
- Todas, e com o tempo de espera já indicado desde 2006;
* Estações com painéis mais antigos mas com essa funcionalidade: Alameda II, Olaias, Bela Vista, Chelas, Olivais, Cabo Ruivo e Oriente.


Threads anteriores:
Metropolitano de Lisboa e Metro Sul do Tejo [I];
Metropolitano de Lisboa e Metro Sul do Tejo [II];
Metropolitano de Lisboa [III];
Metropolitano de Lisboa [IV];
Metropolitano de Lisboa [V];
Metropolitano de Lisboa [VI];
Metropolitano de Lisboa [VII];
Metropolitano de Lisboa [VIII];
Metropolitano de Lisboa [IX].


Os mapas e imagens são de exclusiva propriedade do ML.

Last edited by pedrodepinto; May 1st, 2016 at 02:33 AM.
Reflex no está en línea  

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Old March 30th, 2009, 11:32 PM   #2
Reflex
Uma dúzia de anos disto..
 
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Alguém sabe onde encontrar informações sobre os mais recentes concursos públicos do ML? É que a não ser que desde Setembro não haja nenhuma novidade nesse campo, o site do ML está desactualizado...

Entretanto passei no passado fim-de-semana pela Avenida e não vi grandes novidades. Há realmente trabalhos a decorrer do lado sul do cais (já para lá dos validadores), que não consegui descortinar de que se trata e posso dizer que estão a remodelar a saida sul (do lado da Rua das Pretas) no próprio exterior (era daquelas antigas, ainda com os ferros e devem-na ir revestir a pedra).
Reflex no está en línea  
Old March 31st, 2009, 12:54 PM   #3
PulseFighter
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Viajar nessas primeiras carruagens ML79 era qualquer coisa de tenebroso. Sem ventilação e com as janelas abertas o barulho era ensurdecedor especialmente nas curvas da linha e o calor insuportável.
A travagem era electrodinâmica mas a energia era dissipada em resistências debaixo das carruagens em vez de ser devolvida à rede de energia o que causava o aquecimento do ar ambiente em toda a rede de túneis.
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Old March 31st, 2009, 01:25 PM   #4
pedrodepinto
Feliz 2017 ;)!
 
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O que é certo é que nas ML79 só andei uma vez, julgo que terá sido aí em 2000 ... Bons tempos...
pedrodepinto no está en línea  
Old March 31st, 2009, 03:21 PM   #5
rfthunder
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Boas,

Sem ventilação eram as ML7 e essas faziam barulho...As ML79 para alem de serem um pouco barulhentas com os boogies ja eram ventiladas tal e qual como as actuais ML90.
Dava tudo pra voltar a ter as minhas belas ML79 de volta em vez destas chiadeiras articuladas que cada vez que arrancam dão solavancos
Ainda tenho uma fezada que quando estiverem mesmo todas podres e isso der dinheiro a alguem do estado que as vão buscar lá todas :P

Cumps,

Rfthunder.
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Old March 31st, 2009, 03:22 PM   #6
rfthunder
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Já agora por falar em chiadeiras articuladas.....

Quote:
Lisboa: Corte de energia no Metro deixou passageiros presos hora e meia nas carruagens da Linha Azul
30 de Março de 2009, 19:37

Lisboa, 30 Mar (Lusa) - A Linha Azul do Metropolitano de Lisboa (ML) esteve hoje interrompida durante a tarde devido a um corte de energia, que fez com que os passageiros ficassem retidos uma hora e meia no interior das composições.

Uma das passageiras, Sara Miguéis, explicou à Agência Lusa que a composição do metropolitano onde seguia parou perto da estação do Marquês de Pombal e 15 minutos depois foi dada a indicação que tinha havido uma falha de energia, com causas desconhecidas.

"Durante uma hora e meia ficámos presos, apenas com a indicação de que não havia energia e que não se conheciam as causas", disse Sara Miguéis.

"Não houve nenhuma situação de pânico, algumas pessoas íam conversando sobre o que se poderia estar a passar, mas outras, mais impacientes e irritadas, começaram a bater no vidro a gritar para sairem dali", acrescentou.

Ao fim de uma hora, quando já eram 16:00, "anunciaram que íam começar a evacuar as pessoas do local", facto que acabaria por vir a acontecer 30 minutos depois.

"Começámos a sair pelas pedras e pelos carris, sem sermos acompanhados por ninguém", referiu a passageira, sublinhando que o caminho para a saída foi feito "às escuras" e aos "apalpões", "perigoso para as pessoas de mais idade e para alguns que lá estavam de muletas".

Fonte do Metropolitano de Lisboa explicou à Lusa que a falha de energia se deveu "a uma alavanca accionada entre as estações do Marquês de Pombal e o Jardim Zoológico", não sabendo, no entanto, precisar a estação.

A Linha Azul ficou temporariamente encerrada nos dois sentidos, entre as 15:06 e as 17:04, hora em que foi retomada a circulação.

Quanto ao tempo de espera dos passageiros no interior das carruagens, fonte da empresa informou que "a evacuação só é feita em última instância", rejeitando quaisquer dificuldades na retirada dos utentes, já que "tudo correu com normalidade".

MZM.

Lusa/fim
Cumps,

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Old March 31st, 2009, 03:42 PM   #7
emarques
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Quanto ao tempo de espera dos passageiros no interior das carruagens, fonte da empresa informou que "a evacuação só é feita em última instância", rejeitando quaisquer dificuldades na retirada dos utentes, já que "tudo correu com normalidade".
Que quererá dizer "última instância"? E não teria lógica que, quando vêm que vão ter as pessoas fechadas num comboio parado mais de 10 minutos, que as tirassem de lá? De certeza que os clientes ficavam mais satisfeitos...
__________________
Portugal: 15 pontos abaixo da linha de água, e os adeptos só discutem se os árbitros roubaram 0, 1 ou 2 pontos.

Compraste muita coisa, compras-te sempre tantas prendas?
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Old March 31st, 2009, 03:43 PM   #8
pauloluso
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Já agora por falar em chiadeiras articuladas.....



Cumps,

Rfthunder.
Para aí. O problema não foi do material circulante.
Eu pessoalmente nunca gostei dessas ML79. Foi um alivio quando a rede passou a ter só as novas ML90.
Tenho lembrança dos barulhos ensurdecedores no metro com estas antigas carruagens.
pauloluso no está en línea  
Old March 31st, 2009, 04:23 PM   #9
pedrodepinto
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Parece-me que ontem o roteiro pela linha azul não correu lá muito bem... Eu pelo menos não gostaria de lá ter estado !
Quanto às carruagens, é certo que não tenho termo de comparação entre as ML79 e as ML9X, mas naturalmente prefiro as mais recentes ! Aliás, sempre que vem um comboio com uma ML90 e uma ML95 tento sempre ir na mais "moderna" !
pedrodepinto no está en línea  
Old March 31st, 2009, 04:47 PM   #10
pauloluso
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Parece-me que ontem o roteiro pela linha azul não correu lá muito bem... Eu pelo menos não gostaria de lá ter estado !
Quanto às carruagens, é certo que não tenho termo de comparação entre as ML79 e as ML9X, mas naturalmente prefiro as mais recentes ! Aliás, sempre que vem um comboio com uma ML90 e uma ML95 tento sempre ir na mais "moderna" !

Nunca me acontece a mim.
Gostava de poder ter andado pela via a pé.
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Old April 1st, 2009, 02:22 AM   #11
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Também não me importava particularmente de tal experiência, desde que não tivesse ficado muito tempo dentro do metro e não estivesse muito longe da estação mais próxima...
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Old April 1st, 2009, 02:29 AM   #12
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O mais longe possível para poder ver o túnel numa outra perspectiva. Nem me importava de esperar algum tempo se tivesse esse privilegio.
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Old April 1st, 2009, 11:08 PM   #13
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Já percebi porque é que só deram uma demão no tecto do Saldanha... é que agora andam-no a furar para passar os cabos...
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Old April 6th, 2009, 12:59 PM   #14
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Cinco anos depois de terem começado

Cinco anos depois de terem começado, as obras do metropolitano para ligar a estação da Alameda e São Sebastião vão estar concluídas no final de Agosto, disse à Lusa fonte do Metropolitano de Lisboa (ML).

As obras arrancaram em Setembro de 2004 e estavam previstas terminar em 2007, mas um atraso de dois anos levou os responsáveis a adiarem o prazo de conclusão para este ano.

As razões deste atraso estão relacionadas com "constrangimentos" de nível ambiental que provocaram "alterações de traçados".

Em comunicado, o ML refere que "os ajustes ao projecto técnico obrigaram também à minimização dos impactos à superfície e ao adiamento do início das obras", que "passaram a ser coincidentes com a execução do 'Túnel Rodoviário do Marquês', promovido entretanto pela Câmara Municipal de Lisboa".

Devido à necessidade de compatibilizar as duas obras, "o Metropolitano precisou de alterar a intervenção inicialmente prevista e já acordada com a CML, o que, para além da alteração dos desvios de trânsito, implicou a reformulação dos projectos das estações", lê-se.

"Os constrangimentos, atrás descritos, e as alterações daí decorrentes estão na origem da prorrogação do prazo da obra", conclui o comunicado.

Também o administrador da ML Jorge Jacob confirmou que "as obras estão a correr a bom ritmo e espera-se que no final de Agosto estejam prontas para que comece a exploração".

O prolongamento da Linha Vermelha contempla cerca de 2200 metros de galeria em via dupla e a construção das estações do Saldanha II e S.Sebastião II.

A intervenção nas estações em exploração vai abranger igualmente a reformulação das estações actuais Saldanha I (Linha Amarela) e S. Sebastiao I (Linha Azul), bem como a integração de elevadores, de modo a permitir o acesso de pessoas de mobilidade reduzida a todos os locais das estações de acesso ao público.

Esta será a primeira transversal a ser executada na rede do Metro de Lisboa e visa facilitar a distribuição de passageiros por todas as linhas, com um encurtamento dos percursos, permitindo uma redução de tempo de viagens.

http://ultimahora.publico.clix.pt/no...868&idCanal=59
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Old April 6th, 2009, 05:02 PM   #15
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Humm, pelos vistos agora todas as semanas os jornais lançam a mesma notícia, as eleições vão-se aproximando e tal...
Não percebi foi o que é que o túnel do marquês tem a ver com a linha vermelha...
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Old April 7th, 2009, 01:17 AM   #16
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Mais do mesmo...

Lisboa: Atrasos nas obras da linha do Metro revoltam comerciantes afectados
Lisboa, 06 Abr (Lusa) - Os comerciantes da zona do Saldanha, em Lisboa, acusam as obras de prolongamento do metropolitano de estarem a provocar "grandes prejúizos", com uma quebra acentuada de clientes, e mostram-se "revoltados" com a falta de apoio e de informação.

A abertura do novo caminho subterrâneo que vai prolongar a Linha Vermelha da Alameda até à estação de São Sebastião está a "desesperar" alguns comerciantes e moradores da zona do Saldanha, que se queixam não só da perda de clientes, mas também do barulho e do pó.

Um dos empregados do "Café Roma", na avenida Duque de Ávila, explicou à Lusa que "houve uma perda de clientes e aos fins-de-semana" o estabelecimento está "praticamente sem ninguém".

"O meu patrão disse que queria levar o caso para tribunal a exigir uma indemnização para compensar a quebra de clientes, que nos tem dado bastantes prejuízos", adiantou.

Um pouco mais à frente, uma das empregadas de balcão da loja de roupa "Caractére" revelou que o pó tem sido "o maior problema".

"Temos de estar sempre de porta fechada para o pó não ir para as roupas, o que pode levar as clientes a pensar que estamos fechados", lamentou a empregada, realçando que "se as obras não terminarem rapidamente" o negócio poderá não ter salvação.

Na avenida da República, o gerente do café "Cequeira" explicou que já perdeu "mais de metade dos clientes" desde que as obras começaram.

Júlio Góis confessou que vive todos os dias numa "constante ansiedade" por ter de cumprir os prazos de pagamento no final do mês e, em muitas das vezes, não ter dinheiro.

"Já tive de recorrer a alguns empréstimos para conseguir pagar as contas", admitiu o proprietário de um dos cafés mais antigos da zona que confessou nunca teve tantas dificuldades como agora.

Mesmo ao lado, a ourivesaria "Pessoa e Melo" é uma das mais lesadas uma vez que, aliado à perda de clientes, algumas peças da loja já foram "estragadas", graças ao pó que "se entranha nas jóias e que é difícil de tirar", explicou Judite Ferreira.

"Este sábado fomos obrigado a fechar a loja para limpar as peças", acrescentou o proprietário, Manuel Ferreira.

Judite Ferreira explicou que é "inadmissível" que as obras se tenham atrasado tanto tempo sem que tenham sido dadas justificações.

"Pago as minhas contas ao final do mês, cumpro com todas as minhas obrigações e nem se dignam, sequer, a dar-nos explicações", reivindicou a proprietária.

"Enviei duas cartas ao Metro de Lisboa e solicitei, pelo menos, cinco reuniões. Quando consegui reunir-me com um responsável, apenas me foi dito que daqui a uns anos ia ser compensada", revelou.

"Toda esta situação rouba-me anos de vida", desabafou a responsável da ourivesaria, que aguarda "desesperadamente" o fim das obras.

Também alguns moradores daquela zona explicaram que "é impossível abrir as janelas de casa", devido ao pó, que "até dificulta a respiração".

A Agência Lusa tentou obter uma reacção a estas queixas junto do Metropolitano de Lisboa (ML) mas tal não foi possível em tempo útil.

Quanto às razões da prorrogação do prazo da obra, fonte do ML informou que estas deveram-se a "constrangimentos e alterações daí decorrentes".

O prolongamento da Linha Vermelha contempla cerca de 2200 metros de galeria em via dupla e a construção das estações do Saldanha II e S.Sebastião II.

Esta será a primeira transversal a ser executada na rede do Metro de Lisboa e visa facilitar a distribuição de passageiros por todas as linhas, com um encurtamento dos percursos, permitindo uma redução de tempo de viagens.

As obras arrancaram em Setembro de 2004 e estavam previstas terminar em 2007, mas um atraso de dois anos levou os responsáveis a adiar o prazo de conclusão para este ano.
Fonte: Expresso
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Old April 7th, 2009, 11:05 AM   #17
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Num país sério, esses comerciantes teriam direito a indemnizações.
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Old April 7th, 2009, 04:40 PM   #18
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Cinco anos depois de terem começado

Cinco anos depois de terem começado, as obras do metropolitano para ligar a estação da Alameda e São Sebastião vão estar concluídas no final de Agosto, disse à Lusa fonte do Metropolitano de Lisboa (ML).

As obras arrancaram em Setembro de 2004 e estavam previstas terminar em 2007, mas um atraso de dois anos levou os responsáveis a adiarem o prazo de conclusão para este ano.

As razões deste atraso estão relacionadas com "constrangimentos" de nível ambiental que provocaram "alterações de traçados".
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Devido à necessidade de compatibilizar as duas obras, "o Metropolitano precisou de alterar a intervenção inicialmente prevista e já acordada com a CML, o que, para além da alteração dos desvios de trânsito, implicou a reformulação dos projectos das estações", lê-se.

"Os constrangimentos, atrás descritos, e as alterações daí decorrentes estão na origem da prorrogação do prazo da obra", conclui o comunicado.

Também o administrador da ML Jorge Jacob confirmou que "as obras estão a correr a bom ritmo e espera-se que no final de Agosto estejam prontas para que comece a exploração".

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A intervenção nas estações em exploração vai abranger igualmente a reformulação das estações actuais Saldanha I (Linha Amarela) e S. Sebastiao I (Linha Azul), bem como a integração de elevadores, de modo a permitir o acesso de pessoas de mobilidade reduzida a todos os locais das estações de acesso ao público.

Esta será a primeira transversal a ser executada na rede do Metro de Lisboa e visa facilitar a distribuição de passageiros por todas as linhas, com um encurtamento dos percursos, permitindo uma redução de tempo de viagens.

http://ultimahora.publico.clix.pt/no...868&idCanal=59
O Metropolitano de Lisboa é perito em culpar tudo e todos pela sua própria incompetencia.

As razões apontadas para os atrasos são complectamente falsas. As questões ambientais que o ML fala não levaram a que a obra se prolongasse por cerca de 5 anos. Para mais que quando a obra começou, essas questões já estavam ultrapassadas.

É claro que o primeiro projecto para o prolongamento da Linha Vermelha tinha sido feito em cima do joelho, sem ponderar quaisquer consequências do traçado escolhido. Nesse primeiro projecto a linha passava exactamente por baixo dos laboratórios do IST, inviabilizando-os devido às vibrações e pondo em causa um investimento de milhões de euros.

Para além disso, na Av. Marquês de Fronteira a linha afectava um edifício classificado e punha em causa a segurança do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), uma vez que o ML tinha previsto instalar o Estaleiro junto do muro da prisão e condicionar o trânsito nesta avenida, não permitindo o acesso ao EPL em velocidade e em segurança.

Isto demonstra que houve muita gente do ML que não fez o trabalho de casa. Estas questões apesar de terem sido levantadas durante a Avaliação de Impacte Ambiental, não são puramente ambientais.

Resta acrescentar que mesmo depois de reformulado o projecto, o período para a fase de obra sempre foi de 3 anos e não de 5.
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Old April 7th, 2009, 04:47 PM   #19
TEXANO
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Originally Posted by NelsonMirandaPT View Post
Num país sério, esses comerciantes teriam direito a indemnizações.
Em Portugal poupa-se nesses pormenores...
TEXANO no está en línea  
Old April 7th, 2009, 07:02 PM   #20
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Há uma coisa que eu não percebo: é referido que as obras só arrancaram em Setembro de 2004, mas eu lembro-me claramente que no 1º semestre de 2003 já havia o enorme estaleiro da Alameda... afinal o que é que se passou entretanto?
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