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#161 |
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UERJ Favela do Esqueleto foi uma favela que existiu até o início da década de 60 do século XX no local onde hoje encontra-se a UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no bairro do Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro. Graças ao então polêmico governador da Guanabara Carlos Lacerda, a favela foi removida e seus moradores foram assentados, em sua maioria, para a zona oeste da capital fluminense, mas precisamente em Bangu, em Vila Kennedy. Favela do Esqueleto (Atual UERJ) - Início dos Anos 30 ![]() Favela do Esqueleto (Atual UERJ) - Anos 50 ![]() Favela do Esqueleto (Atual UERJ) - 1956 ![]() ![]() ![]() Favela do Esqueleto (Atual UERJ) - 1957 ![]() Favela do Esqueleto (Atual UERJ) - 1962 ![]() ![]() UERJ – Final dos Anos 60 Nessa foto vemos em primeiro plano o início dos trabalhos de sondagem e fundação da UERJ. Ao fundo vemos em destaque o Esqueleto, estrutura nunca concluída de uma das alas de um enorme hospital que seria construído incialmente pela inciativa privada e posteriormente pelo poder público e que nunca passou do esqueleto incompleto de um dos prédios imaginados do que seria o Hospital das Clínicas da Universidade do Brasil. A favela começou a surgir logo após da construção do Maracanã, quando o terreno foi invadido, incialmente os barracos foram sendo construídos em torno do esqueleto, parte de melhor terreno, mas em poucos anos a favela já era uma das maiores da cidade e possuia uma enorme quantidade de tipos de barracos. Dos mais elaborados, quase casas populares, passando por barracões de madeira, bem estruturados até precárias palafitas em uma área pantanosa num dos braços do Rio Joana. Também haviam barracos do tipo apartamento dentro da estrutura abalada do esqueleto, que havia sofrido seguidos incêndios. Na época da nossa foto a favela já havia sido removida e vemos as sondagens para a construção dos blocos que formam o Pavilhão João Lyra Filho, atrás vemos o velho esqueleto em obras para se transformar no Pavilhão Haroldo da Cunha Lisboa. O Pav. Haroldo da Cunha Lisboa é um marco da recuperação estrutural à época, pois os engenheiros da Guanabara além de restaurarem uma estrutura aparentemente condenada permitiu-se a construção de mais um andar sobre ela, o que vemos na foto. ![]() Com certeza muitos já se perguntaram o porque do Campus da UERJ pernanecer sempre como uma ilha, enquanto todas as vias ao seu redor inundam de forma violenta nos grandes temporais de verão, notadamente a Av. São Francisco Xavier e a via de fronte ao Maracanã. Todos sabem que a região sempre foi complicada, sendo o desague da água que vem pelas bacias dos Rios Trapicheiros, Joana e Maracanã, descendo pelos vales da grande Tijuca desde o Alto da Boa Vista, até encontrar a área de baixada, onde não só a UERJ está instalada, mas também o Maracanã, e boa parte da região dos Bairros do Maracanã e Praça da Bandeira, que formavam um mangal há muito tempo atrás. A condição de salubridade da Favela do Esqueleto demonstrava bem a característica da região, pois vários trechos da favela eram construídos em palafitas. Para contornar esse problema, os engenheiros da Guanabara, além de promoverem o aterro de uma parte do terreno, criaram gigantescas galerias de águas pluviais para drenar não só o excesso das águas das chuvas como também dissecar um pântano formado por um pequeno braço do Rio Joana que passava pelo local, além de conduzi-lo. ![]() UERJ - Início dos Anos 70 ![]() ![]() ![]() Fonte: http://www.rioquepassou.com.br/ Last edited by bernardodurco; February 25th, 2012 at 02:44 AM. |
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ESTÁDIO DO MARACANÃ A construção do Maracanã foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época deputado federal e inimigo político do prefeito da cidade, o general Ângelo Mendes de Morais pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá. Ainda assim, apoiado pelo jornalista Mário Rodrigues Filho, Mendes de Morais conseguiu levar o projeto para frente. Na área escolhida, situava-se uma arena destinada à corrida de cavalos. A concorrência para as obras foi aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1947, tendo como projeto arquitetônico vencedor o apresentado por Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro. As obras iniciaram-se em 2 de agosto de 1948, data do lançamento da pedra fundamental. Trabalharam na construção cerca de mil e quinhentos homens, tendo somado a estes mais dois mil nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965. Sua inauguração deu-se com a realização de uma partida de futebol amistosa entre seleções do Rio de Janeiro e São Paulo no dia 16 de junho de 1950, vencida pelos paulistas por 3 a 1. O meio-campista da equipe carioca Didi foi o primeiro autor de um gol no estádio. Estádio do Maracanã – Final dos Anos 40 ![]() ![]() ![]() Maquete do Maracanã – Final dos Anos 40 ![]() Estádio do Maracanã - 1949 ![]() ![]() ![]() ![]() Estádio do Maracanã - 1950 ![]() Estádio do Maracanã – Anos 50 ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Estádio do Maracanã - 1958 ![]() ![]() Estádio do Maracanã – Final dos Anos 50 ![]() Estádio do Maracanã - 1959 ![]() Estádio do Maracanã – Anos 60 ![]() Apesar do público naquela época beirar os 200.000, era muito mais seguro ir ao estádio naquela época, de preferência levando a família, depois de pegar aquela praia. Reparem como havia mais respeito entre a população, não sei quando exatamente tudo isso mudou, começo dos anos 80 ? ![]() Estádio do Maracanã – Anos 70 ![]() ![]() ![]() ![]() Estádio do Maracanã – Início dos Anos 70 ![]() Estádio do Maracanã - 1973 ![]() ![]() Estádio do Maracanã - 1978 ![]() ![]() ![]() Estádio do Maracanã - 1977 Reparem na construção do quarto e último equipamento esportivo do complexo esportivo do maracanã, o maior do Brasil, (O Parque Aquático Júlio Delamare) que seria inaugurado somente no ano seguinte, em setembro de 1978, 28 anos depois da inauguração do estádio do Maracanã ![]() Estádio do Maracanã – Após várias reformas, sendo a última reforma, a reforma para os jogos Pan Americano de 2007 ![]()
Last edited by bernardodurco; April 18th, 2012 at 09:47 PM. |
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#163 |
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Esse pintor, o João Barcelos, faz quadros remontando paisagens antigas que não existem mais.
Eu quero... ![]() Avenida Beira-Mar ![]() ![]() Cinelândia com o Palácio Monroe (início do Séc. XX) ![]() Igreja de Santa Luzia e Morro do Castelo (Início do Séc. XIX) ![]() Praia e Igreja de Santa Luzia (metade do Séc. XIX) ![]() ![]() Rua da Carioca (início do Séc. XX) ![]() Arcos sobre a Rua Direita (1860 - atual 1° de Março) ![]() Ladeira da Misericórdia (início do Séc. XX) ![]() Da Ladeira da Miseriórdia à Igreja dos Jesuítas (1844) ![]() Igreja de São Francisco da Prainha, Prainha e Pedra do Sal (1700) ![]() Arco do Teles ![]() Arcos da Lapa ![]() Rua da Carioca (início do Séc. XX) ![]() Cascatinha da Floresta da Tijuca ![]() Paço Imperial ![]() Fonte: http://www.joaobarcelos.com.br |
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#164 |
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Muito bacana as pinturas Lescaut
Vc sabe q aquele arco sobre a Rua direita (atual primeiro de março) era uma passagem entre o Paço Imperial para a "Candido Mendes" de hoje |
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#165 |
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ESTÁDIO DO MARACANÃSINHO Maracanãzinho é um ginásio inaugurado em 1954 com o nome Ginásio Gilberto Cardoso, possui capacidade de público atual de 11.800 espectadores, com uma área total de ocupação de 22.940 m². Entre muitos eventos internacionais que já abrigou, destaca-se o Campeonato Mundial de Basquete Masculino em 1963 e o Campeonato Mundial de Voleibol Masculino em 1990. Encontra-se no Complexo Esportivo do Maracanã. Nas décadas de 60 e 70, o ginásio foi palco de grandes shows musicais, com destaque para o Festival Internacional da Canção, de 1966 a 1972, quando surgiram cantores como Chico Buarque, Tom Jobim, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Gilberto Gil, entre outros. Em fevereiro de 1974, o grupo Secos & Molhados, um fenômeno musical na época, liderado por Ney Matogrosso, bateu recorde de público nacional em apresentações musicais até então. Em 1970, um grave incêndio destruiu o revestimento termo-acústico da cúpula (parte interna) do ginásio, além de causar sérios danos à sua estrutura. Com isso, o tradicional concurso Miss Brasil, que se realizava anualmente, foi transferido para o Pavilhão de São Cristóvão. No ano seguinte, o ginásio já estava totalmente recuperado. Estádio do Maracanãsinho – (Construção) 1954 ![]() Estádio do Maracanãsinho (Incêndio) – 1970 ![]() Estádio do Maracanãsinho (Pan Americano) – 2007 ![]() ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Last edited by bernardodurco; February 25th, 2012 at 01:53 AM. |
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#166 |
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Mangueira
Mangueira História A favela surgiu a partir de alguns barracos nas terras do Visconde de Niterói. Desde 11 de maio de 1852, quando se inaugurou nas proximidades da Quinta da Boa Vista o primeiro telégrafo aéreo do Brasil, a elevação vizinha da Quinta era conhecida como Morro dos Telégrafos. Pouco depois, foi instalada ali perto uma indústria com o nome de Fábrica de Fernando Fraga, que produzia chapéus e que, em pouco tempo, passou a ser conhecida como "fábrica das mangueiras", já que a região era uma das principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que a Fábrica de Fernando Fraga mudasse para Fábrica de Chapéus Mangueira. O novo nome era tão forte que a Central do Brasil batizou de Mangueira a estação de trem inaugurada em 1889. A elevação ao lado da linha férrea também começou a ser chamada de Mangueira, enquanto o antigo nome de Telégrafos permaneceu para identificar apenas uma parte do morro. Atualmente, Telégrafos, Pindura Saia, Santo Antônio, Chalé, Faria, Buraco Quente, Curva da Cobra, Candelária e outros são pequenos núcleos populacionais que formam o complexo do Morro de Mangueira. O Visconde de Niterói, que recebeu o morro de presente do Imperador D. Pedro II já era falecido quando os primeiros moradores instalaram os seus barracões, e outros, mais espertos, construíam moradias para alugar, como foi o caso do português Tomás Martins, padrinho do futuro compositor e poeta Carlos Cachaça, que aos oito anos de idade vivia no morro, e aponta o padrinho como o verdadeiro fundador do Morro de Mangueira, por ter sido o primeiro a explorá-lo como local de moradia. Aos dez anos, Carlos Cachaça tinha a incumbência de assinar os recibos dos aluguéis, já que o português Tomás Martins era analfabeto. Em 1908, a prefeitura carioca decidiu reformar a Quinta da Boa Vista e, para isso, demoliu dezenas de casinhas ali construídas por soldados que serviam no 9° Regimento de Cavalaria. Com a permissão de carregar os restos da demolição para onde bem entendessem, os militares escolheram instalar-se no Morro de Mangueira. Outro fato que serviu para aumentar a população da área foi o incêndio que, em 1916, destruiu inúmeros casebres do Morro de Santo Antônio, no centro da cidade. Surgia assim em Mangueira uma comunidade de gente pobre, constituída quase que na totalidade por negros, filhos e netos de escravos, inteiramente identificada com as manifestações culturais e religiosas que caracterizavam esse segmento social e racial. Tentativas de Desapropriação Em 1935, houve uma tentativa de descendentes do Visconde de Niterói de despejar os moradores do morro, mas estes foram socorridos pelo prefeito Pedro Ernesto. Uma nova tentativa, em 1964, feita por um português de sobrenome Pinheiro, que dizia ter adquirido os bens da família Saião Lobato, esbarrou num decreto do governador Carlos Lacerda, Samba Em 1910, Tia Fé cria o rancho carnavalesco Pérolas do Egito. Entre blocos, ranchos e cordões, outras agremiações surgem depois, tais como Guerreiros da Montanha, Trunfos da Mangueira e Príncipe das Matas. Em 1926, a Mangueira já era um reduto de sambistas, representados no concurso na casa de Zé Espinguela, em 1929, pelo então bloco Estação Primeira. A partir daí sua história se confunde com a história do Carnaval, e de sua mais popular agremiação carnavalesca, a Estação Primeira. Formado por grandes sambistas do Bloco dos Arengueiros, tais como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Espinguela e Saturnino Gonçalves, entre outros, estes abandonaram a idéia deste bloco para em 1928 criar o Estação Primeira, que mais tarde se tornaria a atual escola de samba. Também existiu na década de 30 a escola Unidos de Mangueira, porém não durou muitos anos. Com o crescimento do mundo do samba, a Estação Primeira de Mangueira trouxe melhorias e um certo prestígio a comunidade, obtendo apoio governamental e de empresas para oferecer cursos e opções de esportes e lazer à população local. A identidade do morro e da escola com o tempo se misturaram, a ponto de a Supervia ter pintado a bandeira verde e rosa da agremiação na estação de trem. Estação Primeira de Mangueira - 1937 ![]() Mangueira - 1953 ![]() Mangueria - Anos 50 ![]() Mangueira (Quadra de Samba) - 1972 (Inauguração) ![]() Viaduto da Mangueira - 1973 ![]() Viaduto da Mangueira - 1974 ![]() Descida do Viaduto da Mangueira - 1974 ![]() Estação Primeira de Mangueira (Cartola) - 1975 ![]() ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- Last edited by bernardodurco; February 25th, 2012 at 03:22 AM. |
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#167 |
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SSC Brasil
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Sei lá, eu acho melhor mudar o título do thread para "Fotos antigas do Rio", pois eu acho que já estamos bem longe do Centro. Rs...
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#168 |
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Registered User
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Eu já tentei, mas eu não sei como mudar, assim como colocar o vídeo do youtube como uma imagem e não como um link, se alguém me explicasse como, eu mudaria.
Last edited by bernardodurco; July 29th, 2009 at 07:33 PM. |
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#169 |
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SSC Brasil
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![]() Títulos de threads só podem ser modificados pelos moderadores (era só ter mandado uma PM para um de nós). Já modifiquei.
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#170 |
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Live your passion
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Te mandei uma PM ontem explicando como faz com os vídeos.
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FORA JULIO LOPES E EDSON SANTOS - DUAS PRAGAS PARA O RJ |
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#171 |
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#172 |
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Detetive Perpétuo PRISÃO DE MAURO GUERRA DE MELLO - Mangueira – 1953 ![]() Em tempos de "guerra" entre facções criminosas que espelham o terror na cidade, voltamos no tempo 56 anos e vemos que muita coisa não muda, guardando as devidas proporções, é claro. O local era a favela da Mangueira e o marginal era Mauro Guerra de Mello, assassino, traficante, isso mesmo naquela época já era traficante de drogas (maconha), viciado e cafetão, cometeu seu primeiro assassinato aos 16 anos, quando matou um policial com um tiro de .45 na boca quando esse lhe dava voz de prisão após a tentativa de roubar um carro. A partir dai não parou mais. Foi internado no antigo SAM (Serviço de Assistência a Menores). Conseguiu fugir e depois durante um carnaval fez vários assaltos com sua turma de bandidos menores de idade. Seus crimes não paravam, assaltos, mais assassinatos. Foi autor, com mais 20 menores de um assalto num botequim na Mangueira onde balearam um freguês e mataram o proprietário. Isso em julho de 53. A onda de crimes dele e de seu grupo durou até setembro quando foi preso. Sempre assaltos com mortes. Passou a se esconder em diversas favelas, como a Mangueira, Favela do Esqueleto (atual local da UERJ), Morro da Caixa D' Água e ouros locais. A policia do Distrito Federal (Rio de Janeiro à época) começou a desbaratar a gangue de Mauro em agosto, chegando à sua prisão em 28 de setembro de 1953. Foi preso no Morro da Mangueira após ser vigiado pelo Detetive Perpétuo e sua turma durante cinco dias. No ato de sua prisão Mauro ainda tentou sacar de sua pistola calibre 45, mas Perpétuo (que era muito mais forte que o franzino Mauro) conseguiu evitar. O comparsa de Mauro, Manoel Augusto da Silva, o Gazinho, foi baleado na operação. Mauro foi pra cadeia com apenas 19 anos de idade. Para ganhar autoridade nos bairros pobres, Perpétuo precisava ser bom, inteligente - e ter muita sorte. Nunca perdeu tempo prendendo pés-de-chinelo, distribuía balas para a criançada, arranjou emprego para dezenas de ex-presidiários, pessoalmente enviava comida e roupas a mães convertidas em viúvas por assassinos que Perpétuo não conseguira prender em tempo. Era capaz de sacar sua 45 mais rápido do que qualquer bandido e tinha mira tão certeira que fazia criminosos se entregarem apenas por saberem que Perpétuo estava atrás deles. Por tantas vezes, as balas não o acertaram que parecia que isso nunca aconteceria. Uma vez, subiu ileso um morro, em meio a uma saraivada de tiros, e desceu trazendo dois pistoleiros pelo colarinho. Em outra ocasião, conseguiu prender um pistoleiro que descarregara o revólver disparando contra ele à queima-roupa. Por um erro, a sorte de Perpétuo do “corpo-fechado” teve fim. Seu trágico destino iniciou quando um assassino condenado, Manuel Moreira, o “Cara-de-Cavalo”, conseguiu liberdade condicional “por um erro” e, assim que saiu da prisão, matou a tiros um grande companheiro de Perpétuo. Furioso com a negligência burocrática que prontamente dera liberdade a Cara-de-Cavalo, Perpétuo largou tudo e foi atrás do assassino. Embora o restante da força policial nada conseguisse descobrir, Perpétuo encontrou uma boa pista após dois dias. Enquanto aguardava Cara-de-Cavalo aparecer em uma birosca na Favela do Esqueleto, surgiram dois policiais de outro distrito. Ciumentos da fama de Perpétuo, iniciaram uma discussão sobre quem tinha autoridade naquela região e começaram uma briga. De repente, um deles puxou a arma, enquanto o outro segurava por trás os braços de Perpétuo. Assim, sem ter como se defender, Perpétuo do corpo-fechado, 51 anos, foi assassinado a tiros por outro policial. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- Naquela época os policiais eram divididos em 3 categorias, delegados, comissários e investigadores e todos, sem exceção só trabalhavam de terno e gravata e seu armamento consistia em um revólver calibre 38. Quanto à marginalidade, havia os contraventores, que eram ligados ao jogo do bicho e os criminosos, geralmente assaltantes como os da foto. No caso dos ligados ao bicho, não havia uma resistência armada contra a polícia, mas sim a ameaça de denuncia dos policiais corruptos que eles tinham relacionados em um "gibi" para ser usado no momento conveniente. Parte desse quadro mudou drasticamente na época da ditadura militar, quando os chamados presos comuns, quase sempre condenados por crimes banais, eram colocados juntos com presos políticos. O resultado dessa convivência se observa até hoje, com formação de facções, financiamento de armas pesadas pelo próprio crime, táticas de guerrilha, etc. E do lado policial a influência daquele regime também influenciou na criação dos grupos justiceiros, tipo esquadrão da morte, homens de ouro, grupos de extermínio e outros e, mais recentemente nas milícias. Só que além disso, o descontrole da criminalidade não se deve somente a prisões políticas geradas pelos governos militares, quando é sabido que Brizola na sua primeira gestão (1982), fez acordo com os bicheiros, liberando o controle total dos morros pelo tráfico e o aumento incontrolado da criminalidade no seu segundo e lastimável (des)governo, sem falar é claro da sua filha que era viciada em drogas na juventude, que fazia das favelas da zona sul no começo dos anos 80 o seu playground, e por causa dela, a polícia era “proibida” de subir. Esses fatores foram cruciais para a mudança na segurança pública na cidade De qualquer forma nos últimos anos, a situação começou a se reverter ainda que lentamente. Mas só o tempo dirá Last edited by bernardodurco; February 25th, 2012 at 02:27 AM. |
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#173 |
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Bernardo, na revista Manchete de 1974 que tenho guardada existe esta mesma foto (nº 6) da "UEG" completa. Se voce quiser scaneio e posto aqui, é só falar.
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#174 |
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POR FAVOR, ficaria muito grato
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#175 |
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Perdoe me pela demora mas estive montando o mapa de 1967 que postei lá no Capital Cultural que me tomou todo o tempo detinado ao SSC.
Aí vai a foto completa da UERJ em 1974.
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#176 |
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Esse thread tinha q virar um livro! hahahaha
Maneiro d+! Belo acervo! E a foto da torcida do fogão ali....hahahaha até faixa do saldanha aparece na foto.
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CARIOCA E BOTAFOGUENSE! |
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#177 |
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Pablo Itt
Muito obrigado pela sua foto, que ilustra muito bem a região no começo dos anos 70. Além da alta resolução, ela é bem mais ampla do que a que eu tinha que era bem mais fechada.
Detalhe para a nome da universidade em 1974 que era UEG - Universidade Estadual da Guanabara Que depois a partir de 1975 com o fim do antigo Estado da Guanabara passaria a ser chamada de UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro |
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#178 | |
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Quote:
![]() Já que voice gosta de antiguidades de uma olhadinha no Capital Cultural no endereço para fazer download do mapa. |
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#179 |
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Continuando na próxima página:
Last edited by bernardodurco; August 22nd, 2009 at 12:38 AM. |
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#180 |
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O Começo da série de fotos no bairro de São Cristóvão, bairro da realeza imperial.
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| rio antigo, saudades |
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