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Old September 24th, 2009, 07:17 AM   #61
Ponce
Pé vermelho
 
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Para reativar a linha de trem de passageiros entre as cidades de Londrina e Maringá, tem-se início um estudo de viabilidade técnica e econômica. O estudo aponta quantos vagões serão necessários, os horários de pico e as principais origens e destinos para a implantação do “Trem Pé Vermelho”, bem como de indicar a possibilidade da utilização da malha ferroviária atualmente destinada ao transporte de cargas. Em caixa, R$ 400 mil de verba federal para a pesquisa de opinião, que deve estar pronta até o fim do ano. O recurso é previsto no Programa Nacional do Trem de Passageiros por meio do Ministério dos Transportes.

Autoridades falaram sobre o assunto, ontem, em Londrina. Hoje, em Porto Alegre, uma nova reunião com os parceiros do projeto.

Para o presidente da Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), Samuel Gomes, é preciso cautela para o termo “reativar”, pois os novos trens seguem um padrão moderno ao estilo metrô de superfície. As obras, além de proporcionarem uma opção mais barata e menos poluente, vão melhorar o sistema de transporte coletivo da região.

Maringá está preparada devido ao rebaixamento dos trilhos, o que torna útil a convivência do transporte metropolitano. “Precisamos otimizar os esforços”, diz o presidente. “Há uma grande demanda por mobilidade na região.


As cidades de Maringá e Londrina sofreram um processo de conurbação nos últimos anos”, explica. Um trabalho desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a empresa Trensurb, de Porto Alegre (RS) devem servir de base para o estudo. Na verdade, a intenção é atualizar os dados do estudo feito em 2000, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Prefeitos de doze cidades da região reuniram-se em Maringá para discutir o assunto no último dia 26 de agosto. Os prefeitos devem sugerir ao governo federal uma parceria com o Ministério das Cidades no sentido de garantir parte dos R$ 1,7 bilhão que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os municípios que fazem parte da rota ferroviária são: Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva, Sarandi, Maringá, Paiçandu. O público segue dois perfis: o regional, para quem precisa viajar entre os dois centros; outro metropolitano, voltado para a população das regiões que têm Londrina e Maringá como polo e que precisam ter outras opções de deslocamento. Há ainda o propósito turístico dos que visitam a região Norte/Noroeste do Paraná, embora o objetivo principal não seja turístico, mas de desenvolvimento econômico.

O governo Lula desenvolve um projeto de trens regionais de passageiros entre os Ministérios das Cidades e dos Transportes com recursos alocados para a atualização dos estudos de viabilidade realizados no ano 2000. O eixo ferroviário conta com obras como a revitalização da estação ferroviária de Ibiporã.
http://www.hnews.com.br/noticia-estu..._vermelho-6456
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Old September 26th, 2009, 07:44 AM   #62
Concurser
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Postando um contraponto...

-----------------------

A inviabilidade do “trem pé vermelho”
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/226594

José Antonio Pedriali

Editor do Diário

E eis que de repente, não mais que de repente, alguém sonhou em colocar de novo nos trilhos o trem de passageiros ligando Londrina e Maringá - o “trem pé vermelho”.

A idéia, simpática como tudo o que se relaciona a trem - tão simpática que é revivida regularmente; a última foi há quatro anos -, motivou uma reunião em Maringá há um mês e outra segunda-feira, em Londrina. A Ferroeste, estatal paranaense, está participando das reuniões.

A estatal está disposta a aplicar R$ 400 mil para fazer um levantamento técnico do trecho - população potencialmente atingida, horários de pico, itinerários etc.
É dinheiro jogado fora!

O retorno do trilho é um passatempo para políticos e técnicos, que ganham visibilidade.

O trem de passageiros foi desativado há mais de três décadas por falta de passageiros!

Não havia passageiros, e naquela época Londrina e Maringá não se ligavam por uma autopista (BR-376) que se desvia de todas as (poucas) cidades do trajeto - com exceção de Sarandi, que, se perder a rodovia, perde a vida.

E a quantidade de veículos particulares era muito, muito menor do que agora.

Se, nessas condições, o transporte ferroviário se mostrou inviável, como vai se portar agora, tendo de concorrer com os automóveis e uma autopista rápida, segura e desafogada?

O mapa mostra o itinerário da ferrovia – alterá-la não está nos planos dos idealizadores do “trem pé vermelho” - e da rodovia Londrina-Maringá. O mapa faz aflorar o anacronismo do projeto, pois a ferrovia percorre justamente o caminho mais longo entre as duas cidades. O trem pode conseguir passageiros no meio do trajeto, mas não terá interessados entre as “pontas” desse trajeto, justamente aos quais se destina.

Por que um maringaense ou um londrinense tomaria um trem que vai levar no mínimo três horas para levá-lo ao destino, parando aqui, ali e mais ali, que o ônibus faz em uma hora e meia, sem parar em lugar algum?

E por falar em ônibus: a única empresa que liga Londrina-Maringá sem escalas opera com 50% da capacidade, em média.

Restará a opção por um trem de passageiros para o lazer no final de semana. A ideia é muito bem-vinda e terá êxito... até que o passeio se torne rotina. E será o fim
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Old September 26th, 2009, 03:43 PM   #63
Positronn
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Pensamento retrógrado e que pode ser facilmente contestado. Eu realmente acho que o transporte ferroviário de passageiros não serve para tudo, mas entre regiões muito populosas e desenvolvidas é no mínimo ridículo que não tenhamos um serviço rodoviário eficiente, e ainda se ache que uma rodovia duplicada (em alguns trechos sem canteiro central) é uma última bolacha do pacote.
__________________
Duplicação da BR-282, essa idéia não pode morrer !
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Old September 26th, 2009, 09:13 PM   #64
Ponce
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Concurser, o texto postado por você estaria corretíssimo se não tivesse "confundindo as bolas". Não se trata de um trem convencional entre as cidades de Londrina e Meringá que gastaria 3 horas no trajeto, mas de um trem metropolitano nos moldes do metrô de superficie para suprir a grande demanda de deslocamento entre as cidades comurbadas no trajeto entre Ibiporã e Paisandu. Aliás, o texto fala em "poucas cidades"... mas o trecho é quase todo conurbado
Só posso concluir uma coisa: quem escreveu não conhece a região, nem mesmo conhece o projeto que está em estudo, e se meteu a falar do que não sabe.
edit. O site é de Maringá, o que me deixa mais indignado com o texto.

Last edited by Ponce; October 5th, 2009 at 03:43 PM.
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Old September 26th, 2009, 09:32 PM   #65
Tiago Costa
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Mas um trem que utilizasse as vias já existentes dificilmente demoraria muito menos de 3 horas entre Maringá e Londrina. Só se construíssem uma linha nova, com características técnicas que permitam maior velocidade dos trens.
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Old September 26th, 2009, 10:36 PM   #66
Ramos
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Originally Posted by Positronn View Post
Pensamento retrógrado e que pode ser facilmente contestado. Eu realmente acho que o transporte ferroviário de passageiros não serve para tudo, mas entre regiões muito populosas e desenvolvidas é no mínimo ridículo que não tenhamos um serviço rodoviário eficiente, e ainda se ache que uma rodovia duplicada (em alguns trechos sem canteiro central) é uma última bolacha do pacote.
Se utilizarem a ferrovia existente, o trem será inviável.

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Concurser, o texto postado por você estaria corretíssimo se não tivesse "confundindo as bolas". Não se trata de um trem convencional entre as cidades de Londrina e Meringá que gastaria 3 horas no trajeto, mas de um trem metropolitano nos moldes do metrô de superficie para suprir a grande demanda de deslocamento entre as cidades comurbadas no trajeto entre Ibiporã e Paisandu. Aliás, o texto fala em "poucas cidades"... mas o trecho é quase todo comurbado
Só posso concluir uma coisa: quem escreveu não conhece a região, nem mesmo conhece o projeto que está em estudo, e se meteu a falar do que não sabe.
edit. O site é de Maringá, o que me deixa mais indignado com o texto.
Como disse o Tiago, não será colocando um trem de metrô que o tempo de viagem ficará menor. Vendo as imagens do traçado, vejo que existe apenas uma única solução para essa linha: Retificação.

Agora o nível de retificação depende do desempenho (tempo de viagem) desejado pela empresa além da tecnologia empregada no trem (convencional ou pendular) que seria utilizado para executar esse trajeto.
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Old September 26th, 2009, 11:00 PM   #67
Yuri S Andrade
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Discordo totalmente do artigo. Em primeiro lugar, como os colegas já expuseram, o eixo Londrina-Maringá, quando compartimentado, funciona praticamente como uma única RM. Há mais espaço urbanizado, do que não-urbanizado ao longo da ferrovia. A atual rodovia já atingiu sua capacidade máxima em vários pontos que se tornam verdadeiros gargalos, especialmente na hora do rush (isso mesmo: há hora do rush em alguns trechos da rodovia).

Segundo: o autor esqueceu de considerar o grande sistema de ônibus semi-metropolitanos que acabam por ligar Londrina à Paranavaí, em mais de 50 freqüências diárias, sendo divididos da seguinte forma: Londrina-Rolândia, Rolândia-Apucarana, Apucarana-Mandaguari, Mandaguari-Maringá, Maringá-Nova Esperança, Nova Esperança-Paranavaí. Nem é preciso dizer que há várias cidades entre os pontos finais dessas linhas. O Norte do Paraná possui uma das maiores concentrações de municípios do país, e por isso mesmo, o movimento inter-municipal é muito intenso.

E por fim, na maior parte do mundo, o transporte ferroviário é subsidiado, por "n" motivos, e na atual era ecológica ele será ainda mais requisitado. Agora, se o governo está disposto a gastar dezenas de bilhões de dólares fazendo um trem-bala subir 800 metros da Serra do Mar, porque Londrina e Maringá não podem ser ligadas por um trem convencional (150 km/h), nem que para isso tivesse que haver uma total adequação da linha férrea? Aliás já passou da hora: ela foi construída na década de 30, quando a região era quase que totalmente coberta por Mata Atlântica. Não é possível que 70 anos e 2 milhões de pessoas depois, não se consiga construir/reformar 100 km de trilhos.
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Old September 26th, 2009, 11:12 PM   #68
gerd.jak
bye Iguaçu, hi Tietê
 
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Talvez o trem seja interessante mesmo como uma ligação quase suburbana, interligando as muitas cidades que surgiram ao longo da ferrovia. Se olharem no mapa, verão que praticamente não há cidades na ligação direta, mas há muitas na curva. Pode não ser muito útil para ligar Londrina a Maringá, mas pode ser útil para ligar Londrina a Rolândia, Arapongas a Apucarana, Jandaia do Sul a Mandaguari, Marialva a Maringá...
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Old September 26th, 2009, 11:43 PM   #69
Ponce
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É exatamente essa a idéia.
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Old September 27th, 2009, 12:10 AM   #70
Yuri S Andrade
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Perfeito o raciocínio. O Norte do Parana foi planejado em termos de cidades próximas, mas independentes uma das outras. Isso foi só possível pela ligação ferroviária que foi estabelecida logo nos primeiros estágios de ocupação.

Até por isso, uma cidade como Cambé, que hoje é totalmente conurbada com Londrina se comporta como uma cidade qualquer. Possui bons indicadores sociais (praticamente idênticos aos de Londrina) e um Centro que esbanja vitalidade.

Um eventual projeto de trem de passageiros deve atender todas as cidades do eixo, impulsionando a economia das cidades menores e diminuindo a migração aos grandes centros, fenômeno que se fortaleceu justamente com o abandono do trem de pessageiros.
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Old September 27th, 2009, 01:40 AM   #71
Ramos
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Originally Posted by gerd.jak View Post
Talvez o trem seja interessante mesmo como uma ligação quase suburbana, interligando as muitas cidades que surgiram ao longo da ferrovia. Se olharem no mapa, verão que praticamente não há cidades na ligação direta, mas há muitas na curva. Pode não ser muito útil para ligar Londrina a Maringá, mas pode ser útil para ligar Londrina a Rolândia, Arapongas a Apucarana, Jandaia do Sul a Mandaguari, Marialva a Maringá...
Porém a retificação da linha é necessária para criar viabilidade à um serviço de transporte de passageiros.
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Old October 4th, 2009, 06:40 AM   #72
sergiobrasilis
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Alguém já andou no õnibus metropolitano ?

Fiz o trajeto do onibus metropolitano Londrina-Rolandia-Arapongas. Tempo: 1 hora e 27 minutos. Como que não é viável um trem metropolitano? Só se for na cabeça deste pseudo-editor desse jornal.....como que é o nome?
sergiobrasilis no está en línea   Reply With Quote
Old October 4th, 2009, 10:53 PM   #73
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Originally Posted by sergiobrasilis View Post
Fiz o trajeto do onibus metropolitano Londrina-Rolandia-Arapongas. Tempo: 1 hora e 27 minutos. Como que não é viável um trem metropolitano? Só se for na cabeça deste pseudo-editor desse jornal.....como que é o nome?
O trem não é viável se utilizar a via atual e fazer essa viagem em mais de 1h45min. Essa linha possui muitas curvas com raio mínimo muito pequeno (menos de 150m) e assim o trem viajaria à uma velocidade média de 50 km/h, sendo que o ônibus pode ir mais rápido que isso. . .

As curvas com raios muito pequenos devem ser retificadas.
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Old October 5th, 2009, 03:48 PM   #74
Ponce
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Pelo que eu entendi os estudos estão sendo conduzidos em torno da proposta de uma nova ferrovia adequada para um metrô de superfície, por este motivo estão evitando o termo "reativação".
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Old October 5th, 2009, 05:30 PM   #75
Tiago Costa
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Construir uma nova linha ou retificar o trecho existente é um investimento de grande porte, que provavelmente não terá retorno financeiro. Portanto, deve ser um investimento público. A operação até pode ser privada, mas sem a participação do poder público, esse projeto não sairá.
Tiago Costa no está en línea   Reply With Quote
Old October 14th, 2009, 01:06 AM   #76
SH
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Trem de passageiros, prefeitos da região assinem “Carta de Maringá”

HNews
Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (13), no Paço Municipal, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, confirmou apoio à “Carta de Maringá”

Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (13), no Paço Municipal, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, confirmou apoio à “Carta de Maringá”, tirada da primeira reunião do grupo de trabalho que coordena a mobilização pela reativação do trem de passageiros no trecho de 130 quilômetros entre as cidades de Paiçandu e Ibiporã.

O documento, que será encaminhado aos governos estadual e federal, também foi assinado pelos prefeitos de Marialva, Edgar Silvestre; de Sarandi, Milton Martins; e Paiçandu, Celso Teodoro de Oliveira.

Durante o encontro, os quatro prefeitos da região de Maringá confirmaram presença na próxima quarta-feira, dia 21, em Londrina, quando será realizado um seminário técnico para discutir questões de logística, viabilidade sócio-econômica e aspectos jurídicos do projeto.

O encontro que está programado para o período das 8h às 18 horas, no Hotel Cristal, terá a presença de diretores da Ferroeste e dos prefeitos, assessores técnicos e representantes do setor empresarial das 13 cidades situadas no trecho de reativação do trem, além de pesquisadores das universidades estaduais de Londrina (UEL) e Maringá (UEM).

“Carta de Maringá”

De acordo com o documento ¨as populações do eixo Londrina-Maringá, no Estado do Paraná, resolvem unir-se para colocar definitivamente em marcha a realização do projeto de um moderno trem de passageiros ligando as nossas cidades, que carinhosamente chamamos de Trem Pé Vermelho¨.

A Carta de Maringá ressalta o estudo de âmbito nacional realizado pela Coppe-UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), no ano 2000, a pedido do BNDES, que identifica a viabilidade de um trem regional de passageiros ligando as cidades-pólo de Londrina e Maringá, duas das ¨regiões econômica e socialmente mais desenvolvidas do País¨.

O documento lembra ainda que a região vem ¨passando por um processo de desenvolvimento e de diversificação produtiva notável, que se acelera nos anos recentes, com o conseqüente aumento da demanda por mobilidade de pessoas, evidenciando ser hoje, em relação ao ano 2000, mais necessário e viável o transporte ferroviário de passageiros¨. E acrescenta: ¨é compromisso do atual governador e vice-governador o estímulo à implantação do Trem Pé Vermelho¨.

Finalmente o documento pede ao ¨governo federal apoio determinado, com recursos públicos do orçamento, do PAC e do BNDES, à realização do projeto. E dos nossos prefeitos, vereadores, governador, deputados estaduais e federais e senadores esperamos valentia na defesa do Trem Pé Vermelho, que é nosso direito e das futuras gerações¨.
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Old November 6th, 2009, 08:33 PM   #77
Maykon_Johny
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Estudo de viabilidade de Trem Pé Vermelho ficará pronto em 6 meses

Segundo Ferroeste, o trem é viável e a decisão de adotá-lo é irreversível. O estudo apontará demanda, horários, entre outros aspectos


O estudo de viabilidade que apontará a demanda real e as obras necessárias para a ligação entre Londrina e Maringá por meio de uma linha de trem para passageiros deve ficar pronto em seis meses. A necessidade de instalação, já confirmada em estudos anteriores, foi discutida em um seminário nesta sexta-feira (6) em Londrina. Entre os participantes, o presidente da Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), Samuel Gomes, e o diretor do Departamento de Relações Institucionais do Ministério dos Transportes (MT), Afonso Carneiro Filho.

De acordo com Gomes, um estudo da década de 1990, realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já mostrava a ligação entre Londrina e Maringá como o segundo projeto no país com grande viabilidade para instalação de trens regionais de passageiros. “Já na época constatou-se a viabilidade. De lá para cá muitas coisas mudaram para melhor. O Brasil mudou e até a região se desenvolveu”, afirmou. O projeto é denominado “Trem Pé Vermelho” e o início do estudo está previsto para os próximos 30 dias.

“Segundo o estudo desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro nossa região é uma das áreas mais propícias para este tipo de transporte. É um transporte rápido, seguro e barato”, destacou o prefeito Barbosa Neto (PDT). Já o prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), destacou a proximidade do projeto. “Há pouco mais de um ano, quando retomamos a discussão, parecia um projeto distante. Agora parece que o projeto tomou corpo, está pronto para ser viabilizado. Estudos mostram que a região a ser beneficiada está entre as mais viáveis para o transporte de passageiros por trilhos de todo o Brasil”, ressaltou.

Gomes ressaltou que o desenvolvimento de uma conurbação entre Londrina e Maringá fez aumentar a demanda por este meio de transporte. “Surgiram empreendimentos e aumentou a demanda por mobilidade. As condições são favoráveis”, afirmou. O estudo, segundo Gomes, apenas vai atualizar as informações, como a demanda, os custos, horários de pico, entre outros. “Em seis meses teremos o projeto devidamente com o estudo feito. Aí determinaremos as obras. Tudo leva a crer que será necessário fazer uma linha exclusiva para passageiros.”

O presidente da Ferroeste adiantou que a proposta é instalar um trem moderno, com velocidade e conforto. “Haverá condições de trabalha nele, com o computador e comunicabilidade”, disse. “O trem é viável e a decisão de adotá-lo é irreversível”, completou Gomes.

Cidades da região

A implantação do “Trem Pé-Vermelho” entre Londrina e Maringá, trecho interligado por linha férrea, beneficiará os seguintes municípios: Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva, Sarandi, Maringá e Paiçandu.

No dia 26 de agosto, prefeitos de doze cidades da região já tinham se reunido em Maringá, para discutir o assunto. Na ocasião, Gomes disse que ainda era cedo para falar em prazos, mas ele acredita que em 2011 os vagões já estejam nos trilhos, literalmente.

Vantagens na viagem

O público atendido terá basicamente dois perfis. Um regional, para quem precisa simplesmente viajar entre os dois centros. Outro metropolitano, voltado para a população das regiões que têm Londrina e Maringá como polo e que precisam ter outras opções de deslocamento. Este com maior demanda.

Também seria destinado às pessoas que estejam visitando a região Norte/Noroeste do Paraná, embora o objetivo principal não seja turístico, mas de desenvolvimento econômico. Para brigar com o fator tempo, que não seria muito alterado em comparação com a viagem de carro ou de ônibus (que varia entre uma hora e uma hora e meia) e com pelo menos 10 paradas nas cidades que devem ganhar estações, os entusiastas apostam na segurança e nos preços acessíveis. “Em países que já adotam o meio de locomoção, a tarifa é subsidiada”, exemplificou Gomes. Conforto também conta, e os carros devem ter, inclusive, com acesso à internet.


Fonte: http://portal.rpc.com.br/jl/
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"Tudo que é sólido desmancha no ar." (K. Marx)
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Old November 9th, 2009, 10:15 PM   #78
Yuri S Andrade
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Parece que o projeto vai mesmo sair do papel. Pelo menos há vontade política, quebrando um pouco da passividade que caracteriza os políticos do Norte do PR nos últimos 20 anos. O problema é saber quando começarão as obras de fato.
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Old November 9th, 2009, 10:35 PM   #79
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Percebi mesmo... Parece que o Pé Vermelho vai sair do papel mesmo.
__________________
Se discutir com esquerdista já é difícil, imagine com um "revoltadinho de rede social" então...

Facebook: www.facebook.com/rodrigoalvesdepaula/Twitter: @RodrigoAlPaula
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Old November 9th, 2009, 10:57 PM   #80
Valter
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O governo federal poderia dar uma forcinha assim servir como projeto piloto pra outras regiões do país.
__________________
Como D. Beja Araxá nasceu camponesa.E, como D. Beja, também conheceu a adversidade, sendo o objeto de desejo de poderes superiores. O Estado apropriou-se de suas fontes, maculando sua beleza, ainda que a recompensasse com um rico patrimônio. Por ele, Araxá conheceu o mundo, e o mundo a conheceu. Hoje, D. Beja é Araxá, espelho de suas convicções e metáfora de suas contradições. Nela se refletem simultaneamente, as imagens do seu presente, as representações históricas e as verdades míticas do seu passado; as projeções para o futuro. Rosa Maria Spinoso
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londrina, maringá, trem pé vermelho

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