O templo foi substancialmente modificado ao longo dos tempos, como se comprova pela actual entrada Sul, barroca, e pela solução dada à fachada ocidental, onde se situaria a entrada principal, adossada a um edifício residencial bastante posterior datado dos sec. XVII/XVIII.
Da primitiva edificação conserva-se a disposição geral do interior, de três naves separadas por séries de três arcos de volta perfeita assentes em capitéis coríntios, talvez aproveitamente de colunas e capiteis Romanos, e cabeceira com capela única quadrangular.
Deste período destaca-se a abundante decoração de base geométrica, cuja profusão de elementos não encontra paralelo em nenhum outro monumento peninsular contemporâneo.
No século X, em pleno processo de repovoamento, a igreja foi objecto de uma renovação, ainda mal conhecida, mas cujos dados apontam para uma manutenção geral das estruturas já existentes.
Durante a Baixa Idade Média a Capela passou para a posse do bispo do Porto, D. Afonso Pires, que aí se fez sepultar num túmulo gótico no final do sec. XIV, e cuja qualidade plástica está patente no grupo escultórico do Calvário na testeira. Já no século XVIII a Capela foi aproveitada para panteão da família que detinha estas terras e, mais recentemente, na primeira metade do século XX, procedeu-se ao primeiro restauro do monumento.
Actualmente esta pequena igreja basilical disputa com 3 outros templos, de norte a sul do pais, o titulo de templo Cristão mais antigo do pais:
planta da capela:
fachada com a entrada principal actual, á esquerda a capela mor, ao centro a nave, á direita o edificio adossado nos sec. XVII/XVIII:
aspecto do interior com os arcos de separação das naves e os respectivos capiteis Corintíos e o tumulo do bispo do Porto do sec. XIV que tem a cabeça virada para onde seria antigamente a entrada principal do templo:
começo pelo arco que faz a separação da capela mor do restante edificio, não se tem certeza de nada mas calcula-se que seja este o sector adicionado no sec. X à basilica Visigotica, não a capela mor mas sim a separação desta com a nave, é k se repararmos no arco apoiado em travesseiros verificamos uma certa semelhança com a arte pré-Romanica e Moçarabe: