Câmara de Cascais admite construção de apartamentos turísticos na Cidadela
23.07.2008
Novo concurso para a reabilitação da Cidadela dividiu a maioria PSD na autarquia, devido à possibilidade dos candidatos poderem concorrer só com apartamentos e sem hotel
As antigas áreas militares da Cidadela de Cascais vão poder ser transformadas em hotel ou em apartamentos turísticos de luxo. O novo concurso público para a reabilitação e exploração da velha fortificação foi aprovado pela assembleia municipal e deverá ser publicado na próxima semana em Diário da República.
A empresa municipal Fortaleza de Cascais, criada pela autarquia para gerir o antigo recinto militar, anulou o primeiro concurso público para a recuperação daquele espaço por entender que a única proposta então apresentada não cumpria o caderno de encargos e o programa do concurso. O presidente da câmara, António Capucho, admitiu na ocasião que vários interessados manifestaram dúvidas quanto à viabilidade do investimento, devido ao prazo apertado da concessão, de 35 anos.
Numa tentativa de tornar mais atractivo um novo concurso, o município viu autorizado pelo Ministério das Finanças a prolongar a concessão, formalizada em 2004, para 50 ou 75 anos. Nesse sentido, para além de uma renda anual a pagar pelo futuro concessionário - no mínimo de 135 mil euros - para compensar os 4,612 milhões de euros já pagos pelos cofres municipais pelo período inicial, os concorrentes terão de suportar mais 1,820 milhões caso optem pelo prazo de 50 anos ou 2,831 milhões até 2079. Este montante adicional será entregue ao Estado.
O anterior concurso já previa um hotel e apartamentos turísticos, no máximo de dezena e meia, em algumas zonas da Cidadela. Mas o novo caderno de encargos vai mais longe e prevê a adaptação de alguns edifícios com vista a "estabelecimento hoteleiro e/ou de exploração de apartamentos turísticos". A possibilidade do concorrente apresentar apenas apartamentos, para além das restantes áreas de comércio, serviços e culturais faz toda a diferença. Ao ponto de dividir a própria maioria PSD que lidera o executivo camarário.
Na anterior reunião de câmara, o vice-presidente e responsável pelo Urbanismo, Carlos Carreiras (PSD), manifestou-se "desconfortável" perante a possível concessão da Cidadela sem uma unidade hoteleira. O autarca defendeu que os apartamentos turísticos fossem limitados a 20 por cento da área bruta de construção. A proposta acabou por ser remetida para a assembleia municipal por PSD, CDS e PS, com quatro abstenções do PSD e da CDU.
Na assembleia municipal, anteontem à noite, a proposta foi aprovada por PSD e CDS, com uma abstenção social-democrata e os votos contra de PS, CDU e BE. Apesar das dúvidas manifestadas por eleitos sociais-democratas, relativamente aos apartamentos turísticos, o novo concurso só admitirá propostas com este tipo de ocupação para uma área máxima equivalente a cerca de 2800 metros quadrados, o correspondente até 16 apartamentos com tipologias dúplex, T1 e T2.
Dos 17.555 m2 a concessionar, a área bruta de construção máxima nos edifícios a reabilitar totaliza 10.800 m2. A área bruta para novas construções e ampliações é de 3200 m2. A altura máxima dos imóveis varia entre um e dois pisos.
O montante mínimo a investir em recuperação está fixado em oito milhões de euros. O concessionário terá de assegurar o acesso público à praça da Cidadela e construir a ligação ao parque de estacionamento da marina, recentemente aberto no fosso da fortificação.
As obras deverão arrancar até ao final de 2009, para que a exploração tenha início até Dezembro de 2012. As propostas, com entrega até 9 de Janeiro de 2009, deverão incluir equipamentos comerciais, turísticos e de cultura e lazer, nomeadamente museus, galerias de arte, auditórios e espaços de restauração. Uma fonte municipal esclareceu que as candidaturas que incluírem uma utilização hoteleira serão naturalmente valorizadas perante a simples ocupação com apartamentos.
"Fizemos todos os possíveis para tornar o concurso atractivo, dentro do razoável", comentou Bernardo Pinto Gonçalves, presidente da Fortaleza de Cascais. A empresa municipal procurou deixar o "mais amplo e aberto possível" o leque de opções para a exploração de um espaço com diversas condicionantes de natureza histórica e cultural.
Recuperação deverá custar perto de 12 milhões de euros
23.07.2008
A origem de Cascais está ligada à Cidadela. O espaço fortificado, durante anos ocupado por uma unidade de artilharia antiaérea costeira, apresenta uma solução de transição entre o castelo medieval e a fortificação marítima, de acordo com a historiadora Margarida Magalhães Ramalho. A sua classificação como imóvel de interesse público estende-se à torre de Cascais e à vizinha Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, entalada pela marina e com vista para a baía da vila. O palácio da Cidadela, afecto à Presidência da República, vai ser recuperado através de uma intervenção autónoma, para que possam voltar a ser utilizados e visitados os antigos aposentos reais e para acolher um Museu das Ordens Honoríficas.
O Governo pretende, aliás, apontar a Cidadela de Cascais como exemplo do aproveitamento que as autarquias podem retirar do património militar desactivado. Uma exploração que, no entanto, só é viável através de uma conciliação entre a utilização pública e a concessão de actividades a privados. Um investimento que uma fonte camarária admitiu que "dificilmente será inferior a 12 milhões de euros", embora tudo dependa do menor ou maior arrojo das propostas.
Um acordo entre a marina e o município garante, para já, a possibilidade de o concessionário da Cidadela negociar em condições vantajosas a utilização de uma centena de lugares de estacionamento no parque subterrâneo construído no fosso da fortificação. A ligação no subsolo entre os dois equipamentos possui luz verde do Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico.
Numa zona onde se vão concentrar os futuros Museu de Arqueologia e a casa-museu Paula Rego, a autarquia já decidiu avançar com um novo parque subterrâneo no espaço do antigo Pavilhão do Dramático de Cascais. Quanto ao projecto de renovação da marina, depois da recusa da arrojada e polémica torre envidraçada na entrada da barra, resta aguardar para ver se aparece alguma proposta que articule a infra-estrutura náutica com o antigo recinto fortificado. Então, sim, a Cidadela deixaria de estar de costas voltadas ao centro histórico e abria a vila ao mar. L.F.S.
Público
Projectos e Notícias de Cascais
Apartamentos turísticos de luxo... mais apartamentos turísticos de luxo... impressionante para um país que se diz falido.
Quote:
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Quanto ao projecto, tem bom aspecto e espero que tenha a torre!
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Apartamentos turísticos de luxo... mais apartamentos turísticos de luxo... impressionante para um país que se diz falido.
devias ser banido por comentarios destes .
Pronto, agora já sabes como é o Português :lol:
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O sector de luxo tem sempre capital!
^^ Lindo resultado: 10 000 posts! Parabens!
Vamos festejar para o thread próprio :lol:
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Gastação de dinheiro atoa!:ohno:
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investimento em barracas era um sinal pior , agora investir em imobiliaria de luxo eu não vejo qual é o mal
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O velho Miramar, no Monte Estoril, é um dos míticos hotéis da Linha. Destruído por um incêndio em 1975, está agora prestes a renascer.
A recuperação do velho edifício está só agora a dar os primeiros passos. O compromisso de reabrir o hotel faz parte do acordo feito com a Câmara Municipal para a demolição do velho Estoril-Sol, à entrada de Cascais.
A Câmara decidiu elaborar um Plano de Pormenor para o quarteirão do Hotel Miramar. Os técnicos responsáveis pelo Plano que vai definir as linhas de intervenção no local vão trabalhar com o arquitecto Gonçalo Byrne, a quem a proprietária do hotel, a Estoril-Sol SA, entregou a obra.
A fachada do velho hotel terá de ser respeitada, mesmo que o Miramar passe dos 40 quartos que tinha em 1975 para pelo menos 100 quartos numa área construída de sete mil metros quadrados.
A imagem do Hotel Miramar, que faz parte do imaginário da Linha, é mesmo para manter.
O novo Hotel Miramar deverá criar 400 postos de trabalho directos e perto de mil indirectos, segundo contas da Estoril-Sol. O empreendimento, que poderá estar pronto dentro de quatro anos, insere-se num investimento global de 120 milhões de euros.
Hotel Miramar na actualidade.. é uma pena vê-lo assim neste estado cada vez que passo na marginal..
No Virtual Earth..
Espero que não tarde esta recuperação!
ESpero que o restaurem sem tirar a indentidade =/
Boa. Tudo que é recuperado é bem vindo!
Futuro hotel que está a ser construido ao pé de Oitavos no golfe da Quinta da Marinha, um hotel da família Champalimaud, onde nem o obrigatório aviso com a identificação do alvará se encontrava afixado..
E continua a delapidação do Parque Natural Sintra-Cascais.. :ohno:
Porquê destruir um parque natural :ohno:
N têm outras zonas????????
N têm outras zonas????????
Aquela zona secalhar já estava à espera disso :ohno: e como está dentro da quinta da marinha...
Ali a especulação manda!
Tanto sitio para construir esse belo edificio e constroem nessa zona :ohno: