O deputado Social Democrata Luís Rodrigues solicitou reuniões à REFER e à CP.
Os atrasos das obras na linha ferroviária de Évora, a interrupção do serviço intercidades Lisboa – Évora - Beja neste período e as alterações ao serviço serão matérias a abordar no encontro. Luís Rodrigues quer também conhecer o futuro da rede ferroviária no Alentejo, a sua ligação com Espanha e a situação do património ferroviário abandonado e degradado. Em declarações à Rádio Pax, o deputado referiu que é importante perceber quais as ligações que vão encerrar e as condições em que será retomado o serviço no próximo mês de Maio, após conclusão das obras de electrificação da Linha Ferroviária do Alentejo.
Luís Rodrigues espera que as reuniões se realizem ao mais rapidamente possível.
In: www.radiopax.com
Linha do Alentejo
Onde eu sei que entra muita gente é em Vendas Novas. Ora durante a semana para irem trabalhar para Lisboa, ou os militares ao fim de semana que vão para a sua terra. Já apanhei comboios bastante cheios. Vamos lá ver se com esta remodelação a oferta de lugares não ficará aquem da procura.
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Onde eu sei que entra muita gente é em Vendas Novas. Ora durante a semana para irem trabalhar para Lisboa, ou os militares ao fim de semana que vão para a sua terra. Já apanhei comboios bastante cheios. Vamos lá ver se com esta remodelação a oferta de lugares não ficará aquem da procura.
Aiii que saudades da "Estrela de Évora" :ohno:
Oponopono...por acaso sabes de algum sitio que tenha fotos antigas dos ramais de reguengos e mora??
Oponopono...por acaso sabes de algum sitio que tenha fotos antigas dos ramais de reguengos e mora??
Não faço ideia, alentejolover...
A Associação de Defesa do Património de Beja reuniu ontem na Biblioteca Municipal José Saramago cerca de 60 pessoas em defesa da manutenção do Intercidades e das ligações ferroviárias directas a Lisboa. De acordo com a proposta da CP, o novo modelo de exploração da Linha Ferroviária do Alentejo prevê que o transporte de passageiros seja feito em automotora a diesel entre Beja e Casa Branca com transbordo para uma composição eléctrica, proveniente de Évora, que assegura as ligações a Lisboa. Florival Baiôa, presidente da Associação, garante que há “muita vontade de lutar” para “fazer ver à CP e ao Governo” a importância de continuar a existir um comboio directo entre Beja e Lisboa. A Associação equaciona neste momento um boicote às eleições presidenciais do próximo Domingo. Paralelamente vai avançar com uma petição de rua no dia das eleições. Para a estação de caminho-de-ferro está agendada outra acção que deverá realizar-se dia 26 deste mês. A Associação equaciona outras iniciativas como a inauguração “simbólica” do aeroporto de Beja.
A Associação encabeçou o movimento “porque os cidadãos assim o pediram”, esclareceu Florival Baiôa.
Jorge Serafim foi uma das vozes que se levantou em defesa da manutenção das ligações directas a Lisboa. O contador de histórias encontra no comboio a ligação “mais fiável, mais célere e mais funcional”. Em sua opinião é necessário criar um grupo de pressão em defesa das ligações ferroviárias directas a Lisboa.
A Associação de Defesa do Património de Beja vai agora analisar a possibilidade de avançar com um boicote às presidenciais de Domingo.
Fonte: www.radiopax.com
A Associação encabeçou o movimento “porque os cidadãos assim o pediram”, esclareceu Florival Baiôa.
Jorge Serafim foi uma das vozes que se levantou em defesa da manutenção das ligações directas a Lisboa. O contador de histórias encontra no comboio a ligação “mais fiável, mais célere e mais funcional”. Em sua opinião é necessário criar um grupo de pressão em defesa das ligações ferroviárias directas a Lisboa.
A Associação de Defesa do Património de Beja vai agora analisar a possibilidade de avançar com um boicote às presidenciais de Domingo.
Fonte: www.radiopax.com
O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) apresentou, na Assembleia da República, um projecto de resolução onde “defende a manutenção do serviço Intercidades Lisboa-Évora e Lisboa-Beja e reclama a sua qualificação em termos de oferta e adequação de horários”.
O projecto deu entrada em 7 de Janeiro e foi rejeitado com os votos contra do PS, abstenção do PDS/CDS-PP e votos a favor do BE/PCP/PEV.
João Ramos, deputado do PCP eleito por Beja e um dos autores do projecto de resolução, acusa o Governo de ter a “intenção de piorar a oferta de acesso de transporte público, nomeadamente ferroviário ao distrito de Beja”.
Fonte: www.radiopax.com
O projecto deu entrada em 7 de Janeiro e foi rejeitado com os votos contra do PS, abstenção do PDS/CDS-PP e votos a favor do BE/PCP/PEV.
João Ramos, deputado do PCP eleito por Beja e um dos autores do projecto de resolução, acusa o Governo de ter a “intenção de piorar a oferta de acesso de transporte público, nomeadamente ferroviário ao distrito de Beja”.
Fonte: www.radiopax.com
Não entendo essa polémica. Não vão existir mais ligações Lisboa-Beja? O IC não é mais caro que os regionais? O tempo de viagem não é (quase) igual? Faria algum sentido mandar um Diesel pela linha electrificada? Só por terem de mudar de comboio?
Eu se quiser ir a Lisboa, ou melhor, a V. N. Gaia, tambem tenho de mudar.
Electrifiquem a linha até Beja depois já podem existir directos.
Eu se quiser ir a Lisboa, ou melhor, a V. N. Gaia, tambem tenho de mudar.
Electrifiquem a linha até Beja depois já podem existir directos.
É a triste sina do transporte ferroviário em Portugal, meu caro.
Ninguém quer saber dele, excepto para fazer campanha política.
Ninguém quer saber dele, excepto para fazer campanha política.
O presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, eleito nas últimas autárquicas pelo PS não apoia nem comenta o apelo ao boicote eleitoral lançado por associações e eleitores locais que se opõem ao fim do Intercidades entre Beja e Lisboa.
Jorge Pulido Valente ganhou a Câmara de Beja em 2009, pelo PS (Nuno Ferreira Santos)
A hipótese de boicote foi posta em cima da mesa na segunda-feira, durante um debate promovido ontem à noite pela Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB). Além desta medida, que seria um protesto contra a decisão da CP de pôr fim às ligações ferroviárias directas entre aquela capital de distrito e a capital do país.
Contactado pelo PÚBLICO, o presidente da autarquia, Pulido Valente, reagiu a esta proposta em poucas palavras: "Não tenho de me pronunciar sobre [as formas de luta]. Nós temos as nossas próprias formas de luta e as nossas posições."
Como o PÚBLICO tem vindo a noticiar, a CP decidiu acabar com o serviço Intercidades entre Beja e Lisboa, quando a linha que está fechada para obras for reaberta. O traçado está encerrado desde Maio de 2010 e deverá reabrir em Maio próximo, segundo o calendário da empreitada que custará 48 milhões de euros. Este montante serve para modernizar a linha até Évora, cuja oferta de Intercidades vai aumentar em número (passará a haver cinco ligações diárias em cada sentido). Porém, o material circulante a usar após a reabertura será mais antigo do que aquele que era usado até ao momento em que o percurso encerrou para obras.
Já os clientes de Beja deixarão de ter o Intercidades à porta e terão de passar a embarcar na estação de Casa Branca para chegarem a Lisboa. Nesse sentido, terão o serviço regional, em modo de vaivém, entre Beja e Casa Branca, onde farão transbordo para o Intercidades entre Évora e Lisboa.
Esta medida é, para o presidente da ADPB, "completamente inaceitável" e prejudicial para o desenvolvimento da região bem como para projectos emblemáticos como o próprio aeroporto de Beja, que continua por abrir.
Jorge Pulido Valente ganhou a Câmara de Beja em 2009, pelo PS (Nuno Ferreira Santos)
A hipótese de boicote foi posta em cima da mesa na segunda-feira, durante um debate promovido ontem à noite pela Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB). Além desta medida, que seria um protesto contra a decisão da CP de pôr fim às ligações ferroviárias directas entre aquela capital de distrito e a capital do país.
Contactado pelo PÚBLICO, o presidente da autarquia, Pulido Valente, reagiu a esta proposta em poucas palavras: "Não tenho de me pronunciar sobre [as formas de luta]. Nós temos as nossas próprias formas de luta e as nossas posições."
Como o PÚBLICO tem vindo a noticiar, a CP decidiu acabar com o serviço Intercidades entre Beja e Lisboa, quando a linha que está fechada para obras for reaberta. O traçado está encerrado desde Maio de 2010 e deverá reabrir em Maio próximo, segundo o calendário da empreitada que custará 48 milhões de euros. Este montante serve para modernizar a linha até Évora, cuja oferta de Intercidades vai aumentar em número (passará a haver cinco ligações diárias em cada sentido). Porém, o material circulante a usar após a reabertura será mais antigo do que aquele que era usado até ao momento em que o percurso encerrou para obras.
Já os clientes de Beja deixarão de ter o Intercidades à porta e terão de passar a embarcar na estação de Casa Branca para chegarem a Lisboa. Nesse sentido, terão o serviço regional, em modo de vaivém, entre Beja e Casa Branca, onde farão transbordo para o Intercidades entre Évora e Lisboa.
Esta medida é, para o presidente da ADPB, "completamente inaceitável" e prejudicial para o desenvolvimento da região bem como para projectos emblemáticos como o próprio aeroporto de Beja, que continua por abrir.
^^ Olha, mais um grupo de palermas.
"Estou chateado com a CP e com o governo. O que fazer?! Já sei! Vou convocar um boicote de uma eleição que... não afecta minimamente os primeiros e pouco afecta os segundos! Ainda para mais numa zona que apoia maioritariamente candidatos rivais daquele que é apoiado pelo partido do governo! Isto é que vai dar resultado..." :ohno:
"Estou chateado com a CP e com o governo. O que fazer?! Já sei! Vou convocar um boicote de uma eleição que... não afecta minimamente os primeiros e pouco afecta os segundos! Ainda para mais numa zona que apoia maioritariamente candidatos rivais daquele que é apoiado pelo partido do governo! Isto é que vai dar resultado..." :ohno:
^^ Quando li pensei exactamente isso. Mas como não encontrei forma minimamente eloquente de expressar-me não comentei. Conseguiste expressar precisamente o que eu pensei e de forma sarcastica qb exactamente como eu queria ter feito!
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Esta medida é, para o presidente da ADPB, "completamente inaceitável" e prejudicial para o desenvolvimento da região bem como para projectos emblemáticos como o próprio aeroporto de Beja, que continua por abrir.
E depois sabendo que o aeroporto irá ficar na margem sul, para que é que fizeram,,, expliquem-me bem o porque de se ter construído talvez mais um elefante branco???
Saudações Caciences :banana:
O Aeroporto é um investimento de 33M€ que aproveita a base aérea de Beja.
Tem dois propósitos.
Em primeiro lugar, uma alternativa à Portela (e mesmo ao futuro NAL) para o estacionamento, logística e manutenção dos aviões.
Segundo, o transporte de carga. O facto de não ter ferrovia é irrelevante: a carga que anda de avião tem demasiada pressa para andar de comboio. A rodovia está a ser construida (IP8).
Num muito distante terceiro lugar, o transporte de passageiros para a região.
Tem dois propósitos.
Em primeiro lugar, uma alternativa à Portela (e mesmo ao futuro NAL) para o estacionamento, logística e manutenção dos aviões.
Segundo, o transporte de carga. O facto de não ter ferrovia é irrelevante: a carga que anda de avião tem demasiada pressa para andar de comboio. A rodovia está a ser construida (IP8).
Num muito distante terceiro lugar, o transporte de passageiros para a região.
E a EMBRAER ?
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E a EMBRAER ?
Até agora, tem andado bem...
É bom saber que isso está a andar, pois nunca mais se falou nada acerca disso.
Em Beja cresce a indignação face às pretensões da CP em acabar com as ligações ferroviárias directas a Lisboa. A Rádio Pax foi ouvir os bejenses sobre o futuro da ferrovia e dos transportes para a Capital. A população vê com “tristeza” o presumível fim do Intercidades pois “no maior distrito do país em quilómetros quadrados, na capital do Baixo Alentejo, é inconcebível não haver uma ligação directa a Lisboa em Intercidades”. Antes das obras de electrificação existiam 2 ligações directas a Lisboa. Os planos da CP prejudicam não só o “desenvolvimento económico” como os “estudantes” do IPBeja e idosos, entendem os bejenses.
Face ao silêncio de alguns políticos sobre esta matéria, há quem confesse que já não acredita nos “governantes” nem no “presidente da Câmara” de Beja.
O fim das ligações directas é “uma vergonha” para o distrito e vai criar dificuldades à população idosa que se vê obrigada a um transbordo em Casa Branca considera quem olha com cepticismo para o futuro da Linha que une o descontentamento.
Para contestar o fim das ligações directas entre a Capital do Baixo Alentejo e a Capital do País a Associação de Defesa do Património de Beja equaciona, entre outras medidas, o boicote às eleições presidenciais do próximo Domingo.
In: www.radiopax.com
Face ao silêncio de alguns políticos sobre esta matéria, há quem confesse que já não acredita nos “governantes” nem no “presidente da Câmara” de Beja.
O fim das ligações directas é “uma vergonha” para o distrito e vai criar dificuldades à população idosa que se vê obrigada a um transbordo em Casa Branca considera quem olha com cepticismo para o futuro da Linha que une o descontentamento.
Para contestar o fim das ligações directas entre a Capital do Baixo Alentejo e a Capital do País a Associação de Defesa do Património de Beja equaciona, entre outras medidas, o boicote às eleições presidenciais do próximo Domingo.
In: www.radiopax.com
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O Aeroporto é um investimento de 33M€ que aproveita a base aérea de Beja.
Tem dois propósitos.
Em primeiro lugar, uma alternativa à Portela (e mesmo ao futuro NAL) para o estacionamento, logística e manutenção dos aviões.
Segundo, o transporte de carga. O facto de não ter ferrovia é irrelevante: a carga que anda de avião tem demasiada pressa para andar de comboio. A rodovia está a ser construida (IP8).
Num muito distante terceiro lugar, o transporte de passageiros para a região.
Tem dois propósitos.
Em primeiro lugar, uma alternativa à Portela (e mesmo ao futuro NAL) para o estacionamento, logística e manutenção dos aviões.
Segundo, o transporte de carga. O facto de não ter ferrovia é irrelevante: a carga que anda de avião tem demasiada pressa para andar de comboio. A rodovia está a ser construida (IP8).
Num muito distante terceiro lugar, o transporte de passageiros para a região.
A RTP estará esta manhã, às 10.15h, na estação ferroviária de Beja, a efectuar reportagem sobre o fim das ligações directas Intercidades Beja-Lisboa.