IP3 | Coimbra - Viseu | Requalificação - Page 35 - SkyscraperCity
 

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View Poll Results: AE CBR-VSU
Sim, melhor esta solução 43 57.33%
Não, melhor a de raiz 34 45.33%
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Old January 18th, 2019, 10:42 PM   #681
rpc08
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Continuo desejoso de ver o projecto desta obra, incluindo esta requalificação com supostos nós ao pé da ponte de Oliveira do Mondego... quando aquilo até casas tem ao pé da estrada
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Old January 18th, 2019, 11:10 PM   #682
ljbk
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Originally Posted by rpc08 View Post
Continuo desejoso de ver o projecto desta obra, incluindo esta requalificação com supostos nós ao pé da ponte de Oliveira do Mondego... quando aquilo até casas tem ao pé da estrada

Na pagina da noticia está um link para uma apresentação que contem entre outras coisas um esboço dos dois nós.
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Old January 18th, 2019, 11:26 PM   #683
Barragon
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Não percebo o que irão fazer com o IP3. Esta empreitada é realizada na zona que não vai ser duplicada certo?

A duplicação será entre Souselas e Penacova apenas?
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Old January 18th, 2019, 11:32 PM   #684
ljbk
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Originally Posted by Barragon View Post
Não percebo o que irão fazer com o IP3
(1) Souselas (IC2) <-> Penacova será duplicado permanecendo grátis
(2) Foz do Dão <-> Viseu (A25) será duplicado permanecendo grátis
(3) Penacova <-> Foz do Dão será beneficiado/requalificado ficando com 3 vias (na maioria do percurso) ou 2 vias

Hoje foi assinado o contrato para a obra (3) que vai durar aproximadamente um ano.
Em breve vão contratar o projecto das duplicações (1) e (2) com o objectivo da obra ficar concluida em 2022.
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Old January 18th, 2019, 11:41 PM   #685
lobense
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Nas últimas semanas têm cortado a estrada no troço Fail-São Miguel do Outeiro durante a manhã, ora num sentido ora noutro, para fazerem uns remendos.


Retirado do facebook da Embeiral, empresa de construção civil de Viseu:
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Embeiral Group
4 h ·
A EMBEIRAL - Engenharia e Construção SA, assinou hoje com a Infraestruturas de Portugal SA, o contrato para a execução da empreitada de REQUALIFICAÇÃO DO IP3 ENTRE O NÓ DE PENACOVA E O NÓ DO LAGOA AZUL, no valor de 11.847.000,00€.

O contrato foi assinado entre a Infraestruturas de Portugal e o consórcio ( EMBEIRAL / ACA ) para a execução da empreitada de requalificação do troço do IP3, com cerca de 16 quilómetros, entre o Nó de Penacova e o Nó do Lagoa Azul (Mortágua), junto à Ponte da Foz do Dão,
na presença dos vários Presidentes dos Municípios da região, Presidente da EMBEIRAL SA, António Carlos Lemos, Presidente da ACA SA, Alberto Couto Alves, Presidente da Infraestruturas de Portugal, Engº António Laranjo, Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Dr. Pedro Marques, Presidente da CCDRC, Professora Drª. Ana Abrunhosa e o Exmo Srº Primeiro-Ministro, Dr. António Costa.
A empreitada terá início ainda no primeiro trimestre deste ano e tem um prazo de execução de 330 dias. Uma intervenção que reforçará das condições de circulação, mobilidade e segurança de uma das principais vias de ligação do interior do País.

Construímos o Futuro!!!

Last edited by lobense; January 18th, 2019 at 11:48 PM.
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Old January 18th, 2019, 11:50 PM   #686
Barragon
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(1) Souselas (IC2) <-> Penacova será duplicado permanecendo grátis
(2) Foz do Dão <-> Viseu (A25) será duplicado permanecendo grátis
(3) Penacova <-> Foz do Dão será beneficiado/requalificado ficando com 3 vias (na maioria do percurso) ou 2 vias

Hoje foi assinado o contrato para a obra (3) que vai durar aproximadamente um ano.
Em breve vão contratar o projecto das duplicações (1) e (2) com o objectivo da obra ficar concluida em 2022.
Não sei o que irão fazer depois no troço não duplicado.

Continuo muito cético relativamente à duplicação na zona de Santa Comba Dão... só se fizerem uma variante?
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Old January 19th, 2019, 12:00 AM   #687
ljbk
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Não sei o que irão fazer depois no troço não duplicado.
"
ÂMBITO DOS TRABALHOS
 CONSTRUÇÃO DO NÓ DE OLIVEIRA DO MONDEGO
 CONSTRUÇÃO DO NÓ DE CUNHEDO
 INTRODUÇÃO DE SEPARADOR CENTRAL
 ELIMINAÇÃO DE VIRAGENS À ESQUERDA
 INTRODUÇÃO DE VIAS DE ACELERAÇÃO E ABRANDAMENTO
 REABILITAÇÃO ESTRUTURAL DO PAVIMENTO
 INTERVENÇÃO EM TALUDES (com implementação de estruturas
de suporte em betão, pregagens e redes de contenção)
 COLOCAÇÃO DE VEDAÇÕES
 INTERVENÇÃO AO NÍVEL DOS SISTEMAS DE DRENAGEM
 SUBSTITUIÇÃO DA SINALIZAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL
"
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Old January 19th, 2019, 12:13 AM   #688
Barragon
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No futuro ... também deverá ser duplicado?
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Old January 19th, 2019, 02:30 AM   #689
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Na pagina da noticia está um link para uma apresentação que contem entre outras coisas um esboço dos dois nós.
Só tinha visto o vídeo Está arrojado. Mas é suposto esta parte do IP3 continuar acessível a peões e veículos não-motorizados? Aquele café vai ficar no meio do nó, e a ponte não tem propriamente uma alternativa.
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Old January 19th, 2019, 01:20 PM   #690
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Originally Posted by rpc08 View Post
Só tinha visto o vídeo Está arrojado. Mas é suposto esta parte do IP3 continuar acessível a peões e veículos não-motorizados? Aquele café vai ficar no meio do nó, e a ponte não tem propriamente uma alternativa.
Esse café que nostalgia! Lembro-me de quando andavam a arranjar a ponte com o semáforo dava tempo para alguem do meu carro sair e comprar alguma coisa lá e voltar para o carro antes de arrancar.
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Old January 19th, 2019, 04:25 PM   #691
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eu estou mais preocupado com o Bar 21 das sandes de leitão antes da saída de Penacova
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Old January 20th, 2019, 01:38 PM   #692
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No futuro ... também deverá ser duplicado?
E espaço? Tem de continuar a haver a "velhinha N2" ao lado para os acessos locais e aos terrenos do vale desde Penacova até à Raiva.

A não ser que faças um "verdadeiro troço urbano", com semáforos e tudo, no IP3 por aquelas bandas... Verdade que quando o trânsito entope por ali, já hoje assim parece (troço urbano).

Resumindo: Vai melhorar qualquer coisa e esperemos que diminua a sinistralidade, mas as bichas vão ser provavelmente as mesmas naquele gargalo do IP3 depois de levar com o IC6. Temos uma junção de um IP(IP3) com uma (quase)AE(IC6) e depois a seguir leva-se com uma estrada de montanha, devido às limitaçoes orográficas do local, que só engolindo sapos podemos considerar um verdadeiro IP...

Enquanto não houver uma verdadeira variante ao troço do IP3 entre a Raiva e Souselas, é só conversa para "Ingês ver": as bichas vão continuar aparentemente para sempre. E como não se pode (aparentemente) furar o Bussaco, as alternativas possíveis são bastantes afastadas daquele troço do IP3.
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Old January 20th, 2019, 01:42 PM   #693
TugaObserv
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Originally Posted by Barragon View Post
[...]Continuo muito cético relativamente à duplicação na zona de Santa Comba Dão... só se fizerem uma variante?
Tirando o problema da ponte sobre o Dão, não estou a ver nenhum problema de maior para fazer a duplicação. aliás do lado de Santa Comba já está (quase) duplicada.

E mais pergunto se é necessária para começar...
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Old January 20th, 2019, 02:11 PM   #694
Barragon
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A ponte e o nó de acesso á estação de CF são difíceis de duplicação... eu acho que deverá ser feita uma variante a este da estação de CF, com uma nova ponte

Relativamente à livraria do Mondego, acho que nessa zona poderá ser feita uma solução de variante a sul com 2x2 desde penacova até à Foz do Dão... com ponte em penacova.

Também há a solução de se fazer viaduto por cima da atual ponte e troço, ficando a parte de baixo para uma direção e a de cima para outra direção.
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Old January 20th, 2019, 02:37 PM   #695
ljbk
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Já imaginaram alguem a afrouxar a vossa frente num "acesso particular" como este:


https://www.google.com/maps/@40.3029...7i13312!8i6656


???


Espero que esta requalificação acabe com isto !!!
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Old January 20th, 2019, 08:55 PM   #696
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epá nessa zona tem que ser apenas um sentido
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Old January 20th, 2019, 09:38 PM   #697
ERVATUGA
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Obras no IP3 (finalmente) a caminho, para acabar com a “estrada da morte”

É apenas só um passo, o primeiro, para mudar a face do itinerário principal que liga Viseu a Coimbra. No entanto, move-se: o contrato de empreitada foi assinado nesta sexta-feira e as obras no troço entre os nós de Penacova e da Lagoa Azul (foz do Dão) deverão iniciar-se em março. Já o fim da requalificação total do IP3 só lá para 2022

No vaivém constante de ambulâncias, é de perder o conto. Apenas o registo de ocorrências minucioso dos bombeiros de Penacova permite saber com exatidão que só num troço de 20 kms do Itinerário Principal 3 (IP3), correspondente à zona de intervenção da corporação, desde 1991 até ao final do ano passado, registaram-se 1850 acidentes, dos quais resultaram 1866 feridos. E 124 mortos, levando apenas em consideração os óbitos registados no local do acidente ou a caminho do hospital.

Aquelas negras estatísticas, divulgadas ao Expresso por Álvaro Miranda, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, deverão, finalmente, ganhar outras cores. Parte da estrada que é socorrida pelos bombeiros de Penacova está em vias de ver surgir as obras desde há muitos anos aguardadas, e que irão garantir melhores de condições de segurança no local.

Com efeito, o contrato para a empreitada de requalificação do troço entre os nós de Penacova e da Lagoa Azul (Foz do Dão) foi assinado na sexta-feira, em Mortágua, e é esperado que a obras comecem em março. Fonte oficial do Governo disse ao Expresso que o arranque dos trabalhos no terreno está dependente do visto do Tribunal de Contas.

Segundo Álvaro Miranda, dos sete pontos negros identificados pela associação no traçado do IP3 entre Viseu e Coimbra, dois estão localizados no lanço que vai entrar em obra.

€135 MILHÕES PARA TODO O IP3

A requalificação entre os nós de Penacova e da Lagoa Azul será, assim, o primeiro passo para mudar a face do IP3: o troço tem cerca de 16 kms, ou seja, pouco mais de uma quinta parte do percurso do itinerário principal entre Viseu e Coimbra, que é de 75 kms.

Já os custos desta intervenção inicial, com um prazo previsto de execução de 330 dias (11 meses), são de 11,8 milhões de euros. Na vertente orçamental, trata-se de uma mera amostra (menos de 9% do total) dos 135 milhões de euros necessários para a completa requalificação do IP3. Todo o montante será assegurado pelo Orçamento do Estado.

Sem um calendário definido, mas dentro de uma janela temporal de quatro anos, ficam as obras para a maior parte do percurso do IP3 entre Viseu e Coimbra (em julho do ano passado, foi dado o primeiro passo, o concurso para o projeto). Para efeitos de empreitada, o resto do IP3 está dividido em duas partes. Uma a sul do troço agora prestes a intervencionar, que ligará o nó de Penacova ao nó de Souselas (em direção a Coimbra); outra a norte (o trajeto mais extenso de todos) entre o nó da Lagoa Azul e o Nó de Viseu.

Na parte do IP3 que primeiro receberá as obras, as alterações do aspeto da via não serão muito significativas. Ao contrário dos dois troços que só mais tarde serão requalificados (nos quais haverá duplicação da via, isto é, com duas faixas de rodagem em cada sentido e em toda a extensão), na ligação entre o nós de Penacova e da Lagoa Azul os trabalhos são de outra natureza. Esta passa sobretudo pela beneficiação da situação pre-existente: reforço de taludes; criação de dois nós (Oliveira do Mondego e Cunhedo), para evitar as viragens à esquerda (uma das causas da sinistralidade); introdução de separador central e de vias de aceleração e de abrandamento; e reabilitação do pavimento, entre outras benfeitorias.

Quando a requalificação do IP3 estiver completa, o que no presente remete para o horizonte de 2022, 85% da extensão da via estará duplicada (duas faixas em cada sentido), em 12% do trajeto haverá 1+2 vias (conforme o relevo e as zonas de abrandamento ou de aceleração) e em 3% do percurso (nas pontes, por exemplo) haverá apenas uma faixa em cada sentido.

Serão ganhos evidentes em relação ao quadro atual, em que o traçado 2+2 apenas se encontra em 21% do percurso, e o 2+1 ocupa 63%. Já o 1+1 é uma realidade em 16% do IP3 entre Viseu e Coimbra.

Além dos impactos que o futuro IP3 terá na sinistralidade rodoviária (embora a estimativa do ganho esteja por quantificar, segundo fonte oficial do Governo), a redução do tempo de deslocação entre as duas capitais de distrito será significativa. A ligação Coimbra e Viseu, que hoje demora 65 minutos, será feita em 43 minutos.

COPO MEIO CHEIO E MEIO VAZIO

Na sexta-feira, na sessão de assinatura do contrato de empreitada das primeiras obras do IP3, o primeiro-ministro, António Costa, disse tratar-se de uma empreitada de "dimensão muito importante", sendo "estruturante" para as regiões de baixa densidade.

Segundo António Costa, citado pela Lusa, a intervenção no IP3 é "uma peça muito importante" no 'puzzle' da revitalização do interior, "um dos grandes desafios do país", salientou.

Quem também vê vantagens no que se perspetiva, mas sem deixar de apontar à metade do copo que considera estar vazia, é o presidente da Câmara de Viseu, o social-democrata Almeida Henriques. Ao Expresso, dizendo não ser “propriamente um fã da solução”, pois entende que todo o IP3 deveria ter um perfil de auto-estrada, o autarca social-democrata afirma que prefere "uma solução minimalista à situação atual, que é péssima”.

Com efeito, salienta Almeida Henriques, o que agora está em vias de arrancar no terreno “vai minimizar os riscos da estrada da morte”, e isso por si só é um bem inestimável.

O presidente da Câmara de Viseu considera a requalificação do IP3 de tal forma vital para a região que vai ao ponto de defender que “em ano eleitoral devia haver um compromisso de todos os partidos” no sentido de garantir a concretização do projeto.

“Já vi tanta coisa, já vi tantos lançamentos e anúncios sobre o IP3”, diz o autarca, em jeito de desabafo. De seguida, chama a atenção para um ponto que considera essencial: mesmo com a melhoria deste itinerário principal, “não se pode perder de vista a solução estrutural”. E essa, explica, vai além do IP3. “É preciso concluir o IC2, no qual falta a ligação entre Nelas e Mangualde. E é necessário assegurar a ligação Sul à A13”. Só assim, conclui, se irá “permitir desencravar toda a ligação a norte de Coimbra e a sul da Guarda”.

MORADA POSTAL? É NO IP3

Igualmente satisfeito com as obras que se anunciam, mas não inteiramente rendido a toda a solução desenhada, está Álvaro Miranda, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3.

Miranda discorda de algumas características do projeto, como o facto de não haver um alargamento das pontes ou de se manter a via simples em alguns trajetos. “A nível de engenharia não há impossíveis. O que faltou foi vontade política” para requisitar mais meios financeiros para esta intervenção, afirma. Outros montantes permitiriam alargar pontes ou construir uma estrada em viaduto na zona da Livraria do Montejo, em que o IP3 (emparedado entre o rio e um parque natural, que não pode ser escavado) poderia crescer em viaduto, numa via sobreposta à atual.

Mas para já, a atenção da Associação está focada num ponto particular: os utentes aguardam que a Infraestruturas de Portugal lhes mostre o projeto da obra prestes a iniciar-se (informação que dizem ter-lhes sido prometida no verão passado, mas que ainda estão por receber).

Álvaro Miranda está sobretudo curioso em saber como será feita a “melhoria das acessibilidades locais”, garantia que consta dos planos governamentais, mas que a associação quer ver em que se traduz.

Algumas das melhorias previstas no troço que entrará em obra brevemente terão como implicação, garante Miranda, a proibição de circulação de tratores e de máquinas agrícolas num troço de quatro kms no qual até ao momento esses veículos podem transitar. “Queremos saber quais os caminhos alternativos para as pessoas se deslocarem para os terrenos agrícolas”, diz.

É que alguns dos residentes da zona, mesmo que queiram, não podem fugir do IP3. “Sabe que para algumas pessoas se trata do único acesso direto a casa?”, pergunta o porta-voz da Associação de Utentes. “Sabe que há pessoas, em Porto da Raiva, cuja morada é o IP3?”

“Não, não sabia”, responde o jornalista.

O facto, pitresco, encerra uma dimensão óbvia: também por ele se percebe como a estrada, construída há décadas, no período áureo do cavaquismo, foi um monumental erro de projeto. São esses males de origem do IP3 que estão agora em vias de começar a ser remediados.

Fonte: https://expresso.sapo.pt/sociedade/2...te#gs.7Q3EKMji
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Old January 20th, 2019, 11:16 PM   #698
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Originally Posted by Barragon View Post
eu estou mais preocupado com o Bar 21 das sandes de leitão antes da saída de Penacova
Cada vez que lá paro estão mais caras... isso também é uma preocupação
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Old January 21st, 2019, 12:39 AM   #699
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Originally Posted by ERVATUGA View Post
Obras no IP3 (finalmente) a caminho, para acabar com a “estrada da morte”

É apenas só um passo, o primeiro, para mudar a face do itinerário principal que liga Viseu a Coimbra. No entanto, move-se: o contrato de empreitada foi assinado nesta sexta-feira e as obras no troço entre os nós de Penacova e da Lagoa Azul (foz do Dão) deverão iniciar-se em março. Já o fim da requalificação total do IP3 só lá para 2022

No vaivém constante de ambulâncias, é de perder o conto. Apenas o registo de ocorrências minucioso dos bombeiros de Penacova permite saber com exatidão que só num troço de 20 kms do Itinerário Principal 3 (IP3), correspondente à zona de intervenção da corporação, desde 1991 até ao final do ano passado, registaram-se 1850 acidentes, dos quais resultaram 1866 feridos. E 124 mortos, levando apenas em consideração os óbitos registados no local do acidente ou a caminho do hospital.

Aquelas negras estatísticas, divulgadas ao Expresso por Álvaro Miranda, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, deverão, finalmente, ganhar outras cores. Parte da estrada que é socorrida pelos bombeiros de Penacova está em vias de ver surgir as obras desde há muitos anos aguardadas, e que irão garantir melhores de condições de segurança no local.

Com efeito, o contrato para a empreitada de requalificação do troço entre os nós de Penacova e da Lagoa Azul (Foz do Dão) foi assinado na sexta-feira, em Mortágua, e é esperado que a obras comecem em março. Fonte oficial do Governo disse ao Expresso que o arranque dos trabalhos no terreno está dependente do visto do Tribunal de Contas.

Segundo Álvaro Miranda, dos sete pontos negros identificados pela associação no traçado do IP3 entre Viseu e Coimbra, dois estão localizados no lanço que vai entrar em obra.

€135 MILHÕES PARA TODO O IP3

A requalificação entre os nós de Penacova e da Lagoa Azul será, assim, o primeiro passo para mudar a face do IP3: o troço tem cerca de 16 kms, ou seja, pouco mais de uma quinta parte do percurso do itinerário principal entre Viseu e Coimbra, que é de 75 kms.

Já os custos desta intervenção inicial, com um prazo previsto de execução de 330 dias (11 meses), são de 11,8 milhões de euros. Na vertente orçamental, trata-se de uma mera amostra (menos de 9% do total) dos 135 milhões de euros necessários para a completa requalificação do IP3. Todo o montante será assegurado pelo Orçamento do Estado.

Sem um calendário definido, mas dentro de uma janela temporal de quatro anos, ficam as obras para a maior parte do percurso do IP3 entre Viseu e Coimbra (em julho do ano passado, foi dado o primeiro passo, o concurso para o projeto). Para efeitos de empreitada, o resto do IP3 está dividido em duas partes. Uma a sul do troço agora prestes a intervencionar, que ligará o nó de Penacova ao nó de Souselas (em direção a Coimbra); outra a norte (o trajeto mais extenso de todos) entre o nó da Lagoa Azul e o Nó de Viseu.

Na parte do IP3 que primeiro receberá as obras, as alterações do aspeto da via não serão muito significativas. Ao contrário dos dois troços que só mais tarde serão requalificados (nos quais haverá duplicação da via, isto é, com duas faixas de rodagem em cada sentido e em toda a extensão), na ligação entre o nós de Penacova e da Lagoa Azul os trabalhos são de outra natureza. Esta passa sobretudo pela beneficiação da situação pre-existente: reforço de taludes; criação de dois nós (Oliveira do Mondego e Cunhedo), para evitar as viragens à esquerda (uma das causas da sinistralidade); introdução de separador central e de vias de aceleração e de abrandamento; e reabilitação do pavimento, entre outras benfeitorias.

Quando a requalificação do IP3 estiver completa, o que no presente remete para o horizonte de 2022, 85% da extensão da via estará duplicada (duas faixas em cada sentido), em 12% do trajeto haverá 1+2 vias (conforme o relevo e as zonas de abrandamento ou de aceleração) e em 3% do percurso (nas pontes, por exemplo) haverá apenas uma faixa em cada sentido.

Serão ganhos evidentes em relação ao quadro atual, em que o traçado 2+2 apenas se encontra em 21% do percurso, e o 2+1 ocupa 63%. Já o 1+1 é uma realidade em 16% do IP3 entre Viseu e Coimbra.

Além dos impactos que o futuro IP3 terá na sinistralidade rodoviária (embora a estimativa do ganho esteja por quantificar, segundo fonte oficial do Governo), a redução do tempo de deslocação entre as duas capitais de distrito será significativa. A ligação Coimbra e Viseu, que hoje demora 65 minutos, será feita em 43 minutos.

COPO MEIO CHEIO E MEIO VAZIO

Na sexta-feira, na sessão de assinatura do contrato de empreitada das primeiras obras do IP3, o primeiro-ministro, António Costa, disse tratar-se de uma empreitada de "dimensão muito importante", sendo "estruturante" para as regiões de baixa densidade.

Segundo António Costa, citado pela Lusa, a intervenção no IP3 é "uma peça muito importante" no 'puzzle' da revitalização do interior, "um dos grandes desafios do país", salientou.

Quem também vê vantagens no que se perspetiva, mas sem deixar de apontar à metade do copo que considera estar vazia, é o presidente da Câmara de Viseu, o social-democrata Almeida Henriques. Ao Expresso, dizendo não ser “propriamente um fã da solução”, pois entende que todo o IP3 deveria ter um perfil de auto-estrada, o autarca social-democrata afirma que prefere "uma solução minimalista à situação atual, que é péssima”.

Com efeito, salienta Almeida Henriques, o que agora está em vias de arrancar no terreno “vai minimizar os riscos da estrada da morte”, e isso por si só é um bem inestimável.

O presidente da Câmara de Viseu considera a requalificação do IP3 de tal forma vital para a região que vai ao ponto de defender que “em ano eleitoral devia haver um compromisso de todos os partidos” no sentido de garantir a concretização do projeto.

“Já vi tanta coisa, já vi tantos lançamentos e anúncios sobre o IP3”, diz o autarca, em jeito de desabafo. De seguida, chama a atenção para um ponto que considera essencial: mesmo com a melhoria deste itinerário principal, “não se pode perder de vista a solução estrutural”. E essa, explica, vai além do IP3. “É preciso concluir o IC2, no qual falta a ligação entre Nelas e Mangualde. E é necessário assegurar a ligação Sul à A13”. Só assim, conclui, se irá “permitir desencravar toda a ligação a norte de Coimbra e a sul da Guarda”.

MORADA POSTAL? É NO IP3

Igualmente satisfeito com as obras que se anunciam, mas não inteiramente rendido a toda a solução desenhada, está Álvaro Miranda, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3.

Miranda discorda de algumas características do projeto, como o facto de não haver um alargamento das pontes ou de se manter a via simples em alguns trajetos. “A nível de engenharia não há impossíveis. O que faltou foi vontade política” para requisitar mais meios financeiros para esta intervenção, afirma. Outros montantes permitiriam alargar pontes ou construir uma estrada em viaduto na zona da Livraria do Montejo, em que o IP3 (emparedado entre o rio e um parque natural, que não pode ser escavado) poderia crescer em viaduto, numa via sobreposta à atual.

Mas para já, a atenção da Associação está focada num ponto particular: os utentes aguardam que a Infraestruturas de Portugal lhes mostre o projeto da obra prestes a iniciar-se (informação que dizem ter-lhes sido prometida no verão passado, mas que ainda estão por receber).

Álvaro Miranda está sobretudo curioso em saber como será feita a “melhoria das acessibilidades locais”, garantia que consta dos planos governamentais, mas que a associação quer ver em que se traduz.

Algumas das melhorias previstas no troço que entrará em obra brevemente terão como implicação, garante Miranda, a proibição de circulação de tratores e de máquinas agrícolas num troço de quatro kms no qual até ao momento esses veículos podem transitar. “Queremos saber quais os caminhos alternativos para as pessoas se deslocarem para os terrenos agrícolas”, diz.

É que alguns dos residentes da zona, mesmo que queiram, não podem fugir do IP3. “Sabe que para algumas pessoas se trata do único acesso direto a casa?”, pergunta o porta-voz da Associação de Utentes. “Sabe que há pessoas, em Porto da Raiva, cuja morada é o IP3?”

“Não, não sabia”, responde o jornalista.

O facto, pitresco, encerra uma dimensão óbvia: também por ele se percebe como a estrada, construída há décadas, no período áureo do cavaquismo, foi um monumental erro de projeto. São esses males de origem do IP3 que estão agora em vias de começar a ser remediados.

Fonte: https://expresso.sapo.pt/sociedade/2...te#gs.7Q3EKMji
Ninguem edita estes artigos? Perdi a conta aos erros
transportfanboy no está en línea   Reply With Quote
Old January 21st, 2019, 11:58 PM   #700
TugaObserv
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Originally Posted by ljbk View Post
Já imaginaram alguem a afrouxar a vossa frente num "acesso particular" como este:


https://www.google.com/maps/@40.3029...7i13312!8i6656


???


Espero que esta requalificação acabe com isto !!!
Se não expropriarem principescamente a nem meia dúzia de casas que esse acesso (e o outro para entrada acima no IP3) dá acesso, ou fazerem uma estrada de kms para acesso só a essas casas e provavelmente a juntar a uma indemnização, ou o estado "roubar" os seus proprietários com "um caminho de cabras" dispendioso, não estou a ver uma solução para o problema sem um novo IP3 na zona...

Que a situação foi provocada por o IP3 ter sido mal engendrado no local na sua feitura e eventualmente também associado a "direitos adquiridos", ok. Mas o problema de raiz é que basicamente o IP3 entre Souselas e a Aguieira é uma estrada de montanha devido às limitações da orografia e da geografia da zona, é o que é.
TugaObserv no está en línea   Reply With Quote
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