Porto | Reabilitação do Pavilhão Rosa Mota - Page 3 - SkyscraperCity
 

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Old June 29th, 2009, 10:18 PM   #41
JoniP
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Se a câmara não está habilitada para gerir o pavilhão mais vale deixar para quem o sabe fazer.. Que espetáculos ou acontecimentos importantes houve no pavilhão nos últimos anos? A festa da nova era? Da radio festival? Exposições das escolinhas do Porto? O pavilhão está ao abandono.. Mais vale ter uma empresa privada que dinamise o pavilhão e a sua envolvente.. A câmara não vai dar ou vender o pavilhão sem desfazer-se dele.. Apenas vai deixar que uma empresa privada faça a sua gestão..
Muitas câmaras do país entregam a gestão das águas municipais a privados como a Indaqua em Matosinhos por exemplo.. Alguém se queixa? Claro que não.. É normal..
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Old June 29th, 2009, 11:34 PM   #42
Arpels
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Originally Posted by JohnnyMass View Post
o problema é com esta expansão do pavilhão vão destruir uma parte significativa do jardim envolvente, incluindo o lago e a cascata!
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Old June 29th, 2009, 11:54 PM   #43
Miguel_Arq
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O arquitecto responsável pelo projecto de remodelação é o mesmo que fez o projecto inicial do pavilhão.
Deve ter aí uns 90 anos!
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Old June 30th, 2009, 12:01 AM   #44
Andre_idol
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Boas noticias para o Porto

Falaram aqui em Rui Rio....podem sempre ir ao podcast da Antena3, procurar o programa "Prova Oral" com o Alvim, que o convidado hoje foi ele
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Old June 30th, 2009, 12:07 AM   #45
alldayeveryday
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Originally Posted by Andre_idol View Post
Boas noticias para o Porto

Falaram aqui em Rui Rio....podem sempre ir ao podcast da Antena3, procurar o programa "Prova Oral" com o Alvim, que o convidado hoje foi ele
Confere tambem ouvi...e gostei muito do que ouvi
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Old June 30th, 2009, 12:09 AM   #46
Arpels
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Originally Posted by Miguel_Arq View Post
O arquitecto responsável pelo projecto de remodelação é o mesmo que fez o projecto inicial do pavilhão.
Deve ter aí uns 90 anos!
bem estou abismado, o homem é já um monumento á disciplina de arquitectura moderna não?
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Old June 30th, 2009, 12:15 AM   #47
Miguel_Arq
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Originally Posted by Arpels View Post
bem estou abismado, o homem é já um monumento á disciplina de arquitectura moderna não?
O arquitecto chama-se José Carlos Loureiro e é um ilustre desconhecido.

"Esta terça-feira, na apresentaçãoapresentação do projecto, orçado em 19 milhões de euros, esteve José Carlos Loureiro, o arquitecto que idealizou há 57 anos o Pavilhão Rosa Mota. O arquitecto, apesar de estar ciente de que a estrutura necessita de "obras de manutenção", ressalva que "as características arquitectónicas não vão ser alteradas", até porque o pavilhão "está classificado pelo IPPAR" (Instituto Português do Património Arquitectónico). As obras de renovação arrancam para o ano. "

jpn
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Old June 30th, 2009, 12:28 AM   #48
Arpels
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não conhecia
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Old June 30th, 2009, 12:44 AM   #49
Miguel_Arq
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não conhecia
Nem eu...
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Old June 30th, 2009, 12:59 AM   #50
Arpels
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pronto, passamos a conhecer :p
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Old June 30th, 2009, 01:13 AM   #51
PortoNuts
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Originally Posted by Miguel_Arq View Post
O arquitecto responsável pelo projecto de remodelação é o mesmo que fez o projecto inicial do pavilhão.
Deve ter aí uns 90 anos!
Eu quando li que era o mesmo que tinha sido responsável pelo projecto nos anos 50 foi tipo...quando é que esta gente morre?

Vão acabar com a cascata? Pensei que o projecto de regeneração fosse incidir exclusivamente sobre o pavilhão propriamente dito.
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Old June 30th, 2009, 01:15 AM   #52
JoniP
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Segundo o arquiteto no lugar do lago que segundo ele actualmente é um charco vai nascer um espelho de água..
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Old August 16th, 2009, 10:56 AM   #53
fidalgo
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Segundo o arquiteto no lugar do lago que segundo ele actualmente é um charco vai nascer um espelho de água..
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Old August 16th, 2009, 11:49 AM   #54
Tripanario
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Com a quantidade de movimentos anti-isto e anti-aquilo, sobre a requalificação do Rosa Mota, prevejo que este seja mais um projecto para durar ad eternum.
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Old August 16th, 2009, 12:04 PM   #55
fidalgo
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Old August 16th, 2009, 12:14 PM   #56
fidalgo
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MEMÓRIA DESCRITIVA – PROJECTO DE ARQUITECTURA


1 - INTRODUÇÃO
A complexidade dos estudos e a escassez de tempo levam-nos a apresentar um conjunto
de desenhos, que embora realizados sem preocupações na sua técnica formal de
apresentação (desenho à mão livre), representam um sério esforço de resposta ao
programa que lhe serve de base.
Nele se define com bastante precisão, em plantas e respectivos perfis ou cortes, a nova
arrumação das plateias amovíveis, das bancadas fixas ou retracteis, dos camarotes, as
variantes para os campos de jogos ou palcos central ou de topo para grandes
espectáculos, o espaço livre para exposições, etc..
O conceito de também adequar o Pavilhão à realização de Congressos ou outras grandes
reuniões foi agora tido em conta com a adição de mais um espaço para 1.200 pessoas
sentadas, compartimentável em 3 salas para 400 pessoas cada ou 2 salas de 600
pessoas cada.
Com as duas salas de 500 e 300 pessoas, já incluídas no programa Expo, obtém-se uma
grande flexibilidade de utilização.

2 - INTEGRAÇÃO/ORGANIZAÇÃO DOS ESPAÇOS
2.1. – Com o rebaixamento do piso dos espectáculos da cota +3.30 para a cota 0,00 e
consequente aproveitamento da grande área de cave ( ± 5.000 m2 ) actualmente mal
utilizada, além de se melhorar substancialmente a capacidade em lugares com boas
condições de conforto e visibilidade e as acessibilidades, ganham-se áreas importantes
de construção já existente.
No entanto os grandes objectivos do projecto só serão alcançados com a construção
exterior ao perímetro do Pavilhão de uma área de cerca de 3.500 m2 com espaços
destinados especialmente a Congressos e afins e restaurante com a respectiva cozinha.
Sendo o Pavilhão considerado hoje património arquitectónico da Cidade, classificado pelo
IPPAR, esta intervenção deve pautar-se por grande rigor e respeito pelo carácter da obra,
quer nos trabalhos de recuperação e adaptação do edifício, quer nos volumes que o vão
acompanhar na sua envolvente.
Por isso estes novos volumes, em grande parte, se implantam à cota 0,00 ou mesmo -
0,45 para que as suas coberturas se desenvolvam abaixo da cota +3.30 que é,
actualmente a cota do pavimento principal do Pavilhão e dos seus jardins e plataformas
envolventes nos lados Norte, Este e Oeste.
A silhueta do Pavilhão manter-se-á integra, sem qualquer interferência, quando
observada da Rua D. Manuel II ou dos lados NE e NO.
Estas novas construções abrem-se através de discretas fachadas em vidro sobre a Avª
das Tílias ( sala para 500 pessoas, 3 salas de pequenos grupos 10 a 15 pessoas e
restaurante).
A sala para 1200 pessoas implanta-se a Sul do Pavilhão, em longo prisma de 56 x 20 m,
uma altura que se reduzirá ao mínimo com o desenvolvimento dos estudos e que agora
se estima em cerca de 5 m, excedendo apenas em 1,70 m a cota geral de +3.30.
Quasi tocando o Pavilhão junto do seu pórtico nº 16 mas afastando-se vigorosamente na
direcção do SO com absoluto respeito pelas árvores existentes enquadrará com o
restaurante, um belo espaço preenchido com um espelho de água tendo como pano de
fundo o Pavilhão (v. fotomontagem).
Esta sala de 1.200 pessoas abrir-se-á na sua fachada SE sobre a magnificência da
paisagem do Douro e das sua margens de Porto e Gaia (ver foto montagem).
A seguir referem-se com mais pormenor elementos que permitem avaliar as
potencialidades e a flexibilidade que o estudo prévio já deixa antever.

2.1.1. – ÁREAS/TIPOS DE UTILIZAÇÃO/CAPACIDADES
Espaços livres no Piso 0 para utilização para exposições ou eventos de outra natureza
com as seguintes áreas:
arena central ( bancadas retrateis recolhidas) 1.550 m2
foyer/espaço multifunções anexo 500 m2
sala polivalente (1.200 pessoas) 1.000 m2
foyers anexos 250 m2
Soma 3.300 m2

2.1.2. - Estes espaços poderão ser utilizados para outras actividades de acordo com o
estudo (desporto,concertos, festas) utilizando então as bancadas retrácteis, plateias ,
bancadas fixas,etc.com várias alternativas de acordo com as seguintes capacidades.

2.1.2.1. – ANDEBOL/HÓQUEI EM PATINS
Bancadas entre cotas 0.0 e + 3.30 (retracteis) :
Este ------------------------------------------------- 353
Oeste ----------------------------------------------- 353
Idem entre cotas + 3.30 e + 4.60 :
Sul --------------------------------------------------- 350
Idem entre cotas +3.30 e + 7.50 :
este/oeste/norte ----------------------------- 2.145
Camarotes e bancada (cota + 10,10) ------ 1.293
Bancada (cota +12.40) + cabines
jornalistas, etc. ----------------------------------- 1.204
Total 5.698 lug.

2.1.2.2. – BASQUETEBOL/VOLEIBOL
Bancadas entre cotas 0.0 e +3.30 (retracteis) :
Sul ------------------------------------------ 340
Norte --------------------------------------- 340
Este ----------------------------------------- 353
Oeste --------------------------------------- 353_________________________
1.386
Idem entre cotas + 3.30 e + 4.60 :
Sul ------------------------------------------ 350 350
Idem entre cotas + 3.30 e 7.50 :
Este/Oeste/Norte ---------------------- 2.145 2.145
Camarotes e bancada (cota + 10.10) 1.293
Bancada (cota + 12.40) + cabines p /trad. simultânea,
jornalistas 1.204___
Total 6.378 lug.

2.1.2.3. - VERSÃO PALCO CENTRAL
Plateia 538
Bancadas entre cotas 0.0 e +3.30 :
Sul ------------------------------------------ 340
Norte --------------------------------------- 340
Este ----------------------------------------- 353
Oeste --------------------------------------- 353_____________________________
1.386
Idem entre cotas + 3.30 e + 4.60 :
Sul ------------------------------------------ 350 350
Idem entre cotas + 3.30 e 7.50 :
Este/Oeste/Norte ---------------------- 2.145 2.145
Camarotes e bancada (cota + 10.10) 1.293
Bancada (cota + 12.40) + cabines p./trad. simultânea,
jornalistas 1.204___
Total 6.916 lug.

2.1.2.4. – VERSÃO PALCO DE TOPO
(Considerando o fundo opaco)
Plateia 756
Bancadas entre cotas 0,0 e +3.30.
Norte ------------------------------------- 340
Este -------------------------------------- 353
Oeste ------------------------------------ 353___________________________
1.046
Idem entre cotas +3.30 e 7.50 2.100
Idem camarotes e bancada
(não considerada nos módulos entre eixos
radiais nº 12 e 21) 800
Bancada (cota +12.40) 700
(não considerada nos módulos entre eixos
radiais nºs 11 e 22)
______
Total 5.402

2.1.3. – FLEXIBILIDADE
Considerando que um dos objectivos do projecto é dotar o Porto e o Norte de um grande
Centro de Congressos o estudo propõe um esquema flexível sintetizado nas plantas nºs
7, 7ª e 7B.
O grande espaço existente que com a sua plateia e bancadas pode receber uma
assembleia de cerca de 7000 pessoas expande-se ao nível 0.0 com o programa seguinte:
a) sala de reuniões para 500 pessoas
b) sala de reuniões para 312 pessoas
c) sala de reuniões para 1.200 pessoas, compartimentável em 3 salas de 400 pessoas ou
2 salas de 600 pessoas
d) 2 salas para 10 pessoas
e) 2 salas para 15 pessoas
f) espaços para foyer com 550 m2 dotado c/ espaço/balcão de secretariado c/ 80 m2 e
bar
g) foyer secundário com 350 m2 junto das sala a) e b)
h) foyer com 350 m2 junto da sala c)
i) espaço de recepção e distribuição de cattering com 160m2 podendo estar em contacto
directo com a cozinha prevista para o restaurante.

2.1.3.1. – Independentemente de outras alternativas que poderão ser adoptadas,
apontam-se as seguintes hipóteses de funcionamento :
- Utilização autónoma da grande nave para desporto,música,etc.
- E em simultâneo a actividade de congresso nas salas a) b) e c). Para isso basta
bloquear as 3 portas de contacto entre as 2 zonas.
- Deverão adoptar-se cuidados especiais para obter o conveniente isolamento acústico.
Ambas as zonas dispõem dos necessários apoios em inst. Sanitárias, bares,etc..
- Funcionamento de todo o complexo para actividades de um grande congresso que
poderá atingir ± 7.000 pessoas.
- Funcionamento autónomo da sala c) de 1.200 pessoas com o seu foyer e inst.
sanitárias próprias e ainda acesso próprio a partir da Avª das Tílias.

2.1.4. – SERVIÇOS DE APOIO
2.1.4.1. – Inst.sanitárias de acordo com as várias hipóteses apontadas para utilização
dos espaços agora previstos em projecto, articulados com os esquemas de acessos e o
número de pessoas a servir prevêem-se as seguintes instal. sanitárias :
- No Piso 0, 2 grupos exclusivos para a área de Congressos ; um junto das salas de 500 e
312 pessoas e outro junto da sala de 1.200.
- No Piso + 3.30 duas grandes baterias suficientes para os utentes do Piso 0 e para os
das bancadas com acesso a esse nível +3.30 (4.400 pessoas).
- No nível +7.10, em locais onde seja viável fazer as respectivas colunas de descarga,
sem afectar a integridade do edifício existente, prevêem-se 2 baterias para o público das
bancadas (2.200 pessoas) e outras duas para os detentores de camarotes (270 pessoas).
- No nível +10.10, integrada no camarote VIP, uma inst. sanitária na prumada da coluna
de uma das baterias do Piso +3.30.
- Outras inst. sanitárias equiparão áreas de serviço, cabines/vest. camarins,etc.

2.1.4.2. – BARES
- A possível ocupação da arena ao nível 0.0 por plateia ou mesmo por público em pé,
artistas, jogadores, justificará possivelmente o funcionamento de dois bares abertos para
uma ampla galeria/foyer com uma largura média de 6 m podendo no entanto optar-se
pelo funcionamento de um só.
-No nível +3.30 localizam-se dois amplos bares com áreas de foyer adjacentes de 350 m2
cada. Há que contar no entanto que eles devem servir cerca de 6000 pessoas.
- No nível +7.10 localiza-se pequeno bar para serviço dos camarotes.
Junto do camarote VIP um anexo exclusivo para café/bar.

2.1.4.3. – SERVIÇOS TÉCNICOS
Com acesso pelo arruamento que ladeia o Pavilhão pelo lado Este, em plataforma já
existente no jardim, entrada para serviços técnicos constituídos por áreas de armazém
somando 630 m2, local para instalação dos quadros eléctricos centrais e central de
AVAC com 540 m2. Esta central irá beneficiar, para as suas indispensáveis tomadas de
ar de três vastos poços ingleses já existentes e que vão indicados nos desenhos. O nível
do pavimento será rebaixado para o nível -0,40/0,45 para se garantir maior
disponibilidade para fazer circular tubagens de líquidos e condutas de ar novo.
Um corredor com a largura de 3,60 m proporcionará bons circuitos de serviço, autónomos
em relação a circuitos de espectadores, no entanto com boas e francas ligações com
outros sectores. Em vários locais indicados no estudo já se apontam sub-estações AVAC
locais e áreas que, obviamente, deverão ser verificados no desenvolvimento do projecto.
Os “chillers” de produção de frio/calor serão localizados numa zona do parque/jardim
bastante discreta, fora das zonas procuradas pelos seus utilizadores. (v. planta 0.0).
Será feita ligeira alteração na via de acesso a esta entrada de serviço para possibilitar o
trânsito de pesados.
Indicam-se igualmente os acessos de serviço à cozinha do restaurante e a área de
recepção e distribuição de cattering que deverão obedece a horários de funcionamento
adequados de forma a perturbarem no mínimo a Avª, das Tílias, o Centro de Congressos
e o Restaurante.

2.2. – CIRCULAÇÕES
Embora condicionado pela estrutura de acessos (escadas e galerias) projectada em
1952, o esquema de circulações de espectadores e outros agentes no Pavilhão do
Palácio de Cristal, apresenta-se, segundo cremos, bastante claro e eficaz no seu
funcionamento (v. plantas nº 7 e 8 ).
As coxias e saídas foram dimensionadas com as UP adequadas ao número de
espectadores servidos.
Junto das entradas/saídas principais que se situam no nível +3,30 (nível da plataforma ao
ar livre que envolve o Pavilhão, criam-se, no interior, grandes espaços de descompressão
ou foyer com alternativas diversificadas de saída.
De notar que as largas escadas, que descem das cotas +12.40, +10.10 e +7.10,
desembocam sempre em zonas cobertas permitindo o inevitável “ ralentissement”, em
caso de chuva.
Doze lugares para carros de deficientes situam-se no Piso dos acessos principais (+3,30)
não exigindo rampas, nem meios mecânicos de auxílio. Neste mesmo piso se situam 2
cabines sanitárias para estes espectadores deficientes e também os grandes bares.
A realização dos espectáculos, agora no Piso 0,00, altera os ângulos de visibilidade que
determinaram os perfis de galerias e bancadas em 1952.
Os novos perfis agora definidos (v. cortes eixos N/S e E/O) parecem garantir níveis
aceitáveis de visibilidade, especialmente em espectáculos com palco que se pode
considerar muito boa.

3 – SEGURANÇA

3.1. – Á já referida clareza de percursos e seu dimensionamento associa-se um certo
número de saídas de emergência.
Não parece contudo impossível melhorar o sistema com o desenvolvimento do projecto
de segurança e a cooperação do BSB (já contactado) e de outras Entidades que devam
pronunciar-se.

4 – ACÚSTICA

4.1. – Está a ser feita uma análise prévia às condições acústicas do espaço da grande
nave.
As exigências da sus qualidade aumentam extraordinariamente com o novo programa.
Iremos coordenar com os nossos Técnicos as novas soluções, que poderão integrar a
correcção acústica, o obscurecimento do espaço, a iluminação artificial, etc.

5 – ESTRUTURAS DO EDIFICIO

5.1. – Foi possível encontrar no Arquivo Municipal elementos do projecto original de
estruturas, muito importantes para o conhecimento da obra realizada.
Estes elementos já entres ao Gabinete GEG – Gabinete de Estruturas e Geotecnia, Ldª
nosso assessor para o projecto, estão a ser analisados devendo seguir-se uma
caracterização do estado da estrutura
Transcrevemos nota que oportunamente nos foi remetida pelo GEG, Ldª constituindo o
programa de acções que se prevêem :

5.2. - Análise do Estado Actual da Estrutura
A reabilitação e adaptação do edifício provoca uma intervenção ao nível estrutural que obriga a
uma caracterização profunda do seu estado.
A finalidade da intervenção deve-se portanto à necessidade de avaliação das condições da
estrutura e dos seus elementos constituintes, sendo também importante caracterizar o efeito de
anomalias provocadas por acções de utilização anterior nomeadamente corrosão de armaduras,
ataque químico no betão, etc.. Ainda se impõe adequabilidade da nova regulamentação
designadamente ao sismo e características de durabilidade.
A avaliação do estado de uma estrutura não é absoluta e não existem critérios
unanimemente aceites para avaliar a funcionalidade destas, portanto é necessário recorrer a uma
apreciação criteriosa e sensata utilizando ferramentas de cálculo adequadas para concluir do
reforço ou não, pois este é o maior ónus.
O plano da investigação será efectuado pelo projectista e será executado por consultores e
laboratórios de materiais especializados a contratar pelo Dono de Obra.
Âmbito e Metodologia
a) Recolha e análise de informação
b) Visita de Inspecção
c) Ensaios Não Destrutivos Básicos ”in situ”
d) Sondagens Exploratórias
e) Ensaios Laboratoriais
f) Análise e Relatório
- Modelação e calculo da estrutura existente
Deverá ser desenvolvido um modelo de cálculo tridimensional da estrutura existente, utilizando o
método de elementos finitos para avaliar os esforços e a capacidade resistente para o uso actual
e para o uso futuro, pela introdução de novas cargas( por exemplo a teia metálica de palco ).
Realização do projecto de reforço.
– Projecto da teia metálica suspensa da estrutura existente verificação da capacidade
desta ultima para as cargas pretendidas ou definição das máximas admissíveis.
– Projecto de estruturas para as áreas de construção nova.
– Projecto de estrutura metálica (eventualmente desmontável) para as bancadas com
carácter fixo em perfeita coordenação com o respectivo projecto de arquitectura.
– Projecto de adaptação das estruturas existentes a necessidades resultantes dos novos
projectos, tais como aberturas para passagem de condutas, de instalação de elevadores,
novas escadas,etc.etc.

6 – INSTALAÇÕES TÉCNICAS

6.1. – Na elaboração das fases seguintes do projecto será feita análise da possibilidade
de utilização de redes existentes de esgotos e outras, com vista a evitar gastos inúteis.

6.2. – Será igualmente estudada a hipótese de implantar, no recinto envolvente ao
edifício, painéis solares para produção de água quente para consumo e, eventualmente,
para auxílio aos sistemas de climatização do edifício.


Porto,5 de Agosto de 2008
fidalgo no está en línea   Reply With Quote
Old August 16th, 2009, 12:16 PM   #57
Barragon
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Acho que já tinha visto vai ficar horrível
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Old August 16th, 2009, 12:19 PM   #58
fidalgo
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PDF (com desenhos técnicos): http://www.campoaberto.pt/palacio_cristal/ANEXO4.pdf
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Old August 17th, 2009, 12:05 AM   #59
Viriatuus
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É mais uma "requalificação" sem nexo, eu diria Portocinzentismo à la Cinz... digo Siza...
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Old August 17th, 2009, 12:18 AM   #60
PortoNuts
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O projecto desilude-me, como já disse anteriormente. A única coisa que quero é que o Rosa Mota passa a ser ponto de passagem de eventos desportivos, musicais e empresariais de médio/grande porte. Está ao «abandono» há demasiado tempo.
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