Fotografias e Notícias do Reino de Neptuno e Salácia - Page 25 - SkyscraperCity
 

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Old December 3rd, 2019, 12:01 AM   #481
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Emergência resolvida no Tejo. Caudal do Tejo vai ser regularizado em dezembro

Em declarações à TSF, João Pedro Matos Fernandes confirma que a reunião já aconteceu, e garante que o Governo espanhol prometeu resolver o quase esvaziamento da barragem de Cedillo até 15 de dezembro.

O Governo espanhol compromete-se a compensar o caudal do Tejo até 15 de dezembro. Depois do quase esvaziamento da barragem de Cedilho, o ministro português do Ambiente pediu uma reunião de urgência a Espanha.

Em declarações à TSF, João Pedro Matos Fernandes confirma que a reunião já aconteceu. "A reunião foi feita - não por mim, mas pelo nosso embaixador em Madrid -, e Espanha, ao pedido que o Governo português fez, subscrito por mim, respondeu sim e comprometeu-se com a data de 15 de dezembro para estar regularizado", assevera o governante.

A trabalhar de momento com as autarquias afetadas pela barragem para que "os prejuízos sejam rapidamente financiados pela Agência Portuguesa do Ambiente", João Pedro Matos Fernandes explica que uma reunião direta com a ministra espanhola do Ambiente já não é urgente, porque a situação está ultrapassada.

O ministro do Ambiente está em Madrid para participar na cimeira do clima, e espera apresentar os resultados do trabalho feito em Portugal para combater as alterações climáticas. "Não deixa de ser importante o que a OCDE decidiu ontem relativamente à sugestão de limitação dos investimentos, dos empréstimos, para desenvolver tecnologias com base em combustíveis fósseis. Nós assinámos antes do verão, com toda a banca comercial portuguesa, um compromisso para o financiamento sustentável", relata.

Matos Fernandes afirma que a declaração de uma situação de emergência climática por parte do Parlamento Europeu é bem-vinda, mas lembra que Portugal já tratava o tema com essa seriedade. De acordo com o ministro, "Portugal não esperou pela declaração de emergência climática para fazer o seu trabalho". O governante não tem dúvidas: "Nós estamos em emergência climática, e é por isso que nos comprometemos com a neutralidade carbónica para 2050 e fixámos a próxima década como a mais relevante de todas."

Para essa meta contribuem passos dados que Matos Fernandes elenca: "55% da eletricidade que consumimos tem origens renováveis" e um investimento em "709 autocarros de elevada performance ambiental".

Paulo Constantino, do Movimento ProTejo, assinala, no entanto, que "repor os níveis regulariza o caudal, mas não ficam resolvidos os impasses de cerca de dois meses de albufeira com menos de 20 metros de quota, e, com o rio Sever seco, não ficam revertidos os impactos ambientais, financeiros e sociais".

"É preciso reverter esses impasses e proceder a medidas de compensação desses impactos no tecido económico e social daquela região", argumenta ainda o ambientalista.

Paulo Constantino explica que a situação "foi resolvida com transferência de água a montante, o que poderia ter sido feito mais cedo", e que estará mesmo "em vias" de ficar sanada. Ainda assim, para o representante da ProTejo, é importante notar que "os caudais não foram cumpridos por Espanha nas últimas duas semanas de outubro", pelo que, "na reunião que vai ter com Espanha, o Governo deve acordar compensações em termos de reabilitação do rio e também que esta situação não se repita".

Fonte: https://www.tsf.pt/portugal/politica..._R5zovOFvHYsbc
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Old December 6th, 2019, 12:02 AM   #482
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Encontrados 100 kg de lixo no estômago de baleia


Foi encontrada uma baleia morta com uma bola de lixo de 100 quilos no estômago. O cetáceo ficou preso na ilha de Harris, no Reino Unido. Falamos com Ana Marçalo, investigadora do CCMAR.

https://observador.pt/programas/e-mc...pdrBSSd78newcs
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Old December 6th, 2019, 02:05 AM   #483
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Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática abre em 2020


Direcção-Geral do Património Cultural anuncia a inauguração das novas instalações em Xabregas até ao final do primeiro trimestre do próximo ano. Sindicato alerta para a falta de trabalhadores na ária náutica e subaquática.

As novas instalações do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), em Xabregas, na zona oriental de Lisboa, vão ser inauguradas “até ao final do primeiro trimestre de 2020”, disse à Lusa fonte oficial.

A “conclusão dos trabalhos” está prevista “até ao final do ano”, “a mudança, para o início de 2020, e a inauguração até ao final do primeiro trimestre de 2020”, adiantou a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), com o Laboratório de Conservação e Restauro do CNANS, a iniciar a actividade no local, nessa altura, embora o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (Starq) alerte para a falta de trabalhadores na ária náutica e subaquática.

Alterações climáticas: as melhores imagens da Reuters são as piores para o ser humano
A confirmação das datas de abertura coincide com a assinatura de um protocolo entre a DGPC, a Marinha e a Autoridade Marítima Portuguesa, entre outras entidades, com vista ao estudo e investigação na arqueologia subaquática, e também com a assinatura, por Portugal, do Mecanismo Financeiro EEA Grants, que inclui, entre outras áreas, a “reabilitação e requalificação do património cultural costeiro”.

O Starq, por seu lado, em comunicado enviado à agência Lusa, alerta para o facto de que “as obras do CNANS continuam atrasadas”, e sublinham a existente falta de trabalhadores. “Sem o reforço do número de trabalhadores, o CNANS não conseguirá cumprir as suas atribuições, nem de perto nem de longe”, diz o sindicato.

Em Abril, o Starq marcou uma greve, reclamando melhores condições de trabalho e o aumento de pessoal especializado nesta área, que reúne cerca de 80 profissionais, considerando necessários mais 49 trabalhadores. A marcação da greve sucedeu-se a contactos com a DGPC, cujos resultados o sindicato considerou insatisfatórios. Na altura, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, mostrou-se aberta a “chegar a um consenso” com os trabalhadores de Arqueologia desta direcção geral.

Um mês mais tarde, numa audição parlamentar, admitiu a abertura de concurso para “10 a 11 arqueólogos”, facto que o ministério confirmou à Lusa em Julho, com o recrutamento de trabalhadores para o CNANS e para o Laboratório de Arqueociências, “perfazendo um total de mais 10 arqueólogos ao serviço da DGPC”.

Nessa altura, o ministério adiantou também a continuação de negociações com o sindicato e a realização de uma “análise completa e exaustiva” ao sector, “fundamental” para poder “dar uma solução eficaz que permita resolver as dificuldades que se arrastam há anos”, tendo já em conta o Orçamento de Estado para 2020.

Protocolo com a Marinha

No âmbito da investigação histórica e valorização do património cultural subaquática, a DGPC assinou, entretanto, um Protocolo de Cooperação com a Marinha Portuguesa, a Autoridade Marítima Portuguesa, a Câmara Municipal de Cascais e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O documento, assinado na passada sexta-feira, congrega todas as instituições com responsabilidades na área do estudo e investigação, como na salvaguarda deste património na área da arqueologia subaquática. Na ocasião, a directora-geral do Património Cultural, Paula Araújo Silva, disse que o funcionamento do Laboratório de Conservação e Restauro do CNANS, nas novas instalações de Xabregas, terá início no primeiro trimestre do próximo ano.

O Mecanismo Financeiro EEA Grants 2014-2021, que inclui, entre outros, o Programa Cultura, prevê também “a reabilitação e requalificação do património cultural costeiro”, segundo a DGPC. O EEA Grants visa “fortalecer a cooperação cultural em Portugal, com o apoio da Islândia, Liechtenstein e Noruega, os Estados doadores”, e tem uma dotação orçamental total de 10.588.235 euros.

Este programa contempla a “digitalização e divulgação de património fílmico com forte ligação ao mar, de forma a contribuir para melhor compreensão das tradições e identidades nacionais”, e a “capacitação e competências para a conservação e gestão do património cultural subaquático”, com um dotação de 995 mil euros, sendo “o seu principal objectivo desenvolver uma nova abordagem a nível da salvaguarda, protecção, conservação, preservação in situ, monitorização e divulgação do património arqueológico náutico e subaquático”, como escreve a DGPC.

Está assim previsto um “programa de formação e capacitação no âmbito da gestão, conservação e divulgação do património cultural subaquático”, a “conservação e monitorização do património cultural subaquático” e a “gestão da paisagem cultural marítima”. O programa prevê ainda a “divulgação, publicação e acesso ao património cultural de cariz náutico e subaquático”, na vertente “não digital”, contemplando a exposição de peças em museus, a instalação de itinerários de património subaquático para mergulhadores e integração no turismo de mergulho, assim como exibição de rua dentro de comunidades pesqueiras.

Na vertente “digital” prevê a actualização do sistema informático “Endovélico”, de informação e gestão de dados do património arqueológico terrestre e em meio aquático, e da actividade arqueológica em Portugal, e o desenvolvimento de modelos 3D, assim como a reconstrução virtual, “permitindo a visualização de sítios arqueológicos subaquáticos para não mergulhadores”.

Segundo o Starq, “os cinco trabalhadores que entrariam [na DGPC] através do EAA Grants – três arqueólogos e dois conservadores-restauradores – não entraram no serviço”, e acrescentam: “Nem conhecemos qualquer processo formal de recrutamento”. O sindicato exige “um processo de recrutamento transparente como também o estabelecimento de vínculos laborais estáveis com estes trabalhadores”, recrutados no âmbito de programas com limite temporal.

Fonte: https://www.publico.pt/2019/12/03/cu...qSJYFJZBjx3MIg
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Old December 12th, 2019, 11:26 PM   #484
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David Melgueiro (1951-1992), construído na Holanda para a SNAB. Com cerca de 80 metros de comprimento e 11,8 metros de boca, era o maior arrastão clássico do mundo.

Em 1953 bateu o recorde de capturas com 1.612 ton numa só campanha!



https://www.facebook.com/bacalhoeiro...type=3&theater
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Old December 22nd, 2019, 09:10 PM   #485
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Descoberto Importante Tesouro Natural no Estuário do Sado


A expedição de mergulho mais recente do projeto Guardiãs do Mar: Mulheres Pescadoras Líderes da Conservação do Oceano, liderado pela exploradora da National Geographic Raquel Gaspar, encontrou uma importante comunidade de cavalos-marinhos no Sado.


O projeto ‘Guardiãs do Mar: Mulheres Pescadoras Lideres da Conservação do Oceano’ que tem como foco mulheres pescadoras que lideram a conservação do estuário do Sado, para o qual Raquel Gaspar obteve uma bolsa de exploração da National Geographic, continua a mapear as pradarias marinhas e a monitorizar o seu estado de preservação.

As palavras de Raquel transbordam o encanto deste habitat: “Quando mergulhamos nas pradarias entramos numa água verde jade. Temos pouca visibilidade. Às vezes quase apenas um palmo, outras vezes uns 3 metros. Mas quando damos por nós estamos dentro de uma floresta de ervas e algas onde os juvenis de muitas espécies encontram abrigo e alimento. Quase sempre encontramos ovos de choco. E encontramos sempre muitos cavalos-marinhos-de-focinho-comprido. Esta espécie depende das pradarias marinhas para se alimentar e esconder dos predadores.”

Em outubro, a equipa de biólogos marinhos do projeto, realizou mais uma expedição de mergulho, desta vez na pradaria de Cymodocea nodosa - uma espécie de erva marinha vulnerável segundo a categoria de ameaça UICN em Portugal. Raquel Gaspar, cofundadoura da Ocean Alive foi acompanhada pela sua, a bióloga Sílvia Tavares e por biólogos do Centro de Ciências do Mar (CCMAR).

A bordo da embarcação da Reserva Natural do Estuário do Sado esteve Miguel Correia, biólogo do CCMAR especialista em cavalos-marinhos. Fascinado descreve este local como um “tesouro do Sado” pela importante comunidade de cavalos-marinhos que vive nestas pradarias marinhas.

O cavalo-marinho-de-focinho-comprido, que vive nestas águas, é extremamente dependente das pradarias marinhas, habitat por excelência, onde se alimenta e se abriga contra predadores. Miguel Correia alerta que “caso não sejam tomadas medidas de proteção, as populações de cavalos-marinhos podem sofrer um acentuado decréscimo do seu número de efetivos, ficando assim suscetíveis à extinção local. O desaparecimento desta população é uma séria ameaça ao seu estatuto de conservação global.”


Guardiãs monitoras das pradarias marinhas

Através do projeto Guardiãs do Mar, a Ocean Alive criou novas profissões para as pescadoras, valorizando a sua sabedoria. Raquel Gaspar treinou cinco mulheres da comunidade piscatória como monitoras das pradarias, ensinando-as a utilizar o GPS e a mapear as manchas deste habitat. Hoje, cinco casais de pescadores do estuário do Sado colaboram com o projeto, constituindo este trabalho um rendimento complementar ao que obtêm pela atividade da pesca.


Uma das pescadoras que integram o projeto Guardiãs do Mar durante a monitorização às pradarias marinhas do Estuário do Sado.

Durante as grandes marés baixas, as pescadoras contornam as manchas de pradarias que ficam fora de água. Nas marés mortas vão de barco, com os maridos, recolher informação sobre a localização das pradarias que estão imersas. De regresso a casa os dados são recebidos por uma bióloga assistente do projeto, também da comunidade piscatória, que os prepara e envia para a equipa do CCMAR. Desde agosto foram mapeados 15 bancos de pradarias no Estuário do Sado. Explore onde se localizam os bancos de pradarias, através da ferramenta de zoom no mapa.


Localização de alguns dos bancos de pradarias marinhas no Estuário do Sado.

As pradarias marinhas são um dos habitats do planeta mais desconhecidos e com mais valor, pela sua função de maternidade e sumidouro de carbono. O projeto apoiado pela bolsa da National Geographic espera ter como impacto a proteção e restauro deste habitat.

Nota: Este artigo teve os contributos de Raquel Gaspar e Miguel Correia, biólogo do CCMAR especialista em cavalos-marinhos.

Fonte: https://www.natgeo.pt/ciencia/2019/1...2J_DUWW4Hn_3qE
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Old December 30th, 2019, 01:51 AM   #486
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Old January 4th, 2020, 11:19 PM   #487
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Marinha salvou mais de 240 pessoas em 511 missões em 2019

Taxa de sucesso das missões da Marinha é de quase 100%.

Em 2019, a Marinha Portuguesa salvou 241 pessoas na área marítima de Portugal, em mais de 500 ações de busca e salvamento com uma taxa de sucesso de quase 100%.

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Old January 5th, 2020, 12:17 PM   #488
Barragon
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então 511 - 240 = 271 missões sem salvamento... o que fizeram ? 100% ?
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Alcobaça :: Mosteiro de Alcobaça :: Batalha :: Leiria

Fat people are harder to kidnap
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Old January 5th, 2020, 06:39 PM   #489
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Old January 5th, 2020, 06:44 PM   #490
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Sagres zarpa este domingo para viagem que Magalhães fez há 500 anos. E leva a bandeira olímpica


Navio Escola Sagres. Em dezembro de 2019, junto à Gare de Alcântara em Lisboa

Marcelo Rebelo de Sousa assiste à partida da Sagres e faz a entrega solene da bandeira nacional que será usada pela delegação portuguesa na abertura dos Jogos Olímpicos de 2020, no próximo mês de julho, ao comandante do navio escola. A ida a Tóquio é um ‘pequeno’ desvio que a Sagres faz na sua mais longa viagem de sempre para celebrar o V centenário da expedição de Fernão de Magalhães, o mais audaz navegador de todos os tempos

A volta ao mundo da “Sagres” é uma aventura ‘dois em um’, que leva até Tóquio a bandeira da delegação portuguesa às Olimpíadas de 2020 e visita muitos destinos da rota magalhânica durante 371 dias.

Ao contrário da expedição comandada por Fernão de Magalhães há 500 anos — que saiu de Sevilha a 10 de agosto de 1519 — a Sagres sai de Lisboa, mais precisamente da zona do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, pelas 11h30 de 5 de janeiro.

A armada de Fernão de Magalhães — que muitos historiadores consideram o mais genial navegador de todos tempos — era composta por cinco naus, e a Sagres parte sozinha para uma aventura que vai ser longa, mas menos terrífica do que aquela que mais de duas centenas de homens enfrentaram há cinco séculos.

UMA MULHER NO LEME

A provar que os tempos mudaram, ao leme da Sagres está a tenente Diana Azevedo, que entrou para a Marinha em 2008. Diana tem 29 anos e encara esta viagem como o seu maior desafio profissional: “Vou aprender muito na minha área, a meteorologia. Vai ser uma experiência totalmente diferente do que estávamos habituados, principalmente pela duração da missão” explicou à agência Lusa.

Tenerife, no arquipelago das Canárias, vai ser a primeira das 23 escalas da Sagres, a 13 de janeiro.
A “Sagres” vai ser uma verdadeira embaixada de Portugal na capital do Japão — onde atracará a 18 de julho — apesar da ida a Tóquio representar um pequeno desvio à viagem que Magalhães começou e o basco Elcano terminou.

O comandante da Sagres Maurício Camilo fala da viagem em que participam 144 pessoas, neste Podcast do Expresso, que pode ouvir clicando neste ficheiro de audio.


Mapa com a rota da expedição de Fernão de Magalhães (1519-1521) produzido circa 1754 segundo uma projeção de Mercator

A primeira viagem do navio escola Sagres começou a 25 de abril de 1962. Desde então a Sagres já fez três viagens de circum-navegação (1978/79, 1983/84 e 2010), mas nenhuma delas foi tão longa (em dias) como esta.

Para alimentar os 144 tripulantes, a dispensa de bordo está recheada de arroz, massa e enlatados. Há fruta e legumes que duram até à próxima escala e os frigoríficos levam cerca de “12 mil quilos de carne e peixe” congelados de acordo com a Lusa. Para que não falte nada, duas toneladas de bacalhau, três mil quilos de batatas e mil de cebolas.

As garrafas de plástico foram vetadas, em nome das boas práticas ecológicas, e foi feito um protocolo com a Epal para garantir um sistema de purificação de água.


O navegador português Fernão de Magalhães zarpou de Sanlucar de Barrameda a 20 de setembro de 1519. Foi morto nas Filipinas e não completou a viagem

QUEM FOI FERNÃO DE MAGALHÃES?

Era português apesar dos espanhóis o terem tentado ‘nacionalizar’. Poderá ter nascido em Sabrosa, como defende José Marques (presidente da unidade que coordena as comemorações do lado português), ou poderá ter nascido no Porto, como admite Paulo Jorge de Sousa Pinto, investigador do CHAM da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Este génio da navegação tinha 39 anos quando partiu para a sua expedição ao serviço da coroa espanhola. Visto do futuro, podemos dizer que D. Manuel, rei de Portugal, avaliou mal o projeto de Magalhães e recusou-lhe “um aumento da sua pensão”, como disse o historiador Luís Filipe Thomaz, autor do livro “O drama de Magalhães e a volta ao mundo sem querer”.

Mas a expedição foi de facto um empreendimento internacional, no sentido contemporâneo do termo, que aliou o saber português, ao capital espanhol, e reuniu a bordo homens dos quatro cantos do mundo. A bordo esteve também o cronista italiano Antonio Pigafetta, cujo precioso relato permite reconstituir os acontecimentos.

Dos 239 homens e cinco naus que zarparam de Sevilha em agosto de 1519, regressaram, em setembro de 1522, 18 marinheiros famélicos numa única nau. Magalhães foi morto nas Filipinas e nunca voltou.

A sua morte fez com que os sobreviventes que tinham menos conhecimentos como navegadores, procurassem uma nova rota de regresso. E foi assim que o basco Juan Elcano se celebrizou com a sua viagem de volta ao mundo.

O Expresso vai acompanhar a aventura da Sagres e contar muitas histórias aos seus leitores nos próximos 371 dias.

Fonte: https://expresso.pt/sociedade/2020-0...pCMnysyM81-P3A
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Old January 5th, 2020, 06:45 PM   #491
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Partida do navio escola Sagres

Lisboa, partida do navio-escola Sagres, com 40 cadetes a bordo, do 1º ano da Escola Naval do curso Sacadura Cabral.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/pa...kb4JU4LaHAj29I
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Old January 5th, 2020, 06:49 PM   #492
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Portugal é um dos países mais vulneráveis à subida do nível do mar, alerta comunidade científica

O Diário de Notícias acompanhou um estudo apresentado por uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que além de alertar para a ocorrência de mais desastres naturais, como ciclones e furacões, diagnosticou que Portugal é um dos países mais vulneráveis à subida do nível médio do mar.


Os especialistas estão de acordo quando dizem que Portugal é um dos países mais vulneráveis à subida do nível do mar, deixando o alerta de que é preciso pensar numa nova gestão sustentável para o litoral.

O Diário de Notícias acompanhou um estudo apresentado por uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que além de alertar para a ocorrência de mais desastres naturais, como ciclones e furacões, diagnosticou que Portugal é um dos países mais vulneráveis à subida do nível médio do mar.

Segundo a aplicação “Cartografia de risco costeiro associado à subida do nível do mar como consequência das alterações climáticas”, criada pela mesma equipa, sob coordenação de Carlos Antunes, 146 mil pessoas que vivem na faixa de risco em 11 concelhos e distritos de Portugal continental podem ficar numa situação vulnerável já em 2050, perante uma subida média de um metro no nível do mar.

Nas projeções para 2100, o número sobe para 225 mil, tendo em conta a vulnerabilidade física costeira, cruzada com um cenário extremo de maré cheia, coincidente com um período de marés vivas equinociais e uma intempérie violenta.

Fonte: https://jornaleconomico.sapo.pt/noti...cM7uXGikxJ_DsY
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Old January 8th, 2020, 02:16 AM   #493
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Era um dos maiores peixes de água doce. Agora está extinto


O peixe-espátula-chinês era uma das mais emblemáticas espécies do rio Yangtzé, na China. A pesca em excesso e as barragens, que interferiram com a sua reprodução, ditaram o seu fim, dizem os cientistas.

Era um dos maiores peixes de água doce do mundo, o maior do rio chinês Yangtzé e até aos anos de 1970 era ali pescado em grandes quantidades, fazendo parte da alimentação das populações locais. Foi apenas há 40 anos, mas já pertence ao passado. O impressionante peixe-espátula-chinês (Psephurus gladius), que chegava a atingir sete metros de comprimento,foi dado como extinto. É a primeira espécie nesta lista negra em 2020.

O diagnóstico é de um grupo internacional de cientistas coordenado por Hui Zhang, da Academia das Ciências de Pesca, em Wuhan, na China, e foi feito num artigo publicado online na revista científica Science of the Total Environment.

[...]

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Old January 12th, 2020, 06:34 PM   #495
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Promovidos por engano. Militares da Marinha recebem "prenda de Natal envenenada"

Foram obrigados a assumir erro alheio decorrente de uma má interpretação da lei e agora têm de devolver o dinheiro recebido. Mas os prejuízos vão além disso e há quem admita avançar para a justiça.


Um ano depois de terem sido promovidos, 460 praças da Marinha foram notificados no final do ano passado para devolver o dinheiro entregue por engano e a regressar às posições remuneratórias anteriores.

Foi “uma prenda de Natal envenenada” e “inusitada”, refere o comunicado da Associação de Praças. À Renascença, Luís Reis, presidente desta associação, diz ser uma situação “incompreensível, já que deve ser a Marinha a assumir o erro administrativo que cometeu”.

Os militares sentem-se obrigados a assumir um erro que não lhes pertence e que decorre de uma má interpretação do Orçamento do Estado para 2018, que desbloqueou carreiras da função pública.


Luís Reis refere que “a administração da Marinha fez uma interpretação restritiva dos direitos dos militares” e não percebe a mudança de entendimento do decreto-lei n.º 296/2009, de 14 de outubro.

“Em 2010, aquando da implementação do decreto-lei, o militar arrastado na progressão de carreira levou o tempo de escalão e tempo de posição já adquirido”, mas “em 2009 a Marinha faz entendimento contrário”, lê-se no comunicado.

“Que saibamos, o decreto-lei não sofreu alterações!”, acrescenta a nota.

Além de os militares terem de devolver o dinheiro recebido – que em alguns casos monta aos três mil euros – o presidente da Associação de Praças chama a atenção para os “encargos que os camaradas tiveram de suportar com este incremento na sua remuneração”.

Em causa “estão também os valores de abonos de família e bolsas de estudo que se perderam devido às promoções que, afinal, serão revertidas”, sublinha à Renascença.

No comunicado enviado, a associação condena a forma impositora como os militares foram notificados, sem qualquer consideração pelo facto de alguns se encontrarem em missão.

Segundo a nota, a carta recebida em novembro de 2019 informava “que, independentemente da defesa que cada militar possa fazer no âmbito da audiência prévia, o sentido da decisão final a proferir já não altera”.

A Renascença apurou, entretanto, que mais de metade destes 460 praças já escreveu ao Chefe do Estado Maior da Armada e admite avançar para a justiça, caso a resposta do almirante António Mendes Calado seja negativa.

Fonte: https://rr.sapo.pt/2020/01/10/pais/p...e1FCusB_90pvdE
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Old January 13th, 2020, 07:49 PM   #496
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Oceanário de Lisboa apresenta exposição imersiva



"One - o mar como nunca o sentiu" é o nome da exposição imersiva da artista e bióloga Maya Almeida apresentada pelo Oceanário de Lisboa. Um espetáculo de imagem e som sobre a biodiversidade dos oceanos inteiramente filmado em Portugal.

"Foram dois anos de trabalho, dos quais oito meses a filmar, sobretudo nos Açores e sobretudo imagens subaquáticas, que é o menos comum e o que as pessoas acham mais interessante. Filmámos imagens com um drone que quase parecia um helicóptero, de tão grande. Fizemos também imagens em terra, em locais como Nazaré, Aveiro, Costa Vicentina e Algarve. Temos filmagens feitas por todo o país", conta a artista.

A exposição é apresentada no âmbito dos eventos Lisboa Capital Verde Europeia 2020 e não tem data de fecho prevista.

Fonte: https://pt.euronews.com/2020/01/13/o...sicao-imersiva
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Old January 13th, 2020, 07:50 PM   #497
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ONE, O MAR COMO NUNCA O VIU: A IRREVERENTE INSTALAÇÃO A NÃO PERDER NO OCEANÁRIO DE LISBOA

É no átrio do Oceanário de Lisboa que esta experiência, imersiva e emocional, acontece.

O Oceanário de Lisboa tem patente uma instalação artística que promete levar os visitantes a sentir verdadeiramente o mar, através de uma experiência imersiva. Com imagens captadas apenas em Portugal, ONE, o mar como nunca o viu é uma instalação de arte criada pela artista portuguesa, Maya, que retrata uma forte mensagem acerca da ligação do Homem ao mar, invocando a grandiosidade do oceano com um propósito: criar um sentimento de responsabilidade pela preservação do mar, um sentimento que deve ser transversal a todas as gerações.

A instalação pretende enaltecer a poesia da relação humana com os seres marinhos, através de imagens reais, mas também trabalhadas em sobreposição para que seja criado um ambiente mágico e arrebatador. As imagens são da autoria da artista portuguesa, que é também cineasta e fotógrafa, tendo-se dedicado à fotografia subaquática em movimento, integrando o elemento humano no elemento da água. Esta é a primeira vez que a artista expõe o seu trabalho em Portugal.

“Ao decidir qual seria a melhor forma de representar o ‘Mar de Portugal’, tentei não me limitar a objetivar esta ligação e, em vez disso, transmitir uma mensagem mais vasta com um potencial de transformação. Uma mensagem sobre a importância da preservação deste recurso vital, mas, acima de tudo, sobre aquilo que tem de mudar dentro de nós mesmos para que essa meta se torne uma realidade”, partilha a artista. ONE é uma viagem de um herói – que é o oceano. O projeto demorou cerca de dois anos para executar a parte da obra, incluindo oito meses de filmagens, que ocorreram em território marítimo português, mais concretamente, em Portugal Continental (Algarve, Costa Alentejana, Cascais, Sintra, Nazaré e Aveiro) e Açores.


É no átrio do Oceanário de Lisboa que esta experiência, imersiva e emocional, acontece. Ao entrar nela, o visitante pode viver um momento de introspeção e de harmonia, criando uma ligação mais íntima e particular com o oceano. Após esta experiência, a continuação da visita pelo enorme aquário da capital será, certamente, vivida com outra consciência e sensibilidade.

Esta criação responde ao desafio proposto pelo Oceanário à artista portuguesa, que se baseava no conceito de promover o respeito pelo oceano e pela responsabilidade que cada pessoa deverá ter na preservação e conservação do mesmo, proporcionando uma experiência emocional, conseguida através da combinação da arte com a tecnologia. Aqui está exposta a imensa e particular beleza da biodiversidade do mar em Portugal que é, para a maioria das pessoas, desconhecida.

Fonte: https://www.revistarua.pt/one-o-mar-...iSUEqnIojl8BOA
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Old January 20th, 2020, 09:57 AM   #498
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Sagres chega a Cabo Verde a navegar só com vela e com vinho para amadurecer a bordo


O navio-escola Sagres atracou na cidade da Praia, após nove dias a navegar à vela, trazendo a bordo vinho para amadurecer nesta circum-navegação.


O navio-escola Sagres atracou este domingo na cidade da Praia, após nove dias a navegar à vela, trazendo a bordo vinho para amadurecer nesta circum-navegação e o marinheiro luso-cabo-verdiano Vando Duarte, pela primeira vez na capital de Cabo Verde.

“É especial, porque nunca tinha conhecido e já que a Marinha proporciona eu tinha que aproveitar, porque não sei quando venho outra vez”, começa por contar à Lusa o 1.º marinheiro Vando Duarte, 31 anos, português e filho de pais cabo-verdianos. A família é das ilhas de Santo Antão, São Vicente e São Nicolau. Para Vando Duarte esta é a primeira vez na cidade da Praia e a segunda na terra dos pais, depois de há quatro anos ter visitado São Vicente.

O navio-escola Sagres atracou na cidade da Praia cerca das 08:30 locais (07:30 em Lisboa), quase uma hora antes do previsto, já com a bandeira de Cabo Verde içada, por entre as 10 velas redondas e 13 latinas, entretanto recolhidas.

“Faltam 18 bandeiras”, começa por brincar o comandante do navio-escola Sagres, António Maurício Camilo, em declarações à Lusa. Ao todo serão içadas 20 bandeiras – além da portuguesa -, nos 23 portos em que o Sagres vai fazer escala, em 371 dias, numa viagem que se insere nas celebrações do quinto centenário da circum-navegação de Fernão de Magalhães, com passagem pelo Japão, para servir de casa de Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho.

“É uma viagem longa e, portanto, vai exigir muito às pessoas que estão embarcadas e ao próprio, navio, ao material. Nesse aspeto será um desafio permanente desde o primeiro ao último dia”, admite o comandante, enquanto prepara o navio.

Até à partida, na quarta-feira, o Sagres vai estar aberto a visitas e às autoridades cabo-verdianas. A bordo do navio, Vando Duarte, ao serviço da Marinha portuguesa desde 2007, desempenha as funções de eletricista, numa equipa de mais cinco marinheiros. “Tirando a família, que é o que custa mais, é o conhecimento que esta volta vai propiciar, conhecer sítios que eu não pensava em ir”, conta, sobre os desafios que ainda tem pela frente. Quando regressar a Almada, previsivelmente em 10 de janeiro de 2021, a filha de Vando completará quatro dias depois dois anos de vida. Será o primeiro aniversário com o pai: “É o mais difícil”, admite.

A bordo encontram-se 142 elementos de guarnição, bem como 50 instruendos da Aporvela — Associação Portuguesa do Treino de Vela e dois investigadores do projeto SAIL, numa viagem que se insere nas celebrações do quinto centenário da circum-navegação de Fernão de Magalhães. “Principalmente é dar-nos todos bem. Depois, tentamos sempre arranjar alguma coisa para fazer”, conta.

Nove dias depois de deixar Tenerife, o veleiro chegou hoje à capital cabo-verdiana praticamente sem usar os motores. “Nesse aspeto foi excelente porque o vento estava, não só na boa direção, também com alguma intensidade e, portanto, permitiu que viéssemos quase sempre à vela de Tenerife até aqui à Praia. Daqui para a frente vai haver alturas em que vamos ter de andar muito mais a motor e há outras tiradas que são claramente favoráveis a que sejam feitas, em grande parte, à vela”, explicou António Maurício Camilo.

Entre a carga do navio-escola, há seis pipas que fazem a diferença. São vinhos generosos produzidos em Portugal, desde o moscatel de Setúbal aos de Oeiras e do Porto, e que também vão fazer a circum-navegação.

“Não é uma experiência inédita. Fazemos isso desde o ano 2000 e o que tentamos replicar é o chamado vinho ‘torna viagem'”, explica o comandante. “Foi algo que se descobriu um bocado por acaso, quando se percebeu que o vinho que fazia a viagem não era consumido e depois regressava com características diferentes. Nomeadamente ficava muito melhor, ganhava qualidades”, acrescentou António Maurício Camilo.

No final da viagem, em janeiro de 2021, esta volta ao mundo dará origem, também, a um vinho especial. “Vamos ver, daqui a um ano, quando regressarmos a Lisboa e as pipas forem abertas, se realmente se confirma mais uma vez que o vinho fica melhor”, contou.

A bordo do navio-escola seguem ainda 12 conjuntos de instrumentos, uma oferta do Exército português para a banda de música da Forças Armadas de Cabo Verde, além de 150 livros e vários conjuntos desportivos, a descarregar na Praia ao longo dos próximos dias. “É uma forma de a Sagres levar algo aos portos que visita”, assume o comandante do histórico veleiro, construído em 1937 na Alemanha e ao serviço da Marinha portuguesa desde 08 de fevereiro de 1962.

Além do luso-cabo-verdiano Vando Duarte, o navio-escola conta na sua guarnição com marinheiros portugueses de outras ascendências, como de países de leste, sul-americanos ou outros países de língua portuguesa. Somando aos marinheiros de outras nacionalidades que serão embarcados durante a viagem, António Maurício aponta para mais de 20 nacionalidades a passar pelo navio, nesta circum-navegação. “Um bocadinho à semelhança do que foi a armada de Magalhães, que tinha 12 nacionalidades diferentes à partida de Espanha”, rematou.

O navio-escola Sagres parte da Praia no dia 22 de janeiro, cruzando o Atlântico até chegar ao Brasil. É esperado no dia 10 de fevereiro no Rio de Janeiro.

Fonte: https://observador.pt/2020/01/19/sag...LYICexaH4cxTNk
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Old January 20th, 2020, 12:32 PM   #499
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Aquecimento do mar altera espécies nas águas portuguesas

Os robalos migram para norte e chegam cada vez mais sargos-do-Senegal e atuns-voadores. Nunca os oceanos estiveram tão quentes


Se os noruegueses andam satisfeitos por passarem a ter mais robalos nas suas águas, os portugueses nem por isso. Devido ao aquecimento do mar, os stocks desta espécie começaram a migrar mais para norte em busca de mares mais frescos. Mas também há novas espécies a aparecer em maior número nas águas nacionais, como o sargo-do-Senegal, o charroco ou o atum-voador. Estas variações e migrações ganham nova relevância perante as evidências de que a temperatura dos oceanos a nível global atingiu níveis recorde em 2019.

[...]

Fonte: https://expresso.pt/sociedade/2020-0...IqBZAZThe4GvHg
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Old January 28th, 2020, 11:16 AM   #500
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Dia 30 venha descobrir alguns dos segredos que o mar de Cascais encerra.

Às 18h00, na Casa Sommer - Arquivo Histórico Municipal.


https://www.facebook.com/CMCascais/p...type=3&theater


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